Aumenta desejo do trabalhador brasileiro por plano de aposentadoria

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Pesquisas globais realizadas pela Willis Towers Watson com empregadores e empregados mostram a relação entre benefícios, saúde e produtividade. O estudo Global Benefits Attitudes ouviu 1.004 empregados de grandes empresas brasileiras, enquanto uma segunda pesquisa, a Staying@Work – Health & Productivity (Saúde e Produtividade), levantou dados de 56 grandes companhias nacionais e multinacionais no Brasil.

Segundo dados do estudo Global Benefits Attitudes, os trabalhadores brasileiros, ao responder a pergunta “Se sua empresa oferecesse um valor para ser gasto com benefícios, onde você o investiria? ”, 26% dos empregados optariam por plano de aposentadoria, seguido pelo 24% dos empregados que escolheram planos de saúde, 12% por proteção médica adicional (plano odontológico ou plano/reembolso ótico), 11% por seguro de vida e invalidez, seguro proteção de renda (prestamista); 10% por proteção financeira (seguro para doenças graves e outros seguros).

O aumento da preocupação com a aposentadoria fica mais evidente quando olhamos para as prioridades financeiras dos empregados por faixa etária. A poupança para a aposentadoria aparece no ranking de prioridades já na faixa dos 30 anos, aumentando gradativamente até os 50. Esse dado nos mostra que o brasileiro está mais preocupado com o seu futuro financeiro e que está pensando nisso cada vez mais jovem.

‘Pokémon Go’ domina as ruas e coloca “distraídos” em risco. Saiba como se proteger

João Rigobellopor João Rigobello é diretor de Affinity da Willis Towers Watson

Se estiver caminhando e encontrar pessoas atrás de você grudadas no celular ou aglomeradas olhando para a tela em um ponto específico, não se assuste! O jogo Pokémon Go está disponível no Brasil desde o início de agosto e já domina as ruas do país. Agora, se você já é um dos fãs ou jogadores do game – fique ligado! A brincadeira é divertida, mas alguns cuidados devem ser tomados.

O Pokémon Go já é febre no mundo, mas algumas situações de risco foram detectadas por seus usuários. Assaltos, furtos e atropelamentos aconteceram por conta do jogo, já que os usuários ficam totalmente distraídos. Com todas essas situações de perigo, o uso de seguros como acidentes pessoais, o seguro auto e o seguro para celular tendem a aumentar.

Este assunto já está se tornando alvo também dos órgãos públicos de trânsito, como por exemplo, o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) que alertou os usuários do jogo quanto aos riscos, lançando na última sexta-feira (5) uma campanha educativa que será divulgada nas redes sociais e em blitz.

O game foi criado pela Niantic em parceria com a The Pokémon Company e o intuito é o jogador sair pelo mundo procurando as criaturas. Disponível para aparelhos Android e iOS, o Pokémon Go usa dados do Google Maps para espalhar os bichinhos pelas ruas de cidades. Os pokémons aparecem aleatoriamente pelo mapa. Uns são mais raros que outros e algumas condições geográficas também são respeitadas. Resumindo: o jogador deve andar para encontrar o monstrinho e capturá-lo.

Seguros

Como o mecanismo do game é viciante e tira a atenção das pessoas, elas estão mais expostas a acidentes, o que torna o uso do seguro de acidentes pessoais mais frequente já que cobre riscos causados por acidente, até morte e invalidez. Os acidentes pessoais são externos, onde o segurado pode sofrer de forma súbita, violenta, imediata e involuntária, provocando lesões físicas ou morte. É o acidente, e não suas consequências, que caracteriza o sinistro (concretização de um ou mais riscos previstos no contrato do seguro).

Os usuários do jogo também estão suscetíveis a assaltos e furtos. Para proteger seus celulares, fundamental hoje no dia a dia, o seguro do aparelho dá a tranquilidade necessária em casos de danos físicos no mesmo ou de roubos, ocorrências comuns no Brasil.

Todos sabem que direção e celular não combinam, mas o que estamos vendo nas ruas são as pessoas caçando pokémons no trânsito. Portanto, se você é um desses, quando estiver conduzindo um veículo, não desvie a sua atenção do volante. Ainda não existem estatísticas a respeito, mas já existem notícias de acidentes causados pelo jogo, o que poderá impactar na sinistralidade do seguro auto.

Agora que você já sabe como se proteger, bom jogo!

Desafio da Previdência Social é a principal temática do VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada

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Evento promovido pela FenaPrevi contará com a participação de profissionais do setor, acadêmicos e representantes de entidades internacionais para debater a atual situação da Previdência Social brasileira, perspectivas e possibilidades futuras

Entre os palestrantes internacionais presentes no VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada estarão Larry Hartshorn, da LIMRA & LOMA International e Solange Berstein, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os especialistas e professores Cássio Turra, do Departamento de Demografia da UFMG e Luís Eduardo Afonso, do Departamento de Contabilidade e Atuária FEA/USP, também estarão entre os palestrantes do VIII Fórum da FenaPrevi.

Nos quatro painéis do VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada serão apresentados “Aspectos Demográficos Globais e Consequências para o Sistema de Previdência Social”; “Mudanças Implementadas por outros países na previdência social”; “Perspectivas para a Previdência Social” e “Previdência Social no Brasil: O que deveria ser feito X O que é possível?”.

Talk Show

No encerramento haverá um talk show com o tema “Previdência Social no Brasil: o que deveria ser feito X o que é possível”? Debate com a participação do presidente da FenaPrevi, Edson Franco; Hélio Zylberstajn, professor do Departamento de Economia da FEA/USP e presidente e co-fundador do Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (IBRET); e do economista e especialista em Previdência, Paulo Tafner.

Serviço

VIII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada

Data: 23 de agosto

Horário: 08h00 – 18h00

Local: Hotel Grand Hyatt – Av. das Nações Unidas, 13301 – Brooklin, São Paulo

Confira a programação completa do evento:

http://www.cnseg.org.br/fenaprevi/servicos-apoio/noticias/abertas-as-inscricoes-para-o-viii-forum-nacional-vida-e-previdencia-privada.html

Liberty Seguros lança seguro para festas

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Em 2015, o mercado de festas, que vem crescendo em um ritmo médio de 30% ao ano no país, movimentou cerca de R$ 16,8 bilhões. Acompanhando essa tendência, a Liberty Seguros lança o Liberty Festas, que garante tranquilidade para pessoas físicas que realizam eventos, desde pequenas comemorações em família até casamentos.

O produto assegura o valor pago pelo aluguel do espaço e contratação de buffet em caso de contratempos que impeçam a realização da festa no dia e local firmado em contrato. As coberturas protegem contra incêndio no local da festa, fenômenos climáticos (vendaval, chuva de granizo ou alagamento) ou colisão de veículos que impeçam o acesso ao local.

Um dos diferenciais da cobertura básica do Liberty Festas é o reembolso do valor pago pelo contratante do evento (noivos, formandos, debutantes, aniversariantes e familiares) nos casos de falência da empresa principal contratada.

“Esta é uma cobertura muito importante para garantir a tranquilidade do segurado”, diz Rosy Herzka, diretora da Liberty Seguros. “Especialmente em um ano em que observamos, apenas no primeiro semestre, um aumento de 26% de empresas de diversos setores que pediram falência em relação ao mesmo período de 2015”, explica.

O cliente também pode contratar uma série de coberturas adicionais que garantem o pagamento de gastos como a utilização de gerador de energia, o aluguel ou compra de roupa de gala em caso de falência do fornecedor escolhido originalmente, roubo de bens do segurado durante o evento e despesas com cerimonialista ou assessoria de eventos para o planejamento e organização de um novo evento.

“O Liberty Festas é um produto que reforça o nosso compromisso em oferecer soluções que atendam às necessidades do nosso público”, diz a executiva. “Nosso objetivo é garantir que o segurado possa aproveitar seu momento especial, seja um casamento, uma formatura ou o aniversário de um filho, sabendo que está protegido”, finaliza.

A pauta é: a reforma da Previdência Social

A 8ª edição do Fórum Nacional de Seguros de Vida e Previdência Privada, uma realização da FenaPrevi, acontece no dia 23/08, no Hotel Grant Hyatt, em São Paulo. Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon, do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e membro titular do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) participará como debatedor do Painel 3, das 14h30 às 15h30, com o tema ‘Perspectivas do Governo para a Previdência Social’.

Serviço:

VIII Fórum Nacional de Seguros de Vida e Previdência Privada (realização FenaPrevi)

Local: Hotel Grant Hyatt, São Paulo

Painel: Perspectivas do Governo para a Previdência Social

Horário: 14h30 às 15h30

AIG aceita vender o United Guaranty Corporation para Arch Capital Group por US$ 3,4 bilhões

aig logoA AIG anunciou hoje que firmou um acordo para vender a United Guaranty Corporation (UGC) para Arch Capital Group Ltd, com sede em Bermuda e que atua com riscos especiais como o seguro de hipoteca e resseguros, em uma base mundial. O valor total da transação é de US$ 3,4 bilhões, sendo US$ 2,2 bilhões em dinheiro, US$ 250 milhões em ações preferenciais e US$ 975 milhões em ações conversíveis.

“Hoje atingimos um marco importante na nossa estratégia assumida em 2015 de março, quando afirmei na minha primeira carta aos acionistas como CEO da AIG seria ‘esculpir o futuro AIG’ em uma empresa mais focada e que desinvestimentos seletivos seria um parte importante para alcançar esse objetivo”, disse Peter Hancock, presidente e CEO da AIG. “Acreditamos que esta transação maximiza o valor da UGC enquanto agilizando ainda mais a nossa organização. Isso nos coloca em uma posição mais forte para investir no talento e tecnologia essencial para sermos uma seguradora mais valiosa paraos nossos clientes, enquanto continuamos a cumprir a promessa feita pelo Conselho e a administração da AIG para devolver US$ 25 bilhões para nossos acionistas até o final de 2017.

“Estamos muito animado sobre a combinação de ACGL e United Guaranty porque essas empresas têm levado o mercado em inovação através de seus modelos de preços baseados em risco e foco em análise de dados”, disse Dinos Iordanou, Chairman e CEO da Arch Capital Group Ltd.

A transação está sujeita às aprovações regulatórias necessárias. J. P. Morgan Securities LLC e Morgan Stanley & Co. LLC atuaram como consultores financeiros para AIG, e Sullivan & Cromwell LLP atuou como assessor jurídico da AIG na transação.

UGC é a principal companhia de seguros privados de hipoteca nos Estados Unidos, com mais de 1.800 clientes e aproximadamente 1.050 funcionários, incluindo uma força nacional de vendas de aproximadamente 100 profissionais. A UGC tem sede em Greensboro, Carolina do Norte, e é uma subsidiária integral da AIG. Arch Capital Group Ltd. é uma sociedade anônima das Bermudas com cerca de U$ 7,6 bilhões em capital em 30 de junho de 2016, com operações em Bermuda, Estados Unidos, Europa e Canadá.

Sidnei Calligaris é o novo vice-presidente da Prudential

Sidnei_Calligaris_jul16Sidnei Calligaris é o novo vice-presidente Comercial e Regional da Prudential do Brasil. Responsável pela região de São Paulo, o executivo tem como objetivo fazer esta praça crescer ainda mais dentro do negócio da companhia em seguro de vida, assim como contribuir com a constante elevação da operação brasileira de seguros.

A história do novo vice-presidente começou praticamente junto com a atuação da seguradora no Brasil. Ele participou do primeiro grupo de corretores a comercializar o seguro de vida individual da Prudential do Brasil no país, em 1998. Calligaris deixou sua condição de franqueado em 2011, quando foi contratado pela companhia como Diretor Regional & RCMO.

Mulheres contratam mais seguro auto entre os solteiros, aponta SulAmérica

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As mulheres solteiras são mais cuidadosas com seus veículos do que os homens com esse estado civil, mostra um levantamento da SulAmérica, a maior seguradora independente do país. Elas representam 60% dos solteiros que integram a carteira de clientes do SulAmérica Auto. Já entre os casados, o quadro se inverte e os homens formam maioria, com 60% de participação.

O estudo inédito aponta também que São Paulo é o Estado com maior concentração de solteiros (35% da carteira), enquanto no Acre esse público responde por apenas 18% dos clientes. O recorte por faixa etária mostra ainda que os solteiros representam quase metade (46%) dos clientes até 35 anos.

“É interessante notar as diferenças de comportamento do cliente ao longo da sua vida. Quando se casa, o homem tem uma melhorpercepção da importância do seguro do automóvel em relação à proteção e tranquilidade oferecidas. Ele também entende que uma apólice pode evitar grandes impactos no seu orçamento e passa a contratar mais”, destaca o vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri. “Do ponto de vista estratégico, estas informações são importantes para o desenvolvimento de produtos com foco no cliente”, completa o executivo.

Outro dado interessante é que os casados lideram a carteira de seguro de moto, respondendo por quase 70% dos clientes. Já entre os donos de pick-ups, eles representam mais de 80% dos segurados.

Com o objetivo de atender às necessidades dos diversos perfis de consumidores, oSulAmérica Auto oferece um portfólio completo de produtos, com coberturas e serviços especiais para cada tipo de cliente. O SulAmérica Auto Mulher, por exemplo, oferece opção de contratação de franquia zero no primeiro sinistro, acompanhante à delegacia em caso de roubo ou furto e serviços como troca de pneus e reboque e auxílio mecânico com quilometragem ilimitada.

Já o SulAmérica Auto Zero KM garante indenização do veículo pelo valor da nota fiscal durante a vigência do seguro e o serviço “Leva e Traz”, que leva o veículo para a primeira revisão ou providencia táxi na volta, caso o próprio segurado queira deixar o carro na concessionária.

Os produtos da carteira da seguradora oferecem ainda garantias exclusivas como cobertura de roubo ou furto do estepe e cobertura de saldo do financiamento, além do serviço Motorista Amigo, pelo qual o segurado pode solicitar um condutor para levá-lo até a sua residência em caso de indisposição.

Os segurados também contam com o aplicativo SulAmérica Auto, que possui botão de emergência para acionar a assistência (reboque ou mecânico) em poucos cliques e permite visualizar dados da apólice, telefones de contatos e benefícios disponíveis. O app traz uma parceria exclusiva com a Easy Carros, empresa especializada em serviços automotivos, oferecendo desconto para lavagem ecológica, polimento, higienização de ar-condicionado, limpeza de motor e outros serviços, realizados no local determinado pelo cliente.

Quase 700 mil bicicletas de alto valor não têm seguro

por Márcia Alves

Apesar da retração em 2015, a produção de bicicletas deverá crescer 9% neste ano. Apenas um dos fabricantes colocará no mercado quase 4 milhões de unidades. Neste volume estão as bicicletas de alto valor, cujo preço varia entre R$ 3 mil e R$ 60 mil. Um mercado composto por cerca de 700 mil bicicletas, das quais menos de 10% estão seguradas.

“Existem mais de 600 mil bicicletas no país para serem prospectadas pelos corretores”, disse Janete Tani, gerente de Riscos Patrimoniais da Argo Seguros, durante sua participação em palestra da APTS, dia 11 de agosto, no auditório do Sincor-SP. Ela e Rafael Fragnan, gerente de Sinistros P&C, apresentaram o tema “O promissor mercado de seguros para bicicletas”.

De acordo com Janete, o prêmio médio de seguro para bicicleta é de R$ 800,00 e o potencial do mercado é de R$ 560 milhões em prêmios por ano. Na Argo, que tem uma carteira com 6 mil bicicletas e espera fechar o ano com 10 mil, as coberturas oferecidas são para roubo e furto qualificado, acidentes e danos causados a terceiros (Responsabilidade Civil).

Um dos diferenciais do Protector Bike, segundo ela, é a abrangência das coberturas, que alcançam todo o território nacional. Mas os sinistros da carteira não são apenas por roubo. Segundo Rafael Fragnan, na Argo, 53% são por roubo e 47% por acidentes. “No início, nossa preocupação era com roubo, mas nesses três anos de operação do produto vimos que também ocorrem muitos sinistros de acidentes em treinos”, disse.

Para os corretores, Janete apresentou outra oportunidade de ganho com os seguros para bikeshops. Segundo levantamento da Argo, apenas em São Paulo e Minas Gerais existem cerca de 1,7 mil bikeshops, com três funcionários. Considerando o prêmio médio de R$ 1,5 mil, a seguradora estima o potencial de R$ 2,5 milhões em prêmios por ano. A gerente da Argo destacou que o diferencial desse produto é a cobertura para bens de terceiros.

Outra facilidade Bike Protector é o aplicativo para celular que permite ao segurado a contratação 100% online. “Basta que o segurado envie a foto da bicicleta, do número de série, do grupo (câmbio dianteiro, traseiro e pedivela) e da nota fiscal. Se não tiver nota, o sistema irá gerar um voucher”, disse.

Mais da metade do evento foi dedicado aos questionamentos da plateia, que foram muitos. “Se o usuário gastar, por exemplo, R$ 3 mil em peças para incrementar uma bicicleta avaliada em R$ 3 mil, poderá fazer o seguro de R$ 6 mil?”, questionou um corretor. “Sim, ele pode enviar as notas fiscais das peças alteradas e se a nossa avaliação confirmar a valorização, o valor de sua bike será alterado”, respondeu Janete.

O presidente da APTS, Osmar Bertacini, que atuou no evento como mediador, elogiou a participação da plateia. “Pela quantidade de perguntas, vejo que acertamos no tema. O seguro para bicicletas é pouco conhecido, mas muito promissor e rentável”, concluiu.

Mercado segurador avança 6,4% no 1º semestre do ano

image012Fonte: CNseg

“Embora no ano passado o crescimento nominal do mercado de seguros, previdência e capitalização tenha registrado desaceleração, ao compararmos o 1º e o 2º trimestres de 2016 com os mesmos períodos de 2015 podemos notar progressão das taxas de crescimento do mercado, de 3,6% para 8,8%. O semestre fechou com evolução de 6,4%, o que é uma boa notícia”. A análise, feita pelo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, comprova que o desempenho do setor em 2016 permanece acima do observado pelo Produto Interno Bruto (PIB) e outros indicadores agregados como o emprego e a renda nominal. Com arrecadação total de R$ 113,9 bilhões, no primeiro semestre do ano, o mercado segurador revela-se com vigor face à crise que afeta duramente outros setores de atividades. No acumulado do período – janeiro a junho de 2016 – frente a igual período de 2015, a produção industrial apresentou queda de 9,1%, assim como a fabricação de automóveis (-21,7%), dos bens de consumo duráveis (-22,2%), e bens de capital (-20,1%).

Mas, tão importante quanto indicar a movimentação do mercado de seguros, é mostrar a expressiva prestação de serviços à sociedade. Com relação a indenizações, pagamento de benefícios, resgates e sorteios de capitalização, as empresas do setor retribuíram no primeiro semestre, R$ 61,7 bilhões, ou seja, variação nominal positiva de 14,3% ante ao mesmo período do ano anterior. As provisões técnicas (reservas guardadas para saldar sinistros) já alcançaram R$ 716,8 bilhões e variação, também positiva, de 19,2%. “Os resultados mostram evolução e resiliência. Em relação a igual período do ano passado, as provisões chegaram a R$ 601,6 bilhões”, complementa Coriolano.

Destaques do primeiro semestre de 2016 | Participação no mix de seguros

Seguro de Crédito e Garantia – Sobrepujando o aumento do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) nos últimos doze meses de 4,9%, a arrecadação do Seguro Garantia voltada às obras públicas acumula um notável crescimento nominal de 29,8% de janeiro a junho de 2016. Este ramo se destacou dentro de Crédito e Garantia, grupo que teve variação nominal de 13,1% no acumulado de janeiro a junho deste ano. A participação no mix do mercado foi de 1,2%.

Família VGBL – Produto vendido majoritariamente de forma individual e com uma concentração de aproximadamente 99% dos prêmios arrecadados em seguradoras que fazem parte de conglomerados financeiros, os planos VGBL se mantêm como o maior propulsor do crescimento do mercado supervisionado pela Susep, com uma variação nominal na arrecadação de prêmios de 13,6% no acumulado de janeiro a junho deste ano. A participação no mix do mercado foi de 42,0%.

Vida | Seguro Individual – Responsável por mais de 40% dos prêmios arrecadados nos produtos de Coberturas de Pessoas – Planos de Risco, entre os produtos Vida, o grande destaque foram os planos individuais, que apresentaram variação nominal de 26,8% de janeiro a junho deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior. A participação no mix do mercado foi de 2,7%.

Seguro Habitacional – O Seguro Habitacional apresentou crescimento ligeiramente acima da inflação até junho de 2016, com 10,1% de variação nominal. Num cenário econômico de restrição de crédito habitacional e de empreendimentos na construção civil comparando-se aos anos anteriores, o principal propulsor para que o ramo não fosse tão fortemente afetado foi o avanço da força de venda de algumas empresas, não líderes, que aumentaram seu marketshare no mercado de seguro habitacional. A participação no mix do mercado foi de 1,5%.

Seguro Rural – O Seguro Rural apresentou crescimento nominal de prêmio acentuado de 58,6% de janeiro a junho de 2016, evidenciando maior independência da sua contratação à subvenção do governo, cuja estimativa para 2016 é 60% menor – R$ 400 milhões – do que a do ano anterior. O crescimento do prêmio observado demonstra alta correlação com a previsão de safra comparada com o observado em 2015. No início deste ano, havia a estimativa de recorde de produção para 2016, que foi prejudicada pela piora das condições climáticas ao longo do ano, chegando ao recuo de 8,4%, comparada com 2015. Consequentemente, o prêmio do Seguro Rural passou de uma variação nominal negativa em janeiro para 58,6% de crescimento nominal acumulado até junho de 2016. A participação no mix do mercado foi de 1,4%.

Seguro de Automóvel – O Seguro de Automóvel, representado principalmente pelos ramos Casco (70%) e Responsabilidade Civil Facultativa RCF-V (22%), apresentou um decrescimento nominal de prêmio de 3,2% até junho deste ano. Uma vez que cerca de 80% dos automóveis segurados são novos, tal desaceleração no setor veio como consequência de uma grande queda na venda de veículos, chegando a 25,1% no período analisado.

Seguro de Garantia Estendida (bens patrimoniais) – O ramo de seguro de garantia estendida de bens patrimoniais vem sentindo o impacto da atual situação político-econômica do país e alcançou o total de R$ 1,3 bilhão de janeiro a junho de 2016, acumulando uma queda nominal de 9,4% comparado a igual período do ano anterior. Apesar das baixas expectativas para o ramo, este vem se mostrando bastante resiliente, com uma queda mais suave do que a observada pela venda de móveis e eletrodomésticos, que já acumula 30,5% neste ano (período disponível: até maio de 2016).

Capitalização – Houve uma diminuição de -1,7% em termos nominais da arrecadação do segmento de capitalização no acumulado do ano que se justifica em função da desaceleração do PIB, pressões inflacionárias e a alta da taxa de juros, que repercutem negativamente na venda de novos produtos e retenção de clientes do segmento. Além do mais, o setor está aguardando mudanças no marco regulatório do setor, por parte da Susep, ensejando que as sociedades de capitalização fiquem cautelosas no lançamento de novos produtos.

Prestamista – Diante do momento adverso da economia, no final de 2014 o produto prestamista apresentou um crescimento acima do padrão histórico, possivelmente, como reflexo da preocupação das pessoas em ver quitadas as suas dívidas em caso de morte, invalidez ou desemprego. No segundo e terceiro trimestre de 2015, no entanto, o cenário se estabilizou com uma variação nominal de 7,9%, comparado com o mesmo período do ano anterior. Atualmente, verifica-se, no acumulado do semestre, uma contração nominal de 10,7% da arrecadação de prêmios, justificada pela impossibilidade financeira de manutenção desse tipo de seguro frente ao aumento da taxa de desemprego. Importante ressaltar a importância desse produto para a sociedade que pode ser expressa pelo crescimento nominal de 23,4% no valor dos sinistros pagos pelas seguradoras no mesmo período.