Zurich é reconhecida como uma das 100 melhores empresas em satisfação do cliente

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A Zurich, empresa global de seguros com experiência de 78 anos no mercado brasileiro, foi reconhecida pelo Instituto MESC – especialistas em pesquisas de mercado – , uma das 100 melhores empresas em satisfação do cliente. No segmento de seguro de veículos, a companhia figura entre as cinco melhores da categoria. A cerimônia de premiação ocorreu na noite do último dia 5, em São Paulo, e contou com as presenças do Diretor de Linhas Pessoais e Varejo da companhia, Walter Pereira, e da Head de Marketing & Comunicação, Ana Quintela.

“Este reconhecimento do mercado reflete os esforços da Zurich em colocar o cliente no centro de todas as suas iniciativas, desenvolvidas para facilitar o dia a dia do segurado”, afirma Walter Pereira, que recebeu a premiação em nome da empresa. “No mercado de seguro de veículos, especificamente, a companhia apresenta vários diferenciais, como o aplicativo ‘Zurich Automóvel’, que possibilita assistência de forma fácil e ágil, a Cobertura para Desemprego e Doenças Graves e ainda a simplicidade na contratação”.

A pesquisa do Instituto MESC, totalmente independente e isenta de patrocínio, considerou 24 segmentos do mercado brasileiro e ouviu mais de 300 mil clientes de todo o país, com mais de 500 mil opiniões registradas. Para figurar entre as 100 melhores, a Zurich participou de duas etapas, sendo que, a segunda, contava com a participação de outras 6 mil empresas. Na categoria de seguro de veículos, a companhia somou 98% de confiança na estatística da pesquisa para o segmento.

Para realizar o estudo, o MESC utilizou a metodologia do Pentagrama da Satisfação do Cliente, avaliando dois tópicos: a visão do cliente, que contou com 250 mil inscritos do Programa de Recompensas MESC, e a visão da empresa, analisando as notícias e conteúdos institucionais disponibilizados na internet nos últimos 12 meses. O estudo contou com auditoria da Alpha de Cronbach, seguindo todas as diretivas do Framework Safe Harbor.

8ª Conseguro: Transparência, linguagem clara e contratos simples, receita para reduzir judicialização

Fonte: CNseg

A equidade nas relações das operadoras de saúde e beneficiários no Brasil passa pela transparência; pela simplificação dos contratos; por uma linguagem mais clara nas especificações; por maior informação para evitar o desperdício e no encontro de soluções dialogadas, sem tanta judicialização. Em resumo, esse foi o norte do debate em torno da Proteção do Consumidor nas Relações de Saúde Suplementar, um dos temas do segundo dia da 7ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguro, que acontece no Rio de Janeiro, em paralelo com a 8ª CONSEGURO.

“Que nos próximos 27 anos, possamos aprimorar os contratos e torná-los mais simples, objetivos e claros. Que possamos incentivar o consumidor a conhecer seus direitos e compreender seus deveres, até para que possam questionar; e que possamos construir soluções dialogadas, sem a interferência dos órgãos fiscalizadores. Que esse diálogo possa ser construído com instrumentos de mediação ou da conciliação e que possa ser tecido em conjunto com a contribuição do conhecimento e experiência de todos”, sublinhou Angélica Carlini, advogada e especialista na área de Saúde Suplementar.

Do início ao fim de sua palestra, Angélica – sócia da Carlini Sociedade de Advogados – ressaltou a importância do Código de Defesa do Consumidor (CDC), sobretudo, para proteger a vulnerabilidade do consumidor brasileiro, geralmente impactado pela deficiente educação formal e ausência de políticas públicas de educação financeira. Na opinião da advogada, o CDC chegou no momento certo, principalmente na área de saúde suplementar que, naquela época (1991) não era regulada nem possuía legislação própria. “O CDC foi de enorme importância naquele momento, com vigorosa aplicação e solução para problemas vitais que colocavam muitas pessoas em situação de vulnerabilidade”, enfatizou.

Ela destacou, no entanto, que, por mais que a integralidade e a universalidade sejam possíveis e buscadas na área de saúde preventiva e básica a que todos os cidadãos têm direito, em se tratando de saúde, não se pode dar tudo o que se tem disponível a todos, principalmente quando se trata de procedimentos e estruturas médicas. “Mas dar tudo a todos quando se trata de acesso a procedimentos mais complexos, caros, que exigem equipamentos, materiais ou medicamentos de alto custo não é possível porque não existem recursos para isso nem no setor público nem no setor privado”, atestou.

Para o presidente da Evidências Consultoria, Otávio Clark, um dos grandes responsáveis pelo desequilíbrio no sistema de saúde suplementar é o desperdício, tanto das operadoras de planos, quanto dos usuários. Segundo ele, existe uma série de situações clínicas que dispensam médico ou tratamento. É o caso, por exemplo, de teste de esforço ou exame de eletrocardiograma para quem pretende fazer exercício físico. De acordo com Clark, que é oncologista de formação, todas as evidências científicas, atestadas, inclusive, por quatro das maiores organizações de cardiologia do mundo, fazem recomendação contrária a esses procedimentos para quem deseja praticar esporte porque não há exame que mostre a previsibilidade de se ter enfarto e que garanta que a pessoa não terá problema. “Esse tipo de desperdício, que é feito aos milhares no Brasil, é um dos principais motivos do desequilíbrio que existe nas contas do setor”, atestou.

De acordo com Clark, estima-se que no Brasil, 30% do que se gasta em saúde suplementar são desperdícios com coisas que muitas vezes não funcionam para o consumidor e que provocam reajustes de 13,5% nos planos. “Isso é insustentável. Se tivermos reajuste dessa ordem a cada ano, em 6 anos e meio, o custo do plano de saúde dobrará. Precisamos debater isso com clareza”, assinalou.

Diante desse cenário possível de que, a médio prazo, o sistema de saúde suplementar não aguentará fazer frente às futuras demandas, o diretor da Bradesco Saúde Flávio Bitter disse considerar de grande relevância a discussão em torno desses desequilíbrios. “É o dever de casa do mercado. As operadoras de saúde têm papel fundamental de organizar melhor o sistema e seu modelo”.

Paulo Jorge Rascão Cardoso, diretor técnico da Amil, lembrou que, há 4 anos, a operadora amargou a liderança no índice de reclamações na ANS, o que fez com que se buscassem soluções “dentro da própria casa”, mudando procedimentos e criando novos canais de comunicação com os clientes. Em 2015, informou, a proporção eram de seis reclamações para cada 10 mil beneficiários Amil. Atualmente, frisou, a proporção é de 3. “Colocamos o dedo na ferida, resolvemos internamente, colocando o cliente no centro das discussões”, destacou.

8ª Conseguro: Blockchain: ameaça ou oportunidade no mercado de seguros?

Fonte: CNseg

O Blockchain já é considerada por muitos uma revolução silenciosa, mas só o tempo vai dizer se essa tenologia será avassalora ou não para a economia digital. O presente e o futuro desta ferramenta e o impacto que ela pode causar no mercado de seguros foram debatidos na palestra sobre Blockchain, realizada no 11º Insurance Service Meeting, paralelamente à 8ª CONSEGURO, com a participação de Mario Robredo, gerente sênior de Inovação e Novos Negócios Banking da Indra; Paulo Kurpan, superintendente executivo de Negócios da CNseg; e Marcio Alexandre Malfatti, sócio da Pimentel e Associados Advogados. A moderação foi feita por Fabio Leme, vice-presidente Técnico da HDI Seguros.

Blockchain (na tradução livre “cadeia de blocos”) são bases de registros e dados distribuídos e compartilhados, que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como o livro-razão da contabilidade, só que de forma pública, compartilhada e universal, com base no consenso e confiança entre as pessoas, sobre todas as informações, saldos e transações.

A tecnologia possibilita as movimentações feitas com moedas digitais (Bitcoins ou criptomoedas), ao validar as transações financeiras. Trata-se de uma ferramenta que faz com que as trocas monetárias sejam descentralizadas, transparentes e disponíveis para a conferência pública, diminuindo os riscos de fraudes e sem a necessidade de um banco central para a análise dos dados.

Mas o que isso pode significar para os setores da economia, incluindo o de seguros? Mudanças drásticas nas relações comercais e sociais. Mario Robredo explicou: “O Blockchain permite aprimorar serviços e produtos no mercado de seguros, aperfeiçoando o relacionamento entre empresas e clientes e oferecendo mais rapidez e agilidade nos processos. Por esse motivo, pode gerar uma redução de custos e também dos riscos que envolvem a operação de seguros”.
Segundo Mario, o blockchain tem potencial disruptivo, pois é capaz de combinar diversas tecnologias. “Pode ser utilizado pelo celular, é composto por moedas digitais e está associada à tecnologia bancária. É a peça que faltava na economia digital”, opinou.

A aplicação do blockchain no mercado de seguros pode ser feita nos processos de sinistros – do aviso ao pagamento; ou para a análise do seguro e dos riscos que envolvem a admissão da apólice. Sobre a inserção dessa tecnologia no dia a dia das seguradoras, Paulo Kurpan afirma que não vê isso acontecendo a curto prazo.

“Estamos vivendo um momento de transição, no universo das possibilidades. O blockchain traz ameaças e oportunidades para o mercado de seguros. O bom é que o nosso setor está em linha com o que está acontecendo no mundo. A CNseg está atenta às iovações que têm surgido e já pomovemos ações específicas junto a startups”, ressaltou Kurpan.

Para Marcio Alexandre Malfatti, o Blockchain pode funcionar de maneira efetiva em contratos cujas interpretações sejam simples. “Para tudo que tiver apenas duas possibilidades de respostas, ‘sim’ ou ‘não’, essa tecnologia funciona maravilhosamente bem, pois as regras de contrato nesse sistema são explícitas. O problema é quando há o ‘se não ou o ‘se sim’, ou seja, situações em que existem interpretações complexas, o que gera a necessidade de uma assistência jurídica e regulatória para auxiliar empresas e consumidores. Neste caso, só a tencnologia não basta”.

Malfatti não tem dúvidas sobre o impacto que o Blockchian pode causar na área jurídica das seguradoras. “Quem reclama da rapidez de liminares no segmento de saúde, o faz por ainda não conhecer o potencial do Blockchain”, disse, arrancando risos da plateia.

O impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho também foi abordado pelos participantes . Na avaliação de Robredo, as inovação ameaçam somente profissionais com baixa qualificação. “Há uma ideia unânime de que as inovações digitais acabam com os empregos. Ela extingue alguns e, ao mesmo tempo, criam muitos outros”. Malfatti discordou: “O Blockchain poderá eliminar o trabalho de muitas pessoas qualificadas”.

8ª Conseguro: Mercado deve aprimorar as ações de gerenciamento de riscos e atuários têm muito a contribuir

Fonte: Cnseg

“Nunca fiz tanta reunião com operadoras sobre o modelo próprio de capital de risco, como agora. Há um entendimento dessa necessidade, o que demonstra que estamos amadurecendo”. A afirmação foi feita pelo gerente de Habilitação, Atuária e Estudos de Mercado da ANS, Washington Oliveira Alves, no painel “Avaliação dos Modelos de Solvência no Mercado de Saúde Suplementar”, no 5º Encontro Nacional de Atuários, que acontece paralelamente à 8ª CONSEGURO, no Rio.

Segundo ele, a agência estimula a adoção de modelos próprios e vê com “bons olhos” ações que visam a melhorar a gestão do risco. Nesse contexto, Alves credita um papel preponderante para os atuários, principalmente na “conversa com diretores de operadoras que têm ideias ousadas”.

O gerente da ANS ressaltou, contudo, que o “processo de amadurecimento” deve ser concluído rapidamente, pois, até 2022, as operadoras terão que estar 100% adequadas às regras de margem de solvência, que vêm sendo implementadas gradualmente.

Contudo, mesmo antes do final desse prazo, a agência vai editar nova regulamentação para riscos de subscrição, a qual já foi colocada, inclusive, em consulta pública. “Queremos chegar a algo bem próximo ao modelo regulatório de capital baseado em risco”, frisou, acrescentando que, no futuro, virão normas para riscos de crédito e outros mais.

Para ele, há gargalos a corrigir, como o fato de a maior parte das operadoras sequer ter uma área de gerenciamento de riscos.

Alves observou que, para obter melhores resultados no gerenciamento de riscos, a ANS incentiva a massificação das carteiras. Para tanto, a agência não vai criar empecilhos para quem decidir sair do mercado, repassando suas carteiras para outros grupos.

Coube ao professor adjunto da UERJ, William Moreira Lima Neto, apresentar a palestra sobre o tema central do painel, na qual demonstrou a importância de todo o mercado abraçar a ideia de aprimorar o gerenciamento de riscos. “Isso beneficia toda a sociedade”, comentou.

Para ele, é fundamental monitorar constantemente os riscos futuros e adotar um modelo de análise de riscos que englobe a projeção dos cenários nas linhas de negócios, o fluxo de caixa, a distribuição dos retornos oferecidos pelo negócio, a posterior revisão e, por fim, a decisão. “A maioria das pessoas olha o risco como uma medida de sinistralidade. Mas, isso é um erro. É preciso haver uma avaliação mais ampla”, alertou.

O professor acentuou ainda que os fatores de tolerância ao risco da corporação estão associados ao tamanho do grupo, dos recursos financeiros disponíveis e da habilidade ou da boa vontade em tolerar riscos.

Ele apontou o risco de subscrição como objeto de negócio das seguradoras e que deve ter como pilares os riscos de precificação, provisão, crédito, de mercado, etc.

Na opinião do professor, no caso específico do risco de precificação, é essencial partir de modelos já existentes e é importante agregar a dependência temporal, pois a empresa sempre vai trabalhar com projeções.
Ele observou também que o modelo interno deve estar alinhado com o processo de negócios da companhia, pois cada operadora tem critérios próprios de apropriação dos seus custos e receitas, nem sempre orientados com base no risco.

O painel teve como moderador o diretor de Compliance, Riscos e Atuária da SulAmérica, Reinaldo Amorim, segundo o qual há uma grande preocupação com a necessidade de adoção dos modelos internos de capital baseado em risco. “Isso é urgente e vital. Mas, é preciso ser cauteloso, pois requer complexidades que nem todo o mercado consegue atender”. Ele lembrou que, na Europa, há alguns anos, houve uma “onde de modelos internos”. Porém, poucas companhias se candidataram”, salientou.

8ª Conseguro: A importância dos ‘influenciadores digitais’ para educação financeira

Fonte: CNseg

Os chamados “influenciadores digitais” vêm ganhando cada vez mais espaço na produção de conteúdo e informação, voltados principalmente ao público jovem. Especialista em Psicologia Econômica, a jornalista e empresária Nathalia Arcuri criou em 2015 o blog “Me Poupe!”, a maior plataforma de entretenimento financeiro do mundo. Informar sobre educação financeira de forma rápida, divertida e com possibilidade de compartilhamento é o principal objetivo do veículo. Afirmou a digital influencer na palestra “O consumidor do presente: painel de jovens ‘influenciadores digitais’”, dentro do 2º Seminário de Riscos e Oportunidades Emergentes, que acontece em paralelo à 8ª CONSEGURO, com a participação do Superintendente Geral da Fundação CERTI e Conselheiro do Darwin Starter S.A., José Eduardo Fiates e do Diretor vice-presidente executivo da Unidade de Financiamentos e de Novos Negócios da B3, Roberto Dagnoni, além do moderador, Antonio Penteado Mendonça, advogado e jornalista.

Nathalia Arcuri explicou que a iniciativa surgiu a partir da carência de conteúdos informativos sobre finanças na mídia nacional. Culturalmente, a sociedade brasileira não possui o hábito de poupar ou investir, algo que se estende aos chamados millenials (jovens nascidos a partir de 1995). Em pesquisa recente do Serasa, 15,7% da população inadimplente têm entre 18 e 25 anos. Além disso, sete em cada 10 jovens dessa faixa etária estão com as contas atrasadas. Ou seja, é um público que consome bastante e não foi educado financeiramente. Com isso, é um desafio para o mercado segurador atrair e conquistar esse grupo de consumidores.

Com base nesses dados, a inovação na comunicação entre os clientes e o setor, principalmente entre os jovens adultos se faz cada vez mais necessária. “Eles querem que a gente fale cada vez mais a linguagem deles, ou seja, divertida, horizontal e presente nas redes sociais”, explica a jornalista. Para ela, os seguros compõem o planejamento financeiro e esse público quer aprender cada vez mais sobre o assunto, só não sabe onde encontrar informações que sejam transparentes e acessíveis. Ou seja, antes de oferecer os produtos do mercado securitário, é importante educar esses jovens.

Esse novo consumidor trouxe também profundas transformações aos negócios tradicionais. Roberto Dagnoni explicou que empresas como Netflix, Uber, Amazon e Airbnb conquistaram seus clientes por fatores como economia de tempo, experiência inovadora, mudanças comportamentais, qualidade do serviço e variedade de oferta em um só lugar. Esse novo panorama de venda e consumo trouxe grandes prejuízos a parte da indústria tradicional. Para ele, as seguradoras ainda não são ameaçdas significativas por startups do setor.

Porém, se faz cada vez mais necessário o investimento em inovação e tecnologia para que mantenham seu espaço no mercado. Já para José Eduardo Fiates, o mercado segurador está em constante ameaça. No entanto, ele afirmou que onde há ameaça, há oportunidade de inovar. Além disso, as seguradoras são primordiais no incentivo ao empreendedorismo. Consequentemente, esses empreendedores digitais estão mudando a realidade do Brasil, pois distribuem riquezas.

8° Conseguro: ‘Recessão torna demanda por reformas mais urgente’, diz assessor especial do MF

Fonte: CNseg

O chefe da Assessoria Especial de Reformas Microeconômicas do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, disse hoje, no segundo dia da 8° CONSEGURO, que a agenda de reformas irá continuar e precisa ser um compromisso do atual e dos futuros governos. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, concentra a agenda no Ministério, o que protege as iniciativas. Além disso, a recessão torna a demanda por reformas mais urgente.

“A pedagogia da recessão é muito educativa”, resumiu o economista, que analisou a produtividade da economia brasileira nas últimas décadas para justificar a nova agenda de reformas no painel “Reformas Microeconômicas – Fomentando Novos Investimentos”, no evento realizado pela Confederação das Seguradoras.

Pinho de Mello destacou que a avaliação do atual governo é que o problema de produtividade no Brasil não está localizado em nenhum setor ou indústria específica. Pelo contrário, há empresas ineficientes em todos os mercados. A avaliação do Ministério da Fazenda é que o problema da produtividade é transversal. Logo, não adiantaria criar incentivos específicos para determinados setores.

“O problema do Brasil é transversal aos setores. É preciso endereçar questões tributárias, logísticas etc, que acabam por distorcer as decisões de negócios. A estratégia é melhorar esse ambiente, dar estabilidade regulatória, desburocratizar e resolver questões que distorcem decisões de negócios”, resumiu o assessor da Fazenda.

O esforço de desburocratização está entre as maiores preocupações mencionadas pelo técnico da Fazenda. Além disso, ele falou sobre o esforço de reduzir o spread bancário e de criar novas fontes de financiamento, já que há limites para as fontes atuais como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
“As tentativas de baixar o spread pela força bruta não deram resultado, mas temos sinalização de que há oferta de capital de longo prazo para investimento de infraestrutura”, afirmou, citando os esforços para implantar o cadastro positivo de crédito e melhorar a lei de Recuperação Judicial.

Participante do mesmo painel, o economista Armando Castelar, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), confirmou que as políticas setoriais adotadas nos últimos anos têm tido impacto muito reduzido. “Algumas coisas que estamos fazendo não estão dando certo. Precisamos fazer algo diferente”, disse ele.

Além da abordagem setorial, o economista do Ibre/FGV analisou diversos outros paradigmas, como a questão da educação, o impacto da inovação, formalização etc. A produtividade, disse, não vai crescer com incentivos a formalização ou políticas setoriais. Questões como acesso ao capital para investimento são mais relevantes.

Mediador do painel, o economista Luiz Roberto Cunha, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), encerrou o painel com críticas às políticas recentes de incentivos. “A bolsa empresário tira recursos da saúde, da educação e da previdência, e não resolve o problema”, assinalou Cunha.

O conjunto de reformas sinalizado pelo representante do ministério da Fazenda está em linha com as necessidades identificadas no painel. “O Ministério da Fazenda está certo. Não tem bala de prata para o problema do ambiente de negócios e para que o Brasil consiga fazer com que as empresas invistam e contratem mais”, concluiu Cunha.

Agenda da Susep é fomentar o mercado de seguros tendo em mente o consumidor

Susep

Como aprimorar a educação securitária e ampliar o acesso da população aos produtos de seguros foram questões que permearam o painel ‘A regulação e o desenvolvimento do mercado de seguros’ nesta quarta-feira, 20 de setembro, como parte da programação da 8ª Conferência Brasileira de Seguros (Conseguro), promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no Rio de Janeiro. De acordo com o diretor de Administração da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo dos Santos, as equipes da autarquia e do ministério da Fazenda vêm trabalhando em sinergia para encontrar meios que possam reduzir os custos regulatórios do setor e disseminar a cultura do seguro na população de forma geral.

“A Susep está desenvolvendo uma metodologia de impacto regulatório”, informou Paulo dos Santos durante a sua fala no painel, ressaltando que a maior parte dos votos do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) são produzidos pela própria autarquia e levados à discussão. “A Susep tem como papel maior fomentar o mercado, mas sempre tendo em consideração o consumidor. O Brasil tem uma capacidade de expansão muito grande, principalmente quando comparado com outros mercados. A Susep com uma certa frequência é procurada por empresas que ainda não operam no país, mas que têm vontade de entrar no mercado brasileiro por conta do seu potencial. Nós precisamos entender o que o nosso consumidor precisa e nem sempre ele mesmo sabe identificar suas necessidades. Então, o nosso grande desafio é conseguir desenvolver produtos adequados”, pontou, sinalizando que atender o consumidor também significa combater o mercado marginal.

Nessa mesma linha, a secretária-adjunta de Política Microeconômica do ministério da Fazenda, Priscila Grecov, corroborou que o mercado de seguros, considerando uma economia como a brasileira, ainda está muito aquém do que poderia ser. A secretária também reiterou o papel da regulação, estabelecido pelo Decreto-Lei nº 73, de 1966, que consiste, entre outros aspectos, em promover a expansão do mercado de seguros, propiciar condições operacionais necessárias para a sua integração no processo econômico do país, evitar a evasão de divisas, firmar o princípio da reciprocidade em operações de seguro, promover o aperfeiçoamento e preservar a liquidez e a solvência das sociedades seguradoras.

A cena de debate também contou com a participação do advogado e professor titular da faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gustavo Binenbojm, que em sua palestra destacou o elevado grau de judicialização do setor de seguros brasileiro. Segundo ele, essa tendência desvaloriza os contratos e as bases regulatórias da Susep e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Amanhã, quinta-feira, 21 de setembro, último dia da Conferência, estarão em pauta outros temas que estão na agenda de trabalho da Susep e de todo o setor, como os novos desafios da previdência e a inovação no mercado de seguros.

8ª CONSEGURO debate a regulação e o desenvolvimento do mercado de seguros

Fonte: CNseg

O ajuste fino da regulamentação é o principal desafio para um avanço efetivo do mercado segurador brasileiro. Sabe-se que uma regulamentação excessiva eleva custos das empresas, encarece serviços e, no final das contas, limita o crescimento e afeta o acesso do consumidor final, sobretudo em dias de renda reduzida das famílias e de desemprego elevado.

O diagnóstico parece ser um consenso do primeiro painel que discutiu a regulação e o desenvolvimento do mercado segurador, neste segundo dia da plenária principal da 8ª CONSEGURO. Cinco participantes, entre debatedores, palestrante e moderador, apontaram alguns dos caminhos para azeitar a regulamentação, tornando-a pró-mercado sem negligenciar a proteção do consumidor ao mesmo tempo. Do debate participaram o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, moderador do painel, os diretores Paulo dos Santos (Susep) e Leandro Fonseca (ANS), Priscila Grecov (Ministério da Fazenda)- debatedores- com a palestra principal a cargo de Gustavo Binenbojm.

Ficou claro que os espíritos estão desarmados para discutir ajustes e introduzi-los para fomentar o crescimento. Até porque o setor de seguros pode ser um parceiro de primeira hora para manter a estabilidade da renda das famílias em situação de vulnerabilidade, assegurar o retorno à atividade econômica ou a não interrupção dos serviços de empresas afetadas por algum infortúnio, oferecer funding para investimentos de longo prazo (infraestrutura ou logística), além de ser uma fonte de complementação da renda de aposentados, enumerou a secretária-adjunta de Políticas Microeconômicas do Ministério da Fazenda, Priscila Grecov, ao reconhecer excessos no marco regulatório que precisam ser revistos, ainda que, no passado, tenham cumprido objetivos relevantes em termos prudenciais.

Ela deixou claro ainda que as barreiras à participação externa devem ser reduzidas gradualmente, como no caso do resseguro, devendo ser criadas também normas para acelerar a incorporação de avanços tecnológicos, voltadas para agilizar a autorização de funcionamento de novos players, com benefício para o consumidor.

Em sua palestra, o professor titular da UFRJ, Gustavo Binenbojm, admitiu que a regulação brasileira de seguros não alcançou seu estado de arte. Destacou a instabilidade institucional da Susep, tendo em vista que seus dirigentes não têm mandato fixo (ao contrário da ANS, que cuida da Saúde Suplementar) e podem ser alçados dos cargos por pressão ou interesses políticos ou de governo, e a falta de autonomia financeira dos dois órgãos de supervisão do mercado, como gargalos importantes. “Os reguladores devem ser protegidos de pressões políticas ou de grupos de interesse, porque a regulação deve ser de Estado e não de governos”, disse ele, sugerindo que a Susep, a exemplo do que foi realizado com a CVM, crie mandatos para seus dirigentes.

Ele lembra que a regulação é pouco estável no Brasil, gera custos elevados e não está em linha com práticas comuns nos EUA ou UE, como A Análise de Impacto Regulatório (AIR), ou seja, análise prévia de custos e benefícios sociais e econômicos de cada medida regulatória proposta.

A judicialização e dosemetria das penas administrativas são duas outras questões destacadas pelo especialista. Os reguladores, para ele, devem participar mais ativamente da defesa das normas de mercado perante o Judiciário, no sentido de enriquecer o debate e o conhecimento dos magistrados, impedindo que as regras do jogo sejam afetadas a todo instante por decisões judiciais. Já as sanções administrativas devem ser usadas com mais parcimônia. podendo, quando possível, ser trocadas por mecanismos de ajuste de conduta.

Os representantes da Susep, Paulo dos Santos, e da ANS, Leandro Fonseca, destacaram algumas das iniciativas em cursos nos respectivos órgãos, visando mudanças no marco regulatório previamente discutidas com o mercado. Ambos consideram o diálogo com o mercado um passo importante para a efetividade das normas.

No fim, Marcio Coriolano destacou que a flexibilização regulatória é bem-vinda, precisa ser feita com bastante responsabilidade para ampliar o acesso aos consumidores , que hoje estão não só mais empoderados, conscientes de seus direitos, mas também machucados pela crise, afetados pelo desemprego, descrentes com autoridades e com mercados.

8ª Conseguro: As tecnologias disruptivas e seus impactos no mercado de seguros

Fonte: CNseg

O impacto das tecnologias disruptivas, o surgimento das insurtechs e fintechs e a forma como o setor de seguros vivencia as transformações digitais foram os temas da palestra “Rompendo paradigmas no mercado de seguros”, no 11º Insurance Service Meeting, que acontece paralelamente à 8ª CONSEGURO, no Rio. Com moderação do jornalista e editor-chefe do programa Mundo S/A, da Globo News, João Mostacada, o encontrou teve a participação do diretor da Bradesco Seguros, Curt Zimmermann, e do superintendente de TI da Porto Seguro, Marcos Sirelli.

Mostacada falou sobre o avanço das machines learnings e da inteligência artificial, duas tecnologias ligadas à automação de processos e que transformam a relação entre empresas e consumidores. Diversos setores já estão sendo impactados por esses processos – incluindo a indústria de seguros.

“Essas tecnologias trazem o medo da substituição humana por máquinas. Vivemos um momento até muito parecido com o que as pessoas vivenciaram durante a Revolução Industrial. A diferença é que, agora, o processo automotivo está avançando com muito mais velocidade. As máquinas estão aprendendo a pensar e já podemos ver isso no nosso dia a dia. As atendentes virtuais de telemarketing são um exemplo”, disse Mostacada, acrescentando que as empresas de tecnologias estão apostando alto nesses processos: até 2020, a expectativa é que sejam investidos globalmente cerca de US$ 37 bilhões em pesquisas relacionadas à inteligência artificial.

O jornalista destacou ainda a startup americana Lemonade, seguradora digital lançada em setembro do ano passado e que tem a inteligência artificial como linha mestra. Ao arrecadar US$ 13 milhões junto a investidores, a empresa baseou-se em aplicativos para fechar seguros residenciais a US$ 5 e US$ 35 por mês, para locatários e proprietários – essa nova forma de comercializar seguros substitui corretores e a burocracia por chatbots e machines learnigs, tudo feito sem documentação e de forma instantânea.

Marcos Sirelli disse que “obviamente, o modelo de negócio proposto pela Lemonade é uma ameaça à estrutura convencional do mercado de seguros”. Entretanto, acredita que o estabelecimento desse formato de venda no Brasil não será algo simples. “O mercado de seguros tem suas especificidades, assim como os consumidores brasileiros”.

Segundo ele, novas tecnologias podem ajudar o setor de seguros no que diz respeito à prevenção de riscos. “Imaginem um dispositivo de controle que desliga automaticamente a rede de energia de uma residência ao detectar fatores de riscos? Não é difícil imaginar também uma tecnologia de prevenção de colisão, capaz de mudar a natureza do risco e como o seguro de automóvel é precificado. São dispositivos que nos ajudam a criar novos tipos de serviços e produtos, com novos fluxos de receita e aumento da geração de valor para os clientes”.

O executivo ressaltou ainda que embora a tecnologia seja o carro-chefe na jornada de transformação que a indústria de seguros vai experimentar nos próximos anos, o mercado continuará lidando com questões humanas, que não são facilmente substituídas pela impessoalidade das máquinas. “Seria como dizer que não existe mistério entre as individualidades das pessoas. O rompimento de paradigmas deve acontecer levando em conta os valores éticos e a essência que o mercado de seguros proporciona à sociedade”.

Na opinião de Curt Zimmermann, as mudanças de comportamento da sociedade estão influenciando a indústria de seguros. “Antigamente, os ciclos de desenvolvimento eram mais longos, existiam limitadores, como o custo alto da infraestrutura. Nos dias atuais, as transformações tecnológicas caminham com velocidade”. O diretor citou as inovações que vão proporcionar disrupções na indústria nos próximos anos: além da inteligência artificial e das machines learnings, ele lembrou da tecnologia DLT (Distributed Ledger Technology), mais conhecida como blockchain, que tem potencial para transformar toda a infraestrutura dos serviços financeiros globais.

“O departamento de inovação da empresa tem trabalhado e subsidiado muitas iniciativas que trazem uma tônica diferente para o mercado, a questão colaborativa”, informou Curt, destacando as insurtechs, que surgiram com o propósito de revolucionar o setor de seguros, apresentando novas oportunidades para as empresas se relacionarem com clientes.

Sirelli concordou que as insurtechs estão movimentando o mercado, mas disse temer pela aproximação das grandes seguradoras no processo de criação dessas startups. “Se as seguradoras levarem os riscos, as preocupações e os conhecimentos que são resultados de anos de operação no negócio, será que as ideias e as inovações propostas serão as mesmas? Creio que há um risco iminente de ‘matar’ as novas ideias”.

8ª Conseguro: Apesar da crise política, investidores mantêm interesse pelo Brasil

Fonte: CNseg

O posicionamento do Brasil perante o investidor estrangeiro foi tema da palestra “Brasil: uma perspectiva Global”, no primeiro dia da 8ª CONSEGURO. “O apetite pelo Brasil é muito grande”, disse Christopher Garman, diretor do Eurasia Group, consultoria que avalia riscos políticos para investidores.

Há abundância de capital no mundo. Muitos apostaram que boa parte desses recursos iriam ser direcionados para o crescimento americano. “O fracasso de Donald Trump ajudou o Brasil”, comentou. É certo que o crescimento mundial virá de países como o Brasil, mas é importante que as reformas transformadoras aconteçam. Ele pontua que as micro reformas são tão importantes como as grandes reformas para atrair o capital externo.

Para o analista, o atual governo conseguiu avanços com a reforma trabalhista, tem na agenda as microrreformas e conseguiu uma abertura do pré-sal para rodadas de petróleo e gás. Mas o ponto chave, no entanto, é sobre 2018: quem vai encaminhar essa agenda ambiciosa de reformas?
Para ele, o grande obstáculo para a agenda econômica no Brasil é a ausência de um candidato competitivo pró-reformas em 2018 e que, ao mesmo tempo, se descole do quadro político de corrupção. Segundo os analistas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é a Hillary Clinton do Brasil. Ela perdeu as eleições americanas no ano passado por ter sido identificada pelo eleitor como parte do establishment, ou seja, apoiada pelo governo, de quem o eleitor estava “com raiva”. “Essa raiva elegeu Donald Trump e a aprovação do Brexit”, afirma.

Segundo a Eurasia, esse sentimento de raiva da classe média, que chegou a apreciar um vida mais confortável, com planos de saúde, casa própria, carro zero e educacão privada, mas que perdeu boa parte em função da má gestão pública, pode complicar muito a situação, não só do Brasil, mas como de vários países latinos que realizam eleições presidenciais em 2018. A questão que está no ar é: qual candidato vai surfar essa raiva?

A pesquisa da Eurasia mostrou que a única coisa que une os candidatos é o elevado nível de rejeição: Lula – 66% Alckimin – 73%, Marina Silva – 65%, Henrique Meirelles – 62%. “O antiestablishment será intenso nas eleições de 2018”, aposta o especialista. Ele mostrou um recente estudo que revela que a candidatura do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva não ameaça o mercado. “Mesmo que ele vença os obstáculos e concorra, no segundo turno possivelmente ele pode ser derrotado, caso haja um candidato que atenda aos anseios da população, que levantar uma bandeira antipolítico e, ao mesmo tempo, promova as reformas necessárias e que são impopulares”, disse.

Apesar de toda essa crise política, as empresas seguem em seus propósitos. “Conseguimos fazer um IPO de sucesso no final de agosto mesmo diante de uma crise como essa que se arrasta no Brasil desde 2014”, comentou José Cardoso, presidente do IRB Brasil Re.

Segundo ele, o processo de transformação apoiado em três pilares – gestão de pessoas, gestão operacional e gestão financeira – fez o IRB sair do monopólio de quase 70 anos, mantido até 2007, para figurar entre os principais resseguradores do mundo, ocupando a nona colocação em valor de mercado, com US$ 3,1 bilhões em setembro deste ano, quando passou a ser negociado na B3, no mais elevado padrão de governança.

O IRB, assim como outros resseguradores locais, ainda tem o privilegio da reserva de mercado, que vem sendo reduzida ao longo dos anos. Cardoso afirmou durante o debate que o ressegurador é favorável à desregulamentação do setor de resseguros brasileiro, apesar de ainda existir reserva de mercado para agentes locais, que começou a reduzir de forma gradual. “Estamos preparados para competir com quaisquer outros players”.

O IRB apresentou ROAE de 25,5% nos últimos dois anos, o que, segundo ele, torna a empresa a mais rentável do mundo. E isso foi conquistado com disciplina na política de subscrição, demostrada pelo índice combinado de 92,2% em 2016 e de 86% no primeiro semestre de 2017.

O ressegurador tem um portfolio de investimento superior a R$ 6 bilhões. Bem administrado, gerou ganhos diferenciados, como 125% do CDI nos últimos dois anos e 132% no primeiro semestre de 2017. “Fruto do investimento que fazemos em nossa equipe e da diversificação de mercado e de linhas de negócios. Hoje 32% do nossos prêmios vem do exterior”, afirmou, acrescentando que mesmo com crise é primordial que as empresas sigam em seus propósitos. “Estamos trabalhando muito para ofertar à sociedade produtos inovadores e que realmente atendam as necessidades desta nova economia digital”.