Liberty e OPIC lançam acordo de US$ 1 bi para investimento em mercados emergentes

O governo corre contra o tempo para atrair investidores para projetos de infraestrutura no Brasil. São bilhões em jogo, que atraem a atenção de investidores do mundo todo. Todos sabem, porém, que é preciso ter uma economia estável, segurança jurídica, bons projetos com custo viável para os investidores. Neste cenário, uma boa notícia. O Overseas Private Investment Corp. e a Liberty Mutual Insurance Co. lançaram em novembro um acordo de US$ 1 bilhão para facilitar o investimento do setor privado em mercados emergentes.

A OPIC é uma agência federal independente com sede em Washington que ajuda empresas dos EUA a investir em mercados emergentes designados. Ele faz isso, entre outras coisas, fornecendo seguro de risco político para empresas dos EUA que operam em 160 países em desenvolvimento e pós-conflito. “Esta nova e inovadora plataforma de co-investimento é um marco importante nos esforços da OPIC para mobilizar capital privado para promover as metas de financiamento do desenvolvimento do governo dos EUA por meio de investimentos que impulsionam o crescimento econômico, constroem infraestrutura crítica e empoderam mulheres em todo o mundo em desenvolvimento”, informou a OPIC em um comunicado divulgado em meados de novembro deste ano.

Segundo o documento, este é o primeiro acordo da OPIC com uma companhia de seguros dos EUA para compartilhar o risco de crédito em um portfólio global de novos empréstimos originados pela OPIC para bancos comerciais e outras instituições financeiras não-bancárias.

Para a Liberty Mutual, a parceria com a OPIC é parte de uma iniciativa estratégica maior voltada para o desenvolvimento de parcerias de longo prazo com instituições internacionais de desenvolvimento que podem trazer diversificação significativa para sua carteira de crédito e acesso a novos mercados. “A Liberty Mutual está totalmente comprometida em fornecer produtos de seguro de risco e crédito político de forma global”, comentou Peter Sprent, diretor de soluções financeiras de risco da Liberty Specialty Markets (LSM), em Londres, na nota divulgada. “A parceria com agências públicas como a Overseas Private Investment Corp. é uma maneira importante de nos aproximarmos desse mercado. Nós nos beneficiamos dos altos padrões de due diligence da OPIC – incluindo salvaguardas ambientais e trabalhistas – e monitoramento de crédito ”.

David Bohigian, vice-presidente executivo da OPIC, comentou no comunicado: “Essa plataforma de bilhões de dólares é um marco significativo na criação de abordagens inovadoras para catalisar o capital do setor privado para enfrentar os desafios globais.”

O comunicado diz que, em conjunto com o lançamento da plataforma de co-investimento, mais de US$ 235 milhões de financiamento estão sendo implantados em várias instituições financeiras que operam na América Central, América do Sul e África. “Os especialistas da OPIC criarão, financiarão e monitorarão a qualidade de crédito e o impacto no desenvolvimento – inclusive trabalhista, direitos humanos, impacto social, de gênero e ambiental – ao longo da vida dos projetos e a Liberty assumirá um risco significativo nos empréstimos que fazem parte do projeto”, finaliza o comunicado.

Zurich lança aplicativo Risk Appetite para corretores

App traz um quadro completo de produtos, serviços, coberturas, capacidade e expertise para riscos dentro da linha de seguros empresariais da companhia

A Zurich acaba de apresentar aos profissionais brasileiros o aplicativo Risk Appetite. Disponível para smartphones e tablets iOS e Android, o app traz um quadro completo dos produtos, serviços, coberturas, capacidade e expertise para riscos envolvendo os seguros de linhas empresariais da Zurich.

Por meio do aplicativo, o corretor terá a oportunidade de compreender melhor os produtos e serviços da Zurich e os diferentes tipos de riscos subscritos. O Risk Appetite traz ainda outros recursos, como uma lista dos principais contatos locais, possibilidade de envio de e-mail direto pelo aplicativo, realizar pesquisas por setor, bem como conhecer os riscos globais e locais por países selecionados.

“O Risk Appetite serve como um guia para nossos corretores e parceiros de distribuição com uma visão geral sobre nossas ofertas de produtos e serviços em todo o mundo e uma ampla indicação dos tipos de riscos que somos capazes de subscrever. É uma maneira rápida e fácil de acessar os nossos recursos, otimizando a composição de propostas”, afirma Daniela Reia, Diretora Comercial P&C da Zurich no Brasil.

Usuários de dispositivos da Apple podem baixá-lo através da App Store e os usuários de Android podem baixá-lo através da PlayStore (basta procurar por “Zurich Risk Appetite”).

Fitch Ratings sinaliza céu de brigadeiro para seguradoras em 2019

Depois de muito trabalho dentro de casa nos últimos três anos, a recompensa para as seguradoras. A Fitch Rating divulgou um novo estudo sobre o mercado segurador, agora com perspectivas para 2019. Resumo da ópera: céu de brigadeiro, com indicadores favoráveis de crédito no ano em que se inicia um novo governo, de Jair Bolsonaro. A perspectiva de rating do setor brasileiro de seguros foi revisada para “Estável”. Era negativa desde 2015. A revisão reflete a mesma ação relativa ao soberano do Brasil.  Atualmente, todas as seguradoras brasileiras classificadas pela Fitch apresentam perspectiva estável. “A Fitch prevê um ambiente operacional favorável à manutenção do atualmente sólido perfil de crédito do setor brasileiro de seguros. A redução das incertezas políticas após as eleições de 2018 e a recuperação econômica devem contribuir para o crescimento dos prêmios, mas é improvável que a receita financeira se recupere significativamente”, afirma  Esin Celasun, diretora da Fitch.

Os juros baixos pressionam a receita financeira das seguradoras e ainda são um desafio. O aumento dos prêmios é bastante sensível ao crescimento econômico. Porém, acrescenta, o desempenho técnico e a solvência do setor permanecem fortes e continuarão sendo suportes, afirma o relatório. O crescimento dos prêmios no setor depende consideravelmente do cenário macroeconômico. Desde que o ambiente operacional começou a piorar, em 2014, o crescimento dos prêmios começou a desacelerar e deve atingir seu nível mais baixo em 2018, chegando a quase zero. A Fitch prevê modesta recuperação do crescimento dos prêmios em 2019, mas ainda abaixo de 5%, em decorrência da sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em 2019 (1,3% em 2018). A inflação também é uma variável importante, para a qual a Fitch projeta 4,2% em 2019 (3,6% em 2018). O total de prêmios do setor, exceto saúde, diminuiu 1,5% até setembro de 2018.

A Fitch acredita que 2019 será um pouco menos desafiador para o setor de seguros, devido também à redução das incertezas políticas após as eleições. O novo governo sinaliza com uma agenda liberal, o que pode aumentar a confiança do consumidor e do investidor. Como resultado, o crescimento dos prêmios pode se recuperar, revertendo a tendência de 2018.

Para 2019, a Fitch projeta alta ainda modesta dos planos Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBLs) e Gerador de Benefícios Livres (PGBLs), que compõem mais de um terço dos prêmios, já que historicamente possuem relação positiva com a taxa de juros, que não deve mudar significativamente em 2019. Os VGBLs impulsionaram grande parte do crescimento do setor de 2010 a 2016, quando registravam alta média de 20% ao ano, mas o percentual diminuiu significativamente em 2017 (2%) e ainda mais em setembro de 2018 (-9%).

O resultado financeiro das seguradoras brasileiras é altamente vinculado às taxas de juros e inflação, já que a maior parte das carteiras de títulos das seguradoras brasileiras é exposta a títulos públicos com taxas vinculadas a essas duas variáveis. Consequentemente, o ciclo de flexibilização monetária que reduziu as taxas de juros em 975 pontos-base desde o último pico, no início de 2016, pressionou consideravelmente o resultado financeiro e parcialmente os lucros. É improvável que os juros sejam significativamente alterados em 2019, portanto, o resultado financeiro permanecerá relativamente modesto.

A Fitch espera que os resultados técnicos do setor permaneçam contribuindo para os resultados, que resistiram à crise. O índice combinado do setor, exceto saúde, atingiu média de 90% durante 2015-2017, caindo para 86% em setembro de 2018. A melhora dos resultados técnicos reflete o maior foco das seguradoras em precificação, controle de despesas e medidas de eficiência, que visam compensar a redução do resultado financeiro e o baixo crescimento dos últimos três anos. O ROAA do setor, excluindo saúde, caiu de 1,5% em 2017 e de uma média de 1,9% em 2013-2016 para 1,4% em setembro de 2018. A Fitch não espera que esse índice fique abaixo de 1,0%.

A capitalização do setor permanece confortável e, apesar de um aumento recente dos índices de alavancagem, não limita o crescimento dos prêmios. Em setembro de 2018, os passivos líquidos e os prêmios ganhos líquidos em relação ao patrimônio líquido aumentaram para 15,7 vezes e 1,5 vez, respectivamente (13,9 vezes e 1,4 vez, em 2017). O aumento se deve principalmente às altas distribuições de dividendos realizadas.

Das seguradoras brasileiras classificadas pela Fitch, o rating de Força Financeira de Bradesco Seguros e os IDRs da SulAmérica permanecem limitados pelo rating soberano. “Qualquer alteração nos ratings soberanos ou em sua Perspectiva afetará as notas dessas empresas”, informa a agência. Os demais emissores brasileiros do setor classificados pela Fitch não possuem ratings em escala internacional e, portanto, não são diretamente afetados por alterações no rating soberano.

Presidente da BB Seguridade renuncia; Werner Süffert assume interinamente

A BB Seguridade Participações divulgou nota na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de demissão de Antônio Maurício Maurano. Ele renunciou aos cargos de diretor-presidente e de membro do Conselho de Administração, com efeito a partir de hoje, 28 de novembro de 2018.  Werner Romera Süffert, atual diretor de Gestão Corporativa e Relações com Investidores, vai  acumular interinamente a função.

Süffert, 45 anos, é funcionário de carreira do Banco do Brasil desde 1993, tendo atuado como Gerente Geral da agência de Paris, Gerente Executivo nas áreas de cartões, novos negócios de varejo e marketing além de ter exercido a função de gestor nas áreas de finanças, gestão de riscos, distribuição e logística. Ingressou na BB Seguridade em 2013 como Gerente Executivo de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores, função esta que exerceu até fevereiro de 2014 quando assumiu a posição de Diretor de Gestão Corporativa e Relações com Investidores. É graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília – UnB, possui MBA em Negócios Internacionais pela FIPE-USP e Mestrado em Administração pelo COPPEAD- UFRJ.

Generali é citado como um dos investidores do IPO estimado em R$ 2 bi do BMG

O Valor Econômico informa que o banco mineiro BMG decidiu dar continuidade ao processo de oferta pública inicial de ações (IPO), cuja listagem na B3 será feita no início de dezembro. Conforme duas fontes, a instituição financeira aceitou reduzir a avaliação de preço pedida aos investidores para seguir em frente com a operação. O banco protocolou ontem à noite, na CVM seu prospecto definitivo, conforme antecipado pelo Valor. A oferta, primária e secundária de ações preferenciais, deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões. Um dos principais investidores deve ser a seguradora italiana Generali.

Valor: Chubb avalia pedido de indenização de Bendine

O Valor Econômico informa que a seguradora Chubb está no meio de uma disputa entre o Banco do Brasil e o ex-presidente da instituição financeira Aldemir Bendine. O executivo, que foi preso na 42ª fase da Operação Lava-Jato sob suspeitas de recebimento de propina da construtora Odebrecht, solicitou ao banco o pagamento de uma indenização de R$ 1,8 milhão referente ao seguro D&O. Segundo apurou o Valor, a seguradora pediu informações adicionais ao executivo para saber se ele terá direito ou não à apólice – procurada, a empresa não quis comentar o caso. No entanto, processos movidos por corrupção não costumam ser cobertos pela apólice de D&O, o que significa que há poucas chances de o executivo conseguir acessar os valores.

CVG-SP elege diretoria para o biênio 2019/2020

Release

Na última sexta-feira (23), o CVG-SP elegeu em Assembleia Geral Ordinária a nova diretoria para os dois próximos anos. A chapa única, nomeada por aclamação, trouxe a reeleição de Silas Kasahaya.

Para o presidente, as perspectivas são positivas. “Estamos montando um planejamento forte. O CVG-SP sempre participou muito ativamente das discussões de mudanças e novidades que o mercado de seguros traz. Nesse novo cenário presidencial do nosso país, a tendência é que Seguro de Pessoas aumente”, afirma.

Silas também explica que o comportamento do consumidor tem mudado, o que traz novas oportunidades de discussão para o CVG-SP. “Hoje, o acesso à informação e a questão de digitalização estão muito presentes na sociedade e creio que serão temas muito atuantes no nosso próximo biênio”, acredita.

Com a proposta de manter alinhada a entidade ao cenário do mercado segurador, Silas acredita que os últimos dois anos foram bem sucedidos e os próximos também serão. “Estou feliz por mais esse processo, mas teremos grandes desafios”, conclui. Confira os membros da nova gestão:

 

Presidente:

Silas Seiti Kasahaya (Samplemed)

Vice-Presidentes:

Marcos Kenji Kobayashi (Tokio Marine)

Alexandre Vicente da Silva (Liberty Seguros)

Diretor Administrativo Financeiro:

Cláudio do Nascimento (Bradesco Vida e Previdência)

Adjuntos:      

Ana Flávia Ribeiro Ferraz (Bradesco Seguros)

Carlos Rosenmann (Centauro-ON)

Joana Barros Salgueiro Santos (Alfa Prev e Vida)

Paulo Rogério Lima (Icatu Seguros)

Diretor Relações com o Mercado:

Gustavo Toledo (Metlife)

Adjuntos:      

César Augusto Cordeiro (MBM Seguradora)

Edglei Faria Monteiro (Sompo Seguros)

Márcio Braga (SulAmérica Seguros)

Paula Moron (Prudential do Brasil)

Diretor de Seguros:

Sérgio Dias Pestana (Grupo BB Mapfre)

Adjuntos:      

André Calazans (AXA Seguros)

Cláudio Quaglia (Sompo Seguros)

Valmir Mongiat (Sócio-Parceiro)

Comissão Fiscal:

Presidente: Márcio José Batistuti (Mongeral Aegon)

Membros Efetivos:

Francisco A. C. Toledo Neto (Scor Re)

Rodrigo Cezareto (Allianz Seguros)

Suplentes:    

Alessandra Monteiro (IRB Brasil Re)

Fabiano Lima (SulAmérica Seguros)

Fernanda Pasquarelli (Porto Seguro)

Guilherme Hinrichsen (Icatu Seguros)

Telma Nagano (AXA Seguros)

Bradesco Seguros traz Cid Moreira para chamar a atenção do público sobre cuidados com o futuro

A Bradesco Seguros lançou a campanha de marketing que traz a voz do lendário locutor Cid Moreira, um tom bem-humorado sobre os grandes momentos da vida das pessoas e o bordão “Você sabe o que isso quer dizer?”, a campanha – que será veiculada na TV aberta, meios digitais, rádio e mídia exterior – identifica episódios cotidianos que despertam a necessidade de se fazer um seguro de forma preventiva, pensando no presente e no futuro, além da simplicidade da contratação.

Além de um bordão marcante, outro desafio foi criar uma campanha com alto potencial de engajamento. “Apostamos em uma linguagem leve e bem-humorada e em uma voz reconhecida, por ser uma das mais marcantes da televisão brasileira”, conta o Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira. “Cid Moreira também conversa com a marca por sua credibilidade, memória afetiva e longevidade. É como alguém da família”, acrescenta.

 

Swiss Re destaca Brasil no ranking de seguro marítimos

O Brasil teve posição de destaque nos prêmios globais de seguros marítimos de transporte pagos em 2017. Com 5,3% de participação, o país ficou atrás apenas de China, Alemanha, Japão e Reino Unido. Esse foi um dos destaques da palestra do suíço Nicola Linguerri, Head Marine Underwrinting Centre da Swiss Re Corporate Solutions, no 6º Simpósio Expocist, maior evento de seguros de transportes do Brasil, realizado pelo CIST (Clube Internacional de Seguros de Transporte) em São Paulo.

Linguerri repercutiu dados divulgados no último encontro pela IUMI (International Union of Marine Insurance), realizado em setembro passado, na África do Sul. O executivo ressaltou que o mercado de seguros de transporte/marine está começando a se estabilizar após um período de queda, mas ainda há um longo caminho pela frente. “Precisamos lidar com o crescente descompasso entre prêmios, receitas e custos”, disse Linguerri.

Ao abordar o ciclo de subscrição, o executivo foi claro: “Vamos agir!”. “É preciso tomar decisões de forma eficaz e ter coragem para agir contra tendências de mercado quando for oportuno”, disse Linguerri. “Evite coberturas não relacionadas aos seguros de transportes dentro de uma apólice de transporte e reduza o potencial de perdas drásticas e inesperadas ao máximo”, foram os conselhos do executivo.

Fitch Ratings publica perspectiva para o seguros em 2019

A Fitch Ratings publicou, hoje, seu relatório de Perspectiva 2019 para o setor de seguros no Brasil. Entre os pontos de destaque do relatório estão a recuperação econômica como chave para a retomada do crescimento dos prêmios; taxas de juros baixas continuam sendo um desafio; desempenho técnico apoia a rentabilidade; capitalização confortável possibilita crescimento; e concorrência no setor de resseguros pode se intensificar.

Em breve mais detalhes.