Dois anos sem Marco Antonio Rossi

Um clima de nostalgia marca a missa de dois anos da morte de Marco Antonio Rossi, que poderia ter em seu sobrenome mais dois: Bradesco e Seguros.

Rossi. Um nome pequeno e simples para representar um ser humano gigantesco. Hoje faz dois anos que todos o perderam. Família, amigos, simpatizantes e todo o mercado segurador. Este último ainda se recupera da perda do maior líder que o setor teve nesses 20 e poucos anos que acompanho a rotina “off” e “on” desta indústria que se aproxima da casa do trilhão de reais em reservas. Um número que ele se empenhava para conquistar no ano de sua trágica morte ao lado do amigo Lucio Flavio Conduru, que presidia a Bradesco Vida e Previdência, e dois tripulantes da aeronave, Ivan e Francisco, no meio do caminho entre Brasília e São Paulo.

Todos gostavam dele. Sabia ouvir e agir para solucionar problemas. Esse era seu grande mérito. Sempre que o via falar e negociar pensava: esse cara veio com um chip diferenciado entre todos os CEOs que acompanho. Não que desdenhasse o poder e o dinheiro, dois atributos de quem vive a rotina dos mercados financeiros. Apenas sabia que isso é uma consequência da boa gestão e de ter equipes motivadas.

Nunca ouvi um comentário sequer de qualquer pessoa que o desmerecesse. Não julgava, não fazia “panelinhas” e tinha a convicção de que o brasileiro e o Brasil estavam prestes a conquistar seu lugar no mundo guiados pelo propósito do trabalho e do lema “a união faz a força”. Sem saber, ele já praticava há anos o que está em moda hoje: a diversidade. Nunca ouvi ele fazer qualquer comentário que desmerecesse raças, opção sexual, gêneros ou credos.

Tinha a verdade no olhar. Passava confiança e por isso conseguia atrair todos em um único objetivo. Funcionários, corretores, seguradores, prestadores de serviços. Muitos contam como Rossi sabia negociar e envolver todos numa solução de conflito rapidamente. Tanto que negócios importantes, como a sucessão na presidência do Bradesco e a joint venture com a Swiss Re demoraram quase um ano e meio para serem retomadas. Fora outros negócios, como investimentos em tecnologia, algo que o fazia vibrar. Até mesmo o trilhão em reservas do mercado segurador ficou para 2018.

Era o candidato mais certo para suceder Luiz Carlos Trabuco na presidência de um dos maiores bancos privados do Brasil. Depois de Rossi, foi difícil escolher um executivo para liderar a Bradesco Seguros. Randal Zanetti assumiu provisoriamente. Somente depois de mais de um ano foi escolhido o definitivo.

Rossi preparava Cadu para presidir a Bradesco Seguros, como é conhecido Carlos Eduardo Sarkovas. “Cola nele pois ele é o menino da Cidade de Deus”, dizia Rossi com frequência ao se referir ao jovem que há 16 anos constrói sua carreira em seguros. Recentemente Cadu deixou o grupo Bradesco para liderar a thinkseg, uma startup de venda de seguro pelo celular.

“Rossi inspirava a todos. Comecei a trabalhar com ele como estagiário. Origem humilde e sem grandes mestrados, ele era um líder nato. Amigo de todos. Super pai, super marido, super irmão, super amigo, super executivo. Tinha a verdade no olhar. Ele vivia o que falava. Isso fazia com que ele colocasse qualquer projeto em um elevado patamar”, comenta Cadu.

O caminho certamente será longo para o atual presidente da Bradesco Seguros, Octavio de Lazari, um executivo preparado e carismático. O problema é que as pessoas insistem em comparar todos a Rossi, o que torna a missão do sucessor quase impossível.

Na CNseg, entidade que presidia, Rossi foi substituído pelo Marcio Coriolano, que conquistou a todos com o jeito Bradesco de ser, onde as relações são nutridas como uma extensão da família, diferente do mundo corporativo no qual o dinheiro e poder falam mais alto.

Sua página no Facebook continua ativa com quase 4 mil amigos, que vez ou outra entram lá para dizer que ele foi um grande homem e expressar “saudades”. Enquanto todo o mercado temia as redes sociais, ele foi o primeiro a abrir um perfil e aceitar todos que solicitavam sua amizade. Mas gostava mesmo era de postar sobre o Corinthians, churrasco e as vitórias do Bradesco, banco que certamente iria presidir se estivesse vivo.

Aparentemente apenas duas coisas incomodavam Rossi: queria ter mais tempo para passar com a família, o que incluía as cachorras, e a balança. Ganhou uns quilos extras ao jogar menos futebol do que queria com os amigos.

A equipe que fez o resgate disse que nada restou. Apenas uma foto de Jesus Cristo foi encontrada na cratera formada na terra. Lenda ou não, esse fato se junta ao mistério de Deus ou dos homens, sobre o motivo de uma pessoa tão do bem e dedicada a mudar a vida dos brasileiros ter perdido a vida de forma tão abrupta no ápice da consciência de que a vida é curta para não ser um cara do bem.

Enfim, fica a saudade desse “cara”, que realmente tinha fé e a certeza de que Deus é brasileiro. Como lembrou bem o padre na missa, a frase de Santo Agostinho: você que ficou, siga em frente, pois a vida continua linda e bela como sempre foi.

Vamos fazer como Rossi: viver bem e fazer o bem.

Na hora de abraçar o mundo digital, quem o corretor de seguros vai escolher?

por Adriana Aguilar

A tecnologia no setor de seguros esta chacoalhando seguradoras e corretoras na disputa por clientes. Em 2017, as empresas de inovação tecnológica no setor de seguros, chamadas insuretechs, lançaram ferramentas com aplicativo (app) no celular para o consumidor cotar, fazer vistoria, contratar e pagar o seguro. Tudo online, por mobile ou site, até mesmo na hora de pedir socorro e indenização após imprevistos. Pelo menos, duas das ferramentas, apresentadas ao mercado neste ano, agregam uma área para o corretor gerenciar a própria carteira de clientes indicados. As duas estão na disputa por corretores que buscam, sim, facilidades no trabalho deles.

Para o sócio da LTSeg Corretora e Administradora de Seguros, Caio Timbó, de 31 anos, o setor necessita de automação de processos para facilitar o trabalho e o atendimento dentro do prazo aceito pelos cliente em meio online, como cotação imediata, pagamento e contratação. “O corretor que ficar distante das ferramentas modernas, presos a processos antigos, vai ter dificuldade de vender para os consumidores mais jovens”, afirma. Consumidores digitais querem acesso rápido, personalizado, com transparência e comprovantes imediatos em cada operação feita.

No entanto, tem de ficar claro que a digitalização e automação de processos não serve para todos os segmentos e ramos do setor de seguros. Timbó explica que, na LTSeg Corretora, as centenas de clientes do segmento jurídico (construtoras, fundos de investimentos, indústrias no setor de energia, óleo e gás, entre outras) demandam diferentes proteções. “Meus clientes gostam de ser tratados de modo personalizado. Têm necessidades diferentes. O mote da minha empresa é o trabalho consultivo”, afirma Timbó.

Essa é uma das vertentes da LTSeg Corretora. Outra vertente que a LTSeg já detectou foi a necessidade de uma proteção específica que poderia ser automatizada em uma ferramenta online. Foi o que ocorreu. A LTSeg desenvolveu uma plataforma voltada à oferta de seguro para esse nicho. “Ainda não posso divulgar detalhes da ferramenta online”, diz. Timbó apenas conta que a maior parte, 90% da plataforma, está concluída, na fase de integração com algumas seguradoras. A perspectiva é de lançamento dessa plataforma no início de 2018.

Proprietário da Amparo Seguros, o corretor Deivid Santos, de 35 anos, conta que tem procurado novas tecnologias para aproveitar todas as oportunidades que o mercado oferece. “A inovação tecnológica ajuda a desenvolver meu trabalho, seja de corretor, de vendedor, de captador de clientes”, afirma.

“A inovação tecnológica ajuda a desenvolver meu trabalho, seja de corretor, de vendedor, de captador de clientes”, afirma Deivid

Sem salário fixo, Santos diz que dá sim para atingir R$ 45 mil de vendas em um único dia, com a comissão de 10%, quando leva aos clientes produtos relacionados a um determinado produto. “Faço questão de me encontrar pessoalmente com clientes, olho no olho, para detalhar cada uma da tecnologias envolvidas no que ofereço: equipamento automotivo, seguro de carro, e serviço de gestão de frota e de carga. Quem não é visto, não é lembrado. De cada 10 clientes, pelo menos, um sela o negócio com aperto de mão”, explica.

Para começar, Santos tem contrato com a marca Snap On, com sede nos Estados Unidos. A Snap On produz equipamentos automotivos ultrassofisticados (scanner de diagnóstico em carros, alinhador 3D, entre outros). Atuando como influenciador da empresa norte-americana no Brasil, quando visita o cliente interessado nesse equipamento, Santos já oferece o serviço de gestão de frotas e de monitoramento de veículos e de cargas. Ele também é o influenciador da Sascar, do grupo Michelin, recebimento comissão pelos contratos fechados.

Santos conta ainda que baixou em seu celular o app de um marketplace de seguros independente, criado por uma insuretech, que promete remunerar corretores que captarem clientes. “A cada conversão feita e a cada seguro auto contratado, vou ganhar pontos para serem trocados por dinheiro. Esse tipo de negócio me interessa”, conta. “Quanto mais parcerias relacionados a automóveis, maior o retorno financeiro. Tudo o que apresento de tecnologia relacionada a carros, as pessoas se interessam. Elas querem facilitar a vida delas. Eu ofereço essas facilidades”, completa.

Cliente e investidora de um banco sem uma agência física, Maria Fernanda Martins, de 34 anos, é outra fissurada por tecnologia. Fernanda se hospeda em residências compartilhadas pelo Airbnb e usa o serviço do Transferwise para transferência de dinheiro entre países. “Tenho pesquisados novas tecnologias para facilitar meu trabalho no setor de seguros, mas ainda não encontrei uma ferramenta eficiente com custo acessível a pequenas corretoras”, afirma. Faço a gestão dos clientes e das seguradoras sozinha. No máximo, uso a planilha do excel”, diz.

Em julho passado, Fernanda iniciou seu próprio negócio, a MFmais Soluções em Seguros, depois de deixar uma grande empresa na qual atuava com seguros. O corretor tem o importante papel de traduzir aos clientes detalhes do produto que eles não conseguem entender. Essa necessidade não vai acabar, mesmo com toda tecnologia envolvida no processo”, diz.

O vice-presidente de Relações de Mercado da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Dorival Alves de Sousa, também presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Distrito Federal (Sincor-DF), reconhece que o corretor jovem, na faixa de 20 a 30 anos, já domina a tecnologia no dia a dia do trabalho. Enquanto que, os profissionais mais experientes, com conhecimento amplo dos produtos, precisam se aperfeiçoar no uso da tecnologia para se adaptarem à nova realidade do mercado.

Diante do crescente número de insuretechs no País, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) afirma acompanhar a modernização do setor. Sabemos que o corretor que ficar preso aos processos burocráticos antigos, vai ter dificuldade de vender para consumidores mais jovens, com certeza. Mas, todos os avanços nesse setor devem respeitar as normas do órgão regulador”, afirmou o diretor de informações da Susep, Hugo Mentzingen, durante evento de insurtechs, realizado em 18 de agosto.

Susep cria grupo de trabalho para discutir proteção veicular

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Conforme antecipado pelo titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, na primeira quinzena de outubro, por meio da Portaria nº 7018, de 24 de outubro de 2017, publicada nesta sexta-feira, dia 10 de novembro, a autarquia comunica a criação de um grupo de trabalho para discutir o mercado marginal. O objetivo é analisar as atividades exercidas por associações, entidades e cooperativas que oferecem, de forma irregular, coberturas securitárias e produtos com características da operação de seguros.

O superintendente da Susep explica que a iniciativa busca colocar em discussão o mercado marginal como um todo, não apenas a chamada proteção veicular, para que sejam adotadas medidas em prol dos consumidores e do setor de seguros supervisionado pela autarquia. “Essas empresas não cumprem as regras e os critérios preestabelecidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a prática ilegal causa prejuízos à população porque não há proteção jurídica para o consumidor”, alerta.

Já o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, que será o responsável pela coordenação dos trabalhos do grupo, esclarece que a autarquia mantém uma força-tarefa constante no sentido de coibir a realização de operações de seguros por empresas sem autorização. “No campo da Diretoria de Supervisão de Conduta da Susep, hoje, há pelo menos 200 processos administrativos referentes à proteção veicular em apuração de indícios de irregularidades. Além disso, a diretoria está analisando outros 20 processos referentes a seguros de vida e acidentes pessoais”, destacou.

O grupo de trabalho será composto por representantes da própria Susep, por meio das suas coordenações-gerais de Monitoramento de Conduta e de Fiscalização de Conduta; da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda; da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg); da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi); da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor); da Escola Nacional de Seguros; e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo é de 90 dias a partir da data da publicação do normativo.

Sinistralidade na Saúde Suplementar

A equipe da Capitolio Consulting acaba de concluir o inédito Estudo sobre a Sinistralidade na Saúde Suplementar. As conclusões a que chegou o Estudo são alarmantes e a sinistralidade se tornou um dos fatores intensos, que podem minar o já cambaleante sistema de Saúde Suplementar no Brasil.

O estudo com histórico a partir de 2002, faz um comparativo dos últimos dois anos entre 820 empresas ativas do setor, classificando de forma consolidada, por porte e por modalidade.

Interessados devem se dirigir através do e-mail capitolio@capitolio.com.br

Reforma Trabalhista prevê utilização de Seguro Garantia Judicial para depósitos recursais

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Neste sábado, 11 de novembro, entra em vigor a reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017), que modifica a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), trazendo novidades sobre a aceitação do Seguro Garantia Judicial em processos trabalhistas. O seguro passa a ser expressamente previsto nos artigos 882 e 899 da CLT, pacificando a aceitação da modalidade na esfera judicial.

“Desde 2007 o Seguro Garantia Judicial é utilizado na esfera trabalhista devido à aplicação de maneira subsidiária do Código de Processo Civil”, diz Daniela Durán, gerente de Produtos Financeiros da consultoria e corretora de seguros Aon. “A nova lei reafirma a validade e utilização do instrumento, sendo mais um marco legal na trajetória do seguro garantia judicial”, afirma.

A grande novidade da lei refere-se à possibilidade de utilização do seguro como garantia em depósitos recursais. Antes, ao entrar com um recurso depois de uma decisão desfavorável, as empresas precisavam fazer depósitos em dinheiro para garantir a admissibilidade do pedido perante os tribunais. Os custos desses depósitos são fixos, tabelados pelo próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Atualmente, os custos desses depósitos são tabelados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), fixados em R$ 9.189 para a interposição de recurso ordinário, e em R$ 18.378 para recursos direcionados aos tribunais superiores. Em muitos casos, é necessário realizar múltiplos depósitos em uma única ação. “Se a empresa quiser entrar com recurso diante de uma decisão desfavorável, ela precisa fazer o depósito, que permanecerá vigente pelo tempo que perdurar a discussão judicial”, explica Daniela Durán.

“As empresas despendem milhões de reais para terem suas decisões judiciais revisadas pelos tribunais. Apesar do valor parecer pequeno, o impacto de sua somatória no médio e longo prazo pode ser devastador financeiramente.”, diz a executiva da Aon. Portanto, o Seguro Garantia Judicial vai simplificar, agilizar e principalmente desonerar os depósitos recursais que tem que ser oferecidos pelas empresas. Atualmente, as apólices são emitidas de forma eletrônica, em até 48 horas.

Dessa forma, a seguradora oferece ao tribunal a garantia de que o valor do depósito recursal será integralizado na condenação. “Se ela não cumprir a determinação judicial, a seguradora é acionada para efetuar o pagamento”, detalha Daniela.

Com as novas regras previstas na reforma trabalhista, a Aon estuda melhorias na oferta do Seguro Garantia Judicial em depósitos recursais para os seus clientes.

Sobre a Aon:

A Aon Plc (NYSE: AON) é uma empresa global líder de serviços profissionais, que oferece ampla gama de soluções em riscos, benefícios e saúde. Nossos 50 mil colegas em 120 países potencializam resultados para clientes utilizando dados e análises proprietários para fornecer perspectivas inovadoras, que reduzam a volatilidade e melhorem o desempenho.

No Brasil, temos mais de 2 mil colaboradores localizados em nove escritórios nas principais cidades do país.

Sinistros aeronáuticos reúnem seguradoras e resseguradores no Rio de Janeiro

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A JLT Resseguros recebeu, no dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, seguradoras, resseguradores, reguladores da indústria da aviação e um investigador de acidentes aéreos para compartilhar conhecimento e trocar experiência em relação a sinistros aeronáuticos.

Fernando Selestrino e Fernando Domingues, reguladores na McLarens Aviation Brasil, traçaram um panorama sobre o papel do regulador e apresentaram os aspectos e processos de um sinistro, desde pequenos incidentes, passando pelas ocorrências de grande porte, até os detalhes contemplados no relatório final que abrange todas as informações referentes ao sinistro.

A dupla elencou ainda os tipos de danos mais comuns na operação de aeroportos, como por exemplo, a ingestão de objetos, a colisão de pássaros e a saída de pista. As dificuldades criadas por questões políticas, barreiras culturais e influências locais que precisam ser enfrentadas durante a investigação de um acidente ou incidente também foram lembrados.

“Foi uma ótima oportunidade para transmitir o conhecimento do processo”, ressaltou Selestrino. Para ele, algumas situações no momento do sinistro podem ser evitadas com informação. “Em sete anos é a primeira vez que participo de um encontro promovido por uma corretora.”

Para o diretor da McLarens Aviation Brasil, Fernando Rodrigues, o mercado segurador deveria realizar mais seminários e workshops como forma de divulgar e atualizar os profissionais sobre todas as questões envolvidas em um sinistro.

Disseminação da informação foi como o Brigadeiro Carlos Alberto da Conceição, investigador master de acidentes aeronáuticos, pontuou toda a sua apresentação. Na avaliação do especialista, a prevenção de acidentes aéreos passa pelo conhecimento, atualização e treinamento constante de todos os que trabalham no setor aeronáutico. “Seriam poupadas mais vidas e as empresas otimizariam seus recursos financeiros”, afirma. De acordo com a National Business Aviation Association o prejuízo estimado com gasto por saída de pista é de US$ 900 bilhões. Com colisão de aves US$ 1, 4 bilhão.

Carlos Alberto, que também é gerente da McLarens Aviation Brasília, falou sobre as ferramentas de prevenção, a influência da cultura organizacional no risco das companhias aéreas, a importância da consciência situacional, o gerenciamento na manutenção, no handling e processos. O investigador ressalta que “é preciso elevar o estado de alerta para que a percepção do risco seja constante. É na queda da percepção que os incidentes e acidentes acontecem”.

Internet das coisas e inteligência artificial turbinam mercado de seguros

Fonte: Febraban

Matéria original no link

por Denise Bueno

FINTECHS E INSURTECHS APROXIMAM AS SEGURADORAS DOS CONSUMIDORES, UMA DEMANDA DAS EMPRESAS DO SEGMENTO; AVANÇO DA TECNOLOGIA IRÁ PERSONALIZAR CADA VEZ MAIS PRODUTOS E SERVIÇOS PARA O USUÁRIO

A internet das coisas (IoT), que promove a conexão à rede mundial de computadores de aparelhos usados na vida cotidiana, abriu um novo mundo a explorar para os executivos do setor de seguros, que já falam em “seguro das coisas” como um sonho do setor. “Coisas”, no caso, ligadas virtualmente, pela internet.

“Ter o seguro para proteger todas as coisas conectadas à vida do internauta pode se tornar realidade”, garante Tonatiuh Barradas, vice-presidente de indústrias estratégicas da SAP América Latina e Caribe.

Essa exploração vai exigir investimentos. Pesquisa recente realizada pela Strategy@ para o anuário do jornal Valor Econômico classificou as companhias do setor de seguros e operadoras de planos de saúde conforme seus investimentos em inovação e constatou que cerca de 50% dessas empresas investiam no máximo 2% da receita em tecnologia. A outra metade investia entre 2% e 4%. Os dados mostram evolução em relação à edição passada, que identificou apenas 11% com direcionamento entre 3% e 4% da própria receita para inovação.

A demora em inovar é atribuída à falta de regulamentação do setor, a cargo da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Neste ano, a autarquia tem se mostrado sensível ao tema das insurtechs (termo que significa a tecnologia em seguros), e acompanha de perto os passos do Banco Central, que já começou a discutir normas para regular as fintechs. “Em janeiro deste ano, a Susep criou a comissão Especial de Seguros, no qual um dos assuntos em pauta inclui transações eletrônicas e a criação de produtos e serviços que atendam plenamente o desejo dos consumidores”, disse Joaquim Mendanha, titular da Susep.

A notícia vem ao encontro da demanda das seguradoras. “As fintechs e insurtechs aproximam o mercado segurador dos consumidores, principalmente os mais jovens”, disse Alexandre Leal, diretor e representante da Confederação das Seguradoras (CNseg), ao falar do assunto no Ciab FEBRABAN deste ano. A tecnologia aproxima as empresas dos clientes, mas o consumidor não deve dispensar os corretores, acrescenta o presidente da CNSeg, Márcio Coriolano. “O consumidor sempre precisará da figura do corretor para traduzir o produto, no que diz respeito às suas necessidades e à sua capacidade de pagamento, além da ajuda na escolha entre as variedades que existem no mercado.”

Hoje os corretores de seguros são responsáveis por 85% dos R$ 240 bilhões do faturamento das seguradoras. Com o avanço da tecnologia, o volume de produtos e serviços, bem como a abrangência das ofertas serão maiores. Com tantas opções, ter um especialista para separar o joio do trigo é primordial.

“O corretor ganhou um aliado: a tecnologia”, afirma Armando Vergílio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor), que lidera boa parte dos 100 mil profissionais de vendas do setor. Com esse apoio, deve avançar de forma acelerada a decisão de investir em tecnologias comoanalitycs e internet das coisas no setor.

Capaz de aproximar o setor dos consumidores, a inteligência artificial (IA) é o primeiro dos 10 itens apontados entre os principais interesses de investimento das empresas de seguros em matéria de inovação, no Estudo Global de Tendências na Indústria de Seguros Capgemini, afirma Carlos Eduardo Mazon, Diretor de Operações da subsidiária brasileira. “O uso da IoT, uma das vertentes da IA, pelas seguradoras possibilita o uso de programas de manutenção preditiva, prestação de serviços agregados, prevenção de acidentes, recuperação de veículos roubados, compreensão de riscos de condução do veículo, entre outros”, explica ele. “Isso alimenta uma série de processos dentro da seguradora que se refletem em menores custos e melhores preços aos condutores que oferecem menos riscos.”

Os consultores trouxeram ao Ciab FEBRABAN, neste ano, inovações já testadas em outras partes do mundo. No Brasil, boa parte das novidades diz respeito ao atendimento aos segurados nos diversos canais de comunicação. “São tantos aplicativos que nem consegui mensurar para citar neste meu discurso”, comentou Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN.

Segundo Cristiano Barbieri, diretor de investimentos da SulAmérica, as empresas têm investido em pequenos projetos, para personalizar produtos e serviços à medida que a interação com os clientes traz aprendizado ao setor.

A Liberty Seguros, por exemplo, foi a primeira a pôr em prática a telemetria a favor dos segurados, ao investir R$ 1 milhão no programa Direção em Conta, nos últimos três anos. A última versão do programa dispensa instalação de qualquer dispositivo no veículo e funciona com dados capturados por meio do smartphone do usuário. ”O desconto para o cliente pode chegar até 30%”, informa José Mello, superintendente de pesquisa e inovação.

A inteligência artificial tem sido usada para identificar novos padrões de riscos, para calcular prêmios mais ajustados a cada cliente individual e na automação de processos _ a intenção é melhorar a qualidade da experiência dos usuários e eliminar ineficiências na interação por meio de robotização.

Segundo Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguro, startup que já recebeu aporte milionário de fundo Redpoint, seria possível ter uma grande redução de custo operacional, tanto do lado das seguradoras como das corretoras, se as seguradoras conseguissem integrar os sistemas de apoio à venda _ como vistoria prévia, transmissão e emissão _ e de pós-venda, como endosso, sinistro e resolução de pendências.

“Essa economia poderia ser revertida para preço, transferindo o benefício para os consumidores, permitindo que mais clientes tenham recursos para comprar o produto, ampliando ainda mais o mercado e favorecendo ganhos de escala”, comenta Blay.

Durante os dois dias de debates, no Ciab FEBRABAN 2017, as cinco palestras dedicadas ao setor de seguros sinalizaram que o mercado deste segmento precisa mudar rápido. Apesar de movimentar vendas mundiais de US$ 4,6 trilhões, boa parte dos produtos são ultrapassados e carregados de burocracia. Segundo os especialistas, as vendas se sustentam porque os riscos assustam as pessoas em tempos de economia combalida e instabilidade política.

Pesquisas revelam que boa parte dos clientes desse mercado acha o seguro um mal necessário. O setor quer fazer com que ele seja visto como um bem necessário, a partir de exemplos como o da insurtech nova-iorquina Limonade, que pediu ingresso no Guiness Book de Recordes por ter pago a um cliente em três minutos após o comunicado de roubo. Entre centenas de estudos sobre o tema insurtech lançados em 2017, uma análise da CB Insights e Oliver Wyman revela que os investimentos eminsurtechs, iniciados em 2011, totalizaram US$ 3,9 bilhões em 2016 e superarão US$ 6 bilhões em 2020. Há especialistas que acham esse projeção tímida.

“Nós mesmos somos responsáveis pelo avanço de aplicativos como Uber, Netflix, Waze, Airbnb entre tantos outros; isso mostra que a inovação chegará rápido no nosso mercado e temos de nos aliar se quisermos crescer protegendo nossos clientes que querem mobilidade, preço e garantias sob medida”, disse Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo, para uma plateia com mais de 1,2 mil corretores _ que, até o final de 2016, ameaçavam deixar de vender produtos de seguradoras ligadas a plataformas digitais de startups, presentes no mercado desde 2014.

“Ninguém quer pagar mais do que consome por qualquer produto e serviço”, provoca André Gregori, CEO da thinkseg, uma das insurtechs que aposta, no Brasil, em ofertas via mobile, aproveitando o avanço deste canal de atendimento. As operações com aplicativos de bancos em celular já representam 34% das transações bancárias em 2016, um aumento de 14 pontos percentuais em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, realizada pela Deloitte. O seguro de carro já disponível na plataforma Thinkseg oferece até 40% de desconto, em comparação com o produto tradicional.

“Atualmente são 27 insurtechs no Brasil, segundo mapeamento do Radar Fintech. Em 2015 eram apenas sete”, contabiliza Gustavo Zobaran, gerente de experiência de marca da Youse, plataforma digital lançada há três anos pela Caixa Seguradora. “Não tenho dúvidas que, para 2018, este número, no mínimo, dobre; o mundo digital veio para dar poder de escolha e o consumidor se mostra aberto à novidades de venda de seguros da Caixa Seguradora.

O mundo “Seguro das Coisas (conectadas)” só existirá se o consumidor quiser. E para ele querer é preciso ofertar preço acessível, estar em todos os lugares, dentro do conceito omni-channel, com atendimento disponível 24 horas por dia 7 dias por semana”, resume Barradas, da SAP.

Generali e Affinion selam parceria para ofertar solução de proteção digital para seguros massificados

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A Generali Brasil Seguros anuncia nova parceria com a unidade de Negócios de Customer Engagement Solutions da Affinion. A seguradora será a primeira no mercado brasileiro a fornecer gratuitamente aos seus clientes de seguros massificados a solução de monitoramento de dados digitais conhecida como ProtegeWeb.

O recurso é um modo de proteger os dados dos usuários na internet e conscientizar os consumidores a manterem-se preservados, minimizando o risco de fraudes e exposição indevida de suas informações pessoais.

“A Generali tem um grande orgulho de ser a primeira seguradora no Brasil a oferecer aos seus clientes, sem custo adicional, o monitoramento de dados digitais. Essa parceria com a Affinion só ratifica o nosso compromisso em prestar os melhores serviços para ser, a cada dia, mais essencial na vida de quem utiliza os nossos serviços. Sabemos que cada vez mais é necessário disponibilizar informações pessoais na internet e muitas vezes isso é feito de uma forma não segura, por isso, oferecer essa proteção digital é motivo de orgulho para nós”, afirma Claudia Papa, Head of Mass Channels Américas da Generali.

Após a compra de um dos seguros mencionados, o cliente deve ativar a conta através de um link, enviado por e-mail ou mensagem de texto, que leva ao site do ProtegeWeb. Em seguida, o consumidor deve incluir os dados que deseja controlar, como documentos, cartão de crédito, endereço, conta corrente,etc. A partir desse momento, o monitoramento é iniciado. Em caso de qualquer identificação de risco, um alerta do serviço é enviado com informações sobre o site onde seus dados foram encontrados e as possíveis implicações, permitindo ação imediata para prevenir que não sejam utilizados indevidamente. O suporte ao cliente estará disponível 24 horas por dia.

“Esta parceria é um marco para o setor de seguros no Brasil, especialmente ao se tratar de segurança online. A Generali acredita na importância de construir um relacionamento próximo com seus clientes, que estão cada dia mais digitais. Essa parceria mostra que a Generali quer ser parte integrante da “vida digital” de seus clientes”, acrescenta Cesar Medeiros, Country Head da unidade de Customer Engagement Solutions da Affinion no Brasil. “Dito isto, concluímos que existe um alto potencial de ampliar o engajamento com a Generali, gerando assim novas oportunidades de negócios com seus produtos e serviços”.

Wiz divulga resultados fortes, mas analistas estão atentos a negociação com a Caixa

A Wiz, corretora de seguros da Caixa, divulgou lucro líquido de R$ 51 milhões no terceiro trimestre deste ano, 38% acima do resultado obtido em mesmo período do ano anterior. Segundo o balanço, disponível no portal do grupo, o crescimento foi impulsionado por bons resultados da venda bancassurance, ou seja, por meio do canal bancário Caixa. Além disso, foi a primeira contribuição da Finanseg, recentemente adquirida, somando R$ 16 milhões na receita líquida no terceiro trimestre.

“Apesar dos bons resultados, as incertezas quanto às renegociações de contratos com a Caixa Econômica Federal (CEF) ainda permanecem em vigor e devem pesar sobre o nome no curto prazo”, comentam os analistas da BBI Investimentos, em relatório divulgado para clientes, mas que o blog Sonho Seguro teve acesso. Além disso, notícias recentes sobre as restrições de capital da Caixa anunciadas na mídia na semana passada, poderiam aumentar a incerteza sobre o crescimento futuro das operações bancárias e de seguros. “No entanto, mantemos a nossa classificação Outperform, pois acreditamos que a avaliação atual já incorpora a maior parte disso”, afirmam os analistas.

No relatório divulgado em outubro os analistas citam a ZIM, plataforma lançada em parceria com a Federação dos Corretores (Fenacor). Nele, os analistas do BBI avaliaram o lançamento da ZIM como sendo um movimento estratégico interessante. “Pode ser uma nova fonte de crescimento no futuro, mas ganhar escala será um grande desafio. Os lucros provavelmente não serão significativos no curto prazo, podendo aparecer somente em 18 a 24 meses”, afirma o relatório.

O relatório avalia que ao trazer inclusão digital para um mercado fragmentado, a ZIM tem como objetivo promover e incorporar a inclusão digital para pequenas empresas de corretagem. Seu alvo potencial são 109 mil corretores, “que são altamente fragmentados, não capitalizados e sem tecnologia adequada”, informa o relatório do BBI. A ZIM pretende aumentar o uso de tecnologia, redes sociais e grandes dados para melhorar o alcance desses corretores e sua qualidade de serviço. Além disso, um dos seus objetivos é reduzir a ineficiência do segmento, uma vez que atualmente 65% do tempo dos corretores são alocados para atividades, processos e trabalhos de papelaria, acrescentam os analistas.

Atrair o tráfego para a plataforma será um desafio, segundo o estudo. O principal desafio para garantir o sucesso do produto é estabelecer uma escala para a plataforma através de downloads de aplicativos. Nesse sentido, segue o analista, a ZIM deve demonstrar sua proposição de valor a diferentes jogadores neste meio ambiente: os corretores que estão mostrando alguma resistência para se juntar à plataforma – devido a preocupações com a perda de seus clientes para Wiz ou Caixa; os clientes de corretores; e as empresas de seguros que podem ver a ZIM como concorrente de seus próprios canais digitais.

“Vemos o lançamento da ZIM como positivo, pois poderia trazer uma fonte adicional de crescimento no futuro. Além disso, reforça a recente estratégia da Wiz de se posicionar como um provedor de serviços de seguros tecnológicos em vez de um corretor de seguros regular. No entanto, a empresa observou que a plataforma provavelmente não gerará lucros significativos antes de 18 a 24 meses. Além disso, acreditamos que a atenção dos investidores continuará focada nas renegociações dos contratos da Caixa Seguros, para continuar com a preferência no canal bancário do banco estatal.

Nesta semana o Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo e também do Rio de Janeiro promoveram debates sobre a Zim com o objetivo de esclarecer questões polêmicas entre os profissionais da categoria, entre elas a participação da Youse entre os acionistas da Wiz. “A Caixa Seguradora, dona da Youse, não tem vínculo societário com a Wiz, é apenas um investidor: possui 25% de suas ações, o que não permite que haja nenhuma interferência em sua gestão, muito menos troca de dados entre as duas”, afirmou Everton Peixoto, da Wiz.

O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, garantiu que Federação tomou todos os cuidados jurídicos antes de fechar a parceira para garantir a total privacidade dos dados, além de exigir uma apólice de seguro para qualquer quebra de contrato ou vazamento de dados. “Como será a vida do corretor se ele precisar baixar as plataformas de cada seguradora? Isso não simplifica sua vida, e sim o contrário. Por isso buscamos essa solução”. Ele frisou também que a utilização do Zim é opcional, portanto, o corretor pode escolher não aderir. Mas acredita que ele precisará buscar, então, alguma outra ferramenta do tipo. “Nós não vamos vencer a tecnologia, temos que nos aliar a ela”, avaliou.

BNDES prevê gastar até R$ 11,2 milhões com seguro para dirigentes

Fonte: Coluna Murilo Ramos, Revista Época

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu licitação a fim de contratar seguradora para emitir apólices para conselheiros, diretores e administradores. A cobertura, de R$ 300 milhões, está relacionada a decisões tomadas por eles no exercício do cargo. O banco prevê gastar até R$ 11,2 milhões com a contratação, que terá vigência de 12 meses.

Na cobertura, que está prevista também para dirigentes lotados no exterior, estão inclusos custos com a contratação de advogados, pagamento de indenizações e despesas com condenações e acordos judiciais. Não está prevista, entretanto, a cobertura de despesas para defendê-los de acusações envolvendo pagamento de propina e crimes contra a administração pública.