Zurich mapeia avanço da gestão de riscos cibernéticos no Brasil e identifica fragilidades ainda recorrentes

Jose Bailone

por Zurich

Um estudo inédito da Zurich, realizado entre 2020 e 2024, revelou uma evolução significativa na maturidade das grandes empresas brasileiras em relação à gestão de riscos cibernéticos. O percentual de organizações com classificação de risco considerada insatisfatória ou ruim caiu de 93% para 55% no período, evidenciando um avanço gradual, mas consistente, na forma como empresas de diferentes setores vêm se preparando para enfrentar ameaças digitais.

As análises abrangeram um total de 577 empresas ao longo de 4 anos, todas com faturamento superior a US$ 10 milhões e pertencentes a uma ampla variedade de setores da economia, como indústria de base, energia, tecnologia, saúde, ensino, transporte, varejo e serviços jurídicos. O número de empresas avaliadas variou ao longo dos anos, incluindo companhias seguradas e não seguradas.

Foram avaliados 23 fatores de riscos de segurança da informação, desde a gestão de ativos, governança, controle de acessos e monitoramento, até planos de resposta a incidentes e recuperação de desastres. O estudo foi construído com base em entrevistas técnicas estruturadas, conduzidas por profissionais do time de Engenharia de Riscos da Zurich, que também entregaram recomendações de melhoria personalizadas às empresas avaliadas.

“Em 2024, 45% das empresas foram avaliadas com uma gestão de risco boa ou excelente, em comparação a 7% em 2020. A evolução na maturidade de riscos das empresas brasileiras é evidente, impulsionada por fatores como o aumento da frequência e da sofisticação dos ataques, a adoção de regulamentações como a LGPD, que impuseram novas responsabilidades às organizações, e o crescimento da conscientização por parte da alta liderança sobre os impactos dos riscos cibernéticos nos negócios”, explica José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos e Subscrição de Ramos Elementares da Zurich Seguros.

O executivo ainda pontua que, a partir de 2022, é possível observar uma curva ascendente contínua na melhoria da gestão de risco nas empresas. “Os anos anteriores foram marcados pelo pico da pandemia, que necessariamente acelerou a digitalização das empresas brasileiras, muitas vezes de forma desordenada. É natural que a ampliação da exposição e os aprendizados tenham levado, nos anos seguintes, a uma melhora da gestão do risco”, aponta Bailone.

No entanto, o executivo chama a atenção para o fato de que, apesar da melhora substancial, a maioria das empresas ainda está em um nível considerado insatisfatório ou ruim de maturidade. “Ainda há um grande caminho pela frente. Esse estudo nos permite compreender, com base em dados concretos, quais são os principais desafios de segurança da informação hoje para as grandes empresas no Brasil”, destaca.

Onde estão os principais gaps

Além de mapear os avanços, o estudo também identificou quais são os principais pontos de atenção que ainda comprometem a maturidade cibernética das empresas brasileiras.

Segundo Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras da Zurich Seguros, as deficiências observadas não estão necessariamente ligadas à ausência de grandes investimentos. “Existem, sim, riscos associados a deficiências tecnológicas, como equipamentos e sistemas, que demandam um investimento maior. Mas as principais lacunas podem ser corrigidas com governança, processos bem definidos e capacitação técnica”, pontua a executiva.

Abaixo, os principais aspectos mais recorrentes entre as organizações avaliadas:

  • Ausência de um plano estruturado para lidar com incidentes cibernéticos: ou, quando o têm, as empresas deixam de testá-lo regularmente ou de registrar os aprendizados obtidos. Isso compromete a capacidade de reagir de forma ágil e coordenada a um ataque digital, o que pode gerar prejuízos operacionais e reputacionais significativos.
  • Falta de preparo para a recuperação em caso de falhas ou ataques: muitas empresas não possuem um plano de recuperação de desastres, com estrutura adequada e testes periódicos, há maior risco de paralisação prolongada das operações e perda de dados críticos.
  • Dificuldade em identificar comportamentos suspeitos dentro do ambiente digital: inexistência de sistemas robustos de monitoramento contínuo, que permitem detectar rapidamente atividades anômalas — como acessos indevidos ou movimentações incomuns de dados — e agir antes que um ataque cause danos maiores.
  • Controles de acesso pouco eficazes: falta de autenticação de dois fatores (2FA), um recurso básico que adiciona uma camada extra de proteção além da senha. Isso aumenta o risco de acessos não autorizados a sistemas e informações sensíveis, especialmente em contextos de ataques por phishing ou engenharia social.
  • Uso limitado ou inadequado de ferramentas de proteção digital: mesmo soluções conhecidas, como firewall, segmentação de rede ou filtros de conteúdo e e-mail, muitas vezes estão ausentes ou mal configuradas. Essas ferramentas são fundamentais para bloquear ameaças, limitar movimentações maliciosas na rede e proteger dispositivos e dados contra vazamentos ou invasões.

O papel do mercado segurador

O levantamento teve como base a metodologia da Zurich, aplicada por engenheiros especializados em segurança da informação e baseada no framework internacional NIST — referência global em boas práticas de cibersegurança.

Além do nível de maturidade das empresas e dos principais gaps, o estudo também mostra que as empresas que contaram com o acompanhamento das recomendações pela equipe de engenheiros da Zurich melhoraram a qualificação do risco cibernético em 22%, em média.

“O trabalho de avaliação de risco e recomendações qualificadas da engenharia de riscos da Zurich foi fundamental para redução das fragilidades das empresas, mesmo que não tenham contratado o seguro”, pontua Tiago Santana, Superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich. “Isso reforça o papel deste mercado, que vai muito além da oferta do seguro e valoriza a prevenção, com acompanhamento técnico contínuo e adoção de medidas estruturadas para a elevação do nível de proteção”, defende a executivo.

Segundo Tiago, ao consolidar essas análises, é possível orientar os clientes com mais assertividade na definição de prioridades e no fortalecimento de seus processos. “Proteger uma empresa contra riscos cibernéticos envolve, sobretudo, clareza sobre os próprios pontos frágeis e disposição para evoluir continuamente. Nosso papel é contribuir tecnicamente com esse processo, apoiando o mercado na construção de ambientes mais resilientes”, defende.

Segundo o executivo, a Zurich tem buscado ampliar seu apoio técnico às empresas, reforçando o papel do setor como aliado na construção de ambientes mais preparados. A empresa acaba de lançar uma novidade: o programa+Resiliência, um conjunto de serviços especializados em segurança da informação para clientes do produto Zurich Cyber Solutions.

Os serviços do +Resiliência foram cuidadosamente desenvolvidos com base nesse estudo, garantindo que as soluções atendam de forma direcionada às principais necessidades dos clientes. Ao contratar o seguro cibernético, a empresa recebe créditos que podem ser trocados por diferentes benefícios como treinamentos, avaliações e serviços técnicos, de forma flexível e personalizada.

“Os serviços que estamos disponibilizando se somam à proposta de valor do seguro. Como os clientes podem escolher quais serviços usar, estamos aliando proteção e prevenção de maneira personalizada, fazendo jus ao nosso produto, que, muito mais do que um seguro, se propõe a ser um conjunto de soluções de gestão de riscos cibernéticos para o cliente”, conclui Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras da Zurich Seguros

CQCS Insurtech & Inovação lança Presença Negra, projeto que reforça a inclusão no mercado de seguros

O CQCS Insurtech & Inovação 2025 dá um passo importante no compromisso com a diversidade ao lançar o Presença Negra, um projeto autoral construído para ampliar a visibilidade, o acesso e o protagonismo da comunidade negra no mercado de seguros. A proposta vai além da participação pontual no evento e busca consolidar uma rede contínua de oportunidades, conexão e valorização.

Coordenado por Alexandrina Filha com apoio de Adriane Sacramento, Gabrielly Marqueton, Hélen Calazans e Marília França, além de profissionais que contribuíram ativamente para o seu desenvolvimento, como Evanildo Souza (Porto Seguro) e Rafael Mendonça (Aon), o projeto foi pensado com cuidado desde o início. Referências do setor foram mapeadas, especialistas da indústria convidados e lideranças consultadas para a construção de um formato em conjunto com a própria comunidade negra.

O Presença Negra parte da escuta e do debate aberto para definir ações concretas que se materializam no evento e com expectativas que se mantenham pós-evento. A definição do propósito (garantir a inclusão e protagonismo) foi o ponto inicial do projeto, seguida da identificação de lideranças e profissionais do setor até o envio de convites e desenho de formato. Cabe destacar que tudo passou por validação coletiva, com a comunidade envolvida.

Durante o CQCS Insurtech& Inovação 2025, o Presença Negra contará com ações como ampliação de acesso por meio de cupons de desconto nos ingressos; homenagens a lideranças negras, incluindo uma sala dedicada a uma personalidade de destaque do setor; presença de anfitriões e palestrantes negros nos painéis; a mentoria “Conectando Talentos”, aproximando jovens profissionais de lideranças do mercado; e elementos de representatividade visual, como banners com fotos de profissionais negros e broches com a marca do projeto.

A expectativa é que, após o lançamento no CQCS Insurtech & Inovação 2025, onde as ações sairão do papel, a manutenção da rede seja contínua.

Para Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, o projeto é um marco: trata-se de “uma das iniciativas mais importantes já empreendidas pelo CQCS em 24 anos”. O executivo ressalta que a construção garante “que a própria comunidade negra defina o modelo e a forma de participação no evento” e que “lideranças negras inspirando os mais jovens” ajudam a consolidar “um mercado mais inclusivo, mais equânime e, principalmente, mais verdadeiro”.

Quem constrói
Além do time do CQCS e dos profissionais citados acima, também integram o projeto: Carla Paixão, Carlos de Paula, Caroline Santos, Cesar Pedro, Denis William, Gabriel Rodrigues, Igor Sabino, Ivanildo Sousa, Joyce Barbosa, Kleber Ferreira, Mariano Souza, Narely Nicolau, Samira Baptista, Samira Santana, Sandra Ribeiro, Solange Guimarães, Thereza Moreno, Vanessa Passos, Veridiana Silva, Victor Albuquerque e Viviane Elias.

Generali patrocina RPE Summit 2025 e reforça compromisso com inovação e experiência do cliente no varejo  

A Generali Brasil foi uma das patrocinadoras do RPE Summit 2025, realizado em 14 de agosto, em São Paulo. A participação no evento reforça a estratégia da seguradora de estar presente em espaços que fomentam a inovação, promovem conexões estratégicas e fortalecem o relacionamento com importantes parceiros do setor varejista. 
 

Como parte da programação, a diretora Comercial e Marketing da Generali, Claudia Lopes, foi entrevistada ao vivo no podcast No Varejo. A executiva abordou o tema “Experiência do Cliente: estratégias para encantar, fidelizar e gerar valor no varejo”, compartilhando a visão da companhia sobre a importância de colocar o consumidor no centro das decisões, antecipar necessidades e adotar práticas que elevem a satisfação e a confiança dos segurados. 
 

Durante a conversa, Claudia compartilhou a experiência de estruturar com sucesso a área de CX (Experiência do Cliente) na seguradora. A diretora ressaltou que a governança sólida de uma multinacional foi determinante para viabilizar o projeto. “A iniciativa de CX nasceu globalmente, pois a Generali identificou que a melhor forma de se diferenciar era oferecer uma jornada superior aos clientes”. 
 

Segundo ela, a Generali Brasil buscou equilibrar a antiga cultura voltada exclusivamente para resultados com uma nova abordagem, centrada no cliente. “Capacitamos nossas equipes e elegemos representantes de cada área como Embaixadores do Cliente. A estratégia de CX passou a ser um objetivo comum a toda a companhia”. 
 

O podcast também explorou temas como a aplicação de tecnologia no atendimento. “Utilizamos IA no WhatsApp, mas contamos com sistemas inteligentes que direcionam o consumidor a um atendente humano quando necessário, evitando que a interação entre em looping”, explicou. A seguradora também investiu em alternativas para tornar as informações mais claras. “Produzimos vídeos para explicar produtos e o processo de abertura de sinistros, além de revisar formulários e textos para simplificar a linguagem”. Essas ações contribuíram para aumentar o NPS da empresa em mais de 30% em relação a 2024. 
 

Com foco em conteúdo de qualidade e oportunidades exclusivas de relacionamento, o encontro reuniu executivos e tomadores de decisão dos setores de varejo, tecnologia, bancos e fintechs, criando um ambiente propício para troca de ideias e construção de parcerias de valor. 

Ao apoiar a iniciativa, a Generali reafirma seu compromisso em desenvolver soluções que respondam às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico e orientado pela experiência do cliente, garantindo proteção e segurança em cada interação.

Gallagher conclui aquisição da AssuredPartners por US$ 13,45 bilhões

A Arthur J. Gallagher & Co. anunciou nesta segunda-feira que concluiu a aquisição da AssuredPartners por US$ 13,45 bilhões. O negócio, que havia sido adiado devido à revisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, já era esperado para este trimestre.

A transação inclui US$ 316,15 milhões em prêmios de ações para 572 ex-funcionários da AssuredPartners que se juntaram à Gallagher no acordo, com períodos de aquisição variando de imediato até cinco anos.

Os prêmios serão avaliados com base no preço de fechamento das ações da Gallagher em 15 de agosto, de US$ 292,72, e estão sujeitos aos termos e condições dos acordos entre a Gallagher e cada beneficiário.

A Gallagher havia anunciado em dezembro o acordo para compra da AssuredPartners. A operação reforça sua posição como a terceira maior corretora de seguros do mundo, elevando sua receita anual para cerca de US$ 14 bilhões.

O movimento também amplia sua presença no mercado médio dos EUA de seguros de propriedade/acidentes e benefícios a empregados, além de agregar negócios especializados e internacionais.

A aquisição deve impulsionar os lucros por ação da Gallagher em dois dígitos, incluindo ganhos de eficiência. “Estou confiante de que a combinação trará um enorme valor para nossos clientes e acionistas”, disse em comunicado Patrick J. Gallagher Jr., presidente e CEO da companhia.

O financiamento do negócio foi feito com recursos líquidos de diversas operações de captação de capital e dívida.

IRB(Re) planeja retomada da carteira de Vida

O IRB(Re) anunciou na última sexta-feira (15/08), durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, que a retomará a carteira de Vida, que passou por um processo de limpeza e reestruturação, com foco no aumento da rentabilidade.

“O segmento, que representava 30% dos nossos prêmios retidos no segundo trimestre de 2024, agora, responde por aproximadamente 3%. Em 2026, vamos colocar bastante energia nesse ramo e vamos voltar a ser relevantes”, afirma Marcos Falcão, CEO da companhia, acrescentando que o plano de negócios para o segmento está sendo desenhado.

Em linha com a reestruturação, a carteira de Vida do IRB(Re) fechou o 2T25 com R$ 5 milhões de lucro líquido e resultado de subscrição positivo de R$ 13 milhões. Do total de prêmios retidos no 2T25, R$ 28 milhões se referem à Vida. Já o índice de sinistralidade foi de 46%, com o sinistro retido de R$ 12 milhões.

Pier e Noh lançam parceria para estimular contratação de seguros por casais

por Pier

A Noh, fintech que oferece uma conta conjunta para casais, e a Pier, insurtech focada em mudar a relação dos brasileiros com os seguros, acabam de lançar uma parceria para estimular a contratação de apólices por casais. As duplas da Noh terão 50% de desconto na primeira parcela de seguros de automóvel e celular da Pier. Já membros da Pier poderão abrir conta conjunta na Noh e receber isenção de três meses na mensalidade do serviço. O match entre as duas marcas aconteceu pela percepção de que as finanças compartilhadas entre casais incluem também a contratação de seguros.

“Na Pier, nosso propósito é oferecer produtos tecnológicos e acessíveis que ajudem as pessoas a proteger seus bens de forma simples, rápida e sem burocracia. Ao unir essa proposta à expertise da Noh em finanças compartilhadas, conseguimos criar uma experiência ainda mais prática para quem organiza o orçamento a dois”, afirma Igor Mascarenhas, CEO da seguradora.

A parceria também prevê o incentivo à criação de reservas para seguros por meio do Modelos Noh, recurso lançado em 2024 que mostra, com exemplos práticos e percentuais, como organizar o orçamento em “caixinhas” para atingir objetivos financeiros. Atualmente, casais que utilizam a conta conjunta da Noh compartilham, em média, R$ 4 mil por mês em despesas. 

Para Ana Zucato, CEO e cofundadora da Noh, a parceria com a insurtech agrega inovação e agilidade à experiência dos usuários. “O mercado de contas conjuntas ainda segue, em grande parte, um modelo onde um dos titulares tem mais controle que o outro. Na Noh, desenvolvemos um aplicativo em que ambas as pessoas têm os mesmos poderes para gerenciar gastos, investimentos e planos para o futuro e agora também a contratação de seguros de forma integrada”, completa.

AXA no Brasil destaca papel do mercado de seguros no combate à violência contra a mulher

por AXA

A cada dia, quatro mulheres são assassinadas no Brasil, a maioria em seus próprios lares, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. Em 2024, foram registrados mais de 245 mil casos de violência doméstica, revelando que o problema permanece urgente e exige ações coordenadas da sociedade civil, do poder público e do setor privado.

Neste contexto, o Agosto Lilás, mês de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, instituído pelo Governo Federal em 2022, ganha importância ainda maior. A campanha também relembra os 19 anos da Lei n° 11.340/2006 (Maria da Penha), marco histórico no combate à violência doméstica.

A AXA no Brasil, alinhada ao compromisso global do grupo com a igualdade de gênero e a proteção de pessoas, reafirma seu engajamento no Agosto Lilás e destaca como o mercado segurador pode ser parte ativa dessa transformação. Um exemplo é a Assistência Maria, serviço oferecido no Seguro de Vida Coletivo e no Seguro de Acidentes Pessoais, que cria uma rede de suporte para seguradas em situação de risco.

O benefício permite que a vítima tenha uma série de recursos para acionar em caso de qualquer ameaça à sua integridade física, emocional ou psicológica, como:

  • Criação de Rede de Proteção composta por até 3 (três) pessoas, que serão acionadas via mensagem de texto em aplicativos de troca de mensagens e/ou e-mail, pela Assistente Virtual, caso a usuária acione a função AJUDA;
  • Acionamento da função AJUDA através da Atendente Virtual do serviço Assistência Maria, para que envie mensagens de texto em aplicativos de troca de mensagens e/ou e-mail para os seus Protetores;
  • Localização de serviços públicos e privados voltados ao atendimento de casos de violência doméstica e que estejam próximos à usuária;
  • Acesso a banco de dados com perguntas mais frequentes sobre violência doméstica;
  • Indicação de advogadas especializadas em violência doméstica conforme sua solicitação e preferências.

“Contribuir para a construção de um mundo onde a mulher possa viver plenamente, sem riscos à sua existência só por ser mulher, é um pilar essencial da nossa estratégia ASG. Isso se reflete não apenas nas nossas políticas internas de equidade, mas também em soluções concretas para clientes, como a Assistência Maria. Nosso compromisso é garantir a segurança, o respeito e o bem-estar de todas as mulheres”, afirma Alexandre Campos, Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e ASG da AXA no Brasil.

Para a companhia, a igualdade de gênero é um valor estratégico. No Brasil, as mulheres representam 52% do quadro total e 47% dos cargos de liderança. A empresa também apoia iniciativas como o SOU Segura e o Instituto pela Diversidade e Inclusão no Mercado de Seguros (IDIS), que trabalham pela equidade no setor.

“Iniciativas como o Agosto Lilás são fundamentais para dar visibilidade ao tema e fortalecer a rede de apoio. Como seguradora, entendemos que nosso papel vai além da indenização: é criar soluções que ofereçam proteção real e imediata para quem precisa”, reforça Alexandre. 


A AXA também reforça:  se você ou alguém que você conhece está em situação de risco, ligue para o número 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou procure a delegacia mais próxima.

AM Best mantém perspectiva negativa para o mercado de resseguros no Brasil

AM Best vem mantendo uma perspectiva negativa sobre o segmento de mercado de resseguros do Brasil, ao citar em parte a incerteza política e as medidas de reforma tributária que estão pressionando a lucratividade do setor.

Além das eleições de 2026 que se aproximam, as restrições regulatórias sobre ativos estrangeiros limitaram o crescimento das resseguradoras nacionais no exterior, de acordo com o Relatório de Segmentos de Mercado da Best. Conforme o relatório, o mercado de resseguros brasileiro continua em recuperação, mas é necessário manter uma tendência favorável. A AM Best irá considerar a perspectiva estável quando a volatilidade dos resultados técnicos e de resultado do setor diminuir, junto com o lucro técnico positivo, em meio às novas reformas tributárias em curso no país.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,9% em 2024, apesar do clima de incerteza econômica. O intenso consumo privado impulsionou o aumento da demanda, enquanto o crescimento dos serviços e da agricultura contribuiu para o crescimento da oferta. Contudo, o real sofreu uma desvalorização significativa, atingindo R$ 6,18 por USD em 30 de dezembro de 2024.

O crescimento anual do segmento de resseguros no Brasil foi impulsionado pelos ramos de negócios de patrimônio, riscos especiais, aeronáutico e riscos financeiros. Este crescimento foi compensado por uma queda nos ramos agrícola e marítimo no fim de 2024. “O resseguro agrícola pode ser considerado uma exposição similar a catástrofes naturais, mas técnicas inovadoras agora monitoram os riscos climáticos que deixam o setor vulnerável”, disse Ricardo Rodríguez Pérez, analista financeiro sênior da AM Best. “Apesar destas iniciativas, a subscrição de negócios agrícolas para o setor de resseguros caiu 47%.”

Entre outros destaques do relatório:

  • As recentes mudanças tributárias aplicadas às seguradoras e resseguradoras brasileiras pressionaram a lucratividade em 2025. Estas mudanças aumentam o imposto aplicado às transações de câmbio, com as resseguradoras offshore pagando mais que o triplo de impostos do que nos anos anteriores.
  • Uma desaceleração no crescimento do setor de resseguros mostra a melhora na seleção de riscos de resseguradoras locais ou nacionais, mas também reflete o aumento do prêmio cedido por estas seguradoras a resseguradoras no exterior.
  • O segmento de (res)seguros do Brasil se beneficiou do aumento das taxas de juros pagas sobre suas reservas investidas. A receita de investimentos contribuiu significativamente para a rentabilidade do setor de resseguros do Brasil, o que gerou resultados positivos em 2023 e 2024.

Susep abre nova consulta pública sobre o Seguro de Vida Universal

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje (15), no Diário Oficial da União, o Edital de Consulta Pública nº 3/2025, referente à minuta de Resolução CNSP que dispõe sobre as regras e os critérios para estruturação, comercialização e operacionalização do Seguro de Vida Universal. A iniciativa tem por objetivo substituir o normativo atual, a Resolução CNSP nº 344, de 26 de dezembro de 2016, que se pretende seja revogada.

Inicialmente, a minuta de normativo foi objeto da Consulta Pública nº 12/2024, tendo recebido um total de 28 sugestões, sendo 11 acatadas, 4 parcialmente acatadas e 13 não acatadas.

A minuta, agora, retorna à consulta pública, pelo prazo de 15 (quinze) dias, tendo em vista que, além das alterações realizadas com base nas sugestões recebidas, também foram aplicadas alterações ao texto original para compatibilização com a Lei nº 15.040, de 9 de dezembro de 2024 (Marco Legal dos Contratos de Seguros), que entrará em vigor em 10 de dezembro de 2025.

No geral, a proposta normativa busca aprimorar a regulamentação vigente, tornando o produto mais compreensível para os segurados, estando alinhada à estratégia da Susep de promover a conscientização da população brasileira sobre a importância do planejamento securitário.

Adicionalmente, a proposta visa esclarecer o caráter não previdenciário do Seguro de Vida Universal, não devendo ser confundido com um produto de investimento, o que permitirá o seu tratamento tributário adequado. Outros objetivos incluem aumentar a flexibilidade de sua operação e ajustar certos aspectos técnicos à realidade do mercado nacional.

A revisão da regulamentação do Seguro de Vida Universal reforça o compromisso contínuo da Susep em ampliar o acesso ao seguro para um número cada vez maior de pessoas, no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Seguro, reforçando que o Sistema Nacional de Seguros Privados deve ser estruturado de modo a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade.

Assim, com o objetivo de conferir transparência à ação regulatória da Susep, bem como de assegurar que as partes interessadas possam contribuir para a construção do normativo, a consulta pública estará aberta por 15 (quinze) dias a contar da publicação do Edital nº 3/2024.

Bem Brasil renova seguro de R$ 5,3 bilhões em riscos patrimoniais e operacionais

A Bem Brasil Alimentos, líder nacional em batatas congeladas, concluiu a renovação de seu seguro de Riscos Patrimoniais e Operacionais, com valor em risco de R$ 5,3 bilhões e Limite Máximo de Indenização (LMI) de R$ 1,1 bilhão, cobrindo danos materiais e lucros cessantes. O contrato foi intermediado pela Solutions Gestão de Seguros e tem como seguradora líder a Mapfre, com participação de AIG, Chubb e Sompo no cosseguro.

Fundada em 2006, a Bem Brasil é pioneira na produção nacional de batatas congeladas e detém mais de 50% do mercado, segundo dados de 2023 da Comex Stat. A empresa possui unidades fabris em Araxá e Perdizes (MG), com capacidade para 500 mil toneladas anuais e mais de 20 produtos destinados ao varejo e ao food service.

Segundo Klinger Vidal, diretor administrativo e financeiro da Bem Brasil, a escolha da Mapfre como líder da apólice se deu pela “maior capacidade e garantia oferecidas, compatíveis com o tamanho dos ativos da Bem Brasil Alimentos”. Ele acrescenta que a composição final do pool de seguradoras foi conduzida pela Solutions, com acompanhamento das áreas técnicas da companhia.

O executivo destaca que o seguro tem papel estratégico para a continuidade dos negócios. “Entendemos que o nosso principal foco precisa estar na condução das atividades empresariais, e que existem riscos inerentes ao negócio que devem ser deixados a cargo de profissionais especializados. As parcerias com a Mapfre e a Solutions nos permitem manter a atenção em nosso core business, com a garantia de que eventuais sinistros serão cobertos, preservando nossa liderança no mercado nacional.”

“Seguros para indústrias alimentícias de grande porte exigem olhar atento a cada detalhe, do tipo de construção ao maquinário especializado, incluindo a presença de isopainéis em áreas frigorificadas. No caso da Bem Brasil, consideramos também os investimentos em prevenção de incêndio, o histórico sem sinistros e o compromisso da empresa com as melhorias recomendadas por nossa equipe e pela Solutions”, conta Karine Brandão, diretora executiva do Canal Corretor da Mapfre.

A renovação envolveu um processo de colocação considerado desafiador, especialmente em indústrias alimentícias que utilizam isopainéis em áreas frigorificadas, operam com máquinas e equipamentos especiais e têm alto valor segurado. “Muitas seguradoras ainda recusam riscos com presença de isopainel, o que exige conhecimento técnico, detalhamento dos processos produtivos e clareza na subscrição”, explica Sérgio Frade, CEO da Solutions.

Segundo Frade, a operação levou em conta o histórico da Bem Brasil de ausência de sinistros, o investimento contínuo em sistemas de combate a incêndio e a adoção de melhorias recomendadas pela corretora e pela seguradora líder. “É sempre um desafio, seja na primeira contratação ou na renovação. Neste caso, a parceria técnica entre cliente, corretora e seguradora foi determinante.”

Klinger complementa que, como a operação funciona 24 horas por dia, a empresa mantém uma rotina rigorosa de manutenção preventiva do parque industrial, cumpre normas regulamentadoras como NR 10 e NR 12, e realiza treinamentos constantes das equipes internas. “Buscamos garantir um ambiente seguro para todos os colaboradores, o que também fortalece nossa posição no mercado segurador.”

Com sede em Belo Horizonte, a Solutions completou 24 anos em abril de 2025 e registrou crescimento de 28% em 2024 — mais que o dobro da expansão do mercado de seguros no Brasil no período (12,2%). A empresa já assessorou projetos de grande porte e impacto econômico, como a expansão da Acesita (atual Aperam), obras da Arcelor e Vallourec, o segundo mineroduto da Samarco, a nova sede da Localiza e o novo campus da Fundação Dom Cabral em São Paulo.