Agenda da Susep é fomentar o mercado de seguros tendo em mente o consumidor

Susep

Como aprimorar a educação securitária e ampliar o acesso da população aos produtos de seguros foram questões que permearam o painel ‘A regulação e o desenvolvimento do mercado de seguros’ nesta quarta-feira, 20 de setembro, como parte da programação da 8ª Conferência Brasileira de Seguros (Conseguro), promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no Rio de Janeiro. De acordo com o diretor de Administração da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo dos Santos, as equipes da autarquia e do ministério da Fazenda vêm trabalhando em sinergia para encontrar meios que possam reduzir os custos regulatórios do setor e disseminar a cultura do seguro na população de forma geral.

“A Susep está desenvolvendo uma metodologia de impacto regulatório”, informou Paulo dos Santos durante a sua fala no painel, ressaltando que a maior parte dos votos do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) são produzidos pela própria autarquia e levados à discussão. “A Susep tem como papel maior fomentar o mercado, mas sempre tendo em consideração o consumidor. O Brasil tem uma capacidade de expansão muito grande, principalmente quando comparado com outros mercados. A Susep com uma certa frequência é procurada por empresas que ainda não operam no país, mas que têm vontade de entrar no mercado brasileiro por conta do seu potencial. Nós precisamos entender o que o nosso consumidor precisa e nem sempre ele mesmo sabe identificar suas necessidades. Então, o nosso grande desafio é conseguir desenvolver produtos adequados”, pontou, sinalizando que atender o consumidor também significa combater o mercado marginal.

Nessa mesma linha, a secretária-adjunta de Política Microeconômica do ministério da Fazenda, Priscila Grecov, corroborou que o mercado de seguros, considerando uma economia como a brasileira, ainda está muito aquém do que poderia ser. A secretária também reiterou o papel da regulação, estabelecido pelo Decreto-Lei nº 73, de 1966, que consiste, entre outros aspectos, em promover a expansão do mercado de seguros, propiciar condições operacionais necessárias para a sua integração no processo econômico do país, evitar a evasão de divisas, firmar o princípio da reciprocidade em operações de seguro, promover o aperfeiçoamento e preservar a liquidez e a solvência das sociedades seguradoras.

A cena de debate também contou com a participação do advogado e professor titular da faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gustavo Binenbojm, que em sua palestra destacou o elevado grau de judicialização do setor de seguros brasileiro. Segundo ele, essa tendência desvaloriza os contratos e as bases regulatórias da Susep e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Amanhã, quinta-feira, 21 de setembro, último dia da Conferência, estarão em pauta outros temas que estão na agenda de trabalho da Susep e de todo o setor, como os novos desafios da previdência e a inovação no mercado de seguros.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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