Tecnologia ajuda a gerenciar riscos em transporte, afirma Marcos Siqueira, da Liberty

O segmento de transporte de mercadorias enfrenta muitos desafios no Brasil diante da falta de investimentos em infraestrutura e também pelo elevado índice de criminalidade com o roubo de mercadorias. Isso fez muitas companhias reverem a atuação no segmento. “A estratégia da Liberty Seguros no segmento de transportes está pautada no crescimento sustentável da empresa, que se baseia em três pilares: pessoas, sistema e produtos, afirma Marcos Siqueira, superintendente de “marine” da Liberty Seguros.
Veja abaixo trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro:
Poderia detalhar esses três pilares?
No pilar de pessoas, mapeamos os perfis adequados para cada função a fim de atingirmos a excelência no atendimento, sem perder o foco no resultado. Já em sistema, a Liberty Seguros investe na integração do sistema de averbação e faturamento, além de cotações online para facilitar o trabalho do corretor e do cliente e agilizar o atendimento em caso de sinistros. E, por fim, em produtos, focamos no plano de gerenciamento de risco e em condições desenhadas de acordo com a operação do cliente/segurado.
Como anda o setor de seguro transporte?
Nos últimos anos, por conta do aumento dos roubos de carga e na diminuição de investimentos em infraestrutura, o setor de transportes teve uma queda nos resultados. No entanto, a Liberty Seguros sempre se dedica a criar novas soluções que facilitem o dia a dia dos segurados nas estradas.
Quais as perspectivas de médio e longo prazo?
Nos médio e longo prazos, existe uma tendência significativa de melhora por conta das ações fiscalizatórios/regulatórias que os órgãos vem implementando nos últimos anos, tais como: averbação antes do início do embarque, lei de amarração de carga e MDFe.
Quais as fazem aceitar contratos neste segmento?
A Liberty acredita no segmento, por isso continuará investindo e manterá seu foco em desenvolver contratos de acordo com a necessidade do cliente.
Que tipo de gerenciamento de risco tem sido usado/exigido para mitigar o risco?
O gerenciamento de risco é sempre baseado no tipo de operação de cada cliente, como rotas, tipo de mercadoria e meio de transporte, para assim desenhamos o melhor plano de acordo com o perfil do segurado. Para atingir esse objetivo, as tecnologias mais utilizadas são: (Satélite, GSM/ GRPS, LOC Carreta, Hibrido  e RF).
Quais são as mercadorias mais visadas?
As mercadorias mais visadas atualmente, são: eletroeletrônicos, medicamentos, carnes, pneus, confecções e alimentos.
A tecnologia tem ajudado neste segmento? de exemplos.
Sim, a tecnologia tem ajudado muito a localizar mercadoria roubadas, como exemplo a utilização de iscas conectadas à satélites portáteis, que são colocadas na caixa do produto de forma aleatória, o que  dificulta a desativação pelas equipes especializadas em roubo de cargas. Além disso, a tecnologia também ajuda na prevenção de acidentes agindo no controle da velocidade do veículo transportador.

Há soluções para o seguro transporte, afirma Eduardo Michelin, da corretora Willis

O seguro para transporte de carga se tornou a dor de cabeça das seguradoras. A região mais alarmante é a do Sudeste que concentra 90% das ocorrências de cargas roubadas. Em 2017, foram registradas 30 subtrações por dia no eixo Rio-São Paulo, o que resultou em um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Entretanto, não há expectativa que esses números caiam, já que nos 10 primeiros dias de 2018 foram registrados 288 roubos na região, de acordo com dados das Secretarias de Segurança Pública dos dois estados.

Segundo Eduardo Michelin, responsável por transporte e náuticos  da corretora e consultoria Willis Towers Watson, o valor do seguro elevou entre 10 e 40%, dependendo da operação e as apólices que demoravam um mês para negociar, agora levam três, principalmente das companhias que comercializam alimentos, bebidas, eletrônicos e medicamentos, as mais visadas e de fácil distribuição no mercado paralelo.

O executivo ainda acrescenta que as seguradoras têm negado alguns riscos e exigido cada vez mais complexos sistemas de gerenciamento de risco, que podem variar desde iscas implementadas dentro do caminhão e da carga, passando por rastreadores no caminhão, escoltas, monitoramento dos horários e rotas dos caminhões, entre outros.

Para os próximos meses a projeção é um acréscimo no volume de movimentação de carga, devido o aquecimento da economia, entretanto, o roubo de carga ainda é uma preocupação das empresas.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro:

Quais ações podem ser tomadas para melhorar o cenário que existe atualmente?

Vivemos em um momento muito desafiador para o segmento de transporte de cargas. Com o grande índice de roubo de carga registrado no último ano, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o segmento foi muito afetado e nesse momento provoca um peso gigantesco em todas as carteiras das seguradoras que passaram a ter dificuldades de resultado em função disso. Essa questão, obviamente, é repassada aos clientes que acabam tendo que pagar mais ou gastar mais para ter o seguro, pois não é apenas o prêmio em si, mas as seguradoras passaram a ser mais exigentes com o valor das franquias e com os programas de gerenciamento de risco.

Como a corretora pode ajudar?

O diferencial da WillisTowers Watson é no suporte e consultoria em relação ao gerenciamento de risco logístico. Atuamos ajudando o cliente a identificar as melhores soluções de gerenciamento, por meio da consolidação de várias ferramentas que possam ajudar nessa logística como, por exemplo, rastreador, consulta dos motoristas, rastreador móvel, emprego de escolta, escolta velada, determinação de horários e rotas. Atualmente o que viabiliza o transporte de algumas mercadorias consideradas críticas é o quanto o cliente se dedica e se compromete com as medidas de gerenciamento. É fundamental, muito mais do que o custo do seguro, o que ele faz em relação a segurança do transporte da carga dele. Quais os transportadores utilizados, a tecnologia utilizada para rastrear seus produtos, as rotas, o período do dia etc.

Ainda há solução então?

A Willis Towers Watson acredita que ainda não estamos em uma situação sem saída. Ainda há solução, basta que o cliente também tenha um pouco desse comprometimento e preocupação com o gerenciamento de risco. Os clientes que não quiserem investir nessas ferramentas de gestão ou vão pagar muito mais caro no seguro ou vão ficar eventualmente sem opção de seguradora. Além disso, deveria ser criada uma legislação específica e mais rígida para o crime de roubo de carga e receptação. Assim como investimentos em segurança pública e trabalhos de inteligência policial precisam ser intensificados.

Como os clientes estão reagindo a isso?

Os clientes sabem que o momento é delicado. Principalmente aqueles que atuam em rotas muito visadas sabem que precisam investir em gerenciamento de risco para conseguir uma negociação mais favorável com a seguradora. Entretanto, eles nos pressionam a encontrar as melhores negociações possíveis para eles.

Eles estão comprando menos ou investindo mais em gerenciamento? Quais as medidas já tomadas?

De uma forma geral, as empresas estão investindo mais no gerenciamento de risco. Claro que isso varia conforme o produto que a empresa transporta e a rota que ela faz, mas sim, nas rotas mais perigosas as empresas estão buscando soluções tanto para tentar evitar a perda da carga como também para recuperá-la após o roubo. O que existe de mais moderno em termos de rastreamento são as iscas móveis que podem ser personalizadas e escondidas na mercadoria. Elas podem estar escondidas nas embalagens dos produtos e possuem uma tecnologia híbrida que pode enviar sinal tanto por satélite quanto por rádio frequência, o que dificulta esconder/sumir com esse sinal. Ela é uma contingência, não evita a carga de ser roubada, apenas localizá-la. Ela é totalmente customizável, você coloca dentro da caixa do produto e ela pode ser camuflada muito bem, até para ter essa dificuldade do bandido localizar e eliminá-la. Entretanto essa tecnologia é utilizada para o resgate da carga após o sinistro e quanto mais rápido for a ação da equipe de gerenciamento, maiores as taxas de sucesso. Já para evitar o roubo da carga, trabalhamos com rastreadores instalados no veículo transportador. São diversos tipos, entre eles, trava de baú, sensores de abertura de porta, de presença na cabine, botão de pânico. Além do controle de horários, de transportadores, de motoristas e rotas. É um conjunto de medidas de gerenciamento de riscos que são trabalhadas.

Os clientes estão buscando outras formas de proteção?

De uma forma geral os clientes estão investindo mesmo em gerenciamento de risco. Algumas empresas contratam segurança particular para fazer o acompanhamento, mas essa operação tem um custo muito alto e não viável para a grande maioria das empresas.

 

Indicador registra “otimismo moderado” dos executivos de seguros

Desde o final do ano passado, as expectativas das empresas de seguros têm se mantido no mesmo patamar, com indicadores de confiança se situando entre 120 e 130 pontos, sinalizando um otimismo moderado. Isso é o que mostra o ICSS,  um indicador mensal que mede a confiança do setor de seguros no Brasil, divulgado pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).

Esse indicador é o resultado de três variáveis: ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras), ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) e ICGC (Índice de Confiança das Grandes Corretoras). Todo final de mês são enviadas perguntas simples, de múltipla escolha, em que as empresas dizem sobre o que esperam que aconteça nos próximos seis meses, com relação a algumas variáveis relevantes do setor. Ao todo, aproximadamente 100 companhias são entrevistadas em cada oportunidade.

“Ressaltamos que essa avaliação favorável continua espalhada entre todos os tipos de empresas analisadas – as seguradoras, as resseguradoras e as grandes corretoras”, afirma Francisco Galiza, responsável pelo indicador.

Abaixo, o gráfico do ICSS:

Chubb faz parceria com a startup TôGarantido para ofertar apólices para “menos favorecidos”

A TôGarantido.com.br, startup acelerada pelo Catalyst Fund, iniciativa apoiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, JP Morgan Chase e Fundação Rockefeller, se uniu a Chubb para ofertar produtos voltados à inclusão das classes menos favorecidas ao mercado de seguros.

Com valores a partir de R$39,90/mês, a estratégia é mirar nos públicos das classes C e D e oferecer, além dos pacotes que cobrem o segurado em situação de perda de saúde – necessidade de internação, doenças graves etc -, também um acesso privilegiado a serviços de saúde com preços acessíveis e populares durante a vigência da apólice, informa comunicado do grupo.

“O Produto não é um plano de saúde, mas uma alternativa econômica para quem não consegue contratar os planos de saúde tradicionais, por isso, fomos escolhidos pelo Catalyst Fund e agora pela Chubb, já que, por meio da parceria com a Chubb Brasil e a Vida Class, ofereceremos ao consumidor de baixa renda seguros que tenham grande impacto social e atendam suas maiores necessidades de proteção financeira nos momentos de doença ou incapacidade de trabalhar”, conta Felipe Cunha, CEO da TôGarantido, em nota.

Para a criação desses produtos foram realizadas uma série de workshops no Jardim Ângela (extremo sul da capital paulista), além de pesquisas quantitativas realizadas na internet com centenas de consumidores online. “A novidade permitirá que milhões de brasileiros acessem pela primeira vez os benefícios do universo do seguro”, afirma Paulo Pereira, vice-presidente de Multilines da Chubb Brasil no comunicado.

Segundo Cunha, o maior desafio é poder tangibilizar os seguros ao consumidor de baixa renda, fazendo que ele perceba benefícios concretos de estar segurado durante toda a vida útil da apólice, não apenas quando ocorre um sinistro. Como, por exemplo, descontos em serviços médicos, onde será possível ter acesso a uma série de exames e atendimento médico por preços acessíveis, a partir de R$ 45 por consulta, dependendo da especialidade escolhida.

Os seguros da empresa serão 100% digitais, podendo ser adquiridos online ou pelo celular, por meio de um sistema dotado de inteligência artificial e o auxílio de chatbot para interação.

Os seguros ofertado na parceria oferecem as seguintes garantias:

Auxílio funeral (Válido para os 3 produtos oferecidos):  despesas com funeral até R$ 3 mil, em caso de falecimento por causas naturais ou acidentais do titular ou de seus dependentes (marido/esposa + 2 filhos até 21 anos)
Acidentes pessoais (Válido para os 3 produtos oferecidos):  indenização no valor de até R$ 150 mil, em caso de morte exclusivamente por causas acidentais, do segurado titular.
Internação (Válido para o Família Saudável Plus e para o Família Saudável Pleno): indenização de R$150 por dia (limitado a 30 diárias por ano) em caso de internação do titular do seguro. Diária por Internação Hospitalar.
 
Doenças Graves (Válido para o Família Saudável Pleno): indenização no valor de R$ 5 mil, conforme plano contratado, caso o segurado receba diagnóstico de uma das doenças definidas como grave neste seguro, e desde que o primeiro diagnóstico da doença ocorra durante a vigência desta cobertura e após o período de Carência estabelecido no seguro.

Almir Fernandes deixa Cesvi para assumir diretoria de riscos industriais da BB Mapfre

Almir Fernandes é o novo diretor de Riscos Industriais e Garantia da BB e Mapfre. O executivo tem mais de 36 anos de experiência, sendo 23 no grupo espanhol, onde anteriormente liderou os negócios da Mapfre Assistência e do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) no país. O executivo é formado em engenharia industrial mecânica pela Universidade Santa Cecília, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e AMP Advanced Management Program do ISE-IESE Business School.

 

Marsh apresenta estudo sobre gestão de riscos da América Latina

No próximo dia 5 de abril, a Marsh Risk Consulting promove em São Paulo evento de lançamento do III Benchmark de Gestão de Riscos da América Latina. A pesquisa é resultado de uma ampla rodada de entrevistas com executivos de 294 empresas – sendo 76 brasileiras – realizada de abril a agosto de 2017. São empresas de 20 setores econômicos de 11 países da América Latina: Brasil, Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Argentina, Panamá, Chile, Panamá, Uruguai e Porto Rico.

Uma das conclusões do estudo é a de que 2 em cada 5 organizações da América Latina já incorporaram a Gestão de Riscos em seus processos e suas práticas são aplicadas de modo consistente. Entretanto, as organizações ainda precisam criar uma integração e homogeneização em todas as áreas para adotar uma perspectiva proativa.

Para Roberto Zegarra, Líder da Prática de Business Continuity Management e Analytics da Marsh Risk Consulting para América Latina, isso significa que ainda existe campo para as empresas aprimorarem suas estratégias de gestão de riscos e melhores práticas estabelecidas para aquelas que ainda precisam desenvolver expressivamente dentro de seus processos.

A pesquisa foi conduzida em parceria com o RIMS, associação sem fins lucrativos focada em gestão de riscos, e entre outros temas, também mapeou riscos emergentes na América Latina. Para os executivos, as mudanças regulatórias, as rápidas mudanças no comportamento de consumo, os ataques cibernéticos, as mudanças tecnológicas e a forte concorrência estão entre as suas cinco maiores preocupações.

“Casos emblemáticos como os ataques Cyberwarfare, Hacktivism ou ataques indiscriminados recentes como WannaCry ransomware em maio de 2017 chamaram a atenção do mundo dado que os impactos podem ser multissetoriais, simultâneos e disruptivos”, afirma Carlos Santiago, Líder da Marsh Risk Consulting Brasil. “A atenção aos riscos cibernéticos não pode ser somente uma questão exclusiva das áreas de tecnologia. É uma questão a ser tratada também no nível de diretoria e conselhos das organizações”, complementa o executivo.

Roberto Santos assume comando da Porto Seguro a partir de hoje

Roberto assume coo VP da Porto Seguro

A Porto Seguro informa que Roberto Santos passa a ocupar a partir de hoje, 29 de março de 2018, o cargo de presidente executivo da companhia. Fabio Luchetti, que em 2012 assumiu a presidência, tendo construído sua carreira na empresa por 34 anos, passa a ser membro do Conselho. Jayme Garfinkel continua como presidente do conselho de Administração da Porto Seguro pelos próximos dois anos.

MetLife celebra 150 anos

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A MetLife, seguradora com maior presença no mundo, celebra 150 anos e a liderança na indústria financeira global, inovando com produtos que acompanham a cada um de seus clientes nos momentos mais importantes de suas vidas.

Com mais de 100 milhões de clientes no mundo, a companhia está presente em mais de 40 países, sendo líder nos Estados Unidos, Japão, América Latina, Ásia, Europa y Oriente Médio. Desde sua fundação em 1868, a empresa tem evoluído e se transformado continuamente, desenhando produtos que moldaram a indústria ao longo de 150 anos de operação.

A MetLife sempre se preocupou em gerar impacto positivo não apenas nos negócios, mas sobre o bem-estar dos clientes e das comunidades, em todos os países em que atua. Para a MetLife, o Brasil é um importante mercado, no qual mais de 5,5 milhões de vidas estão seguradas e mais de 37 mil clientes corporativos são atendidos. Este ano, a companhia está investindo em projetos que a deixem ainda mais próxima de clientes e beneficiários de seus produtos e serviços, revendo seu portfólio, para se adaptar às novas necessidades do mercado, e renovando e ampliando os canais de distribuição e de contato do público com a marca.

“No Brasil, assim como no restante do mundo, acompanhamos de perto os clientes nas diferentes etapas de suas vidas, oferecendo atendimento customizado. Por meio da MetLife Foundation, apoiamos iniciativas que estimulam a inclusão financeira, para que as famílias tenham acesso a serviços financeiros formais e de qualidade”, afirma Raphael Carvalho, presidente da MetLife Brasil.

Feriadão da Semana Santa pede cuidado nas estradas

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Feriado é sinônimo de maior fluxo de veículos nas ruas e estradas. Com isso, aumentam também as chances de acidentes. O cuidado deve ser redobrado. O relatório da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, mostra que, em 2017, foram pagas 2.614 indenizações relativas a acidentes ocorridos entre a quinta-feira e o domingo de Páscoa.

O Seguro DPVAT prevê três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares. Historicamente, invalidez é a cobertura mais frequente no feriado. Para se ter ideia, do total pago, 1.826 foram para casos de invalidez permanente.

Durante a Semana Santa, a região Nordeste também se destaca pelo maior número de ocorrências. Em 2017, os estados nordestinos foram responsáveis por 33% das indenizações. Outro dado relevante é em relação à faixa etária das vítimas. A maior incidência de acidentes registrados no mesmo período foi com pessoas entre 18 e 34 anos, o equivalente a 53% das ocorrências. Ainda de acordo com os dados, a maioria dos acidentes aconteceu no período do anoitecer (26% das ocorrências).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de países com maior índice de acidentes de trânsito em todo o mundo. A Polícia Rodoviária Federal, nos quatro dias da Operação Semana Santa, em 2017, registrou 1.091 acidentes, 82 mortos e 1.107 feridos em rodovias federais no país. O resultado preliminar representa uma redução de 16% no número de acidentes, 13% nos feridos e 1% no número de mortos em comparação com 2016.

De acordo com a PRF, mais de 40% das mortes ocorreram no último dia do feriado, justamente no momento de retorno das famílias aos seus lares. A Polícia Rodoviária Federal, que fiscaliza os 71 mil km de rodovias federais do país, há cinco anos tem mapeado os locais mais passivos de acidentes, aumentando o número de policiamento e radares móveis nestas regiões.

Youse e suas inovações: Youse Trips

A Revista Auto Esporte traz detalhes de um aplicativo da Youse. Interessante acompanhar as inovações.

 

Segue a íntegra, que esta no link 

Ajudar o motorista a dirigir melhor, de forma mais consciente e segura – e, por consequência, melhorar o trânsito como um todo no Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos. Esse é o grande objetivo do Youse Trips, aplicativo disponível para as plataformas iOS e Android, que reverte o bom comportamento ao volante em prêmios reais. E, melhor ainda, tudo isso acontece de um jeito descontraído, leve e divertido.

Desenvolvido pela Youse, plataforma de venda de seguro online da Caixa Seguradora, o Youse Trips é gratuito e está disponível para todos, mesmo quem não é cliente. O aplicativo avalia a direção do motorista, que recebe informações e dicas necessárias para dirigir melhor, de uma forma mais segura.

“Com o Youse Trips, o motorista pode mapear o seu comportamento no trânsito, ver se há a ocorrência de alguma atitude de risco e se há locais em que isso acontece com mais frequência”, explica Bruno Mascarenhas, gerente de produto responsável pelo desenvolvimento do aplicativo. “E, com mais motoristas mais conscientes, o trânsito em geral também fica mais tranquilo e solidário.”

Pontuação
Após baixar e se conectar, o usuário já pode começar a usar o aplicativo. Basta que ele inicie a gravação da viagem antes de sair com o carro (existe também a opção para que isso aconteça automaticamente) e dirija normalmente. Recursos do próprio smartphone, como GPS, acelerômetro e giroscópio, coletam os dados para análise.

Se ao longo do trajeto o Youse Trips não detecta nenhum problema, o motorista atinge a pontuação máxima de 100 pontos. Mas, se forem registrados eventuais comportamentos de risco, pontos vão sendo descontados. Ao final da viagem, ou em qualquer outro momento em que não esteja sendo feito uma gravação, é possível checar a pontuação de cada viagem já realizada e também a média ao longo da semana, mês e do ano.

O motorista recebe um relatório completo, identificando os comportamentos de risco que foram detectados e onde eles aconteceram. Assim, o motorista consegue saber em quais pontos ele precisa melhorar para a sua próxima viagem. São quatro grupos de dados avaliados:

Velocidade: a partir da base do Google Maps, o sistema identifica todas as vias por onde o motorista passou e em qual velocidade. Para não perder pontos, basta ficar atento à sinalização e respeitar os limites. O Youse Trips ainda te dá uma mãozinha: basta ligar os alertas de velocidade para receber um aviso, caso você se descuide.

Aceleração: arrancadas fortes fazem a pontuação cair. O motorista deve acelerar de forma suave, fazendo o veículo ganhar velocidade progressivamente.

Frenagens: assim como nas acelerações, na frenagem, pontos também podem ser descontados. Além de tirar o pé do acelerador com mais antecedência, o motorista também precisa manter uma boa distância segura em relação ao carro da frente, para não ser surpreendido por alguma manobra inesperada e ser obrigado a afundar o pé no freio.

Curvas: aceleração lateral exagerada nas curvas desconta pontos também. Então é preciso reduzir adequadamente a velocidade antes de iniciar o contorno de qualquer curva, assim como nas acelerações e frenagens.

Como os dados são coletados pelos sensores do próprio smartphone, é preciso que o aparelho seja colocado em pé e esteja bem preso. A quantidade de pontos que o motorista perde por alguma “falta” também depende da distância: quanto menos quilômetros percorridos, mais pontos perdidos.

O Youse Trips também armazena outras informações úteis e interessantes, que podem ajudar o motorista a planejar o seu cotidiano. Dá para ver dados como o tempo total de viagem, tempo parado, distância total percorrida e a velocidade média para cumprir o trajeto.
Além disso, se o sistema detecta que algum comportamento de risco acontece com relativa frequência, o aplicativo dá dicas para o motorista sobre a sua forma de dirigir e, assim, melhorar a sua pontuação.

Medalhas e ranking
O motorista recebe medalhas à medida que cumpre determinadas missões e desafios. Como, por exemplo, fazer 25 viagens seguidas sem nenhum registro de frenagem brusca ou gravar uma viagem com mais de 90 quilômetros. É o conceito de gamification, que transforma uma ação diária, cotidiana, em um jogo.

“Se você pensar no trânsito em geral, nosso objetivo sempre é chegar em algum lugar, o quanto antes. E isso pode levar, de forma inconsciente, a acelerar demais, ignorar limites de velocidade e passar do ponto”, diz Bruno. “Quando se tem um aplicativo que usa esse conceito de gamification para propor exatamente o oposto, ou seja, dirigir de forma mais segura, as pessoas tendem a agir de forma mais consciente. Assim estamos estimulando um comportamento mais saudável nas ruas.”

Ao obter certos conjuntos de medalhas, o motorista pode trocar por prêmios. Atualmente, estão disponíveis o “Youse Box Auto”, um kit recheado de variados produtos para o automóvel, e o Kindle, leitor de livros digitais da Amazon. Além disso, a pontuação coloca o motorista em um ranking, no qual ele pode se comparar com todos que estão utilizando o aplicativo.