Alfredo Chaia, da AIG, lança livro sobre análise de risco

image003-3Alfredo Chaia, Diretor da AIG Consultoria Brasil, apresenta no próximo dia 18 de agosto o livro Análise de Risco Parametrizada, em co-autoria com renomados profissionais ligados à academia, negócios e seguros. A obra tem o objetivo de ser um manual prático, atualizado e embasado sobre mitigação e gerenciamento de riscos no mercado. Além de Chaia, assinam o projeto Nelson Ricardo Fernandes da Silva, Lázaro Ramos Junior e o professor José Augusto Guagliardi.

Análise de Risco Parametrizada propõe um modelo de análise voltado a diferentes empresas, independente de sua natureza ou porte, com metodologia comprovada em projetos da GV Consult, da Fundação Getulio Vargas, e que agora foi refinada sob fundamentação teórica. “O livro trata o seguro como um dos mecanismos de transferência financeira do risco. Além de oportunidade para expandir ganhos, riscos representam potencial impacto financeiro, e o empreendedor precisa de mecanismos de proteção contra perdas além de sua capacidade ou apetite a riscos”, explica Alfredo Chaia.

A obra ainda presta serviço ao corretor de seguros ao mostrar, além da análise e do diagnóstico, indicações de como estabelecer patamares de retenção de risco, já que as empresas estão cada vez mais expostas.

O limite de retenção do risco é uma agenda frequente entre Clientes, Corretores e Seguradores, e são frequentes os debates e dúvidas relativas ao limite de franquia que o segurado pode arcar, por exemplo. “Para o corretor de seguros, o livro é formidável, pois se apresenta como manual na hora que o profissional precisa responder essas questões ao cliente”, ressalta Chaia.O lançamento de Análise de Risco Parametrizada acontece em São Paulo, em coquetel na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, dia 18 de agosto (quinta-feira). Os autores estarão presentes no local para, além de autografar o livro, discutir conceitos do tema.

Sobre os autores

Alfredo Chaia: Oficial de Marinha. Formação em Engenharia Mecânica e MBA em Gestão Empresarial pela Universidade de São Paulo (FEA – FIA) e Columbia University (NY – USA). International Risk Manager pela ALARYS – RIMS. Auditor certificado TAPA (USA). Treinamento em HPR Highly Protected Risk pela Clemson Universty (USA). Atualmente é responsável pela área de Engenharia de Riscos da AIG Seguros e Diretor da AIG Consultoria e Serviços Ltda.

Nelson Ricardo Fernandes: Executivo com mais de 15 anos de experiência na área de gestão de riscos, governança e compliance em posições de gerência geral e diretoria, Curso de Gestão de Riscos em Harvard, MBA internacional (Manchester Business School). Soft skills de liderança desenvolvidas ao longo de 25 anos como oficial superior das forças armadas, vivência internacional em ambiente multicultural (ONU), experiência em liderança de equipes multi-disciplinares e na implantação de programas de compliance, governança corporativa e no uso das metodologias Canvas Business Model, BSC, ISO 31.000 e COSO ERM.

Serviço

Livro “Análise de Risco Parametrizada”

Editora All Print – 2016

Autores: Alfredo Chaia Filho, José Augusto Guagliardi, Nelson Ricardo Fernandes da Silva e Lázaro Ramos Junior

Lançamento: 18/08/2016, às 18h30, na livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509 – São Paulo/SP)

* O livro estará disponível para compra nas livrarias Saraiva, Cultura e Martins Fontes. Preço sugerido: R$ 30,00.

Fenacor defende ampliação do seguro garantia para obras públicas

armando vergilioFonte: Fenacor

A proposta de ampliação do Seguro Garantia para obras públicas ganhou força no Congresso Nacional. Trata-se de um tema importante para o desenvolvimento da infraestrutura no Brasil, pois destina-se a grandes empreendimentos e serviços públicos. Esse segmento cresceu 28% no ano passado, com R$ 1,7 bilhão em prêmios emitidos. Atenta à demanda da sociedade, a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) defende que o percentual de cobertura suba dos atuais 5% para 30% do valor do contrato, índice praticado em países europeus.

A proposta é baseada em estudos sobre a capacidade e a experiência das próprias seguradoras e construtoras que atuam no país. Há também quem defenda que a cobertura seja plena, atingindo 100% do valor da obra, como ocorre nos Estados Unidos para obras acima de US$ 25 mil.

“Existe muito espaço para crescimento, considerando que esse setor é pouco desenvolvido e possui baixa penetração no âmbito privado. Além disso, a reforma sugerida com o aumento do percentual de garantia naturalmente aumentará o volume de prêmios emitidos”, comenta Armando Vergilio, presidente da Fenacor.

Atualmente, a Lei de Licitações determina que o órgão público pode exigir da empresa vencedora da concorrência a prestação de garantias para a conclusão da obra ou serviços contratados. Uma das modalidades é o seguro garantia. A empresa vencedora contrata o seguro em favor do órgão público. Em caso de descumprimento ou quebra de contrato, o seguro banca a conclusão do empreendimento, até o limite contratado. A estrutura jurídica para o seguro garantia também deixa em aberto que uma seguradora possa retomar a obra

No Senado, o PL 559/2015 vai ao encontro desta revisão e também prevê a contratação de seguro para garantir a entrega da obra. Pelo projeto, a seguradora fiscalizaria o cumprimento do contrato e poderá assumi-lo, se a obra parar. As mudanças na lei são urgentes. O aumento de custo de obras durante sua execução, os atrasos e os problemas estruturais observados após seu término causam prejuízos à administração pública – e principalmente ao cidadão.

Os exemplos para sua importância são vistos em todo o Brasil. Em abril, o trágico desabamento de parte da Ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, deixou dois mortos. Em 2013, nas obras da Arena Corinthians, em São Paulo, um guindaste desabou sobre o painel de LED da obra e alguns caminhões que estavam próximos do local, matando duas pessoas.

Outro desafio enfrentado pelo setor é a falta de clareza quanto ao papel do segurador como garantidor de uma obrigação prevista em contrato. As formas de acompanhamento e de gestão dos contratos garantidos, tanto por parte dos segurados quanto das seguradoras, ainda precisam ser aprimoradas para possibilitar, até mesmo, uma ação preventiva das partes envolvidas, evitando assim a inadimplência contratual.

No modelo americano, a obrigatoriedade de cobertura total já vigora há mais de cem anos. Na prática, a exigência faria com que as seguradoras atuassem como um agente fiscalizador, reduzindo a possibilidade de imprevistos e garantindo mais rigor, eficiência e transparência nas contas públicas, já que nenhuma seguradora se responsabilizaria pela cobertura de um empreendimento sujeito a falhas e irregularidades técnicas.

“Este é um debate recente, que precisa ser levado a sério. Seguro é uma operação vinculada à garantia. E a garantia se faz necessária em função da existência de riscos. O fato é que no Brasil faltam prevenção, rigor nas normas de segurança e fiscalização das obras públicas e privadas, sem falar dos grandes desperdícios”, analisa Armando Vergilio. Segundo ele, todos esses fatores poderiam ser minimizados com um novo modelo de cobertura de seguro, que garantisse um serviço de maior qualidade aos contratantes e segurança à população.

Sobre a Lei das Licitações

A Lei de Licitações (nº 8666) foi sancionada em 1993 e cumpriu seu papel na época, ao disciplinar a contratação de obras e serviços públicos. Com o surgimento de novas tecnologias, projetos de engenharia bem mais complexos e modelagens jurídicas diferenciadas, é preciso adaptá-la para essa nova realidade, inclusive em relação aos percentuais de garantias previstos no artigo 56 (5% a 10%).

Mongeral Aegon e Bancoob criam nova seguradora para atender ao sistema cooperativista brasileiro

mongeralNesta sexta-feira, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) autorizou a entrada em operação da Sicoob Seguradora de Vida e Previdência, por meio da portaria nº 6.620. Com capital social inicial de R$ 40 milhões e sede em Brasília, a nova companhia é resultado de uma joint venture entre a seguradora Mongeral Aegon – reconhecida pelo Governo Federal como pioneira em previdência no Brasil – e o Bancoob – Banco Cooperativo do Brasil, Banco do Sistema Sicoob que é o maior neste segmento no país.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o Banco Central (BC) aprovaram a operação que espera alcançar, no seu primeiro ano de operações, um faturamento da ordem de R$ 100 milhões. A chegada da Sicoob Seguradora ao mercado tem como meta levar seguros de vida e planos de previdência aos quase 4 milhões de cooperados da instituição no País e a expectativa é que a empresa esteja no grupo das 10 maiores seguradoras do Brasil.

O conselho de administração da nova seguradora é composto por Marco Aurélio Borges de Almada Abreu (presidente); Nilton Molina (vice-presidente); Edson Rocha Justino e Helder Molina (conselheiros). Já a diretoria é composta por Helder Molina (presidente); Marcelo Carneiro da Costa (diretor Administrativo Financeiro e Técnico Operacional); e Guilherme Ciarrocchi Ferreira (diretor Comercial).

Sobre a Mongeral Aegon

Presente no Brasil há 181 anos, a Mongeral Aegon tem como propósito de ajudar as pessoas a melhor planejar financeiramente todos os momentos da sua vida. A companhia, com mais de 60 unidades em todo o Brasil, ultrapassou a marca de 2,5 milhões de clientes, totalizando em 2015 mais de R$ 270 bilhões de capital segurado. Em 2009 a empresa se associou à holandesa Aegon, um dos maiores conglomerados de seguro, previdência e investimentos financeiros do mundo. O Grupo Mongeral Aegon engloba as seguintes empresas: Mongeral Aegon Seguros e Previdência, Mongeral Aegon Fundo de Pensão, MAI – Mongeral Aegon Investimentos, MAAB – Mongeral Aegon Administração de Benefícios e o recém-criado Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. Hoje o grupo possui 1.200 funcionários e 4 mil corretores parceiros. www.mongeralaegon.com.br

Sobre o Sistema SICOOB/BANCOOB

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) é o maior sistema financeiro cooperativo do país, com quase 4,0 milhões de associados, 2,2 mil pontos de atendimento, presente em 27 estados e no Distrito Federal. Há 19 anos no mercado, é formado por 494 cooperativas singulares, uma confederação (Sicoob Confederação) e um banco (Bancoob). O Bancoob é um banco comercial privado especializado no atendimento às cooperativas de crédito, cujo controle acionário pertence às entidades filiadas ao Sicoob. Seu trabalho é orientado para manutenção de um relacionamento estreito, cordial e transparente com as cooperativas, satisfazendo suas necessidades e buscando a melhoria contínua de processos. Em Junho/2016, apresentou R$ 30 bilhões de ativos e Patrimônio Líquido de R$ 1,1 bilhão. www.bancoob.com.br

Seguro rural entra no radar de várias seguradoras

fensegRelease FenSeg

Menos de 15% de toda área agricultável do Brasil está segurada, embora o país venha avançando em números positivos desde 2006, quando o Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR) foi criado. De lá para cá, o número de culturas cobertas no país saltou de 25 para 80. À ocasião, eram menos de 26 mil agricultores segurados e hoje eles somam 118 mil. Além disso, os cerca de um milhão de hectares segurados em 2006 evoluíram para 12 milhões em 2015. Ainda assim, o seguro rural precisa avançar. A conclusão foi consenso entre os participantes do Fórum Nacional ‘O Futuro do Seguro Rural no Brasil’, realizado pelo Sistema da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep), em parceria com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e com o Sistema Ocepar, nesta segunda-feira, dia 8 de agosto, em Curitiba (PR).

Na abertura do evento, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, ressaltou a importância da proteção à atividade rural brasileira e a necessidade de abrir espaços para ouvir toda a base envolvida nesta cadeia. “Gostaria de ressaltar o compromisso que o Ministério tem, não apenas em relação à garantia de preço e do aporte do Governo quando as dificuldades aparecem, mas também em prever o futuro e buscar fazer uma política definida para que o setor possa, efetivamente, continuar sendo esta mola propulsora da economia do Brasil”, afirmou Geller, ressaltando ainda que o Ministério estuda um projeto para tentar ampliar o montante de R$ 400 milhões em recursos para a subvenção que já estão disponíveis para o ciclo 2016/2017.

O presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Wady Cury, concorda que é necessária a estabilidade de regras para que o seguro rural possa progredir em um novo horizonte. “Às vezes as companhias seguradoras têm dificuldade para realizar um planejamento de operação mais detalhado em curto e médio prazo. É necessário ter peritos, uma estrutura operacional, e as regras do Mapa em relação ao produto são fundamentais, não só em relação aos valores a serem concedidos, mas principalmente em relação ao acesso dos recursos de subvenção, em que momento eles estarão disponíveis para que as companhias possam encaminhar as suas apólices e para saber se essas apólices, se esses agricultores, tiveram ou não acesso à subvenção. Tudo isso nos traz grandes desafios. Sabemos que os valores monetários são importantes, mas para o mercado segurador é fundamental que haja regras estáveis”, pontuou.

Em sua fala, o diretor executivo da FenSeg, Julio Cesar Rosa, comentou a curva de crescimento do seguro rural. “Ainda existe uma grande demanda a ser alcançada, embora o segmento de seguro rural tenha crescido, no intervalo dos últimos cinco anos, 180% em arrecadação. Sem dúvidas é um dos maiores percentuais de crescimento do mercado segurador neste período”, pontuou. Nesta mesma linha, o presidente da Federação da Agricultura do Estado Paraná (Faep), Ágide Meneguette, disse que uma atividade de tão alto risco como a agricultura merece garantias e que o produtor não pode ficar sem suporte. “Plantar sem garantias é uma aventura perigosa, à qual o produtor não pode se sujeitar”, afirmou, sinalizando que o seguro rural é uma ferramenta necessária para o desenvolvimento econômico do país.

O Fórum Nacional ‘O Futuro do Seguro Rural no Brasil’ reuniu cerca de 250 participantes e, entre outros temas, destacou os resultados de estudos sobre políticas integradas de gestão de riscos agropecuários no Brasil, a complexidade do seguro agrícola no Brasil e no mundo, os programas estaduais e municipais de subvenção de seguro rural de São Paulo e do Paraná e as tendências climáticas para o Brasil em 2016/2017. Durante o evento, foi anunciado que, em 2017, Curitiba sediará um fórum internacional sobre seguro rural.

Governador Geraldo Alckmin confirma presença no 17º Conec

geraldo alckminO governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirmou presença na abertura do 17º Conec, que acontece de 6 a 8 de outubro de 2016, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo.

O convite foi feito na última quarta-feira (3/8), quando o governador Alckmin recebeu o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, para tratar de assuntos do mercado. Também participaram do encontro o presidente e o diretor executivo do SindsegSP, Mauro César Batista e Fernando Simões, além do advogado Antonio Penteado Mendonça.

Em 2014, o governador Alckmin também participou da abertura do congresso. “Contar pela segunda vez consecutiva com a ilustre presença do governador, ratifica de forma inquestionável o prestígio e a importância do Conec e a força de toda a categoria dos corretores de seguros”, afirma Camillo.

ARTIGO: Saúde não tem preço, mas medicina tem custo

Solange (reduzida)por Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)

O trocadilho chama a atenção para questão que envolve milhões de brasileiros: preservar a saúde tem custo alto. E a discussão é mais que oportuna quando se fala de planos de saúde populares e de reajuste das mensalidades, um dos temas que mais preocupam o consumidor. Isso no momento em que também se discutem alterações na lei, propondo-se que o indicador máximo de correção seja o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). É tema crucial, e a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros de saúde – quer mobilizar toda a sociedade na busca por soluções que propiciem a menor elevação possível desses valores. Nesse sentido, propõe ações mais assertivas, como atacar a origem da alta dos custos assistenciais a taxas superiores às da inflação geral de preços. Há décadas, as despesas per capita com saúde vêm crescendo bem acima da renda e do Produto Interno Bruto, em todo o mundo. No Brasil, entre 2007 e 2015, gastos médicos aumentaram 131,4%, enquanto a variação do INPC foi de 65,9%.

As razões para essa escalada são bem conhecidas, e o avanço tecnológico é a de maior impacto. Em muitos casos, a incorporação de procedimentos ao sistema é feita de forma acrítica e sem levar em conta seu custo-efetividade. Por isso, é urgente promover a avaliação sistemática e institucionalizada das inovações previamente à adoção, ao mesmo tempo em que se deve combater seu emprego sem indicações baseadas nas melhores evidências médicas. Equipamentos mais sofisticados, novos medicamentos e materiais, muitas vezes, não substituem diagnósticos e terapias em uso. Apenas ampliam opções – consequentemente custos.

No mercado de saúde suplementar, indicadores mostram que, entre 2014 e 2015, foram realizadas anualmente, em média, 269 milhões de consultas, 730 milhões de exames complementares e 8 milhões de internações. No total, a produção assistencial do setor ultrapassa 1,4 bilhão de procedimentos anuais. Ressalte-se que, neste período, foi registrada média anual de 6,1 milhões de ressonâncias magnéticas e 6,3 milhões de tomografias computadorizadas, com crescimento de 12,5% e 10,9%, respectivamente. Não é uma entrega inexpressiva.

Outro ponto de atenção é a transição epidemiológica, com redução das doenças infectocontagiosas e crescimento das crônico-degenerativas, que requerem trato continuado, complexo e caro. O Brasil passa ainda pela transição demográfica, com rápida elevação da proporção de idosos. A longevidade é um ganho extraordinário, mas tende a aumentar a demanda por assistência médica. Os impactos apenas começaram.

Mais razões contribuem para o desequilíbrio financeiro do sistema, como falhas competitivas nos mercados de insumos que criam monopólios na distribuição, com pouca base para comparação de preço aliado à qualidade. Lembre-se ainda a crescente judicialização, que desconsidera contratos e regulação, contribuindo para ambiente institucional pouco atraente aos empreendimentos. Para que o plano de saúde seja economicamente sustentável, é preciso que a mensalidade – ou seja, o financiamento – suporte o crescimento de despesas médico-hospitalares. Caso contrário, inevitavelmente, esse serviço se tornará inviável.

Mercado segurador lucra R$ 7 bi no 1o. semestre de 2016, revela Siscorp

13925697_1216926311685224_6685918705198850615_oA Bradesco Seguros segue na liderança do lucro líquido do mercado segurador no primeiro semestre do ano, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), agrupados pela consultoria Siscorp. De acordo com o estudo analisado pelo blog Sonho Seguro, o setor registrou lucro liquido de R$ 7 bilhões, o que representa uma media de 21% de retorno sobre o Patrimônio Líquido do setor.

O grupo Bradesco lidera o ranking com lucro liquido de R$ 2,2 bilhões nos primeiros seis meses do ano, com 28% de retorno sobre o PL. A BB Mapfre vem na vice-liderança, com lucro liquido de R$ 1,3 bilhão no semestre e retorno de 39%. Vale destacar que quando analisada a operação do grupo BB Mapfre ligada ao Banco do Brasil, o retorno sobre para 64%.

A Itaú vem em terceiro lugar, com R$ 1,3 bilhão, seguida pela Caixa, com R$ 664 milhões e pela Zurich, com R$ 461 milhões. Considerando-se as dez maiores, o ranking de lucro difere muito do ranking de vendas. Temos Porto Seguro na sexta colocação com R$ 327 milhões, seguida por SulAmérica, com R$ 194 milhões, Icatu, com R$ 185 milhões, Cardif, com R$ 78 milhões, e Safra, com R$ 56 milhões.

Considerando os 50 maiores grupos, Allianz, Aig e Generali lideram os maiores prejuízos, com R$ 99,9 milhões, R$ 80,9 milhões e R$ 60,6 milhões, respectivamente.

Veja mais detalhes na tabela.

Munich Re mantém previsão de lucrar 2,3 bi de euros em 2016

munich reA Munich RE divulgou lucro líquido de 974 milhões de euros no período entre abril e junho, 9% abaixo do mesmo período do ano anterior. O resultado operacional recuou 19,5%, para 1,46 bilhão, com o montante bruto de prêmios novos com declínio de 4,3%, para 11,93 bilhões de euros. A companhia baseia-se no lucro do primeiro semestre de 1,4 bilhão de euros para reafirmar o objetivo de concluir o exercício anual com um resultado de 2,3 bilhões de euros, sujeito a experiência de sinistros no que diz respeito a perdas importantes dentro de limites normais, e com sua declaração de renda não sendo impactado por movimentação brusca de câmbio, a evolução da volatilidade do mercado de capitais, mudanças significativas nos parâmetros fiscais, ou outros fatores excepcionais.

Mais infos no https://www.munichre.com/en/homepage/index.html

Apenas 14% das empresas brasileiras possuem programas de gestão em saúde, revela pesquisa da AON

aon_logo_red_smallRelease

Gastos crescentes em saúde continuam preocupando as organizações em todo o mundo. A Aon – consultoria e corretora de seguros – realizou uma pesquisa em 90 países, abrangendo mais de 4000 mil empresas com o objetivo de mostrar o panorama do setor em escala global. O resultado revela que o desembolso com planos médicos cresce a uma taxa bem mais elevada que a inflação geral. Para se ter uma ideia, o índice de inflação médica no Brasil este ano é de 16,7%, enquanto que a geral ficou em 7,3%, uma diferença de 8,4%, a maior já registrada.

Mesmo com esse índice, o levantamento aponta que apenas 14% das empresas brasileiras pesquisadas proporcionam aos seus funcionários algum tipo de programa de promoção de saúde. Este percentual é ainda menor quando consideramos programas que estão conectados a uma estratégia da organização e de forma contínua. Muitas ações são realizadas de forma isolada e pontual e não garantem a longevidade do benefício.

Segundo Humberto Torloni Filho, vice-presidente de benefícios globais da Aon para a América Latina, esse índice é muito tímido quando comparado aos Estados Unidos, que é de mais de 40%. “Ainda há muito a se fazer quando se trata de inserir este hábito dentro das corporações brasileiras. É preciso reforçar que esses programas trazem resultados em médio e longo prazo e começam a ser aferidos após 18 meses”, ressalta.

Para ele, as empresas precisam engajar todos os setores e não apenas o de recursos humanos, pois só assim é possível atingir êxito. “É fundamental, também, envolver e conscientizar os colaboradores sobre o uso do plano de saúde. Além de estimular as seguradoras a trabalharem mais próximas. Atualmente, diversas operadoras já começam a tomar atitudes mais proativas, mas ainda há muito o que se desenvolver no mercado”, comenta.

O executivo esclarece que os programas de promoção em saúde, usualmente, abrangem campanhas de vacinação, check up, estímulo a atividades físicas e até orientação alimentar. “São as melhores formas para promover a diminuição dos custos de saúde de forma sustentável. Todos os ‘atores’ do sistema de saúde, desde o empregador, colaboradores, operadoras, profissionais da saúde e até ANS – Agência Nacional de Saúde – devem estar envolvidos e engajados em busca da sustentabilidade do setor”, avalia.

Torloni aponta o papel importante do colaborador por meio do autocuidado, ou seja, a promoção de sua saúde, especialmente neste momento de crise que traz ameaças para o bem-estar das pessoas. “O caminho é promover o engajamento dos colaboradores na mudança de comportamento. Outros aspectos importantes, neste caminho, são o engajamento da liderança, coleta de dados consistente, parceiros internos e externos e uma comunicação efetiva”, afirma.

O estudo realizado pela Aon destaca também que os principais fatores responsáveis pelo incremento geral dos custos dos planos de saúde no Brasil são todos os gastos que envolvem hospitais, honorários médicos e laboratórios, sendo que, os hospitais representam 45% dos gastos de um plano de saúde. Humberto Torloni Filho explica que a carência de leitos é um dos fatores que inflaciona os custos, já que os hospitais, frequentemente, estão com a demanda maior do que a oferta. “Conseguir manter a inflação médica alinhada com a inflação geral é, hoje, o grande desafio do mercado, não só no Brasil, como no mundo”, acrescenta.

O vice-presidente de benefícios globais da Aon para a América Latina observa que o aumento da inflação médica no Brasil e no mundo fez com que a contratação dos planos de saúde passasse a ser uma questão estratégica das empresas. “No caso das multinacionais, decisões que eram tomadas em nível local, agora, dependem de aprovação regional, quando não da matriz da empresa. Atualmente, a contratação dos planos de saúde é feita pelo diretor financeiro ou, até mesmo, pelo comitê executivo e não mais somente pelo RH das empresas”, revela.

Sindseg integra o Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas

Augusto Frederico Costa Rosa de Matos, presidente do Sindseg MG/GO/MT/DF assumiu o cargo de vice-presidente do Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas, agregando o importante trabalho realizado pelo sindicato em prol do setor. A nomeação foi feita pelo presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, e o novo presidente do Conselho, Omar Otaviano Dantas Meira, que também convidaram diretores do mercado para integrar a junta.

Por sugestão do sindicato, foram indicados os diretores de seguradoras associadas: Sérgio Prates, para a Cadeira Vida, Ronaldo Pinho para Ramos Elementares e Marcelo Miranda para Saúde. Augusto Matos se revelou animado para iniciar os trabalhos junto a ACMinas. “Estou feliz em poder contribuir com este conselho tão representativo. Nosso objetivo agora é reforçar a atuação do mercado perante a sociedade”, afirmou.

115 anos

A ACMinas completa 115 anos e, no dia 28 de julho, o Presidente do Sindseg MG/GO/MT/DF prestigiou a solenidade em comemoração à data. Na ocasião, foi inaugurado o Espaço Institucional ACMinas e foi ministrada uma conferência com o professor Cláudio de Moura Castro sobre o tema “Nada será como antes, amanhã”. O evento contou com a presença do Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. “Temos orgulho de participar de um momento tão especial como esse e, agora, de fazer parte dessa história”, completa Augusto Matos.