8ª Conseguro: Estímulo à diversidade combate desigualdade do mercado de trabalho, diz a ativista Djamila

Fonte: CNseg

No painel “Diversidade como diferencial estratégico”, realizado durante o Seminário de Riscos e Oportunidades Emergentes, que acontece paralelamente à 8ª CONSEGURO, no Rio, a ativista social Djamila Ribeiro ministrou palestra sobre o papel das políticas de estímulo à diversidade no combate à desigualdade do mercado de trabalho. Segundo ela, a implantação de políticas afirmativas não se restringe hoje à esfera da justiça social, mas também impacta diretamente o resultado financeiro das companhias. “A promoção da diversidade precisa fazer parte da ética de responsabilidade das empresas”, afirmou ela.

Entre os debatedores do painel houve praticamente um consenso de que, embora ainda haja muito o que fazer, o mercado de seguros está no caminho certo. “Nós trabalhamos com proteção. A nossa ferramenta é a solidariedade!, sintetizou a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiros Mendes.

Ela revelou que a CNSeg está “engajada” nesse tema e contratou, inclusive, uma empresa de RH que recruta pessoas com necessidades especiais. “Neste evento, quatro dessas pessoas estão trabalhando”, acentuou.

A presidente da FenaSaúde lamentou, contudo, o fato de muitas mulheres ainda não se reconhecerem com valor: “Essas mulheres acreditam que não merecem reivindicar reajustes de salários ou pleitear um cargo porque, por exemplo, precisam faltar ao trabalho para levar o filho ao médico. Mas, não é assim”, observou.

Já o CEO da Zurich Seguros, Edson Franco, apontou para a necessidade de se criar mecanismos que facilitem a inserção de idosos no mercado formal de trabalho. Ele citou o resultado de pesquisas recentes apontando que 85% dos idosos que trabalham estão no mercado informal. “A média nacional para todas as faixas etárias é de 40%”, salientou, acrescentando que as reformas da Previdência e Trabalhista deveriam tratar de “questões modernas” como essa.

Para ele, é fundamental também que as empresas, em geral, tratem dessa questão da diversidade, seja sob o foco econômico, “por que já foi demonstrado que há um retorno positivo”, ou simplesmente pela questão ética. “Nossas equipes precisam ter diversidade de raça, gênero e pensamento”, declarou.

Por sua vez, o presidente das áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities do grupo Banco do Brasil e Mapfre, Luiz Gutiérrez, disse que a sua empresa criou um conselho de diversidade com a participação efetiva de membros da diretoria. O conselho, que busca também obter o engajamento de todos os colaboradores, usa o slogan “Diversos somos únicos” como um mantra. “Precisamos todos fazer algo. Devemos respeitar e ter orgulho do que somos. Buscar uma sociedade melhor, mais justa, mais livre e feliz”, assinalou.

Na avaliação de Luiz Gutierrez, devem partir do “topo” das empresas as decisões sobre essa questão de inserção e diversidade. Para ele, é importante também acompanhar a implementação dessas decisões sempre que possível.

Visão semelhante foi apresentada pelo COO da AIG Seguros, Luis Ricardo de Almeida, para quem, quanto mais esse assunto for discutido, melhor para a sociedade. “Sugiro que todos vejam um filme de 1960, “Se o meu apartamento falasse”, que tem como cenário o escritório de uma companhia de seguros. É bom ver com as lentes de hoje e se surpreender como evoluímos”, frisou.

Sobre a possibilidade de adoção, no Brasil, de programas de diversidade adotados por grandes grupos estrangeiros em suas matrizes ou em outros países, Almeida se mostrou contrário. “Esses programas são interessantes, mas nem sempre se aplicam à realidade local”, argumentou.
No mesmo painel, a presidente da Comissão de Assuntos Jurídicos da FenSeg e líder do GT de Diversidade e Inclusão da CNSeg, Ana Paula de Almeida Santos, apresentou a cartilha “Boas Práticas Para Diversidade no Mercado de Segurador”, lançada na ocasião.

O debate teve como moderadora a jornalista Flavia Oliveira, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN e comentarista da GloboNews.

8ª Conseguro: Novas tecnologias exigem estudo de impacto

Fonte: FenaSaúde

O 5º Encontro Nacional de Atuários, que acontece durante a 8ª CONSEGURO, no Rio de Janeiro, contou com a palestra “Incorporação de Tecnologias e Impactos na Operação e Precificação na Saúde Suplementar” com a apresentação do professor Giacomo Balbinotto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Também participaram do debate a Defensora Pública do Estado do Rio Janeiro e coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Patricia Cardoso; o consultor regulatório de diretrizes médicas da Porto Seguro Saúde, Roberto Márcio Vianna; o coordenador da Área de Informações Estratégicas e Atuariais da Unimed Fortaleza, Nazareno Jr. O encontro foi mediado pelo superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar, Sandro Leal.

Segundo Balbionotto, a criação de novas tecnologias em saúde é inevitável, entretanto a avaliação econômica e de custo-efetividade tem aspecto fundamental para a sustentabilidade do setor. “Os impactos podem e devem ser medidos. As avaliações englobam análises de riscos, aspectos econômicos, financeiros, orçamentários e regulatórios. A institucionalização da avaliação tecnológica pode ajudar o governo e empresas”, explicou. O professor ressaltou que objetivo principal dos estudos é informar, porque os recursos na saúde são limitados, sendo temerário não fazer para o bem-estar de toda a sociedade.

De acordo com o Leal, os beneficiários de planos de saúde anseiam por novas tecnologias e imaginam que elas irão solucionar todos os problemas, mas a ciência mostra que nem sempre isso acontece. O cidadão também tem limites financeiros. “Como equilibrar e compatibilizar os desejos, necessidades e capacidade de pagamento? O acesso ao novo precisa acompanhar de uma avaliação para tornar viável a inclusão. Acredito que essas avaliações são imprescindíveis para a tomada de decisão”, afirmou.

O desejo pela incorporação de novos medicamentos e procedimentos em saúde é percebido diariamente nos atendimentos realizados no Nudecon. “A experiência diária traduz que a maioria das pessoas não sabe que existe uma lista, um Rol. Para os consumidores, o que importa é a prescrição médica, na qual ele confia quase cegamente. A nova resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre junta médica dará mais transparência para casos de negativas”, apontou Patricia Cardoso.

Já o executivo da Porto Seguro Saúde destacou que, no Brasil, não há avaliação de tecnologias voltadas para a saúde suplementar. “Os estudos são feitos para a saúde pública. Desde a primeira atualização do Rol, houve um avanço de avaliação de tecnologias. O impacto de custo não é feito para a nossa realidade e necessita de parâmetros técnicos com um grau maior de acurácia. A discussão ainda é polarizada, infelizmente, entre quem propõe, os demandantes, e as operadoras de planos de saúde”, disse Vianna.

Nazareno Jr. completou que o tema é complexo e sempre haverá incorporação de novo Rol, pois todos querem melhorias, mas os recursos são limitados. “A saúde suplementar tem desafios para fazer essa precificação, pois existem procedimentos não encontrados; estatísticas sem padronização; não há uma frequência de utilização para se basear; ressente de literatura nacional e de metodologia da própria ANS. Além disso, o mercado não aceita valores muitos altos. Precisamos melhorar a metodologia. Um dos caminhos é o beneficiário ter alguma reserva para financiar seu plano no futuro”, defendeu.

TRR firma parceria para garantia estendida para colchões

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A TRR firmou parceria com a seguradora Virginia Surety para oferecer, a partir de outubro, o seguro de garantia estendida original para colchões e outros produtos das lojas Copel. O novo seguro garante a qualidade dos produtos comercializados pela Copel por um ou dois anos adicionais, após o vencimento da garantia oferecida pelos fabricantes. A garantia estendida poderá ser adquirida em 54 lojas da Copel na Grande São Paulo, interior, litoral paulista e Rio de Janeiro.

O mercado de colchões não é considerado um setor tradicional para o seguro de garantia estendida. A maioria das seguradoras prefere desenvolver seguros para eletrodomésticos, entre outros produtos, por haverem redes maiores de distribuição e os produtos ficarem mais associados às potenciais quebras mecânicas ou panes elétricas. Mas a TRR acredita que uma rede ampla como a Copel é uma boa oportunidade para o consumidor ter mais conforto e tranquilidade na compra, especialmente de colchões, adicionando mais tempo de garantia em relação ao prazo dado pelo fabricante. “Gostamos de apostar em varejos onde exista a oportunidade de atender as novas necessidades do consumidor em relação às garantias dadas pelos fabricantes”, explica Paulo Davidoff, superintendente de Afinidades da TRR.

O seguro garantia estendida dos produtos da Copel cobrirá peças e consertos sem nenhum custo adicional, quantas vezes forem necessárias, durante o período do plano contratado (um ou dois anos), terá atendimento em domicílio e cobertura dos custos de remoção do bem segurado. As coberturas usualmente se referem ao esgarçamento do tecido e a problemas com os componentes, como molas e espumas. Caso não seja possível o reparo, o produto será trocado por um novo, de valor limitado ao da nota fiscal – e neste caso o seguro é encerrado.

O custo desse novo seguro varia conforme o preço do colchão e é inferior a uma eventual necessidade de reparo do produto.

Riscos econômicos e sociais lideram lista de preocupações empresariais em 2017

Fonte: Zurich

O desemprego, as crises fiscais e o fracasso do governo de um país em fornecer estabilidade são os principais riscos que as empresas enfrentam no mundo, com crescente preocupação pelas questões cibernéticas. Essas informações fazem parte do Executive Opinion Survey, conduzido anualmente pela World Economic Forum (WEF), como parte do Global Risk Report 2017, e divulgada hoje (20/09).

O levantamento é realizado em parceria com seguradora global Zurich e a empresa de gerenciamento de risco Marsh & McLennan Companies. Para chegar aos resultados, o WEF ouviu 12.411 executivos de 136 países, que foram incentivados a identificar os cinco maiores riscos de fazer negócios em seus respectivos países, com impacto para os próximos dez anos.

“Este estudo é um grande direcionador para os principais líderes globais e reforça o cuidado que a Zurich tem com as organizações, uma vez que, para cuidar, é preciso considerar tudo o que pode interferir na continuidade de seus negócios”, destaca Edson Franco, presidente da Zurich no Brasil. “O acesso a informação é o principal aliado das companhias para que elas busquem as melhores formas de precaução contra as ameaças”.

Principais riscos globais e por região

Conduzido entre fevereiro e junho deste ano, o Executive Opinion Survey identificou os seguintes riscos globais como os dez principais:

Desemprego ou subemprego
Crise fiscal
Falha na governança nacional
Choque de preço da energia
Instabilidade social profunda
Falhas nas instituições ou mecanismos financeiros
Falhas na infraestrutura
Ataques cibernéticos
Conflito entre estados
Ataques terroristas

No Brasil, especificamente, os cinco maiores riscos identificados foram:

Falhas na governança nacional
Desemprego ou subemprego
Falhas na infraestrutura
Crise fiscal
Crise ou colapso do Estado

Os executivos da maioria das regiões apontaram o “desemprego ou o subemprego” e as “crises fiscais” como os dois maiores riscos, embora as regiões da América do Norte, do Leste Asiático e do Pacífico tenham manifestado maior preocupação com ataques cibernéticos e especulações. Influenciados pelo aumento do risco geopolítico, especialmente após adoção de políticas protecionistas, líderes empresariais na Europa, sul da Ásia, América Latina e Caribe, e a África Subsaariana apontaram preocupações com o potencial fracasso da governança nacional. Em sua lista de riscos urgentes, executivos europeus também acrescentaram “falha nas instituições ou mecanismos financeiros”. No sul da Ásia, o crescimento rápido nos centros urbanos levou os líderes dessa região a destacar o “fracasso do planejamento urbano” e a “falha da infraestrutura” como as principais ameaças potenciais para seus negócios.

Os riscos associados ao “fracasso da adaptação às alterações climáticas” apresentaram-se de forma bastante reduzida quando comparados as ameaças apontadas como “mais graves” –apenas os executivos canadenses colocam as mudanças climáticas em sua lista de riscos, com classificação baixa. Já a ameaça de potenciais atentados terroristas preocupou executivos na América do Norte, Oriente Médio e África do Norte, mas não conseguiu chegar ao ranking dos cinco melhores riscos entre as empresas de outras regiões.

“Os resultados da pesquisa apontam que, no médio prazo, os líderes empresariais estão focados nos riscos sociais e econômicos, mas também não devem subestimar o impacto potencial dos riscos ambientais e tecnológicos”, aponta John Scott, Chief Risk Officer, Commercial Insurance da Zurich. “Embora o crescimento econômico e os desenvolvimentos tecnológicos criem novas oportunidades para empresas e países, os riscos e eventos geopolíticos levaram a dúvidas que levantam questões sobre como gerenciar o negócio em momentos de incerteza”.

8ª Conseguro: Transferência de riscos ao mercado de capitais ganha importância no Brasil

Fonte: CNseg

Ao lado de tecnologias como a impressão 3D, o carro elétrico e o uso de bitcoins, a chamada “Insurance Securitization” ou, no Brasil, ILS – Instrumentos Ligados a Seguros, foi indicada pelo Citibank, em 2011, como uma das 10 ferramentas que revolucionariam o mundo. A informação é do diretor Geral da Terra Brasis, Rodrigo Botti, palestrante de um dos painéis do primeiro dia do 5º Encontro Nacional de Atuários, evento integrado à 8ª CONSEGURO. Na tarde desta terça-feira, 19 de setembro, ele explicou: “A prática, que consiste na transferência de riscos ao mercado de capitais, vem transformando a indústria de seguros internacional ao longo dos últimos 20 anos, e tem enorme potencial no Brasil”.

Botti teve como colegas de painel o superintendente de Investimentos da Tokio Marine, Roberto Takatsu, e o superintendente Executivo Técnico da CNseg, Alexandre Leal. Como exemplo prático, o executivo citou a emissão de um título de renda fixa, no começo deste ano, pela Terra Brasis, em parceria com um fundo de investimento internacional. “Em uma operação tradicional, a resseguradora recebe o risco de uma seguradora, retém parte desse risco e passa outra a seus parceiros retrocessionários. Já com o nosso programa de securitização, a parte de maior risco é transferida para o mercado de capitais”, explicou.

Em mercados como os dos Estados Unidos e da Europa, Botti afirma que os riscos mais usuais para esse tipo de prática são os de tempestades e vendavais e, no Japão, o de terremotos. “A grande atratividade para os investidores é a baixa correlação desses eventos com outros ativos financeiros. Catástrofes não são influenciadas pela Bolsa de Valores, pelo preço do óleo ou decisões políticas”, frisou, afirmando ainda que os riscos de seguros chegam a dar melhor retorno que títulos Corporate americanos com o mesmo rating.

No contexto econômico atual, o executivo diz que a queda do diferencial entre os juros do Brasil e dos Estados Unidos tornará investimentos em dólar cada vez mais atraentes, o que pode chamar a atenção dos investidores para o ILS. “Só o que falta para avançarmos ainda mais é a emissão dos títulos de investimentos ocorrer dentro do País, bem como a regulação dessa prática. Esse tema já está sendo discutindo junto aos órgãos do setor, inclusive foi criada uma subcomissão na Susep para isso, dentro da comissão dedicada ao desenvolvimento do mercado de Resseguros”, contou Botti.

Inicialmente, o foco da transferência de riscos foi na proteção contra catástrofes, mas hoje há espaço para seguros de Responsabilidade Civil de Automóvel, Garantia e Agrícola, entre outros, ainda pouco explorados. “Como investidor, enxergo oportunidades também em Longevidade, segmento no qual as próprias seguradoras de Vida poderiam se tornar importantes players de investimentos. Uma combinação dos dois ativos em seus portfólios poderia impulsionar bastante os mercados de transferência de riscos e Vida”, acrescentou Roberto Takatsi.

Ele também aposta no potencial da tecnologia para os riscos de crédito. “Aqui ainda não há forma de reduzir riscos de seguros de crédito e o ILS seria um caminho”, diagnosticou. Na visão do executivo, considerando-se os juros atuais em torno de 7% e que devem permanecer nesse patamar nos próximos anos, os investidores vão precisar se sofisticar, buscando novos ativos, tal como os securitizáveis.

Takatsi afirmou também que essa prática complementa o mercado de seguros e pode ajudar no aperfeiçoamento do gerenciamento de riscos, tornando-o mais eficiente que no modelo tradicional. “Espero que, na próxima CONSEGURO, já estejamos falando sobre as emissões locais de títulos de investimentos, vamos correr atrás disso”, finalizou.

Após a palestra, o moderador Alexandre Leal afirmou que a Comissão de Investimentos da CNseg, bem como os componentes do painel, estão à disposição dos participantes para aprofundar os debates, tirar dúvidas e ouvir sugestões sobre o tema.

8ª Conseguro: Consumidor do futuro será imaturo e marketing ditará rumo das ciências sociais, diz Pondé

Fonte: CNseg

O consumidor do futuro será inseguro, ansioso, imaturo, porém com uma forte conotação narcísica. Até mesmo paranoico. Essa é a previsão do filósofo Luiz Felipe Pondé, durante a palestra “Como educar o consumidor do futuro”, que integra a 7ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, que acontece pralelamente à 8ª CONSEGURO.

Para Pondé, o indivíduo é hoje parte de um cenário no qual imperam uma judicialização e um viés regulador em todos os níveis da sociedade moderna. São fatores, explica ele, que despertam uma ansiedade e, consequentemente, imagens que distorcem a realidade.

Há anos atuando no mercado, especialmente no segmento publicitário, o filósofo comparou os objetivos de pesquisas realizadas no campo das ciências sociais com os que servem a planejamento estratégicos de mercado: “Enquanto as pesquisas das ciências sociais mostram como ser humano deveria ser, as do planejamento estratégico mostram como os seres humanos são realmente.”

Embora imaturo, o consumidor do futuro comprará mais que um produto. Comprará um estilo. Será, como frisou Pondé, um consumidor “sem vergonha”, que buscará o que deseja, porém amarrado um contexto de ilusão promovido pelo marketing, que para o filósofo será a “grande ciência social do futuro”.

Liberdade é uma palavra com significado muito relativo nos tempos modernos. Pondé alerta que hoje somos “muito pouco livres” e que somos constantemente vigiados ao passar um simples cartão em uma máquina. Falta às novas gerações uma relação mais profunda com a educação. Pondé recorreu aos primórdios do conceito de educação dos filósofos da Grécia Antiga para esboçar uma digressão sobre o consumidor do futuro: “A palavra educação está no mesmo patamar semântico da palavra energia”, disse.

É exatamente essa energia que move o mundo moderno, pelos modelos da tecnologia da informação. A educação, porém, não acompanharia as mudanças sociais na mesma velocidade da TI, segundo Pondé. “Nunca estivemos tão perdidos com educação como estamos agora”, concluiu.

No mesmo painel, a superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil, Claudia Forte, reforçou a imagem empoderamento que norteia o consumidor atual. Ela recorreu à frase célebre do pensador Montesquieu para explicar quem será o consumidor do futuro: “Dê poder a um homem e verás quem ele é”. Claudia ressalta, no entanto, que ainda é cedo para afirmar como será o consumidor do futuro, mas concorda com Pondé que as gerações mais jovens vivem realmente sob uma imaturidade e onda consumista desenfreada. “Nós somos um país onde a cultura do ter é mais importante do que a do ser”, analisou. Claudia disse que a educação financeira poderá ser uma grande aliada para a preparação do consumidor do futuro.

Além de Pondé e Claudia Forte, também participaram do debate a especialista em defesa do consumidor, a advogada Maria Stella Gregori, e Silas Rivelle, ouvidor da Unimed e presidente da Comissão de Ouvidorias da CNseg. Ambos destacaram que o seguro tem papel preponderante para a educação do consumidor do futuro.

8ª Conseguro: A importância das avaliações de risco de crédito nas operações das seguradoras

Fonte: CNseg

A importância das avaliações de risco de crédito nas operações das seguradoras foi o tema debatido no painel Avaliação de Risco de Crédito, do 5º Encontro Nacional de Atuários, ocorrido em 19 de setembro, paralelamente à 8ª CONSEGURO, no Rio de Janeiro . De acordo com o moderador e superintendente atuarial da Mitsui Sumitomo, Gustavo Genovez, essa importância da avaliação se dá tanto para identificar oportunidade de diversificação e melhoria do retorno sobre o capital investido, quanto sob a ótica atuarial, no que se refere à modelagem desse processo de avaliação e também em relação à gestão de risco relativo aos processos de governança.

O painel foi aberto pelo head de análise de crédito da MSCI para a América Latina, Conrad Albrecht, que defendeu que as empresas não façam análise apenas de um ativo isolado, mas sim de uma carteira diversificada, avaliando, inclusive, a correlação entre os ativos. Ele explicou que, à medida em que a carteira cresce e se diversifica, é difícil executar uma análise assertiva sem o auxílio de um sistema como o oferecido pela MSCI e outros vendors.

“É importante a parte inicial de análise da empresas isoladamente. Mas, à medida em que a empresa vai crescendo a carteira e abrindo a exposição em diferentes mercados e diferentes senioridades, a análise de portifólio é mais indicada. É possível capturar o risco e a correlação entre os ativos, a relação entre as volatilidades e os retornos, o risco inerente, os movilmentos correlacionados e as perdas esperadas com a visão holística do portfólio”, argumenta Albrecht.

A MSCI tem sede nos EUA e operação na América Latina, com escritórios em São Paulo e em Monterey, no México. Hoje, a base instalada da empresa é de 20 clientes no Brasil, dos módulos de índice e de analytic, que comprende a parte de gestão de risco de portfólio.

Marcelo Otávio Wagner, supertintendente de planejamento de investimentos da BrasilPrev, informou que a empresa faz, além da análise tradicional, também análise de portifólio e testes de estresse, que permitem testar qual o efeito haveria na companhia se um efeito de crédito crítico ocorresse.

Ele observou que, hoje, a maior parte da carteira de ativos das seguradoras é baseada em títulos públicos federais. Com a queda da taxa de juros e a redução da atratividade desses títulos, as empresas têm a oportunidade de diversificar essas carteiras dentro dos limites regulatórios. Wagner comparou o cenário atual do Brasil com o vivido pelo Chile, nos anos 1990, e pelo México, na década passada, com queda na taxa de juros e oportunidade de diversificação de portfpolio, em que a renda fixa é o caminho natural. Ele observou quem dominar estas técnicas de análise de portfólio, especialmente simulações, tende a ter um diferencial competitivo e retornos melhores.

“O fato de as seguradoras terem livros com um componente anticíclico abre uma excelente oportunidade. E quem estiver preparado para as análises de portifólio mais complexas terá uma chance de ouro, na medida em que temos um mercado carente de crétido e em que as taxas de juros e as condições estão chegando a níveis adequados”, sinalizou Wagner, ao fechar sua apresentação.

8ª Conseguro: Como elevar o patamar da ética pública e privada brasileira?

Fonte: CNseg

Otimismo. Esse foi o tom do ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao proferir a palestra “O Momento Institucional Brasileiro e uma Agenda para o Futuro”. Há 40 anos, as angústias eram tortura, censura e estarmos distantes de construir instituições democráticas. “Hoje estamos debatendo, no Brasil, como enfrentar um ciclo histórico longo de corrupção. Não foi uma coisa de um governo ou outro. Vem lá de trás”, pontuou. Segundo ele, o grande desafio é como elevar o patamar da ética pública e privada brasileira e quais os caminhos que podemos percorrer para deixar de ser um pais de renda média.

Ele ressalta que a qualidade das preocupações da agenda do Brasil melhorou significativamente. Ele citou três importantes conquistas nesses 30 anos de democracia. “A primeira delas é que nós temos 30 anos de estabilidade institucional. Pode parecer óbvio para as novas gerações, mas a história mostra que o país sempre foi marcado pelo desmandos de governos anteriores. Era o país do desrespeito à legalidade constitucional. Agora vivemos 30 anos de democracia, com muita crise, dois impeachments, porém, sem arranhão na legalidade constitucional. E isso merece ser celebrado”.

Barroso também cita como avanço o Brasil ter conseguido domesticar a hiperinflação, um indicador que aumenta o abismo da desigualdade. E a terceira conquista desses 30 anos de democracia é a expressiva inclusão social, com mais de 30 milhões que deixaram a linha de pobreza absoluta. “Não devemos tratar com desmerecer essas conquistas. A fotografia do Brasil é complexa, mas ainda é um filme bom que merece ser celebrado”, acredita o ministro.

Para que a agenda do futuro do Brasil seja traçada é preciso, primeiro, virar a página da história que está sendo escrita quanto ao combate à corrupção, afirma o ministro. “É uma agenda com uma página que precisa ser virada depois de acabar de ser escrita adequadamente”, frisou.

Barroso fez questão de ressaltar que a corrupção que houve no Brasil não foi uma fraqueza humana pontual. Foi sistêmica. Vem de muitos anos, mas se aprofundou a ponto de se criar esquemas de arrecadação que envolvem agentes públicos, privados, empresas estatais e privadas, partidos políticos e membros do Congresso Nacional.

“A tal ponto de se ter naturalizado o que era errado. Usar o Estado para benefícios pessoais. A corrupção se tornou um meio de vida para grupos e um modo de fazer negócios. Saquearam o Estado. É preciso reconhecer isso para se pensar nas soluções a serem adotadas para mudarmos”, enfatizou.
Segundo ele, em suas viagens internacionais, é visível o orgulho dos estrangeiros. “Internacionalmente, todos olham com admiração pelo que estamos fazendo no Brasil”. Ele afirma que é preciso canalizar a energia positiva para mudar o patamar ético do Brasil. “Público e privado. Só podemos virar a página quando acabar de escrever. Se virarmos antes, não nos beneficiaremos da lição que a história pode nos trazer.

Para a agenda do futuro do Brasil, Barroso ressalta a reforma política: “Dessa, o governo precisa desesperadamente”. Ele também frisou diversas vezes em sua palestra a necessidade de reduzir a judicialização. “Um país que tem 100 milhões de ações judiciais, significa que uma em cada duas pessoas se desentenderam, sem ações conciliatórias, e foram parar na Justiça. Isso mostra uma grave crise e uma grande necessidade de que sejam mais utilizadas as formas de mediação”, sugeriu.

Estimular o empreendedorismo também está nos planos para se ter um Brasil melhor no futuro, bem diferente desse que tem praticado o “socialismo para ricos”. Barroso criticou a forma como empresários querem ter mais acesso ao governo do que ao mercado. “Precisamos estimular as bases da iniciativa privada, que são a de correr riscos, enfrentar a concorrência e dar igualdade para os atores”, citou. “Vemos hoje um cenário com instituições que não querem correr riscos, pagam para ter desoneração e querem reserva de mercado para se colocarem numa posição mais vantajosa que seus concorrentes”.

Também citou a reforma trabalhista, tributária, e da educação, bem como uma agenda social que atenda as necessidades de saneamento básico, mobilidade e habitação.

Para finalizar, o ministro afirmou que o Brasil tem uma história de sucesso para contar. “Derrotamos batalhas que pareciam invencíveis, como inflação e pobreza extrema. Se fizemos isso, podemos derrotar a corrupção, para que tenhamos uma narrativa de país da qual possamos nos orgulhar. O slogan que me move é: não importa o que esteja acontecendo a sua volta. Faça o melhor papel que puder”.

Gebram Corretora adquire Toleman

A aquisição reforça o objetivo da Gebram de incrementar sua carteira de clientes e manter sua posição de destaque no mercado de corretagem e administração de seguros no interior do Estado de São Paulo, uma das regiões de maior crescimento do país.

A GEBRAM, líder regional em corretagem de seguros , chegou a um acordo na aquisição da TOLEMAN Corretora, uma empresa com sede em Jundiai e, que possuí muita afinidade com linha de negócios desenvolvidos pela Gebram.

Fundada em 1999, a TOLEMAN Corretora de Seguros, com sede em Jundiai-SP, é uma corretora de seguros de renome e, também especializada no mercado de varejo e de médias e pequenas empresas.

“A aquisição da TOLEMAN Corretora de Seguros, mostra nosso compromisso em ganhar escala e consolidar cada vez mais nossa presença no interior”, disse Silvio Gebram, diretor da Gebram.

A Gebram é uma das maiores e uma das mais conceituadas corretora de seguros do interior do estado, com 80 anos, já na 3ª. geração, conta com 8 unidades no interior de São Paulo, mais de 170 colaboradores diretos, 40.000 clientes, um frota de mais de 50.000 veículos segurados e uma linha de produtos que vão desde um simples seguro de automóvel a seguros de grandes complexos industriais. Mais detalhes em www. gebramseguros.com.br ou no Facebook

8ª Conseguro: Setor de seguros precisa ser inserido em políticas públicas, defende Coriolano

Fonte: CNseg

O presidente da Confederação Nacional dos Seguros (CNSeg), Marcio Marcio Serôa de Araujo Coriolano, defendeu hoje, durante a abertura da 8ª Conferência Brasileira de Seguros, a Conseguro, o principal evento do setor segurador brasileiro e organizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) a adoção de políticas nacionais que envolvam o mercado segurador para incentivar a retomada da atividade econômica. Segundo ele, o setor tem hoje ativos de cerca de R$ 1 trilhão e uma receita da ordem de R$ 460 bilhões. Resultados que superam, por exemplo, os das indústrias da construção civil, automobilística e farmacêutica, que normalmente são objeto de políticas para incentivar a recuperação econômica. “Esses são segmentos sempre chamados pelo governo para contribuir com a retomada. Esperamos que o mercado de seguros também seja chamado”, afirmou Coriolano, durante a abertura da 8º Conseguro, que se estenderá até a quinta-feira, dia 21, no Rio de Janeiro.

Coriolano argumentou que as reservas do setor, de R$ 1 trilhão em ativos financeiros, representam recursos que retornam ao país e à nação sob a forma de financiamento da dívida pública e de lastro para investimentos produtivos. “O país passou por dificuldades titânicas, mas o setor mostrou resiliência. Podemos contribuir de modo importante para a reversão cíclica porque o setor responde positivamente aos estímulos da estabilização econômica”, disse ele.

Presente na cerimônia de abertura do evento, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, assinalou que o governo trabalha para ter o seguro de risco de engenharia em operação em 2018. Um grupo de trabalho foi constituído e vai discutir a regulamentação e os critérios de medição de risco, tais como estatísticas de acidentes de trabalho, desempenho de obras, etc. “A ideia é adotar o seguro nos projetos do programa Minha Casa Minha Vida e depois aplicar em outros segmentos de infraestrutura. Não há país desenvolvido no mundo que não tenha tido o amadurecimento também de seu setor de seguros”, frisou Araújo.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou a importância de regras mais flexíveis para o sistema de seguro saúde que reduzam a judicialização, porém atendam os interesses dos consumidores que podem pagar por produtos mais simples e adequados a seus orçamentos. “A nossa regulamentação hoje é assim: ou você compra um Mercedes Benz ou anda a pé. Precisamos rever essas regras”, disse o ministro da Saúde.

Eduardo Guardia, ministro interino da Fazenda, também ressaltou as oportunidades para o setor com e retomada da economia e a realização de reformas estruturantes, como a da Previdência. “O setor tem enorme potencial de crescimento e é importante para o adequado funcionamento da economia, mas depende também da adequada regulação e da retomada de confiança dos setores econômicos na sustentabilidade da economia”, disse Guardia para quem o Brasil atravessa a “pior crise” que a atual geração tem conhecimento. Segundo ele, a reforma da Previdência é outro desafio que precisa ser enfrentado. “A reforma da Previdência é absolutamente crucial e abre uma nova oportunidade ao setor, mas é fundamental ampliar o diálogo com o setor de seguros”, completou.

O vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, encerrou a cerimônia de abertura defendendo o debate de novas ideias para o fortalecimento do mercado. “Seguro e Previdência dizem respeito à segurança dos cidadãos do futuro”, resumiu. Participaram da abertura os presidentes das quatro Federações do setor se seguros: João Francisco Silveira Borges da Costa, da FenSeg; Solange Beatriz Palheiro Mendes, da FenaSaúde; Edson Luis Franco, da FenaPrevi; e Marco Antonio da Silva Barros, da FenaCap.

A Conferência será realizada até o dia 21 de setembro, no Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O evento abrangerá também palestras de importantes nomes internacionais na área de seguros, de previdência e de segurança.