Seguradoras multinacionais pedem aos líderes do G20 em Hangzhou, na China, comprometimento na eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis até 2020

g20Comunicado

Uma recente pesquisa do Overseas Development Institute and Oil Change International apurou que os governos do G20 gastam US$ 444 bilhões por ano para apoiar a produção de combustíveis fósseis – apesar de terem se comprometido desde 2009 com a gradual eliminação desses subsídios e com o combate às mudanças climáticas. O Brasil oferece quase US$ 50 milhões por ano para apoiar o setor de combustíveis fósseis, entre subsídios nacionais, financiamento público e investimentos em companhias estatais.

As companhias de seguros Aviva, Aegon NV e MS Amlin assinaram com o Institute and Faculty of Actuaries (IFoA) e Open Energi uma declaração conjunta na qual alertam os governos sobre os riscos de continuar financiando a produção de petróleo, carvão e gás. A declaração está sendo divulgada hoje, 30 de agosto. Ela conclama os líderes do G20 a superarem a retórica dos anos anteriores e se comprometerem com um cronograma específico para a rápida eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis.

Mark Wilson, CEO da Aviva plc, disse: “Gerar lucro é essencial nos negócios. Mas os negócios só existirão no futuro se agirmos de forma sustentável e criarmos valor social mais amplo e de longo prazo. Isso é apenas um bom negócio – e não agir de forma sustentável é um péssimo negócio. As alterações climáticas são a mãe de todos os riscos – para as empresas e para a sociedade como um todo. E esse risco é ampliado com maneira pela qual os subsídios aos combustíveis fósseis distorcem o mercado de energia. Esses subsídios são simplesmente insustentáveis. Estamos pedindo aos governos que acabem com essas muletas do carbono, revelem o verdadeiro impacto para a sociedade dos combustíveis fósseis e levem em conta o preço a ser pago no futuro por ter confiado neles. Os subsídios à energia deveriam ser usados para criar um futuro sustentável através dos objetivos sociais, ambientais e econômicos estabelecidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

Shelagh Whitley, pesquisadora líder sobre subsídios na ODI, disse: “Estes subsídios alimentam mudanças climáticas perigosas. Se quisermos ter alguma chance de cumprir o objetivo de manter o aumento médio da temperatura do planeta abaixo dos 2°C como ficou definido no Acordo de Paris, os governos precisam iniciar rapidamente um programa de descarbonização. É extremamente preocupante, portanto, que no início deste ano os ministros de Energia do G-20 tenham agido como se o Acordo de Paris não tivesse sido fechado, repetindo as mesmas promessas vazias que eles vêm fazendo desde 2009. O setor financeiro reconhece a importância de se afastar dos combustíveis fósseis. Os governos precisam perceber que eles podem ser os únicos que ainda não se mexeram. ”

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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