Os desafios da longevidade e o papel social da capitalização

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) promoveu, hoje, um amplo debate sobre temas do cenário socioeconômico brasileiro, nos quais o setor de seguros atua ativamente. Em pauta, os desafios trazidos pela longevidade populacional e a necessidade de formação de poupança. Realizado em parceria com o Estúdio Folha, o 1º Seminário Nacional de Educação em Seguros reuniu um público de cerca de 200 pessoas no auditório da Unibes Cultural. Durante a abertura do evento, o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, afirmou que o principal projeto do triênio da sua gestão é colocar, o mercado de seguros no centro das políticas econômicas (ou públicas) do país, tendo em vista seu poder de vir a ser um dos principais motores para o crescimento sustentável, se incentivado.

Coriolano lembrou que, com uma receita arrecadada de R$ 365 bilhões em 2015, o mercado de seguros brasileiro representou 45% dos prêmios gerados na América Latina, no ano passado, tornando-se o primeiro do ranking regional e o 13º no pódio mundial. O seminário, promovido hoje, é uma das 21 ações transformadoras que compõem o Programa de Educação em Seguros da Confederação e tem como objetivo contribuir de forma definitiva para o esclarecimento do consumidor de seguros e ampliar o conhecimento acerca dos produtos e serviços.

Longevidade – O impacto do envelhecimento populacional na previdência e na assistência à saúde norteou o painel de abertura do evento. O debate, que teve como tema “O desafio da longevidade para a economia brasileira”, contou com a participação do economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Tafner; da presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes; e do presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Franco.

O presidente do Ipea expôs a urgência de uma reforma da Previdência por meio de números: na década de 1980, o Brasil contava com 66 milhões de pessoas em idade ativa e 7,2 milhões de idosos. Em 2010, eram 126 milhões em idade ativa e 19,6 milhões de pessoas com mais de 60 anos, e as projeções apontam que em 2050 chegaremos a 128 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 59 anos e uma população de idosos de 66,5 milhões. “O número de idosos será 3,4 vezes maior do que era em 2010, e teremos 3,6 milhões com 90 anos e mais de 300 mil centenários”, alertou. Ainda de acordo com o economista, o Brasil tem características de países jovens como México e Turquia, mas tem gastos na previdência equivalentes a países como Alemanha e Japão. Entre 2014 e 2015, a Previdência Social apresentou resultado negativo de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB). “Se não houvesse esse déficit, 2015 fecharia com superávit primário de mais de 2% do PIB”, complementou.

Tafner defende também mudanças no regime de aposentadorias de servidores de municípios, Estados e da União, que só em 2015 apresentaram um déficit de R$ 126,7 bilhões. Ou seja, são apenas 3,5 milhões de indivíduos que geram um déficit de R$ 127 bilhões. Entre os fatores que contribuem para o aumento de todos esses gastos excessivos estão a mudança demográfica e os incentivos inadequados, como regras de elegibilidade, regras de fixação do valor do benefício e acumulação de benefícios. Mantidas as regras atuais, em poucos anos o Brasil estará gastando entre 18% e 21% do PIB com previdência. “As futuras gerações estarão condenadas à pobreza”, concluiu, chamando a atenção para a assistência à saúde e o envelhecimento da população, que em 15 anos aumentou as despesas em 1,7 pontos percentuais do PIB. Com essas taxas de crescimento dos grupos etários, a composição dos gastos vai se alterar, elevando o gasto total, o que deve ocorrer nos próximos 30 anos.

Essa opinião é compartilhada pela presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz. “Nos últimos dez anos, o número de beneficiários com 60 anos ou mais cresceu 55%, enquanto a população entre zero e 19 anos manteve um crescimento de apenas 25,9%”, explicou. De acordo com a executiva, a saúde suplementar conta com 6,1 milhões de beneficiários com mais de 60 anos, o que representa 13% do total. “Idosos têm doenças crônicas, de trato continuado, complexo e caro. Em 2030, os idosos representarão 48% dos gastos com saúde”.

Previdência – O presidente da FenaPrevi, Edson Franco, fez um alerta sobre a crise da razão de dependência no Brasil, que é a relação entre a população inativa e a potencialmente ativa. De acordo com o executivo, em 50 anos essa relação irá passar de 10% para 60%. “Na França essa relação será de 19% para 40%. Esse ritmo está muito acelerado no nosso país, que está envelhecendo antes de ter ficado rico. Teremos menos tempo para nos adaptarmos a esse processo de envelhecimento, e o problema está no crescimento dos gastos com uma população envelhecida. Por isso, defendemos a reforma da Previdência”.

Edson Franco defende dois tipos de reformas: uma paramétrica e de curto prazo e outra estrutural, com foco no futuro e que comtemple quem irá integrar o mercado de trabalho. “Buscamos um modelo de estabilidade financeira e de sustentabilidade com senso de justiça social. É importante eliminar privilégios e concessões de determinadas classes para se chegar a uma previdência única e universal”. Para isso, o presidente da FenaPrevi defende quatro pilares: o pilar social; o pilar da contribuição especifica para o sistema previdenciário; o pilar individual, onde cada indivíduo poupa em regime de coparticipação; e o pilar da previdência complementar.

Educação Financeira e Capitalização – No segundo painel do evento, o diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Neri, destacou que a capitalização pode exercer um papel fundamental para ajudar as pessoas a incorporarem o hábito de poupar. O Brasil tem 56% da população com acesso a uma instituição financeira. No entanto, quando se analisa o volume de empréstimos, o percentual cai para 6% e apenas 10% tem poupança, índices abaixo da média mundial de 9% e 22%, respectivamente.

Desde o início da crise, segundo ele, o desemprego não pode ser o considerado o grande vilão da perda de renda, e sim a inflação. “Foi a inflação que tirou o poder de compra dos brasileiros nesta crise, de acordo com nossas pesquisas”, afirmou. “A impaciência é um dos pontos-chave do baixo índice de poupança no Brasil. Por isso, a educação financeira é um grande aliado para ajudar as pessoas a entenderem o benefício de controlar essa impaciência”.

O presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Marco Barros, destacou a importância do segmento está em dar às famílias o sentido maior do habito de poupar. “É importante criar uma reserva financeira, e o produto de capitalização permite mitigar momentos de crise, como o que estamos vivendo hoje, uma vez que é criado um estoque financeiro, com o bônus de concorrer a sorteios”, enfatizou Barros em sua fala, durante o painel. Para ele, a simplicidade do produto Capitalização é uma das razões que ajudam a educar a população para o hábito de poupar. Mas, o mais importante que a simplicidade do produto, acredita o executivo, é o ônus da perda de uma parte da poupança, se sacar antes do fim do contrato, que estimula a disciplina financeira do participante.

“Todo dia, 400 pessoas são contempladas por sorteio. É um circulo virtuoso. Pagamos e as pessoas colocam os valores na economia novamente. É o único segmento em que o sinistro é comemorado”, brincou. Dados recentes divulgados pela FenaCap indicam que as empresas do segmento distribuíram, juntas, R$ 699 milhões em sorteios entre janeiro e agosto de 2016, crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2015, e o equivalente a R$ 4,1 milhões em prêmios por dia útil no período.

A reforma da Previdência é urgente, afirma o pesquisador Paulo Tafner

Precisamos mudar o sistema previdenciário no Brasil. Assim o economista do IPEA, Paulo Tafner, iniciou a sua palestra no 1o. Seminário Nacional de Educação em Seguros, realizado pela CNseg na manhã desta quarta-feira, em São Paulo. Ele mostrou dados assustadores. A conta já não fecha. O rombo é de R$ 127 bilhões, com mais de R$ 20 mil por contribuinte. Hoje, 6 milhões de funcionários contribuem para o regime próprio de previdência social e quase 3,5 milhões de aposentados e pensionistas recebem por esse regime. Atualmente quase 55 milhões de servidores na ativa contribuem para o INSS, dinheiro que vai para pagar os 33 milhões de aposentados e pensionistas. Em uma média geral, esse déficit é de 1,5 mil por contribuinte.

“Estamos mal. Estamos desperdiçando o bônus demográfico. Estamos pobres antes de envelher. Serão 65 milhões de indivíduos a mais para receber o benefício social no futuro. Como faremos se hoje já há esse rombo? Sem citar quem causa esse rombo, o fato é que as regras estão erradas e basicamente o que tem de ser feito é mudar as normas”, sentencia.

Segundo ele, o Brasil trilha um caminho que beira o colapso, uma vez que os recursos arrecadados pelos impostos não voltam para a sociedade sob a forma de boa prestação de serviço, investimento, infraestrutura. “Temos governos que estão atrasando o salário de servidores e em 2017 esse problema tomará proporções gigantescas”, ressaltou o pesquisador Paulo Tafner

A sugestão dada pelo economista do IPEA é ter um novo modelo para novos entrantes, com estrutura em pilares com capitalização e integração com FGTS. Para os atuais trabalhadores, a sugestão é preservar direito dos atuais beneficiários, definir regras de transição para os ativos, estabelecer idade mínima progressiva ate 65 anos, reduzir ate extinguir, as aposentadorias especiais como professores, militares e policiais, bem como reduzir a diferença entre homens e mulheres, desconstitucionalizar a previdência, acabar com a paridade do setor publico e elevar a alíquota previdenciária e aplicar sobre o total dos vencimentos.

Projeto quer parcelamento do seguro DPVAT

Fonte: Agência Câmara

Proprietários de veículos poderão dividir o valor do DPVAT em até três vezes, caso proposta seja aprovada no Congresso.

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados quer instituir o parcelamento do seguro DPVAT em até três vezes, o que deve agradar em especial os proprietários de motos.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL 2409/15) do deputado Ronaldo Martins (PRB-CE) que torna obrigatório o parcelamento, em no mínimo três prestações mensais e iguais, do Seguro de Danos Causados por Veículos Automotores em Via Terrestre (DPVAT).

As parcelas serão pagas juntamente com as do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), observado o valor mínimo de R$ 50 para cada prestação.

O projeto recebeu parecer favorável do relator na comissão, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP). Ele diz que a proposta beneficia o contribuinte em um momento do ano de gastos elevados. O seguro geralmente é cobrado no início do ano. “É um período do ano em que são cobrados o IPVA, o IPTU, renovação de matrícula, material escolar, que resulta num acúmulo de diversos compromissos financeiros que impacta significativamente o orçamento familiar”, comenta o relator.

Motociclistas

Vinicius Carvalho lembra ainda que o parcelamento beneficiará principalmente os proprietários de motocicletas, que pagam o maior valor do DPVAT (R$ 292,01), geralmente em parcela única. O alto custo fez a inadimplência nesse segmento ser a maior de 2014, chegado a 41,2% entre os donos de motos. “A cobrança parcelada poderá contribuir para a regularização desses veículos, embora o projeto de lei excetue do parcelamento os débitos vencidos”, diz o parlamentar.

Vale lembrar que o seguro DPVAT foi criado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito nos casos de morte e invalidez permanente, além de reembolsar despesas médicas e hospitalares. Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados, órgão responsável por fixar as diretrizes e normas dos seguros privados, já permite o parcelamento do DPVAT, mas ele é facultativo a cada estado e limita o parcelamento ao valor de R$ 70 por boleto.

Tramitação

O PL 2409/15 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado sem restrição, seguirá diretamente para análise do Congresso.

Mulheres são maioria e mostram sua força no setor de seguros, mas enfrentam desigualdade de oportunidades e ganhos

Elas são maioria no setor de seguros no Brasil ​e obtiveram avanços significativos em sua qualificação para o trabalho. No entanto, ainda convivem com uma desigualdade profunda entre gêneros, que se reflete na distribuição dos cargos de liderança, consequentemente também nas faixas de remuneração. O 2ºEstudo Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, da Escola Nacional de Seguros – que será lançado na sede da instituição, em São Paulo, nesta quarta-feira, 26 – aponta os desafios e gargalos da força de trabalho feminina em um segmento que, apesar da persistente crise econômica, atrai um número crescente de profissionais.

As mulheres respondem, hoje, por 56,3% da mão de obra no mercado de seguros, contra 49% no ano 2000. No entanto, homens, embora minoria, ficam com sete de cada 10 cargos executivos nas empresas seguradoras. De todos os funcionários masculinos de uma seguradora, 4,7% se tornam executivos. Na ala feminina, essa proporção cai para 1,4%. Isto é, a probabilidade de um homem se tornar executivo da empresa é quase 3,5 vezes maior que a de uma mulher.

Nos cargos intermediários, a proporção é semelhante. Em 2015, seis em cada 10 gerentes das empresas seguradoras eram homens. De todos os funcionários masculinos de uma seguradora, 10,6% se tornam gerentes; entre elas, esse índice foi de 5,4%. Logo, a chance de um homem alcançar o posto de gerente é duas vezes maior que a de uma mulher.

A diferença é ainda mais gritante ao se considerar a remuneração da mão de obra feminina neste mercado. Em uma amostra com 18 empresas seguradoras (que representam de 85% a 90% do total de funcionários do setor), o salário médio é de R$ 4.520/mês. Os homens recebem R$ 5.371, em média, contra R$ 3.858 mil para mulheres. Dessa forma, o salário médio das mulheres corresponde a 72% da remuneração dos homens.

Feito com base em dados de 2015, o levantamento foi coordenado pelos professores Maria Helena Monteiro e Francisco Galiza – respectivamente, diretora da área de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros e consultor da Escola – e ouviu 316 mulheres. É a segunda edição de um estudo realizado pela primeira vez em 2012. A maior parte (45% do total) das entrevistadas tem entre 36 e 45 anos, com uma origem profissional bastante diversa: corretoras, securitárias, órgãos representativos de classe, prestadoras de serviços, empresas de seguros entre outros.

A Capitalização como incentivo ao hábito de poupar

Fonte: CNseg

As empresas de capitalização podem exercer um papel fundamental para ajudar as pessoas a incorporarem o hábito de poupar. A afirmação é de Marcelo Neri, da FGV Social e EPGE, durante sua palestra “Poupança e Conexão com Capitalização”, no 1º Seminário Nacional de Educação em Seguros. O Brasil tem 56% da população com acesso a uma instituição financeira. No entanto, quando se analisa o volume de empréstimos, o percentual cai para 6% e apenas 10% tem poupança, índices abaixo da média mundial de 9% e 22%, respectivamente.
Desde o início da crise, segundo ele, o desemprego não pode ser o considerado o grande vilão da perda de renda, e sim a inflação. “Foi a inflação que tirou o poder de compra dos brasileiros nesta crise, segundo nossas pesquisas”, afirmou ele aos participantes do Seminário.

“A impaciência é um dos pontos chaves do baixo índice de poupança no Brasil”, disse. “Por isso, a educação financeira é um grande aliado a ajudar as pessoas a entenderem o benefício de controlar essa impaciência, como poder usar os recursos poupados para ter uma reserva para uma eventual emergência, que é a principal motivação para a poupança, segundo dados da pesquisa, com 51% das respostas.

De acordo com a apresentação, entre os principais motivos de poupança também está a compra de bens. Com boa parte da população sem acesso a crédito e taxas de juros altas, faz sentido fazer poupança para comprar um bem com um ganho financeiro. “Estou convencido de que os mais pobres têm uma propensão ao consumismo gigantesca”, enfatiza. Mas para eles serem mais sustentáveis no futuro, deveriam ser incitados a poupar. Uma operação de seguro ou de crédito é muito mais complexa do que a poupança por meio da capitalização, que é uma operação simples.

Disciplina financeira – A importância do segmento está em dar às famílias o sentido maior do habito de poupar, disse Marco Barros, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). ‘É importante criar uma reserva finananceira. E o produto de Capitalização permite mitigar momentos de crise, como o que estamos vivendo hoje, uma vez que é criado um estoque financeiro, com o bônus de concorrer a sorteios”, enfatizou Barros em sua fala, durante o painel.

Para ele, a simplicidade do produto Capitalização é uma das razões que ajudam a educar a população para o hábito de poupar. Mas, mais importante que a simplicidade do produto, acredita Barros, é a punição de perder uma parte da poupança se sacar antes do fim do contrato que estimula a disciplina financeira do participante.

“Todo dia, 400 pessoas são contempladas por sorteio. É um circulo virtuoso. Pagamos e as pessoas colocam os valores na economia novamente. É o único segmento em que o sinistro é comemorado”, brinca o executivo. Dados recentes divulgados pela FenaCap indicam que as empresas do segmento distribuíram, juntas, R$ 699 milhões em sorteios entre janeiro e agosto de 2016, crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2015, e equivale ao pagamento de R$ 4,1 milhões em prêmios por dia útil no período.

Segundo ele, o segmento tem um papel fundamental na economia. “’É um instrumento importante para que inicie um processo de bancarização, para que as pessoas enfrentem crise financeiras momentâneas e tenham um futuro mais sustentável ao mudar a percepção de como as pessoas enxergam a poupança ao longo do tempo.

A jornalista Flávia Oliveira, que mediou o painel, citou pesquisa recente do Banco Central. Trata-se da terceira edição da Série Cidadania Financeira que revelou que mais de 70% da população brasileira faz uso frequente de uma conta bancária e, a maioria (63%) já poupou ao menos uma vez. Com relação à poupança, a pesquisa indica que os brasileiros, em geral, poupam de maneira conservadora: 48% disseram utilizar depósitos em poupança em instituição financeira e, 45%, guardam dinheiro sem buscar nenhuma rentabilidade, seja em casa ou em conta corrente. Os dados deixam claro a necessidade da educação financeira.

“Como viabilizar a educação para sair deste analfabetismo financeiro?”, indaga a jornalista. Neri sugere a educação financeira vinda dos próprios pais e também que a disciplina seja abraçada pelas escolas do ensino médio. Barros, por sua vez, afirma que todo canal é importante para difundir a educação financeira. Além da atitude familiar, a mídia é importante para ensinar o valor do dinheiro no tempo. Dado o tamanho do déficit de produtividade que o Brasil tem, esse processo de educação financeira um processo de muito longo prazo. “Tenho certeza de que no longo prazo as pessoas vão se conscientizar que elas terão de ter capital para ter qualidade de vida no futuro”.

Projeto para nova lei de seguros recebe críticas na Câmara

Fonte: Agência Câmara

Representantes de seguradoras criticaram nesta quarta-feira (26) o projeto que cria a nova lei geral de seguros (PL 3555/04) durante audiência da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema.

O texto que, já recebeu 119 emendas, altera dispositivos do Código Civil e o Código Comercial para regular o mercado de seguros privados, ou seja, todas as negociações que envolvam consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores.

Desde que entrou em análise da primeira comissão especial, em 2009, o projeto dividiu opiniões. Mesmo após 12 anos de tramitação, o texto continua a ser criticado por endurecer as regras do mercado de seguros e, de acordo com alguns especialistas, criar desvantagens para as seguradoras.

Um dos artigos polêmicos possibilita que terceiros entrem na Justiça contra a seguradora para reaver danos causados pelos segurados. Se aprovado, a vítima de um acidente de carro provocado pelo segurado, por exemplo, poderia cobrar diretamente da seguradora.

“Não é possível que um terceiro que não tenha nenhuma relação jurídica com a seguradora ingresse contra ela. Inclusive porque o causador do dano pode ter elementos de defesa que a seguradora desconhece”, disse o representante da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Luiz Tavares. Segundo a proposta, a empresa poderia reaver o valor gasto com terceiros, em um segundo momento, dentro dos limites da apólice do segurado.

Regra única – Outro ponto questionado trata da regulação única que agrega contratos de grandes e pequenos consumidores. “Não é possível criar uma regra geral que se aplique a uma usina elétrica e a um consumidor hipossuficiente”, ressaltou o superintendente da Suprintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Medanha de Ataídes. Ele diferenciou contratos de pequeno valor (automóveis e vida) que podem ser padronizados daqueles que envolvem altos riscos e precisam de maior flexibilidade.

Na mesma linha, o representante dos corretores na audiência defendeu um marco legal que trate apenas de pequenos consumidores. Segundo ele, as grandes empresas não precisam dessa proteção porque têm setores especializados “maiores que seguradoras” para cuidar do assunto.

“Essas empresas não precisam de uma lei de contratos de seguros enrijecida, porque têm autossuficiência para discutir não só o seguro, mas o contrato de resseguro com o mercado”, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor), Armando Vergílio.

Vergílio é ex-deputado e buscou introduzir essa mudança em seu parecer quando relatou a matéria em 2013, no entanto sua versão não chegou a ser aprovada.

A intenção do atual relator da matéria, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), é apresentar um substitutivo ao projeto, até a próxima reunião do colegiado, marcada para 9 de novembro.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=253500

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Sandra Crespo

Prudential do Brasil e Guide Investimentos anunciam parceria

Release

A Prudential do Brasil e a Guide Investimentos anunciam o contrato de parceria pelo qual a corretora de seguros do grupo, a Guide Life, passará a comercializar os produtos de seguro de vida individual da seguradora. A Guide Life chega para reforçar o time de parceiros comerciais da Prudential do Brasil, dentro da estratégia de ampliar os canais de distribuição.

As duas instituições trabalham com conceitos similares, oferecendo aos seus clientes serviços e produtos personalizados e adequados às necessidades individuais. A parceria com a Prudential do Brasil permitirá que a Guide Life inclua no seu negócio o seguro de vida individual como parte do planejamento financeiro personalizado e de longo prazo.

“Utilizamos um método de coleta e análise de informações que foi especialmente desenvolvido para este novo conceito e funcionará com a elaboração de um diagnóstico e um plano de ação revisado anualmente, já que as metas e o mercado mudam e o planejamento deverá ser atualizado”, explica Flávio Kokis, que juntamente com Felipe Chad, coordenará o projeto Guide Life. O sócio destaca ainda que contará com métricas de acompanhamento para garantir que as necessidades financeiras das famílias estejam sendo atendidas.

Para Patrícia Freitas, vice-presidente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, ter a Guide Life como parceira reforça e acelera a estratégia de expansão desta linha de negócio da seguradora. “A Guide Life é a escolha certa por ser uma empresa que compartilha dos mesmos valores da Prudential atuando com foco no cliente, respeito e confiança”.

A Guide Life atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e conta com mil famílias atendidas, assegurando o futuro de 2,5 mil pessoas. A expansão da nova área de negócios com o seguro de vida se dará por meio de franquias e a expectativa deles é ter 500 franqueados nos próximos anos.

Os resultados do canal de parcerias comerciais da seguradora são sólidos e crescentes, já que, apenas no primeiro semestre de 2016, registrou um aumento de 59,5% em novas apólices, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Sindseg SP recebe cúpula da Secretaria de Segurança Pública em almoço

Fonte: SindSeg-SP

O Sindseg SP recebeu, nesta segunda-feira (24.10), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, e o seu adjunto, Sergio Turra Sobrane, em almoço que contou também com a participação de lideranças e executivos da indústria seguradora. Além de Mauro Batista, presidente do Sindseg SP, de Fernando Simões e Adhemar Fujii, respectivamente diretor executivo e consultor da instituição, estiveram presentes o presidente da FenSeg, João Francisco Silveira Borges da Costa, e o presidente do Sincor SP, Alexandre Camilo.

Como definiu o presidente do Sindseg SP, o evento foi um “almoço de trabalho”, em que, além de se consolidar a parceria entre o Sindicato das Seguradoras de SP e outras instituições do seguro, foram discutidas iniciativas conjuntas já efetivadas e apontados caminhos para futuras atuações em conjunto entre as partes.

“Sempre nos colocamos de forma contributiva de forma a atender as necessidades da área de Segurança Pública de São Paulo e, ao mesmo tempo, reforçar a positividade do seguro”, destacou Mauro Batista. O presidente do Sindseg SP mencionou como exemplo a produtiva parceria da Lei dos Desmontes, que impôs regras ao funcionamento dos desmanches de veículos e resultou em efetiva redução de roubos e furtos de veículos – o que beneficiou diretamente a indústria de seguros.

O secretário Mágino Alves Barbosa Filho também mencionou a Lei dos Desmontes ao destacar “as parcerias firmadas com o Sindseg SP, que tem sido sempre muito exitosas”. Ao apresentar números relativos à atuação da secretaria, o secretário informou que, em cumprimento à Lei dos Desmontes, foram realizadas de 2014 a junho deste ano fiscalizações em 1.846 desmanches, dos quais 665 foram lacrados.

O secretário exortou os segmentos seguradores presentes a atuarem conjuntamente na busca de formas de coibir as fraudes dos seguros. Recebeu prontamente a adesão de Batista e das demais lideranças do setor de seguros presentes no evento, que se colocaram à disposição para discussões focadas nessa frente de trabalho, entre outras.

Sindicalistas apoiam fusão entre Susep e Previc

Uma fusão entre dois órgãos reguladores de previdência privada complementar, Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) ajudaria, inclusive, o governo a reduzir custos, bem como seria bom para a carreira dos servidores. Essa é a opinião de Osiane Arieira Nascimento, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores da Susep (SINDSUSEP). Se isso ocorrer, a nova agência seria responsável por fiscalizar ativos superiores a R$ 1,3 trilhão (R$ 763 bilhões dos fundos fechados até junho deste ano e R$ 613 bilhões dos fundos de previdência aberta até agosto).

A opinião de Oziane vem como uma resposta à opinião de José Ribeiro Pena Neto, presidente da Associação Brasileira de Previdência Privada (ABRAPP), que declarou ao portal Investidor Institucional de que seria favorável a Previc absorver a supervisão do mercado de previdência complementar aberta.

“Através das mídias e da CPI dos Fundos de Pensão, tomamos conhecimento de que a maioria dos fundos fechados se encontram em difícil situação econômica, o que demonstra a necessidade de uma intervenção regulatória mais eficaz. Atribuir à Previc a responsabilidade de supervisionar mais empresas parece ir na contramão da solução do problema”, comenta Oziane.

Ela, como presidente do Sindicato da Susep, concorda com a opinião do presidente da Abrapp quanto a não haver sentido em manter dois órgãos na estrutura do governo federal fiscalizando mercados similares, com base em uma mesma lei. “Neste sentido, defendemos que a Susep e a Previc devam ser transformadas em uma única Autarquia Especial porque percebemos que esta junção trará ganho de eficiência funcional e administrativa”, afirma.

No entanto, ela concorda que isso não é uma prioridade do governo neste momento e que este assunto deverá ser tratado quando a turbulência política passar. E quando isso for um tema prioritário, Oziane defende que a fusão dos órgãos assegura o alinhamento ao princípio constitucional da eficiência, pois desonera o erário de manter duas estruturas físicas e de pessoal, e aproveita o conhecimento adquirido e as pessoas qualificadas que as duas instituições desenvolveram até o momento. “A sinergia entre a Susep e a Previc justifica a criação de uma nova Autarquia Especial”, defende.

A aglutinação de funções de supervisão e de regulação vem sendo implementada ou estudada na economia internacional, explica. O Reino Unido, a Comunidade Européia, o Japão e Coréia estabeleceram super-agências de regulação, caminhando para uma direção na qual a distribuição de tarefas se dê por tipos de risco envolvidos e não por instituições. “Não haveria ganho em separar a supervisão dos mercados atualmente atribuídos à Susep: seguro, resseguro, previdência complementar aberta e capitalização. Em todos estes mercados, há necessidade de supervisão de conduta, supervisão atuarial, supervisão de liquidez e solvência e supervisão sobre a aplicação dos ativos. A Susep já realiza supervisão”, explica.

Oziane enfatiza que não haveria ganho em separar esses mercados em diferentes estruturas de supervisão. Para ela, isto só tornaria a supervisão fragmentada e burocrática para as empresas reguladas e consumidores dos produtos de previdência e seguro de vida, além de causar mais custos ao erário. “Não podemos deixar de destacar que a Susep possui todos os requisitos relacionados à integridade, experiência, competência técnica e administrativa recomendados internacionalmente, além de estar localizada estrategicamente para receber todas as responsabilidades, junto com a Previc, que serão desempenhadas pela nova autarquia”, diz.

Entre as vantagens de unir as duas autarquias, Oziane cita o corpo funcional altamente qualificado (com doutores, mestres e pós-graduados) em diversas áreas do conhecimento, como atuária, estatística, economia, finanças, administração, direito e contabilidade, entre outras, e com a experiência necessária para o exercício específico de funções de supervisão da previdência complementar.

Outra qualidade seriam os setores supervisionados pela Susep que já observam normas de governança e de solvência equivalentes aos países da Comunidade Europeia, aplicando o que há de mais atualizado no mundo na questão da supervisão desses setores, incluindo previdência complementar. Também cita a experiência de mais de 50 anos na regulação e supervisão dos setores de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar.

A sede da Susep no Rio de Janeiro, onde se encontram os dois maiores fundos de previdência complementar fechados do país, como Previ, do Branco do Brasil, e Petros, da Petrobras, também são citados como pontos a favor da super agência ser sediada no espaço hoje ocupado pela Susep. Além disso, acrescenta, no Rio de Janeiro encontram-se excelentes universidades em atuária, sede do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) e Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

“Como servidores da Susep entendemos que o Brasil precisa fortalecer estes mercados, que ofertam garantias à estabilidade econômica de pessoas, empresas e governo. Em especial, quanto à previdência complementar aberta e fechada, considerando a situação demográfica e econômica do Brasil, entendemos que uma estrutura que reúna Susep e Previc com as atribuições de fiscalização, supervisão e regulamentação, contribuirá enormemente para o bem do erário, da poupança interna e dos futuros aposentados do Brasil”, finaliza.

Aegon, Allianz, Munich Re, Swiss Re e Zurich lançam o Blockchain Insurance Industry Initiative (B3i)

Aegon, Allianz, Munich Re, Swiss Re e Zurich lançaram o Blockchain Insurance Industry Initiative (B3i) no último dia 19. Trata-se de uma iniciativa para explorar o potencial das tecnologias para melhor servir os clientes através de serviços mais rápidos, mais convenientes e mais seguros. Mais conhecido pelos financistas como “contabilidade distribuída”. Basicamente é um tipo de critptografia usada em transações com moedas virtuais.

A expectativa é de que a tecnologia se torne viável, para agilizar reconciliações em contratos de seguro e de resseguro e dê fluxo ao fluxo de capital, melhorando assim a “auditabilidade”. Algo como um livro contábil público que contabiliza quem possui um ativo na rede de negócio. Todos os envolvidos possuem uma chave do cofre deste livro para acessar dados, o que traz a confiabilidade para a operação.

Harald Rosenberger, chefe de inovação da Munich Re, afirmou em comunicado distribuído à imprensa que a tecnologia Blockchain tem seu potencial aumentado quando se trabalha em uma rede de parceiros. “Vemos um enorme benefício para a indústria de seguros em fazer isto juntos. Com o B3i estamos em uma posição para explorar e modelar o uso futuro de Blockchain e para definir os padrões necessários para uma verdadeira digitalização de seguro “.

Através do estabelecimento de relações de confiança entre todos os participantes, o blockchain tem o potencial de fornecer um ambiente seguro para contrato automático no caso de operações, sendo tais acordos armazenados em um livro partilhado, reduzindo assim a carga de trabalho administrativo de múltiplas partes interessadas para garantir a consistência do contrato e execução.

A expectativa é atrair novas seguradoras e resseguradoras depois de que esse projeto piloto, usando informações de transações anônimas, se mostre eficiente dentro do conceito para retrocessões inter-grupo pelo uso dessa tecnologia. O objetivo final é avaliar como a tecnologia blockchain pode ser estabelecida como uma ferramenta viável para a indústria de seguros em geral e para os clientes de seguros em particular.