Vida longa, com dinheiro no bolso, saúde para dar e vender, amigos e fé

Vida longa. Muito dinheiro no bolso. Saúde para dar e vender. São desejos comuns em qualquer lista de Ano Novo. Sonhos que remetem a longevidade, um plus a mais aqui na terra. Para não transformar esse sonho em pesadelo a dica dos especialistas é investir na saúde física e mental, poupar dinheiro e ter foco, força e fé para aceitar com resiliência os efeitos do tempo. “O importante é que todos invistam para que esse ganho de anos seja curtido com qualidade de vida, que se resume em quatro capitais”, afirma o médico Alexandre Kalache, que dirigiu o programa de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1995 a 2008 e hoje é presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil e da Aliança Global de International Longevity Centre.

O primeiro é o capital financeiro. Afinal, dinheiro não nasce em árvore e depois dos 60 boa parte dele é devorada por gastos com a saúde. “É desolador ter um aumento de 69% no plano de saúde aos 50 anos”, diz Angela Caprarola, professora de inglês, que sempre poupou para a aposentadoria. “E não dá para depender do Sistema Único da Saúde nesta crise política sem fim, com corrupção tirando recursos da saúde e da educação. Torço para que se encontre uma solução para os custos da saúde, com planos mais acessíveis por parte das operadoras de saúde e que o governo equilibre suas contas e invista mais em saúde e educação”, desabafa.

“Quem ainda não começou a investir nos quatro capitais essenciais para a qualidade de vida na velhice, comece já”, recomenda o médico Alexandre Kalache

O custo da saúde realmente é uma preocupação de todos. Inclusive para as operadas de saúde. Para se ter uma ideia da escalada dos custos, no Sistema Único de Saúde (SUS), as despesas assistenciais podem atingir R$ 115 bilhões por ano em 2030, ao passo que hoje estão em torno de R$ 45 bilhões. As doenças crônicas que atingem a população idosa impactam fortemente nestes números. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam que, em 2030, o Brasil contará com mais de 223 milhões de brasileiros, sendo 18,62% com 60 anos ou mais. Em 2000, essa faixa etária correspondia a 8,21%, para uma população de 173,45 milhões.

Flávio Bitter, diretor gerente da Bradesco Saúde e da Mediservice, conta que o grupo aposta na prevenção para reduzir os custos com a saúde. Uma das iniciativas, além do portal de Longevidade com diversas ações que incluem qualidade de vida, a seguradora criou o programa Juntos pela Saúde, com diversas ações para doentes crônicos, obesidade e tabagismo.

A ideia é que as pessoas vivam com mais qualidade, sejam felizes e, consequentemente, usem com pouca frequência os serviços médicos. “A mudança de hábitos de vida é fundamental em qualquer programa de saúde”, diz. Quando o programa teve início, 28,7% da base de clientes praticava esporte. “Hoje esse indicador subiu para 38,5%”, comemora. O mesmo sucesso foi obtido pelo programa de obesidade, que foi reduzido de 29% para 26%, e o de tabagismo de 7,8% para 5,9%.

Mesmo com prevenção, o fato é que viver mais custa mais. O maior gasto com saúde vem depois dos 60 anos. “Os idosos sofrem mais de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), que exigem acompanhamento médico constante, e de males que demandam exames mais sofisticados e custosos”, explica Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). Um paciente com menos de 18 anos custa ao ano R$ 1.500 para seu plano de saúde, enquanto um com mais de 80 pode gerar gastos de R$ 19 mil por ano, de acordo com dados do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS). O custo assistencial médio por beneficiário dos 54 aos 58 anos é de R$ 3.988,23, enquanto que, a partir dos 59 anos, sobe para R$ 8.036,35 (mais que o dobro).

O quanto antes a pessoa começar a programar como ter renda no futuro e como driblar imprevistos, como acidentes, doenças e desembolso extra de recursos para pagar despesas extraordinárias, melhor. E poucos fazem isso, segundo pesquisa divulgada em junho de 2018 pela Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi). De acordo com o levantamento, 63% dos entrevistados declararam que não tem nenhum investimento para garantir a aposentadoria no futuro. Nas classes AB, 50% estão nessa condição. Na C, o índice salta para 64% e chega a 76% nas Classes DE. O estudo ouviu 1200 indivíduos em 72 municípios no mês de abril, com idades entre 16 anos e 60 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Depender do governo, seja para ter uma renda com a aposentadoria ou atendimento médico público, é algo cada dia mais arriscado considerando o elevado déficit público e fatores como o aumento da expectativa de vida e a queda da mortalidade infantil e natalidade. O número médio de filhos por mulher caiu de seis na década de 70 para o atual 1,8 – abaixo da “taxa de reposição”, dois filhos por casal. A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que a população do Brasil comece a decrescer a partir de 2042, quando chegará a 228 milhões de habitantes, enfatiza Edson Franco, presidente da FenaPrevi. “O aumento da expectativa de vida do brasileiro saltou de 46 anos em 1940 para os atuais 76 anos. São transformações impressionantes mesmo quando se olha para um período curto, como os 17 primeiros anos deste século.”

“A conta não fecha”, ressalta Edson Franco, presidente da FenaPrevi

A proporção de habitantes com mais de 65 anos subiu de 6% em 2000 para 8% em 2017, um salto de 9,7 milhões para 17,6 milhões de de pessoas nessa faixa etária. Em números absolutos, essa população quase dobrou em menos de 20 anos. “A perspectiva é que em 2060 haja apenas 2 pagantes ativos para cada inativo. Hoje temos oito ativos para cada inativo e temos tal déficit. A conta não fecha”, ressalta Franco.

O Ministério da Fazenda afirma que o déficit da Previdência somou R$ 268,8 milhões em 2017. A despesa faz parte do grupo de gastos obrigatórios do governo, o que faz com que os recursos para investimento fiquem comprometidos. A reforma é citada pelos pré-candidatos a presidência do Brasil, exceto do PT, que acredita ser necessário apenas uma realocação de verba. Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), João Amoedo (Novo), Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos) defendem mudanças. Boa parte deles sugere um regime de capitalização, no qual cada trabalhador guarda dinheiro para sua própria aposentadoria num fundo patrocinado pela empresa em que trabalha. Em alguns casos, o trabalhador pode complementar a contribuição. Os autônomos teriam de gerenciar fundos próprios, em regime de previdência aberta.

Porém, ainda é preciso debater muito com a sociedade sobre a necessidade da Reforma da Previdência para tornar mais clara a urgência do tema. A poucos meses da eleição presidencial, 43% dos brasileiros dizem que será necessário fazer uma reforma no futuro contra 38% que consideram que o sistema não precisa ser reestruturado. 19% não têm opinião formada sobre o assunto. “A reforma é urgente, com elevação da idade mínima de aposentadoria e limitação de acumulação de benefícios. Enquanto países da OCDE já passaram para idade média de aposentadoria de 65 anos, nós ainda estamos na média de 54 anos. É necessário haver a unificação das regras de aposentadoria para servidores públicos, com simplicidade e transparência. Deve haver um debate intelectualmente honesto e apartidário. É uma questão de Estado e não de Governo”, defende Edson Franco.

Independentemente das políticas públicas, das quais é um grande defensor e incentivador, Kalache diz que cabe em primeiro lugar a cada pessoa tomar decisões em favor do próprio envelhecimento saudável. Uma frase sempre dita é que a saúde não tem preço, mas tem custo. E esse custo tem crescido de forma assustadora. A boa notícia é que prevenir é sempre melhor que remediar. Principalmente quando o assunto é saúde.

Com ou sem dinheiro, investir na saúde é o segundo capital citado por Kalache. Viver muito tempo com saúde vai depender das escolhas feitas ao longo da vida. “Uma pessoa sedentária, que segue uma dieta branca – farinhas, sal, açúcar e cachaça – fatalmente sofrerá as consequências ao longo do tempo”, afirma o especialista. A recomendação é uma dieta colorida, com muitas frutas e vegetais.

A tecnologia pode ser uma grande aliada na busca por saúde. Se por um lado ela traz custos mais elevados ao permitir tratamentos sofisticados para a cura do câncer, por exemplo, de outro é possível contar com uma infinidade de inovações já corriqueiras. Há hoje em uso no mercado milhares de aplicativos que monitoram a saúde dos usuários via relógios, óculos, smartphones e sensores. Boa parte dos apps são voltados para controlar desde a pressão arterial, número de passos dados no dia, calorias consumidas e até mesmo os remédios adquiridos com descontos no plano de benefícios.

Ter amigos – O terceiro capital citado por Kalache é capital social. “Muitas pessoas se esquecem da família e dos amigos, dedicando-se exclusivamente ao trabalho. Mas o trabalho fica para trás”, comenta. Tem gente que envelhece sem se esforçar para ser aceito. Já outros precisam se esforçar para nutrir as relações ao longo da vida com alegria. “Ser ranzinza só afasta os entes queridos, levando a pessoa à solidão, sentimento que desencadeará muitas outras doenças”, afirma.

O quarto capital para se ter uma vida longeva e feliz é o conhecimento. “Ganhamos muitos anos de vida desde que nascemos e isso significa que temos de nos reciclar e buscar outras atividades ao longo da nossa existência. Um mecânico que hoje não entende de eletrônica, por exemplo, fica para trás”.

A designer Jackie Márquez, de 73 anos e dona de uma saúde e alegria invejável, acrescenta um outro capital na conta de Kalache: a fé. Jackie tem uma alimentação muito saudável, convívio social pleno com família e amigos e sempre tem um folheto de um curso novo para fazer, principalmente na área de marcenaria, uma de suas paixões. Apesar de trabalhar muito e ter muita consciência para gerenciar o fluxo de caixa, enfrenta hoje desafios financeiros por conta dos abusivos reajustes do plano de saúde. “O preço de um plano para uma pessoa da minha idade é inviável e o mantenho porque minha filha me ajuda. Já a minha fé e a alegria que tenho de estudar e praticar as lições de Jesus com minhas amigas me trazem mais otimismo para viver e planejar o futuro”.

Nasser: O que está em pauta agora é como podemos mudar hábitos para viver melhor essa vida longeva

“Precisamos investir na cultura do planejamento de longo prazo. Muitos ainda confundem curto médio e longo prazo. A carteira de investimento da previdência deve ter imóveis, investimentos financeiros e um espaço importante que deve ser preenchido com planos de previdência”, reforça Jorge Nasser, diretor da Bradesco Vida e Previdência. “A reforma perfeita ainda não foi feita por nenhum país, mas boa parte deles já deu alguns passos para a adaptação do sistema diante da longevidade e novo cenário mundial. O Brasil já tem mais de 30 mil centenários, o que faz a longevidade ser um tema relevante para o Brasil e nos alerta que vamos viver mais, sem dúvida. O que está em pauta agora é como podemos mudar hábitos para viver melhor essa vida longeva”.

Zim inclui seguro de RC para advogados da Argo na plataforma digital

A corretora Zim informa que ampliou o portfolio de produtos com a inclusão do seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RCP) para advogados em parceria com a Argo Seguros. “Um a cada 200 brasileiros pode ser um novo cliente, já que no Brasil existem mais de um milhão de advogados. Os corretores têm à frente uma grande oportunidade de negócios na venda desse produto, que protege o advogado contra os principais riscos da profissão”, destaca Clarissa Schmidt, gerente de negócios digitais do Zim. Segundo ela, a apólice disponível para pessoas físicas cobre acordos e indenizações decorrentes de reclamações de clientes que alegam falhas na prestação de serviços jurídicos.

O corretor deverá entrar no app ou no CRM na web, escolher o cliente para a venda do RC Profissional Advogado e responder perguntas para a contratação do seguro. O segurado poderá contratar limites de cobertura que variam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Como coberturas adicionais, o RCP contempla danos à reputação, calúnia, injúria e difamação, atos intencionais de colaboradores, danos a documentos de clientes, quebra de propriedade intelectual de advogados correspondentes.

Os interessados podem baixar gratuitamente o aplicativo, com o nome “Zim Corretor” no Google Play ou Apple Store, ou acessar o endereço www.zim.com.vc. O cadastro é feito de maneira simples e o usuário pode vincular suas apólices, clientes e iniciar a experiência imediatamente. Com acesso à ferramenta, o corretor pode acompanhar as apólices de sua carteira, visualizar estatísticas de vendas, comunicar-se de forma personalizada e melhorar o relacionamento com seus clientes.

 

Lucro líquido ajustado da BB Seguridade recua 4,8% no segundo trimestre

A BB Seguridade Participações divulgou lucro líquido de R$ 1 bilhão  no segundo trimestre de 2018, crescimento de 11,1% em relação ao reportado no segundo trimestre de 2017. O crescimento do lucro no comparativo é explicado em grande parte por maiores receitas de investimento em participações societárias. Descontados os efeitos extraordinários do período que impactaram positivamente as receitas de investimentos em participações societárias no montante de R$ 152,4 milhões, conforme detalhado abaixo, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 910,0 milhões, queda de 4,8% no comparativo com o segundo trimestre de 2017, de acordo com release enviado ao portal da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Liberty Seguros apresenta campanha de incentivo para corretores de Comércio e Serviços

A Liberty Seguros apresenta mais uma campanha de incentivo para o público, desta vez com foco na categoria de Comércio e Serviços. Utilizando a metodologia “Vendeu, Ganhou”, até 31 de agosto, as vendas e renovações de produtos nas categorias de Comércio e Serviços com prêmio líquido mínimo de R$ 500 por apólice vão render aos corretores parceiros da seguradora pontos que poderão ser trocados por diversos prêmios.

As premiações – que vão de R$ 250,00 a R$ 800,00 – poderão ser trocados por prêmios em catálogo, como eletroportáteis, cursos, vale-compras, entre outros. Basta vender a partir de duas apólices para participar.

“Os corretores são um canal de extrema importância para o nosso negócio. São eles que fazem o mercado de seguros crescer e evoluir. Iniciativas como as campanhas de incentivo são a nossa forma de reconhecer a importância dessa parceria e incentivá-los a estarem sempre conosco”, explica Marcos Machini, vice-presidente comercial da Liberty Seguros.

Mapfre e BB Seguros patrocinam pilotos da Stock Car

A Mapfre Seguros e a BB Seguros patrocinam os pilotos da Stock Car Átila Abreu e Guga Lima. O apoio a Átila Abreu, realizado pela Mapfre Seguros, começa já na Corrida do Milhão, que acontece no próximo domingo, dia 5, em Goiânia (GO). Considerado um dos principais nomes da Stock Car atualmente, Abreu iniciou sua carreira em 1996 em competições de kart, modalidade na qual foi campeão paulista e bicampeão brasileiro. Com diversos pódios conquistados ao longo da sua história na competição, neste ano, o atleta encara a sua 11ª temporada na Stock Car.

Já a BB Seguros está, desde o início do ano, atuando em parceria com Guga Lima. O jovem piloto de 22 anos possui um currículo considerável, com passagem pela Academia de Pilotos da McLaren, em 2014. Guga começou nas pistas aos 12 anos em competições de kart, em 2009, e permaneceu na categoria por três anos antes de rumar à Europa. Participou da Fórmula Renault e da Fórmula 4 até retornar o Brasil e entrar na Stock Car, em 2015. Hoje, está competindo sua terceira temporada completa. Guga também estará presente na Corrida do Milhão deste domingo.

Os patrocínios aos atletas vão até o fim da temporada 2018 da Stock Car, em dezembro.

 

AL contribui com lucro semestral da corretora inglesa JLT

O JLT Group registrou no primeiro semestre de 2018 um aumento de 10% no lucro antes de impostos, em relação ao mesmo período do ano passado. A receita teve um crescimento total de 3%, subindo para £713,5 milhões e um crescimento orgânico de 4%, com avanços nos três negócios comerciais globais: Specialty, Benefícios e Resseguros.

Os negócios de Specialty da JLT tiveram um bom desempenho durante seu primeiro período sob a nova estrutura de liderança e gestão, alcançando um crescimento orgânico de receita de 4%.

Resseguros alcançou um forte crescimento de receita orgânica de 6%, com novos negócios nas operações do Reino Unido, Europa e Estados Unidos, principalmente em Cyber, Trade Credit e Analytics.

Benefícios alcançou crescimento de receita orgânica de 4%. América Latina e Austrália foram os principais responsáveis pelo resultado com participação no aumento da receita.

O board da companhia declarou um aumento do dividendo intermediário de 12,7p por ação para o período findo em 30 de junho de 2018 (2017: 12,2 p), que será pago em 3 de outubro de 2018 aos acionistas no registro em 24 de agosto de 2018.

Nova audiência pública sobre coparticipação e franquia será em setembro

Comunicado
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) agendou para o dia 4 de setembro, no Rio de Janeiro, nova audiência pública para debater os mecanismos financeiros de regulação: coparticipação e franquia. O objetivo é debater e receber propostas da sociedade, entidades de defesa do consumidor e representantes do setor. O edital de convocação para a audiência foi publicado hoje (3/8) no Diário Oficial da União (DOU). Além deste documento, também já estão disponíveis para consulta, no portal da ANS na internet, o regimento que define as regras de participação na audiência, bem como todos os principais documentos elaborados sobre o tema.

Os mecanismos de coparticipação e franquia são amplamente utilizados pelo mercado de saúde suplementar. Atualmente, cerca de 52% dos beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no país possuem planos com esse tipo de característica. Nos últimos anos houve um substancial crescimento no número de beneficiários que possuem planos com esses mecanismos, demonstrando como esses são amplamente utilizados pelo mercado de planos de saúde: em 2007, cerca de 22% dos beneficiários de planos de saúde tinham planos com coparticipação e/ou franquia. Em números absolutos, em 2007 havia 8 milhões de beneficiários com planos com esses mecanismos e atualmente são mais de 24 milhões de beneficiários.

Por esta razão, a ANS propõe a atualização da regulamentação dos mecanismos financeiros de coparticipação e franquia, uma medida adotada para proteger o consumidor de plano de saúde, definindo limites e isenções de pagamento, bem como a ampliação dos mecanismos de transparência junto ao consumidor.

As discussões sobre esse tema iniciaram em 2005. Em 2016, os debates ganharam mais vigor, com a criação de um Grupo Técnico interáreas criado para discutir a regulamentação. O tema já passou uma audiência pública, duas consultas públicas e uma pesquisa aberta à sociedade. Na segunda-feira (30/7), a ANS decidiu reabrir o debate em função da apreensão que o tema tem causado na sociedade. Dessa forma, a diretoria revogou a decisão que aprovou a Resolução Normativa (RN) nº 433, que somente entraria em vigor no final de 2018, e deliberou pela realização de nova audiência pública. A reabertura das discussões visa reforçar o debate da ANS com a sociedade, que, através da audiência pública, poderá melhor se apropriar e manifestar-se sobre a normativa que atende de maneira mais satisfatória seus interesses e anseios – a CONSU n° 08/98, a RN n° 433/2018 ou ainda outra norma que vier a substituí-la.

O encontro vai acontecer no auditório da Secretaria de Fazenda e Planejamento, no Centro do Rio de Janeiro, das 8h30 às 17h30. A participação na audiência dependerá de inscrição prévia por e-mail, tanto para ouvintes quanto para quem quiser expor uma proposta. São disponibilizadas, no total, 180 vagas para os participantes, sendo 15 reservadas para veículos de imprensa. Caso a data não seja suficiente para exposição e apreciação das propostas, a ANS pode estender a audiência pública para o dia 5/9. A atividade será transmitida ao vivo pelo Periscope.

Após meses de queda, índice de confiança volta a crescer

Fonte: Fenacor

Pesquisa realizada pela Fenacor no final de julho para medir o grau de confiança de donos de corretoras de seguros, seguradores e resseguradores, indica um ligeiro aumento desse índice, de 87,3 para 96,1 em relação ao mês anterior.

Segundo o coordenador do estudo, Francisco Galiza, desde fevereiro o ICSS (indicador que mede o grau de otimismo do mercado) estava em queda. Em julho, esse movimento foi levemente revertido. “Ressalto, porém, que o pessimismo continua, já que o índice está abaixo de 100 pontos, embora em menor intensidade, quando comparado ao número de junho”, frisa Galiza.

Ele acrescenta que esse ganho de julho ainda não compensou as perdas dos meses anteriores. “De qualquer maneira, essa mudança de trajetória é um sinal positivo para o setor”, acentua.

A interpretação econômica é que a confiança testou um patamar máximo de queda (em torno de 90 pontos) e, a partir daí, não conseguiu ultrapassar. Sem falar que os efeitos da greve dos caminhoneiros, ocorrida há dois meses, se diluíram parcialmente, embora a incerteza permaneça alta.

Essa tendência de leve recuperação em julho também atingiu em graus distintos os outros indicadores de confiança do setor, que mensuram o otimismo de corretores e resseguradoras.

Itaú lidera ranking de portabilidade de previdência aberta no semestre

Os dados de portabilidade de planos de previdência privada aberta mostram uma significativa migração de recursos no primeiro semestre deste ano diante da forte concorrência do setor. O Itaú foi o mais beneficiado no período de janeiro a junho de 2018,  ao receber R$ 2,1 bilhões, seguido pela Icatu Seguros, com R$ 1,5 bilhão. Já o Bradesco foi a instituição que registrou a maior perda: R$ 1,7 bilhão, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp. O Banco do Brasil também perdeu para os concorrentes R$ 1,4 bilhão no semestre, conforme mostra o quadro abaixo:

IRB Brasil lucra R$ 287 milhões no segundo tri, alta de 24%

O IRB Brasil Re registrou vendas de R$ 1,9 bilhão em prêmios de resseguro no segundo trimestre de 2018, crescimento de 28% em relação ao mesmo período de 2017. No primeiro semestre, o volume atingiu R$ 3,3 bilhões, alta de 17% em relação aos seis meses de 2017. O lucro líquido avança 24% no segundo trimestre de 2018 e 19% no primeiro semestre de 2018, totalizando R$ 287 milhões e R$ 541 milhões, respectivamente.

O resultado de underwriting avançou 78% no segundo trimestre de 2018, totalizando R$ 296 milhões e R$ 553 milhões no primeiro semestre de 2018, 42% de crescimento em relação ao primeiro semestre de 2017. Segundo comunicado, o índice de despesa administrativa saiu de 6,3% no segundo trimestre de 2017 para 5,4% no segundo trimestre de 2018, com a despesa administrativa totalizando R$ 64 milhões. No primeiro semestre de 2018, o índice de despesa administrativa foi de 5,4% uma redução foi de 1,3 ponto percentual, comparativamente ao primeiro semestre de 2017, com a despesa administrativa totalizando R$ 114 milhões.

A rentabilidade da carteira global de ativos passou de 136% do CDI no segundo trimestre de 2017 para 139% do CDI, no mesmo período de 2018. No primeiro semestre de 2018, o desempenho foi de 141% do CDI, 9 pontos percentuais acima do reportado no mesmo período de 2017 de 132% do CDI.

No segundo trimestre de 2018, o volume total de prêmio emitido pelo IRB Brasil RE avançou 27,8% em relação ao segundo trimestre de 2017, totalizando R$ 1.934,4 milhões. Desse montante, R$ 1.213,1 milhão foram prêmios emitidos no Brasil (63%) e R$ 721,3 milhões no exterior (37%). Destaca-se a efetivação de 90 novos contratos no período, tanto no Brasil quanto no exterior.

O prêmio emitido no Brasil atingiu R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2018, uma expansão de 15,2% em relação ao segundo trimestre de 2017. Esse crescimento de 15,2% decorre da ampliação no market share da companhia no mercado brasileiro, que passou de 44% no período de abril a maio de 2017 para 46% no período de abril a maio de 2018, de acordo com dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Segundo o grupo, a combinação do ganho de market share sustentado pela efetivação de novos contratos no período e pela ampliação de participação em contratos que já integravam o portfólio da companhia, asseguram uma materialização da tendência de crescimento de prêmio emitido no Brasil para os próximos trimestres, uma vez que o accrual de prêmio emitido derivado de contratos proporcionais se dá à razão de 1/12 ao mês.

O prêmio emitido no exterior totalizou R$ 721 milhões no segundo trimestre de 2018, uma expansão de 56,8% em relação ao segundo trimestre de 2017. Deste crescimento, 44,7 pontos percentuais correspondem a um crescimento orgânico na moeda de emissão, ou seja, em dólar; e 12,1 pontos percentuais decorrem da contribuição da variação do câmbio médio no período.

O grupo destacou a efetivação de novos contratos no segundo trimestre de 2018 e a ampliação de participação em contratos existentes, sustentando o crescimento do prêmio emitido no exterior pela companhia, uma vez que o accrual de prêmio emitido derivado de contratos proporcionais se dá à razão de 1/12 ao mês. Os segmentos que lideraram as emissões de prêmio no exterior, foram o de vida e o rural, que conjuntamente, responderam por mais de 60% do prêmio emitido no exterior no segundo trimestre de 2018.