Estudo da Fundación Mapfre aponta crescimento para o setor na América Latina

O mercado de seguros na América Latina experimentou seu primeiro crescimento em três anos em 2016, com um volume total de prêmios de US$ 14,6 bilhões, 1,2% a mais do que em 2015, segundo estudo “O mercado de seguros latino-americano em 2016:, divulgado nesta sexta-feira pela Fundação Mapfre.

O crescimento tem sido fortemente influenciado pelo desenvolvimento do negócio de seguros de vida no Brasil, cujas seguradoras representam mais de um terço do volume de prémios na região e em que há uma forte implantação do mercado de seguros de vida no Brasil por meio do canal de distribuição bancassurance.

54,8% dos prêmios totais corresponderam ao seguro não vida e os restantes 45,2% ao seguro de vida. A contração econômica sofrida pela região em 2016, o que implicou um enfraquecimento da demanda doméstica, afetou o desenvolvimento do segmento não-vida, que é fortemente ligado ao crescimento econômico e à capacidade de consumo de famílias e empresas. Nesse cenário, o setor se contraiu 3,1% medido em dólares, também influenciado significativamente pelo efeito da depreciação das taxas de câmbio nas principais economias da região.

No entanto, a menor queda no PIB latino-americano em 2016 teve um impacto positivo no desempenho do negócio Vida, que cresceu em dólares, apesar do difícil ambiente econômico. Por outro lado, quando o crescimento do país é medido em moeda local, a análise mostra que a maioria dos mercados de seguros da região experimentou aumentos em termos reais, uma vez que o efeito da inflação foi corrigido.

Deve também notar-se que a participação do mercado de seguros latino-americano no total mundial tem aumentado de forma sustentada ao longo do tempo, tanto nos segmentos Vida e Não-Vida: enquanto em 1980 era apenas 2%, até 2016 havia subido para 3,1%. A tendência positiva tem sido abrandada apenas em períodos de crises econômicas e financeiras, e foi ampliada pelo impacto da depreciação de moedas normalmente vinculadas às anteriores.

O relatório também analisa o fosso de proteção de seguros (BPS), medido como a diferença entre a cobertura de seguro que é considerada otimizada para cada economia e a que eles realmente possuem. Assim, o BPS foi reduzido em 2016 para um valor de 235,5 bilhões de dólares, 8,5% menos do que a estimativa no ano anterior.

O Departamento de Pesquisa da Mapfre ressalta que a atividade econômica regional (e com isso, a demanda por seguros) deverá ganhar impulso neste ano de 2017, pelo aumento da demanda externa, graças ao maior crescimento global, por uma taxa de câmbio depreciada e pelo apoio ao investimento público para apoiar a demanda privada, com uma recuperação cíclica dos grandes mercados.

No entanto, aponta para dois riscos que podem afetá-los: por um lado, a conseqüência de uma nova desaceleração na China, o que poderia afetar a queda do preço das matérias-primas e, por outro lado, uma normalização mais agressiva da política monetária da Reserva Federal dos EUA, o que afetaria o custo da dívida de muitos países latino-americanos que são financiados em dólares.

Por fim, foi incluída uma análise particular dos principais indicadores de desempenho e tendências estruturais para cada um dos mercados analisados, bem como uma breve descrição das principais mudanças regulatórias em 2016 e alguns progressos em relação aos ajustes regulatórios previstos para 2017.

Este relatório do Serviço de Pesquisa foi apresentado em setembro em um seminário ao qual cerca de 300 pessoas se registraram e geraram um alto nível de participação na próxima rodada de perguntas.

Henrique Coelho e o sonho de revolucionar o mercado de seguros

Fonte: Blog Draft

O blog Draft conta que Henrique Duarte Coelho quer revolucionar o mercado de seguros. Aos 26 anos, tem em seu currículo a criação de duas startups bem sucedidas: a Pagar.me, plataforma de pagamentos online e gestão financeira, e a Confianet, certificadora de idoneidade para e-commerces.

No início deste ano, a Casuall ganhou forma: uma startup que tem como objetivo trazer a tecnologia para os processos das seguradoras. “As seguradoras continuam fazendo exatamente o mesmo, só que online.” O objetivo da Casuall, que tem outras seis pessoas na equipe, é mudar a cultura das seguradoras aos poucos. “Atualmente, a cultura é propícia a fraudes, o cliente não confia nas empresas e elas não confiam no cliente”, diz ele, e prossegue: “Queremos mostrar que o seguro é um bem social, são pessoas se unindo para ajudar as menos afortunadas.”

Para isso, a Casuall vai começar vendendo um seguro bem específico, de objetos pessoais, justamente para evitar conflitos, pelo menos no início, com a ultra regulada e burocrática área de seguros de carros. Os clientes poderão cadastrar os objetos, que serão protegidos a uma mensalidade de baixo valor. Disso, uma parte será retirada para o lucro da Casuall e o restante entrará em um fundo coletivo para pagar os segurados em caso de sinistro, como se fosse uma espécie de “poupança coletiva”.

O portal conta na entrevista com o empreendedor que o plano é ambicioso, e Henrique não para por aí. Ele diz que a Casuall quer ser um unicórnio, ou seja, uma startup avaliada em um bilhão de dólares. Atualmente, ela é uma das 50 que fazem parte do Cubo, um centro de empreendedorismo paulistano criado em 2015 que seleciona empresas com o maior potencial de inovação e as concentra em um único ambiente para acelerar e fomentar a troca de ideias. Segundo ele, executivos de alto escalão de seguradoras globais têm demonstrado interesse em trabalhar com ele na Casuall e, ao que tudo indica, em breve um deles fará parte do negócio, ocupando o posto de vice-presidente (enquanto o negócio não estiver fechado, porém, ele não pode revelar nomes). A empresa deve ser lançada até o fim do ano.

ARTIGO: Que futuro para o Seguro de Vida?

por Nuno David, executivo responsável por marketing na Mongeral Aegon

A geração que vai viver para além dos 120 anos já nasceu.

É o que nos dizem especialistas do mundo todo, é aquilo que ouvimos em congressos, lemos em estudos sérios e bem sustentados feitos pela comunidade científica, por resseguradoras, pela Academia. Discretamente alguns deles começam a falar da possibilidade da imortalidade…

Deixemos de lado esse cenário mais incrível e vamos nos concentrar naquilo que já sabemos com algum nível de certeza: vamos morrer cada vez mais velhos. Provavelmente muito mais velhos.

O que isso pode querer dizer para a indústria de Seguros de Vida e de Previdência?

• Como vai ficar o conceito tradicional da Previdência, que diz que passamos o primeiro período da nossa vida acumulando dinheiro e o segundo consumindo essa acumulação?
• É possível que passemos a ter uma intermitência continuada de períodos de acumulação e consumo dessa acumulação ao longo da nossa vida (agora muito mais longa)?
• Os sistemas previdenciários típicos das nações ocidentais (compostos pelos pilares Estado, Empresas e Indivíduos) foram desenhados e estão preparadas para esta nova realidade?

Uma importante contribuição para esse enorme aumento da longevidade vem das evoluções recentes da biogenética e de outras tecnologias associadas direta ou indiretamente à saúde. Elas estão permitindo que os indivíduos tenham cada vez mais e melhor conhecimento prévio sobre as suas doenças e os melhores meios para as prevenir ou curar.

Nesse cenário como ficará a aceitação de risco pelas seguradoras?

• O mapeamento do genoma já custa hoje 100 dólares nos EUA e pode ser feito pelos correios; em breve vai custar 10 dólares; e depois 1…
• A epigenética está nos dando crescente acesso e compreensão da camada “acima” dos genes que permite “ligá-los” ou “desligá-los”, aparentemente com base em características hereditárias ou alterações de comportamento adotadas pelos indivíduos;
• Os indivíduos conhecerão e poderão usar todos esses dados (a informação é deles), enquanto as seguradoras não (as leis de privacidade americana e europeia assim determinam);
• Levado ao extremo, isso não coloca as seguradoras numa situação em que seria quase impossível prevenir fraude (ou, no mínimo, controlar seleção negativa de risco)?

Ora, se não há incerteza, deixa de haver risco. Ou seja, pode esta nova realidade pôr fim ao conceito de risco relacionado com a morte não acidental, assim como nós o conhecemos?

Viver mais tempo, com mais saúde.

Não podem ser más notícias!!!

Mas então, que seguro de vida poderemos ter no futuro?

• Será que os produtos que existem hoje podem atender a esta nova realidade?
o Teremos cada vez maior demanda “apenas” por coberturas de morte e invalidez acidentais?
o Como poderá ser um produto de Morte Qualquer Causa nesta nova realidade, em que a incerteza diminui tanto (juntamente com o risco)?
o Será que há espaço para uma nova geração de produtos, em que serviços relacionados com o que as novas tecnologias da Saúde (ou com ela relacionadas) podem oferecer ao indivíduo, ganhem o protagonismo?
o Estaremos frente à oportunidade de mudar completamente o paradigma de precificação da indústria, criando produtos muito mais acessíveis e universais?
o Será que não teremos que procurar melhores soluções para democratizar o acesso à proteção para perda temporária de renda (para ajudar os clientes a fazer face a períodos de transição de conhecimento/carreira)?

• Será que o objeto social das seguradoras de vida não deveria integrar a Educação?

o Para ajudar a (re)ensinar a aprender?
o Para ajudar a ensinar novas coisas às pessoas mais velhas?
o Para ajudar as pessoas a conseguir novas formas de trabalho e fontes de renda?

• Como é que a utilização cada vez mais intensiva de tecnologias como a Realidade Virtual/Aumentada ou a IoT (wearables, usables, insidables) podem nos ajudar a sensibilizar os indivíduos para esta nova realidade? De que forma?

o Se todos os investimentos de educação financeira que a indústria e o estado brasileiro fizeram ao longo do tempo surtiram apenas crescimentos modestos na securitização financeira das famílias brasileiras, será que o recurso a estas novas tecnologias não poderá se revelar um investimento mais eficaz, mais barato e mais universal?
o Um câncer de pulmão de pessoas que nos sejam próximas convence a parar de fumar mais do que todas as campanhas antitabagismo que um fumante vê ao longo da vida. Sensibilizar através da oferta de experiências virtuais que permitam aos indivíduos tangibilizar e partilhar todos os dias as razões pelas quais é importante ter produtos de proteção financeira, poderá ser um melhor investimento?

Num país em que a produção da indústria de Seguros de Vida representa apenas 0,37% do PIB, equivalente a um consumo per capita de apenas USD$42,74 (nos EUA esse valor é 3,34% e o consumo per capita é de USD$1.823,64*) e em que assistimos à crescente dificuldade em sustentar o sistema público de Previdência, poderá este momento de profunda transformação ser a maior oportunidade de sempre para entregarmos um nível muito maior de segurança financeira e proteção Previdenciária (com coberturas adequadas para os riscos de Morte prematura, Invalidez e Sobrevivência) às famílias e à sociedade brasileira?

Num texto tão cheio de perguntas não há respostas certas.
Apenas um convite à discussão.

* Fonte: Axco Global Statistics, dados referentes a 2014.

“O juiz não pode interferir, ordinariamente, numa questão de natureza médica”

Fonte: FenaSaúde

Com o tema ‘Judicialização da Saúde: Vilã ou Solução’, Cesar Cury, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), debateram a questão da judicialização da saúde, o impacto causado nos tribunais e a repercussão na sociedade. O painel fez parte da programação do Fórum de Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, seção Rio de Janeiro (ABRH-RJ), na terça-feira (12).

Cesar Cury chama a atenção para a alta possibilidade de inconsistência nas decisões judiciais e até mesmo de “chancela” a fraudes. “O juiz tem pouco tempo de dedicação a cada caso individualmente. Não tem conhecimento especializado de medicina para avaliar o laudo médico”. O Desembargador continua: “Posso dizer que hoje a principal porta de acesso ao sistema de saúde pública ou privada é pelos tribunais de justiça e normalmente nos plantões”. Durante a apresentação, o desembargador, ainda, revela o custo temporal de um processo. “Por exemplo, quando se solicita alguma prótese ou material especial e precisa fazer uma perícia, a média de tempo é de oito meses”.

De acordo com Cury, o juiz não tem tempo de analisar – com cuidado e nem a capacidade de investigação necessária – a indicação feita por um médico para solicitações de internação, medicação ou de materiais especiais. “E na dúvida, com a ameaça de que o paciente possa vir a óbito, o juiz dispensa qualquer outro tipo de investigação, concede a tutela, expede uma ordem de prisão condicional, como um apêndice, caso a determinação não seja cumprida. É evidente que isso gere uma distorção no sistema. O juiz não pode interferir, ordinariamente, numa questão de natureza médica”, afirmou Cury.

De acordo com o desembargador, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tem 11 milhões de processos em andamento. Desse total, aproximadamente 300 mil são demandas relacionadas ao setor de saúde. O Tribunal recebe em média 25 mil processos novos por mês. “Esse tipo de demanda causa muito impacto, porque é cara. O processo judicial básico custa ao Tribunal de Justiça, em média, R$ 2.800,00. É uma demanda onerosa por envolver outros atores, além do juiz, defensor, autor, advogado, serventuário e da equipe de apoio. Há perícias, diligências e trocas de informações com inúmeros outros órgãos públicos e privados”, destaca.

Para reverter esse quadro de aumento da judicialização da saúde, o desembargador Cesar Cury propõe ações de negociação e conciliação de conflitos: “É preciso, junto com a sociedade, estabelecer novos mecanismos de prevenção, tratamento e solução dessas demandas”. De acordo com Cury, um caminho são os Centros de Soluções de Conflitos por Mediação, que podem ser privados, públicos ou parcerias público-privadas. “Se existe um setor muito vocacionado para instituir centros compartilhados de soluções de conflitos, é o setor privado de saúde”, enfatiza.

O diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, apresentou o que entende serem os contornos socioculturais da crescente judicialização. Cechin destaca como razões as aspirações que se sintonizam quase instantaneamente com o que se passa no mundo, mas sem que as rendas nacionais acompanhem; o poder de influência da indústria; e a alta probabilidade de sucesso das demandas postas perante o Judiciário. “Beneficiários, médicos e operadores do Direito veem como obrigação da operadora a cobertura de todas as terapias para tratamento das doenças do CID-10 (Classificação Internacional de Doenças)”.

TCU – Para reforçar esse entendimento e o impacto da judicialização nas ações de saúde tanto públicas quanto privada e nos orçamentos, o diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, apresentou estudo do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou um aumento de mais de 1.300% nos gastos da União com processos judiciais referentes à saúde em sete anos. Em 2015, o valor chegou a R$ 1 bilhão. De acordo com o levantamento do TCU, o fornecimento de medicamentos, alguns sem constarem do registro no Sistema Único de Saúde, correspondem a 80 % das ações. Foram detectadas ainda fraudes para obtenção de benefícios indevidos. O Relatório ainda aponta que as ações são promovidas em partes iguais por defensores e advogados privados, mas que no caso de advogados privados as ações estão concentradas um pequeno número deles.

“Hoje, vivemos a judicialização da política e politização da Justiça, e na Saúde Suplementar não é diferente”, salientou o diretor-executivo da FenaSaúde. Cechin destacou que algumas interpretações equivocadas podem levar a excessos. “Além do entendimento de direito ilimitado à cobertura, alega-se frequentemente a urgência em pedidos liminares sabendo-se da dificuldade de o juiz verificar se as reais circunstâncias alegadas são, de fato, condizentes, sem contar o interesse individual sobreposto ao coletivo”.

Cechin observa que em suas conclusões, o TCU destaca a relativa facilidade de acesso ao Judiciário e a elevada chance de ter a demanda atendida são causas primárias importantes do crescimento da judicialização. Para ter avanços na relação entre consumidores e operadoras, o diretor da FenaSaúde defende que é preciso que a sociedade se disponha a discutir e reformular questões que são frequentemente judicializadas, como por exemplo: contratos antigos, reajustes anuais e por mudança de faixa etária, aposentados e demitidos, e Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. “É preciso reconhecer que a judicialização traz uma vantagem individual, mas que se sobrepõe ao coletivo. O custo é da coletividade e não da operadora, que apenas gerencia os recursos pagos pelos seus beneficiários”.

Como a Chubb se planeja para catástrofes como o furacão Harvey

O Blog Sonho Seguro perguntou às principais seguradoras dos Estados Unidos (Chubb, Travelers, Liberty e AIG) como foi a preparação para a temporada de furacões. Em 2017, o número de tempestades e de furacões deve ficar acima da média, prevê a National Oceanic & Atmospheric Administration (NOAA). Embora tenha ocorrido a formação da tempestade tropical Arlene entre os dias 19 e 21 de abril, o que é raro, o monitoramente de furacões começa oficialmente no dia 1 de junho e vai até 30 de novembro.

O objetivo do post é sinalizar aos leitores como o gerenciamento de risco é vital para manter todos seguros, fisicamente e financeiramente, mesmo diante de forças da natureza tão avassaladoras. Mas sempre algo pode ser feito para prevenir e depois tudo deve ser feito para remediar. O foco das questões foi o furacão Harvey, pois o Irma, o mais violento, ainda nem tinha se formado quando as perguntas foram enviadas as principais seguradoras dos EUA. E também como elas se movimentaram para atender centenas de pedidos de indenizações de seus clientes.

A primeira a responder foi a Chubb. “Se tecnologia é o caminho para fornecer um bom serviço, nós a utilizaremos”, disse Fran O´Brien, responsável pelos negócios da Chubb North American Personal Risk Services. “Se isso pode ser feito pelos avaliadores humanos com muita experiência nesse tipo de sinistros, seguiremos por esse caminho”, comentou Fran O´Brien, vice presidente do grupo Chubb. Em recente entrevista, exibida pelo canal CNBC, Evan Greenberg, chairman & CEO da Chubb, afirmou que ainda é cedo para saber as perdas causadas, pois as centenas de indenizações ainda são processadas. Em expectativa de perdas, para todo o mercado segurador, o Harvey pode gerar cerca de US$ 25 bilhões em pedidos de indenizações de diversos ramos, como residência, automóvel, empresarial e linhas financeiras.

Quais seguros da empresa podem ser acionados a partir deste tipo de evento?

Normalmente, furacões acionam apólices de seguros com cobertura para proprietários de imóveis, locatários, automóveis particulares e comerciais, embarcações, propriedade comercial, interrupção de negócios, bem como despesas temporárias com a subsistência e remoção de árvores.

A seguradora toma qualquer atitude quando o furacão começa a se formar?

O planejamento para catástrofes é uma função necessária para qualquer seguradora de P&C, e a Chubb faz um grande esforço para garantir que estejamos preparados para responder de forma eficaz e eficiente aos nossos clientes, quando esses são impactados por uma tempestade. À medida que o Harvey se aproximava, a Chubb:

· Contatou proativamente tanto os clientes de seguros comerciais como os pessoais no caminho do furacão para oferecer dicas de preparação, segurança pessoal e recuperação pós-tempestade;

· Aumentou o número do pessoal de atendimento para assegurar disponibilidade 24 horas, 7 dias por semana, a fim de atender as chamadas iniciais dos clientes impactados;

· Mobilizou estrategicamente nossas equipes de Catástrofe (CAT), incluindo os avaliadores de sinistros comerciais e residenciais e o pessoal de suporte, e os posicionou próximo às áreas impactadas, para fornecer a melhor e mais rápida acessibilidade aos nossos clientes;

· Comunicou-se com funcionários, agentes e corretores no caminho da tempestade e os aconselhou sobre sua segurança e preparo.

Existem quaisquer alertas para clientes? Como é feita a comunicação através de aplicativos móveis?

Ajudar nossos clientes a permanecer seguros e fazê-los entender que estamos preparados para responder às suas necessidades pós-tempestade, pois é prioridade máxima da Chubb. A companhia utiliza sistemas de discagem de saída, e-mails e notificações de SMS para alertar proativamente os clientes sobre os perigos potenciais de uma tempestade e oferece informações de preparação, segurança e recuperação.

Depois que um furacão/fim das enchentes passa, a seguradora envia uma equipe ou monta uma estação de serviços para as áreas afetadas?

A Chubb tem uma equipe dedicada a sinistros de catástrofes (CAT) e algumas dúzias de avaliadores de campo no Texas, que estão fornecendo uma resposta coordenada, especializada e ágil. Uma coisa que distingue a resposta da Chubb em uma catástrofe é que nossos avaliadores vão aos nossos clientes, mesmo nas situações mais difíceis; nós não solicitamos que eles venham até nós em um local centralizado. Através da nossa equipe dedicada, tecnologia avançada para antecipar, rastrear e responder a eventos catastróficos, além de um alinhamento próximo com nossos Centros de Atendimento a Sinistros 24/7 e os parceiros de campo, podemos entregar o serviço de nível superior que nossos agentes, corretores e seus clientes esperam da Chubb – mesmo durante uma catástrofe.

Como os corretores participam no atendimento às reclamações [durante o Harvey] dos clientes da Chubb?

Os agentes e corretores da Chubb atuam como contato local e familiar durante catástrofes e são capazes de ajudar a iniciar o processo de reclamação para clientes que incorreram em danos originados pela tempestade. Durante eventos tais como o Furacão Harvey, quando nossos clientes enfrentam danos potencialmente catastróficos, os agentes e corretores são importantes parceiros para a Chubb. Antes, durante e após a incidência do Harvey, os agentes e corretores da Chubb mantiveram contato com os clientes no caminho da tempestade através do uso de chamadas direcionadas, mensagens SMS e mídias sociais. Caso o escritório de um agente ou corretor seja afetado pela tempestade, como no caso do Harvey, a Chubb é capaz de fornecer suporte aos clientes através da Central de Atendimento ao Cliente Chubb, que conta com profissionais capacitados para lidar com todos os aspectos das necessidades de seguro de nossos clientes.

Vocês usaram drones para analisar e dinamizar?

A resposta da Chubb ao Harvey combina pessoas e tecnologia. A Chubb utiliza a tecnologia do drone para complementar nosso pessoal de sinistros e engenharia de riscos na avaliação dos riscos e prejuízos. Os operadores de drones estão respondendo ao Harvey. Atualmente, os drones só podem ser usados dentro da linha de visão de seu operador – então, primeiro o operador precisa ter acesso à área impactada. O uso de drones na área de Houston, no momento, está sendo restringido pelo FAA (Administração Federal de Aviação). Os drones têm grandes benefícios, mas também têm limitações – eles são úteis para acessar riscos e danos do ar, por exemplo, danos a telhados, mas menos eficazes para acessar danos dentro das propriedades – como os causados pela água. Inspeções no local por profissionais qualificados em sinistros ainda são fundamentais. “Se tecnologia é o caminho para fornecer um bom serviço, nós a utilizaremos”, disse Fran O´Brien, responsável pelos negócios da Chubb North American Personal Risk Services. “Se isso pode ser feito pelos avaliadores humanos com muita experiência nesse tipo de sinistros, seguiremos por esse caminho”.

O mapa das insurtechs no mundo

Adoro pessoas que facilitam a vida de todos. Inclusive, esse é um dos propósitos deste blog. Eis que recebo um email hoje com a lista de todas as insurtechs do mundo!!!! Algo que toda hora temos de pesquisar, agora está em um local fácil. Graças a Caroline Capitani, vice presidente de business innovation da ilegra, empresa global de solução de tecnologia e negócios.

Ela escreveu: Com o intuito de ampliar o acesso e o estudo das insurtechs que estão reescrevendo o setor criamos uma lista com informações abertas dessas iniciativas que pode ser acessada neste link

Abaixo o artigo na íntegra:

O início da atividade seguradora no Brasil se deu em 1808 com a abertura dos portos ao comércio internacional. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi a “Companhia de Seguros BOA-FÉ”, que tinha por objetivo operar no seguro marítimo. De lá para cá, passados dois séculos, o que se percebe é um mercado ainda pouco pulverizado, dominado por grandes players e com um sistema regulatório muito tradicional.

O segmento de seguros no país, mesmo durante o período de instabilidade econômica, segue crescendo (9,2% segundo o CNseg em 2016). Apesar do crescimento no Brasil, o mercado possui uma necessidade muito forte para inovação. Especialistas ressaltam também a importância da adaptação do setor ao consumidor 2.0, cada vez mais conectado à internet.

O mercado está em transformação, processos burocráticos estão sendo repensados, a linguagem técnica substituída por uma abordagem mais humanizada e compreensível aos leigos. “One click” e “on-demand” são alguns dos termos que estão norteando a reescrita de modelos de negócios na área de seguros que está sendo tomada pelo digital. Acredito que as inovações que serão incorporadas pelo setor nos próximos 20 anos vão mudar o mercado segurador muito mais do que os 200 anos de existência no país.

Será que a visão darwiniana da evolução das espécies se aplica ao setor de seguros? Só o tempo nos dirá se as empresas tradicionais sobreviverão nesse novo contexto ou terão que necessariamente evoluírem rapidamente para não serem engolidas pela seleção natural. Esse mercado tão tradicional no país já tem dado pistas que está sendo repensado haja vista a quantidade de eventos que estão surgindo para discutir o tema, além de já termos casos de empresas com modelos de negócios diferentes sendo criadas a exemplo da Minuto Seguros e a Youse, essa última uma plataforma de venda de seguros online da Caixa Seguradora.

A fim de trazer a tona as startups dessa área no mundo, mais conhecidas pela terminologia em inglês “insurtechs”, mapeei as empresas nascentes em ascensão elencadas no report da CB Insights que trouxe as 250 fintechs que estão transformando os serviços bancários em todo o mundo, incluindo insurtechs. Também analisei um estudo da Swiss Re Institute denominado “Tecnologia e seguros: Temas e desafios” (tradução livre). Ambos os estudos foram mundialmente divulgados em junho de 2017.

O que se vê ao analisar essas empresas nascentes é a tecnologia e a disponibilidade de novas fontes de dados, somada à inteligência artificial, cada vez mais afetando a área de seguros. Caminha a passos largos o processo de digitalização das informações, impactando toda a cadeia de valor do seguro. A rápida disseminação de tecnologias e conceitos como internet of things (ioT), blockchain, roboadvisors, machine learning, big data, sharing economy, open APIs (Application Programming Interface) estão impactando na forma como é distribuído, monetizado, comunicado e consumido o serviço de seguros em todo o mundo.

De acordo com o report divulgado pela Swiss Re, em 2016, o número de investimentos em insurtechs cresceu 40%, e cerca de dois terços dos negócios foram financiados por seguradoras, entre elas estão: Allianz, AXA, Aegon, Liberty, American Family, Assurant, AIG e New York Life. Na maioria dos casos, essas empresas iniciantes possuem uma seguradora como investidora, parceira, cliente ou fundadora.

Além das seguradoras, gigantes de tecnologia como Google, Facebook, Alibaba e Amazon também estão de olho em oportunidades neste mercado.

Existem cinco insurtechs que aparecem em ambas as listas do estudo, da CB Insights e também da Swiss Re, são elas:

Cyence – Plataforma para modelo de economia de risco cibernético
www.cyence.net/

Embroker – Plataforma de tecnologia online, com dados e expertise de corretores experientes
embroker.com/

Next Insurance – Seguro personalizado para profissionais de nicho ex: personal trainers, profissionais que recebem por trabalho
www.next-insurance.com/

Trov – App de seguros para itens pessoais sob demanda
www.trov.com/

Simplesurance Munich Re – Software que facilita a aquisição de seguro para compras no varejo no momento do checkout online

Canal da corretora Minuto no Youtube quer facilitar o entendimento de termos do seguro auto

Uma das principais corretoras do País e líder no segmento de seguros online, a Minuto Seguros apresenta uma série de vídeos interativos sobre seguros em seu canal no YouTube. O objetivo é ajudar clientes a entenderem os termos da chamada “língua do segurês”, como por exemplo: franquia, endosso, sinistro e outros.

A empresa conta com mais de cinco mil assinantes no canal e já disponibiliza cinco vídeos sobre seguro auto. De forma animada e descomplicada, a empresa explica as principais razões para se contratar um seguro e oferece dicas para economizar na contratação.

“Na condição de uma das maiores corretoras de seguro do Brasil, a Minuto criou essa série para facilitar a vida de quem ainda não compreende as vantagens do seguro de forma prática”, diz o CEO da Minuto Seguros, Marcelo Blay.

Confira aqui. vários vídeos, inclusive os dedicados ao seguro auto

6 episódios que custam muito mais do que o seguro viagem

Fonte: Allianz Assistance

1. Torcer o joelho na saída de um brinquedo na Disney World
Os custos com ortopedistas no exterior são bem altos. Nos EUA, fazer uma radiografia, uma ressonância e engessar o pé pode custar até U$ 30.000 (trinta mil dólares)

2. Sentir-se mal depois de provar diferentes pratos do roteiro gastronômico
Perder os próximos passeios e buscar ajuda médica pode custar muito. Uma diária hospitalar nos EUA custa entre U$ 800 e U$ 25.000. Na Europa a média é de EUR 600 a EUR 2.000.

3. Pegar conjuntivite após usar a máscara de descanso disponível no avião
Atendimento médico somado a uso de medicamentos também sai caro. Além das despesas médicas, o Seguro Viagem cobre as despesas farmacêuticas necessárias para tratar a ocorrência.

4. Ter a mala extraviada voltando de Nova Iorque
Depois de fazer as compras dos sonhos, não dá nem para imaginar perder as roupas de grife, eletrônicos de desejo e os perfumes importados que ficaram na mala extraviada. O dinheiro gasto com tudo isso pode ser ressarcido de acordo com o valor do assegurado.

5. Perder os documentos e sentir-se forçado a voltar antes pra casa
Não é fácil refazer todos os documentos em um país diferente. Muitas pessoas desistem e retornam antes do tempo. Mas com seguro fica mais fácil de resolver esse problema, uma equipe estará disponível para te atender em português, 24h, para te ajudar a refazer os documentos mesmo em terras desconhecidas.

6. Seu filho ficou de recuperação na escola e não vai sair de férias na data prevista
Cancelar passagens, hotéis e passeios turísticos nem sempre garantem o dinheiro de volta. Perder um ano escolar então, nem pensar. No Seguro Viagem existe a opção de contratar o cancelamento* por diversas causas e ter de volta até 80% das despesas com multas, diferenças tarifárias ou valores não reembolsados pela companhia transportadora ou operadora turística.

Não corra o risco de perder dinheiro ou ter sua viagem interrompida por problemas cotidianos e que você pode resolver com a ajuda do seguro viagem. Antes de viajar (de ônibus, avião ou navio) faça seu Seguro Viagem.

JMalucelli Seguradora lança seguro “garantia judicial trabalhista” para todas as empresas

A JMalucelli Seguradora, líder em Seguro Garantia, lançou nesta terça-feira, dia 12, uma plataforma exclusiva para a emissão de apólices de Seguro Garantia Judicial Trabalhista para empresas de todos os portes. O Seguro Garantia Judicial é uma modalidade de seguro que surgiu como opção ao depósito judicial, à penhora de bens e à fiança bancária. Optando pelo Seguro Garantia, o fluxo de caixa das empresas e limites de crédito não ficam comprometidos.

Com uma plataforma inteligente, simples e confiável, a emissão de Seguro Garantia Judicial Trabalhista da JMalucelli Seguradora será realizada em apenas cinco etapas de forma automatizada e ágil, permitindo que os corretores de seguros obtenham suas apólices de forma autônoma. O produto a partir de agora será disponibilizado para todas as empresas que necessitarem de garantias em um processo judicial trabalhista.

“Ouvimos nossos corretores e parceiros e por isso lançamos essa novidade para atender uma necessidade do mercado. Inovamos em nossa ferramenta, utilizando uma tecnologia que permitirá uma experiência inovadora e extremamente facilitada, com possibilidade de milhares de acessos ao mesmo tempo”, explica Ricardo Trunci, Diretor Comercial, de Marketing e TI.

A Garantia Judicial tem sido amplamente aceita no sistema judiciário, além de apresentar custo muito inferior às outras opções de caução em processos. O mercado de Seguro Garantia vem crescendo ano a ano, movimentando mais de R$ 1,5 Bi entre janeiro e julho de 2017, resultado 55% maior que o mesmo período do ano anterior.

O Vice-Presidente da JMalucelli Seguradora, Gustavo Henrich, declara “O maior diferencial é que, agora, empresas de qualquer porte podem ter acesso às apólices de Seguro Garantia Judicial Trabalhista, de forma muito rápida e segura pela nossa nova plataforma. Essa nova opção sem dúvida trará mais negócios para os corretores, e permitirá que as empresas não precisem se descapitalizar até que o processo judicial trabalhista esteja concluído, aliviando desta forma seu fluxo de caixa.”

ARTIGO: O que buscar na InsureTech Connect de 2017?

por Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros

Ao me preparar para participar, em algumas semanas, da próxima InsureTech Connect de 2017, em Las Vegas, parei para refletir quais são os temas mais quentes do momento para poder melhor usufruir de uma conferência dessa magnitude e com tantas oportunidades de aprendizado. Afinal, como não se sentir perdido quando há diversos assuntos interessantes acontecendo em função do uso de inteligência artificial, machine learning, internet das coisas (IoT) e blockchain? Realmente o melhor a ser feito é buscar foco, caso contrário, irei me embriagar querendo ver tudo.

A etapa das vendas online passou, pois nitidamente era apenas a ponta do iceberg. O que se vê hoje em dia é a busca da consolidação de uma verdadeira postura digital em todos os aspectos da cadeia de negócio dos seguros. Ao invés de focar pedaços isolados do negócio, o sucesso virá da incorporação da mentalidade digital na jornada completa pela ótica do consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica, começando pela busca do produto, passando pelas etapas de venda e de todos os processos operacionais, até o evento de um sinistro e os serviços atrelados ao produto, chegando na almejada renovação. Não se pode pensar isoladamente em cada fase, pois corre-se o risco de ter que integrar sistemas posteriormente e basta conversar com qualquer profissional da área de tecnologia para ver que tipo de pesadelo isso pode representar.

Entendo que o momento seja o da busca da eficiência operacional e de processos (pensando na redução de custos), uso de inteligência artificial na precificação, seleção de riscos e sofisticação de modelos estatísticos e atuariais, desenvolvimento de produtos personalizados, sem contar o aumento da satisfação dos clientes com a indústria em função de uma experiência melhor durante todo o processo, desde a negociação até cancelamentos ou auxílios com sinistros.

Portanto, acredito que devemos buscar na conferência o que existe de mais moderno sendo pensado e o que já vem sendo feito nas seguintes frentes:

• Eficiência operacional: automação e racionalização de processos visando redução de custos e melhor experiência do cliente;
• Prevenção de fraudes: métodos inovadores de detecção de fraudes e prevenção;
• Sinistros: modelos de gestão que levem à redução dos custos de sinistros por meio da tecnologia;
• Seleção e subscrição de riscos: uso de soluções não ortodoxas para precificação e monitoramento de risco durante a vigência da apólice;
• Marketing: uso da grande quantidade de informação disponível para campanhas publicitárias mais eficazes e gestão da retenção dos clientes.
• Produtos: novidades em termos de produtos específicos para riscos cibernéticos e soluções com o uso tecnologia embarcada.

Espero voltar com um leque de novidades para compartilhar e com a cabeça fervilhando com o intuito de colocar em prática as novas ideias!