IRB(P&D): seca severa e ações criminosas agravaram onda de incêndios

Condições climáticas extremas, estiagem prolongada e ações criminosas agravaram o alto índice de incêndios em São Paulo no inverno do ano passado. O período mais crítico, que começou há exatamente um ano, gerou prejuízos acima de R$ 3 bilhões. No agronegócio, as perdas foram superiores a R$ 2 bilhões, incluindo a destruição de 240 mil hectares de cana-de-açúcar e a morte de 2.300 animais. Assim como o setor de seguros, turismo, indústria, comércio e infraestrutura urbana também foram impactados. É o que aponta relatório consolidado do IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento.
 

Nessa segunda-feira (18/08), a Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alerta máximo para queimadas, com quase todo o território paulista classificado na zona de risco emergencial. Fenômenos meteorológicos que vão atingir o território paulista nesta semana, com previsão de rajadas de vento de intensidade forte a muito forte, além da chegada do chamado veranico, com dias de calor intenso e baixa umidade, podem agravar o cenário.
 

Em 2024, foram registrados 56.118 focos somente entre 22 de agosto e 2 de setembro, o período mais crítico em São Paulo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o inverno, que se prolonga por mais um mês, é marcado pelo período menos chuvoso da região Sudeste. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas tenham sido afetadas no estado, sendo 43% delas diretamente, com registros de desabrigados, feridos e casos de doenças respiratórias.
 

Apesar da magnitude dos danos, o impacto direto no setor de seguros é considerado moderado, pois as áreas mais atingidas não correspondiam às principais culturas seguradas na época. Ainda assim, houve um aumento expressivo na sinistralidade, sobretudo em máquinas e equipamentos agrícolas. “As indenizações do seguro rural em São Paulo somaram R$ 712,3 milhões no semestre, um crescimento de 146,3% em relação ao mesmo período de 2023, sinalizando a crescente exposição do setor aos eventos climáticos extremos”, explica Reinaldo Marques, consultor do IRB(P&D).
 

Frente ao cenário alarmante, o relatório enfatiza a urgência de medidas mitigadoras e do monitoramento climático com alertas precoces, assim como investimentos em gestão hídrica, o manejo sustentável das áreas florestais e políticas preventivas que visem a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE). A análise ainda correlaciona mudanças climáticas com o aumento da severidade dos incêndios, destacando, por fim, a importância de uma resposta coordenada para evitar infortúnios ainda maiores nos próximos anos na busca da segurança e do bem-estar da sociedade.

Icatu impulsiona expansão de garantia de aluguel em comunicação lúdica inspirada em ‘Os Três Porquinhos’

por Icatu

O momento de alugar um imóvel envolve muitas decisões e uma das principais preocupações dos proprietários e imobiliárias é em relação às garantias. Nessa ocasião, a capitalização cresce como uma solução de garantia locatícia prática e segura, oferecendo proteção para todas as partes envolvidas no processo de locação. A partir desse contexto, a Icatu – maior seguradora independente do Brasil com atuação em Seguro de Vida, Previdência e Capitalização – lança uma nova fase de sua campanha institucional com foco no produto Icatu Garantia de Aluguel. 

A comunicação reforça as vantagens do Icatu Garantia de Aluguel para inquilinos, proprietários, corretores e imobiliárias em relação a outras opções do mercado como fiador, seguro fiança, caução ou outras garantias financeiras. Para o inquilino, por exemplo, existe a facilidade de não depender de um fiador, para o proprietário representa maior proteção, com cobertura de inadimplência, e para imobiliárias e corretores agiliza o fechamento de contratos.

“O mercado de locação está cada vez mais dinâmico, e cresce a busca por soluções que descompliquem o processo para todas as partes envolvidas. E é essa dor que a capitalização vem solucionando nos últimos anos”, declara Marcelo Oliveira, Diretor de Produtos de Capitalização da Icatu. “O produto traz um grande atrativo e diferencial que é a possibilidade de resgate integral do valor ao final do contrato e tem ainda vantagens como a opção de parcelamento em até 18 vezes no cartão, além de sorteios mensais”, acrescenta o executivo.

Unindo inovação e leveza, a comunicação recria com o uso de Inteligência Artificial o clássico conto “Os Três Porquinhos”. As peças ilustram, com humor, como cada perfil envolvido no aluguel – proprietários, inquilinos, imobiliárias e corretores – pode se beneficiar do produto. Criada pela agência Monks, do grupo S4 Capital, a campanha reforça o mote “Icatu Seguros, para todos os capítulos da sua história”, conectando a comunicação atual com a campanha institucional lançada em março deste ano.

“Assim como no conto clássico, que cada porquinho escolheu um material para fazer sua casa e assumiu as consequências da sua escolha, trouxemos na comunicação que cada um blindou o seu aluguel de uma forma, trazendo os diferenciais do Icatu Garantia de Aluguel. O objetivo é tangibilizar de forma lúdica que um momento que costuma ser trabalhoso, como a hora de alugar um imóvel, pode ser mais simples, acessível e sem dores de cabeça”, afirma Cinthia Kato, Diretora de Marketing e Canais da Icatu Seguros. 

Segundo dados do IBGE, um em cada cinco brasileiros vive de aluguel, e muitos ainda ficam na dúvida entre buscar um fiador tradicional ou arcar com os custos do seguro fiança. Nesse cenário, a capitalização no modelo de garantia locatícia tem se consolidado como uma opção mais simples e acessível, e já representa 30% da carteira da Icatu em produtos voltados ao segmento. Em 2024, a Icatu observou um aumento de quase 10% na contratação do produto em relação ao ano anterior, somando mais de R$800 milhões de faturamento. Em 2025 ele segue em expansão, com um aumento de 8% no segundo trimestre.

A comunicação estreou no dia 11 de agosto com veiculação em redes sociais e nos principais portais de locação de imóveis, com reforço no Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão Preto. Como ação promocional, os inquilinos que contratarem o produto dentro do período da comunicação ganham dois meses de assinatura de Apple TV e haverá ainda campanhas de incentivo para as imobiliárias. 

COP30 vai ressignificar o papel do setor segurador nas discussões climáticas

casa do seguro cop 30

por CNseg

A Casa do Seguro, espaço que a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) está construindo para a COP30, em Belém, recebeu nessa segunda-feira a visita oficial dos deputados Duda Salabert (PDT/MG), Iza Arruda (MDB/PE) e Bandeira de Mello (PSB/RJ). A agenda fez parte da visita dos parlamentares a Belém para acompanhamento das obras de infraestrutura da cidade.
 

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, e o diretor de Relações Institucionais, Esteves Colnago, receberam os deputados e apresentaram o espaço, detalhando passo a passo o projeto da Casa do Seguro. A estrutura encontra-se em obras, com previsão de conclusão na primeira semana de novembro.
 

Para Dyogo, o setor segurador vai ressignificar seu papel durante a COP30, trazendo um testemunho global a respeito dos impactos da mudança climática. “A crise climática já está presente no dia a dia de todos, e o setor tem se colocado muito dentro desse debate como um testemunho da realidade e dos impactos econômicos, mas também do impacto em vidas e em sofrimento humano que as mudanças climáticas trazem”. 
 

Oliveira ressaltou ainda que as mudanças climáticas têm duas perversidades que a sociedade precisa estar atenta. A primeira é que ela impacta mais os países mais pobres, que foram os países que menos deram causa às mudanças climáticas. E dentro dos países mais pobres, afetam também os mais pobres dos países mais pobres. “Portanto, é um sistema que precisa de todo o envolvimento da sociedade para que a gente possa reverter esses impactos e possa compensar essas populações com ações concretas de políticas públicas e iniciativas diversas. Porque exatamente as pessoas que têm a menor contribuição para as mudanças climáticas são as que vão pagar o preço mais caro”, afirmou.
 

A presidente da subcomissão da Câmara dos Deputados, deputada Duda Salabert, ressaltou a mudança de postura do setor segurador, que tinha uma participação muito tímida em outras COP, e que agora vai assumir um protagonismo, embalado após a fala do embaixador André Correa do Lago, presidente da COP30, que em audiência pública na Câmara anunciou que o grande tema da COP deste ano será o seguro.
 

“O Brasil ainda tem uma baixa cultura no que se refere à questão de seguros. A COP é tido como para muitos como um espaço para a gente poder, não só estabelecer pontes, mas também de oportunidades. Vamos aproveitar para ressignificar o debate climático nas cidades, no estado e no Brasil, que é impossível fazê-lo sem o setor de seguro, nos ajudando no Congresso Nacional, na construção de políticas públicas, seja o financiamento público, privado ou na parceria público-privada”, disse.
 

A deputada encerrou sua fala ressaltando com otimismo sobre a realização da Conferência, que ocorre em menos de 100 dias. “Mas nessa sala aqui todo mundo está convicto de que a COP já deu certo e agora a nossa luta não é se vai dar ou não certo, porque já deu. A nossa luta é para fazer assim dessa COP, a melhor COP de todos os tempos”. 
 

O deputado Bandeira de Mello vê com entusiasmo o empenho do setor segurador em levar para a COP soluções para as questões climáticas. “As mudanças climáticas trazem eventos que podem ser mitigados, seus efeitos financeiros podem ser mitigados através do seguro, e o setor segurador felizmente está atento para isso e eu tenho a impressão que o que vai ser feito aqui na COP30 vai dar visibilidade para isso até internacionalmente”.
 

Ao fim da visita à Casa do Seguro, a delegação seguiu para a Associação Comercial do Pará (ACP), onde foram recebidos pela presidente, Elizabete Grunvald, para uma apresentação dos projetos de sustentabilidade da CNseg e um coquetel de encerramento da visita oficial em Belém.
 

A presidente ressaltou a parceria com a CNseg na Casa do Seguro e fez questão de responder aos críticos da realização da conferência em Belém. “A vinda de vocês
é muito importante para nós nesse momento, seja como formadores de opinião ou como autoridades que são, para reforçar a mensagem de que nós vamos dar conta e que a despeito da descrença de alguns que não nos conhecem muito, nós vamos estar, sim, preparados para receber esse momento com enorme alegria”, finalizou.

AXA no Brasil e Forza Seguros firmam parceria para elevar a proteção aos profissionais de saúde no Brasil 

A AXA no Brasil, parte de um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia parceria com a Forza Seguros, principal provedora de proteção profissional médica no Brasil, anuncia uma aliança estratégica para que a sua mais nova parceira possa entregar aos seus clientes um produto com qualidade e soluções ágeis para mercados complexos.

A colaboração tem como objetivo estabelecer um novo padrão de excelência no Seguro E&O para médicos, unindo a especialização da Forza com a infraestrutura da AXA no Brasil, que inclui uma ampla rede de prestadores, equipe técnica experiente e processos ágeis de regulação e atendimento de sinistros. A parceria proporcionará produtos aprimorados e exclusivos, rapidez no atendimento de sinistros e abrangência nacional para profissionais e instituições de saúde.

“Criamos a Forza Seguros com um propósito: proteger quem nos protege”, afirmou Andrew Zahn, CEO do Forza Services Group. “A parceria com a AXA nos permite escalar essa missão com o apoio de uma potência global, reforçando o compromisso com cada médico, clínica e hospital do Brasil de que o risco deles é nossa responsabilidade. E nós assumimos essa responsabilidade de forma personalizada e eficiente.”, destaca.

O Grupo AXA está presente em mais de 50 países e atende cerca de 95 milhões de clientes, com um faturamento anual de aproximadamente 110 bilhões de euros. No Brasil, a AXA combina essa força global com uma operação local estruturada, capaz de oferecer excelência técnica, atendimento personalizado e soluções adaptadas à realidade dos clientes. Em 2024, foi eleita a 7ª marca mais valiosa do setor financeiro e a 48ª do mundo no ranking Best Global Brands da Interbrand.

“Essa parceria reforça o nosso portfólio. Temos, cada vez mais, trabalhado em nossa comunicação a ampla gama de soluções em seguros, o que possibilita o corretor oferecer produtos complementares ao cliente, aumentando ganhos e também aplicando seu conhecimento. Ao unir a expertise da Forza em MedMal à nossa estrutura, passamos a oferecer diferenciais reais para o setor médico”, afirmou Luciano Calheiros, Vice-presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil. “Importante ressaltar o trabalho do time de subscrição da AXA, que fez uma análise personalizada para adaptar um produto que atendesse às necessidades da Forza”, completou.

A parceria fortalece a oferta de serviços da Forza, ampliando as coberturas, a capacidade de subscrição e acelerando os prazos de atendimento. Ambas as empresas estão comprometidas em garantir que os prestadores de serviços de saúde recebam não apenas cobertura, mas proteção real  entregue com agilidade, transparência e excelência.

Previdência Privada aberta registra captação líquida negativa, a pior da série histórica

Por Fenaprevi

Relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, mostra que a captação líquida – resultado dos aportes menos os resgates – foi negativa em R$ 3,1 bilhões. O resultado é 170,8% abaixo do registrado em junho de 2024, ou seja, R$ 7,5 bilhões a menos. Os prêmios e contribuições totalizaram R$ 8,2 bilhões, queda de 44,9% frente ao mesmo mês de 2024, ao passo que os resgates subiram 7,6%, com R$ 11,4 bilhões.
 

Segundo o presidente da Federação, Edson Franco, a incidência de IOF no VGBL acarretou a interrupção do fluxo de novas contribuições, tanto pela instabilidade regulatória – em um produto que preza pela estabilidade de regras –, quanto pela incerteza causada pela edição subsequente de decretos e repercussões no âmbito do Legislativo e do Judiciário, produzindo enormes dificuldades operacionais para as empresas do setor. “A Fenaprevi segue convicta de que o IOF no VGBL deveria ser revogado e o produto incentivado por ser o instrumento de proteção previdenciária mais inclusivo do mercado ao atender a todas as modalidades de emprego, principalmente considerando o contexto demográfico, de envelhecimento da população, as novas relações do mercado de trabalho e os desafios do sistema de previdência pública” .
 

No primeiro semestre do ano, a captação líquida dos planos de previdência privada aberta foi de R$ 6,4 bilhões, 78,8% abaixo do observado no mesmo período do ano passado. A arrecadação do semestre foi de R$ 81,9 bilhões, queda de 14,1% na mesma base de comparação. Já os resgates somaram R$ 75,5 bilhões, alta de 15,8%.
 

O setor administra R$ 1,7 trilhão em ativos, fruto do esforço contínuo das mais de 11 milhões de pessoas que buscam a proteção de longo prazo.
 

Ao todo, são cerca de 13,6 milhões de planos de previdência aberta no país, dos quais 8,5 milhões (62% do total) são do tipo VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre —, 3,1 milhões (23% do total) do tipo PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — e os demais, quase 2 milhões, são planos tradicionais.
 

Planos VGBL são os principais responsáveis pela arrecadação do setor

Ao detalhar o resultado por produto, verifica-se que a arrecadação nos planos VGBL foi de R$ 7,1 bilhões, uma queda de 48% ao ser comparada com junho do ano passado e representando 86,6% do total registrado no mês. No semestre o VGBL é responsável por 92% dos prêmios e contribuições acumuladas (R$ 74,9 bilhões). Os planos PGBL receberam 7% do total aportado (R$ 5,6 bilhões) enquanto 1,6% da captação bruta total (R$ 1,3 bilhão) se concentrou em planos tradicionais de previdência privada aberta.

Daniel Mello é o novo diretor de Transformação do Grupo HDI

O Grupo HDI anuncia a chegada de Daniel Mello como novo diretor de Transformação. Com sólida trajetória em fusões e aquisições (M&As), gestão de projetos (PMO) e transformação digital, o executivo terá a missão de conduzir o planejamento estratégico, garantir a execução das principais iniciativas e liderar as áreas de Estratégia, PMO, Novos Negócios, Transformação Digital, Experiência do Cliente e Comunicação Externa e Marca. Daniel terá como foco impulsionar mudanças estruturais e sustentáveis na companhia.

O executivo possui ampla experiência nos setores financeiro e de tecnologia, tendo ocupado posições em consultoria estratégica, na Bain & Company, e em empresas como B3 – a Bolsa de Valores do Brasil –, Dell e ClickBus. Engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em administração de empresas pela FGV, Daniel possui MBA pela Kellogg School of Management, em Chicago, e formação executiva em inovação pela Singularity University, no Vale do Silício. 

“Assumir a diretoria de Transformação do Grupo HDI em um momento de crescimento acelerado e diversificação de portfólio é uma oportunidade única de contribuir para gerar impacto direto em crescimento, eficiência e experiência do cliente. Minha prioridade será alinhar estratégia, execução e inovação para oferecer um serviço cada vez melhor, garantindo resultados concretos e geração de valor para nossos públicos”, afirma Daniel.

Além de acelerar a transformação da companhia, a chegada do executivo representa um passo estratégico neste momento da empresa.

STF reforça soberania nacional e acende alerta para seguradoras e resseguradoras

BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 5: Minister of Justice and Public Security Flávio Dino looks on during an event to commemorate the International Amazon Rain forest Day at Salão Nobre of Planalto Government Palace on September 5, 2023 in Brasilia, Brazil. The Amazon area covers an area of 6.7 million square kilometers over Brazil, Bolivia, Peru, Colombia, Ecuador, Guyana, Suriname, Venezuela and French Guyana and has a population of around 33 million. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

por Denise Bueno

MATÉRIA ATUALIZADA DIA 20, 16H00, com novo despacho do ministro Dino

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que sentenças, leis ou ordens estrangeiras não podem ter eficácia imediata no Brasil sem homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), reacendeu o debate sobre soberania jurídica e trouxe repercussões para setores com forte exposição internacional, como bancos e seguradoras.

Isso inclui a Lei Magnitsky, dos EUA, que foi usada pelo governo Donald Trump para retaliar o ministro Alexandre de Moraes no fim de julho. Entretanto, a lei americana não foi citada diretamente por Dino — que tomou a decisão em uma ação que questiona no STF um processo movido na Inglaterra por vítimas do rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015, contra as mineradoras Vale e BHP.

Embora especialistas apontem que a regra já fosse consagrada no artigo 105 da Constituição Federal, a ordem de Dino ganha peso diante de um contexto de tensões geopolíticas, como sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, e de disputas judiciais em cortes internacionais envolvendo empresas nacionais.

O impacto mais sensível recai sobre o mercado de seguros e resseguros, no qual é comum a presença de cláusulas que remetem litígios para jurisdições estrangeiras — em especial Londres e Nova York. Em casos de grandes catástrofes, como a tragédia de Mariana (MG), decisões externas já tentaram se projetar sobre apólices de resseguro que envolvem riscos localizados no Brasil.

Com a decisão, Dino reforça que qualquer ordem dessa natureza só terá validade após homologação pelo STJ. Além disso, lembra que contratos que envolvam riscos brasileiros estarão submetidos, de forma incontornável, à lei brasileira — diretriz que se fortalece com a entrada em vigor, em dezembro, da Lei 15.040/24 (novo Marco Legal dos Seguros).

Segundo advogados, a determinação de Dino não altera a prática consolidada, mas sinaliza claramente que eventuais medidas políticas externas — como bloqueios de ativos, restrições a contratos ou exclusão de clientes — não podem ser aplicadas de forma automática por instituições financeiras ou seguradoras no país.

Um ponto de atenção para o setor é a compatibilização entre cláusulas de arbitragem internacional previstas em contratos de resseguro e a exigência de homologação pelo Judiciário brasileiro. Na prática, mesmo que uma arbitragem seja concluída em Londres ou Nova York, para produzir efeitos no Brasil — seja cobrança de valores, bloqueio de ativos ou alteração de contratos — será necessário o crivo do STJ.

No entanto, Dino fez um novo despacho para esclarecer a decisão em que vedou a eficácia automática de leis e ordens judiciais no Brasil, afirmando que a determinação não alcança tribunais internacionais reconhecidos pelo país. No novo despacho, Dino escreveu que uma vez reconhecida pelo Brasil – e os efeitos imediatos de suas decisões”.

Dino também deixou claro no novo despacho que determinou a notificação formal de instituições financeiras e seguradoras, incluindo a CNseg, para que estejam atentas ao cumprimento da decisão. O ministro também convocou audiência pública para discutir o tema, em data ainda a ser definida. Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo.

Mesmo com o novo despacho, ainda há questionamentos sobre como ficam os seguros de pessoas incluídas na Lei Magnitsky, como o ministro do STF Alexandre de Moraes. Se ele tiver seguro de vida, saúde ou qualquer outro em empresas americanas, como Prudential do Brasil, MetLife, Chubb entre outras dominadas nos EUA? Aguardamos ainda as respostas aos pedidos de entrevistas para explicarmos melhor este assunto.

No dia 19, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Moraes é “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”. A afirmação foi feita pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão subordinado ao Departamento de Estado, na rede social X. “Cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com ele [Moraes]. Já cidadãos de outros países devem agir com cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”, escreveu o órgão.

A CNseg afirmou em nota que “tomou conhecimento da recente decisão e, no momento, está avaliando o caso. A entidade reforça que, por se tratar de um tema novo e ainda em exame, não é possível apresentar um posicionamento definitivo neste momento. A CNseg seguirá acompanhando os desdobramentos e se manifestará oportunamente, após a devida avaliação técnica”.

O QUE DIZEM OS ADVOGADOS

Advogados ponderam que isso não anula a utilidade das arbitragens internacionais, mas pode alongar o tempo de execução, acrescentando uma etapa de revisão formal. O Brasil, por sua vez, preserva coerência com a prática internacional, já que outros países também exigem validação interna para sentenças estrangeiras.

Para advogados, o STF busca blindar empresas brasileiras contra riscos de submissão a ordens externas sem devido processo legal, reforçando o protagonismo do país em arbitrar disputas que envolvam seu mercado. Para o setor de seguros e resseguros, o movimento confirma uma tendência de maior nacionalização da regulação, em linha com o novo marco legal que entrará em vigor.

Ernesto Trizulick foi enfático em afirmar que “não muda nada”. O advogado explica que as decisões estrangeiras têm de ser homologadas pelo STJ. “A CNseg foi citada para que as entidades reunidas sob essas representações sejam cientificadas de que eventuais medidas judiciais causem danos a essas empresas e aos seus clientes. O Brasil precisa ficar atento e que bom que o STF reconhece a representatividade do mercado pelas suas entidades.”

Cássio Amaral Gama, sócio do Machado Meyer Advogados, reforça o tom. “O que ele decidiu não é novidade. Lei ou decisão alguma estrangeira é aplicável no Brasil sem legitimação por parte do Judiciário. No seguro e resseguro nada muda, especialmente com a entrada em vigor da Lei 15.040 no final do ano, que atrairá todos os contratos de risco brasileiro para a lei e jurisdição nacionais. Sempre foi assim: decisão estrangeira precisa de exequatur do STJ, que analisa formalidade e adequação, como ocorre em outros países.”

O advogado Luis Felipe Pellon segue a mesma linha dos colegas. “A decisão não traz novidade: qualquer decisão estrangeira para ser executada no Brasil necessita do exequatur. O ponto é diferenciar uma decisão com efeitos internos de reflexos externos. Um banco ou seguradora pode decidir manter ou não uma relação contratual com base em riscos reputacionais globais, mas isso não significa impor automaticamente sanções estrangeiras no Brasil. O STF apenas reforça o óbvio: nenhuma decisão internacional se aplica aqui sem passar pelo Judiciário. Isso, no entanto, gera perplexidade no mercado diante do cenário geopolítico atual”.

Seguros Unimed expande presença nos multicálculos por meio de parceria com a Agger

por Seguros Unimed

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia parceria com a Agger, empresa especializada em oferecer soluções em cotações e gestão para corretores de seguros. A partir de agora, os parceiros poderão cotar o seguro residencial da seguradora por meio do Aggilizador, sistema de multicálculo da Agger. A parceria tem como objetivo unir todo o diferencial das soluções oferecidas pela companhia com a autonomia e agilidade que a plataforma da Agger proporciona aos corretores. 

Entendendo a necessidade do mercado, a companhia iniciou uma revolução digital em 2022 com o lançamento do Calcule+, um canal de comercialização online desenvolvido internamente para a oferta de produtos dos segmentos Vida e Patrimoniais da seguradora, como o GlobalVida, Vida Individual, Multiproteção e Residencial. A solução trouxe uma série de ganhos aos corretores, como a melhora na jornada e experiência com processos automatizados, além de possibilitar para a seguradora, dados que apoiem a definição de estratégias mais assertivas para o futuro.

“Com a entrada no multicálculo da Agger, estamos não apenas fortalecendo nossa presença no mercado, mas também entendendo as necessidades dos corretores, que precisam de agilidade e autonomia em seu dia a dia. Este movimento reflete nosso compromisso em nos adaptar às novas demandas do setor e em oferecer mais soluções aos nossos parceiros, ampliando as opções disponíveis e atraindo novos profissionais para nossa rede, além de reforçar o momento da Seguros Unimed como uma companhia que vem investindo fortemente em seu parque tecnológico para alavancar os negócios”, afirma Elias Leite, diretor Comercial, de Produtos e Marketing. 

Com mais de 30 anos de história, a Agger é uma plataforma consolidada e amplamente utilizada por corretores em todo o Brasil. Com uma base de 13 mil clientes em todo o país e mais de 50 milhões de cotações realizadas mensalmente, o sistema permite a comparação e gestão de cotações de diversas seguradoras de forma rápida, eficiente e totalmente integrada.

Proteção com Propósito: A Força da Venda Baseada na Necessidade

Por Rodrigo Prosdocimi, vice-presidente de Negócios Life Planner e CMO da Prudential do Brasil

Cada fase da vida traz novos sonhos, desafios e responsabilidades. E, com elas, surge também a necessidade de proteção. Nos últimos anos, o seguro de vida tem deixado de ser visto como um produto distante ou exclusivo para situações extremas e vem se tornando uma ferramenta de planejamento, cuidado e estabilidade. Essa mudança não aconteceu por acaso: ela reflete uma profunda transformação nos hábitos de consumo e no comportamento das famílias. Hoje, cinco gerações convivem simultaneamente no país, dos tradicionais baby boomers à geração Alpha, e todas elas, em diferentes momentos da vida, estão começando a consumir produtos de proteção financeira. Essa diversidade geracional trouxe novas demandas e expectativas.

O seguro de vida passou a ser pensado para o presente, com coberturas que acompanham todas as fases da vida, da infância à maturidade. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) mostram que a arrecadação do segmento de pessoas cresceu mais de 60% nos últimos cinco anos, refletindo uma maior conscientização da população sobre a importância da proteção financeira. Nesse cenário, a venda baseada na necessidade ganha protagonismo como o principal motor de alavancagem de um mercado que ainda tem muito a evoluir. Com apenas 18% da população brasileira protegida, é urgente mudar a forma como o seguro é apresentado.

Quando o produto é oferecido como resposta a uma realidade concreta, seja a chegada de um filho, a conquista de um imóvel ou a preocupação com o futuro dos pais idosos, ele se torna relevante, acessível e desejado. Essa abordagem transforma o seguro de vida em uma escolha consciente, conectada às prioridades e aos valores de cada cliente.

O seguro precisa ser entendido além de uma proteção para o fim da vida, mas como uma solução para a vida inteira. As coberturas em vida, especialmente para doenças graves, são um exemplo claro dessa evolução. Elas oferecem suporte financeiro em momentos de vulnerabilidade, permitindo que o segurado mantenha sua qualidade de vida, cuide da saúde e preserve a renda familiar. Quando bem explicadas, essas coberturas mostram que o seguro de vida não é apenas um amparo futuro, mas um recurso presente e essencial.

Além disso, o seguro de vida pode ser um importante instrumento financeiro e usado de forma estratégica em processos de sucessão patrimonial e empresarial, garantindo continuidade, liquidez e tranquilidade para famílias e negócios.

Essa transformação só é possível por meio de um atendimento consultivo e personalizado, conduzido por profissionais que conhecem profundamente o produto e, acima de tudo, o cliente. O corretor de seguros, nesse contexto, atua como planejador financeiro, educador e agente de transformação. Ele acompanha a evolução da vida dos segurados, identifica novas necessidades e propõe soluções sob medida, que crescem e se adaptam junto com a família.

Nesse aspecto, a rede franqueada da Prudential do Brasil, formada por mais de 2.200 corretores Life Planners, têm sido fundamentais na missão de sensibilizar a população para a importância de contar com proteção financeira. Ao traduzirem o seguro de vida em soluções reais para o dia a dia das famílias, eles ajudam a construir uma nova cultura de cuidado e planejamento no país.

Outro fator decisivo nessa evolução é o envelhecimento da população brasileira. Com a expectativa de vida ultrapassando os 77 anos, é necessário reforçar a necessidade de soluções de proteção que acompanhem o ciclo completo da vida. A longevidade exige planejamento e o seguro de vida se posiciona como uma ferramenta essencial para garantir tranquilidade em todas as fases.

Para acompanhar essa nova realidade, o mercado de seguros precisa continuar inovando com produtos mais personalizados, processos digitais e linguagem acessível. Mas a verdadeira alavanca está na capacidade de entender o cliente como indivíduo. Vender com empatia, escuta ativa e foco na necessidade é o que transforma o seguro de vida em um bem essencial.

O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para ampliar sua base de segurados, mas o cenário é promissor. A maior conscientização sobre a importância da proteção financeira está começando a alterar não apenas os indicadores de mercado, mas também a cultura das famílias brasileiras. E quando o seguro de vida passa a ser compreendido como parte essencial do planejamento pessoal e familiar, o impacto vai muito além dos números: ele cumpre seu papel social, promovendo estabilidade, dignidade e segurança.

HDI Global cresce em novos negócios e eleva lucro no 1º semestre de 2025

A HDI Global SE, seguradora corporativa e de riscos industriais do Grupo Talanx, divulgou nesta terça-feira (19) os resultados do primeiro semestre de 2025, marcados por crescimento robusto em novos negócios e melhora na rentabilidade. A receita de seguros somou € 5,1 bilhões, avanço de 8% em termos ajustados por câmbio em relação ao mesmo período de 2024, quando havia alcançado € 4,8 bilhões.

O lucro operacional (EBIT) aumentou 24%, para € 377 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (RoE) subiu para 17,4%, frente a 15,7% um ano antes. A contribuição da companhia ao lucro líquido consolidado do Grupo Talanx cresceu 23%, totalizando € 274 milhões.

O índice combinado ficou em 91,6%, em linha com a meta anual de menos de 92%. Os sinistros de grande porte atingiram € 142 milhões no semestre, abaixo do orçamento pro rata de € 253 milhões. O resultado financeiro e de investimentos também foi positivo, chegando a € 99 milhões, impulsionado por maiores volumes aplicados e aumento da receita com juros.

Estratégia de expansão

O CEO da HDI Global SE, Edgar Puls, destacou que os bons números refletem a estratégia de expansão e fortalecimento da relação com clientes e corretores.

“Estou particularmente satisfeito em ver que o crescimento de novos negócios foi o principal motor dos resultados semestrais. Isso mostra que nosso foco em gerar valor sustentável para clientes e parceiros tem sido bem recebido pelo mercado”, afirmou.

Segundo ele, a diversificação das linhas de atuação foi decisiva para a resiliência da empresa em um ambiente de transformações.

“Seja em gestão de riscos, prevenção, programas internacionais, serviços para cativas ou regulação de sinistros, apoiamos nossos parceiros a tomar decisões sustentáveis e aumentar sua resiliência técnica”, disse Puls.

A companhia mantém a expectativa de encerrar o ano com índice combinado inferior a 92% e sustentar o ritmo de crescimento apoiado na expansão de novos contratos corporativos e no reforço da oferta de soluções internacionais.