AIDA promete debates promissores em Congresso que acontece em março

A Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) realiza nos dias 15 e 16 março de 2018 o XII Congresso Brasileiro de Direito de Seguro e Previdência da AIDA Brasil em São Paulo. “Profissionais de direito de todo o país se encontram para troca de experiências e opiniões, tendo como plano de fundo uma programação que sempre prima pela atualidade, pela busca de opiniões de juristas de grande envergadura acadêmica e que se complementa no debate articulado nos grupos. O evento, a cada ano, ganha em relevância também para o Judiciário e para a comunidade científica”, afirma Angelica Luciá Carlini.

No primeiro dia do evento, Angélica integrará a mesa de debate que abordará um polêmico tema, seguro saúde, ao lado de pesos pesados como o professor Luciano e Timm e o ministro Ricardo Cueva. “Esse tema é sempre atual, complexo e polêmico. Como será uma mesa redonda com a presença do poder judiciário, da advocacia e da academia, o debate promete ter a profundidade que precisa para que as reflexões produzam caminhos que possam ser trilhados, sempre com objetivo de aprimorar o instituto e permitir melhores resultados para segurados, seguradoras e os prestadores de serviços de saúde”, avalia Angélica.

O Congresso trará outros temas muito importantes, entre eles: O agravamento de risco, discussão fundamental para a preservação do mutualismo como princípio essencial para a sustentabilidade das operações de seguro. “Gostaria de convocar todos os advogados que atuam em direito do seguro, na defesa de consumidores, na esfera do direito regulatório e na área de compliance, para que estejam presentes no XII Congresso da seção brasileira da Associação Internacional de Direito do Seguro, para que tragam suas contribuições para o debate e o estudo dos diferentes temas e, com isso, contribuam para a consolidação do direito do seguro no Brasil”, conclui a advogada.

As inscrições estão abertas e devem ser efetuadas no link

Controle de riscos é o tema que mais interessa aos corretores, segundo Travelers

A Travelers Seguros realizou quase 50% mais treinamentos e eventos de relacionamento para corretores em 2017 em comparação com o ano anterior. O número ajudou a companhia a expandir o alcance e reforçar as parcerias com este público. Os cursos presenciais foram ministrados pela equipe comercial e pelo subscritor de cada área e abordaram vários tópicos, de produtos a dicas que ajudam a agilizar vendas e otimizar a rotina dos corretores.

Disponibilizando mais cursos, a companhia atingiu o dobro de corretores ao longo do ano. Cada curso oferecido atraiu em média 30 profissionais, sendo que o mais popular dos temas foi o de Controle de Riscos. “Nossa parceria com os corretores tem sido essencial para nos ajudar a alcançar nossos objetivos”, explica Leonardo Semenovitch, diretor-presidente da Travelers no Brasil. “Os programas de treinamento proporcionam integração com o time e acesso à experiência da Travelers, auxiliando nossos parceiros a aumentarem o conhecimento e a geração de negócios”.

A área de Controle de Riscos continuará sendo foco da Travelers em 2018 e novos cursos deverão ser oferecidos este ano, para que a seguradora norte-americana possa compartilhar sua vasta experiência na área.

Cade aprova negociação da NotreDame Intermédica e da Ciclic

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou neste mês três operações que envolvem empresas do mercado segurador. Aprovou nesta segunda-feira em decisão divulgada no Diário Oficial NotreDame Intermédica a comprar o Hospital Cruzeiro do Sul, de Osasco, região da grande São Paulo. Apesar de haver concentração nos mercados analisados, o Cade entendeu que “há concorrentes com desempenhos relevantes em ambos os mercados” e, por isso, aprovou o negócio.

O Cade também aprovou sem restrições a aquisição, pela BB Corretora de Seguros e Administração de Bens, de 49,99% das ações com direito a voto da Ciclic Corretora de Seguros e da totalidade das ações preferenciais sem direito a voto após aumento de capital social. A Ciclic é a corretora digital do Banco do Brasil controlada pela PFG do Brasil, empresa da americana Principal, sócia da BrasilPrev, sócia do BB em previdência privada.

Na semana passada também foi aprovada a negociação envolvendo a Icatu Capitalização e o BNP Paribas.

Claudio Contador deixa a Escola Nacional de Seguros

Após 17 anos atuando em cargos diretivos na Escola Nacional de Seguros, o diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), Claudio Contador, deixará a Instituição no início de fevereiro, para se dedicar a projetos pessoais. A equipe do CPES será incorporada à Diretoria de Ensino Superior, liderada por Mario Pinto, informa o portal da Escola.

Seguradoras inglesas usam até domínio de email para taxar o seguro

Enquanto no Brasil o preço do seguro de carro ainda se vale do CEP, do modelo e ano do veículo, idade e sexo do motorista, no Reino Unido até mesmo o email pode agravar ou reduzir o custo da apólice. Os motoristas passaram a ser avisados de que usar certos tipos de endereços de email pode resultar em pagar prêmios de seguro de carro mais altos. Outros detalhes como cargo na empresa, histórico de condução do veículo e infrações relacionadas com o carro anterior também podem alterar o custo do valor pago à seguradora.

De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal The Sun, a Admiral, uma das seguradoras mais citadas quando o assunto é inovação, como a Porto Seguro no Brasil, admitiu a cobrança de prêmios mais elevados pelo uso de endereço de email “hotmail”, com valores mais salgados para o mesmo perfil de cliente que usa o “gmail”. A diferença chega a ser de quase 32 libras esterlinas (cerca de R$ 150), para um seguro com custo de 450 libras, segundo pesquisa feita pela reportagem em plataformas de vendas como confused.com, gocompare.com, moneysupermarket.com.

Além de citar o uso de domínios de emails, o jornal cita que as seguradoras também diferencial o preço pelo nome do cliente. Um dos exemplos citados foi que o nome Mohammed se envolve mais em acidentes do que os clientes chamados John.

A Admiral negou o fato em email enviado aos clientes: “Você pode ter visto uma história nas notícias que afirma que usamos os nomes para cobrar nosso seguro com base na nacionalidade. Mas não é o nosso caso. Usamos uma estrutura de subscrição complexa com muitas variáveis ​​e fontes de dados diferentes. Os jornalistas interpretaram incorretamente nossa estrutura de preços e as cotações de seguros”, afirma a nota da seguradora.

Independentemente dos fatores usados, o fato é que as seguradoras do Reino Unido terão de seguir novas regras neste ano, muito mais punitivas para discriminação e abuso de dados confidenciais de clientes do que já estavam expostas. A tecnologia deve ser usada, mas com cautela.

ANS regulamenta uso de CNPJ individual

Fonte: ANS

Entra em vigor na segunda-feira (29/1) a normativa que regulamenta a contratação de plano de saúde coletivo empresarial por empresário individual. A medida contribui para coibir abusos relacionados a esse tipo de contratação – como a constituição de empresa exclusivamente para este fim – e dá mais segurança jurídica e transparência ao mercado, ao estabelecer as particularidades desse tipo de contrato. Uma cartilha elaborada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reúne as principais informações para esclarecer beneficiários de planos de saúde, novos contratantes e os próprios agentes do setor.

A Resolução Normativa nº 432 estabelece que, para ter direito à contratação do plano, o empresário individual deverá apresentar documento que confirme a sua inscrição nos órgãos competentes, bem como a sua regularidade cadastral junto à Receita Federal – e outros que vierem a ser exigidos pela legislação vigente – pelo período mínimo de seis meses. E, da mesma forma, para manter o contrato, o empresário individual deverá conservar a sua inscrição nos órgãos competentes e a regularidade do seu cadastro na Receita Federal. As operadoras e as administradoras de benefícios deverão exigir esses documentos em dois momentos: quando da contratação do plano e anualmente, no mês de aniversário do contrato.

A operadora ou administradora de benefícios deve informar ao contratante as principais características plano a que está se vinculando, tais como o tipo de contratação e regras relacionadas. “É muito importante que o consumidor interessado em contratar um plano de saúde coletivo tenha consciência das particularidades desse tipo de contratação para não ser surpreendido depois. Nesse sentido, estamos disponibilizando uma cartilha que resume as informações de forma didática e clara para auxiliar na disseminação dessas regras”, destaca a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Santa Cruz Coelho.

Outro ponto importante da normativa que protege o beneficiário trata do estabelecimento de uma regra para os casos de rescisão unilateral imotivada pela operadora. A partir de agora, o contrato só poderá ser rescindido imotivadamente após um ano de vigência, na data de aniversário e mediante notificação prévia de 60 dias. A operadora deverá apresentar ao contratante as razões da rescisão no ato da comunicação. “Essa medida evita que o beneficiário seja surpreendido com o cancelamento do contrato a qualquer tempo, dando mais previsibilidade na contratualização”, explica a diretora.

Se for constatada a ilegitimidade do contratante, a operadora poderá rescindir o contrato, desde que faça a notificação com 60 dias de antecedência, informando que a rescisão será realizada se não for comprovada, neste prazo, a regularidade do seu registro nos órgãos competentes. A comprovação anual da condição de empresário individual e dos requisitos de elegibilidade dos beneficiários a ele vinculados deverá ser exigida também nos contratos celebrados antes da vigência dessa resolução.

A celebração e a manutenção de contrato coletivo empresarial que não atenda ao que é disposto na norma equipara-se, para todos os efeitos legais, ao plano individual ou familiar, conforme prevê a RN nº 195, de 2009.

Política de reajustes de planos de saúde em debate no evento da FenaSáude

Fonte: FenaSaúde

A elevação dos custos e dificuldades em manter os planos individuais permearam todos os debates do 2º Workshop de Análise de Impacto Regulatório, realizado no último dia 26, pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). “O reajuste único para todos os contratos, sem especificidade do plano, região ou faixa etária, é um equívoco. Há uma deterioração das carteiras, o que inviabiliza a formação de novos grupos, fazendo que as taxas de cancelamento no Brasil cheguem a 28% de segurados de menor risco. Este percentual representa os mais jovens que normalmente deixam os planos em momentos de dificuldades financeiras”, explicou a palestrante Ana Carolina Maia, professora doutora na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).

O professor na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), João Vinícius de França Carvalho, apresentou um estudo preliminar realizado sobre o subsídio entre planos das operadoras, ou seja, os planos coletivos acabam subsidiando parte dos planos individuais para dar solvência para algumas carteiras.

O superintendente Regulatório de Saúde da SulAmérica, Mônica Nigri, reforçou que os custos são impactados também com o envelhecimento da população, a judicialização que acaba impondo o pagamento de serviços não previstos, além da incorporação de tecnologia. “É de se esperar que a ANS tenha dificuldade em ter uma base de dados consistente de variação dos custos das operadoras menores. Se fizermos cortes por tamanho da carteira de operadoras maiores e um modelo para as operadoras com menos vidas teriam casos analisados individualmente”, esclareceu a executiva, que registrou a dificuldade de precificar diante de tantas variáveis incontroláveis.

Na concepção de João Boaventura Branco de Matos, especialista em Regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o reajuste de preços é apenas uma parte das dificuldades dos planos individuais, que não pode estar desconectado do cenário geral da saúde no Brasil. “Temos problemas em contratos com poucas pessoas e a visão de curto prazo de adesão ao sistema. Há necessidade de combate às causas de reajustes elevados, como o modelo de pagamento utilizado, hoje é o pagamento por serviço (fee for service), além de controlar o aumento de valores de serviços e a incorporação da tecnologia. Mas são diversos outros fatores que impactam no reajuste”, disse.

Matos acrescentou que hoje está havendo uma “despooltização” (redução para carteiras menores) no setor. “Queremos reverter este quadro. O atual modelo para os aumentos dos planos de saúde individuais precisa de ser mais transparente para que todos os agentes do mercado participem. Temos que garantir a solvência dos planos, assim como os desempenhos das operadoras. Para isso, precisamos de uma participação maior tanto dos agentes como da sociedade. Este debate é um exemplo do que se deve acontecer para melhorar o setor”, afirmou Matos.

Carlos Ragazzo, professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV), não acredita em uma solução de curto prazo para o crescimento dos planos de saúde individual e redução de custos. “O custo da saúde é baseado em três bases como custo regulatório, o custo judicial e o custo de produção. Há um movimento em todas as agências de criar as regras. O desafio da ANS é reduzir todos estes custos para diminuir o reajuste. Não há uma solução de curto prazo”, explicou.

O representante do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho Neto, chefe da assessoria Especial de Reformas Microeconômicas da entidade, acredita que setor precisa avaliar o desempenho da regulamentação de preços. “Se diminuiu a atratividade do mercado, devem ser analisadas as falhas e fazer uma comparação com outros mercados. É importante a intervenção nos preços, mas é necessário olhar o desempenho. Há necessidade também de controlar custo e promover a produtividade”, sugeriu.
Novo modelo de reajuste

Segundo Edgard Pereira, professor do Departamento de Economia, do Instituto de Economia, da Universidade de Campinas (Unicamp), o modelo de reajuste atual desagrada a todos os envolvidos porque não cobre os custos das operadoras e afastam os segurados. “Há uma deterioração e desinteresse das operadoras em comercializar os planos de saúde individuais. Há necessidade em efetivar uma política de ganhos em escala e utilizar o price cap (preço-teto) para que se dê maior abrangência aos planos de saúde individuais”, afirmou o professor em sua palestra.

Porém a utilização do price cap foi questionada porque tem como base dois custos – os gerenciáveis pelas operadoras e os que não há gestão, como custo da assistência médica, judicialização e utilização dos serviços. Para Armando Castelar Pinheiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), o price cap transfere parte da produtividade para o beneficiário porque este compõe a maior parte do custo não gerenciável. “Os reajustes dos planos estão acima da inflação e dos rendimentos, o que acontecerá é que as pessoas sairão dos planos. Reduzindo o setor. As causas dos custos elevados estão nos custos não gerenciáveis. Há necessidade de analisar melhor os impactos desta proposta”, sugeriu o professor.

Daniele Rodrigues Campos, gerente econômico-financeira e atuarial dos produtos da Diretoria de Produtos da ANS afirmou que a boa notícia é que a discussão das metodologias de reajuste individual está mais madura. “Temos estudos que comprovam que a ANS não cometeu, ao longo dos últimos anos, injustiças. A variação de custo médico hospitalar está sempre muito próxima ao reajuste anual, porém admito que não separamos os custos dos planos individuais dos coletivos, que foi um erro. Mas iniciamos uma discussão de proposta que envolve desde o reajuste individual, coletivo e precificação. Estamos em busca de evoluir para um modelo considerando a faixa etária e o fator de produtividade”, esclareceu a representante da ANS.

Para as operadoras não há mais interesse em oferecer o plano individual porque o ambiente econômico não incentiva este produto. “Há uma dificuldade em formatar preço. Não podemos negar entrada de beneficiários. Temos dificuldade em controlar os custos não gerenciáveis, como incorporação de tecnologias sem comprovação, além de uma incapacidade de cancelar contratos deficitários. Ainda não temos a capacidade de reajustar os valores diante dos custos. O que faz as operadoras perderem o interesse em oferecer este plano, apesar de ser um produto de desejo da sociedade”, afirmou Flávio Bitter, diretor técnico e de produtos da Bradesco Saúde.

O moderador do debate, José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, lembrou que os custos gerenciáveis chegam a cerca de 15% do total. “Há uma necessidade de exigir dos operadores um gerenciamento de seus custos, mas a grande parte está no que não é gerenciável. Sem dúvidas, precisamos aperfeiçoar o modelo de reajuste, mas também temos que avaliar os fatores que impulsionam a elevação dos custos. Esta é uma discussão fundamental! O debate tem que continuar”, afirmou Cechin, que já anunciou o 3º workshop da FenaSaúde, que acontecerá em 28 de junho deste ano.

Executivos temem quebra de privacidade, revela estudo da JLT

Fonte: JLT

A maior preocupação dos executivos de grandes empresas brasileiras é a quebra de privacidade da informação de seus clientes, aponta pesquisa da gestora de riscos e corretora de seguros, JLT Brasil. Mais da metade dos entrevistados (68%) afirmaram que este é o maior receio no caso de um ataque cibernético. Na sequência aparecem perda de receita, danos à reputação e danos materiais.

“Uma proteção de dados questionável impacta na reputação da empresa, que por sua vez traz consequências para sua receita por meio da perda de clientes, acionamentos jurídicos por quebra de confidencialidade, além de possíveis multas e impactos diante das regulações existentes. Não á à toa que o crime cibernético está entre principais riscos para as economias em 2018, de acordo com o Fórum Econômico Mundial”, explica a especialista em risco cibernético da JLT Brasil, Marta Helena Schuh.

Cerca de 1/4 dos entrevistados relataram que suas empresas já foram vítimas de um ataque virtual. Destes, 55% informaram que a principal consequência foi o sequestro de dados, seguido pela interrupção dos sistemas (45%). As empresas informaram que as perdas em função dessas invasões variaram entre R$ 25 mil e R$ 500 mil.

Na percepção de 85% dos executivos o maior impacto de um ataque cibernético é causado nas operações. Prejuízos no departamento financeiro foi a resposta de apenas 20% dos entrevistados e 10% acham que é um problema da área de Tecnologia da Informação.

A especialista avalia que hoje muitas empresas não dependem mais de estruturas físicas para sua operação, mas sim de sistemas. “Se houver um dano no patrimônio físico da empresa, mas o sistema estiver preservado a operação continua. No entanto, quando há uma invasão ou paralisação dos sistemas a empresa fica inoperante podendo acumular grandes prejuízos”.

Ainda que breves, as interrupções na operação ou operar em capacidade reduzida podem gerar efeitos contínuos mesmo após a restauração de serviços. Segundo o relatório de Riscos Globais citado pelo Fórum Econômico Mundial, o custo de crimes cibernéticos pode alcançar US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos.

“Quando se fala em ataque cyber as perdas vão além da interrupção dos serviços prestados e da receita perdida. Há custos de consultoria de investigação forense, despesas com possíveis danos causados a terceiros que envolvem custos jurídicos e indenizações, impacto sobre a imagem e reputação da empresa e até mesmo a queda no valor da ação caso a empresa possua capital aberto”, explica Marta.

Apesar do risco, o levantamento mostra que 35% das companhias possuem um plano de contingência que inclua custos financeiros diante de um ataque. “É um percentual baixo, porém mais alto que nos Estados Unidos, um mercado maduro em relação à gestão de risco cibernético. Lá cerca de 23% das empresas pensam em contingência financeira para essa exposição” conclui Marta Schuh.

A pesquisa foi realizada com 60 grandes e médias empresas brasileiras dos setores de Linhas Financeiras, Aviação, Logística, Energia, Infraestrutura, Agronegócio, Educação, Tecnologia, Química, Papel e Celulose.

Cade aprova parceria Icatu e BNP Paribas

Fonte: Reuters

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições que a Icatu Capitalizações, subsidiária do Grupo Icatu Seguros, use com exclusividade os canais de distribuição operados pela Cardif Capitalização, do BNP Paribas (BNPP.PA), para comercializar títulos de capitalização, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Além do acordo operacional, a operação ainda consiste na aquisição pela Icatu Capitalização da totalidade das ações da Cardif detidas atualmente pela Cardif do Brasil Vida e Previdência S.A. e pela Cardif-Assurances Risques Divers S.A, segundo parecer publicado no site do Cade.

Na avaliação da autarquia, a transação não altera de modo relevante as estruturas do mercado de títulos de capitalização. “No cenário pós-operação, ter-se-ia, portanto, que a participação do conjunto das empresas do Grupo Icatu e do Grupo Cardif no mercado de títulos de capitilização seria da ordem de 10,60 por cento”, destacou o órgão antitruste.

2º Workshop de Análise de Impacto Regulatório

Apesar das inscrições presenciais estarem encerradas para o 2º Workshop de Análise de Impacto Regulatório – organizado pela FenaSaúde, na próxima sexta-feira (26), às 9h, no Rio de Janeiro –, os interessados poderão ainda acompanhar o evento pela internet, inscrevendo-se no site da CNseg para a transmissão ao vivo: https://eventos.cnseg.org.br/eventos/evento/2-workshop-analise-de-impacto-regulatorio-o-controle-de-reajustes/

O 2º Workshop de Análise de Impacto Regulatório terá como tema a política de controle de reajustes dos planos de saúde. O evento contará com profissionais da saúde suplementar, reguladores e economistas, entre outros profissionais que debaterão os efeitos do controle dos reajustes de planos individuais, entre outros temas.