Icatu anuncia a compra da Cardif Capitalização

Releas

A Icatu Seguros, líder entre as seguradoras independentes de Vida, Previdência e Capitalização e o BNP Paribas Cardif, número 1 no mundo em seguro de crédito, assinaram no dia 22 de dezembro, um contrato no qual a Icatu vai adquirir a totalidade dos ativos e as operações de Cardif Capitalização no Brasil.

A partir da aprovação da operação pelos órgãos reguladores, a Icatu assumirá as carteiras e a comercialização de capitalização da Cardif e passa a ser provedora exclusiva desses produtos para o BNP Paribas Cardif Brasil. A efetivação da operação ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Superintendência de Seguros Privado (SUSEP).

No segmento de Capitalização, a Cardif atua principalmente na modalidade de Incentivos e tem faturamento anual de R$ 85 milhões (2016). O acordo preserva as condições contratados pelos atuais parceiros e clientes, que continuarão a contar com os serviços.

Segundo Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, “nas áreas de atuação da Icatu, temos grandes planos de expansão. A Cardif Capitalizaçao é um ativo importante neste contexto. Houve grande sinergia e empatia entre as equipes, o que pode gerar ainda mais oportunidades para ambas empresas no futuro ”.

Mongeral Aegon comemora 183 anos

A Mongeral Aegon celebra hoje, no dia 10 de janeiro, 183 anos de uma história de atuação ininterrupta no mercado de seguro de vida e previdência. Embora seja uma das poucas empresas centenárias no país, a companhia não parou no tempo e tem honrado o seu DNA inovador, investido cada vez mais em soluções pioneiras para o mercado.

Prova disso são as ações realizadas nos últimos anos, como o lançamento do primeiro e-commerce de seguros de vida, plataforma online para recrutamento e seleção de corretores parceiros e ferramenta de digitalização do processo de vendas da companhia, são algumas das iniciativas realizadas.

“O ano está mudando e no nosso mercado não é diferente. A visão voltada para a inovação, tendências e oportunidades são o segredo que nos possibilitará trilhar mais 183 anos de sucesso”, comemora o presidente da Mongeral Aegon, Helder Molina.

E as iniciativas não param por aí. Em fevereiro serão iniciadas as aulas para os selecionados do Insurtech Innovation Program, ação inédita da seguradora no país, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e com o IRB Brasil RE. Outra frente da Mongeral Aegon é a realização de testes de regulação de benefícios com machine learning, tendo aumentado significativamente a eficiência do seu processo de regulação.

A Mongeral Aegon é reconhecida pelo Governo Federal como pioneira em previdência no Brasil e já ultrapassou a marca de 2.1 milhões de clientes em 2017, contabilizando mais de R$ 320 bilhões de capital segurado e mais de 4.000 corretores parceiros. Além da seguradora, fazem parte do grupo a Mongeral Aegon Investimentos e o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

Alan Leal assume como diretor de underwriting da Allianz Worldwide

A Allianz Worldwide Partners Brasil – líder em assistência 24h nos segmentos Automotivo, Viagem, Residencial, Saúde e Vida – apresentou nesta semana o novo diretor de Underwriting. Graduado, pela FMU, em Ciências Atuariais e pós-graduado em Gestão Empresarial e Inovação Tecnológica pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Alan Leal possui quase 20 anos de experiência nas áreas Atuarial, Técnica e Administrativa.

O novo executivo vai liderar a área de Underwriting e Portfólio Management, desenvolvendo os aspectos de riscos, técnicos, mercadológicos, operacionais e econômicos da operação, além de aprovar cotações e acompanhar sinistralidade das carteiras junto à equipe, será responsável por desenvolver novas metodologias de precificação, automatização e inovações.

Alan Leal substitui Jorge Nader, que assume um novo desafio na área de Underwriting Actuarial, alocado na unidade de negócios da Allianz Worldwide Partners (AWP) Canadá.

Chubb anuncia duas nomeações na equipe de Seguros de Viagem para a América Latina

O primeiro é Juan Ignacio de Lorenzo que se junta ao time como Head of Travel Insurance para América Latina. Juan será responsável por todos os processos da carteira, incluindo o desenvolvimento de negócios, definição e execução da estratégia, relacionamento com parceiros chave, além de todos os aspectos relacionados aos resultados da América Latina. Ele se reportará diretamente a José Sosa, Senior Vicepresident A&H and Life e matricialmente a Alex Blake, Senior Vice President Global Head of Travel Insurance.

Juan retorna a Chubb após ocupar vários cargos diretivos em Companhias do mercado na Colombia e Argentina. Entre 2007 e 2010, foi Líder de Accident & Health para ACE Argentina e, entre 2010 e 2011, desempenhou o mesmo cargo na Colombia. Juan é formado em Administração de Empresas pela Universidad Católica da Argentina.

A segunda nomeação é de Diego Navarro, que assume o cargo de Chief Commercial Officer, Travel Insurance para a região. Neste papel, Diego será responsável pelo gerenciamento comercial do portfólio, com foco na entrega, execução, relacionamento com parceiros de negócios e maximização das receitas. Ele se reportará diretamente à Juan Ignacio de Lorenzo.

Diego Navarro chegou à Chubb em 2015, conduzindo a carteira de Seguros de Viagem da América Latina, a uma posição de liderança na região, com grande destaque para os segmentos preferenciais, como a distribuição por meio das companhias aéreas. Diego é licenciado em Aviação Comercial pela Universidade Argentina da Empresa.

Resseguradoras locais registram melhora no índice combinado nos dados acumulados de janeiro a setembro de 2017

A Terra Brasil divulgou novo estudo sobre resseguros no Brasil, abrangendo o período de janeiro a setembro de 2017. De acordo com o relatório, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 8,46 bilhões, 15% superior ao do mesmo período de 2016. “Em termos gerais, a mensagem é positiva. A recuperação notada na edição anterior parece ter continuado durante este trimestre”, observa o diretor geral Rodrigo Botti.

Perto de 73% deste total (R$ 6,19 bilhões) foi colocado em resseguradoras locais, um crescimento de 16%. Adicionalmente, no mesmo período, as resseguradoras locais aceitaram do exterior um volume de resseguros (bruto de comissão) estimado em R$ 1,7 bilhão, crescimento de 55% em relação ao mesmo período de 2016.

No conjunto o resseguro emitido pelas resseguradoras locais de janeiro a setembro de 2017 (bruto de comissão) foi de R$ 7,89 bilhões, avanço de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Durante este período, a sinistralidade bruta ficou em 63% contra 76% do mesmo período do ano anterior. O índice combinado ficou em 95%, uma melhora em comparação aos 101% apresentados no mesmo período de 2016.

No ano de 2017 até setembro, as resseguradoras locais apresentaram lucro de R$ 918 milhões (IRB com R$ 676 milhões e demais locais com R$ 242 milhões), superior em 38% aos R$ 663 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

Renovações de contratos não refletem aumento de preços, mesmo com perdas com catástrofes

A capacidade de subscrição do mercado re/segurador permanece intacta diante das grandes perdas com catástrofes para todas as linhas de cobertura, de acordo com um relatório divulgado pela Aon Benfield: “January 2018 Reinsurance Market Outlook“. Dados do estudo revelam que o setor de resseguro foi bem capitalizado antes dos furacões Harvey, Irma e Maria em agosto e setembro do ano passado, e que o capital de resseguro global era de US$ 600 bilhões em 30 de setembro de 2017, 1% maior que o final de 2016.

As perdas com catástrofes estavam pulverizadas. “Os incêndios florestais da Califórnia foram adicionados à conta no quarto trimestre, mas o fato é que estes mantiveram o lucro da indústria”, afirma o estudo. Dos US$ 600 bilhões em capital, US$ 518 bilhões eram de resseguradores tradicionais e US$ 82 bilhões de provedores de capital alternativos.

A Aon Benfield estima que as catástrofes naturais geraram US$ 128 bilhões em perdas seguradas em 2017, um pouco menos do que a estimativa de US$ 136 bilhões da Swiss Re e dos US$ 135 bilhões estimados pela Munich Re. Os corretores de resseguro relataram aumentos de preços em renovações de 1º de janeiro, mas as subidas foram menores do que se esperava.”O preço de resseguro subiu em linhas e territórios mais afetados por perdas recentes, mas esperamos que esta tendência seja relativamente curta, dada a quantidade de capital novo que entra no setor”.

Minuto faz levantamento do preço do seguro dos carros mais vendidos

Com mais de 188 mil unidades comercializadas em 2017, o Chevrolet Onix, pelo terceiro ano consecutivo, foi o líder do ranking dos carros mais vendidos do Brasil. O aumento de 22% nas vendas em relação a 2016 e 50% em relação a 2015, provou que o modelo da Chevrolet caiu no gosto popular. Outro dado interessante que deve ter animado a montadora é o fato de que há mais de 30 anos a Chevrolet não conseguia uma sequência tão positiva quanto essa na liderança dos mais vendidos do país quando o Monza ocupou a lista da preferência nacional entre 1984 e 1986.

O HB20, pelo segundo ano consecutivo, ficou na vice-liderança do ranking com 105 mil unidades comercializadas, mesmo com uma queda de 16% nas vendas em relação a 2016, quando vendeu 126 mil. Em 2015, o modelo da Hyundai teve 110 mil unidades vendidas. E, finalizando o top 3, o Ford KA também manteve a posição pelo segundo ano com 94 mil unidades vendidas, 18 mil a mais que 2016, quando comercializou 76 mil.

Com relação às surpresas e novidades da lista, o Gol, que em 2016 tinha ficado na nona posição com 57 mil unidades, retomou força e subiu para a quarta posição com 73 mil unidades vendidas, cerca de 28% de aumento. O Mobi, modelo lançado pela Fiat em 2016, apareceu pela primeira vez na lista dos carros mais vendidos do Brasil na oitava posição e substituiu o Palio, que ficou fora da lista após alguns bons anos. Por fim, o Compass, um dos maiores sucessos da Jeep, também apareceu pela primeira vez na lista, na nona posição, com 49 mil unidades comercializadas.

A Minuto Seguros, uma das maiores corretoras do Brasil e líder no segmento online, avaliou os preços dos seguros nas capitais em quatro estados, além do Distrito Federal: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia. O estudo considerou como perfil um condutor homem, de 35 anos e casado.

Para esse tipo de perfil, o preço do seguro do Compass apresentou a maior diferença em termos de valores: R$3.454 entre as capitais. Em Curitiba, o seguro ficou em R$ 7.179, enquanto que em São Paulo, o mesmo veículo apresentou um valor de R$ 3.725. Por outro lado, a cotação do Mobi é a que possui a menor diferença entre os veículos cotados. Em Salvador, o valor é o mais alto de R$2.303, enquanto o mais baixo é em São Paulo, que sai por R$ 1953, uma distância de R$ 350.

Das capitais avaliadas, São Paulo é a que possui o seguro mais barato para a maioria dos carros analisados. De 10 carros cotados, nove seguros estão mais baratos na capital paulista – apenas o seguro do Onix em Belo Horizonte e mais barato. Já Salvador é a que apresenta os preços mais altos, com o valor maior para 7 dos 10 carros em questão.

Detalhes da cotação
Capitais: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Brasília (DF).
Seguradoras: Azul, Aliro, Allianz, Bradesco, HDI, Itaú, Liberty, Sompo Seguros, Mapfre, Mitsui, Porto Seguro, Tokio Marine e Sulamerica.
Perfil: Homem, 35 anos, casado.
Plano: Cobertura de terceiros de R$ 100 mil.

Catastrofes naturais causam perdas econômicas de US$ 330 bi em 2017, sendo US$ 135 bi cobertos pelas seguradoras

As catástrofes naturais provocaram, em 2017, muito mais danos financeiros que nos cinco anos anteriores, e a parte coberta pelas seguradoras registrou um recorde, anunciou a alemã Munich Re. No ano passado, as catástrofes naturais causaram US$ 330 bilhões em prejuízos, quase o dobro de 2016 (US$ 175 bilhões) e o balanço mais alto da história desde 2011 (US$ 354 bilhões), detalha o estudo.

Dos US$ 330 bilhões – a maior parte deles relacionada a furacões e ao grave terremoto do México -, as companhias tiveram que cobrir “danos recordes” de US$ 135 bilhões. As catástrofes naturais ainda provocaram a morte de 10 mil pessoas no ano passado, pouco mais que em 2016 (9.650 mortos), mas bem inferior à média da última década, com o registro de 60 mil vítimas ao ano.

Ao todo, foram registrados 710 acontecimento climáticos ou geológicos extremos em 2017, um resultado muito superior aos 605 constatados em média no mesmo período. O furacão Harvey, em agosto, com chuvas torrenciais sobre o Texas, provocou um prejuízo de US$ 85 bilhões. Furacões como Irma na Flórida (US$ 32 bilhões) e María no Caribe, bem como os incêndios na Califórnia também somam bilhões em perdas. Na Europa, as temperaturas excepcionalmente baixas em abril causaram US$ 3,6 bilhões em prejuízos na agricultura, dos quais as seguradoras só cobrem US$ 650 milhões.

Os 10 principais temas das re/seguradoras mundiais em 2018, segundo estudo da Allianz

Veja uma lista da Allianz ebroker, do Reino Unido, dos temas que dominarão as discussões neste ano.

Brexit – Não houve uma grande clareza no que acontecerá com a estrutura legal da União Euroéia no pós-Brexit. Na verdade, o mercado de seguros do Reino Unido foi largamente deixado no escuro. Os reguladores exigiram que as empresas estejam preparadas para a Brexit, mas não podem fornecer orientação sobre o cronograma ou a forma que a Brexit terá. Diante disso, as organizações não tiveram escolha senão se preparar para o pior cenário – um “desembarque desordenado” em março de 2019. Por necessidade, eles precisaram se familiarizar com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). No entanto, estas regras são predominantemente relacionadas ao acesso ao mercado para comercialização de bens, o que não é a preocupação imediata dos serviços financeiros. As dúvidas pairam no ar, com as negociações permitirão à UE aceitar o regime regulamentar britânico pós-Brexit proposto? Caso contrário, as empresas devem de preparar para mudar as operações de negócios relevantes?

Proteção de dados – A contagem decrescente para o cumprimento do General Data Protection Regulation (GDPR), que substitui o Data Protection Act, tem nova cara, conforme o prazo de 25 de maio de 2018. A indústria precisará ter um maior controle sobre os dados que detém e a validação de por que é realizada e por quanto tempo. A questão-chave é: quão próximas as empresas estão em conformidade com seus requisitos e prazos? Agora não há espaço para diferir a ação. O mercado de seguros deve examinar urgente a forma como trata os dados pessoais, avaliar e compreender as exposições organizacionais e tomar medidas para desenvolver e implementar documentação, processos e sistemas compatíveis com GDPR. Uma multa máxima de € 20 milhões ou 4% do volume de negócios anual por uma violação grave por si só deve ser suficiente para motivar qualquer seguradora em ação.

Ogden taxas – O anúncio, em fevereiro de 2017, do Ministério da Justiça do Reino Unido (MoJ) para transferir a Taxa de Desconto de Ogden de 2,5% para -0,75% foi um evento monumental. Basta observar os resultados do primeiro trimestre e semestre no mercado Foram suficientes para ver o impacto financeiro que a norma causou. No entanto, em uma vitória para o mercado de seguros, o governo anunciou em setembro que a taxa de desconto poderia ser estabelecida entre 0% e 1% sob o novo projeto de lei.

Soft market – Um cenário de seguro competitivo requer uma gestão de lucro de ciclo rigoroso. Isso significa cortar despesas e liberar reserva para equilibrar baixos retornos de investimento e baixo preço técnico de todas as classes de seguro. 2017 foi um ano com perdas significativas, como as inundações das tempestades. Para algumas seguradoras, será difícil fazer lucro, com compromissos que precisam ser feitos entre retenções e redução de custos de seguro. Talvez oportunidades lucrativas possam ser encontradas na expansão dos limites da seguridade. A crescente economia está levando a riscos emergentes em todo o mundo nas áreas de tecnologia, meio ambiente, sociedade e política. Estes podem ser dominados por meio de novas soluções de seguros para mitigar potenciais de risco.

Regulamento – Não há dúvida de que o regime regulamentar do Reino Unido é mais desenvolvido, com recursos mais eficazes e mais intensivo do que nunca. Isto é demonstrado pelo recente anúncio da investigação da FCA sobre o mercado de atacado no Reino Unido e as disposições relativas ao Regime dos Gerentes Gerais entrando em vigor em 2018. Mais do que nunca, a liderança empresarial está sendo desafiada a equilibrar objetivos com os imperativos de regulamentação. A boa notícia é que, na maioria dos casos, existem etapas concretas que podem ser tomadas para efetivamente e com segurança alcançar esse equilíbrio. As atividades de prevenção, detecção e remediação são muito importantes. O que é claro, no entanto, é que uma abordagem “head-in-the-sand” é inaceitável.

Diretriz de Distribuição de Seguros (conhecido pela sigla IDD) – Embora as propostas para atrasar a implementação continuem, o IDD deve ser transposto para o direito interno do Reino Unido até 23 de fevereiro de 2018. O governo deixou claro que o Reino Unido implementará o IDD, independentemente das negociações em curso da Brexit. A diretiva foi desenvolvida com o objetivo de nivelar a concorrência para os distribuidores de seguros, ao mesmo tempo em que aumentou significativamente os padrões de conduta, melhorando a proteção do consumidor e possibilitando uma concorrência efetiva. As mudanças propostas são significativas e, inevitavelmente, exigirá que os processos sejam atualizados, o que provavelmente levará algum tempo. A FCA deixou claro que pensa que as empresas deveriam estar se preparando para as mudanças agora, de modo que elas estejam preparadas para o novo regime assim que entrar em vigor.

Inteligência artificial/robótica – Nos próximos anos, a inteligência artificial (IA) e a robótica serão os facilitadores de transformação. Em alguns casos, aceitar essas tecnologias significará encontrar melhores maneiras de realizar os mesmos fins que antes. Em outros, significará prosseguir os fins que antes eram inatingíveis. Continua a ser visto quanto às economias de custos e às eficiências que o setor de seguros poderia alcançar uma vez que o potencial da AI/robótica foi desbloqueado. Também é difícil prever quaisquer implicações futuras para o pessoal como resultado de qualquer interrupção. No entanto, é uma aposta certa de que os que apostaram na inovação primeiro obterão as maiores recompensas em termos de relevância e rentabilidade.

Capital – Os reguladores estão exigindo níveis de capital cada vez mais integrados para evitar qualquer risco de queda de capital regulatório. O destaque de exigência de sólidos níveis de capital é que as seguradoras estão agora procurando formas de implantar esse excedente. A desvantagem é que, com uma maior atividade, o mercado pode ser vítima de um medo de perder mercado ou competitividade. Isso, por sua vez, pode levar a avaliações excessivas e a uma tomada de risco impulsiva.

Riscos cibernéticos – As empresas, o governo e a nossa vida diária estão cada vez mais digitalizados e dependentes da conectividade eletrônica. Isso está submetendo todos a uma evolução de riscos cibernéticos operacionais e de informação. Simplesmente refletindo sobre os incidentes cibernéticos WannaCry e Petya, as conseqüências potencialmente devastadoras de tais ataques em corporações globais podem ser entendidas. Em termos do setor de seguros, as classificações a agência Fitch lançou um comunicado de imprensa em novembro, intitulado “Influência cibernética nas classificações da seguradora em geral gradual”, no qual afirmou: O seguro cibernético representa uma porcentagem relativamente pequena de negócios de seguradoras e as seguradoras estão tomando uma abordagem cautelosa para uma crescente cobertura, dada a incerteza sobre o potencial de reivindicações cibernéticas e sobre o preço de reivindicações.

Novos produtos – 2017 foi um ano interessante, com economia e divisão social precárias, tornando o mundo um lugar frágil. Há pressão sobre as companhias de seguros para disponibilizar produtos e entregar serviços que atendem às necessidades sociais e às novas expectativas de preços. A indústria deve manter-se à frente para projetar os produtos apropriados, vendê-los de forma acessível e a um preço razoável. Se você não interessa aos seus clientes, eles vão deixar você e competir com seus concorrentes. A relevância é um alvo em movimento. Adaptar e evoluir com novas tendências da indústria, bem como realinhar táticas de “go-to-market” são fundamentais para se manter competitivo. Inovar para sobreviver.

Vendas de seguro de carros avançam 7% até novembro, para R$ 29,3 bi

O ranking das maiores seguradoras de automóvel de 2017 deve apresentar uma nova configuração quando os dados de dezembro forem divulgados, o que está previsto para o início de fevereiro. De janeiro a novembro de 2017, dados divulgados nesta semana pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), agrupados pela consultoria Siscorp, mostra que o segmento registrou vendas de R$ 29,3 bilhões, crescimento de 7,1% comparado ao mesmo período do ano anterior.

A Porto Seguro lidera com folga a liderança, com prêmios de R$ 8,1 bilhões. A Bradesco vem em segundo lugar, com menos da metade: R$ 3,7 bilhões. A grande surpresa ficou com a Tokio Marine, que galgou posições e agora ocupa o terceiro lugar em vendas de seguro de carro, com prêmios de R$ 2,7 bilhões, o que significou um crescimento de 32% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O grupo japonês lançou o seguro popular de automóvel em meados de 2017 e, segundo entrevistas concedidas pelos executivos, a aceitação do público foi grande, sendo ele o principal responsável pelo crescimento registrado no ano.

A HDI ocupa a quarta colocação até novembro, com R$ 2,6 bilhões. Há grandes expectativas de que ela apresente crescimento em 2018 tanto pela operação estar num avançado estágio de venda digital, como pela parceria anunciada recentemente com o Santander para a venda de seguro de carro digital.

Na quinta colocação vem a SulAmérica, com vendas de R$ 2,3 bilhões até novembro do ano passado, recuou de 9,2% comparado aos onze meses de 2016. O grupo também anunciou o uso de telemetria e promete muitas novidades para 2018.

Os dados do Banco do Brasil e da Mapfre aparecem separados no ranking da Siscorp. A Mapfre, sexta colocada, registra vendas e R$ 2 bilhões e o BB, em nono lugar, de R$ 1,1 bilhão. Unidos, ocupariam a terceira colocação. Muito se tem falado sobre a renegociação da parceria selada há quase sete anos, mas por enquanto nada foi anunciado.

A Liberty aparece na sétima colocação, com R$ 1,8 bilhão, alta de 17,8%, sendo a marca Aliro, que traz um seguro mais enxuto e digital, puxando as vendas. Finalizando o ranking das dez maiores, está outra japonesa, a Sompo, com vendas de R$ 978 mlhões até novembro de 2017.

Entre as 15 maiores, o maior crescimento vem da Caixa, com o impulso dado pela Youse, a plataforma digital do banco estatal. As vendas somaram 291 milhões de janeiro a novembro de 2017, 65% acima do registrado em mesmo período do ano anterior. A Caixa está num processo de escolha de uma parceira para vender seguro de auto no balcão do banco, segundo fato relevante divulgado em outubro passado. Uma das mais interessadas, segundo executivos do setor, é a Tokio Marine.