Proposta de planos acessíveis abre discussão sobre a escalada de custos na saúde

Fonte: FenaSaúde

Já estão com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) as sugestões do grupo de trabalho, coordenado pelo Ministério da Saúde, sobre a criação de planos de saúde acessíveis à população. A partir de agora, o órgão regulador irá compor um Grupo de Trabalho – formado por servidores de todas as diretorias e da Procuradoria Geral da Agência – para avaliar, de forma técnica e jurídica, a viabilidade das sugestões recebidas.

Em dois anos, entre dezembro de 2014 e o mesmo mês de 2016, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas perderam o vínculo com o plano de saúde. A queda acentuada do número de beneficiários eleva as despesas per capita das operadoras e impacta na precificação do produto, o que dificulta ainda mais o acesso da população à saúde suplementar. Essa grave situação levou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e mais outras 20 instituições vinculadas ao setor, aos Órgãos de Defesa do Consumidor e ao Ministério da Saúde a debateram o tema com o objetivo de combater a escalada de custos do segmento e ofertar planos mais acessíveis, com atendimento direcionado para as reais necessidades da população.

“Este é o maior mérito de toda essa discussão. Mostrar a sociedade brasileira que a sustentabilidade do setor de saúde suplementar corre um grande risco diante do acelerado crescimento das despesas assistenciais. O consumidor precisa fazer parte desse debate para apontar que tipo de produto vai caber no seu bolso”, afirmou Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

Entre as propostas apresentadas, a da Federação foca a implementação de uma rede hierarquizada – com incentivo ao cuidado primário e acesso inicial obrigatório via médico da família ou de atenção primária, com profissional de saúde escolhido pelo beneficiário entre os designados pela operadora. Caberá a este especialista (clínico geral, ginecologista ou pediatra) fazer o acompanhamento e todos os encaminhamentos do beneficiário na rede credenciada. “Acreditamos que esta medida, além de diminuir desperdícios, promove uma atenção à saúde de forma organizada”, enfatizou Solange Beatriz.

Outro ponto defendido pela FenaSaúde é o incentivo ao fator moderador, como coparticipação. “Entendemos que a coparticipação faz com que o beneficiário participe mais ativamente das decisões que envolvem a sua própria saúde”, defende a executiva. Solange Beatriz, no entanto, alerta que, para tanto, o produto deve ter um tratamento regulatório específico por parte da ANS com vista a redução do custo da regulação e redução de taxas e burocracia.

“Quando o beneficiário passa a arcar com parte do custo de determinado procedimento, ele naturalmente tende a evitar o uso desnecessário de recursos e passa a ter uma relação de maior responsabilidade e racionalidade dentro do sistema de saúde. Muitas vezes, na ausência de coparticipação, as pessoas tendem a ter pouca preocupação com a real necessidade de se buscar o atendimento e pouca ou nenhuma preocupação com os custos. A coparticipação visa reduzir esse estímulo à superutilização de alguns recursos. Como o sistema é baseado no mutualismo, todos acabam pagando pelo desperdício, uma vez que as mensalidades acabam sendo majoradas”, explicou a presidente da FenaSaúde.

A coparticipação já é bastante comum em diversos países, tanto em sistemas públicos quanto privados. Apesar de ainda pequeno o percentual de participantes com coparticipação, esse tipo de mecanismo vem crescendo com o passar dos anos. Em 1998, o total era de 17% de participantes com coparticipação, passando a pouco mais de 32% no ano de 2008. Atualmente, cerca de 23 milhões de pessoas contam com planos com coparticipação.

Outras propostas – Dentre as demais propostas apresentadas ao Ministério da Saúde, a FenaSaúde também apoia a obrigatoriedade da segunda opinião médica nos casos de alta complexidade; e a formatação de um Plano Regionalizado com cobertura adaptada à disponibilidade de infraestrutura no município. Tal ação consiste no credenciamento dos serviços existentes na região, que serão disponibilizados aos beneficiários de acordo com capacidade operacional do município. Para este produto, é necessária a flexibilização do Rol de Procedimentos de Eventos em Saúde da ANS.

Peter D. Hancock pede demissão da AIG mas aguardará novo sucessor

A American International Group (AIG) afirmou hoje que Peter D. Hancock, presidente e CEO, informou o Conselho de Administração sobre sua intenção de demitir-se. Como parte do plano de transição, Hancock permanecerá como CEO até que um sucessor tenha sido nomeado. Douglas M. Steenland, Presidente do Conselho de Administração da AIG, disse: “As conquistas de Peter na AIG, incluindo seu papel na reviravolta da empresa e no aumento do valor para os acionistas, são imensuráveis. Ele abordou as questões mais complexas da empresa, incluindo o reembolso integral das obrigações da AIG com o Tesouro dos Estados Unidos e com lucro, deixando a AIG como uma companhia de seguros forte, focada e lucrativa. O Conselho agradece a Peter por suas muitas contribuições”.

Steenland continuou: “Como CEO, Peter desenvolveu o plano estratégico de dois anos anunciado em janeiro de 2016. O Conselho acredita firmemente que este é o plano certo e continua comprometido com as metas e objetivos financeiros que anunciamos”.

“Foi um privilégio e uma honra incríveis dirigir esta grande empresa e trabalhar com os muitos colegas talentosos que atendem às necessidades de seus clientes todos os dias”, disse Hancock. “Estou extremamente orgulhoso de nossa organização e os passos que tomamos para posicionar a empresa para o sucesso no futuro. Estamos em curso para oferecer maior qualidade, ganhos mais sustentáveis ​​e reduziram drasticamente o risco de reserva. O Conselho e eu estamos confiantes na capacidade desta equipe para continuar a executar nosso plano estratégico e entregar resultados fortes. ”

Hancock acrescentou: “Acredito que essa é a decisão certa para a empresa e todos os seus públicos de interesse. Sem apoio sincero dos acionistas para a minha liderança contínua, um prolongado período de incerteza poderia minar o progresso que fizemos e prejudicar os interesses dos nossos segurados, funcionários, reguladores, debtholders e acionistas “.

Hancock foi nomeado presidente e diretor Executivo da AIG em setembro de 2014, quando também foi eleito para o Conselho de Administração da AIG. Anteriormente, Hancock atuou como CEO da AIG Property Casualty. Ele ingressou na AIG em 2010 como Vice-Presidente Executivo de Finanças, Riscos e Investimentos.

Relatório coloca riscos ambientais no topo da lista de mais prováveis e impactantes do mundo

Release

Pela primeira vez em 12 anos, os riscos ambientais estão entre as principais preocupações de especialistas em negócios e sociedade civil em todo o mundo, aponta o Global Risk Report 2017. O estudo, desenvolvido anualmente pela the World Economic Forum, em parceria com seguradora global Zurich and renomadas instituições financeiras e acadêmicas, mostra uma crescente atenção ao impacto de riscos ambientais como eventos climáticos extremos, desastres naturais, desastres causados pelo homem e falha na mitigação ou adaptação às mudanças climáticas no cotidiano das populações.

O relatório também mostra que a instabilidade e a crescente desigualdade social figuram como tendências para os próximos dez anos, trazendo os riscos do desemprego estrutural ou subemprego. De acordo com Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil, cuidar das organizações significa considerar tudo o que pode afetá-las e, no atual contexto global, um gerenciamento de risco eficaz deve levar em consideração as interdependências entre eles. “A Zurich acredita serem fundamentais as iniciativas que contribuem para melhorar o entendimento da sociedade em relação aos riscos, pois faz com que as pessoas reflitam e busquem as melhores formas de se precaver contra as ameaças”.

Outra importante conclusão do estudo é que a sociedade não está acompanhando o ritmo da evolução tecnológica. Das doze tecnologias emergentes analisadas no relatório, os especialistas descobriram que a inteligência artificial e a robótica têm os maiores benefícios potenciais, mas também os maiores efeitos negativos potenciais com maior necessidade de governança.

“Vivemos um momento de ruptura, no qual o progresso tecnológico também cria desafios”, declara Cecilia Reyes, Chief Risk Officer da Zurich. “Sem a governança apropriada e a renovação das habilidades dos trabalhadores, a tecnologia vai eliminar funções mais rápido que a criação destas. Os governos não podem mais oferecer níveis históricos de proteção social, e se instalou uma narrativa contrária ao que é praticado atualmente. A cooperação é essencial para evitar a deterioração futura de finanças governamentais e a exacerbação da instabilidade social”, afirma.

A interconectividade de risco é uma questão importante abordada no Global Risk Report 2017. Para John Scott, Chief Risk Officer da Zurich para Commercial Insurance, a conectividade de gerenciamento “é a receita do sucesso para o futuro da gestão de riscos”.

O Global Risk Report 2017

O estudo está em sua 12ª edição e foi realizado com base em uma pesquisa com aproximadamente 750 especialistas em negócios, sociedade civil e o público, e abordou 30 riscos globais e as tendências relacionadas que poderiam amplificar ou alterar as interconexões entre elas. As ameaças foram classificadas em duas categorias (Probabilidade e Impacto) e categorizadas em cinco tipos. Em 2017, os principais riscos por categoria foram:

1. Riscos econômicos: comércio ilícito e desemprego ou subemprego

2. Riscos ambientais: eventos climáticos extremos, desastres naturais, desastres causados pelo homem e falha na mitigação ou adaptação às mudanças climáticas

3. Riscos geopolíticos: armas de destruição em massa, ataques terroristas, conflitos entre nações e colapso no governo de um país

4. Riscos sociais: migração involuntária em larga escala, crise de água e crise de alimentos

5. Riscos tecnológicos: fraude ou roubo de dados e ataques cibernéticos

FenaSaúde participa de formulação sobre diretrizes nacionais para parto normal

Fonte: FenSaúde

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Governo Federal anunciou nesta quarta-feira, dia 08, as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal – Portaria nº 353 publicada, em 14/02/17, no Diário Oficial da União. O objetivo é uniformizar o conhecimento e orientar as mulheres, os profissionais de saúde e os gestores, nas esferas pública e privada, quanto à indicação, conduta e acompanhamento do parto normal no Brasil, com foco na saúde da parturiente e do bebê.

“A FenaSaúde está engajada nesse causa que humaniza o parto normal e que resulta em mais respeito ao direito da mulher à informação, o que trará como consequência a diminuição de intervenções consideradas desnecessárias. Essas diretrizes corroboram no sentido de desmitificar determinados mitos que desestimulavam as mulheres a realizar o parto normal, que, por sua vez, traz menos riscos à saúde da mãe e do recém-nascido. Vale ressaltar que todo esse conteúdo foi respaldado nas mais recentes evidências científicas”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional da Saúde Suplementar (FenaSaúde).

A partir de agora, todas as maternidades, casas de parto e centros de parto normal devem incorporar medidas para tornar o atendimento mais humanizado, tais como: liberdade de posição durante o parto; dieta livre, com o fim do jejum obrigatório; presença de doulas e/ou acompanhante; respeito da presença da família e intimidade da gestante; métodos de alívio da dor, como banhos quentes, massagens e imersão na água; direito ao uso da anestesia e a replicação dela; contato pele a pele imediato da mãe com a criança após o nascimento; estímulo à amamentação; e evitar a separação de mãe e filho na primeira hora após o nascimento para procedimentos de rotina, como pesar, medir e dar banho.

Da mesma forma, devem ser evitados métodos considerados desnecessários, a depender do caso, como cesárias; episiotomias (corte no períneo); uso do hormônio ocitocina para acelerar a saída do bebê; aspiração do nariz e da faringe do recém-nascido; técnica conhecida como “manobra de Kristeller”, quando se pressiona o útero da mulher para ajudar na expulsão da criança; uso do fórceps; lavagem intestinal antes do parto; raspagem dos pelos pubianos; rompimento da bolsa; e corte precoce do cordão umbilical (os médicos deverão esperar de 1 a 5 minutos ou até cessar a pulsação).

“Este documento, em conjunto com as Diretrizes de Atenção à Gestante: A Operação Cesariana, trará mais confiança a gestante e aos profissionais de saúde na hora de decidir qual a melhor indicação para o nascimento do bebê”, avalia Vera Sampaio, gerente de Regulação de Saúde da FenaSaúde. As diretrizes, ainda, foram postas em consulta pública, com 396 contribuições, sendo 84% feitas por mulheres.

A iniciativa foi de responsabilidade da Coordenação Geral de Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, para a qualificação do modo de nascer no Brasil. As diretrizes foram formuladas por um grupo multidisciplinar composto por médicos obstetras, de família, neonatologista, anestesiologista e clínicos gerais; e enfermeiras obstétricos, além de representantes da FenaSaúde.

PARTO ADEQUADO – As recomendações sobre os partos normal e cesárea tentam diminuir o elevado número de cesarianas no país. Além desses parâmetros estabelecidos, outras iniciativas como o projeto Parto Adequado – ação da Agência Nacional de Saúde Suplementar em parceira com o Hospital Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement – obtêm resultados positivos na redução de cesáreas desnecessárias e melhora o atendimento a gestantes e bebês.

Em 18 meses do projeto, houve aumento de 40% da taxa de partos normais entre os 35 hospitais participantes. Foram evitadas mais de 10 mil cesáreas sem indicação clínica, e 400 recém-nascidos deixaram de ocupar a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Mas o caminho ainda é longo. Atualmente, o Brasil é líder em partos cirúrgicos no mundo. A cada dez partos realizados em maternidades particulares no país, 8,5 são cesáreas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 1,5.

Instituto Mongeral Aegon fez um ranking das cidades preparadas para idosos. Confira

Aposto que você já pensou que precisa morar em uma cidade mais adaptável ao ritmo dos 60 anos e mais. Uma cidade mais plana, com transito mais tranquilo, um ritmo mais calmo das pessoas de ir e vir, médicos de ponta e também atendimento do SUS de qualidade para aqueles que vivem apenas da aposentadoria oficial. Sim, é possível achar atendimento do SUS em cidades fora do eixo das grandes capitais.

Pensando nessas pessoas, de 50+, que já começam a planejar a vida depois dos 60, o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon lançou um ranking das cidades que mais respeitam os idosos. O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade é resultado da parceria entre o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP).

Com este Índice, são reveladas as atuais condições de 498 cidades brasileiras, tendo em vista sua capacidade de atender às necessidades básicas de vida, destacadamente dos adultos mais idosos. A pesquisa é baseada em sete variáveis: indicadores gerais, cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e trabalho e cultura e engajamento.

Santos, Florianópolis, Porto Alegre, Niteroi e Blumenau são as cinco primeiras do ranking para as pessoas entre 60 e 75 anos. Além de ajudar as pessoas a escolherem uma cidade para morar, o intuito do instituto é ajudar governos na gestão de políticas públicas que contribuam para melhorar a qualdiade de vida do idoso, ao passo que atraem para suas cidades pessoas com rendimento de aposentadoria.

Acesse o ranking aqui

Saúde: plano popular prevê coparticipação

Fonte: O Globo

Renata Mariz

Três tipos de planos populares de saúde foram apresentados pelo governo para avaliação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deverá se manifestar sobre a “viabilidade técnica”. Nos termos da proposta, o usuário terá de pagar “ao menos 50% do valor de procedimento” como coparticipação; os preços do serviço poderão ser reajustados apenas “com base em planilhas de custo”; e haverá “obrigatoriedade da segunda opinião médica” nos casos mais complexos.

Um dos tipos é o Plano Simplificado, que não cobre internações, terapias e exames de alta complexidade, urgência e emergência ou hospital-dia. No documento, assinado pelo secretário de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, o argumento é que até 85% dos problemas de saúde do beneficiário podem ser resolvidos só com serviços ofertados: consultas, terapias e serviços de diagnóstico de baixa e média complexidade.

No modelo Ambulatorial mais Hospitalar, o usuário terá acesso a serviços de baixa, média e alta complexidade, mas começará o atendimento obrigatoriamente por médico de família ou da atenção primária. Caso ele indique o paciente para a rede hospitalar, será preciso ouvir uma segunda opinião que “reafirme a necessidade”.

No Regime Misto de Pagamento, o terceiro tipo de plano sugerido, o usuário paga mensalmente a cobertura de serviços hospitalares, terapias de alta complexidade, medicina preventiva e atendimento ambulatorial. Segundo valores previstos no contrato, o beneficiário pagará por procedimento feito. Haverá modelos de pré e pós-pagamento.

Para que os planos populares possam ser praticados com essas regras, será preciso que a ANS reveja normas que tentam proteger usuários de abusos, como a que prevê rede mínima de serviços a serem ofertados. Após a manifestação de viabilidade técnica, o Ministério da Saúde vai submeter o texto à Consultoria Jurídica da pasta para debater a “viabilidade jurídica”.

Polêmica desde que foi anunciada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, a ideia dos planos populares de saúde levou a pasta a formar um grupo de trabalho, em agosto de 2016, que chegou ao texto atual remetido à ANS. A pasta tenta se desvincular da proposta, ao afirmar, em nota, que “não propôs e não opina” sobre as sugestões.

O grupo, ainda segundo o ministério, contou com participação de mais de 20 instituições ligadas à Saúde Suplementar, como Abramge, Proteste, AMB, CFM e Unimed, além de representantes do Ministério da Saúde (coordenação), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.

Entre as razões citadas para endossar a proposta, está a elevada taxa de desemprego. Houve redução de 3,05% no total de usuários nos últimos 12 meses – eram 50 milhões em junho de 2015. Em junho de 2016, eram 48,6 milhões.

Pesquisa mostra que mulheres cuidam mais da saúde

Fonte: FenaSaúde

O número de mulheres da população brasileira é de 104,4 milhões, de acordo com o IBGE. Desse total, 25,6 milhões são beneficiárias de planos de saúde. A maioria está concentrada na região Sudeste, 15,8 milhões. E em todo país, o maior número de beneficiárias tem entre 20 e 50 anos. Família, trabalho, dupla jornada e baixa remuneração fazem parte do universo de muitas mulheres, mas nem por isso elas abrem mão dos cuidados com a própria saúde.

De acordo com o Vigitel Brasil 2015 – estudo realizado pelo Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as mulheres fumam menos que os homens. Entre os beneficiários de planos de saúde, consultados na pesquisa, 7,2% se declararam fumantes. Proporcionalmente, as mulheres ficaram abaixo da média brasileira, com 5,4%. O que representa uma redução de 52,6% do tabagismo entre as usuárias da saúde suplementar, de 2008 a 2015.

O levantamento revelou ainda que o consumo abusivo de álcool foi registrado entre 16,7% dos entrevistados, sendo maior entre homens (24,3%) do que entre as mulheres (10,7%). O consumo abusivo de bebidas alcoólicas corresponde à ingestão de quatro ou mais doses, para mulheres, ou cinco ou mais doses, para homens, em uma mesma ocasião dentro dos últimos 30 dias. O Vigitel também perguntou aos entrevistados sobre direção e álcool. Em 2015, 6,8% pessoas declararam que dirigem após consumir bebidas alcóolicas. Os homens são mais assíduos: 11,7% dos entrevistados contra apenas 3% das mulheres.

Alimentos saudáveis estão, cada vez mais, fazendo parte do cardápio feminino, segundo o estudo. O Vigitel indica aumento do consumo recomendado de frutas e hortaliças entre os entrevistados que possuem plano de saúde. Em 2015, o levantamento mostrou que 32,9% das pessoas que participaram da pesquisa declararam consumir cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, durante cinco ou mais dias da semana. No primeiro Vigitel envolvendo beneficiários de planos de saúde (2008), esse percentual foi de 27%. O crescimento foi verificado em ambos os sexos, sendo 37,3% para as mulheres e 27,2% para os homens. No ano de 2008, esses percentuais representaram 31,5% e 21,5%, respectivamente.

Prevenção – A pesquisa Vigitel 2015 também avaliou a frequência de realização de alguns exames diagnósticos. Para a mulher, um dos principais é o de prevenção de câncer de mama, a mamografia. Esse procedimento deve ser realizado pelo menos uma vez a cada dois anos por mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, conforme recomendação do Ministério da Saúde. De acordo com o Vigitel 2015 sobre a saúde suplementar, 88,3% das beneficiárias de planos de saúde entrevistadas afirmaram ter feito o exame dentro do padrão recomendado. Segundo dados da ANS, em 2015, foram realizadas mais de cinco milhões de mamografias, um aumento de 2% em relação a 2014.

Outra preocupação da beneficiária de plano de saúde é com o exame para detectar o câncer do colo do útero, realizado entre mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos. De acordo com a pesquisa, 91,9% das entrevistadas afirmaram ter realizado o exame em algum momento da vida e 87,3% disseram ter feito o procedimento nos últimos três anos. Em 2008, os resultados foram 94,4% e 91,7%, respectivamente.

Em 2015, segundo o Vigitel, entre as mulheres beneficiárias de planos de saúde que fizeram exame de detecção precoce de câncer de colo do útero, na faixa de 25 a 64 anos, os maiores percentuais por capital foram: Boa Vista (94,0%), Porto Alegre (93,4%) e Vitória (91,5%). Os menores foram encontrados em Teresina (75,3%), João Pessoa (76,3%) e Maceió (76,4%). Com relação às internações para tratamento cirúrgico de câncer de colo de útero, os dados da ANS revelam que em 2015 houve queda de 5% na comparação com o ano anterior no número de internações com esta finalidade.

Parto – Em 2015, na saúde suplementar, o número de partos normais aumentou 12% com relação ao ano anterior. Apesar dos planos de saúde ainda apresentarem uma taxa alta de cesáreas, 85%, este aumento demonstra o esforço da Agência e do setor em mudar este cenário.

“Os números demonstram que as mulheres estão mais atentas à prevenção de doenças e que o setor de saúde suplementar está engajado em realizar ações de promoção a hábitos saudáveis. As mulheres sempre foram mais precavidas e isso é positivo, uma vez que, elas são formadoras de opinião junto à família e a sociedade”, declarou Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

Governo anuncia investimentos de R$ 45 bi em infraestrutura

Foto: El País

O anúncio do governo federal ontem sobre o programa de investimento em infraestrutura, que deverá atrair R$ 45 bilhões em concessões nas áreas de transportes, energia e saneamento, não chegou a dar aquele ânimo nos executivos que atuam no segmento de grandes riscos e de resseguros. No entanto, é bom ter os dados em mãos para qualquer movimento mais vigoroso de que tais promessas sairão do papel antes do segundo semestre.

O segmento de grandes riscos enfrenta um momento difícil com a falta de novos negócios. Atualmente, as empresas renovam os seguros existentes, com muitos deles com queda no valor da importância seguradora, tanto pelo aumento da franquia por parte dos segurados como também pela queda da operação em consequência a crise do país.

Ontem, o IBGE divulgou que o PIB brasileiro registrou queda de 3,6% em 2016 ante 2015.A agropecuária liderou os recuos, com queda de 6,6%.A indústria ficou em segundo lugar, com recuo de 3,8%. Nos serviços, a queda foi de 2,7%. O consumo das famílias também teve queda em relação a 2015. O recuo foi de 4,2%.As despesas do governo caíram 0,6% em 2016. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caíram 10,2%, o terceiro recuo seguido. As exportações cresceram 1,9% em relação a 2015
As importações tiveram recuo de 10,3% no ano.

A crise trouxe um forte impacto para a carteira de riscos empresariais. Análise feita pelo portal Risco Seguro Brasil com os dados referentes a 38 linhas de seguros empresariais disponibilizados pela Susep mostra que os prêmios acumulados aumentaram 5,12% no ano passado, comparado com uma inflação de 6,29% calculada pelo IBGE. Das linhas de seguros analisadas, apenas 17 conseguiram bater a inflação em termos de aumentos de prêmios. Quinze segmentos mostraram recuo no volume de prêmios de seguros.

Entre as dez maiores linhas empresariais, o seguro Garantia para o setor público, que expandiu em quase 30% em 2016, teve o melhor desempenho impulsionado pelo seguro judicial, seguido por Tranporte Nacional, com quase 14%. Mas a maioria das grandes linhas ficou abaixo da inflação, com Transporte Internacional (-6,3%) e Crédito Interno (-2,57%).

A lista dos que encolheram em 2016 inclui o segmento de Riscos Nomeados e Operacionais, que responde por 17% do mercado e que fechou 2016 0,3% menor do que em 2015.O segundo maior segmento, Compreensivo Empresarial, também cresceu abaixo da inflação (2,3%), enquanto o terceiro colocado no ranking, Riscos Diversos, teve um desempenho bem mais notável, crescendo 15,12%.

Diante desse cenário, o anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer, na abertura da segunda reunião do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), é um sinal de retomada, mas é preciso esperar que os projetos consigam investimento e possam sair do papel. “O objetivo é ter uma infraestrutura que funcione com perfeição”, disse o presidente. São 35 lotes de transmissão de energia em 17 Estados; duas concessões de rodovias, 11 para terminais portuários, cinco para ferrovias e 14 projetos de saneamento.

Energia – O governo estima que os 35 lotes de transmissão de energia somam R$ 12,8 bilhões em investimentos. Os 17 Estados são Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Rodovias – Das duas concessões para rodovias, uma é para um trecho da rodovia BR-101, com 211 quilômetros de extensão, em Santa Catarina, com investimento estimado de R$ 4 bilhões; e a outra envolve Nova Dutra, CRT e CONCER, com estimativa de investimento ainda em estudo.

Portos – Os 11 terminais portuários são DECAL, em Suape, com investimento de R$ 282,9 bilhões; terminal XXXIX de Santos (Caramuru), com estimativa de R$ 252 milhões em investimentos; terminal para movimentação de celulose no Porto de Itaqui, no Maranhão, com investimento estimado de R$ 221 milhões; terminal químico de Aratu, também no Porto de Itaqui, com investimento de R$ 145,7 milhões; terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, com investimento estimado de R$ 138 milhões; terminal para movimentação de veículos no Porto de Paranaguá, no Paraná, com estimativa de investimento de R$ 72 milhões; terminal para movimentação de celulose, também em Paranaguá, com R$ 102 milhões; terminal de contêineres de Vila do Conde, com R$ 68,4 milhões; terminal para movimentação de cavaco de madeira, no Porto de Santana, no Amapá, com investimento estimado de R$ 61 milhões; Nitshore Serviços Portuários, em Niterói, com investimento estimado em R$ 40 milhões; e Nitport Serviços Portuários, também Niterói, com R$ 23 milhões.

Ferrovias – As cinco ferrovias somam R$ 25 bilhões em investimentos estimados pelo governo, totalizam 12.675 quilômetros de extensão, movimentam 457 milhões de toneladas de cargas e representam mais de 90% do fluxo total de cargas por ferrovias no Brasil. São elas a ALL Malha Paulista, MRS (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), FCA (Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro), EFC (Pará e Maranhão), EFVM (Minas Gerais e Espírito Santo).

Saneamento – Projetos em 14 Estados, dez 10 deles com leilão previsto no primeiro semestre de 2018 (Acre, Amapá, Santa Catarina, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe). Os outros quatro têm leilão previsto para o segundo semestre de 2018 (Bahia, Piauí, Tocantins e Amazonas). Não há estimativa de investimento para esses projetos.

Zurich destaca as vantagens do seguro auto mulher

Comunicado

Conduzir com cuidado, andar na velocidade da via e evitar acidentes pode ser algo óbvio para muitos motoristas. Sem dúvidas as mulheres já sabem desse cuidado e se destacam por uma conduta ao volante que traz benefícios na hora de renovar ou contratar um seguro novo.

Segundo David Beatham, superintendente de automóveis da Zurich do Brasil, empresa com atuação global em seguros, vários fatores influenciam o valor do seguro como, por exemplo, a localização onde o veículo pernoita, se a pessoa tem garagem em casa e no trabalho, tempo de seguro sem sinistro, modelo do carro, idade do condutor e até estado civil. Ele explica ainda que o perfil do segurado é de extrema importância para obter descontos na hora de fazer um seguro.

David conta que “a forma de conduzir das mulheres, geralmente em velocidade mais baixas e mais cuidadosas ao volante, pode fazer diferença na hora de fazer um seguro”, e é sempre válido verificar todas as possibilidades de descontos com os corretores na hora da contratação. “Dentre os clientes Zurich, proporcionalmente ocorrem menos acidentes com as seguradas mulheres”, afirma o superintendente.

Mondial lança apps de monitoramento em tempo real e envio de localização

Release

Sempre em busca de melhorar o desempenho de seu atendimento, a Mondial Assistance – líder em serviços de assistência 24 horas nos segmentos Automotivo, Viagem, Residencial, Saúde e Vida – inova mais uma vez e apresenta duas ferramentas voltadas especialmente para o relacionamento com seus clientes: FindMe e Acompanha.net.

Para garantir a segurança dos usuários e praticidade no atendimento, a função FindMe, permite o cliente enviar, por meio da função de geolocalização do celular, o local exato em que este se encontra, garantindo agilidade e precisão no serviço.

O FindMe funciona da seguinte maneira: assim que o usuário identifica alguma irregularidade em seu veículo, ele aciona o serviço via aplicativo Direct Assist ou Central de Atendimento 24h. Em seguida recebe um SMS com um link que o direciona a um mapa com informações a serem confirmadas sobre sua localização atual. Com base nisso, o acionamento é realizado, garantindo que o guincho chegue ao cliente com maior eficiência.

Já o Acompanha.net complementa a conveniência proporcionada pelo FindMe. O programa online traz informações sobre a prestação da assistência em tempo real, permitindo que o usuário acompanhe o andamento do serviço solicitado, até que esteja resolvido.

“As novidades reforçam nosso compromisso de ajudar sempre a qualquer hora, em qualquer lugar. O investimento em novas tecnologias firma nosso comprometimento e a nossa transparência no relacionamento com nossos mais de 1.700 milhões de clientes espalhados em todo o Brasil”, ressalta Mario Rolim Almeida, Gerente de Marketing.