GrupoGC expande suas soluções para corretoras em DF, SP e Nordeste

Em um mercado de seguros cada vez mais concentrado, corretoras independentes têm buscado nos grupos de corretoras uma alternativa para ampliar sua competitividade. O GrupoGC, formado por 140 corretoras e com movimentação anual de R$ 2,5 bilhões em prêmios, está expandindo sua atuação para o Nordeste, São Paulo e o Distrito Federal.

“O corretor médio hoje precisa escolher entre perder competitividade ou abrir mão da autonomia. Nosso modelo prova que há um terceiro caminho”, afirma José Augusto Brandt, presidente do Conselho de Administração do GrupoGC, em nota divulgada. De acordo com dados internos, corretoras com mais de três anos de parceria registraram aumento médio de 36% na receita, com casos que chegaram a 150% entre 2024 e 2025.

Ele explica que o modelo de parceria do GrupoGC combina padronização e flexibilidade, preservando a identidade das corretoras e oferecendo escala e condições comerciais mais vantajosas por meio de negociações coletivas com seguradoras. Criada ao longo de 15 anos, a metodologia inclui suporte de gestão, programas de capacitação, intermediação comercial em ramos específicos e tecnologias exclusivas para operação.

Agora o grupo busca novas corretoras parceiras nas regiões do DF, SP e Nordeste, que queiram crescer com autonomia, combinando sua expertise com o suporte de uma rede consolidada, acessar vantagens comerciais exclusivas e integrar-se a um ecossistema que potencializa a transformação do mercado de seguros.

FM Seguros obtém licença para operar como seguradora no Brasil

A FM, uma das maiores seguradoras de propriedades comerciais do mundo, anunciou que sua subsidiária integral, FM Seguros S.A., obteve licença para operar como seguradora no Brasil. Com sede em São Paulo, a nova operação representa um marco significativo na expansão estratégica da empresa e permitirá oferecer cobertura aos clientes como seguradora licenciada em todo o território nacional a partir de 2026.

Por aproximadamente quatro décadas, a FM operou no Brasil por meio de sua rede de seguradoras parceiras. A nova licença para operar diretamente como seguradora primária fortalece a presença da empresa na América Latina e complementa seu status existente como resseguradora admitida no país. A mudança permitirá que a FM estabeleça parcerias ainda mais próximas com as maiores empresas e corretoras do Brasil, oferecendo acesso direto ao seu modelo de negócios diferenciado, focado na crença de que a maioria das perdas patrimoniais pode ser prevenida.

“Estamos entusiasmados em trazer nossa filosofia de parceria e nosso capital, pesquisa e expertise em engenharia diretamente para as empresas brasileiras, ajudando-as a construir mais resiliência e proteger seus negócios para o futuro”, diz Monica Yasutomi, sênior VP da Operação América Latina da FM, em nota. “Este é um passo natural e estratégico em nossa jornada de quase meio século na América Latina. O Brasil é um mercado-chave, e a obtenção desta licença reforça nosso compromisso de longo prazo com nossos clientes na região”, completa.

Segundo Yasutomi, a transição para o modelo de seguradora direta será gradual. A FM Seguros planeja iniciar suas operações de seguros em 2026, trabalhando em estreita colaboração com seus parceiros, corretores e clientes atuais para garantir uma migração suave e eficiente nos próximos anos.

“Nossa abordagem é única. Atuamos como parceiros de nossos clientes-proprietários para entender profundamente os riscos que podem impactar a continuidade de seus negócios”, aponta Daniel Patavino Mazzi, presidente da FM Seguros no Brasil. “Trabalhar com líderes empresariais como uma seguradora local no Brasil nos permitirá aplicar nossa expertise em engenharia de forma ainda mais eficaz, tomando decisões de gerenciamento de risco que combinam a melhor prevenção de perdas com uma proteção de seguro robusta para nossos clientes.”

A licença da FM no Brasil está alinhada com a crescente influência do país como motor econômico. Com seu vibrante cenário de negócios, o Brasil oferece à FM uma oportunidade estratégica para expandir sua presença e fornecer soluções personalizadas, impulsionadas por sua expertise global.

Zurich Seguros busca a neutralidade de carbono em operações próprias até 2030

A Zurich Seguros tem como meta a neutralidade de carbono em operações próprias até 2030, a redução de 50% das emissões financiadas até 2040 e a meta de emissões líquidas zero para emissões seguradas até 2050. Os objetivos fazem parte da estratégia de sustentabilidade 2025–2027 da companhia, que integra governança, produtos e processos a metas globais. Entre as ações de destaque no Brasil, o destaque ficou por conta do Fundo de Catástrofe, que garante resposta rápida e apoio direto a comunidades afetadas por eventos climáticos extremos no país.

Os dados foram apresentados em encontro presencial com jornalistas especializados na cobertura do setor de seguros, no dia 14 de agosto, tendo como objetivo aprofundar o diálogo sobre sustentabilidade, inovação e gestão de riscos no setor. Participaram do bate-papo Fábio Leme, diretor executivo de Linhas Pessoais, Marketing e Clientes; Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes; Nathalia Abreu, gerente executiva de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa; e José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos.

“Mais do que apresentar iniciativas, este encontro foi uma oportunidade de fortalecer o relacionamento com a imprensa especializada e seu papel na conscientização do setor sobre sustentabilidade e mudanças climáticas. Compartilhar como estamos integrando a sustentabilidade ao core business da Zurich, desenvolvendo soluções concretas para os desafios climáticos e de mercado, é essencial nesse movimento”, destaca Fábio Leme.

Bailone trouxe informações sobre o Climate Spotlight Core, solução que combina ciência climática e dados geoespaciais para apoiar empresas e governos na adaptação a cenários futuros. Com base em informações científicas, a ferramenta permite avaliar vulnerabilidades, projetar riscos até 2100 e orientar estratégias de mitigação e adaptação.

A agenda da Zurich para a COP30 também esteve no centro das discussões. A companhia será uma das apoiadoras da exposição Amazônia, de Sebastião Salgado, e participará ativamente de painéis e fóruns multissetoriais, reforçando seu compromisso de longo prazo com a sustentabilidade e o papel do setor segurador na transição para uma economia resiliente e de baixo carbono.

Café ConVida da Bradesco Vida e Previdência apresenta teatro de vendas com simulações de clientes

Ricardo Campos e Fabio Magalhães Bradesco Seguros

A Bradesco Vida e Previdência realizou nesta quarta-feira (13) mais uma edição do Café ConVida, encontro virtual que reuniu mais de dois mil corretores e profissionais da companhia para debater ideias, compartilhar aprendizados e refletir sobre práticas comerciais que geram valor para o cliente. O foco desta edição esteve na personalização do atendimento e na relevância do corretor como agente estratégico na construção de soluções alinhadas às necessidades reais dos segurados. Como novidade, foi apresentado um teatro de vendas com diversas simulações de clientes. 

Essa foi a primeira participação de Fabio Magalhães, diretor Comercial da Bradesco Vida e Previdência, no evento. Em sua fala, ele destacou a iniciativa como um espaço estratégico para refletir sobre práticas comerciais e fortalecer a parceria com os corretores. “Estar aqui é vivenciar como a troca de experiências pode transformar desafios em oportunidades. Quando entendemos o que realmente importa para cada cliente, seu momento de vida, suas prioridades e possibilidades, conseguimos entregar soluções que fazem sentido e geram valor de forma real e duradoura”, afirmou. 

Francisco Rosado e Carlos Picini, diretores da Bradescor, marcaram presença no evento e ressaltaram o papel do corretor como elo de confiança entre a empresa e os segurados. Ambos reforçaram que a escuta ativa é uma ferramenta essencial para compreender o cliente com profundidade, fortalecer vínculos e ampliar a geração de valor percebida. 

Ricardo Campos, superintendente sênior de Negócios da Bradesco Vida e Previdência, complementou a discussão ao destacar que o corretor é responsável por traduzir o valor das soluções oferecidas. “Preço e valor são conceitos distintos. Quando o corretor entende profundamente as expectativas do cliente, ele mostra que o produto representa mais do que uma cobertura: é proteção, tranquilidade e segurança em momentos decisivos da vida”, explicou. 

A programação contou ainda com a participação de Fernanda Boechat, instrutora da plataforma de capacitação do Grupo Bradesco Seguros, Universeg, e de Edgard Rufino, executivo de Negócios da Bravend, que trouxeram dicas práticas e experiências voltadas ao dia a dia comercial dos corretores, com foco em estratégias de abordagem e construção de relacionamento. 

HDI Seguros inclui Carta Verde automaticamente nos seguros de auto contratados em estados de fronteira 

A HDI Seguros – marca do Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do país – anuncia uma novidade para o seguro Carta Verde, documento obrigatório para veículos que circulam entre países do Mercosul – Argentina, Uruguai e Paraguai. A partir de 9 de agosto, todos os clientes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul que contratarem os produtos Auto Perfil, Auto Funcionário ou Auto Básico terão automaticamente o Carta Verde incluído em sua apólice, sem necessidade de contratação separada. 

Até então, o Carta Verde era um seguro contratado à parte e com abrangência limitada apenas aos CEPs das cidades de fronteira. Com a mudança, todos os segurados dos quatro estados passam a ter direito a ele automaticamente ao contratar o seguro de Auto – com validade durante todo o período da apólice. O documento pode ser acessado diretamente pelo aplicativo do cliente HDI, onde é possível salvar ou imprimir o certificado. 

A medida representa uma das principais novidades dos seguros de automóvel da HDI neste ano. Além de tornar o processo de contratação mais simples para o corretor e o cliente, o novo modelo reforça o compromisso da HDI com a personalização de soluções para diferentes realidades regionais, especialmente em locais de fronteira. 

“O novo modelo do Carta Verde é um passo importante na nossa estratégia de regionalização, pois entende as necessidades específicas de quem vive em estados com acesso rodoviário direto ao Mercosul. Agora, com essa cobertura integrada, o processo fica mais ágil e vantajoso para todos”, afirma Carla Oliveira, diretora de Auto do Grupo HDI. 

A nova dinâmica também melhora a percepção de custo, já que o valor do Carta Verde passa a ser incorporado ao prêmio total, eliminando dúvidas sobre cobranças extras. Para os demais clientes HDI que residem fora desses estados ou não contratam o seguro de automóvel, ainda é possível adquirir a cobertura de forma avulsa, diretamente pelo Portal do Corretor. 

“Nosso objetivo é facilitar a vida de quem precisa de proteção real e adequada ao seu dia a dia. Com essa mudança, garantimos que nossos segurados estejam prontos para cruzar fronteiras com tranquilidade e que os corretores tenham mais autonomia e simplicidade na venda”, conclui Carla.

Grupo Exalt investe em expansão e revela nova estratégia para o mercado 

Grupo Exalt, Alexandre Federman.

por Karem Soares

Com foco na expansão e na apresentação da nova proposta de valor, o Grupo Exalt anunciou um novo posicionamento, solidificando sua atuação como uma aceleradora para corretores e empresários do setor. A estratégia de expansão já foi iniciada e apresentada aos parceiros em dois eventos realizados em agosto.

No dia 7 de agosto, o Exalt Next recebeu os associados em Indaiatuba, São Paulo. Na ocasião, a nova proposta de valor foi detalhada, oferecendo um ciclo de benefícios para impulsionar e acelerar as corretoras do grupo.

A nova jornada foi apresentada aos executivos das seguradoras, no dia 14 de agosto, em São Paulo. A empresa se posicionou como um hub capaz de potencializar os negócios das companhias, canalizando suas demandas para a rede de corretores associados. 

“Estamos em um momento de transformação. Agora, atuamos como um hub onde as seguradoras se conectam, e as negociações são impulsionadas diretamente pelos corretores associados do grupo. Criamos uma série de canais para que nossos parceiros possam potencializar sua rentabilidade ao empreender. Com o fim da primeira fase de implantação do projeto de expansão, afirmo que já concluímos uma etapa importante de crescimento”, explicou o CEO do Grupo Exalt, Alexandre Federman. 

A iniciativa transforma o potencial de um simples grupo de corretores em uma aceleradora de negócios. A proposta de valor está alinhada com as necessidades dos corretores e das seguradoras parceiras, para potencializar o aumento na demanda de novos negócios e na rentabilidade relacionada à comercialização de apólices. 

“Parabéns ao Grupo Exalt por este novo momento de expansão e inovação. O rebranding e a estratégia de qualificação mostram a força e a visão de futuro da empresa. Seguimos com a MAPFRE para fortalecer nossa parceria e gerar grandes resultados. Sucesso, Alexandre, para você e todo o time!”, declarou Karine Brandão, diretora Executiva do Canal Corretor. 

O Grupo Exalt reforça o seu compromisso de oferecer suporte e ferramentas que ajudem seus associados a prosperar no mercado. O novo modelo é focado no desenvolvimento do negócio, na capacitação e na busca por resultados sustentáveis, consolidando a empresa como um pilar de inovação no setor.

O diretor de Desenvolvimento de Produtos e Dados da MetLife Brasil, Jaime Neto, compartilhou suas expectativas em relação à nova fase do Grupo Exalt. “Espero que novos ramos, novos negócios, parcerias e setores nos quais a Exalt ainda não atua sejam explorados. Que novos corretores de outras regiões se juntem ao grupo, trazendo diversidade, o que, acredito, impulsionará o potencial e a produção da empresa no mercado nos próximos anos”, concluiu.

Grupo Bradesco Seguros realiza a 8ª edição do Insurance & Innovation Talks

O Grupo Bradesco Seguros promove no dia 25 de agosto, das 9h30 às 12h, a 8ª edição do Insurance & Innovation Talks. Com o tema “Comportamento x Tecnologia: Um novo olhar para seguros”, o evento reunirá especialistas e profissionais do setor para discutir como as mudanças tecnológicas e comportamentais estão moldando o futuro do mercado segurador. A iniciativa conta com parceria da Microsoft e será realizada em formato híbrido, com vagas presenciais limitadas no Inovabra Habitat, em São Paulo. As inscrições podem ser realizadas aqui.

“A proposta do Insurance & Innovation Talks é provocar reflexões sobre os rumos do setor de seguros diante das transformações que vivemos. Nesta edição, ampliamos o debate para entender como a inteligência artificial generativa e as mudanças de comportamento dos consumidores impactam diretamente nossos produtos, serviços e a experiência do cliente”, afirma José Loureiro, Diretor de Inovação, Digital e Dados do Grupo Bradesco Seguros.

Programação

9h30 | Abertura – Boas-Vindas Bradesco Seguros & Microsoft

Giovanna Zambrini, Analista de Inovação na Bradesco Seguros, e Renata de Almeida, Diretora de Contas na Microsoft

9h45 | A Nova economia e o Consumidor Acelerado

Giovanna Dela Marta, Analista de Pesquisa e Inovação na Bradesco Seguros

10h10 | Criação de Agentes de IA: Oportunidades no setor de Seguros

Marcus da Rocha, Executivo de Vendas LowCode & Automação na Microsoft

11h05 | Painel: IA, comportamento e o futuro dos seguros

Bruno Silva, CTO na Microsoft, Guilherme Haraguchi, Superintendente Sênior de Inovação na Bradesco Seguros, e Giovanna Dela Marta

Serviço

Evento: Insurance & Innovation Talks – 8ª edição
Tema: Comportamento x Tecnologia: Um novo olhar para seguros
Data: 25 de agosto de 2025
Horário: das 9h30 às 12h (welcome coffee a partir das 9h)
Formato: Híbrido (presencial + online)
Local: Inovabra Habitat – Rua da Consolação, 2302 – Consolação, São Paulo – SP
Inscrição gratuita: sympla.com.br/evento/insurance-innovation-talks-8-edicao

Seguro rural deve se tornar obrigatório e expõe desafio de ampliação da cobertura no país

por Howden

O governo federal deve anunciar até setembro um novo modelo de seguro rural, que poderá se tornar obrigatório para produtores que buscam acesso ao crédito agrícola com subsídios públicos. A proposta, voltada à safra 2025/26, faz parte da estratégia de fortalecer o Plano Safra e ampliar a resiliência da produção agropecuária frente aos riscos climáticos. Ao atrelar a contratação de seguro ao financiamento, a iniciativa busca reduzir perdas, ampliar a cobertura e dar mais previsibilidade tanto aos produtores quanto aos agentes de crédito.

A Howden Re, divisão global de resseguros da Howden, avalia que a proposta representa um avanço estratégico para o financiamento agrícola. No entanto, a empresa faz um alerta: a medida só trará os benefícios esperados – como redução do custo do crédito e maior previsibilidade – se vier acompanhada de uma expansão efetiva da capacidade de cobertura das seguradoras e resseguradoras que atuam no país.

Segundo Arthur Sanches, diretor de Contratos da Howden Re Brasil, a proposta visa interligar crédito rural e proteção contra riscos climáticos de forma mais eficiente. Com o novo modelo, produtores teriam acesso a financiamentos com taxas mais competitivas, mediante a contratação de seguros compatíveis com suas operações.

“O objetivo do governo com essa medida é tornar o acesso ao crédito agrícola mais barato. O seguro, nesse contexto, oferece proteção contra eventos que podem comprometer a capacidade de pagamento ao agente de crédito, uma vez que, em caso de perda segurável, o beneficiário recebe a compensação para arcar com parte das obrigações.”

A proposta do Ministério da Agricultura também inclui a adoção mais ampla do seguro paramétrico, baseado em índices climáticos como volume de chuvas ou temperatura, em vez da comprovação direta de perdas.

“O seguro paramétrico é uma alternativa interessante para tentar reduzir o custo da contratação. Essa modalidade baseia-se em parâmetros predefinidos, como índices climáticos, para determinar o pagamento de indenizações, sem a necessidade de avaliação individualizada das perdas”, destaca Sanches. Segundo o especialista, esse modelo permite liquidações mais rápidas e maior transparência, além de facilitar o acesso à cobertura por pequenos e médios produtores.

Embora a proposta tenha potencial transformador, a corretora chama atenção para um ponto crítico: se a demanda por seguros aumentar significativamente, como se espera com a vinculação ao crédito rural, mas a oferta de cobertura não for ampliada na mesma proporção, os custos podem subir.

“A lei da oferta e da demanda sugere que, com uma demanda maior que a oferta, os preços tendem a subir, já que os vendedores podem cobrar mais devido à escassez. Dessa forma, essa medida deveria ser acompanhada de políticas voltadas ao aumento da oferta de capacidade das seguradoras e resseguradoras, garantindo que haja cobertura suficiente para atender todos os fazendeiros e agentes de crédito com a devida proteção, conclui Arthur.

IRB(Re) lucra R$ 142 milhões no segundo trimestre, alta de 102%

O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 143,6 milhões no segundo trimestre de 2025, alta de 120% em relação ao 2T24, mantendo sequência de dez trimestres no positivo. No acumulado do semestre, o lucro foi de R$ 262,2 milhões (+82%), e, nos últimos 12 meses, somou R$ 491 milhões. O resultado foi impulsionado pelo avanço expressivo do resultado de subscrição, que atingiu R$ 229 milhões no trimestre (+579% ante 2T24), com destaque para as carteiras de Patrimonial e Rural.

O prêmio retido de P&C, principal negócio do ressegurador, cresceu 14,5% no trimestre e 19,5% nos últimos 12 meses, enquanto a carteira de Vida passou por retração devido à estratégia de limpeza. O índice combinado total caiu para 90%(95% sem efeitos pontuais), refletindo melhora na sinistralidade (52%) e no comissionamento (21%).

O resultado financeiro e patrimonial foi estável, em R$ 162,4 milhões, com ativos sob gestão de R$ 8,9 bilhões (59% no Brasil e 41% no exterior). A suficiência de capital atingiu 237%, 51 p.p. acima de um ano antes.

Pela metodologia IFRS 17, o lucro líquido foi de R$ 107 milhões, influenciado por ajustes nas taxas de desconto. A administração reforçou o foco em rentabilidade, seleção de riscos e crescimento em mercados mais lucrativos, especialmente no exterior e na América Latina.

“Ressalto que o lucro líquido dos seis primeiros meses de 2025 já é 82% a mais do que entregamos no mesmo período de 2024. Mais uma vez, olhando a trilha dos últimos 12 meses, conseguimos observar claramente a evolução da companhia. As curvas do resultado de subscrição e do resultado líquido são crescentes e positivas. Além disso, o índice combinado da carteira P&C está próximo do que consideramos adequado. Seguimos comprometidos com resultados sustentáveis, no longo prazo, com foco na rentabilidade do nosso negócio”, comentou Marcos Falcão, CEO do IRB(Re), em nota.

Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re), destaca que na América Latina as renovações dos negócios ocorrem em abril, junho e julho, sendo julho o mês de maior concentração de contratos. “Sem entrar em detalhes dos números, que serão objeto do terceiro trimestre, posso adiantar que renovamos importantes contratos na Argentina, Peru, Colômbia e México. Nesses mesmos países, conseguimos subscrever também novos negócios e aumentar a participação em negócios que já estavam em nossa carteira. Seguimos com nossa estratégia de crescimento com rentabilidade.”

CNseg: portos e aeroportos do país devem contar com seguros em infraestrutura e concessões

por CNseg

Nesta quarta-feira (13), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) formalizou a adesão, junto a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República (SEPPI-CC-PR) ao protocolo de intenções que vai aprimorar os seguros em projetos de infraestrutura de portos e aeroportos, visando facilitar parcerias com o setor privado.

Em 2024, a CNseg e a SEPPI já haviam assinado a parceria na elaboração de um estudo que visa fornecer informações técnicas, jurídicas e econômicas para subsidiar a construção de políticas e práticas de seguros que sejam mais efetivas e adequadas ao contexto brasileiro, garantindo a mitigação de riscos e a atração de investimentos em projetos de infraestrutura.

Para o ministro Silvio Costa Filho, os desafios propostos, principalmente durante as enchentes no estado do Rio Grande do Sul, que inviabilizaram a operação do aeroporto da capital, apontaram que o setor deve aprimorar a adesão de seguros mais abrangentes dentro das concessões públicas.

“Eu acho que a gente teve, de certa forma, um grande desafio no ano passado, que foi no aeroporto de Porto Alegre, e a partir daí, todos nós começamos a fazer uma reflexão sobre essa agenda de seguros das concessões do Brasil. Eu acho que tudo isso vai fazer com que a gente possa, efetivamente, avançar numa pauta mais estruturante e que dê segurança, não só para quem quer investir, mas também que gere segurança para o poder público e, ao final, para a população brasileira. Acho que essa parceria vai servir de legado às futuras gerações”, destacou.

Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, com essa parceria assinada junto ao MPOR, a infraestrutura do país começa a olhar para a proteção do patrimônio público, para o longo prazo, para os riscos e para a preservação dos ativos.

“Hoje é uma marca histórica dessa relação entre o setor de seguros e a infraestrutura brasileira. Então acho que a gente começa aqui uma jornada. Saliento aqui a importância da parceria com a SEPPI, com o Ministério, pois a intenção do nosso trabalho aqui é desenvolver uma via prática e um conjunto de cláusulas claras e objetivas, em que a gente realmente traz para a União a efetiva proteção desses ativos públicos e do patrimônio dos brasileiros”, informou.

Esse protocolo de intenções resultará na elaboração de um Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e PPPs, que também contará com ações que contemplem temas relacionados às áreas de Portos e Aeroportos. A publicação já está sendo desenvolvida e deve ser finalizada em novembro deste ano.