Dilemas e paradoxos da saúde suplementar em debate

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Afinal, qual é a saúde que podemos ter? Foi essa questão que abriu as discussões do seminário ‘A Saúde que podemos ter’ realizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (29/8). O evento reuniu dezenas de especialistas e empresários do setor para debater o contexto da saúde no Brasil, suas urgências e como melhorar esse cenário.

Para responder a pergunta, Solange Beatriz Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), se utilizou dos números do setor, destacou que a saúde suplementar deve ter qualidade e promover segurança e conforto, e, ainda, ressaltou que deve caber no orçamento das empresas e dos cidadãos: “Somente no primeiro semestre de 2016, as despesas assistenciais chegaram a R$ 50 bilhões. Pagamos 1,2 bilhão de procedimentos ao ano. Esses gastos devem ser claros e previsíveis. Hoje, vivemos uma total ausência dessa previsibilidade”.

Na avaliação da presidente da FenaSaúde, o foco precisa ser no combate aos desperdícios: “Por exemplo, um stent coronariano pode variar de R$ 4 mil a R$ 22 mil. São enormes desperdícios também na utilização de exames, como de ressonância magnética. No Brasil, a taxa de utilização desse procedimento está em 102 por 1000 pessoas, enquanto que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima esse número em 50”.

Solange Beatriz Mendes também participou do debate sobre os dilemas e paradoxos da saúde suplementar no Brasil, no qual defendeu que, no setor, o acesso ao tratamento deve ser de modo a garantir presteza, segurança e qualidade, além de evitar desperdícios. “É preciso conter o avanço descontrolado dos custos, pois não permite que a renda dos brasileiros arque com a saúde desejada”, explica.

De acordo com a executiva, é necessário trazer o consumidor para a discussão: “Acredito que os beneficiários precisam entender o valor da saúde, não só o valor para a prevenção, mas também o custo dessa saúde”. No decorrer do debate, a presidente da FenaSaúde foi questionada sobre a viabilização de recursos para a saúde suplementar. Nesse momento, Solange Beatriz afirmou que é preciso colocar em prática um plano indutor de políticas do setor; defendeu flexibilidade na regulação; alertou que a maioria das operadoras já registrou bem mais que 80% de sinistralidade; e falou sobre hierarquização com direcionamento à atenção primária.

Mesa-redonda – Também presente no seminário, José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, participou do painel sobre ‘Fundamentos da saúde brasileira e suas consequências – com foco na integralidade’ e abordou o ‘Financiamento da saúde brasileira e suas consequências’. Na mesma linha de argumentação da presidente, o diretor da Federação reforçou questões que aceleram os custos na saúde suplementar, entre os quais, os preços dos dispositivos. “Há itens cujos os preços aumentaram mais de dez vezes em relação ao IPCA. Essa disparidade é um sintoma de que não há concorrência nesse mercado distribuidor.”, afirma.

Cechin também alertou sobre a dificuldade de a Lei Orçamentária Anual manter a dotação para a saúde em termos reais diante do atual cenário econômico das restrições fiscais. “Isso porque, sem reformas profundas, o número de beneficiários da Previdência cresce a mais de 3,5% ao ano e, portanto também a despesa.”

Os principais agentes da cadeia produtora de saúde, seja no âmbito privado ou público, participaram dos debates. Nomes como: José Carlos Abrahão, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Floretino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB); Paulo Chapchap, diretor-presidente do Hospital Sírio Libanês; Fernando Boigues, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SINDHRIO); e Luis Teixeira, secretário estadual de Saúde (RJ), entre outros representantes de diversas entidades.

O presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Manoel Protasio, se comprometeu a disseminar os temas debatidos durante o seminário, com mais de duas mil associações comerciais espalhadas pelo país. “Os empresários brasileiros são responsáveis pelo pagamento de 80% dos planos de saúde, que são os planos empresariais. Informar é muito importante para combater a elevação dos custos”, resume.

Seguradoras multinacionais pedem aos líderes do G20 em Hangzhou, na China, comprometimento na eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis até 2020

g20Comunicado

Uma recente pesquisa do Overseas Development Institute and Oil Change International apurou que os governos do G20 gastam US$ 444 bilhões por ano para apoiar a produção de combustíveis fósseis – apesar de terem se comprometido desde 2009 com a gradual eliminação desses subsídios e com o combate às mudanças climáticas. O Brasil oferece quase US$ 50 milhões por ano para apoiar o setor de combustíveis fósseis, entre subsídios nacionais, financiamento público e investimentos em companhias estatais.

As companhias de seguros Aviva, Aegon NV e MS Amlin assinaram com o Institute and Faculty of Actuaries (IFoA) e Open Energi uma declaração conjunta na qual alertam os governos sobre os riscos de continuar financiando a produção de petróleo, carvão e gás. A declaração está sendo divulgada hoje, 30 de agosto. Ela conclama os líderes do G20 a superarem a retórica dos anos anteriores e se comprometerem com um cronograma específico para a rápida eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis.

Mark Wilson, CEO da Aviva plc, disse: “Gerar lucro é essencial nos negócios. Mas os negócios só existirão no futuro se agirmos de forma sustentável e criarmos valor social mais amplo e de longo prazo. Isso é apenas um bom negócio – e não agir de forma sustentável é um péssimo negócio. As alterações climáticas são a mãe de todos os riscos – para as empresas e para a sociedade como um todo. E esse risco é ampliado com maneira pela qual os subsídios aos combustíveis fósseis distorcem o mercado de energia. Esses subsídios são simplesmente insustentáveis. Estamos pedindo aos governos que acabem com essas muletas do carbono, revelem o verdadeiro impacto para a sociedade dos combustíveis fósseis e levem em conta o preço a ser pago no futuro por ter confiado neles. Os subsídios à energia deveriam ser usados para criar um futuro sustentável através dos objetivos sociais, ambientais e econômicos estabelecidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

Shelagh Whitley, pesquisadora líder sobre subsídios na ODI, disse: “Estes subsídios alimentam mudanças climáticas perigosas. Se quisermos ter alguma chance de cumprir o objetivo de manter o aumento médio da temperatura do planeta abaixo dos 2°C como ficou definido no Acordo de Paris, os governos precisam iniciar rapidamente um programa de descarbonização. É extremamente preocupante, portanto, que no início deste ano os ministros de Energia do G-20 tenham agido como se o Acordo de Paris não tivesse sido fechado, repetindo as mesmas promessas vazias que eles vêm fazendo desde 2009. O setor financeiro reconhece a importância de se afastar dos combustíveis fósseis. Os governos precisam perceber que eles podem ser os únicos que ainda não se mexeram. ”

Chubb foi a seguradora oficial do Amazonia Live, projeto socioambiental do Rock in Rio

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No último dia 27 de agosto, a Chubb foi a seguradora oficial de um grande evento em Manaus: o lançamento do Amazonas Live – projeto socioambiental do Rock in Rio para todas as edições nacionais e internacionais do festival até 2019. A iniciativa tem o objetivo de chamar atenção do Brasil e do mundo para a urgência do engajamento no combate às alterações climáticas. O evento aconteceu em um palco flutuante sobre o rio Negro, nas mesmas dimensões do Palco Mundo, onde se apresentaram o tenor Plácido Domingo, Orquestra Amazônia Filarmônica com o Coral do Amazonas, a cantora Ivete Sangalo, o cantor Plácido Domingo Jr , o tenor Saulo Laucas e o guitarrista Andreas Kisser.

“O apoio a ações expressivas no campo da responsabilidade social representa uma das marcas da Chubb. Esse projeto, como um todo, atua em prol do reflorestamento de áreas devastadas da Amazônia, região que possui mais de 30% da biodiversidade do planeta e desempenha um papel fundamental no controle do clima global”, diz Antonio Trindade, Presidente da Chubb no Brasil. O executivo lembra que o seguro para feiras, fóruns e eventos da Chubb faz parte da carteira de Entretenimento da companhia. A proteção conta com produtos destinados a organizadores, expositores, promotores e patrocinadores de eventos tais como responsabilidade civil; feiras e exposições; responsabilidade civil show artístico, esportivo ou similares; e cancelamento, adiamento e interrupção de eventos de todos os portes. “A nossa experiência, o compromisso com o cliente e a excelência de nossa equipe são os fatores que tornam a Chubb uma das líderes nesse mercado no Brasil e no mundo”, complementa Trindade.

De acordo com dados da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), cerca de 4,7% da Amazônia foi desmatada entre 1500 e 1977. Contudo, nos últimos 36 anos, este número subiu para 18%. Até 2013 o Brasil perdeu, segundo a Raisg, 632 mil km2 de florestas. Conforme a entidade, o desmatamento afeta o clima e o equilíbrio das chuvas, impactando diretamente quem está perto e também quem vive bem longe da floresta. Por isso, o Rock in Rio decidiu tornar esta causa mundial e envolver todo o público para obter a mudança dessa realidade.

Tokio Marine é a seguradora oficial da Brasil Windpower 2016

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A Tokio Marine é a seguradora oficial da Brasil Windpower 2016 – Conferência & Exposição, maior evento de energia eólica da América Latina. Realizado entre os dias 30 de agosto e 1 de setembro, no Rio de Janeiro, ele se destaca por trazer as melhores oportunidades de network e negócios que envolvem o mercado. Além de apoiar a conferência, a Tokio Marine terá um estande na Feira de Exposição, no qual apresentará suas soluções em seguros para o setor, como os produtos Riscos de Engenharia, Transportes, Garantia, Responsabilidade Civil Geral, Riscos Nomeados e Riscos Operacionais.

Organizada pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e o Grupo CanalEnergia, a Brasil Windpower tem recebido, a cada edição, um número maior de inscritos entre visitantes e expositores, devido ao franco crescimento e oportunidades promissoras advindos do mercado de energia.

“A conferência tem grande representatividade e segue a tendência de crescimento do mercado de energia eólica no Brasil e na América Latina. Atuamos fortemente no segmento de Grandes Riscos, e a participação da Tokio Marine no evento demonstra nosso interesse e nossa força nesse mercado, além de ampliar nossa visibilidade no setor e a possibilidade de geração de novos negócios”, afirma o Diretor Comercial Corporate, José Luís Franco.

De agosto a dezembro de 2015, as usinas eólicas brasileiras aumentaram a capacidade instalada em 23%, com 56 novos parques, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Atualmente, 6% da energia da matriz elétrica brasileira vem do vento, o que significa 45 milhões de pessoas abastecidas ou todas as residências da região nordeste. Segundo o ‘Plano Decenal de Expansão de Energia 2024’, produzido pelo Governo brasileiro, este percentual pode chegar a 12% na próxima década.

“A Tokio Marine já protege 120 parques eólicos, com valores segurados de mais de R$ 12,4 bilhões, e nosso objetivo é expandir ainda mais nossa participação no mercado. Para atender cada vez melhor às demandas de nosso corretores e clientes, a companhia investe no aprimoramento de processos e contratação de pessoal técnico qualificado”, explica Franco.

Além de Franco, o Diretor de Property, Riscos de Engenharia e Energy, Sidney Cezarino, e o Superintendente de Transportes, Valdo Alves, irão prestigiar o evento e recepcionar os convidados no estande da seguradora.

FenaCap nas redes sociais

13987523_287969924912421_3415212163420139587_oDepois de tanto resistir, eis que as federações começam a turbinar suas áreas de atuação nas redes sociais. A primeira é a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Agora faltam FenaSaúde, FenSeg, FenaPrevi e CNseg. Fico feliz com essas pequenas ações e grande estratégia. A FenaCap é responsável pela representação institucional das 17 empresas que atuam no setor. Semana passada inaugurou sua fanpage no facebook (@fenacapoficial) e, em breve, terá também perfil no Linkedin e canal no Youtube.

“Nosso objetivo é aprimorar cada vez mais a comunicação, de modo que o consumidor saiba sempre o que está comprando e quais são os seus direitos e deveres a partir da aquisição de uma solução de capitalização”, explica Marco Antonio Barros, presidente da Fenacap.

A agência Binder é responsável pela administração dos perfis da FenaCap nas redes sociais.

Zurich reúne especialistas e clientes em SP para debater Engenharia de Riscos e mudanças climáticas

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A Zurich, seguradora global com 143 anos de existência, atuação em mais de 170 países e mais de 70 anos de experiência no mercado brasileiro, realiza pelo terceiro ano consecutivo o Risk Engineering Workshop, em linha com a missão da companhia: ajudar seus clientes a entender e se proteger dos riscos. A terceira edição, que ocorreu no último dia 23, reuniu 122 profissionais, entre clientes e parceiros, e teve doze palestras apresentadas por especialistas.

Sob a temática “Construindo um futuro melhor com o que o passado nos ensina”, o evento discutiu formas de prevenção contra riscos causados pelas mudanças climáticas e como a tecnologia pode ajudar as áreas de Engenharia de Risco. “O tema chave é aprendizado dos eventos do passado”, disse na abertura do evento Carlos Cortés, Superintendente de Risk Engineering da Zurich, logo após as boas-vindas aos presentes por Mário Orozco, Chief Risk Engineering Officer da Zurich LatAm.

“Somos uma rede de engenharia global, o que nos ajuda a monitorar riscos globalmente, aprender lições de eventos passados e, a partir disso, ajudar nossos clientes a prevenir os riscos que os provocaram”, destacou Cortés. “Com a realização deste evento, a Zurich cumpre seu papel de ajudar clientes e mercado a entenderem e se proteger de riscos, além de fornecer insights para preservar a continuidade das operações e lucratividade das empresas”, declarou Cortés ao dar início às palestras.

Mudanças climáticas e mensuração de riscos

Considerando as mudanças climáticas e a dificuldade das empresas para se adaptar a elas, Nariman Maddah, especialista em riscos da natureza da Zurich, iniciou a primeira palestra do dia: “Se não fizermos previsão, não poderemos agir”. A fala do profissional está relacionada à aplicabilidade da engenharia em análises de vulnerabilidades e na incorporação dessas mudanças climáticas, ainda uma oportunidade de melhoria na maioria das empresas.

Ao citar as dificuldades deste tipo de análise, Maddah comentou que não é fácil encontrar mapas de riscos de inundação no Brasil, essencial em planos de prevenção de riscos em algumas regiões. “Fiz vistoria em muitas plantas e, quando começamos as discussões sobre desenvolver um plano de emergência para desastres naturais, muitos dizem que nunca passaram por uma inundação ali, por isso não existe a necessidade de se criar um plano. No entanto, a maioria das empresas não possui plano de emergência para incêndio sem terem sofrido um incêndio?”, provocou o palestrante. “Hoje o asfalto impede que a água seja absorvida do mesmo modo quando não havia urbanização”, exemplificou ao citar maior risco de alagamentos em algumas cidades do País.

Para conhecer o nível de periculosidade na avaliação de riscos de desastres naturais, a Zurich utiliza uma metodologia própria. Nela são definidos níveis de exposição, conhecidas informações de onde e quando foi construída a planta, bem como a conformidade do design de engenharia do local. É necessário coletar dados climáticos da região também. Só após essa etapa é que são sugeridas ações preventivas a serem desenvolvidas.

Explosão do pó: O inimigo oculto

A gerente de Qualidade de Risk Engineering da Zurich, Andressa Meireles, fez uma das palestras mais comentadas do evento. A uma plateia de mais de 50 pessoas, Andressa falou sobre explosão do pó e afirmou que o risco ainda é desconhecido por empresas e funcionários. “Você pode ter acúmulo de pó, derivado ou não de processos, e entender que é limpo, quando na verdade a poeira pode estar escondida”, afirmou.

Para ilustrar o assunto, a engenheira química listou os tipos de pós que podem servir de combustível e causar explosão quando combinados com oxigênio e fontes de ignição, quando dispersos em espaço confinado. Farinhas, pó de madeira, açúcar, carvão mineral e vegetal, resina fenólica, tinta em pó, alumínio, magnésio, zinco e alguns metais alcalinos em pó são os principais exemplos. Calcário, sal, bicarbonato de sódio, cimento e areia são, alerta a gerente, elementos que não são considerados “poeiras combustíveis”.
“Historicamente temos observado explosões com pó de madeira, de grãos alimentícios e poeiras sintéticas”, explicou ao também listar as principais fontes de ignição que podem gerar faíscas e, consequentemente, incêndios: faíscas mecânicas (peças de equipamentos que se soltam), fricção (próprio equipamento em funcionamento) e eletricidade estática.

Andressa apresentou ainda as principais medidas tomadas pela Zurich para avaliar os riscos de explosão do pó. As etapas passam por avaliação de risco, que pode ser realizada pelo Zurich Hazard Analysis (metodologia desenvolvida pela Zurich para avaliação de riscos); housekeeping, uma série de medidas simples a serem adotadas no dia a dia das corporações (evitar uso de vassouras e ar comprimido para limpeza, por exemplo); controle de processos; atenção ao desenho das edificações; vistoria de instalações elétricas; e treinamento de funcionários da planta a fim de instruir sobre riscos específicos do pó.

Tecnologia a favor da prevenção

O time de engenheiros da companhia aproveitou a oportunidade para apresentar os módulos do aplicativo Zurich Risk Advisor, desenvolvido pela Zurich para ajudar na identificação de riscos. A tecnologia permite, por exemplo, auto avaliar o risco de incêndio através de um simples questionário diretamente na aplicação.

“Para apresentação de resultados imediatos, os dados inseridos no aplicativo são cruzados com a metodologia Risk Grading, desenvolvida pela Zurich, a qual também propõe ações de melhoria de riscos”, explicou o Luis Felipe, engenheiro de riscos, sobre a aplicação que serve também como uma triagem para análises mais profundas pelos profissionais da Zurich.

Kleber Santos, engenheiro de risco da Zurich, falou sobre gestão de mudanças direcionada à prevenção de riscos. O profissional destacou a cobrança por eficiência nestes casos: “A mudança não se resume ao menor custo da mudança e, sim, em pensar em toda a cadeia que está envolvida naquele processo”.
Segundo Santos, o principal objetivo deste tipo gestão é que os riscos associados as mudanças sejam adequadamente mitigados antes da mudança acontecer. “O erro é que algumas análises de risco focam apenas nos equipamentos e custos, e não em todo o processo”, finalizou.
Para o engenheiro de Segurança do Trabalho da Raia Drogaria S/A, Marcelo Ramos, que acompanhou toda a programação, esta foi a melhor discussão do evento. “O assunto é atual, visto que as pessoas precisam entender que mudanças exigem atenção de toda uma cadeia”, comentou.

Ao lado de Carlos Cortés, Ruy Braescher, perito da Arson Perícias Técnicas, André Lopes, diretor da Crawford, e Roberto Hernandez, Diretor de Sinistros da Zurich Brasil, encerraram o evento com o painel de discussão “O Dia Depois” no qual apresentaram casos de todo o que acontece após da ocorrência de um sinistro e também a proposta de valor da área de sinistros da Zurich.
Outras palestras, que aconteciam concomitantemente falaram sobre “Inundações: Como proteger seu negócio com a ‘Filosofia dos Três Pês”, “Como um único fornecedor pode afetar todo o mercado”, “Gestão de Frotas”, “A importância da manutenção no gerenciamento de riscos”, “Confiabilidade: fator-chave dos sistemas de combate a incêndio” e “ Gestão de riscos em obras de infraestrutura”.

ARTIGO: Saúde em tempos díspares

Solange (reduzida)por Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar

As discussões para a melhoria da saúde no Brasil não podem resvalar no equívoco de considerar a Saúde Suplementar como uma opositora do Sistema Público de Saúde. São duas esferas com papéis e públicos distintos, mas que se fortalecem ao trabalhar de forma colaborativa e transparente. Uma parte não se opõe a outra. Na tentativa de pensar novos caminhos e soluções para os problemas que incidem sobre o setor de saúde, há uma neblina que tenta confundir o público e o privado, o Estado e as empresas. E pior: um perigoso reducionismo das diferentes características de cada ator do sistema com o objetivo de englobar qualquer crítica, misturando obrigações e atuações e negando a própria legislação. É fundamental elevar o debate para atender às demandas variadas da população que estão longe de ser homogêneas.

A Saúde Suplementar tem 70 milhões de vínculos, entre planos médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos. O setor cobre 48,3 milhões de pessoas, somente na assistência médico-hospitalar. Empresários da saúde movimentaram, no primeiro trimestre de 2016, R$ 38,9 bilhões em receitas. No entanto, as despesas assistenciais também tiveram um ritmo acelerado de expansão, totalizando R$ 30,7 bilhões, sem contar os impostos, taxas administrativas e de comercialização. Para cada R$ 100 recebidos, o setor gastou R$ 99,3.

A saúde tem custo alto e, no caso da assistência privada, a operadora tem o papel de administrar os recursos coletivos que lhe foram confiados pelos beneficiários. A operadora paga toda a cadeia que presta serviço no atendimento ao paciente, abrangendo hospitais, laboratórios, materiais, insumos e profissionais de saúde. Um imbróglio que ainda acompanha o setor é acreditar que as seguradoras e operadoras se beneficiam de desperdícios, tratamentos desnecessários ou até mesmo de condutas irresponsáveis de profissionais da saúde. Ao contrário, os planos de saúde perdem duplamente com os custos majorados e saída crescente de beneficiários. Nos últimos 12 meses terminados em julho deste ano, 1,7 milhão de consumidores deixaram o sistema privado.

Ao longo do tempo, o tamanho do bolso do brasileiro também está sendo reduzido devido ao desequilíbrio nos gastos: abuso e desperdício na cadeia de saúde. As empresas, sozinhas, não conseguem combater essas distorções. Para a conta fechar, os médicos precisam ter a ciência de que o tratamento, além de ser correto e ético, precisa ser viável para os beneficiários, pois são eles que pagam as mensalidades dos planos. Novas práticas médicas devem ser inseridas dentro da rede privada de acordo com a capacidade financeira de serem absorvidas. Tratamentos eficazes não deveriam ser substituídos por novas tecnologias que, simplesmente, atendem apenas a modismos ou interesses mercadológicos. O caminho equilibrado é a prescrição de tratamentos e materiais menos dispendiosos e que produzam os mesmos resultados clínicos, com segurança.

Para se ter uma ideia do volume de atendimentos, em 2015, o segmento realizou cerca de 1,4 bilhão de procedimentos, aproximadamente quatro milhões por dia. Nesse mesmo período, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou 101.974 reclamações, que representa 0,2% do total beneficiários. Obviamente, a Saúde Suplementar está longe de ser um setor dos mais reclamados devido à quantidade de eventos bem-sucedidos prestados diariamente. Mas, como em qualquer área de atuação, empresas com práticas reiteradamente nocivas à operação dos planos de saúde devem ser mais que multadas, e sim afastadas do mercado.

Diante desse quadro, nota-se que a saúde privada no Brasil conquistou uma alta qualidade ao longo dos anos e que pode ser facilmente atestada. Uma realidade visível é a quantidade de idosos beneficiários de planos de saúde que ganharam uma sobrevida a partir do tratamento médico de qualidade, chegando aos 80, 90 e até 100 anos. Os idosos estão entre os grupos que mais crescem entre beneficiários de planos de saúde no Brasil. Destaca-se também o aperfeiçoamento da saúde do trabalhador, que passou a contar com o benefício do plano de saúde nas empresas.

O setor privado traz, ainda, um estímulo à economia, com o financiamento que movimenta toda a rede produtiva do setor de saúde. Esse investimento reflete em tecnologia de ponta e novos procedimentos a serviço da saúde no país. Ampliou-se a estrutura, a qualidade de atendimento melhorou, centros de referência sobressaíram, atraindo grupos estrangeiros como investidores e até mesmo um incipiente turismo médico. Os caminhos para melhorar a saúde no Brasil devem ser da transparência, da viabilidade econômica e do respeito à legislação. Nesse momento, o estágio da saúde no país exige debate amplo e sincero junto a diversos setores da sociedade em busca de soluções concretas para ampliação do acesso, com foco no combate aos desperdícios e nos gastos excessivos. Só o diálogo pode dispersar as nuvens que pairam sobre a saúde.

Mongeral Aegon participa da 37ª edição de Congresso da ABRAPP

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A Mongeral Aegon Investimentos (MAI), gestora de ativos do Grupo Mongeral Aegon, estará presente no 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, considerado o maior evento sobre previdência complementar fechada da América Latina, que acontecerá entre os dias 12 e 14 de setembro, em Florianópolis. Na ocasião, os gestores da asset falarão sobre a recente parceria da MAI com a Itajubá Investimentos, para distribuição exclusiva de todos os seus fundos de investimentos dedicados aos investidores institucionais brasileiros, em especial os fundos de pensão e seguradoras. O objetivo da parceria é ampliar a quantidade de clientes institucionais e aumentar o volume de recursos geridos pela MAI nesse segmento. A meta da asset é captar R$10 bilhões nos próximos cinco anos e a parceria irá propiciar que a MAI leve a sua expertise na gestão de recursos institucionais a um maior número de clientes.

A Mongeral Aegon Seguros e Previdência também participará do evento com foco em outro tema de grande importância para a sociedade: a aposentadoria. O futuro previdenciário do Brasil será um dos temas abordados e a seguradora irá focar nesse aspecto, contribuindo com as iniciativas do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, instituição sem fins lucrativos, lançada em 12 de abril deste ano, com o objetivo de colocar a questão da longevidade na agenda de desenvolvimento da sociedade brasileira e propor soluções em torno dos seus impactos sociais e econômicos.

Insurtech: tecnologia que favorece seguradoras e segurados

por Paulo Ribas, Head para soluções de mobilidade, seguros e previdência na Cedro Technologies

A onda da tecnologia nos seguros, que cresce no Brasil e no mundo, está transformando a relação das seguradoras com seus clientes e mudando a maneira que os seguros são precificados e distribuídos. Aqui no país, o uso da tecnologia tem permitindo a redução de custos nas operações, via aplicativos. Num app, o segurado pode propor um seguro residencial, enviar a foto de sua residência e evitar que haja necessidade de uma inspeção no local. A facilidade e rapidez implica mais conversão, ou seja, efetivação de contratos.

As seguradoras, no Brasil, também estão reduzindo custos com call centers, evitando longos telefonemas para os usuários que, através de um aplicativo, podem solicitar e agendar serviços atrelados à sua apólice, tais como a troca de um pneu ou de uma fechadura residencial, por exemplo. Há, ainda, aplicativos como o MyPush, com a funcionalidade de push geolocalizado, que, ao identificar um cliente num aeroporto, por exemplo, lhe oferece um seguro viagem num momento e num lugar em que há maior propensão de consumo. No Exterior, a tecnologia disponível já permite às seguradoras acompanhar a quilometragem rodada de cada veículo e a forma como o segurado dirige, quando houver anuência do proprietário. Isso significa que a precificação do seguro se dará de acordo com a maneira e a quantidade de quilômetros rodados pelo segurado. Assim, o bom motorista, que se mantém dentro das velocidades permitidas e não comete infrações de trânsito pode economizar quantias significativas no seguro de seu automóvel, por exemplo.

A tecnologia também permite, na Europa, a contratação de seguros por hora, para veículos alugados por curtos período. Isso ocorre através de um app no smartphone do segurado que, em poucos passos, digita a placa, o número de horas necessárias, inclui uma foto do veículo e realiza o pagamento, podendo de imediato sair com o carro protegido. As novidades não param por aí. Duas seguradoras já lançaram seguros para os “caçadores” de Pokémon e indenizam os segurados em casos de acidentes como quedas, por exemplo.

Por aqui, novas modalidades de seguros como essas e outras estão chegando e é importante que os órgãos reguladores acompanhem a evolução tecnológica para que a legislação e a regulamentação não sejam um entrave para a disponibilização de novas opções de produtos no mercado de seguros no Brasil.

Bradesco Saúde amplia segunda opinião médica para buco-maxilo-facial com o Albert Einstein

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Segurados da Bradesco Saúde de todo o Brasil agora podem solicitar “Segunda Opinião Médica” para a buco-maxilo-facial, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O “Segunda Opinião Médica” já permite a todos os clientes da empresa, obter, sem custo, avaliação com equipe médica do Einstein, centro de referência médica no país para problemas de coluna. Criada em 2011, a parceria possibilitou que mais de 57% de indicações cirúrgicas de colunas tivessem outra alternativa de tratamento.

O objetivo do Programa é proporcionar aos pacientes eventuais alternativas de tratamento de patologias de buco-maxilo-facial e coluna vertebral – neurológicas e hemodinâmicas -, que não sejam a intervenção cirúrgica, com ou sem colocação de prótese. Além da maior segurança para o paciente, esses tratamentos conservadores têm gerado resultados clínicos ainda mais satisfatórios que as intervenções cirúrgicas, trazendo melhoria de qualidade de vida aos segurados.