Índice de confiança do setor de seguros acumula alta de 70,2% ao ano

O setor de seguros reforçou sua confiança na recuperação da economia brasileira. Pesquisa da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) aponta que 96% das seguradoras, 88% das corretoras e 78% das resseguradoras têm expectativas positivas para os próximos seis meses. O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) – um dos principais termômetros do mercado – registrou alta de 70,2% no acumulado de janeiro a outubro, marcando 114,1 pontos este mês.

“Ao longo do ano, o setor de seguros tem dado sinais claros de otimismo quanto ao crescimento da economia. E isso se reflete nos indicadores medidos pela pesquisa. Um bom exemplo é o seguro de pessoas, que inclui seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem e educacional, entre outras modalidades. Esse segmento registrou um total de R$ 15,04 bilhões em volume de prêmios nos primeiros seis meses do ano– um aumento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2015”, destaca o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

A pesquisa da Fenacor também apura a expectativa das empresas em relação ao faturamento para os próximos seis meses. 92% das corretoras; 96% das seguradoras e 96% das resseguradoras esperam um cenário mais favorável. Na análise da rentabilidade, o otimismo segue em alta: 88% das corretoras; 83% das seguradoras e 78% das resseguradoras confiam na manutenção ou melhora dos índices atuais.

Gumercindo Rocha Filho assume Ibracor

O diretor Administrativo-Financeiro do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Ibracor), Gumercindo Rocha Filho, assumiu o cargo de presidente interino do Instituto, em substituição a Paulo dos Santos, que foi nomeado para a diretoria da Superintendência de Seguros Privados (Susep), segundo informou a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor).

O Ibracor é uma entidade autorreguladora do mercado de corretagem de seguros, de resseguros, de capitalização e de previdência complementar aberta, instituída na forma da Lei Complementar nº 137, de 2010, Resolução CNSP nº 233, de 2011 e Circular SUSEP nº 435, de 2012. Tem como meta “Orientar e promover as melhores práticas do mercado de seguros”.

Especialistas discutem novas tecnologias para veículos e impactos nos dramáticos indicadores de mortes no trânsito

Fonte: CNseg

O terceiro painel do 1º Seminário de Educação em Seguros, “Os riscos de trânsito e o seguro de automóvel”, serviu também de mote para o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges da Costa, fazer uma avaliação do atual desempenho do seguro de automóvel e suas perspectivas para curto e médio prazos. Para ele, o mais provável é que este ramo, que representa quase a metade da arrecadação dos seguros de propriedade, continuará a seguir o viés apresentado pelas montadoras- ou seja, desaceleração a curto prazo e reação nos próximos anos.

Ele informou que, após o mercado segurador atingir pico nas vendas de seguro de automóvel em 2014, com 18 milhões de carros, a frota segurada segue mais de perto o desempenho negativo das montadoras, embora com maior resiliência no ritmo de queda. Isso porque, apesar de haver menos compra de carros novos no País, logo de seguros para protegê-los contra roubo, furto e incêndio, as seguradoras mantêm os estoques de veículos segurados seminovos, que, ao renovarem os contratos anualmente, suavizam a queda nos negócios.

Mesmo assim, a taxa de crescimento negativa, ocorrida em 2015, deve se repetir este ano, alcançando novamente 2,5%. Dessa forma, a frota segurada deverá recuar de 17 milhões para 15 milhões, puxada pelo menor nível de venda de seguros para carros novos e saída líquida de veículos com mais de sete anos de fabricação, para os quais as vendas de seguros tradicionais podem representar prejuízos para as companhias. “A lição de casa do mercado será enfrentar o desafio de impedir a desaceleração e voltar a crescer”, afirma ele.

E será mesmo desafiante, tendo em vista os números apresentados pelo presidente da FenSeg sobre o desempenho das montadoras, que serve de termômetro para as seguradoras de automóvel. Duramente afetadas pela crise econômica, as montadoras- são 33 presentes no País, com 67 fábricas instaladas em 10 estados – operam com praticamente metade de sua capacidade instalada- podem produzir 5 milhões mas devem entregar pouco mais de 2 milhões- caminhando para repetir queda nas vendas na casa de 25%. “A indústria automotiva vai reagir muito gradualmente. O mais provável é que isso comece a ocorrer a partir de 2017, na faixa de 1%”, disse João Francisco. Em 2018, a taxa de crescimento deve alcançar de 2,5%; 3,5%, em 2019; 5% ,em 2020; e 7,5%, em 2021.

João Francisco diz que um dos fatores que poderão mitigar o ritmo de desaceleração nas vendas de seguro de auto é justamente o recém-aprovado Seguro Auto Popular. Se o mercado incorporar uma parte importante dos automóveis mais velhos que circulam sem seguro, ou seja, com mais de sete anos, isso será uma contribuição importante para mitigar a desaceleração experimentada pelas seguradoras de automóvel. Ele estima em algo entre 25 milhões e 27 milhões os carros da frota circulante sem seguro, dada a idade.

Além das vendas menores geradas pela crise, outro problema sério começa a atingir os negócios das companhias de automóvel- sinistralidade- provocado pelo colapso das finanças estaduais. Por falta de dinheiro em caixa para cuidar do trânsito e do policiamento ostensivo, a frequência de avisos de sinistros por acidentes, roubo e furto de carros avança em muitos estados. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, a frequência de avisos de sinistros na carteira de automóvel dobrou nos últimos dois ou três anos”, relatou ele, admitindo que o recrudescimento da sinistralidade é um fator comum à maioria dos estados. “O caminho mais fácil seria repassar aos preços esta alta da sinistralidade, mas estamos conscientes de que o bolso do consumidor não é tão elástico para acompanhar esta nova dinâmica do mercado”, explicou ele.

Para evitar choques futuros de preços, João Francisco aponta a Lei do Desmanche Legal, aprovada pelo governo federal, como o caminho para reduzir o ímpeto das quadrilhas de roubo e furto de automóveis. Adotada primeiramente em São Paulo, por meio de uma lei estadual, a frequência de avisos de sinistros experimentou queda de 20%, algo que pode se repetir em outras praças, se os estados agilizarem a implementação deste normativo.

Os avanços da tecnologia nos carros, com impactos diretos na segurança viária, além de um breve balanço das dificuldades do mercado automotivo, foram alguns dos temas destacados pelo vice-presidente da Anfavea, Marcus Vinicius Aguiar. Ele informou que os investimentos feitos pelas montadoras instaladas no País em projetos de inovação alcançarão R$ 85 bilhões no acumulado de 2012 a 2018.
As pesquisas englobam de redução de consumo de combustíveis até tópicos envolvendo segurança ativa (objetiva evitar a colisão), segurança passiva (para reduzir o dano em acidentes inevitáveis) e segurança inteligente (sistemas eletrônicos para auxiliar motoristas a evitar situação de perigo). Ele disse que os veículos fabricados no Brasil estão cada vez dotados de tecnologias usadas em todo o mundo, com exceção para as pesquisas que envolvem o carro autônomo, que estão embrionárias.

Ele apresentou algumas das novas tecnologias que serão incorporadas nos veículos nos próximos anos, como o controle de estabilidade eletrônica (ECS), a partir de 2020. Ajudará a manter a estabilidade nas mudanças inesperadas de trajeto, recorrendo à redução de tração ou do freio em uma das rodas dianteiras ou traseiras, dependendo do caso, para o carro voltar à normalidade. A relação de tecnologias disponíveis de série ou opcional não para de crescer, segundo ele. Detector de fadiga do motorista, controle de distância e velocidade, sistema de reconhecimento de placas, aviso de veículo no ponto “cego” estão entre essas tecnologias que tendem a ser popularizar no País.

Embora bem-vindas, as novas tecnologias não serão suficientes para melhorar os péssimos indicadores de trânsito apresentados no Brasil, se não houver também uma mudança de cultura dos motoristas e pedestres, afirma o presidente da Associação Nacional dos Transportes Públicos, Ailton Brasiliense, outro participante do painel.

O dirigente da OGN lembra que o custo social dos acidentes é assombroso: R$ 67,3 bilhões (mortes e invalidez) e despesas médico-hospitalares, de R$ 17 bilhões. O trânsito mata 42 mil pessoas e fere mais de 500 mil. “Ou seja, estamos trabalhando para ter carros mais seguros, mas precisamos mudar a cabeça do cidadão que dirige, do pedestre, que precisa ser habitado, do motoqueiro e seu carona. Enfim, todos precisam ser treinados e haver uma mudança de postura, de atitudes. E isso não é tarefa fácil, mas precisa ser um projeto da sociedade”, concluiu.

AIDA inaugura sala Marco Antonio Rossi

A Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA) inaugurou ontem a sala de reunião, idealizada em homenagem ao inesquecível Marco Antonio Rossi, que faleceu em novembro do ano passado em um trágico acidente aéreo. “Compareceram ao evento importantes lideranças do setor de seguros. As palavras do presidente do Banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, emocionaram a todos”, conta a também emocionada presidente da AIDA, Ana Rita Petraroli Barretto. “A carinhosa presença dos familiares de Rossi tornaram o momento único. Que esta energia motive os trabalhos que serão desenvolvidos neste espaço”, acrescentou Ana Rita.

A AIDA, presente em 73 países, é uma instituição de cunho científico, sem fins lucrativos, e foi fundada em 28 de abril de 1960, em Luxemburgo. É mundialmente conhecida como AIDA, as iniciais de seu nome em francês, Association Internationale de Droit des Assurances. Desde 2007 a Seção Brasileira da AIDA realiza congressos nacionais que reúnem advogados, magistrados, juízes, professores e juristas interessados em direito do seguro, com expressiva participação e em diferentes capitais brasileiras. Atualmente movimenta-se através de seus Grupos Nacionais que tratam de todos os temas que envolvem o contrato de seguros.

Quem é quem – José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine

Ferrara: investimos cerca de R$ 100 milhões em melhorias e sistemas

José Adalberto Ferrara é presidente da Tokio Marine desde julho de 2013, tendo iniciado sua trajetória na companhia em 2009, no cargo de diretor de operações e tecnologia, função que o permitiu participar de processos que contribuíram sensivelmente para a implantação de melhorias dos produtos e serviços da empresa.

O executivo possui 35 anos de experiência na indústria de serviços financeiros e 16 anos no segmento de seguros, no qual começou ao entrar na AGF após cinco anos trabalhando como Diretor de Tecnologia no BankBoston, em Boston (Massachusetts). Além dos resultados conquistados desde que assumiu a presidência da Tokio Marine, Ferrara se destaca por promover o engajamento de suas equipes, com intuito de obter crescimento e resultados acima da média do mercado.

Como a Tokio Marine está posicionada no mercado de seguros nacional? Em quais ramos atua?

A Tokio Marine é uma das principais seguradoras do Brasil e faz parte de um dos maiores conglomerados securitários do mundo. Hoje, a empresa ocupa a 5ª posição no ranking do mercado, e tudo indica que ela seguirá crescendo. Somos uma companhia multiprodutos e atuamos em todos os ramos, exceto previdência, saúde e capitalização.

Como está o desempenho geral da Tokio Marine? Quais são as expectativas para 2016 e 2017?

Seguimos crescendo acima da média do mercado, o que mostra a efetividade da nossa estratégia e a força que temos junto aos corretores e as assessorias parceiras. De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pela Susep, o mercado de seguros no qual a Tokio Marine atua cresceu 2,7% até agosto em relação ao mesmo período do ano passado. Nós crescemos 7,8%. Em 2016, esperamos fechar com um crescimento de 7,5%, percentual positivo diante dos desafios da economia nacional. Já para 2017, a expectativa é manter o crescimento na ordem de 3% a 5%.

A quais fatores atribui estes resultados?

Atribuímos os bons resultados à qualidade dos produtos e serviços que oferecemos e à excelência no atendimento prestado aos Corretores, Assessorias e Clientes. O desempenho também é fruto do lançamento de novos produtos. Para enfrentar a desaceleração econômica e oferecer aos Corretores mais oportunidades de realização de negócios, em 2016, lançamos os seguros Responsabilidade Civil Executivos (ou D&O, sigla em inglês para Directors & Officers Liability Insurance), Tokio Marine Obras de Arte e Tokio Marine Agro Safras. Recentemente, trouxemos ao mercado o produto Tokio Marine Auto Roubo + Rastreador. Com a garantia e a qualidade da Tokio Marine, o seguro oferece vantagens como cobertura básica para furto, roubo e incêndio com assistência 24 horas, além da instalação em comodato gratuita do rastreador. Esse produto pode ser até 50% mais barato em relação aos produtos tradicionais.

Qual é o número de corretores parceiros que comercializam os produtos da Tokio Marine?

A companhia tem uma base de 23 mil corretores, sendo que a média de novos cadastros é de 250 profissionais por mês. Esse fator tem sido um dos pilares que garantem o crescimento da seguradora acima do mercado. Cultivamos um relacionamento muito próximo com os nossos parceiros de negócios e estamos sempre buscando oferecer mais opções de produtos e facilidade para quem comercializa seguros da Tokio Marine.

Na área de inovação, que melhorias a Tokio Marine oferece em serviços para Corretores, Assessorias e Clientes?

Um dos diferenciais da Tokio Marine é a excelência na oferta de um amplo leque de soluções para seus corretores, assessorias e clientes pessoa física e Jurídica, e estamos continuamente procurando formas de aperfeiçoar todos os aspectos dessas soluções. Nesse sentido, no primeiro semestre deste ano, a Companhia apresentou iniciativas para otimizar a rotina dos profissionais de seguros que comercializam seus produtos e a de seus segurados. Entre os lançamentos realizados destacam-se a reformulação do Portal Nosso Corretor, o novo site institucional da companhia e o lançamento da Apólice Digital, que pode ser enviada ao segurado e ao corretor de forma 100% digital.

Já em relação à inovação em nossos produtos, lançamos há pouco tempo o “Tokio Marine no Varejo”, plataforma digital de e-commerce que desenvolvemos especialmente para permitir aos Corretores explorar o enorme potencial de vendas de microsseguros no varejo. Já estão disponibilizados nessa plataforma os produtos de garantia estendida, roubo de equipamentos eletrônicos, acidentes pessoais e residencial básico com IS de até R$ 50 mil em pequenas e médias lojas varejistas. Com essa iniciativa, acreditamos conseguir uma verdadeira revolução nesse mercado.

Qual é o segredo do sucesso da seguradora?

O segredo do sucesso da Tokio Marine são os 3Cs: Colaboradores (treinados e motivados), Corretores e Assessorias (parceiros e preparados) e Clientes (satisfeitos com a qualidade da Seguradora). Além disso, todo o trabalho que desenvolvemos é baseado em seis valores: respeito, ética, transparência, trabalho em equipe, excelência em produtos e serviços e compromisso – que permeiam todas as nossas iniciativas e ações.

No aniversário de 44 anos, CCS-SP relembra passado histórico

Por Márcia Alves

O aniversário de 44 anos do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) foi comemorado com almoço exclusivo para os associados no dia 25 de outubro, no Circolo Italiano. O mentor Adevaldo Calegari aproveitou o momento para destacar o passado histórico do CCS-SP. Ele relatou que a entidade foi criada com o nobre propósito de dar voz aos corretores de seguros, que estavam impedidos, naquela época, de se manifestarem por meio de seu sindicato, o Sincor-SP.

“A importância do Clube dos Corretores se solidifica e se fortalece a cada ano como uma entidade que privilegia os seus quadros – as melhores cabeças pensantes de São Paulo”, disse. Calegari adiantou que o CCS-SP já está se preparando, desde já, para celebrar os seus 45 anos em 2017. “Muito possivelmente, teremos na Câmara Municipal de São Paulo mais um reconhecimento, como ocorreu por ocasião dos 40 anos do Clube”, disse. Ele convidou os associados para integrarem a comissão responsável pelos eventos comemorativos de 45 anos, que será coordenada pela diretora Luciana Ferreira.

O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, reconheceu a importância do CCS-SP para o sindicato e para a categoria. “Muitas lideranças surgiram de dentro do Clube dos Corretores e também entidades, como a Fenacor”. Ele citou a edição especial do boletim informativo do Clube dos Corretores, que anunciava em 1975 a criação da Fenacor com a manchete “Nossa Federação existe!”.

A criação do CCS-SP é mencionada, inclusive, na exposição “O corretor de seguros através dos séculos” – que já percorreu 25 cidades e agora foi recebida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na qual a visitação estará aberta ao público até 7 de novembro. “Em 1972, profissionais da área criaram, em São Paulo, o Clube dos Corretores de Seguros, onde passaram a se reunir para defender os interesses da classe”, registra uma das referências históricas.

“O Clube dos Corretores é uma instituição que honra a nossa profissão de corretor e que nos tem dado muita alegria”, disse Calegari. Ele falou sobre a iniciativa da atual diretoria de preservar e manter viva a memória do CCS-SP ao transmitir aos novos associados os fatos que levaram à fundação da entidade, a sua trajetória, bem como a cópia do boletim.

Com propósitos em comum, o CCS-SP e Sincor-SP, segundo Calegari, estão alinhados na defesa da categoria. Ele citou a participação do Clube dos Corretores no Fórum de Entidades, promovido pelo Sincor-SP com o objetivo de fortalecer o trabalho de todas em prol das causas do setor. Camillo adiantou, inclusive, que está em estudo a realização de um grande evento com todas as entidades membros do fórum. “Haverá uma grande convergência de interesses”, disse.

O êxito do 17º Conec também foi assunto do almoço do CCS-SP. Camillo fez questão de compartilhar o sucesso do evento com os corretores. “Respeito e reconheço o esforço de todos em todas as edições do Conec, mas este 17º foi ‘O Conec’. Temos de ser superlativos no reconhecimento tanto quanto somos nas exigências e critérios para a realização”, disse. Ele também se referiu a esta edição do Conec como o marco de um novo ciclo.

“Discutimos, pela primeira vez, a criação de uma agenda para o mercado crescer e evoluir; porque crescemos, mas sem a devida evolução”, afirmou. Segundo Camillo, o mercado cresceu, colheu muitos frutos, mas não tantos quanto poderia. Em sua visão, a criação de uma agenda traria os parâmetros necessários para o mercado mensurar o seu crescimento, estabelecer metas e aproveitar todas as oportunidades de seu desenvolvimento.

Além de celebrar o aniversário do CCS-SP, o almoço com a presença de associados serviu também para empossar a diretoria da entidade, reeleita para gestão 2016/2018. O mentor Adevaldo Calegari, o secretário Evaldir Barboza de Paula e a diretora Luciana Ferreira, que foram reeleitos para novo mandato, entregaram placa de agradecimento aos membros da gestão anterior, André Julião, Paulo Bosísio e Paulo de Tarso Meinberg (este último ausente em virtude de problema de saúde).

Em seguida, todos posaram para foto oficial, juntamente com os novos membros, o tesoureiro Flavio Bevilácqua Bosisio e os diretores Jorge Teixeira Barbosa e Paulo Schroeder. Entre os muitos projetos para a nova gestão, Calegari destacou, no encerramento do evento, a modernização do estatuto do CCS-SP, que será conduzida por uma comissão de associados, coordenada pelo secretário Evaldir Barboza de Paula.

Chubb anuncia lucro de US$ 1,4 bi no terceiro trimestre

Durante a sua conferência telefônica com os investidores hoje, o Chairman e CEO da Chubb, Evan Greenberg, anunciou resultado do terceiro trimestre, com ganhos operacionais por ação recorde, resultados de subscrição, e crescimento de receita de prêmios de acordo com as expectativas da companhia.

A receita operacional após os impostos do trimestre foi de US$ 1,4 bilhão, ou US$ 2,88 por ação, comparado com US$ 2,74 no ano anterior. O índice combinado de P&C no trimestre foi de 86%. Os prejuízos com catástrofe foram acima de US$ 144 milhões antes de impostos contra a quantia excepcionalmente baixa de US$ 101 milhões no ano passado. A receita financeira líquida ajustada do trimestre foi de US$ 830 milhões – “um resultado muito bom, principalmente devido ao cenário de baixa de taxa de juros recorde”, declarou Greenberg.

Os valores contábeis e tangíveis por ação subiram 2,4% e 5,5%, respectivamente. Nosso retorno operacional anualizado para o trimestre foi de 12% – “um resultado realmente muito bom”, disse ele.

Os prêmios líquidos de P&C no trimestre caíram 3,5% em uma base de dólar constante. A flutuação cambial foi um dos fatores impactantes. “Quando planejamos a fusão previmos ações de subscrição em alguns portfólios que não alcançariam nossos padrões ou excederiam nosso apetite por riscos”, disse Greenberg. “Essas ações, que incluem cancelar ou ressegurar alguns negócios, reduzem nosso prêmio, mas melhoram nosso perfil, risco/compensação”. Ele acrescentou: “se normalizarmos essas ações de subscrição, incluindo a compra adicional de resseguros, os prêmios líquidos de P&C no período cresceram um pouco acima de 1% em dólares constantes – uma diferença de 4.5 pontos”.

O surgimento de novos negócios não acontece com frequência, entretanto estamos crescendo no mercado de médias empresas, tanto nacional como internacional, como também nas linhas de A&H e pessoais. Com relação às grandes contas e empresas média-altas, “o poder da One Chubb é grandioso, uma vez que combinamos produto e expertise para levar soluções completas aos clientes”, conclui.

Susep muda diretores

Decretos publicados pelo Ministério da Fazenda e assinados por Michel Temer mudam membros da diretoria da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O primeiro dispensa Dilma Costa Rebello do cargo de diretora da autarquia. Em seu lugar entra Paulo dos Santos. Em outro decreto, Danilo Cláudio da Silva é exonerado e entra Cássio Cabral Kelly.

SulAmérica lucra R$ 148,3 milhões no terceiro trimestre de 2016

A SulAmérica fechou o terceiro trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 148,3 milhões, ganho 28,3% menor em um ano, quando divulgou R$ 206,9 milhões. As receitas operacionais alcançaram a marca de R$ 4,4 bilhões, com expansão de 6,8% frente ao mesmo período do ano passado. Arthur Farme d’Amoed Neto, CFO da SulAmérica, destaca que a leitura correta do resultado publicado, excluindo os efeitos de eventos não recorrentes, entre outros, revela que houve um aumento no lucro. “Essa ressalva é importante e está devidamente destacada no material que a companhia preparou para o mercado, na medida em que o investidor quer poder projetar os resultados de forma consistente, e, nessa leitura, o lucro cresceu 6,7%” complementa o executivo.

“Em um cenário de desafios crescentes, temos mantido uma trajetória de expansão, aproveitando oportunidades e promovendo uma maior sinergia entre nossas linhas de negócios”, afirma o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. “Com uma estrutura operacional atualizada, otimizamos nossos processos e aprimoramos nossa capacidade de controle de custos”, completa o executivo, destacando a melhora de 0,9 ponto percentual no índice de despesas administrativas sobre receitas totais, que alcançou 8,1% no período.

Entre os destaques operacionais do trimestre estão as operações de saúde e odontológico, com alta de 11% em receitas. Com um esforço combinado que visa a manutenção de altos níveis de retenção e o ritmo das vendas novas, todas as carteiras de planos coletivos apresentaram crescimento. O segmento odontológico apresentou novamente desempenho relevante, com altas superiores a 20% em receitas e em número de beneficiários.

No segmento de seguros de automóveis, apesar do cenário mercadológico desfavorável, a companhia retomou a trajetória de crescimento,com alta de 1,1% no trimestre frente a igual período do ano anterior e, mais importante, de 19,5% em relação ao trimestre anterior. A frota segurada acumulou 1,7 milhão de veículos, uma expansão de 2,7% em comparação ao terceiro trimestre de 2015.

Nas demais linhas de negócios, destaca-se o desempenho da SulAmérica Investimentos, que atingiu o expressivo volume de R$ 32,2 bilhões em ativos sob gestão (5,8% vinculados aos fundos de previdência privada da seguradora), o que representa uma marca 11,8% superior ao total administrado no terceiro trimestre de 2015.

Setor segurador pode se tornar um dos principais motores para a retomada do crescimento brasileiro

Fonte: CNseg

Ao fazer abertura do 1º Seminário de Educação em Seguros, realizado nesta quarta-feira, 26, em São Paulo, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que o grande projeto da atual administração da Confederação é buscar colocar, dentro do máximo possível, o mercado de seguros no centro das políticas econômicas (ou públicas) do País, tendo em vista seu poder de vir a ser um dos principais motores para o crescimento sustentável, se incentivado.
Em sua fala de boas-vindas aos participantes do encontro promovido pela CNseg e StudioFolha a cerca de 150 participantes, Marcio Coriolano apresentou números do mercado para demonstrar não só a força do setor, que respondeu por uma participação de 6,2% do PIB em 2015, mas como sua musculatura, o habilita a ser um dos players a puxar o crescimento sustentável do País.

Ele lembrou que, com uma receita arrecadada de R$ 365 bilhões em 2015, o mercado brasileiro representou 45% dos prêmios gerados na América Latina no ano passado, tornando-se o primeiro do ranking regional e o 13º no pódio mundial. Mas o consumo per capital baixo – de R$ 1.742, que coloca o País em 44º lugar no mundo – foi outro indicador citado por Coriolano como um sinal de que o potencial do mercado, se estimulado, é enorme.

Alguns ramos que já se destacam hoje, como os de Automóvel, Previdência e Saúde, ainda representam frações se comparados ao todo. No de Saúde, por exemplo, menos de 25% da população está protegida pelas garantiras dos planos privados de saúde, apenas 12, 6 milhões de brasileiros contam com planos de previdência, e somente 14% das residências contam com seguro residencial.
Todos esses nichos podem dar saltos em termos de prêmios nos próximos anos e contribuir para novos saltos de arrecadação, sobretudo, das provisões técnicas, que são aqueles recursos guardados para saldar sinistros. O último dado dá conta de que as provisões já alcançaram R$ 765 bilhões em agosto e poderão atingir ou superar a casa de R$ 1 trilhão até o próximo ano.

Ou seja, o mercado está apto a ser um investidor institucional de grande porte, já que suas provisões são aplicadas em diversos ativos no País, ao mesmo tempo em que serve de anteparo para outros setores econômicos e sociais, ao proteger os respectivos patrimômios dos infortúnios. No ano passado, o mercado pagou em indenizações R$ 235 bilhões, o que corresponde a 1,5 vez o PIB uruguaio.

O presidente da CNseg fez ainda um breve resumo do Programa de Educação em Seguros, destacando as 21 ações que o compõe. Afirmou que todas essas iniciativas poderão contribuir de forma definitiva para melhorar o conhecimento dos produtos, empoderar a decisão de compra do consumidor e puxar para baixo o número de queixas, com a disiminação de informação mais qualificadas.