Prudential destaca crescimento e educação nos 20 anos de Brasil

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A Prudential do Brasil comemora, em janeiro de 2018, o seu 20º aniversário de atuação no país. Com um modelo de negócios inovador focado em atender às necessidades dos seus clientes por meio do seguro de vida personalizado, a companhia conquistou papel de destaque no mercado brasileiro desde sua chegada e, hoje, celebra a posição de maior seguradora independente do ramo de pessoas.

O presidente & CEO da Prudential do Brasil, Marcelo Mancini Peixoto, destaca que esses 20 anos foram marcados pela expansão e consolidação das atividades da companhia no país.

O futuro continuará sendo de crescimento sustentável do negócio, mantendo o foco na qualidade dos nossos produtos e na satisfação dos clientes através da inovação tecnológica, apoio constante aos corretores de seguros e às corretoras das empresas parceiras. Temos desafios a superar, mas com o time de colaboradores que a Prudential tem, estou muito otimista com nosso futuro e os próximos 20 anos”, ressalta.

A Prudential teve origem em 1875, nos Estados Unidos, e o seu contato com o Brasil começou em 1976, quando estabeleceu uma joint-venture com a Atlântica Companhia Brasileira de Seguros, na operação de cosseguro, modalidade em que duas ou mais seguradoras dividem os riscos assumidos. Em abril de 1997, a Prudential e a Bradesco Seguros se uniram e fundaram a Prudential – Bradesco Seguros, já com foco em seguro de vida individual.

Em outubro desse mesmo ano, dava início à construção da operação comercial e institucional, e iniciaria sua comercialização em janeiro de 1998 – data comemorativa dos seus 20 anos.

Pioneira e inovadora, a companhia replicou no país o modelo Life Planner, no qual um corretor de seguros altamente capacitado tem o objetivo de proporcionar às famílias a proteção adequada para suas necessidades. Ele acompanha os clientes por toda a vida, ajustando as coberturas de acordo com as mudanças ocorridas na trajetória de cada cliente. Atualmente, são mais de 1.500 corretores franqueados Life Planner ativos, atuando no Brasil.

Em 2002, a seguradora conquistou voo solo, ao adquirir a parte da Bradesco Seguros na parceria anteriormente estabelecida e passou a se chamar Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A. Em seguida, confirmando o seu interesse no país e o compromisso com os seus clientes, comprou o edifício sede da seguradora, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, no qual funciona, até hoje, a sua matriz.

A seguradora continuou acreditando e apostando no mercado de seguros de vida de brasileiro e como forma de acelerar o seu crescimento criou a área de Parcerias Comerciais, em 2013. Atualmente, esse canal conta com cinco grupos empresariais parceiros: XP Corretora de Seguros, Genial Seguros, Ourinvest, Guide Life e o Canal Private do grupo Itaú.

Outro passo importante na história da operação brasileira aconteceu em abril de 2017, quando a Prudential do Brasil anunciou a conclusão da compra da carteira de seguro de vida em grupo do Itaú Unibanco Holding S.A. O negócio adquirido fornece produtos de seguro de vida em grupo e de acidentes pessoais para clientes corporativos, principalmente por meio de uma rede de corretores de seguros.

A equipe de funcionários também aumentou ao passar dos anos, hoje são mais de 630. Dessa forma, foi necessário fazer uma estruturação interna e migrar sua diretoria de Administração de Apólices e parte da diretoria Administrativa e de Processos, para dois novos escritórios no Nova América Corporate, entre 2015 e 2017. Além disso, no mesmo período, a companhia abriu mais dois novos escritórios corporativos em São Paulo, que suportam as áreas de Parcerias Comerciais e o negócio de vida em grupo.

Além disso, ao longo dos anos, a Prudential do Brasil conquistou importantes prêmios e resultados. Em 2017, pelo 8° ano consecutivo, figurou na lista das 30 Melhores Empresas para se Trabalhar no Rio de Janeiro. Investe em ações sociais apoiando, principalmente, a cultura do voluntariado desde que chegou ao país, por meio de ações como o Dia Internacional do Voluntariado (IVD – em inglês) e o Prêmio Prudential Espírito Comunitário. A seguradora apoia o desenvolvimento da cultura no país e, por isso, realizou pela segunda vez consecutiva o Prudential Concerts, que promoveu espetáculos de música clássica no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

“Estamos muito satisfeitos com os nossos resultados até aqui. Temos orgulho em proteger vidas! Essa é a nossa missão e temos muito a construir na disseminação da importância do seguro de vida para os brasileiros”, comemora Mancini.

Mondial Assistance inova com a tecnologia chatbot para atendimento

Acompanhando a tendência de automação do atendimento e da rotina cada vez mais digital, a Mondial Assistance, líder mundial em asssistência 24h, inova mais uma vez. A partir de agora, os clientes também poderão solicitar auxílio reboque e mecânico utilizando a tecnologia Chatbot. A novidade utiliza a inteligência cognitiva e garante mais agilidade e comodidade nos atendimentos das ocorrências do mercado de assistência 24h.

Adriano Reginaldo, Diretor de operações da empresa, explica que o sistema baseado em tecnologia cognitiva é capaz de aprender: “Com esta nova tecnologia, podemos alimentar nosso sistema frequentemente com novas informações”. Adriano ainda afirma que “O uso do Chatbot é parte da estratégia de transformação digital da companhia e tem como objetivo disponibilizar novos canais de atendimento aos nossos clientes”.

A comunicação é feita por meio de uma janela de bate-papo em uma das redes sociais mais usadas no Brasil e no mundo. Com a solução, ganham os usuários – que podem escolher o melhor canal de interação – e as seguradoras – que têm a possibilidade de melhorar a experiência do cliente e democratizar o acesso ao atendimento -, atingindo índices de satisfação superiores com a ajuda das inovações da Mondial Assistance.

A utilização da tecnologia nos serviços de assistência 24h têm se tornado uma prática cada vez mais comum e necessária. O atendimento funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, e não possui fila de espera. Isso faz com que o cliente tenha uma experiência positiva com a empresa. O investimento em novas tecnologias firma o comprometimento do setor em garantir a segurança e a comodidade dos usuários.

Com o Chatbot, é possível tornar o operador um profissional cada vez mais estratégico, reduzindo as chamadas telefônicas, mas mantendo todo o monitoramento que já é feito hoje. Também conhecido como assistente virtual, a solução tem como objetivo principal auxiliar o cliente na sua jornada de assistência 24h com a empresa. A ferramenta entende a necessidade do usuário e ajuda de maneira mais simples e rápida a encontrar a melhor solução. “Vivemos em um mundo mais conectado e de decisões ágeis, e, por isso, a tecnologia, muito presente em nossas rotinas, tem sido uma grande aliada para garantir serviços rápidos, precisos e seguros”, conclui Reginaldo.

Planos de saúde de microempresários individuais são analisados pela ANS

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Quando as operadoras de saúde abriram a possibilidade de contratação de plano empresarial para empresários individuais e seus dependentes, com CNPJs inscritos pela condição MEI (Microempresário Individual), houve quem encontrasse uma brecha na lei para que pessoas físicas desfrutassem das vantagens dos coletivos.

Recentemente, a VIACORP Assessoria e Administradora de Benefícios reforçou o alerta à sua base de corretores para que não incentivem este processo, pois abrir uma empresa incorre em responsabilidades contábeis e fazer isso apenas para a contratação poderia prejudicar a permanência no plano.

Em 28 de dezembro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamentou a contratação de plano de saúde coletivo por empresários individuais. Segundo resolução normativa publicada no Diário Oficial da União, o empresário deverá comprovar sua condição, apresentando documentos que confirmem a inscrição nos órgãos competentes por no mínimo seis meses e sua regularidade cadastral na Receita Federal.

Segundo o órgão regulador, a medida tem como objetivo coibir abusos relacionados a esse tipo de contratação, como a constituição de empresa exclusivamente para esse fim. Também busca dar mais segurança jurídica e transparência ao mercado, ao estabelecer as particularidades desse tipo de contrato.

Para manter o contrato, o empresário individual deverá conservar a sua inscrição nos órgãos competentes e a regularidade do seu cadastro na Receita Federal. As operadoras e as administradoras de benefícios deverão exigir esses documentos no momento da contratação do plano e anualmente, no mês de aniversário do contrato.

Se for constatada a ilegitimidade, a operadora do plano de saúde poderá rescindir o contrato, desde que faça a notificação com 60 dias de antecedência. A comprovação anual da condição de empresário individual e dos requisitos de elegibilidade dos beneficiários a ele vinculados também deverá ser exigida nos contratos celebrados antes da vigência dessa resolução. A proposta de resolução passou por consulta pública entre agosto e setembro deste ano, e entrará em vigor depois de 30 dias da publicação, ou seja, em 28 de janeiro próximo.

Rosa Antunes, diretora da VIACORP e presidente da Acoplan (Associação dos Corretores de Planos de Saúde) orienta aqueles que estiverem com um plano adquirido pela condição de MEI, porém sem atuar com emissão de notas fiscais, ou com qualquer irregularidade, que, caso não regularizem, é grande a possibilidade de cancelamento do plano. “Pessoas nestas situações precisam procurar um profissional de contabilidade e reativar aquele mesmo CNPJ utilizado na época da compra do plano. Caso contrário, irão perder o direito a seus planos, e os benefícios de um plano coletivo, bem como as carências já ultrapassadas, e não terão como fazer qualquer reivindicação, pois as operadoras estarão atuando dentro da lei”.

Liberty Seguros patrocina 21º edição da corrida Troféu Cidade de São Paulo

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A Liberty Seguros patrocina a vigésima primeira edição do Troféu Cidade de São Paulo, uma das provas de corrida mais tradicionais da cidade. O evento ocorrerá no dia 25 de janeiro, data na qual a cidade de São Paulo celebra os seus 464 anos, a partir das 7h30, com largada no Obelisco do Parque Ibirapuera.

Os participantes da prova podem escolher dentre quatro modalidades: corrida geral (10 km ou 6,1 km), caminhada (6,1 km) e corrida para portadores de necessidades especiais (10 km). As inscrições devem ser realizadas até o dia 24 de janeiro no site http://www.trofeucidadedesaopaulo.com.br/.

Além do público geral, o evento contará com a participação de funcionários e corretores da Liberty Seguros, que preparou diversas formas de auxiliar os presentes a descansarem e prever e lesões musculares, além de informá-los sobre as novidades da seguradora – como o Liberty Truck, caminhão multifuncional que percorre o Brasil apresentando novidades da empresa e duas tendas, uma com alimentos saudáveis e a outra com cadeiras de massagens.

Ao final da prova, todos os participantes de todas as modalidades que completarem o circuito terão direito à uma medalha alusiva ao evento, uma camiseta da corrida e, para os participantes da etapa de corrida, uma cronometragem de seus tempos por meio de chip.

“A Liberty Seguros acredita que cuidar da saúde é fundamental para se levar uma vida mais tranquila e segura”, diz Patricia Chacon, Diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros. “Patrocinar eventos como o Troféu São Paulo e oferecer aos nossos segurados serviços como personal fitness e o de assistência nutricional, nos ajudam a alcançar esse objetivo”, finaliza.

SulAmérica lança aplicativo para seguro de carro que pode gerar até R$ 400 em desconto

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A SulAmérica lança nesta semana o aplicativo Auto.Vc, que utiliza um avançado sistema de telemetria diretamente no celular do motorista, seja ele cliente ou não da seguradora. Por meio do app, o usuário recebe uma avaliação do seu modo de dirigir e obtém dicas personalizadas. Além disso, pode ser recompensado se adotar boas práticas de direção. Ou seja, quanto mais segura for a direção do carro, mais pontos ele acumula e mais alta é a sua posição no ranking do app, e, com isso, pode ser recompensado com benefícios tais como até R$ 400 de desconto no seguro, R$ 800 na franquia ou 30 diárias extras no carro reserva.

A novidade estará disponível em breve para todo o País. O lançamento encontra-se em fase inicial, com 5.000 usuários de seis cidades brasileiras, e ocorre após um piloto com colaboradores da seguradora, que trouxeram propostas para aperfeiçoamento do programa. Corretores parceiros da companhia participam de todas as etapas de lançamento, indicando clientes para usar o app, além de serem convidados a usar o aplicativo ao longo do ano, de acordo com a sua região.

“A SulAmérica investe constantemente em inovação e tecnologia para levar a melhor experiência para corretores e clientes. Com este lançamento, oferecemos aos nossos parceiros comerciais mais um atrativo para apresentarem a seus clientes e gerar mais negócios”, afirma o vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri.

A tecnologia de telemetria do SulAmérica Auto.Vc funciona totalmente via smartphone, sem necessidade de instalação de equipamento no veículo. As informações (velocidade, frenagem, horários de direção e uso do celular durante a condução) são coletadas a partir da autorização do usuário. O sistema de telemetria do app é fornecido pela multinacional LexisNexis Risk Solutions, líder neste segmento de tecnologia para seguradoras, e que está presente em oito países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

UBS passa a cobrir IRB e indica compra dos papéis

O UBS estreia na cobertura do IRB Brasil Re e na primeira análise faz recomendação de “compra” das ações, com meta de preço de R$ 45,00. “Nossa perspectiva positiva para a empresa está baseada em diversos fatores. Primeiro, acreditamos que o IRB pode ser beneficiado com a baixa penetração de seguro na América Latina (3% de prêmio/PIB) e com a recuperação macroeconômica brasileira (PIB +3,1% estimados para 2018)”, avaliam os analistas do banco.

Entre as vantagens competitivas do IRB, o UBS cita a alta capacidade de precificação (>70 anos de histórico em sinistros); melhor mix de produtos (sua liderança possibilita selecionar um nível ideal de risco em cada segmento); excelente atendimento ao cliente devido à autoridade local (controle mais rápido de sinistros); e também pelo IRB não corre quaisquer riscos de câmbio estrangeiro (o resseguro brasileiro é feito em R$).

“Em terceiro lugar, a valorização parece atraente em 12x EPS (lucro por ação) (em comparação com 12x para o resseguro mundial), com ROE (retorno sobre patrimônio) de 27,1% estimado em 2018-20 (12,9% para as instituições mundiais do mesmo segmento). Vemos um potencial para alta, uma vez que o mercado aprecia o alto ROE, mas não o potencial de desenvolvimento da empresa, em nossa opinião”, afirma o relatório.

O IRB é a principal escolha (para compra, resistente a rebaixamentos e bom potencial de desenvolvimento), seguido da Porto (Compra), BBSE (N) e SulA (N). Seguros é um subsetor de preferência do banco, que acaba de divulgar o estudo “Perspectiva de 2018 para Não Bancos da América Latina”.

AIG comprará Validus por US$ 5,56 bi

A AIG fez proposta para comprar a Validus Holdings por US$ 5,56 bilhões em dinheiro para fortalecer seus negócios de resseguros, na primeira aquisição da companhia sob a gestão do presidente-executivo, Brian Duperreault. A oferta de US$ 68 por ação da AIG representa um prêmio de 45,5% em relação ao preço de fechamento da Validus na sexta-feira.

Cesvi Brasil Mapfre promove encontro com oficinas para apresentar a funcionalidade Smart, do Órion Orçamentos

O Cesvi Brasil Mapfre (Centro de Experimentação e Segurança Viária) reuniu na última quinta-feira representantes de oficinas de funilaria e pintura, e também convidados do mercado segurador, para apresentar a Smart, uma funcionalidade do sistema de gestão de sinistros Órion, capaz de reduzir pela metade o tempo necessário para a realização de um orçamento de reparo.

Além de aprender como utilizar o sistema e conhecer seus benefícios, mais de 80 participantes também tiveram a oportunidade de acompanhar a palestra “Tecnologia e Produtividade”, conduzida por David Whittaker, diretor da MarketData, que destacou o conceito de big data e inteligência artificial utilizado na criação da ferramenta Smart. “A nova funcionalidade tem a capacidade de identificar os padrões dos mais de 20 mil modelos de orçamentos analisados. Com isso, é possível gerar um relatório completo de itens e peças que podem ser reparadas ou substituídas. O sistema do CESVI é uma prova de como a inteligência artificial está ajudando nossas vidas.”

Ao apresentar a ferramenta, Almir Fernandes, diretor executivo do CESVI BRASIL/MAPFRE, explicou o conceito, aplicação e a nova funcionalidade. “A função Smart dá mais agilidade, produtividade e praticidade na elaboração dos orçamentos. Essa eficiência representa um ganho de tempo, foco e atenção em todos os elementos que precisam ser analisados em cada veículo”, explica.

Para o executivo, a nova ferramenta é essencial para as reguladoras e oficinas que prestam serviços para seguradoras. “A Smart representa uma mudança de paradigma nos trabalhos de elaboração de orçamentos de reparo já que tem um banco de dados técnico e especializado, que ajuda a reduzir pela metade o tempo envolvido num processo tão crucial para a satisfação do cliente quanto o orçamento da reparação”, finaliza.

ARTIGO: O debate que não houve

por Márcio Coriolano, presidente da CNseg, publicado no Jornal Correio Braziliense

Mao Tsé Tung pontuou que, “se o capitalismo não consegue resolver as suas contradições, deve perecer”. Parece inacreditável, mas esse conceito arbitrário e arrogante ainda persiste alhures e aqui em terras brasileiras. Um exemplo paradigmático desse estado mental é a falta de debates equilibrados sobre o que foi alcunhado de “plano de saúde acessível”. Decorridos 29 anos da Constituição em vigor, e 19 anos da Lei de Planos e Seguros de Saúde, a dura realidade dos fatos se abateu sobre os fundamentos que prevaleceram àquelas épocas. Os sistemas das duas cartas legais vêm se mostrando progressivamente disfuncionais, ao ponto de levar à exclusão de milhões de brasileiros das coberturas de saúde. Seja no setor público, pelas filas, seja no privado, pelos custos. Em decorrência, várias discussões que vieram surgindo ao longo dos anos desaguaram em proposta concreta para buscar submeter a atual estrutura normativa do esquema privado ao escrutínio da realidade.

O plano acessível é ou foi um projeto, uma proposta, uma arquitetura aberta para que a sociedade possa deliberar sobre o destino de um serviço de tamanha essencialidade, como os planos privados de saúde. Mas está ocorrendo uma barreira protecionista dos que se consideram guardiões de supostos paradigmas da Constituição cidadã, e muito menos do que dela, dos paradigmas de uma lei ordinária originada de Medida Provisória que nem sequer foi votada. Essa condenação antecipada vem obstaculizando o progresso de soluções que deem conta da proteção de muitos milhões de brasileiros, ou de pelo menos proteger a sua liberdade de escolha da proteção que desejam: pública ou privada, ou ambas, como quis a “cidadã”.

Pois a desconstrução mais insidiosa do que é uma proposta para debate democrático parte de excêntrica tese de que o plano acessível viria “conceitualmente” a confrontar a vontade da medida provisória (MP), travestida em lei, para retirar direitos duramente conquistados pelo povo, que nem sequer tomou conhecimento da famigerada MP. E, avançando mais, alegam que, “conceitualmente”, a livre escolha, pelos cidadãos, de um plano de saúde diferente do arquétipo da MP colocaria em risco o próprio Sistema Único de Saúde, arruinando os seus atributos de universalidade e equanimidade. Agora parece ficar clara tanta fúria oposicionista no debate.

A questão principal que alguns querem esconder, ou confundir, é que o plano acessível, além de alternativo ao atual, e de contratação voluntária, responderá a muitas providências modelares que vão contra os únicos interesses de um circuito perverso de valorização da prestação de serviços médicos, eles mesmos os maiores causadores dos estratosféricos custos da medicina que expulsam milhões de cidadãos.

Então, diga o consumidor brasileiro, para além de cortinas ideológicas, se está contra os atributos do plano de saúde acessível, de escolha voluntária: médico generalista obrigatório, para orientar adequadamente o paciente; direcionamento ativo do paciente para uma rede de médicos especialistas que resolvam melhor o seu tratamento; direcionamento, pelo especialista, para laboratório e hospital de melhor resolubilidade; inclusão de coparticipação financeira dos beneficiários em determinados procedimentos, para que ele questione as indicações abusivas de profissionais de saúde; congelamento no contrato de inovações tecnológicas propostas pela indústria, para evitar que tenha que pagar por desperdícios. Isso, a um custo menor do que tem os planos atuais, amarrados a uma espiral inflacionária sem fim. A escolha pela continuidade do debate é sua, consumidor. Chega de gente que quer falar por você. Já foi o tempo em que a cidadania foi comandada por intérpretes dos cidadãos.

MARCIO SERÔA DE ARAUJO CORIOLANO é presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg)

ARTIGO: As razões da reforma inadiável

por Edson Franco, presidente da FenaPrevi, publicado na Folha de São Paulo

A crise do sistema previdenciário decorre de um acúmulo de boas notícias. A afirmação pode parecer paradoxal, mas a insustentabilidade do sistema previdenciário resulta de uma drástica redução da taxa de mortalidade infantil, do aumento da expectativa de vida e da redução nas taxas de fecundidade comparável à dos países desenvolvidos.

A consequência ê que essas mudanças combinadas levam a um processo de envelhecimento, projetando uma profunda alteração da pirâmide demográfica. Os indivíduos com mais de 65 anos vão passar de 7,6% da população, em 2010, para 38%, em 2050.

Um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que o percentual da população com mais de 65 anos sobre a população economicamente ativa (razão de dependência) passará de pouco mais de 10%, em 2015, para cerca de 40% em 2050. O principal impacto será econômico, afetando os sistemas de saúde e previdenciário.

A análise torna-se ainda mais dramática se consideramos que já partimos de um déficit de 4,5% do PIB. Mas o déficit ê sintoma do problema raiz: o custo elevado e crescente com seguridade social, que já representa cerca de 45% dos gastos da União. Para se ter ideia, os gastos com saúde e educação, somados, representam menos de 15% do orçamento do governo federal.

Embora tenhamos população ainda jovem, com razão de dependência em torno de 10%, gastamos em proporção do PIB o mesmo que Japão, Suécia e Suíça, que têm razão de dependência superior a 30%.

O desequilíbrio financeiro corrente ê desproporcional entre setor privado e público. Este alcança um universo de 3,5 milhões de beneficiários e apresenta déficit maior que o do INSS, que atende 27 milhões de pessoas. A revisão dessa distorção ê importante para a sustentabilidade do sistema, para promover desconcentração de renda e para combater a injustiça social produzida por sistemas não isonômicos.

No entanto, pelas projeções de médio e longo prazo, o problema maior reside no INSS, já que as mudanças demográficas alcançam uma população muito maior e produzirão efeito exponencial no aumento dos gastos e no desequilíbrio atuarial. O mesmo estudo da OCDE mostra que o gasto com a previdência (só do setor privado) saltou de 4,6% do PIB, em 1995, para 8,2%, em 2016, e atingirá 17% do PIB em 2060, o que torna urgente a adoção da idade mínima de aposentadoria como providência básica.

A votação da reforma da Previdência, agora prevista para fevereiro, ê fundamental para buscarmos um encaminhamento para estes problemas. É preciso ter claro que a incipiente melhora da economia nesses últimos meses está suspensa por frágeis barbantes.

Será impossível equilibrar a situação fiscal sem a reforma previdenciária. O recente rebaixamento da nota de crédito do país pela S8tP ê um lembrete de que sem isso, o país não será capaz de criar um ambiente favorável para a sustentação da queda da taxa de juros real no longo prazo, recuperação do grau de investimento, atração de capitais e a tão esperada retomada da atividade econômica e do crescimento da renda e do emprego.

Esse ê um assunto difícil de tratar em qualquer lugar do mundo. São medidas em favor da população, mas impopulares. É o momento de um debate intelectualmente honesto e apartidário, no qual toda a sociedade se engaje com o devido senso de urgência para decidir qual legado deixaremos às gerações futuras.

Sem mudar a Previdência, será impossível equilibrar a situação fiscal; é hora de um debate intelectualmente honesto e apartidário

EDSON FRANCO é presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) e diretor-executivo da Zurich Seguros no Brasil