VALOR: Justiça livra PGBL e VGBL de imposto sobre herança

O Valor destaca na edição do jornal desta segunda-feira que as companhias que vendem PGBL e VGBL conseguiram, em Sergipe, dois precedentes judiciais para afastar a obrigação de reter e recolher o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), informa o Valor. As decisões foram concedidas em ações diretas de inconstitucionalidade ajuizadas pela CNSeg, que também entrou com processos semelhantes contra outros Estados que instituíram a cobrança.

“Já usamos o entendimento como precedente para obter o mesmo nos outros Estados”, afirma o advogado Luiz Gustavo Bichara, do Bichara Advogados, que representa a CNSeg. A decisão é importante porque, em planejamento sucessório, é comum famílias incluírem o VGBL na herança. Já o PGBL é habitual entre os que fazem a declaração completa do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A modalidade permite abater do cálculo do imposto até 12% da renda bruta anual tributável.

Coface registra crescimento de 7,2% no resultado dos sete primeiros meses de 2018

Release

A Coface, seguradora de crédito francesa líder de mercado no Brasil, teve um crescimento de 7,2% de JAN – JUL de 2018, ante o mesmo período do ano passado. “É uma demonstração de que a economia está reaquecendo e que as empresas estão buscando novas alternativas para proteger seus recebíveis”, afirma a CEO da empresa no Brasil, Marcele Lemos. De acordo com a executiva, na Coface, o seguro de crédito doméstico, quando as transações mercantis são feitas entre duas empresas brasileiras, teve um incremento de 6% em relação aos primeiros 7 meses de 2017. “No entanto, enquanto mercado de seguro de crédito para exportação, quando uma empresa brasileira faz negócio com uma companhia estrangeira, teve uma retra& ccedil;ão de 46%, na Coface essa modalidade de seguro teve um incremento de 15% nos sete meses deste ano. Estamos otimistas em relação aos próximos meses, o Brasil tem um grande potencial a ser explorado”, conclui a executiva.

Youse dá descontos de até 20% para Black Friday 2018

A Youse, plataforma de venda de seguros online da Caixa Seguradora, anuncia desconto de até 20% no seguros na Black Friday 2018 para os interessados em contratar os seguros Auto, Residencial e Vida. A Black Friday, ação que oferece valores de produtos e serviços abaixo do preço convencional praticado no mercado, será realizada em 23 de novembro. “Nossa ideia é iniciar novembro com grandes ofertas e promoções, a fim de oferecer nossos seguros com preços mais atrativos e com diversos benefícios para nossos clientes”, diz Thais Barreto, gerente de marketing de performance da Youse.

Além das ofertas e descontos diferenciados, a Youse também oferecerá vouchers de experiências, disponíveis para os novos clientes que contratarem durante a campanha Black Friday. “Além dos descontos, os clientes poderão ter benefícios exclusivos, como experiências gourmet, spa, atividades esportivas entre outras que ele poderá escolher. Esta é apenas a primeira de muitas novidades para quem ousar ser um cliente Youse”, diz Thais.

Travelers comemora três anos sob marca própria

A Travelers Seguros acaba de celebrar três anos de operação sob marca própria no Brasil. “Estes três primeiros anos no Brasil foram guiados pela nossa missão de criar um padrão mais elevado de serviço e estabelecer as bases para um crescimento sustentável no futuro”, diz Leonardo Semenovitch, diretor-presidente da Travelers no Brasil. “Nós nos esforçamos para fornecer recursos valiosos aos nossos corretores e realizar eventos de treinamento para compartilhar ideias e nos ajudar a entender melhor os desafios que eles enfrentam.”

A seguradora celebrou seu aniversário com uma semana de eventos, reconhecendo o comprometimento dos colaboradores junto aos clientes e corretores. “O que faz a diferença na parceria da Marsh com a Travelers é o relacionamento com a equipe comercial. A junção destes aspectos resulta em bons negócios e dá bases para que essa parceria se estenda por muitos anos,” diz Luis Guilherme Menezes, diretor de Linhas Financeiras da Marsh Corretora.

Atualmente, a Travelers conta com cerca de mil corretores ativos no Brasil e mais de 100 funcionários com reconhecida qualificação técnica, distribuídos em oito escritórios e que atuam com quatro linhas de negócios: Riscos de Engenharia, Riscos Patrimoniais, Responsabilidade Civil e Linhas Financeiras. Durante este período no Brasil, a companhia reforçou sua presença no mercado, oferecendo soluções customizadas para negócios de todos os portes.

DPVAT, um seguro social

Valor arrecadado também é destinado para campanhas de educação no trânsito, através do Denatran, e para o pagamento das indenizações às vítimas de acidente

Todos os anos, milhões de brasileiros que possuem veículos automotores pagam o Seguro DPVAT, seguro que ajuda a todos os brasileiros em caso de acidentes de trânsito. Não é necessário ter um veículo para solicitar a indenização, não há apuração de culpa no acidente e motoristas, passageiros e pedestres podem se beneficiar.  Assim funciona o Seguro DPVAT, que além de beneficiar os mais de 208 milhões de brasileiros, também representa uma importante fonte de renda para a União.

Do valor arrecadado anualmente, 45% vai para o Sistema Único de Saúde (SUS). É o montante usado para custear a assistência médica às vítimas. Outros 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para serem investidos em programas de prevenção de acidentes de trânsito. Os 50% restantes são usados no pagamento das indenizações aos acidentados de trânsito,.

Só no último ano, mais de 380 mil indenizações foram pagas nas três coberturas do Seguro DPVAT: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e suplementares (DAMS). Nessa última, foram mais de 58,5 mil pagamentos.

Dar entrada no Seguro DPVAT é gratuito. Basta reunir a documentação necessária de acordo com a cobertura a ser pleiteada (clique aqui para conferir) e levar a um dos oito mil pontos de atendimento espalhados pelo Brasil (encontre aqui o ponto de atendimento mais próximo de você). O prazo para dar entrada no seguro é de até três anos após a data do acidente. No caso da invalidez permanente, o prazo de três anos começa a ser contado a partir da data de ciência da invalidez.

Entenda o Seguro DPVAT

Quem tem direito

O seguro é direito de qualquer pessoa envolvida em acidentes automotivos terrestres que envolvam carros, motos, caminhões, caminhonetes, ônibus e tratores.

As coberturas

O Seguro DPVAT indeniza vítimas e beneficiários em casos de morte, invalidez permanente, total ou parcial, além de fazer o reembolso de despesas médicas e suplementares na rede privada de saúde. Nos casos de morte, a indenização, de R$ 13.500, é paga aos herdeiros legais da vítima. Esse mesmo valor é o teto para pagamentos em casos de invalidez permanente e varia de acordo com a gravidade das sequelas. Já para despesas médicas, o reembolso é de até R$ 2,7 mil.

Como solicitar

Dar entrada no Seguro DPVAT é gratuito e os próprios beneficiários podem solicitar a indenização em um dos mais de 8 mil pontos de atendimento no Brasil. Para cada cobertura pleiteada há uma lista de documentos que devem ser entregues em um desses pontos. Todas as informações estão disponíveis no EstamosAquiParaVoce.com.br

O Seguro DPVAT conta com uma ampla rede de atendimento. Para informações sobre pagamento do Seguro DPVAT e consulta de andamento de processos de indenização, é preciso entrar em contato com a Central de Atendimento, das 8h às 20h, através dos telefones 4020-1596, para Regiões Metropolitanas, e 0800 022 12 04 para outras regiões. No caso de reclamações ou sugestões, o SAC está disponível 24 horas por dia no 0800 022 8189. As pessoas com deficiência auditiva e de fala podem entrar em contato com o 0800 022 12 06.

 

 

 

 

Empreendedores apresentam soluções para IRB e Mongeral Aegon

O IRB Brasil RE e a Mongeral Aegon realizaram na quarta-feira o 3º ciclo do Demo Day, com os alunos do Insurtech Innovation Program, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), que investe em profissionais capazes de transformar o mercado de seguro e resseguro por meio do desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, todos fundamentados em tecnologia. Na ocasião, os estudantes puderam demonstrar as soluções desenvolvidas especificamente para os temas subscrição e sinistro. As apresentações foram avaliadas por uma banca composta por professores da universidade, do IRB  e da Mongeral Aegon. Entre os objetivos, está a busca por novas ferramentas para auxiliar o desenvolvimento do mercado.

App da Youse no carro Ford

O Youse App está no SYNC®️ 3 da Ford. Agora você pode acionar assistências do Seguro Auto Youse por comando de voz e de forma touch no infocenter e multimídia do seu Ford. O projeto envolveu dezenas de programadores da Youse Seguros e da Ford Motor Company, sendo a única empresa e marca de seguros no mundo a realizar esta integração. O lançamento ocorre  no dia 8 de novembro, no Salão do Automóvel de São Paulo, no espaço Ford, com um ambiente dedicado a Youse Seguros e a interação desta plataforma.

STJ ratifica que plano de saúde não tem obrigação de fornecer medicamento sem registro na Anvisa

Fonte: FenaSaúde

As operadoras de planos de saúde não são obrigadas a fornecer medicamento – nacional ou importado – sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O entendimento foi fixado por unanimidade pela 2ª seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (08), em Brasília.

“A decisão do Poder Judiciário proporciona mais segurança jurídica ao ratificar a legislação vigente. O STJ levou em conta as normas da ANS e da ANVISA, e o risco à saúde do cidadão. Além disso, a aquisição de produtos sem registro configura infração de natureza sanitária. Hoje, a judicialização é um dos maiores problemas enfrentados pelas operadoras e pelos tribunais, em razão do acúmulo de processos. Embora o recurso à Justiça seja um direito de todos, muitas demandas que chegam aos tribunais nessa área buscam obter benefícios sem respaldo nos contratos ou na legislação da Saúde Suplementar. Essa decisão do STJ pacificou as discussões no âmbito dos tribunais”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

O tema foi pauta de várias sessões na Corte. Sendo que na última quinta-feira (08), a decisão foi tomada após a sustentação da Defensoria Pública da União (DPU). Segundo o Ministro relator Moura Ribeiro, não há como o Poder Judiciário atropelar todo o sistema, sob pena de causar mais malefícios que benefícios: “Não pode o Poder Judiciário criar norma sancionadora. A justa expectativa do doente não implica sua automática viabilidade de consumo”.

A presidente da FenaSaúde ainda alertou que o uso de medicamento sem registro na Anvisa pode trazer prejuízos à saúde do beneficiário de plano de saúde: “Sem a análise criteriosa e a chancela da Vigilância Sanitária brasileira, não há garantias sobre a segurança e os efeitos dos medicamentos em nossa sociedade. O registro de medicamentos novos é concedido desde que sejam comprovadas a qualidade, a eficácia e a segurança baseadas na avaliação de estudos clínicos – esse é o papel da Anvisa”.

 

O futuro do seguro em debate no Insurance Service Meeting – dia 2

Fonte: CNseg

Como consenso entre os palestrantes no painel Desmistificando a inovação do setor, a crença de que, apesar de toda a relevância das novas tecnologias, é o consumidor o grande protagonista desse processo de transformação vivenciado por todas as indústrias no mundo, inclusive a seguradora. E para alcançar e satisfazer esse cliente, mais que o investimento em tecnologia é necessário uma mudança de cultura nas organizações.

E essa mudança necessária de cultura é, particularmente, um grande desafio para o mercado segurador, devido ao seu conservadorismo natural. “As seguradoras não podem falhar mas, por outro lado, as novas tecnologias precisam ser colocadas no mercado quando ainda estão em processo de desenvolvimento, contando com a interação ativa dos usuários para aperfeiçoá-las”, afirmou Daniel Domeneghetti, sócio do Grupo ECC, CEO da DOM Strategy Partners e moderador do painel.

De acordo com o diretor de Inovação Analytics e Tecnologia da SulAmérica, Cristiano Donisete Barbiere, desde que o primeiro iPhone foi lançado há 11 anos e, posteriormente, com a popularização de empresas de tecnologia como Uber e Amazon, houve uma grande transformação no comportamento dos consumidores, que não querem mais uma experiência de consumo pobre, desejando vivenciar, com todas as empresas, de todos os segmentos, a agilidade e a personalização oferecidas por essas empresas tecnológicas. “No mundo digital, o consumidor não aceita mais soluções que não agreguem valor e só sobreviverão as empresas que conseguirem acompanhar essas transformações dos clientes”.

Também participando do painel, a CIO da Chubb Seguros, Cibele Cardin, apresentou as cinco tendências tecnológicas para os próximos anos. A primeira é a possibilidade de se captar dados por dispositivos conectados, permitindo uma melhor compreensão do cliente e possibilitando um atendimento muito mais personalizado. A segunda é a robótica física, que gera novos riscos, mas novas oportunidades. Como será o seguro de um prédio totalmente impresso em 3D? A terceira tendência são os códigos abertos e ecossistemas de dados como o blockchain, gerando também novas oportunidades, mas novos desafios, como o da integração entre as empresas. E, por fim, as tecnologias cognitivas, que conectarão todas as outras tecnologias e também devem gerar novos produtos de seguro.

Também participante do painel, o diretor de TI da Bradesco Seguros, Curt Zimmermann, afirmou que, no Next, o banco digital do Bradesco, já não se fala em transação bancária, mas em jornada do cliente, sendo esta mais uma evidência do protagonismo desse personagem nos tempos atuais.

Ele também trouxe para o público presente cinco tecnologias que devem estar muito mais presentes em nossas vidas em poucos anos e afetarão diretamente o mercado segurador. O 5G, que irá facilitar as transações, permitindo que se trabalhe rapidamente com um enorme volume de dados; o blockchain, que aumentará a transparência e a segurança das operações, além de reduzir custos; a inteligência artificial, que no atendimento aos consumidores não precisa de reciclagem constante do aprendizado, como os humanos; o reconhecimento facial, aliada no combate às fraudes e no controle de dados dos clientes, e a computação quântica, que viabilizará todas as outras tecnologias, acelerando enormemente o processamento de cálculos e comandos.

IA: Você sabe com quem está falando?

A inteligência artificial ainda é emergente no mundo e possui acesso bastante restrito. Contudo, ela vem sendo cada vez mais disruptiva e ganhando maior importância para os processos de negócio. “Daqui a 30 anos, teremos inteligência artificial em todo lugar e as empresas que tirarem melhor proveito disso agora serão as que terão mais sucesso no futuro”, alertou o CTO & Distinghished Engineer da IBM, Fabio Luis Marras, no painel “IA: Você sabe com quem está falando?”.

Com a moderação do superintendente-executivo de Negócios da CNseg, Paulo Kurpan, e a participação do vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri, foi abordado o que há de mais inovador no âmbito da inteligência artificial no mercado, apontando alguns caminhos para o setor segurador.

A busca pela personalização do atendimento aos clientes que tanto se fala já conta com inovações que facilitam esse processo, como o já tão falado machine learning, o deep learning (análise de um grande volume de dados) e o chatbot (atendimento via robôs). “Precisamos tratar nossos clientes de maneira mais personalizada e há muitas empresas utilizando a inteligência artificial de forma errada, por isso temos muito trabalho a fazer”, complementou Eduardo Dal Ri.

Apesar dos alardes, o setor segurador brasileiro tem buscado cada vez mais a automação de processos para melhor atender os clientes, explicou Marras. “Essa aproximação verdadeira com o consumidor é o que tenho visto acontecer na indústria de seguros do Brasil”, finalizou o executivo.

O desafio da retomada do crescimento da economia e o mercado segurador

Seguros do Banco Santander Brasil e presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNSEG, Alex Körner, e economista da CNseg Pedro Simões
As questões trabalhistas, previdenciárias, econômicas, políticas e ambientais permearam o painel “Os desafios para a retomada do crescimento da economia e o mercado segurador”, realizado na manhã do segundo dia no 3º Encontro de Inteligência de Mercado, que acontece em paralelo ao 12º Insurance Service Meeting.
Uma das consequências da crise atual, da qual começamos a sair agora, foi a troca do emprego formal pelo informal, gerando um aumento da desigualdade, como pontuou o economista da CNseg, Pedro Simões, moderador do painel.

E entre as consequências dessa informalidade, fruto, entre outras razões, do esgotamento do modelo de desenvolvimento baseado no consumo, iniciado depois do ano 2000, está a do aumento do número de pessoas fora da proteção formal governamental, inclusive com consequências no mercado de seguros, como lembrou o economista e professor da PUR-Rio, Luiz Roberto Cunha.

Sendo, entretanto, o seguro ainda mais necessário quando as pessoas já não podem contar tanto com a proteção do estado, é preciso encontrar maneiras de fazer a proteção securitárias alcançar essas pessoas de mais baixa renda. Para isso, disse o superintendente de Produtos de Seguro do Banco Santander Brasil, Alex Körner, é preciso criar novos produtos, voltados especificamente a esse público e, para isso, a tecnologia pode trazer novas soluções que facilitem os pagamentos e os processos de cobrança.

A baixa penetração do seguro no Brasil, entretanto, não se dá apenas entre a população de mais baixa renda, apesar de o grande catalizador de seu crescimento ser mesmo o crescimento da renda. Isso, porém, está fora do controle do setor, o que não o impede de empreender uma série de ações de fortalecimento da cultura securitária, como afirmou o diretor Técnico da CNseg, Alexandre Leal. Abordando as ações da CNseg, citou o grande esforço que tem sido feito pela Confederação para conscientizar a população a respeito da importância do seguro por meio de seu Programa de Educação em Seguros, com produção de livros, cartilhas, inserções nas redes sociais e até uma rádio Web.

Outra recente importante ação da CNseg foi a entrega aos presidenciáveis de propostas para o desenvolvimento do setor. “Estamos presentes e contribuímos para diversos setores da atividade econômica, além de possuirmos ativos na casa do 1 trilhão de reais, mas ainda não somos ouvidos na medida de nossa importância”.
A questão demográfica é outro grande desafio para o País – que apesar de ainda ter uma população de jovens, gasta em previdência como os países de população mais velha – mas também para o setor segurador, particularmente nos setores de previdência privada e de saúde suplementar. “Na saúde suplementar, depois dos 50 anos do beneficiário, os custos com despesas médicas crescem muito de ano para ano, sendo um problema ainda maior que o da previdência, visto que, depois que a pessoa se aposenta, a correção se dá apenas para repor as perdas da inflação”.

Como se não bastasse, as mudanças climáticas são outro grande desafio que se apresenta para o País e para a indústria seguradora, que deve conviver com o aumento do número de sinistros por desastres naturais de grande porte. Também em relação a isso o setor não está parado, buscando incentivar a transição para uma economia de baixo carbono, direcionando seus investimentos institucionais para empresas mais sustentáveis; criando novos produtos para absorver os impactos econômicos desses desastres naturais e sendo mais rigoroso no gerenciamento de riscos.

Transformação digital: o desafio não é só tecnológico

Entre as diversas mudanças de paradigma do mundo atual está o fato de que, antigamente, quando se obtinha uma informação valiosa, guardava-se com cuidado para ser utilizada quando necessária. Atualmente, a informação está aí, ao alcance de todos, e não precisa ser mais guardada. O importante passa a ser como usá-la da melhor forma possível, afirmou o vice-presidente de Pesquisa da Gartner, Cassio Dreyfuss, durante o painel “Transformação digital: o desafio não é só tecnológico”.

As grandes mudanças dos tempos atuais também estão presentes nos ambientes de trabalho, onde os manuais de procedimento já não servem e os profissionais precisam encontrar novas maneiras de realizar seu trabalho. “A alta administração apontará a missão, mas a maneira de realizá-la ficará a cargo dos grupos de trabalho, que enfrentarão desafios desconhecidos pelo caminho”, concluiu. E essa nova maneira de se trabalhar exigirá também um novo modo de se gerenciar, quando o verdadeiro líder será aquele que obtiver total confiança de sua equipe e conseguir engajá-la para chegarem onde precisam.

Também participando do painel, o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, disse que toda essa revolução é um grande desafio para o Estado Brasileiro, que não pode deixar de estar atento a essa agenda transformadora, apesar de sua tradicional postura reativa ao tema. A Susep, porém, afirmou, “percebendo o tamanho dessa onda, ensejou um comportamento pro-ativo”, abrindo várias frentes, participando de fóruns de tecnologia e estabelecendo uma aproximação com os supervisionados, com outras autoridades de supervisão e até com os novos entrantes, como as insurtechs e outras instituições inovadoras. Como perspertiva de mudança, o órgão regulador já discute um processo de monitoramento eletrônico usando o segmento de garantia estendida como teste.

Ciência de dados: oportunidades no mercado segurador

A transformação digital passa por uma difusão da cultura de dados, que passaram a ser o “coração” das empresas. Nesse contexto, surgiu a Ciência de Dados, que estuda a transformação dos dados em informação e, posteriormente, em conhecimento. Simultaneamente, a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP) mudará a forma como será feito o tratamento de dados no Brasil. Esse foi o tema do painel “Ciência de Dados: oportunidades no mercado segurador” do 3º Encontro de Inteligência de Mercado”.

O painel contou com a participação dos professores da PUC-Rio Gustavo Robichez, Rafael Nasser e Hélio Lopes, além da superintendente jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal. Partindo do ponto de vista acadêmico, Hélio Lopes explicou que a Ciência de Dados é multidisciplinar e que vem ganhando cada vez mais valor no setor segurador.

Essa ciência auxilia na melhor tomada de decisão ao executar alguma atividade do negócio, afirmou Rafael Nasser. “Se observarmos a cadeia de valor de seguros, percebemos que todas as atividades são extremamente dependente de dados. Com a aprovação da nova lei, isso requer um maior cuidado no tratamento desses dados “, complementou Gustavo Robichez.

Para Glauce Carvalhal, a aprovação da LGPDP foi criada para estruturar a forma como os dados serão trabalhados. “A Lei não veda o tratamento de dados, ela veio para mostrar qual o caminho a ser percorrido, estruturando-o. Isso facilita a empresa inclusive quando houver uma fiscalização”, concluiu a superintende jurídica.

Novas Fronteiras do Seguro: Hoje e Amanhã na Era Digital

O último painel do 12º Insurance Service Meeting, “Novas Fronteiras do Seguro: Hoje e Amanhã na Era Digital”, contou com a participação do head digital transformation da Kick Ventures, Cezar Taurion. Num cenário em que mais de 4 bilhões de pessoas estão conectadas à internet no mundo todo, o digital não é o futuro, é o presente. “A 4ª Revolução Industrial que está em curso, teve início, principalmente, a partir de 2007, com o surgimento do primeiro smartphone”, explicou Taurion.

A sociedade industrial que foi construída ao longo dos séculos levou aos modelos de organização, hierarquia e educacional que existem até hoje, informou o palestrante. Contudo, esse modelo passou a ser questionado pela velocidade com que tudo está mudando no meio digital.

“O setor segurador é um dos mais conservadores, não só no Brasil, mas no mundo todo. Mesmo que seja muito regulado, é preciso que ele se adapte aos novos tempos. Esse é um grande desafio porque qualquer setor é ameaçado de disrupção não por seus concorrentes, mas por outros setores, como as startups, por exemplo”, enfatizou o executivo.

A grande mensagem que fica do evento é que todas as atividades que podem ser automatizadas, serão. Atualmente, as cinco maiores empresas do mundo são de tecnologia. Com o auxílio da inteligência artificial, o setor segurador possui o desafio de se adequar a esse novo consumidor que surge cada vez mais empoderado e questionando todo o modelo de negócio e econômico existente, principalmente os consumidores das novas gerações.

Leonardo Paixão deixa Markel; Carlos Caputo assume

Leonardo Paixão, que há mais de um ano viaja por todo o interior do Brasil para desenvolver seguros ligados ao agronegócios, deixa a Markel Seguradora após dois anos no comando da operação do grupo americano no país. Em seu lugar assume Carlos Caputo, no comando das operações da América Latina, assume a seguradora no Brasil. Paixão já tem um projeto do qual ainda não pode falar, mas segundo fontes do seguro é também no agronegócios.