CNSEG: Entrevista Especial com Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento

Fonte: CNseg

A Reforma da Previdência é a ação de curto prazo mais importante para garantir o equilíbrio de longo prazo para as contas públicas e a solvência da economia brasileira. A opinião é do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que, em entrevista exclusiva à Revista de Seguros, destacou: “Sem essa reforma, a fexibilidade do Orçamento para uma atuação discricionária do Governo e o Novo Regime Fiscal fcam comprometidos num futuro próximo, com impactos negativos no risco Brasil”. Segundo o Ministro, o efeito sobre investimentos, infação e câmbio, gerado pela não aprovação da reforma, poderá resultar em perda de três a cinco salários mínimos (cerca de R$ 2.810 a R$ 4.680) na renda de cada brasileiro ao longo dos próximos anos.

Historicamente, o gasto público aumenta em anos eleitorais, não só no Brasil. Como o senhor avalia essa perspectiva do ponto de vista da meta fscal para 2018?

É importante deixar claro para toda a sociedade brasileira que o Governo do Presidente [Michel] Temer liderou reformas importantes, que estabelecem uma nova realidade institucional e reduzem os riscos de aumento dos gastos públicos em anos eleitorais. Pelo Novo Regime Fiscal (Emenda Constitucional nº 95/2016), o crescimento dos gastos públicos está limitado à infação verifcada no período anterior à elaboração do Projeto de Lei Orçamentária. Por isso, diferentemente dos anos eleitorais anteriores, o Orçamento de 2018 foi elaborado sem crescimento real dos gastos públicos. O teto das despesas para o próximo ano foi corrigido apenas pela infação. Temos, pela primeira vez, de forma inédita, previsibilidade para o comportamento da despesa pública no próximo ano. Só é possível elevar ou criar um gasto novo, caso haja redução de outra despesa.

Qual sua opinião sobre o estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, segundo o qual o Brasil só volta a ter superávit primário em 2023?

O estudo foi publicado no fnal de junho de 2017, ainda sem refetir as novas metas propostas pelo Governo e sem considerar os resultados da retomada do crescimento, hoje uma realidade. Em agosto, foi enviada proposta de mudança das metas fscais constantes na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2018) para o triênio 2018-2020. Segundo essas projeções, o Governo deverá incorrer em défcit pelo menos até 2020. Ou seja, estabelecemos uma trajetória indicativa da meta fscal mais conservadora. No processo de elaboração do Projeto da LDO-2019, esse planejamento de médio prazo do Governo será atualizado e incorporaremos o ano de 2021 nas projeções. Vale destacar, entretanto, que alguns economistas já projetam superávit para o setor público a partir de 2020. De todo modo, as projeções de superávit primário dependem da aprovação das reformas necessárias para a consolidação fscal em curso.

Que medidas precisam ser tomadas para evitar que essa previsão do IFI se confirme?

O fator mais importante para o Governo voltar a apresentar superávit primário em um período mais próximo é melhorar a efciência e efcácia do gasto público, reduzindo os dispêndios e elevando os resultados de sua atuação. Nesse sentido, a agenda das principais reformas já está colocada, sendo a da Previdência a prioritária no curto prazo. Sem a Reforma da Previdência, a fexibilidade do Orçamento para uma atuação discricionária do Governo e o Novo Regime Fiscal fcam comprometidos no futuro próximo, com impactos negativos no risco Brasil, aumentando o endividamento público e disparando uma cadeia de efeitos negativos sobre toda a economia. Além da Previdência, também temos trabalhado em outras frentes para sustentar o Novo Regime Fiscal, buscando melhor efciência do gasto público. Despesas com programas e políticas públicas estão sendo revistas, especialmente dentro do Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP), para evitar desperdícios e distorções da aplicação do recurso público. Um exemplo é a economia gerada com a revisão dos benefciários do Auxílio-Doença, suspendendo pagamentos indevidos. O FIES (crédito ao aluno do ensino superior) também passou por revisão, resultando em redução dos juros e da inadimplência para garantir a sustentabilidade de um programa tão importante ao País. Entretanto, o principal vetor de recuperação das receitas é a consolidação do crescimento econômico. E isso só vai ocorrer quando forem aprovadas as reformas necessárias para ajustar as contas públicas.

Como o Governo pretende conseguir que o Congresso aprove o adiamento do reajuste dos servidores e o aumento da alíquota previdenciária destes servidores em ano eleitoral?

O Governo está deixando claro para o Congresso e a sociedade que só o crescimento econômico é capaz de reduzir a taxa de desemprego e melhorar o bem-estar da sociedade. E que não existe crescimento sustentado por longos períodos com desequilíbrio nas contas públicas. O aumento das despesas públicas, consequência inevitável do reajuste de salários dos funcionários e da manutenção das regras do atual sistema previdenciário, pressionará o teto do gasto público, comprometendo investimentos e despesas discricionárias, repercutindo em um ciclo vicioso para a economia. Devemos estar sensíveis a esta realidade. A crise econômica afeta diretamente a vida dos cidadãos. Vários governos estaduais passam por difculdades fnanceiras, inclusive para honrar os salários de servidores. Isso não é uma construção teórica, restrita a debates. Aumento do risco País, desvalorização da moeda, redução de investimentos e risco infacionário têm impacto real e direto na vida dos brasileiros. Signifcam menos empregos e retração real na renda. Dependendo do cenário de deterioração, se a Reforma da Previdência não for aprovada provocará perda de cerca de três a cinco salários mínimos na renda de cada brasileiro ao longo dos próximos anos.

O Governo deverá pedir que o Congresso aprove um novo aumento da meta de défcit primário para 2018, que passou de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões? Como evitar isso?

Não consideramos essa hipótese. Tecnicamente falando, o Orçamento de 2018 foi aprovado com despesas muito próximas ao limite do teto constitucional. Dessa forma, o risco associado à alteração da meta de 2018 é decorrente unicamente de eventual frustração de receitas, especialmente por conta de menor atividade econômica. Mas os últimos dados da arrecadação, bem como as expectativas de mercado, não apontam para essa direção. A melhora da economia já está sendo refetida nas receitas arrecadadas e as expectativas de mercado para o crescimento econômico em 2018 estão em elevação nas últimas semanas, aproximando de 3%, a nova estimativa ofcial do Governo.

Quais os pontos da reforma que precisam ser aprovados para que haja efeito signifcativo de longo prazo sobre as contas públicas?

Todos os pontos incluídos da emenda aglutinativa elaborada pelo Congresso Nacional em conjunto com o Poder Executivo são fundamentais, tais como: i) idade mínima de 55 anos para homens e 53 anos para mulheres; ii) regra de transição gradual de até 20 anos, alcançando idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; iii) nova regra de cálculo das aposentadorias e pensões; iv) convergência das regras do setor público com o setor privado .Ressalte-se que os pontos mais polêmicos da proposta original foram excluídos do texto, em especial os dispositivos que tratavam do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias rurais. O perfl da sociedade brasileira vem mudando rapidamente, com o aumento da expectativa de vida e a diminuição da fecundidade, o que altera profundamente a proporção de ativos e inativos no mercado de trabalho. Projeções do IBGE mostram que há hoje 140,9 milhões de pessoas em idade ativa; em 2060, serão 131,4 milhões, queda de 6,7%. No mesmo período, o número de idosos crescerá 262,7%. Hoje, uma em cada dez pessoas é idosa. Em 2060, a proporção passará a uma em cada três. A situação fcou insustentável – ou se reforma agora o atual sistema de pagamento de aposentadorias e benefícios ou não haverá condições de pagar as contas em um futuro próximo.

Qual a reação a se esperar dos investidores que dão sustentação à dívida pública brasileira, caso a situação fscal do país não evolua nos próximos anos? É possível que eles venham a exigir aumento do prêmio de risco, incluindo aumento da taxa Selic?

Caso o processo atual de consolidação fscal se deteriore, é possível que ocorra aumento do prêmio de risco, com impactos negativos na taxa de câmbio, na infação e nos juros, prejudicando toda a sociedade brasileira. Seria a reversão do processo de retomada do crescimento econômico do País, algo extremamente grave que coloca em xeque os aspectos econômicos e bem-estar da população. Avanços importantes de indicadores sociais observados neste ano podem se perder, como a recuperação do emprego formal.

Qual o trunfo do governo para evitar que a situação fscal se deteriore em 2018?

O ano de 2018 já possui uma Lei Orçamentária aprovada respeitando o teto dos gastos e com uma previsão de crescimento do PIB conservadora. Para o futuro, não há outra alternativa: aprovação de reformas e aumento da efciência e efcácia do gasto público.

Surpresa com VGBL em novembro reverte tendência estatística, segundo CNseg

Fonte: CNseg

Desconsiderado o DPVAT, cuja arrecadação vem sendo afetada por medidas administrativas da Susep, os dados de janelas móveis de 12 meses até novembro divulgados pela Autarquia decepcionaram pela súbita reversão de tendências. Até outubro, as séries móveis mostravam contínuo crescimento nominal que chegou a 9,7%, enquanto o mês de novembro foi tão afetado que derrubou a taxa para 8,2%.

Mas, sabe-se que os Planos de Acumulação, especialmente o VGBL, têm forte peso na composição da carteira total de seguros. No ano de 2017, aquele último representa mais de 44%, ex-DPVAT. Pois então, foi a desaceleração do VGBL, saindo de incrementos na faixa de dois dígitos altos ao longo de todo o ano para 9% em novembro, quem fez toda a diferença.

Analistas do ramo de Vida e Previdência atribuem esse efeito a comportamento atípico de uma das companhias líderes do segmento. Apenas para tornar prático esse efeito para o conjunto do mercado de seguros (ex-DPVAT), sem o VGBL a evolução em 12 meses terminados em agosto foi de 5,2%, em setembro de 6,0%, em outubro de 7,3% e de novembro ainda cresceu para 7,6%.

A Reforma da Previdência é a ação de curto prazo mais importante para garantir o equilíbrio de longo prazo para as contas públicas e a solvência da economia brasileira. A opinião é do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que, em entrevista exclusiva à Revista de Seguros, destacou: “Sem essa reforma, a fexibilidade do Orçamento para uma atuação discricionária do Governo e o Novo Regime Fiscal fcam comprometidos num futuro próximo, com impactos negativos no risco Brasil”.

Segundo o Ministro, o efeito sobre investimentos, infação e câmbio, gerado pela não aprovação da reforma, poderá resultar em perda de três a cinco salários mínimos (cerca de R$ 2.810 a R$ 4.680) na renda de cada brasileiro ao longo dos próximos anos”.Ainda observando a série de 12 meses até o mês de novembro, não há outras surpresas.

O segmento de Automóveis segue em lenta recuperação. Os segmentos de Crédito e Garantias, Rural e Vida/Prestamista permanecem com comportamento muito forte. Agora, faltando apenas um mês para o fechamento de dados de desempenho de 2017, e depois desse novembro desconcertante, ninguém pode se arriscar muito a prever o que acontecerá ao apagar das luzes, já que se trata de período de sazonalidades e esforços de venda extraordinários.

Triunfo quita dívida de R$ 156 milhões com Swiss Re e Austral

A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) e Viracopos quitaram ontem, dia 2, o saldo restante de R$ 120 milhões da dívida total de R$ 156 milhões em virtude do pagamento do seguro garantia pago à Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac) pela Swiss Re e a Austral.

A Anac acionou o seguro garantia em face do inadimplemento da outorga referente a 2016. Diante disso, Swiss Re e Austral, que detinham um cosseguro do programa de seguro da concessionária, pagaram a indenização e entraram com recurso para receber da TPI, quer reconheceu a dívida. Em outubro, o grupo já havia pago uma parcela de R$ 36 milhões, e ontem quitou o saldo de R$ 136 milhões ao pagar os R$ 120 milhões restantes.

A disputa pelos seguros de shows segue acirrada em 2018

Boa notícia para o segmento de seguros de entretenimento. Somente o Allianz Parque já tem agendado para 2018 grandes shows como os de Phil Collins, Foo Fighters, Queens of the Stone Age (todos em fevereiro), Katy Perry, Depeche Mode (março), Ozzy Osbourne (maio), Radiohead, Flying Lotus (junho) e Roger Waters (outubro), segundo informou ontem o Valor Econômico. Vale acrescentar também o Lollapalooza. Em 2017 foram 77 eventos, sendo 17 shows para mais de 40 mil pessoas como os da banda Coldplay e da cantora Ariana Grande.

Como esses shows são os mais disputados e representam praticamente 50% do volume de prêmios do segmento de entretenimento, a estratégia de corretores e seguradoras é abocanhar os eventos corporativos. As bandas locais ainda não têm a cultura de comprar seguro para garantir eventuais perdas que podem acontecer com a não realização do show por motivos como doença do artista, impedimento do público chegar ao local e até mesmo um valor condizente para danos causados ao público. Outra estratégia é diversificar os pacotes “all risks”, até então vendidos no Brasil.

A disputa traz benefícios aos clientes, que acabam tendo mais opções de corretores e de seguradoras que ingressam no segmento para disputar os contratos e investir no desenvolvimento da cultura de seguro no mundo corporativo e bandas locais. Também há ganhos pela oferta mais qualificada de coberturas. Segundo corretores, há uma tendência de separar as coberturas de cancelamento do evento da cobertura de responsabilidade civil, o que possibilita um programa de seguro mais moldado a necessidade de cada perfil de cliente.

As taxas para grandes eventos apresentam tendência de alta em função de alguns “sinistros” ocorridos em 2017, como o cancelamento de shows por Lady Gaga e AeroSmith, em razão de doenças citadas no contrato. No entanto, com a acirrada concorrência no Brasil, a tendência é de taxas menores do que as praticadas no mercado internacional.

A última notícia sobre seguro de entretimento vem da festa da virada do ano em Copacabana. O contrato foi garantido pela Chubb Seguros, uma das seis especializadas no segmento no Brasil. O objetivo do seguro é gerenciar riscos e garantir recursos para indenizar terceiros que possam ser prejudicados pelo evento, que deve reunir mais de 3 milhões de pessoas na orla.

Em entrevista a Agência Brasil, Marcelo Alves, presidente da RioTur, informou que o investimento para realizar o réveillon será de R$ 25 milhões, sendo 82% da iniciativa privada: “Nossa captação comercial foi um sucesso. Réveillon não é custo, é investimento. Gera para a cidade R$ 2 bilhões na economia”.

Quando uma seguradora é contratada, o gerenciamento de risco do evento é reforçado pois a seguradora envia uma equipe de engenheiros para fazer vistoria. Se falhas forem detectadas, a equipe apresenta sugestões para a redução ou eliminação dos riscos identificados, como a possibilidade de ocorrência de tumulto, queda de estrutura, condições de arquibancadas e palcos e segurança do local.

Carf decide se receitas financeiras das reservas técnicas serão tributadas por PIS e Cofins

O jornal Valor Econômico divulga hoje que a 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) inicia suas atividades em 2018 com tema de impacto econômico para as seguradoras. Os conselheiros do órgão decidirão se as receitas financeiras das reservas técnicas das companhias de seguro devem entrar na base de cálculo do PIS e da Cofins. O texto cita que o tema começou a ser julgado no ano passado. Por enquanto, há dois votos contrários à Sul América Seguro Saúde em um processo de R$ 15 milhões (valor histórico). Faltam votos de seis conselheiros. De acordo com Marco Behrndt, sócio da área t ributária do escritório Machado Meyer advogados, o assunto ainda não está pacificado no Judiciário. A reserva técnica é uma obrigação legal das seguradoras, segundo o advogado disse ao Valor.

Augusto Fonseca, ex-Zurich, inicia 2018 como membro da equipe do Instituto Lean

Engajar equipes. Esse é um dos principais desafios das corporações em tempos de economia digital. Por mais que se invista em tecnologia, se a engrenagem humana não estiver motivada com propósitos que gerem felicidade, a insurtech será como “um avião sem asa” e fará parte daquelas centenas de empresas que morrem antes do primeiro ano de vida.

Esse cenário fez crescer no mundo a filosofia Lean, da qual o executivo Augusto Fonseca, ex-Zurich, faz parte há anos como simpatizante e a partir deste mês como parte da equipe do Lean Institute do Brasil, instituição sem fins lucrativos, integrante da Lean Global Network presente em 21 países. “Me faz muito feliz ser parte de um instituto que é referência mundial na disseminação da filosofia Lean Thinking”, diz ele em entrevista ao blog Sonho Seguro.

Augusto tem 30 anos de experiência atuando em empresas como Bradesco Seguros, Unibanco Seguros, Liberty Seguros e Zurich Seguros. Em todas elas desenvolveu projetos de eficiência operacional. Internacionalmente atuou em países como Argentina, Portugal e Suíça onde além da participação em projetos de eficiência, consolidou sua especialização nas ferramentas Lean.

A filosofia “Lean” é definida como uma gestão inspirada em práticas e resultados do Sistema Toyota. Ao longo das últimas décadas, organizações de praticamente todos os setores têm usado lean como meio fundamental para transformar realidades gerenciais, potencializar resultados e melhor aproveitar o potencial humano.

Em novembro do ano passado foi realizado em São Paulo o 1º Lean Digital Summit. “O objetivo foi detalhar como o sistema lean tem ajudado algumas das maiores empresas do mundo a otimizar a transformação digital”, conta Fonseca. Ele destaca a pressão pela qual as empresas têm passado para realizar a transformação digital dos negócios e se manterem competitivas e relevantes diante de um novo cenário de mercado e de consumidores hiperconectados.

“O atual ambiente de negócios exige respostas rápidas e de qualidade. Usar a gestão digital lean pode significar ganhos de oportunidades de ingressar em novos mercados e conquistar clientes que estão fora do setor de seguros. Um ponto que se eleve o market share de uma companhia, com um produto a mais consumido pela base de clientes já conquistados, trará ganhos financeiros surpreendentes para uma seguradora. E esse é o objetivo da gestão digital Lean”, explica Fonseca, que foi convidado para junto com Christopher Thompson, diretor no Lean Institute, desenvolver o prooduto Lean Digital.

Em recente entrevista ao blog Sonho Seguro, Paulo Umeki, vice-presidente da Liberty Seguros, contou que embasar os propósitos definidos e orientados à criação de valor para o cliente, estratégia fundamentada na filosofia do Instituto Lean, fez a Liberty Seguros Brasil exibir um crescimento de 23% na venda de seguro de carro de janeiro a meados de novembro deste ano. Um percentual muito acima dos 6,4% da média do mercado. As vendas de seguro de carro, que representam cerca de 82% do faturamento da companhia, têm sido puxadas pela marca Aliro, lançada em setembro.

Luto – Sincor-RS informa falecimento de Sérgio Alfredo Petzhold

Fonte: Sincor-RS

O Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS)comunica o falecimento de seu ex-presidente Sérgio Alfredo Petzhold, ocorrido ontem (2). O corpo será velado a partir das 10 horas de hoje no Cemitério Evangélico – Rua Guilherme Schell,467, Porto Alegre – e o sepultamento no mesmo local, às 17 horas.

Nascido no dia 10 de novembro de 1939, Petzhold foi goleiro do Internacional e Floriano (hoje Novo Hamburgo) . Em 1968 deixou a carreira e já bacharel em ciências contábeis passou a trabalhar como corretor de seguros.

Era acadêmico da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) de cidadão emérito da cidade de Porto Alegre, titulo obtido em 2006. Com mais de 50 anos de atuação no mercado segurador, foi presidente do Sincor-RS de 1974 a 1976. Voltou a ser eleito em 1983 e exerceu o cargo até 2006. Era uma dos fundadores da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Corretores de Seguros de Porto Alegre.

Deixa a esposa Regina Villanova Petzhold e as filhas: Thais, Tatiana e Tiziane, os genros Paulo, André e Mark e os netos Iúri, Attos, Maia, Niko e Pedro.

Planos de saúde tem novo rol de procedimentos, que inclui câncer e esclerose múltipla

Cerca de 18 novos procedimentos, oito novos medicamentos para o câncer e um remédio imunobiológico para o tratamento da esclerose múltipla são algumas das novas terapias que os planos de saúde são obrigados a cobrir desde o dia 2 de janeiro, quando entra em vigor o novo rol de procedimentos, documento elaborado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Um dos destaques ficou para o medicamento para tratamento da esclerose múltipla, o Natalizumabe, que foi incorporado pela primeira vez pela ANS. A nova lista de cobertura atenderá 42,5 milhões de beneficiários que possuem planos de assistência médica e 22,6 milhões com planos exclusivamente odontológicos, informa a ANS.

Constam do rol oito medicamentos para tratamento de cânceres de pulmão, melanoma, próstata, tumores neuroendócrinos, mielofibrose e leucemia – afatinibe, crizotinibe, dabrafenibe, enzalutamida, everolimo, ruxolitinibe, ibrutinibe e tramatinibe. Os planos terão que oferecer ainda quimioterapia com antiangiogênico e tomografia de coerência óptica para tratamento do edema macular secundário, retinopatia diabética, oclusão de veia central da retina e oclusão de ramo de veia central da retina, assim como radiação para tratamento do ceratocone.

Abaixo o release distribuído pela FenaSaúde

As associadas da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e seus prestadores de serviços assistenciais estão preparados para a renovação desta edição do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no qual foram incorporados 18 novos procedimentos – entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades – e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer. Pela primeira vez, foi incorporado um medicamento para tratamento da esclerose múltipla. A lista de itens entrou em vigor no último dia 02.

“As inclusões têm impacto financeiro importante, uma vez que são procedimentos que possuem, individualmente, um custo de alto valor, e isso já fora preliminarmente estimado pela FenaSaúde. No entanto, o real impacto financeiro no custo assistencial dessas incorporações ao Rol precisará ser avaliado ao longo do tempo, passado – no mínimo – um ano ou mais de sua implementação”, declarou Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação.

Com objetivo de colocar em discussão e fornecer subsídios ao debate sobre o peso das incorporações de tecnologias nos orçamentos das famílias e empresas contratantes de planos de saúde, a FenaSaúde elaborou o estudo ‘Estimativas de Custo e Impacto de Tecnologias na Despesa Assistencial’, que analisou 16 das 26 novas tecnologias (medicamentos, terapias e exames) propostas para a incorporação, antes da definição da nova lista para 2018. A partir dos dados disponibilizados de custo e prevalência, o resultado mostrou que, caso incluídas, o custo adicional poderia ser de R$ 5,4 bilhões, o equivalente a aproximadamente 4% do total das despesas assistenciais em 2016. Vale frisar que não se trata de uma Análise de Custo-Efetividade ou de Análise de Impacto Orçamentário, que são análises científicas e mais complexas.

A atualização do Rol da Saúde Suplementar é um mecanismo periódico do mercado, feito a cada dois anos – processo conduzido pela ANS e aberto à participação de toda a sociedade. “A FenaSaúde defende que a incorporação de novos procedimentos e tecnologias considere fatores como a relação custo/eficácia clínica comprovada, além da realização de estudos preliminares de impacto. No setor público, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) avalia as demandas de incorporação de tecnologias em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)”, esclareceu a presidente da FenaSaúde.

Em 2017, o Rol para cobertura mínima obrigatória já contemplava 91% da lista de procedimentos aprovados pela Associação Médica Brasileira (AMB). Vale lembrar que os procedimentos estéticos e experimentais não são cobertos pelos planos de saúde.

Incorporações na lista do Rol

Na última terça-feira (02), entrou em vigor a resolução normativa da ANS sobre o Rol 2018.

Confira as Principais Incorporações

Câncer
8 medicamentos orais para tratamento de cânceres – pulmão, melanoma, próstata, tumores neuroendócrinos, mielofibrose e leucemia (afatinibe, crizotinibe, dabrafenibe, enzalutamida, everolimo, ruxolitinibe, ibrutinibe e tramatinibe);
1 exame PET-CT para diagnóstico de tumores neuroendócrinos.
Esclerose Múltipla
Medicamento imunobiológico para tratamento de esclerose múltipla (natalizumabe).
Olhos
Quimioterapia com antiangiogênico e tomografia de coerência óptica para tratamento do edema macular secundário, retinopatia diabética, oclusão de veia central da retina e oclusão de ramo de veia central da retina;
Radiação para tratamento do ceratocone.
Mulheres
Cirurgia laparoscópica de câncer de ovário (debulking);
Cirurgia laparoscópica para restaurar o suporte pélvico (prolapso de cúpula vaginal);
Cirurgia laparoscópica para desobstrução das tubas uterinas;
Cirurgia laparoscópica para restaurar a permeabilidade das tubas uterinas.
Crianças
Endoscopia para tratamento do refluxo vesicoureteral, doença relacionada a infecções urinárias;
Terapia imunoprofilática contra o vírus sincicial respiratório (palivizumabe).

Seguradoras lucram R$ 12,1 bilhões até novembro, segundo dados da Susep agrupados pela Siscorp

As seguradoras consolidaram lucro líquido de R$ 12,1 bilhões de janeiro a novembro deste ano, praticamente igual ao registrado no mesmo período do ano anterior, de R$ 12,3 bilhões, segundo ranking elaborado pela consultoria Siscorp, com base nos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os dados consolidados de 2017 geralmente são divulgados em fevereiro, quando as seguradoras divulgam suas demonstrações financeiras. Segundo a CNseg, a expectativa é de que o setor apresente crescimento entre 9% e 10,5% nas vendas. Até outubro, o avanço foi de 9,4%. Em números absolutos, todo o mercado supervisionado pela Susep acumulou em dez meses a cifra, em prêmios arrecadados, de R$ 201,9 bilhões.

Quatro grupos formam o “clube do bilhão” e todos tem bancos como acionistas. Bradesco, BB Mapfre, Itaú e Caixa. A líder do ranking de lucro líquido é a Bradesco Seguros, com R$ 3,95 bilhões, valor inferior aos R$ 4 bilhões registrados em mesmo período de 2016. A BB Mapfre vem em segundo, com R$ 2,38 bilhões, abaixo dos R$ 2,58 bilhões de janeiro a novembro de 2016. Em terceiro vem a Caixa, com R$ 1,5 bilhão, praticamente o mesmo do onze meses de 2016. O Itaú exibe o quarto maior ganho, com R$ 1,3 bilhão, menor do que os R$ 1,7 bilhão do mesmo período de 2016.

O clube dos “milhões” começa com a Zurich na quinta colocação, com R$ 658 milhões. A Porto Seguro está na sexta colocação, com R$ 650 milhões. SulAmérica vem em sétimo lugar, com R$ 382 milhões, seguido pela Icatu, com R$ 222 milhões. Completando o ranking das 10 maiores temos Tokio Marine, com R$ 166 milhões, forte incremento comparado com os R$ 99 milhões registrados de janeiro a novembro de 2016, e AIG, que transformou perdas de R$ 288 milhões nos onze meses de 2016 em lucro de R$ 133 milhões até novembro do ano passado.

A Generali lidera o ranking de perdas, com R$ 91 milhões. A Chubb, que aparecia com lucro R$ 31,7 milhões de janeiro a novembro de 2016 e com R$ 21,7 milhões até outubro de 2017, em novembro aparece com perdas de R$ 71 milhões. O blog Sonho Seguro já procurou a companhia para explicar a reversão do ganho. Uma rápida análise mostra que a diferença está em outras despesas operacionais. Até outubro era R$ 61 milhões, que representava 6% do prêmio ganho. Até novembro foi para R$ 146 milhões, passando para 13% do prêmio ganho. Nas demais rubricas não há alteração significativa, inclusive em sinistro. A terceira maior perda entre as seguradoras vem da QBE (R$ 54 milhões), seguida pela Swiss Re (R$ 45 milhões) e pela Allianz (R$ 41 milhões).

Cesvi Brasil Mapfre atualiza Índice de Segurança de veículos

O Cesvi Brasil Mapfre (Centro de Experimentação e Segurança Viária) atualizou o seu Índice de Segurança – que classifica veículos de acordo com a disponibilidade de itens de segurança. O novo ranking conta com a participação dos veículos mais vendidos de 2016 a 2017, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). No total, foram estudadas 460 versões, de 69 veículos de 15 montadoras, que representam cerca de 90% dos veículos novos comercializados no ano.

“A atualização do índice é uma forma de apresentar e auxiliar o consumidor e o mercado segurador a identificar os carros mais bem equipados com itens de segurança que visam preservar a vida dos motoristas, passageiros e todos os envolvidos no trânsito. Esses itens tendem a diminuir as fatalidades nas vias, sempre que aliados às boas atitudes do condutor”, afirma Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi.

No ranking, os veículos são classificados numericamente, em que quanto menor for o número da nota (entre 10 e 60), melhor a classificação; e por estrelas, (de 1 a 5), no qual quanto mais estrelas, melhor é a posição do carro no ranking. A pontuação de cada veículo considera pesos diferentes entre cinco grupos básicos de equipamentos de segurança existentes nos mais modernos modelos da indústria, que são: Seguranças Ativa e Passiva; Assistências à Condução e a Segurança e Proteção ao Pedestre.

Os mais seguros do País

Confira abaixo os vinte veículos mais bem classificados pelo Índice de Segurança Cesvi Mapfre 2017: