VB vai vender plano odontológico da MetLife

A VB, empresa do grupo norte-americano Fleetcor, líder mundial em meios de pagamento especializados, fechou parceria com a MetLife para vender plano odontológico e assistência empresarial em sua base de clientes. Segundo o presidente da VB, André Martins, a ampla base de clientes da VB – 30 mil em todo o Brasil, incluindo grandes, médias e pequenas empresas, e 1,5 milhão de usuários – torna-se estratégica no momento de lançamento de um novo produto como o VB Dental Plus. “Esse é um mercado ainda restrito a uma pequena parcela da população e que apresenta imenso potencial de crescimento”, diz Martins.

“Com esse plano odontológico, a VB passa a disponibilizar cada vez mais soluções integradas de benefícios, otimizando custos para as empresas”, afirma Martins. Para Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife, a tendência é de crescimento do mercado. “As pessoas não estão mais interessadas apenas em cuidados estéticos, mas sim em ter qualidade de vida e saúde bucal”, afirma.

Trata-se do VB Dental Plus, que permite acesso a uma ampla rede credenciada, com abrangência nacional para procedimentos odontológicos, como consultas, urgência, radiologia e cirurgia, entre outros. Além disso, o usuário tem direito a descontos em medicamentos. Ao aderir ao plano VB Dental Plus a empresa ganha vantagens diretas, como assistência empresarial.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), apenas 10% da população, cerca de 22,6 milhões de pessoas, possui plano odontológico, enquanto 68% possuem plano de saúde, o equivalente a mais de 50 milhões de usuários. O número de beneficiários da MetLife no segmento odontológico cresceu mais de 40% no Brasil.

IRB Brasil Re recebe autorização para criar “asset”

Os bancos que compõem o bloco de controle do IRB Brasil Re (Banco Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil) receberam autorização do Banco Central do Brasil para a constituição de uma subsidiária integral do IRB Brasil RE dedicada à gestão de recursos, a ser denominada IRB Asset Management S.A. (“IRB Asset”).

Segundo informou em fato relevante enviado a Comissão de Valores Mobilíarios, a constituição da IRB Asset permitirá o aumento da eficiência da gestão de ativos financeiros da própria companhia, a melhoria das práticas de retenção de talentos e possibilitará a exploração de novas fontes de receitas provenientes de serviços de gestão de recursos de terceiros, principalmente recursos oriundos de nossas subsidiárias no Brasil, bem como de seguradores e retrocessionários parceiros da Companhia.

A autorização para constituição da IRB Asset ainda está condicionada à aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), conforme Instrução CVM no 558/15. A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados caso sobrevenha qualquer fato ou alteração sobre esse assunto cuja divulgação seja necessária nos termos da lei ou da regulamentação da CVM.

TPI e Viracopos fecham acordo para ressarcir Swiss Re

Pouco mais de dois meses depois de pagar R$ 149,8 milhões para Agência Nacional de Avião Civil (Anac), a Swiss Re conseguiu fechar acordo com a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) e Viracopos, que vão ressarcir as seguradoras em R$ 153 milhões, informou uma fonte que pediu anonimato. O seguro garantia foi acionado em face do inadimplemento da outorga referente a 2016, no montante de R$ 127,4 milhões, acordado para pagamento com incidência de juros e multa moratória em R$ 173,8 milhões até junho de 2017. A devolução resulta da apresentação da contra garantia dada para fechar o seguro garantia. O acordo deve ser homologado pelo juiz nos próximos dias.

ONU alerta que 2017 será um dos três anos mais quentes da história

Fonte: Reuters

Este ano será um dos três mais quentes já registrados, um novo sinal da mudança climática provocada pelo homem, que está agravando “eventos climáticos extraordinários” como furacões, secas e inundações, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.

O relatório da ONU foi elaborado como diretriz para as quase 200 nações que se reúnem em Bonn, na Alemanha, entre os dias 6 e 17 de novembro na tentativa de fortalecer o acordo climático de Paris de 2015 apesar da promessa dos Estados Unidos de se desligarem do pacto.

“2017 está a caminho de ficar entre os três anos mais quentes”, disse a Organização Meteorológica Mundial (OMM), projetando que as temperaturas de superfície médias ficarão um pouco menos escaldantes depois de um recorde em 2016 e aproximadamente iguais às de 2015, o ano anterior mais quente.

E 2017 seria o mais quente já registrado sem o El Niño, evento natural que libera calor do Oceano Pacífico aproximadamente a cada cinco anos, comunicou. O El Niño elevou as temperaturas globais em 2015 e 2016.

“Testemunhamos eventos climáticos extraordinários”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado relativo a 2017, ressaltando furacões intensos no Atlântico e no Caribe, temperaturas acima dos 50 graus Celsius no Paquistão, Irã e Omã, enchentes de monção na Ásia e secas na África Oriental.

“Muitos destes eventos –e estudos científicos detalhados determinarão exatamente quantos– trazem o sinal delator da mudança climática causada pelas concentrações maiores de gases de efeito estufa das atividades humanas”, afirmou.

A reunião de Bonn deve elaborar um “livro de regras” para o Acordo de Paris, que almeja acabar com a era dos combustíveis fósseis na segunda metade do século mudando a matriz da economia mundial para energias mais limpas, como a eólica e a solar.

“Estas descobertas sublinham os riscos crescentes para pessoas, economias e o próprio tecido da vida na Terra se não entrarmos nos eixos com as metas e ambições do Acordo de Paris”, disse Patricia Espinosa, secretária-executiva de Mudança Global do Clima, da ONU, que preside a cúpula de Bonn.

Liberty Seguros lança campanha de incentivo para corretores Conexão Mundo e Conexão Brasil

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A Liberty Seguros está lançando duas campanhas de incentivo para seus corretores e parceiros – a Conexão Brasil e a Conexão Mundo. Ambas as iniciativas consistem em rankings de pontuação que irão premiar os participantes vencedores com viagens a destinos nacionais, como Bento Gonçalves e Praia do Forte, e fora do Brasil, para Praga e Budapeste, além de vouchers para resgatar no catálogo de premiação.

São válidas todas as vendas (novas e renovações) durante o período da campanha entre 1 de outubro deste ano e 28 de fevereiro de 2018. Cada tipo de apólice terá um valor equivalente em pontos, que podem valer de 100 a 8.000 pontos.

Conexão Brasil – Os corretores serão divididos em grupos com um número limitado de vagas correspondentes para cada região do país e devem apresentar um crescimento mínimo de 8% nas suas emissões de apólice em relação ao mesmo período do ano anterior, além de um índice combinado igual ou inferior a 100%.

Os parceiros vencedores desta etapa pertencentes às regionais SP Interior e SUL serão premiados com uma viagem com acompanhante para Praia do Forte, na Bahia. Já corretores vencedores das regionais SP Capital, Nordeste, Minas & Centro Oeste e Rio de Janeiro conhecerão a cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Além das viagens, como parte da Conexão Brasil, os parceiros vencedores também ganharão um voucher de e-commerce no valor de R$1.500,00 que pode ser convertido em produtos de lojas como Magazine Luiza, Extra e Wal Mart. Ao todo, nessa etapa, serão realizadas mais de 180 viagens e 100 vouchers distribuídos.

Conexão Mundo – Assim como a Conexão Brasil, a Conexão Mundo também dividirá os participantes em chaves separadas por região. No entanto, para essa ação, os corretores deverão apresentar um crescimento mínimo de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior e índice combinado igual ou inferior a 100%.

Os parceiros vencedores deste ranking serão premiados com 60 viagens internacionais com acompanhante para Praga, na República Checa, e Budapeste, na Hungria.

Os ganhadores dos rankings do Conexão Brasil e Conexão Mundo serão divulgados pela própria seguradora a partir de abril de 2018.

BB Seguridade lucra R$ 3 bi de janeiro a setembro, queda de 2,1%

A BB Seguridade divulgou hoje lucro líquido ajustado de R$ 3 bilhões de janeiro a setembro deste ano, 2,1% inferior ao reportado no mesmo período de 2016. O resultado financeiro, com queda 12,9%, foi o principal fator responsável pela retração do lucro líquido, impactado pela queda na taxa Selic, pela menor magnitude do fechamento da curva de juros futuros em relação ao movimento observado no 9M16, e pela queda nos índices de inflação, segundo informou o grupo em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por outro lado, o resultado operacional não decorrente de juros, com alta de 2,7%, compensou parte deste efeito, impulsionado pela evolução observada no resultado dos negócios de Previdência e Resseguros.O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio no 9M17 foi de 46,0%, queda de 5,3 p.p. sobre igual período de 2016.

No terceiro trimestre, a holding das operações de seguros do Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, alta de 20,7% na comparação com o mesmo período de 2016. Excluídos os efeitos da oferta pública de ações do IRB Brasil Re, o lucro ajustado foi de R$ 1 bilhão, incremento de 3,4% na mesma base de comparação.

BMG Seguros fecha apólice de garantia de hidrelétrica do Pará para garantir BNDES

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A BMG Seguros, juntamente com as principais uma das principais instituições financeiras brasileiras e os desenvolvedores de projetos de infraestrutura, desenvolveram uma solução inovadora para desbloquear recursos que estão retidos em contas reserva em garantia de financiamentos concedidos. Hoje, cerca de R$ 2 bilhões estão bloqueados junto às instituições financeiras brasileiras, capital este que poderia ser utilizado pelas companhias para irrigar os seus caixas.

A primeira operação criada envolveu uma empresa de energia e conseguiu liberar um volume de recursos da ordem de R$ 90 milhões, que foram transferidos da conta reserva para a conta de movimento da empresa.

Ocorre que, num momento de baixa liquidez, esses recursos poderiam ser utilizados pelas empresas como capital de giro. Mas como manter a garantia exigida pelas instituições financeiras e liberar o dinheiro? A solução criada foi emitir uma apólice que garanta a integralização da conta reserva no caso de necessidade de sua recomposição para o pagamento das prestações dos financiamentos obtidos.

“É a primeira apólice emitida no mercado, para substituição de conta reserva” afirma Renata Oliver, diretora da BMG Seguros. “Este mecanismo pode ajudar as empresas a sair de um processo de descapitalização”. Para o presidente da BMG Seguros, Jorge Sant’anna, o aspecto inovador desta operação deve provocar mudanças significativas no mercado. “Estamos falando de uma apólice que desbloqueia recursos que estão retidos nas instituições financeiras e que podem ser investidos na capacidade produtiva das empresas”, diz ele.

“A estrutura do negócio contou com grande capacidade de resseguro internacional e demorou 10 meses para ser concluída”, explica Renata Oliver. O ineditismo da apólice é algo que coloca o mercado brasileiro de seguros em patamar diferente de arrojo e criatividade. “A coordenação entre a Seguradora BMG, o Tomador, as instituições financeiras e a corretora, foi fator fundamental na venda do risco junto ao mercado ressegurador internacional. Os principais resseguradores participantes mostraram apetite para avaliar novas operações que devem seguir o exemplo desta”, prevê o representante da corretora envolvida na operação.

Rádio CNseg: Marcio Coriolano aborda a poupança das famílias brasileiras no ´Fala Presidente`

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A poupança das famílias brasileiras é o tema do programa “Fala Presidente” desta segunda-feira. Nele, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, aborda as duas questões que prejudicam a formação de poupança no país.

“A primeira é a falta de cultura de poupança que existe no Brasil”, afirma. “O segundo fator diz respeito à relação entre o que a pessoa vai receber de aposentadoria e o que recebe na vida ativa. Essa taxa é alta no Brasil: 82,5%. Como a taxa é elevada, a maioria das pessoas acha que, quando parar de trabalhar, receberá de aposentadoria algo que seja suficiente para viver para a vida toda, o que é um erro enorme.”

Outro assunto em destaque na programação da semana é a chamada proteção veicular. Amanhã, a “Entrevista Especial” traz o deputado federal Lucas Vergílio (SD-GO), autor de um projeto de lei que proíbe associações, cooperativas e clubes de benefícios de comercializarem contratos similares ao do seguro, como é o caso da proteção veicular. O projeto será discutido em audiência pública nesta quinta-feira (9) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a questão. Na quarta-feira, o tema volta a ser abordado, desta vez no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, pelo presidente da FenSeg, João Francisco Borges da Costa.

O “Minuto da Capitalização” desta segunda narra a história de um grupo de amigos de Santa Maria de Jetibá (ES) que investiram em capitalização como forma de poupar e, graças a isso, conseguirão ir juntos à Copa do Mundo da Rússia. O caso é contado pelo gerente da agência bancária onde os títulos foram contratados.

Nesta terça, o quadro “O Seguro na sua Região” apresenta uma entrevista com o presidente do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal, Augusto Mattos. Ele fala sobre os principais desafios do mercado segurador nesses Estados. No mesmo dia, vai ao ar também o “Qual é a Dúvida?”. Já na quarta-feira, é a vez do “Inovação e Sustentabilidade”.

Na quinta, o “Hora do Consumidor” entrevista o presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público, Ricardo Morishita, que aborda as relações de consumo no setor de seguros. No mesmo dia, o “Por Dentro da Saúde Suplementar” transmite a terceira e última parte do painel que debateu, na 8ª Conseguro, a proteção do consumidor na saúde suplementar. Participam a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, a advogada Angélica Carlini e o diretor da Bradesco Saúde Flávio Bitter. Ainda na quinta, o quadro “Seguro Internacional” explica como funciona o Seguro Viagem para quem pretende ir à Europa.

Fechando a semana, no “Dicas do Consultor”, o professor da Escola Nacional de Seguros José Antônio Varanda dá orientações para os futuros pais sobre a formação de reservas financeiras para o bebê que vai nascer. Também na sexta-feira, entra o programa “Entenda os Seguros de Pessoas”.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

AIG divulga perdas no mundo no terceiro trimestre; no Brasil, volta ao lucro

O American International Group divulgou perdas de US$ 1,74 bilhão no terceiro trimestre, pois absorveu perdas com contratos de catástrofes afetados com os furacões nos EUA. Os valores superam os US$ 3 bilhões. principalmente dos furacões Harvey, Irma e Maria. Em toda a indústria global de seguros, as seguradoras enfrentam uma conta de US$ 68 bilhões a US$ 148 bilhões, com base em estimativas de empresas de modelagem de risco. Os resultados do terceiro trimestre também foram afetados pelo aumento das reservas de sinistros não relacionadas, informa comunicado do grupo distribuído à imprensa nesta sexta-feira.

Os números refletem o primeiro trimestre completo sob a liderança de Brian Duperreault, que foi nomeado CEO em maio, para melhorar a rentabilidade do grupo que vem buscando se reinventar desde a crise financeira de 2008, quando foi socorrida pelo governo americano com quase US$ 200 bilhões. De lá para cá já devolveu o empréstimo estatal, mas segue na mira dos acionistas, que exigem a todo balanço resultados mais robustos, pressionando executivos.

No Brasil, a AIG saiu do prejuízo e voltou a figurar entre os maiores lucros do setor no período de janeiro a agosto, com R$ 109 milhões em ganhos, sendo o nono maior do setor no período. Segundo dados da consultoria Siscorp, a AIG tem o terceiro melhor ROE do mercado, com retorno de 42% até agosto. O grupo também conta com novo CEO. Fabio Protásio Oliveira já atuava no grupo AIG como diretor de Property e Special Risks e de Seguros para Pessoas Físicas no Brasil. Ele sucede Paride Della Rosa, que, recentemente, foi nomeado presidente da Zona Sul dos EUA. “2016 e 2017 foram anos de transição para a AIG, que está pronta para colher frutos da retomada da economia em 2018”, disse Oliveira ao blog Sonho Seguro.

O grupo vendeu algumas operações da América Latina para a Fairfax, mas manteve o Brasil. “Desde que o novo CEO mundial assumiu, o Brasil foi o segundo país na agenda de visitas e o primeiro com teleconferência ao vivo com investires, sinalizando que o grupo está disposto a investir, crescer e buscar rentabilidade no país”, destacou Oliveira. Depois de vender algumas operações, como a carteira de automóvel para a Porto Seguro e a carteira de seguro garantia estendida e riscos diversos massificados para a Assurant, o foco da AIG no país segue em clientes de grandes riscos, linhas financeiras e seguro empresarial para pequenas e médias empresas.

Entre as novidades, Oliveira cita o lançamento do seguro de responsabilidade civil para médicos e o portal do corretor, no qual o profissional de vendas conta com facilidades para levar aos clientes empresariais os seguros patrimoniais e de linhas financeiras.

Para 2018, o crescimento previsto é de “dois dígitos” e a aposta de Oliveira está em produtos como seguros cirbernéticos, fusões e aquisições, erros e omissões, bem como POSI, seguro específico para oferta pública de ações. “Esta modalidade de seguro oferece relevante proteção às empresas durante o processo da oferta e temos participado de várias emissões realizadas neste ano”, contou. Outro destaque, segundo ele, é o seguro ambiental, com avanço de 60% de 2016 para 2017. “Ainda é uma carteira pequena, mas a demanda aumenta com consistência”.

Joint venture entre Swiss Re Corporate Solutions e Bradesco mira liderança de riscos corporativos

Da esq. para dir.: Marco Antonio, Axel Brohm, Octavio de Lazari, Luciano Calheiros

A expectativa dos corretores e clientes com a associação da Swiss Re Corporate Solutions com a Bradesco Seguros, que criou a terceira maior seguradora de ramos corporativos com atuação no Brasil, superada apenas por Chubb e Mapfre, é grande. Eugenio Paschoal de Barros Antunes, CEO da corretora Marsh Brasil, disse ao blog Sonho Seguro que ter uma empresa com dois pesos pesados traz um ganho significativo para o segmento de grandes riscos. “Concorrência sempre é bem vinda para trazermos soluções diferenciadas aos nossos clientes. Todos estão ansiosos para o pleno funcionamento desta joint venture”.

Eduardo Toledo, da corretora de resseguro Somus, também comemora a parceria: “É um grande player e certamente trará ganhos para todos, principalmente em inovação de produtos e qualidade de atendimento”, disse. Até mesmo o IRB Brasil Re comemora a parceria. José Farias, responsável pela diretoria corporativa de resseguros, comentou que está otimista com a joint venture e não teme perder negócios do acionista Bradesco para a concorrente Swiss Re. “Não creio que perderemos negócios, pois a pulverização de risco é uma característica do mercado de resseguro”, disse.

Luciano Calheiros, presidente da Swiss Re Corporate Solutions no Brasil, afirmou que esse é um momento muito importante para a companhia. “A força comercial da Bradesco Seguros, aliada a experiência global e produtos modernos da Swiss Re Corporate Solutions, fortalece a nossa liderança e atuação no mercado brasileiro. Gostaria de agradecer todo empenho das equipes envolvidas antes, durante e após essa integração”, disse ele no último dia 31, durante coquetel de celebração da joint venture, em São Paulo. O evento contou com a presença de mais de 350 pessoas, entre clientes, corretores e especialistas do setor de seguro.

As duas empresas possuem competências e carteiras complementares: enquanto a carteira da Bradesco Seguros se concentra em ramos elementares (principalmente nas linhas patrimonial, transporte e aviação), a da carteira da Swiss Re Corporate Solutions atende, principalmente, as linhas de seguros rural e garantia.“Essa importante associação combina a nossa presença nacional e força de distribuição – composta por mais de 40 mil corretores cadastrados, 5.300 agências Bradesco e 140 sucursais Bradesco Seguros – com a expertise internacional da Swiss Re Corporate Solutions”, destacou Lazari, que também é vice-presidente do banco Bradesco.

Segundo Guilherme Perondi, Head de vendas da Swiss Re Corporate Solutions no Brasil, a meta é consolidar a integração da companhia, que absorveu praticamente todos os funcionários da Bradesco. “Cerca de 55% dos contratos de seguros vindos da Bradesco tem renovação até dezembro. Nossa dedicação está em buscar as melhores soluções para os clientes e também em avaliar os riscos, pois a boa subscrição dos contratos é a prioridade do grupo, que vem investindo de forma consistente no Brasil e América Latina”.

Newton Queiroz, Head de vendas da Swiss Re Corporate Solutions para a América Latina, disse o grupo suíço tem priorizado a América Latina em seus investimentos, que atualmente representa cerca de 12% do volume de vendas do grupo no mundo. Há cinco anos, a região representava apenas 4%”, informou. O Brasil vem registrando o maior crescimento, seguido por Colômbia e México. A maior preocupação dos acionistas não é com as eleições presidenciais em 2018 nos três países. “A grande preocupação é como ficará o subsidio para o setor agrícola”, comenta Queiroz.

Quanto ao comportamento dos preços, todos são enfáticos a afirmar que a subscrição é um dos pontos mais prioritários para o grupo suíço. Queiroz aposta num reajuste mundial de preços diante das perdas com catástrofes, como os furacões que assolaram regiões dos EUA em setembro, bem como o incêndio na Califórnia. A Swiss Re estima um volume de indenizações superior a US$ 3 bilhões.

“Tal tendência será verificada em janeiro, quando acontecem as principais renovações de resseguro no mundo”, acrescentou. Para México e Caribe, que registraram fortes perdas, o executivo disse que já foi verificado um reajuste de preço entre 5% a 15% nos contratos renovados. “Em 2018 algum reajuste ou aumento de franquias deve chegar também ao Brasil, pois as principais resseguradoras do mundo registraram perdas significativas”.

Os próximos passos da joint venture, ressaltando que as áreas de Underwriting, Sinistros, Engenharia de Riscos e Operações darão suporte diretos nas negociações e atendimento, tanto em São Paulo, quanto no Rio de Janeiro, onde acaba de ser inaugurado o novo escritório da seguradora na região da Candelária. Além disso, novas linhas de negócios fazem parte da estratégia da companhia, como Aeronáuticos, Responsabilidade Civil, Riscos de Engenharia, Cascos e D&O. “Contamos com a parceria de nossos corretores e a confiança de nossos clientes. Nossa união e proximidade são muito importantes para que esse negócio seja cada vez mais rentável e para que juntos possamos crescer nesse mercado tão promissor que é o Brasil”, reforçou Calheiros.

“Chubb e Mapfre que se cuidem. Temos vocação para liderança”, disse o CEO do grupo Bradesco Seguros “Tinhamos uma operação tímida em grandes riscos, pois não era nosso core business. Temos os clientes e fomos buscar alguém com expertise e encontramos a Swiss Re, que é uma gigante mundial com profundo conhecimento deste segmento. Nós temos uma máquina de vendaSão duas empresas que tem muita complementariedade, com o conhecimento do ramo da Swiss Re e a força de vendas da Bradesco Seguros”.

Lazari também destacou que o grupo tinha uma participação tímida e com a associação isso ganha um novo olhar. “Nossa convicção é de que o seguro de grandes riscos é um negócio promissor no Brasil e que certamente a joint venture capturará as oportunidades que virão com a retomada do crescimento do país, principalmente no que tange às demandas de infraestrutura.”