Susep aprova reestruturação da parceria entre Mapfre e BB Seguros

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A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a reorganização da parceria entre Mapfre e BB Seguros. Com todas as aprovações necessárias obtidas, a conclusão da reorganização societária se dará em 30 de novembro, data em que a MAPFRE desembolsará aproximadamente R$ 2,1 bilhões para esta aquisição.

A Mapfre reafirma que o novo acordo está em linha com seu objetivo global de crescimento rentável e de conquista de eficiências operativas, que busca melhorias em todos os seus negócios, canais e parcerias estratégicas. A reestruturação produzirá incremento da participação da companhia no Brasil, permitindo melhorar de forma importante sua produtividade e a rentabilidade.

As empresas se manterão sócias no canal de distribuição Banco do Brasil, nos negócios de Vida, Prestamista, Habitacional, Rural e Massificados; enquanto a Mapfre Seguros, em sua operação independente, além de atuar nos demais canais em todos os ramos, manterá até 2031 exclusividade para comercialização de apólices de automóveis e grandes riscos junto ao Banco do Brasil.

Boletim do IESS aponta ligeiro avanço no número de beneficiários no período de 12 meses encerrado em setembro

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O total de beneficiários de planos médico-hospitalares apresentou ligeira variação positiva de 0,2% entre setembro de 2018 e o mesmo mês do ano anterior. Contudo, os 102,1 mil novos vínculos apontados na Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do IESS, podem estar “só no papel”. Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS, alerta que por a variação ser muito baixa, é possível que na revisão dos números setoriais pela ANS, daqui alguns meses, revele que não houve aumento algum. “No meio do ano destacamos que a ‘recuperação’ que vinha sendo comemorada pelo mercado na verdade não aconteceu. Agora, antes do mercado começar a se animar demasiadamente, é necessário olhar os números com cautela”, explica.

Entretanto, Carneiro aponta que o total de beneficiários pode não estar crescendo como um todo, mas há um aumento considerável do total de vínculos com pessoas de 59 anos ou mais. “A NAB apontou, novamente, um acréscimo de 2,5% ou cerca de 166,7 mil beneficiários nessa faixa etária. Ainda que aconteça uma revisão dos números para baixo, é claro que há um avanço nesse segmento do mercado”, analisa. “Certamente, parte desse avanço se deve a mudança de categoria de alguns beneficiários, mas parte significativa, certamente, é de novos vínculos”, completa.

De acordo com o boletim do IESS, as regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste também registraram novos vínculos com planos de saúde médico-hospitalares nos 12 meses encerrados em setembro deste ano. No Sul houve aumento de 0,7% ou 46 mil novos vínculos. Mesmo crescimento proporcional observado no Centro-Oeste, que teve 22,9 mil novos vínculos firmados. Já no Nordeste foram 32,9 mil novos beneficiários no período, alta de 0,5%. “Mesmo com uma eventual revisão dos números, é factível esperar que ao menos não seja registrada retração do total de beneficiários. O que é um indicador positivo”, argumenta Carneiro.

No Norte, foram rompidos 9,4 mil vínculos. Retração de 0,5%. Já no Sudeste, região com o maior número de beneficiários do País, foram firmados 7,5 mil vínculos. O que não representa sequer uma alta de 0,1% dos 28,8 milhões de beneficiários na região.

Swiss Re Corporate Solutions busca insurtechs e fintechs para parcerias

Nem chegou o natal e eis um presente para empreendedores. A Swiss Re Corporate Solutions, seguradora controlada pela maior resseguradora do mundo e pelo Bradesco, obteve o aval da matriz para encontrar soluções tecnológicas no Brasil, mesmo que não sejam adotadas mundialmente. “Depois de quase um ano e meio de integração da base Bradesco com a Swiss Re Corporate Solutions, 2019 é o ano de produtos, de processos e da tecnologia”, contou Guilherme Perondi, Chief Commercial Officer (CCO) no Brasil da Swiss Re.

A prioridade do grupo está em insurtechs e fintechs com soluções inovadoras para otimizar os benefícios no atendimento aos corretores e clientes, bem como para potencializar a venda dos produtos com o uso de inteligência na oferta assertiva aos clientes do canal de distribuição do Bradesco, um dos maiores do país no segmento de pequenas e médias empresas. Na semana passada, o banco divulgou balanço do terceiro trimestre, no qual informou que o portfólio de pessoas jurídicas cresceu 1,3% em relação a junho e 7,2% na comparação com um ano antes, chegando a R$ 337,2 bilhões no fim do terceiro trimestre de 2018.

Outro dado que potencializa o desafio de Perondi é que o Bradesco tem investido muito em tecnologia e no segmento de médias e pequenas empresas. Em setembro último, por exemplo, o banco anunciou que assinou um convênio com o Sebrae para apoiar pequenas e médias empresas, com expectativa de atender 20 mil micro e pequenos negócios em quatro anos, sendo 5 mil microempreendedores individuais (MEIs). “Queremos soluções que nos ajudem a cruzar dados e a detectar a necessidade de proteção dos clientes para que os profissionais de vendas façam uma proposta diferenciada e assertiva”, comentou ele durante almoço com o blog Sonho Seguro.

Apesar do ambiente político e econômico com significativas mudanças na equipe do governo pelo novo presidente do Brasil eleito em outubro, Jair Bolsonaro, Perondi está otimista com o próximo ano. “Temos muito mercado para conquistar dentro do grupo. A parceria com o Bradesco nos abriu um grande leque de segmentos, do agronegócios aos MEIs. Certamente o crescimento da economia alavancará nosso crescimento ainda mais”, afirmou ele animado com o desafio que tem pela frente.

Realmente são muitas as frentes de negócios para uma parceria que une uma das melhores especialistas em riscos com um dos maiores canais de distribuição do Brasil. “Em reuniões internas, detectamos infinitas possibilidade de risco para ofertar garantia de safra, garantia para obras de construção, riscos de engenharia, responsabilidade civil de executivos e de empresas, para equipamentos, para garantir parte dos financiamentos dos mais diversos setores com os quais o banco atua”, disse.

Perondi também ressalta a importância de duas frentes: agro e infraestrutura, que dependem de definições do novo governo no segmento de seguro garantia e subsídios ao setor agrícola.”Ambas aguardam novas regras, que se bem desenhadas, contribuirão bastante para o crescimento do mercado segurador no próximo ano”. O plano da equipe de governo Bolsonaro baseia-se em expandir ferrovias, rodovias e aeroportos quase que exclusivamente com recursos privados. O objetivo do novo governo é investir R$ 180 bilhões em infraestrutura em 2019.

O seguro de garantia de obras, um dos carros chefes da Swiss Re, é o mais beneficiado se essa previsão realmente virar realidade. Para tanto, será preciso primeiro definir o destino do seguro. Hoje, a Lei de Licitações permite a contratação de seguros em obras públicas, que cobrem, em média, 5% do valor da obra. A proposta do setor, que consta do Projeto de Lei 6814/2017 que tramita na Câmara dos Deputados, garante a cobertura de até 30% para obras com orçamento acima dos R$ 100 milhões.

Já em seguro rural, onde o grupo figura entre os líderes, a expectativa é de que o governo atenda aos apelos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A entidade encaminhou ao Ministério da Agricultura uma série de propostas de ajustes para o Plano Trienal do Seguro Rural 2019/2021, sendo uma delas a previsão orçamentária de R$ 1,2 bilhão e aumento da cobertura mínima do seguro agrícola de 60% para 65% e níveis maiores de subvenção para culturas com maior risco de produção, como milho safrinha, trigo e frutas. O valor é o dobro dos recursos destinados ao seguro agrícola no Plano Agrícola e Pecuário 2018/19.

A tecnologia vem impondo um ritmo de mudança sistemática na forma de negociar das seguradoras, desde a subscrição do risco até o pagamento de indenizações. Boa parte dos investimentos tem sido no atendimento ao cliente e em plataformas de vendas. As parcerias visam redução de custos, alívio da dependência de sistemas legados, aumento da base de clientes por ofertas assertivas numa abrangência geográfica ampla e sistemas que melhorem a experiência do cliente com soluções centradas no usuário. “Vemos a entrada no ambiente de start-ups de tecnologia como uma oportunidade de criar parcerias e construir estratégias focadas em fornecer valor a esse ecossistema financeiro cada vez mais digitalizado”, finaliza Perondi.

ARTIGO: O surgimento do “CEO Social”

Tulio Fumis

Por Túlio Fumis, associate Partner na Page Executive e líder para as áreas de serviços financeiros e seguros

Dando continuidade à série dos oito assuntos mais relevantes para os executivos em 2018, segundo pesquisa da Page Executive, comento neste mês o terceiro tópico da lista que explica que para irem em frente e, mais importante, ficarem na frente, os líderes de hoje precisam fazer o tipo certo de conexões.

A presença na mídia social, liderada por um executivo sênior de negócios de uma organização, está se tornando uma ferramenta crítica na batalha para atrair ou reter clientes e colaboradores. Se feito de maneira correta, “se tornar social” pode superar as restrições que algumas plataformas online estão enfrentando em relação a conteúdo de marca, e pode alavancar a performance de vendas também. Vejam abaixo como começar.

No atual mercado agressivo de seguros e resseguros, organizações líderes estão descobrindo que os melhores talentos são atraídos não somente por remuneração, benefícios e carreira mas também pelo forte alinhamento dos valores da instituição com os seus valores pessoais.

As implicações para os executivos sêniores se mostrou clara: de acordo com nosso estudo, resultados positivos aparecem mais dentro de empresas com cultura positiva. Existe uma expectativa entre as pessoas que estão entrando no mercado de trabalho de que suas atividades não são apenas comparecer todo dia a um local, mas que o trabalho pode oferecer, cada vez mais, uma sensação saudável de pertencimento.

Este senso de pertencimento se aplica também para clientes, cujo alinhamento com uma empresa exige constante reforço. Os clientes vão mostrar mais lealdade para organizações onde existe uma conexão emocional, que é um ativo que vai além de praticidade ou valor monetário. Quando isto funciona bem, eles podem se tornar os primeiros fãs e defensores desta instituição.

Com clientes – e potencias colaboradores – se tornando cada vez mais céticos em relação à algumas empresas e aumentado a resistência contra táticas de venda agressivas, vários executivos sêniores (incluindo o CEO) tem escolhido caminhos como a mídia social para apresentar uma visão menos artificial e mais pessoal das características e assuntos referentes às suas empresas.

Atualmente, os CEOs com maior visibilidade no mercado são claramente masters em mídia social. Muito popular por suas colunas no LinkedIn, Richard Branson, por exemplo, checa pessoalmente seus canais sociais toda manhã. Tony Fernandes, empresário e dono da Air Asia tem 1,5 milhão de seguidores no Twitter e ganhou considerável visibilidade devido à sua abordagem aberta e transparente logo em seguida ao acidente do avião de sua companhia (voo QZ 8501 da Air Asia Indonesia) em 2014.

Usar canais sociais também tem sido uma das estratégias do CEO da Microsoft Satya Nadella que assumiu a posição em 2014. Em três anos e meio, a gigante de tecnologia viu seu valor de mercado saltar para 250 bilhões de dólares – uma jornada de transformação descrita em um livro que ele lançou em 2017 chamado “Hit Refresh” (sem tradução ainda para o Português). Em outra situação, muitos responderam na conta pessoal de Satya quando ele compartilhou seus desafios em lidar com a severa paralisia cerebral de seu filho, o que gerou grande empatia entre ele e a população. Posteriormente, ele escreveu sobre a importância da empatia para o processo de inovação dentro da Microsoft.

E quando regras regulatórias internas restringem um líder de falar livremente? Para lidar com regras e resistências internas, deve haver um entendimento claro entre os “porta-vozes” da mídia social da empresa e a sua equipe jurídica e de compliance sobre o que pode e o que não pode ser compartilhado. Mídia social não deve ser para colocar resultados financeiros, por exemplo, e sim usar esta oportunidade para mostrar o lado humano de um organização e dar a ela uma “personalidade”.

Mesmo em setores discretos, o engajamento de um CEO através da mídia social tem ajudado no aumento das receitas. Em recente pesquisa sobre o setor financeiro da Austrália, foi verificado que as organizações que adotavam mídia social eram 51% mais propensas a atingir suas metas e que os “vendedores sociais” performaram 78% melhor que seu pares que não usavam mídias sociais.

Podemos até pensar que estes exemplos seriam recorrentes no mundo dos negócios mas apesar dos benefícios aparentes do uso correto da mídia social, supreendentemente, muitos CEOS das empresas listadas na Fortune 500 não utilizam a mídia social de maneira adequada.

Então, quais as características de uma empresa engajada? De acordo com um relatório da Forbes sobre as 50 empresas mais socialmente engajadas, grandes organizações como Amazon, Google e Starbucks estão dando exemplos de qual caminho tomar em relação ao engajamento social – isto tem contribuído para que alcancem uma taxa de crescimento anual entre 11% e 27%. A Forbes verificou também que 93% dos executivos da lista das empresas analisadas entendiam a importância do engajamento social e 88% delas estavam entre as líderes em termos de experiência do cliente, tendo criado no grupo, pelo menos uma posição executiva responsável por engajamento com clientes no último ano.

No mesmo tema, colaboradores que não estão engajados podem ser extremamente prejudiciais em suas entregas – resultando em altas taxas de absenteísmo, falta de lealdade com a marca e perda de produtividade. O relatório indica, por exemplo, que na Alemanha, 84% dos trabalhadores não estão engajados com suas atividades profissionais gerando um absenteísmo 67% mais alto que a média das empresas com funcionários engajados.

O engajamento é mais eficiente quando começa na liderança. Uma pesquisa da Hootsuite sugere que mais de 40% do uso da mídia social corporativa pelos colaboradores podem ser atribuídos por influência das atividades dos executivos.

Tendo encontrado a maneira certa de avançar, CEOs mais atentos vão investir em treinamentos de argumentação social de modo que seus colaboradores possam se juntar às conversas em mídia sociais de maneira apropriada. Vão fornecer regras claras e orientações para todos de modo a manter sua força de trabalho alinhada com as mensagens que vão apoiar os objetivos das empresas que lideram. Muito difícil crescer a presença na mídia social sem estar com todos os níveis ativamente envolvidos no processo.

Para nós da Page Executive, desenvolver uma plataforma bem sucedida de engajamento social significa também ajudar os colaboradores a compartilhar conteúdo de qualidade com facilidade. Em 2017 fomos reconhecidos pelo LinkedIn como a empresa de recrutamento mais engajada na plataforma social.

Com o Facebook anunciando que vão tomar uma postura mais rígida sobre os conteúdos das marcas porém permitindo mais compartilhamento de mídias sociais corporativas, compartilhar práticas e processos saudáveis de mídia social nas organizações poderá ser a chave para atrair mais visualizações ou “likes”. Vocês estão preparados para isto?

CONCLUSÕES:
• Atualmente construir uma marca requer uma conexão emocional com colaboradores e clientes;
• Se usada adequadamente, a mídia social é uma ferramenta vital para encorajar engajamento;
• Uma boa estratégia de mídia social corporativa vai ajudar os colaboradores a apoiarem os objetivos da empresa;
• As preocupações legítimas com assuntos legais e de compliance devem ser levadas em consideração.

Atualmente liderando a área de serviços financeiros e seguros na Page Executive (PageGroup), compartilharei mensalmente com o blog dicas sobre tendências, carreira, CVs, entrevistas e outros assuntos relacionados a recrutamento e seleção, voltados para empresas e profissionais de seguros.

Até breve!

Porto Seguro lucra R$ 924 milhões de janeiro a setembro, alta de 11,3%

A Porto Seguro divulgou nesta manhã que o lucro líquido de janeiro a setembro deste ano atingiu R$ 924,6 milhões, alta de 11,3% frente aos R$ 830,7 milhões do período de janeiro a setembro de 2017. Excluindo-se os efeitos não recorrentes da venda da participação do IRB (Brasil Resseguros S.A.) no 3o trimestre de 2017, o lucro líquido 23% maior no trimestre e 31% no ano, atingindo R$ 318 milhões e R$ 931 milhões respectivamente.

O ROAE alcançou 18,9% no 3T18 e 18,0% no 9M18. A rentabilidade dos negócios com capital ajustado (sem excesso) e considerando o retorno de investimentos de 100% do CDI seria de 27,7% no 3T18 e de 24,6% no acumulado do ano. “Temos demonstrado resiliência em períodos econômicos mais difíceis e seguimos otimistas diante das oportunidades da indústria de seguros e dos diferentes setores em que atuamos”, informa a empresa em comunicado.

No terceiro trimestre de 2018, o grupo ampliou a rentabilidade em relação ao ano anterior e mantive a consistência apresentada nos últimos trimestres, fruto principalmente da disciplina de precificação, que permitiu uma redução significativa na sinistralidade, informa o comunicado, acrescentando o foco no aumento da eficiência operacional, que proporcionou o menor índice histórico de despesas administrativas e operacionais. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o resultado operacional foi três vezes maior, superando o impacto da redução da taxa de juros nas aplicações financeiras.

A receita total evoluiu impulsionada pelo crescimento do seguro Auto, Saúde e das Operações de Crédito. Por outro lado, os seguros Patrimoniais e de Vida obtiveram menor desempenho de vendas, principalmente devido a uma maior competividade no período.

O Índice Combinado melhorou 4,6 pontos percentuais, decorrente da redução da sinistralidade e de despesas administrativas e operacionais. Os ajustes tarifários iniciados no final de 2016, aliados ao aprimoramento dos modelos de subscrição e a redução nas frequências de riscos levaram a uma queda de 5,3 p.p. na sinistralidade do seguro auto. Além disso, os esforços para ajustar processos e intensificar o uso da tecnologia aumentaram a produtividade, resultando em uma diminuição de 2,1 p.p. no índice D.A + D.O do trimestre (vs. 3T17) e de 1,3 p.p. no acumulado do ano (vs. 9M17).

Nos negócios financeiros, as operações de crédito apresentaram forte crescimento (+25%), com a inadimplência permanecendo abaixo da média de mercado e intensificando a lucratividade do produto. Já no segmento de serviços, a operação da Conecta está sendo encerrada, através do acordo de transferência da carteira de clientes para a operadora TIM, dando continuidade a estratégia de focar em negócios que alcancem diferenciais competitivos.

O resultado das aplicações financeiras (ex-previdência) reduziu no trimestre em função da queda do CDI médio (-30% vs. 3T17). Contudo, alcançamos um bom resultado relativo, superando o benchmark (128% do CDI), em virtude do desempenho dos títulos com juros indexados a inflação e prefixados.

Analistas da Brasil Plural comentam balanços da SulAmérica e do IRB Brasil

O resultado da SulAmérica no terceiro trimestre foi muito forte segundo relatório do Brasil Plural. Ele cita que bons números de subscrição de saúde e receitas financeiras resilientes ajudaram a aumentar os lucros em 55% no período, para R$ 235 milhões. Esse foi o lucro mais forte para o terceiro trimestre da história da companhia, reforçam os analistas, segundo publicou o portal de notícias Infomoney. A empresa está no caminho certo para diminuir sua sinistralidade no próximo trimestre e no ano que vem, avaliam os analistas.

A SulAmérica registrou alta de 55% no lucro líquido no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017, totalizando R$ 234,6 milhões. As receitas operacionais também subiram (10,8%), atingindo R$ 5,3 bilhões. No período, houve um crescimento das receitas em 7,1%, redução da sinistralidade em 4,7 p.p., para 58,2%, e aumento de 8% na frota segurada em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

O destaque foi o aumento da carteira de planos coletivos de saúde e odonto, que subiu 12,7% em número de vidas, para 3,2 milhões de segurados. Nos últimos 12 meses, o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE, em inglês) médio é de 16%.

Em relação ao IRB Brasil Re, que apresentou um lucro líquido de R$ 305 milhões de junho a setembro, alta de 38% em comparação com o mesmo período de 2017, os analistas da Brasil Plura avaliam que “a companhia teve forte crescimento de lucros, o que continua a impulsionar o desempenho das ações e do EPS apesar da pressão na receita financeira decorrentes dos níveis mais baixos da Selic. Acreditamos que o IRB deve registrar forte crescimento de lucros nos próximos trimestres, apoiado na cobertura cambial favorável de prêmios e na melhor dinâmica para o crescimento dos projetos de infraestrutura no próximo ano”, informa o Infomoney.

A companhia registrou uma expansão de 16,6% no prêmio emitido no trimestre, totalizando R$ 1,95 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão emitido no Brasil e R$ 772 milhões emitidos no exterior. O retorno sobre o patrimônio líquido médio no trimestre foi de 33%.

Travelers lança soluções customizadas para academias e estabelecimentos esportivos

A Travelers desenvolveu soluções personalizadas de seguros para atender às necessidades de academias e estabelecimentos esportivos, especialmente os de pequeno e médio porte. Com coberturas customizadas, a seguradora oferece uma linha completa de produtos que atendem aos riscos específicos enfrentados pelo segmento, como acidentes com funcionários, roubo e incêndio.

“Academias de ginástica possuem riscos como qualquer outro estabelecimento comercial, mas notamos que o mercado de seguros não possuía soluções específicas para este público. A Travelers entendeu essa necessidade e por isso criou um pacote de seguros que atende ao empreendedor deste ramo de maneira adequada”, explica Leonardo Semenovitch, diretor-presidente da Travelers no Brasil.

As soluções disponíveis para o segmento podem ser personalizadas para cada cliente, com a adição de coberturas adicionais para atender a um número maior de necessidades. “Os donos de academias querem ter certeza de que terão apoio se algum acidente, envolvendo um dos seus colaboradores, acontecer”, diz Genivaldo Santiago de Araújo, Agente de Negócios da Camed. “Por isso, oferecemos sempre uma apólice de seguros adequada às características e necessidades dessa atividade e as soluções oferecidas pela Travelers nos fornecem isso”.

Para ajudar as academias a minimizarem riscos, a Travelers recomenda as seguintes precauções:

Garanta que os pisos instalados sejam antiderrapantes e que as escadas possuam corrimãos resistentes;

No dia de boas-vindas ao novo aluno, inclua um tour pela academia. É o momento correto para apresentar os professores e as boas práticas de segurança. Demonstre o comprometimento da academia com o bem-estar de todos os usuários;

Recomenda-se que a higienização dos aparelhos e objetos seja feita com álcool e papel toalha. Disponibilize sprays com desinfetante para que os alunos possam fazer a limpeza de aparelhos. Essa conduta protege a saúde e garante que tudo esteja bem limpo na hora de fazer os exercícios;

Estabeleça que extintores de incêndio sejam dimensionados e distribuídos de acordo com a classe do risco, levando-se em conta os líquidos inflamáveis, equipamentos elétricos e materiais combustíveis;

Elabore condutas de utilização de equipamentos de ginástica e não permita o uso indevido destes.

MDS adquire participação na 838 Soluções e aumenta oferta de serviços para o mercado

A corretora MDS anunciou que fez uma aquisição de participação relevante na 838 Soluções, empresa pioneira no desenvolvimento de ferramentas para a gestão automatizada de Benefícios e Benefícios Flexíveis. Com isso, a MDS disponibilizará soluções ainda mais completas e inovadoras para o mercado.

A 838 Soluções oferece um sistema próprio para a automatização dos benefícios das empresas. Com isso, 100% da gestão dos benefícios pode ser feita de maneira ágil, integrada, digital e pelo próprio usuário do produto – o que libera a carga operacional dos RHs e permite maior ênfase na gestão de seus talentos.

A empresa conta, ainda, com a plataforma de Benefícios Flexíveis e uma metodologia de desenho que já é utilizada por diversos clientes e vem ganhando ainda mais espaço entre as empresas que buscam oferecer mais autonomia para seus colaboradores. Com a sua implantação, eles podem optar por quais vantagens querem receber em complementação ao salário.

“A solução da 838 permite aos nossos clientes um maior controle da sua Gestão de Benefícios. Àqueles que assim desejarem, possibilita a implantação e gestão de uma política de Benefícios Flexíveis”. explica Ariel Couto, CEO da MDS Brasil. “Os grandes beneficiados são os funcionários das empresas, que passam a poder escolher os benefícios mais adequados ao seu momento de vida, dentre os disponibilizados no programa”, completa.

A MDS já trabalha com Benefícios Flexíveis inclusive em outros países e conhece as vantagens desta solução. A aproximação com a 838 Soluções é justamente por acreditar no valor agregado deste tipo de produto, e estima que será possível proporcionar aos seus clientes economias entre 3% e 8% na implantação do programa de Benefícios Flexíveis e de até 12% em seus custos totais a partir do quarto ano de sua implementação. A economia gerada decorre do levantamento de quais vantagens estão sendo utilizadas e quais não são tão atrativas como deveriam. Assim, benefícios que não estão adequados às necessidades dos clientes são substituídos por outros que de fato se encaixam no que eles buscam. Com o novo desenho e a negociação dos benefícios junto aos fornecedores é possível gerar economia à empresa.

Quando opta por utilizar a plataforma de Benefícios Flexíveis, a empresa deixa de disponibilizar um pacote fixo de benefícios e passa a ofertar uma quantidade de pontos para que o beneficiário monte a sua própria combinação, evita duplicidades de benefícios na sua soma familiar ou dá abertura para quem deseja benefícios menos tradicionais. Com isso é possível valorizar diferentes perfis, necessidades e expectativas dentro e fora das companhias.

“Para as empresas, os ganhos vão além da parte financeira. Um funcionário mais satisfeito com o que recebe terá um desempenho melhor, o que refletirá na evolução de resultados gerais”, explica Gustavo Quintão, diretor da área de benefícios da MDS.

A 838 Soluções passa a ser parte do grupo MDS, mas operando como uma empresa independente, contando com a equipe da Andrea Huggard-Caine e sua reconhecida expertise no mercado de consultoria em Recursos Humanos

Confiança das seguradoras cresceu 26% em outubro

Pesquisa realizada pela Fenacor no final de outubro, visando a medir o índice de confiança de corretores, seguradores e resseguradores apurou que o otimismo voltou ao mercado de seguros. “O setor reagiu bem ao resultado eleitoral”, afirma o consultor Francisco Galiza, responsável pela pesquisa.

Segundo ele, o índice que mede a confiança das seguradoras (ICES), por exemplo, subiu 26%, atingindo um patamar pouco acima de 115 pontos. “Esse é o maior percentual apurado desde abril”, acrescenta Galiza, lembrando que, em maio, houve a greve dos caminhoneiros.

O resultado sinaliza que há uma expectativa positiva quanto às medidas econômicas que serão adotadas pelo novo governo, a partir de 2019.

IRB lucra R$ 845 milhões até setembro, alta de 25%

O IRB Brasil Re encerrou o terceiro trimestre de 2018 com um crescimento de 16,6% no volume total de prêmio emitido em relação ao mesmo período de 2017, alcançando R$ 2 bilhões. O lucro líquido avançou 37,5% em relação ao mesmo período de 2017, totalizando R$ 304,5 milhões, com um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 33%. Nos nove meses de 2018, o lucro líquido apresentou uma expansão de 25,1% em relação a 2017, passando de R$ 675,9 milhões para R$ 845,9 milhões em 2018. O ROAE de 31% expandiu cerca de 5 pontos percentuais sobre 2017, de 26%. Esse resultado reflete o crescimento do resultado operacional mais que compensando a redução do resultado financeiro nos períodos, em função da queda da taxa Selic.

O grupo destacou a renovação dos contratos de retrocessão para o exercício de 2019, mantendo-se as mesmas condições financeiras atribuídas para o ano anterior e tendo conquistado melhorias nas condições operacionais como, por exemplo, a proteção para a linha de Property que foi reduzida dos atuais US$ 20 milhões de retenção líquida da companhia para apenas US$ 10 milhões.

O prêmio emitido no Brasil atingiu R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2018, uma expansão de 10% em relação ao terceiro trimestre de 2017. Segundo comunicado distribuído, o crescimento decorre da ampliação no market share da companhia no mercado brasileiro e do crescimento do próprio mercado.

O prêmio emitido no exterior totalizou R$ 772 milhões no terceiro trimestre de 2018, uma expansão de 28,4% em relação ao terceiro trimestre de 2017. Deste crescimento, 10,3 pontos percentuais correspondem a um crescimento orgânico na moeda de emissão, ou seja, em dólar; e 18,1 pontos percentuais decorrem da contribuição da variação da média ponderada do câmbio no período.

O grupo informou que fechou novos contratos no exterior no terceiro trimestre de 2018 e a ampliação de participação em contratos existentes, sustentando o crescimento do prêmio emitido no exterior pela Companhia. O segmento que liderou a emissão de prêmio no exterior foi o de vida, que respondeu por 45% do prêmio emitido no exterior no terceiro trimestre de 2018.

O resultado de underwriting atingiu R$ 259,2 milhões no terceiro trimestre de 2018, uma expansão de 55,4%, quando comparado ao terceiro trimestre de 2017. O aumento no volume total de prêmio emitido de 16,6% combinado com uma queda no índice de sinistralidade no período, que passou de 66,0% no terceiro trimestre de 2017 para 58,5% no terceiro trimestre de 2018, sustentaram o avanço robusto no resultado de underwriting da companhia.

No terceiro trimestre de 2018, o resultado financeiro totalizou R$ 178,2 milhões, um recuo de 3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2017, portanto, inferior à queda de 32% da Selic média que passou de 2,3% no terceiro trimestre de 2017 para 1,5% no terceiro trimestre de 2018. A rentabilidade da carteira de investimentos foi equivalente a 147% do CDI, uma expansão de 14 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2017 (133% do CDI).

O resultado patrimonial, ou seja, as receitas/despesas com imóveis de renda, líquidas, saíram de R$ 10 milhões no terceiro trimestre de 2017 para R$ 22,3 milhões no terceiro trimestre de 2018. Com isso, o resultado financeiro e patrimonial avançou 3,0% totalizando R$ 200,5 milhões no terceiro trimestre de 2018.

A companhia revisou nesta data o guidance anual, que passa a ter as seguintes projeções para o ano de 2018:

– crescimento do prêmio emitido em relação a 2017 na faixa de 17% a 21%, contra faixa anterior de 9% a
16%, sendo que o realizado no terceiro trimestre de 2018 foi de 16,6% e nos nove primeiros meses de
2018 também foi de 16,6%;
– índice combinado ampliado para 2018 na faixa de 69% a 73%, contra faixa anterior de 70% a 76%, sendo
que o realizado no terceiro trimestre de 2018 foi de 73,9% e no acumulado de nove meses de 71,8%; e
– índice de despesa administrativa na faixa de 4,8% a 5,2%, contra faixa anterior de 5,4% a 6,4%, sendo
que o realizado no terceiro trimestre foi de 4,4% e para os nove meses de 2018 foi de 5,0%.