Lucro da Itaú Seguridade recua 22,7% no segundo tri, para R$ 601 milhões

O Itaú, maior banco privado do país, divulgou lucro recorrente de R$ 6,169 bilhões entre abril e junho, alta de 10,7% sobre um ano antes. A carteira de crédito total, incluindo avais e fianças, encolheu 3,6% ante mesmo período do ano passado, para 552,35 bilhões de reais.

Na Itaú Seguridade, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 601 milhões no segundo trimestre de 2017, redução de 22,7% em relação ao trimestre anterior e redução de 17,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Itaú separa os resultados em atividades foco, que consistem na oferta de produtos massificados de pessoas, patrimoniais, prestamista, previdência e capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de Garantia Estendida, Saúde, nossa participação no IRB e outros.

O lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 606 milhões no segundo trimestre de 2017, 14,3% menor em relação ao trimestre anterior, devido principalmente à redução da margem financeira gerencial, explicada parcialmente pela redução do capital alocado, além da menor remuneração dos ativos em comparação com o primeiro trimestre de 2017, e ao aumento de despesas não decorrentes de juros. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o lucro líquido recorrente apresentou redução de 10,1%.

As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, resultado negativo de R$ 6 milhões, redução de R$ 75 milhões em relação ao trimestre anterior, devido principalmente à menor margem financeira gerencial no segmento de Saúde e pelo menor resultado de equivalência patrimonial da nossa participação no IRB.

A estimativa para 2015 permaneceu a mesma, de 0% a 4,5% em resultado e de 0,5% a 4% em vendas.

“Continuamos a concentrar esforços na distribuição por meio de canais próprios e ampliando a oferta de seguros via arquitetura aberta, onde disponibilizamos produtos de seguradoras parceiras aos clientes Itaú”, explica o banco em relatório. Em junho de 2017 o grupo tinha 3,5 milhões de apólices de seguros com parceiros que foram adquiridas por clientes via nossos canais.

A comercialização de seguros e capitalização nos canais bankline/internet, mobile, caixa eletrônico, terminal de caixa e bankfone, representaram 79,2% das vendas a correntistas no trimestre, aumento de 9,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A comercialização de capitalização nesses canais representou 78,0% do total comercializado no período. O valor das vendas de seguros e capitalização a clientes das Agências Digitais representou 14% das vendas totais no segundo trimestre de 2017, aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Ações do IRB estreiam com alta de 4,4% e fecham com valorização de 7,5%, a R$ 29,29

As ações do IRB Brasil Re estreiam na B3 com alta de 4,44%, cotadas a R$ 28,45. No final do pregão, a alta chegou a 7,5%, a R$ 29,29. O Bradesco arrecadou R$ 129 milhões, o Itaú R$ 280,5 milhões e o BB R$ 110,9 milhões. A oferta, precificada em R$ 27,24, movimentou 73.554.000 ações ordinárias (ON, com voto) no valor total de R$ 2,004 bilhões, sem contar os lotes complementares e suplementares.

“Podemos afirmar que, hoje, estamos entre os 10 maiores resseguradores do mundo em valor de mercado”, disse José Carlos Cardoso, presidente do IRB Brasil RE. “Tivemos os 10 maiores investidores do mundo participando da nossa oferta. Desde 2013 esse grupo não participava simultaneamente de um IPO no Brasil”.

“Temos certeza de que esta operação tornará o IRB ainda mais forte para competir no mercado global”, afirma o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Fernando Passos.

Com a realização de seu IPO, o IRB Brasil RE passa a ser a 133ª empresa listada no Novo Mercado, que conduz as empresas ao mais elevado padrão de governança corporativa. As empresas listadas nesse segmento podem emitir apenas ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON).

Tokio Marine lança Auto Popular em três novas praças

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A Tokio Marine anuncia a entrada do seguro popular de auto em três novas praças: Salvador, Campinas e Distrito Federal. O produto já estava em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. O produto visa custar mais em conta. Chega a ser até 50% menor que o dos seguros de carro tradicionais.

“Após uma primeira rodada de muito sucesso, com geração de mais de R$ 1,2 milhão em prêmios em apenas 7 meses, escolhemos lançar o Auto Popular em grandes centros conhecidos pelos potenciais de vendas de seguros Auto. Temos expectativas bastante positivas tanto para clientes, que poderão contar com um seguro de alta qualidade e preço competitivo, quanto para parceiros, que poderão ampliar seu portfólio e, consequentemente, seus negócios” analisa Luiz Padial, Diretor de Automóvel da Tokio Marine.

O seguro Auto Popular faz parte do portfólio Auto da Tokio Marine, um dos mais reconhecidos do mercado e premiado por um dos principais rankings do Brasil, o Estadão Finanças Mais. O produto é destinado a veículos com mais de cinco anos e tem como principal diferença em relação ao seguro tradicional a possibilidade de reparação com as peças novas compatíveis – a exceção ocorre se o conserto envolver peças ligadas à proteção do veículo; nesse caso, o reparo acontece obrigatoriamente com as peças originais. Trata-se, portanto, de um seguro que pode ficar até 50% mais barato do que as opções tradicionais do mercado.

Um dos grandes benefícios que o produto proporciona aos corretores está no fato de 62% de suas vendas até o momento terem sido feitas para clientes que não possuíam seguro, ou seja, o produto está cumprindo seu objetivo de trazer mais consumidores para o mercado segurador “Atingimos o público alvo deste produto, que eram as pessoas que não faziam parte do mercado de seguros de automóvel. Ainda temos uma imensa parte dos veículos no Brasil sem seguros e continuaremos trabalhando para reverter este cenário”, explica Padial.

O foco do Auto Popular da Tokio Marine é a cobertura de colisão e incêndio para danos totais ou parciais, além de assistência 24h completa. Como opcionais, a Seguradora disponibiliza ainda a cobertura compreensiva (roubo e furto, colisão e incêndio), danos a terceiros (RCF-V materiais e corporais) e acidentes pessoais de passageiros. O seguro também oferece diversas opções de carro reserva, serviços de vidros, reparo de para-choque e arranhões na pintura, entre outros benefícios.

Além disso, a Tokio Marine disponibiliza em todos os seus produtos da linha Popular duas opções de franquia: oficina livre ou oficina referenciada, sendo esta última com uma franquia menor. A grande vantagem para o Cliente é que a seleção do tipo de oficina e de seu respectivo valor de franquia será feita apenas no momento do sinistro, mantendo a livre escolha exatamente no modo como é feito no seguro tradicional.

Atualmente, o produto está disponível para os veículos Gol, Voyage, Fox, Astra, Celta, Corsa Classic, Corsa Sedan, Vectra, Uno, Palio, Fiesta, Ká, Clio e i30. Ele atende também um modelo de caminhão (Mercedes Sprinter) e um de utilitário carga (também o modelo Sprinter da Mercedes). A escolha dos veículos foi feita por eles serem os mais bem atendidos pelo “mercado de peças novas compatíveis” nesse momento.

Mercado de seguro D&O deve crescer 15% este ano

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O mercado de seguro de D&O (Director and Officers Liability Insurance), também conhecido como Responsabilidade Civil dos Diretores e Executivos, deve crescer entre 10% e 15% em 2017 e, para os próximos cinco anos a expansão pode chegar a 70%, segundo estimativa do superintendente de linhas financeiras da BR Insurance, Fernando Cirelli. O volume de sinistros registrados na Superintendência de Seguros Privado (Susep) nos cinco primeiros meses do ano soma R$ 90 milhões, ante R$ 27 milhões verificados no mesmo período de 2016. Desde o início da Lava Jato em 2014, até maio deste ano, os sinistros acumulam cerca de R$ 500 milhões.

Em meio as crescentes denúncias de corrupção no Brasil, diretores e executivos de empresas têm buscado se proteger de eventuais processos que possam levar o profissional a ter que utilizar o seu próprio patrimônio para custear honorários de advogados e eventuais indenizações ou acordos.

“Este é um segmento em desenvolvimento. Os executivos estão cada vez mais conscientes de que é preciso separar o patrimônio da sua função atual. É uma prevenção para que o profissional não fique impedido de acessar o seu patrimônio numa eventual ação”, avalia Cirelli.

Os principais sinistros desse tipo de seguro são os que se referem às questões tributárias, ambientais e trabalhistas, e também demandas administrativas de órgãos reguladores como o Banco Central (BC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O D&O chegou ao Brasil em 1997, com a entrada das multinacionais no País, mas só foi reconhecido a partir de 2002, quando entrou em vigor o Novo Código Civil. Nos Estados Unidos, esse seguro surgiu após o crash da bolsa em 1929, mas ganhou fôlego entre 1970 e 1990.

No início de maio, a Susep divulgou novas regras para o seguro de responsabilidade civil. Entre as mudanças, está a possibilidade de contratação do seguro por pessoa física, cobertura para multas e penalidades cíveis e administrativas, a possível cobertura para o tomador do seguro por atos ilícitos culposos de seus administradores, pagamento diretor ao reclamante, entre outras mudanças. “A mudança deixou o seguro mais eficiente e atualizado para o momento atual”, avalia Cirelli.

Contusões custaram ₤177 a clubes europeus, revela estudo da JLT

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As contusões na última temporada da superliga de futebol da Europa custaram 177 milhões de libras, 20 milhões a mais que o ano anterior. A conta é da JLT, corretora de seguros e resseguros global, que administra apólices de seguros para os principais clubes europeus.

O estudo realizado pela JLT em Londres mostra que foram 713 lesões em 524 partidas. O joelho foi a parte do corpo responsável pelos afastamentos mais longos: 70 dias, em média, apesar de ser o segundo na lista de contusões, custando aos clubes 48,6 milhões de libras. A musculatura posterior da coxa foi a mais contundida (131 lesões) e tirou os jogadores de campo por 31 dias, em média.

O aumento na gravidade das lesões foi um dos fatores que contribuiu para o avanço de 12% no custo. O afastamento médio na temporada 2016/2017 foi de 35 dias. Na temporada anterior ficou abaixo de 30 dias.

O Manchester City foi o clube que mais pagou pelo jogadores lesionados: 18,3 milhões de libras. Foram 30 lesões que afetaram a equipe de Pep Guardiola na temporada. O Manchester United aparece em segundo lugar na lista, com 17,8 milhões de libras.

O jogador do City que passou mais tempo lesionado foi Vicent Kompany, que ficou, no total, 255 dias afastado por diferentes problemas físicos. A lista de lesionados do clube incluiu Sergio Aguero, Raheem Sterling, Leroy Sané, Bacary Sagna e Gabriel Jesus ao longo da temporada.

De acordo com Marcelo Blanquier, diretor e especialista em riscos de esporte e entretenimento da JLT Brasil, diferentemente do que ocorre na Europa, em geral, a cobertura padrão contratada pelos clubes brasileiros é muito básica. Não reembolsa o investimento do clube no atleta nem do agente, que ficam com o prejuízo causado pelo afastamento do jogador em caso de contusão grave.

“A maioria dos clubes tem apenas o seguro de vida tradicional, que cobre o jogador e indeniza a família em caso de acidente, morte etc. Mas não cobre a atividade profissional do jogador. Não existe uma espécie de lucro cessante para quem detém os direitos do jogador”, explica.

Blanquier conta que o mercado brasileiro de seguros já registrou demandas para jogadores de futebol mais valorizados, mas são casos específicos, como apólices de garantia para jogadores já vendidos para o exterior. “Isso é raro. Em geral, os clubes optam por produtos mais baratos. Essa preocupação com seguro ainda não faz parte da cultura brasileira na área de esporte”.

IRB Brasil Re estreia na B3; BB Seguros alienará 14 milhões de ações

O IRB Brasil RE estreia nesta segunda-feira na B3. Além da clássica foto do pregão as 10h, há grande expectativa sobre a valorização das ações no primeiro dia de negócios após a definição do preço do papel na última semana e se a Berkshire fará algum anuncio de compra de papéis. Nota da agência Estado conta que a fatia da oferta inicial de ações do IRB que ficou com investidores estrangeiros chegou a 60%. Alguns investidores nacionais não gostaram do resultado e reclamaram por terem penas um pedaço pequeno de suas ordens atendidas. O IPO do IRB movimentou mais de R$ 2 bilhões e teve demanda de 2,6 vezes o tamanho da oferta. Sua estreia na B3 será nesta segunda-feira, 31.

A BB Seguridade Participações informou em Fato Relevante que alienará 14.040.000 ações no âmbito da Oferta Base do IRB Brasil Re, o que lhe produzirá um ganho líquido de impostos de R$ 154,2 milhões, sem considerar os custos de distribuição. Com a alienação, a BB Seguros passará a deter 15,93% de participação no capital do IRB Brasil-RE. Caso o lote suplementar da oferta seja exercido em sua integralidade dentro do prazo de exercício da opção de lote suplementar, com encerramento previsto para 28 de agosto de 2017, haverá um acréscimo de R$ 23,8 milhões no ganho líquido auferido pela BB Seguros. Nesse caso, a participação acionária da BB Seguros passará a ser de 15,23% do capital social do IRB Brasil-RE. A BB Seguros continuará fazendo parte do bloco de controle do IRB Brasil-RE, nos termos do acordo de acionistas da sociedade, informou Werner Romera Suffert, diretor de gestão corporativa e de relações com investidores.

A BB Seguridade também convocou os acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre o pedido de adesão da BB Seguridade Participações S.A. ao Programa Destaque em Governança de Estatais da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão e deliberar sobre a proposta de alteração do Estatuto Social da BB Seguridade Participações.

Rádio CNseg: Governo precisa dar mais liberdade ao mercado

Fonte: CNseg

O governo precisa permitir ao mercado segurador mais flexibilidade para oferecer novos produtos aos consumidores, sobretudo diante da crise atual, em que há necessidade cada vez maior de proteção. É o que afirma o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, no “Fala Presidente” desta segunda-feira. “O que nos resta é pedir mais liberdade para que o setor segurador ofereça, e que sejam rapidamente aprovados, produtos que interessam à população brasileira”, diz.

Também nesta segunda, vai ao ar a segunda parte da “Entrevista Especial” com a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, sobre o crescimento da violência no país. Ela afirma que a ênfase na repressão, estratégia normalmente adotada pelos governos no Brasil, não responde ao problema de maneira adequada. “É preciso combinar políticas de prevenção com políticas de proteção. Quando você tira armas de circulação, imediatamente os homicídios caem”, exemplifica.

Na terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o professor da Escola Nacional de Seguros (ENS) Bruno Kelly fala sobre o seguro para usuários de táxi e de aplicativos como o Uber. No mesmo dia, no programa “Qual é a Dúvida?”, um especialista responde à dúvida de um ouvinte sobre seguros.

Na quarta, no “Entenda os Seguros de Pessoas”, o professor da ENS Maurício Viot explica como gerir bem o próprio plano de previdência complementar. No mesmo dia, no “Inovação e Sustentabilidade”, o presidente da Comissão de Ouvidorias da CNseg, Silas Rivelle, fala sobre o mais recente Relatório de Atividades das Ouvidorias, referente a 2016. No dia seguinte, é a vez dos quadros “Por Dentro da Saúde Suplementar” e “Momento Jurídico”.

Encerrando a semana, na sexta-feira, o programa “Dicas do Consultor” traz o economista Luis Carlos Ewald, professor da Fundação Getúlio Vargas, que explicará como organizar o orçamento doméstico. Também nesse dia, é a vez do “Minuto da Capitalização”.

Diariamente, a Rádio CNseg apresenta ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em Radio CNseg.

Primeiro encontro da thinkseg com corretores acontece nesta segunda (31)

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Acontece nesta segunda (31), às 19h30, o primeiro encontro da thinkseg com os corretores apaixonados por inovação, selecionados durante campanha promovida pela plataforma de seguros, 100% mobile, ao longo do último trimestre. A primeira reunião, com parte dos corretores selecionados, será na sede da thinkseg. Há um cronograma traçado para os próximos meses, abrangendo outras cidades do País, com mais profissionais.

“O objetivo é explicar aos corretores – principal personagem do nosso marketplace de seguros – o formato do inovador modelo de negócios da thinkseg. Optamos por fazer essa apresentação por etapas, para oferecermos melhor atenção a eles. Vamos ouvir todas as dúvidas e sugestões”, afirma o CEO da thinkseg, Andre Gregori.

A campanha “Corretor Apaixonado por Inovação” foi iniciada em 17 de abril e foi encerrada em 30 de junho. Foram selecionados 1 mil corretores que se mostraram interessados em captar o público antenado que baixa APPs no celular. Por meio de um telão, durante o evento, os corretores selecionados vão aprender a usar o APP thinkseg e a acompanhar a carteira de clientes, a acessar os contratos, entre outras funcionalidades do portal do corretor no APP thinkseg.

O formato inovador da thinkseg exige um novo modo de atuação do profissional, ou seja, a “digitalização do corretor”. Pelo APP thinkseg, a pessoa interessada no seguro, por meio do aplicativo, simula preço, faz cadastro, contratação e pagamentos. O corretor não vai precisar perder tempo com essas burocracias. Na thinkseg, a principal função do corretor será trazer mais pessoas ao mundo do seguro. Cada iniciativa do corretor será pontuada. Os pontos vão se multiplicando e poderão ser trocados por dinheiro ao final do mês. Todos os detalhes serão apresentados os corretores no evento desta segunda.

IPO do IRB Brasil RE movimenta R$ 2 bilhões

O IRB Brasil RE, maior resseguradora do Brasil, está em várias mídias hoje com informações relevantes sobre uma tentativa que se desenrola há anos: o IPO. A avaliação das ofertas de sua abertura de capital fechou a operação com um preço de R$ 27,24 por ação, o piso das indicações, que iam até R$ 33,65, com média de R$ 30,45. Com isso, a oferta movimentou 73.554.000 ações ordinárias (ON, com voto) no valor total de R$ 2,004 bilhões, sem contar os lotes complementares e suplementares.

O Valor conta que a resseguradora contou com uma demanda de cerca de R$ 4 bilhões por seus papéis, vendendo o lote básico de ações e o suplementar, que aumenta a quantidade de papéis em 15%. Não houve o exercício do lote adicional. Os investidores estrangeiros ficaram com dois terços das ações. A oferta atraiu grandes investidores internacionais, como Capital International, Capital Research, Fidelity, BlackRock, Lazard, Wellington e GIC (fundo soberano de Cingapura), numa combinação que não vinha sendo vista desde 2013. Apesar do preço mais baixo, a oferta pode ser considerada positiva diante do grande volume de operações concentradas neste mês. Na semana passada, o Carrefour levantou R$ 5 bilhões em seu IPO. A estreia na bolsa será na segunda-feira, evento para o qual os jornalistas foram convidados.

A União não vendeu suas ações e manteve 11,68% do IRB, conta o Valor. Já o Fgeduc reduziu sua fatia de 15,76% para 8,86%, embolsando R$ 585,81 milhões. Maior acionista vendedor do IRB, o Fgeduc assegura parte do risco das operações do Fundo de Financiamento ao estudante do Ensino Superior (Fies). BB e Bradesco diminuíram cada um suas fatias de 20,43% para 15,23%, enquanto o Itaú encolheu de 14,94% para 11,14%. O FIP Barcelona, que reúne os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa), saiu de 9,84% para 7,37%.

Segundo a Exame, a abertura do capital da uma estatal é vista como a mais promissora do momento pelos analistas. As ações estão previstas para começar a ser negociadas no dia 31 de julho. Uma das vantagens do IRB é o fato de a empresa ser líder de mercado: tem 55% de participação, o que dá escala para fazer investimentos. Além disso, diversificou suas receitas – apenas 65% delas vêm do Brasil; o restante, de contratos fechados com empresas do exterior, principalmente América Latina e Europa – e tem uma alta margem de lucro. Em 2016, o retorno sobre o patrimônio chegou a 31%, número que deve cair com a redução dos juros, mas tende a continuar acima da média internacional, de 9%. Um risco é o controle estatal, o que abre espaço para interferências políticas na gestão. 0 outro é a grande concentração de aberturas de capital em poucas semanas e o fato de os preços das ações estarem, de forma geral, elevados, cita a Exame.

O Valor destaca que após quase dez anos desde o fim do monopólio do IRB, a regulação do setor de resseguros no Brasil ainda permanece protecionista e dificulta um desenvolvimento mais rápido dessa indústria. Os entraves, segundo especialistas, impedem que o país se torne um polo estratégico na América Latina. O IRB lidera a lista com 52,4% do mercado, ou R$ 3,67 bilhões em prêmios, seguido pelas europeias Zurich Resseguradora, com R$ 551 milhões, Munich Re, com R$ 457 milhões, e Allianz, com R$ 367 milhões.

Toda essa dinâmica não será alterada pela oferta de abertura de capital do líder IRB, conforme explica ao Valor Mauricio Masferrer, vice-presidente de relacionamento com o mercado da corretora Aon Brasil. Isso porque a União ainda continuará no controle do negócio, detendo a “golden share”, e os bancos também não vão se desfazer de toda participação que possuem na companhia. Para que haja alguma mudança, segundo o especialista, seria necessário a alteração do controle da estatal, com a entrada de executivos com novas estratégias de atuação.

Há boatos de que a Berkshire Hathaway, empresa do bilionário Warren Buffett, negocia a compra de uma fatia no capital do IRB no após o IPO, de acordo com duas pessoas com conhecimento direto do assunto informaram a agência internacional de notícias Bloomberg. No Brasil, a notícia causa desconfiança, uma vez que a estratégia de Buffett é ganhar dividendos e não entrar para reestruturar. “Fizeram isso com o 3G na Kraft Heinz e a opinião publica americana foi muito crítica. Não vejo porque o IRB”, disse um fonte ao Blog Sonho Seguro. Já outra fonte afirma que em breve o setor lerá a notícia de que a Berkshire é acionista do IRB.

Na visão de Rodrigo Botti, diretor da Terra Brasis, em termos de volume, o mercado de resseguro tem sofrido menos que outros setores da economia e menos até o que setor de seguros”, afirma. A maioria dos ramos de seguro que utilizam resseguros não são tão cíclicos e correlacionados com crescimento econômico de curto prazo. A preocupação maior, segundo ele, é com a sinistralidade, que tende a aumentar em períodos de baixo crescimento economia deprimida. Neste sentido, o mercado brasileiro tem mostrados certa recuperação, porem seus níveis de sinistralidade ainda se encontram acima dos níveis internacionais. Além disso, os possíveis impactos da lava-jato e outras investigações ainda demorarão para se tornarem visíveis em algumas linhas de negócios como o seguro garantia, D&O entre outros, comentou ele ao blog Sonho Seguro e Infomoney.

Vamos aguardar a próxima semana quando as ações começam a ser negociadas em bolsa e ver o que vai acontecer. Tudo pode acontecer neste Brasil.

Consumidores de seguros intensificam acesso por redes digitais para falar com o setor, revela Relatório das Ouvidorias da CNseg

Fonte: CNseg

O consumidor de seguros está recorrendo cada vez mais às vias digitais para se comunicar com as empresas do setor. No segmento de Seguros Gerais, no comparativo entre 2015 e 2016, houve significativa evolução no acesso às ouvidorias a partir de canais digitais, como redes sociais e sites na internet, e da plataforma Consumidor.gov.br. Pontualmente, o crescimento foi de, respectivamente, 148% e 168%. O acesso a partir de canais digitais ainda fica, porém, em terceiro lugar nas demandas recebidas pelas ouvidorias. No comparativo entre 2015 e 2016, o Seguro de Garantia Estendida foi o que registrou o maior aumento no número de demandas, com um crescimento de 39%. Estes dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) e constam do sétimo Relatório de Atividades das Ouvidorias, desenvolvido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Dos cinco segmentos apontados no estudo – no caso Seguros Gerais, Saúde Suplementar, Seguros de Pessoas, Previdência Complementar Aberta e Capitalização – quase metade (48%) dos atendimentos se restringiu aos Seguros Gerais. Nos ramos concentrados nesse segmento, o Seguro de Automóvel representou 57% das manifestações dos consumidores. Quanto aos planos médico-hospitalares, que integram o segmento de Saúde Suplementar, 98% dos atendimentos das ouvidorias do setor concentram-se nesse ramo de seguros.

O presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, abriu o evento de lançamento do Relatório das Ouvidorias, realizado na sede da Confederação, no Rio, reforçando a importância dos canais de atendimento para estreitar ainda mais o relacionamento do setor com o consumidor. Alertou, contudo, ser fundamental que as duas vias da relação de consumo tenham sempre como princípios valores de sustentabilidade e de solidariedade. “A recuperação dos valores de sustentabilidade e de solidariedade e o seguro têm muito a ver, porque ele, o seguro, é fundado exatamente nesses princípios basilares. Os cidadãos e instituições devem ter cada um a sua parte de responsabilidade nessa perspectiva de retomada da solidariedade como valor civilizatório fundamental”, discursou.

Para Coriolano, considerando a histórica proteção mutualista na qual é fundado o seguro, a solidariedade está indivisivelmente atrelada à proteção dos seguros. Essa associação deve sempre ser evidenciada na relação das ouvidorias com o consumidor. “Sabemos que a ouvidoria representa a última instância do relacionamento das empresas com os consumidores. É a partir dessa interação social dos consumidores com as ouvidorias que a seguradora pode realmente medir a sua aderência a essa nova era de empoderamento do consumidor. Empoderamento que percebo aqui, na CNseg, que deixou de ser um conceito. Ele é uma prática. As pessoas hoje já não toleram mais ineficiência, espera ou enrolação. Elas querem fazer valer seus direitos, e isso é muito presente no nosso setor”, observa Coriolano. “São as ouvidorias que oferecem a possibilidade de efetivação de práticas ágeis e eficientes, mitigando conflitos, a judicialização e as reclamações perante as entidades de defesa do consumidor e os órgãos fiscalizadores, no caso Susep e ANS”, completou.

O secretário nacional de Defesa do Consumidor, Arthur Luis Mendonça Rollo, que também participou do lançamento do Relatório de Atividades das Ouvidorias, na CNseg, reconheceu o empenho do setor de seguros no desenvolvimento das ouvidorias. “O consumidor quer sempre ser ouvido. A gente percebe que muitos setores não têm ouvido para escutar o consumidor. Não é o que acontece aqui nesse ramo. Nesse ramo, os consumidores têm sido ouvidos. Dentro do possível têm sido atendidos, mas temos ainda um caminho a percorrer. Esse trabalho está sendo bem desenvolvido”, observou Rollo.

O secretário nacional concordou com Coriolano ao reconhecer o empoderamento do consumidor atual. Para Rollo, os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, que são realizados periodicamente em capitais estaduais, evidenciam esse contexto, e o mercado de seguros está atento a esse cenário. “Os colóquios têm sido fundamentais na redução dos litígios de consumo. O primeiro (passo) é ouvir o que o consumidor tem a oferecer e nessa escuta os Procons têm um papel fundamental, por isso a importância desses colóquios com os Procons. Eles atendem aos consumidores todos os dias, veem os problemas que vivenciam. Esse caminho tem sido muito melhor”, concluiu.

Rollo destacou a importância da informação, lembrando ainda que é necessário capacitar quem está vendendo o seguro, seja corretor, vendedor de loja ou agente de viagens (no caso do Seguro Viagem). Para Rollo, falta informação pré-contratual, contratual e pós-contratual. “No momento do sinistro, a gente quase sempre lida com um consumidor hipervulnerável. O atendente precisa ter treinamento não só para informar bem, mas também para acolher esse cliente num momento de dor.”

Professor de direito do consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Ricardo Morishita Wada, um dos principais especialistas do tema no país, também esteve no lançamento do sétimo Relatório de Atividades das Ouvidorias do setor de seguros. Ele expôs a relevância do estudo para o aprimoramento contínuo do mercado. “Quando a gente olha de novo para o relatório, estamos dando uma régua e uma dimensão não só pelo que a gente acerta, mas também por aquilo que a gente erra. E temos a possibilidade de contribuir com as políticas. Ela é pública não apenas porque ela é feita pelo Estado, mas porque ela é feita por todos nós”, refletiu.

Ouvidor da Seguros Unimed, Silas Rivelle Jr. lembrou a origem da Comissão de Ouvidoria da CNseg, presidida por ele, e – e assim como Rollo – destacou que a informação transparente e eficiente é a melhor moeda na relação das ouvidorias com o consumidor. “Quem não tem informação, não consegue agir, não consegue buscar os seus direitos. Em nossa atividade securitária, sobretudo em nosso trabalho de ouvidor, a informação é fundamental”, ressaltou.

No painel “Os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros como caminho para o diálogo: avanços e desafios”, os palestrantes também enfatizaram a necessidade de haver sempre uma informação clara, precisa e completa para o consumidor de seguros. A mediação ficou a cargo da ouvidora do Grupo Segurador BBMapfre, Claudia Wharton.

Segundo o promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Amauri Ártimos da Matta, “o representante de seguros é importantíssimo quando se fala de informação”. Para ele, isso não se aplica somente aos corretores, mas também aos vendedores que comercializam seguros para eletrodomésticos em lojas, por exemplo. Ele criticou a redação dos contratos de seguros (“Não são claras, ou são muito técnicas”) e a falta de explicação sobre as exclusões. Disse ainda que esses contratos têm redação em geral muito parecida, mesmo para seguros muito diferentes entre si. “É preciso simplificar o contrato de seguro.”

Já a diretora do Procon-PR e presidente da ProconsBrasil, Claudia Francisca Silvano, elogiou os Colóquios de Proteção ao Consumidor de Seguros. “Neles conhecemos a índole do mercado segurador, os dois lados se ouvem”, destacou. “Os Colóquios foram sensacionais para nos conhecermos. O que vamos fazer agora?”, questionou. Para ela, as empresas precisam ter pessoas com vocação para atender bem o consumidor e resolver suas demandas.

No painel “Perspectivas dos órgãos reguladores sobre as demandas dos consumidores de seguros”, a coordenadora geral de Fiscalização de Conduta da Susep, Cidice Hasselman, apontou para uma tendência positiva no diálogo do mercado segurador junto à população. Desde a implementação de uma nova gestão de ouvidorias na Susep, em 2005, vêm caindo cada vez mais as ações contra empresas registradas no órgão: ao passo que antes representavam 15% dos atendimentos ao consumidor, as ações na Justiça equivalem hoje a apenas 2% das reclamações de clientes.

O painel, moderado pela presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, trouxe ainda um enfoque sobre as mudanças registradas no âmbito dos planos de saúde. A busca por soluções alternativas de conflitos está ligada diretamente à expansão dos canais de atendimento das operadoras, afirmou o ouvidor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Luis Gustavo Homrich. “Hoje, o cidadão sabe o custo da judicialização e que esse repasse será feito, inevitavelmente, ao beneficiário”, frisou Homrich.

Dados do Relatório Estatístico e Analítico do Atendimento das Ouvidorias de 2017 da ANS, que será divulgado nesta sexta-feira (28), indicam que 94% das operadoras de saúde contavam com o auxílio de ouvidorias em 2016. A partir delas, registrou-se que 92% das demandas de clientes já vinham sendo atendidas em um prazo de sete dias úteis.

No painel de encerramento, o juiz titular do II Juizado Especial Cível da Capital do Rio de Janeiro, Flávio Citro, destacou a necessidade do setor de aprimorar sua interlocução com o Poder Judiciário. Para o magistrado, é fundamental que as ouvidorias assumam postura proativa na prestação de informações e aproximação com o cliente – evitando, assim, uma demanda excessiva sobre os tribunais. “O ambiente extrajudicial tem que mudar, está mudando e precisa ainda mudar muito mais”, enfatizou Citro.

A palestra contou ainda com a participação da professora de Direito do Consumidor da PUC-SP e consultora de Direito Regulatório e Direitos Humanos, Maria Stella Gregori. Segundo ela, as ouvidorias exercem hoje papel crucial na resolução de conflitos e devem assumir, cada vez mais, uma posição estratégica no planejamento das empresas de seguros.

O evento de lançamento da sétima edição do Relatório de Atividades das Ouvidorias também contou com as participações de Julio Mello, ouvidor do Grupo Porto Seguro, e Rodrigo Machado Ribeiro, gerente de ouvidoria da Amil Assistência Médica.