Estudo da MetLife aponta como construir melhores locais de trabalho

O Estudo demonstra as maiores motivações dos funcionários e alerta para a necessidade de as marcas empregadoras oferecerem mais mobilidade e atenderem a demandas inerentes à diversidade

A força de trabalho multigeracional, a globalização, a mobilidade, a tecnologia e a automatização são fatores que vem alterando o mercado de trabalho como conhecemos hoje. Para entender este cenário, a MetLife preparou o Estudo sobre Tendências de Benefícios para Funcionários no Brasil (EBTS, na sigla em inglês), uma pesquisa que identifica as principais tendências do futuro do trabalho. Publicada pela terceira vez no país, o EBTS mostra que existe um grande apetite entre os empregadores para construir melhores ambientes de trabalho por meio de uma estratégia sólida de benefícios.

Hoje, 99% dos empregadores entendem a necessidade de aumentar a satisfação de seus funcionários, percentual que atingia 89% em 2013. O EBTS aponta ainda que é necessário prestar atenção a fatores atuais como a diversidade dos benefícios, considerando os diferentes estilos e estágios de vida das pessoas, e a mobilidade, ao utilizar as novas tecnologias em prol do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos funcionários.

Apenas 35% dos profissionais disseram que seus empregadores criam condições adequadas para manter um equilíbrio entre sua vida e o trabalho. O maior anseio dos funcionários é a flexibilidade de horário, sendo que somente 42% das empresas brasileiras oferecem este benefício. O estudo aponta que a opção de trabalhar remotamente é extremamente importante para 58% dos profissionais ao considerarem uma nova vaga de emprego, tornando os empregadores que oferecem o home office muito mais atrativos.

“Existe uma grande oportunidade para as empresas que querem se diferenciar no mercado e desejam melhorar sua imagem como boas empregadoras no Brasil. Nosso estudo demonstra tendências que podem ter um alto impacto na retenção e atração de talentos como considerar necessidades especiais diversas, aumentar o nível de flexibilidade, implementar políticas de trabalho remoto e benefícios voluntários”, conta Raphael de Carvalho, presidente da MetLife Brasil. Muitas dessas práticas já são adotadas entre outros países da América Latina, como Chile (84%) e México (70%).

O Estudo da MetLife sobre Tendências de Benefícios para Funcionários oferece resultados oportunos e confiáveis que exploram importantes questões de benefícios e tendências em evolução em todo o mundo. Com base em mais de uma década de experiência nos EUA, além de 12 mercados adicionais desde 2011, o Estudo fornece novos insights que podem ajudar os empregadores a obter mais de seus investimentos em benefícios, com trabalhadores mais satisfeitos, qualificados e produtivos.

Foram realizadas pesquisas entre mais de 300 empregadores, informando o que oferecem de benefícios aos funcionários, e 500 funcionários, detalhando suas atitudes, opções e práticas atuais. Todos os funcionários pertenciam a um regime de trabalho em tempo integral em empresas com mais de 50 funcionários.

JMalucelli agora é Junto Seguros, a primeira seguradora digital de seguro garantia

Na última sexta-feira, 9 de novembro de 2018, a transformação digital pela qual passa a JMalucelli Seguradora estabeleceu uma nova etapa. A empresa, que emitiu a primeira apólice de seguro garantia judicial no Brasil e chegou este ano à marca de 1 milhão de apólices emitidas, passa a se chamar Junto Seguros: a primeira seguradora digital do mercado de seguro garantia.

Segundo comunicado do grupo, a Junto Seguros promete elevar a um novo patamar a experiência de cotação e emissão de apólices. Uma plataforma 100% digital, ágil, moderna, inovadora e focada no cliente, por meio de um ambiente único disponível em qualquer dispositivo. Entre as novidades, está também o registro de apólices em blockchain.

A empresa promete continuar inovando, afirma a nota. Essa transformação é marcada também pela chegada do novo presidente da empresa, Leonardo Deeke Boguszewski, que já era conselheiro da empresa e do Paraná Banco e CEO da JMalucelli Investimentos. “O ambiente de negócios está mudando rápido e estamos novamente saindo na frente. A Junto representa em si mesmo a experiência que queremos oferecer. Os nossos parceiros e clientes podem esperar uma empresa ágil, moderna e pronta para construir junto com eles tudo que temos pela frente”.

Icatu Seguros e Amazon Brasil distribuem livros digitais gratuitamente para corretores

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A Icatu Seguros e a Amazon Brasil estão distribuindo eBooks Kindle gratuitamente para corretores que integram a força de vendas da seguradora em todo o país. A ação de relacionamento e atenção aos corretores vai ao encontro de um dos propósitos da companhia, de estímulo à educação continuada e ao treinamento desses profissionais para que atuem como verdadeiros consultores.

Até 23h59 do dia 15 de novembro, corretores da Icatu Seguros poderão baixar gratuitamente o livro digital “A Arte da Negociação”, de Michael Wheeler, na Loja Kindle da Amazon Brasil. A iniciativa também prevê descontos de 50% em uma seleção especial de sete títulos sobre empreendedorismo e relacionamento, incluindo best-sellers como “A Startup Enxuta”, de Eric Ries; e “SCRUM: A Arte de Fazer o Dobro do Trabalho na Metade do Tempo”, de Jeff Sutherland. Os associados receberão um e-mail com um código individual para baixar o eBook gratuito, além de um link para acesso aos livros digitais com desconto. Alguns clientes também serão beneficiados.

“Imersa em um ecossistema de inovação, a Icatu está se associando a importantes empresas para estruturar novas estratégias de negócio e melhorias para a experiência de seus parceiros e clientes. Esse é só o primeiro passo”, conta Luciana Bastos, diretora de Desenvolvimento de Produtos de Vida da Icatu Seguros.

Na Loja Kindle, clientes encontram mais de 5 milhões de livros digitais, incluindo os mais recentes best-sellers e mais de 150 mil títulos em português. Os eBooks Kindle podem ser adquiridos e lidos com o aplicativo gratuito Kindle para computadores, tablets e smartphones Android ou iOS, além de e-readers Kindle.

Seguradora Líder promove encontro com representantes dos Procons e ouvidorias

Mais uma inovação da Seguradora Líder para agregar valor no relacionamento com a sociedade. No último dia 8, a empresa promoveu a 1ª edição do Encontro “Seguro DPVAT – Estamos Aqui Para Você”. Com a participação de mais de 100 representantes de instituições ligadas à Defesa do Consumidor de todo o Brasil e Ouvidorias das Consorciadas, o evento teve como objetivo aprofundar as discussões sobre a importância do diálogo na gestão do Seguro DPVAT, em busca de um atendimento de excelência com todos os segurados e beneficiários deste importante seguro social.

“Queremos, na data de hoje, celebrar uma relação de confiança e absoluta transparência. Queremos ouvir as principais dúvidas e inquietações de vocês, representantes dos PROCONs e de toda a sociedade”, reforçou Ricardo Morishita, Presidente do Centro de Extensão e Pesquisa (CEP-IDP) e mediador do evento.

O encontro contou com três painéis, com as participações de Paulo Miguel Campos, Presidente da PROCONSBRASIL e Diretor Executivo da Fundação PROCON SP; Joana Soleide Dias, Coordenadora do PROCON de Barretos/SP; Eduardo Schröder, Superintendente do PROCON de Juiz de Fora/MG; Ismar Tôrres, Diretor-Presidente da Seguradora Líder; Gisele Garuzi, Ouvidora da Seguradora e Claudio Carvalheiro, Diretor de Estratégia e de Pessoas da Companhia.

Ismar Tôrres reforçou o compromisso da Seguradora Líder com um modelo de relacionamento transparente e eficiente com os beneficiários e segurados, que garanta o cumprimento de seu importante papel social de forma ágil e eficaz. “Este evento também é um momento para celebrarmos uma parceria. Nosso objetivo, no dia de hoje, é aprofundar a importância do diálogo na gestão do Seguro. E esperamos que, ao fim deste evento, tenhamos compromissos assumidos em busca da excelência deste diálogo com toda a sociedade brasileira”, endossou em seu discurso inicial.

O primeiro painel do evento abordou detalhes da operação do Seguro DPVAT. A linha do tempo do Seguro; as coberturas; os dados das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT; o modelo de arrecadação; e os resultados gerais da campanha publicitária “Estamos Aqui para Você”, lançada no mês de agosto, foram alguns dos temas abordados por Ismar Tôrres, que abriu este painel. Gisele Garuzi complementou a apresentação de Tôrres, informando os principais indicadores e volumes de manifestações por cada canal de recepção da Ouvidoria. “Assumimos uma postura muito proativa nos últimos meses com toda a sociedade. Queremos chegar aos cidadãos, entender suas principais “dores”, adotá-los verdadeiramente. É um caminho de muitas oportunidades e muitos desafios”, informou Garuzi.

Já o segundo painel trouxe a Agenda do Seguro DPVAT para os próximos anos, com a apresentação de Claudio Carvalheiro, Diretor de Estratégia e de Pessoas da Companhia. “Aperfeiçoar e desenvolver o Seguro do Acidente de Trânsito é um compromisso da Seguradora Líder. Por isso, endereçamos 19 propostas de aperfeiçoamento do modelo de gestão do Seguro à Superintendência de Seguros Privados (Susep) em julho deste ano. Entre as propostas está, por exemplo, a atualização da Importância Segurada (IS) do Seguro DPVAT, sem reajustes há 11 anos. A Seguradora Líder propõe que a indenização máxima no país passe de R$ 13.500 para R$ 25.000”, disse Carvalheiro em sua apresentação.

Por fim, no último painel, Garuzi fez uma leitura dos compromissos assumidos pela Seguradora Líder para dar tratativa às demandas dos cidadãos, advindas dos órgãos de proteção e defesa do consumidor, com a devida responsabilidade e retidão. “A transparência e a eficiência são pilares fundamentais do sistema do Seguro DPVAT. E a necessidade de melhoria constante do acesso ao cidadão é um compromisso assumido e fundamental neste instrumento de proteção social. Colocaremos à disposição de todos os PROCONs, materiais de divulgação sobre o Seguro, desenvolvidos para o melhor atendimento à população”, completou Garuzi.

“Vejo esse evento como uma grande oportunidade de tirar essa cortina que existia antes, entre os PROCONs e a Seguradora Líder. E agradeço a Seguradora Líder pelos esclarecimentos prestados hoje”, endossou, em sua fala final, a Presidente da Associação dos PROCONs paulistas e Coordenadora do PROCON de Barretos/SP, Joana Soleide Dias. “A Fundação PROCON SP está de portas abertas para ajudar na tarefa de dar mais divulgação ao Seguro e suas coberturas”, completou Paulo Miguel Campos.

Ao final do encontro, foram recebidas sugestões dos representantes dos PROCONs como, por exemplo, a criação de um Conselho de Beneficiários e Segurados para dar voz à população sobre suas necessidades e principais dúvidas. E o Presidente da Seguradora Líder já endossou, no encontro, que este compromisso será assumido pela Seguradora Líder. “Devemos tratar o seguro como uma medida cada vez mais preventiva e não apenas reparatória. No entanto, esse é um caminho que não depende apenas da atuação da Seguradora Líder e dos PROCONs, mas deve ser realizado por toda a sociedade”, enfatizou Morishita ao fim do encontro.

Veja o que o novo presidente do BNDES pensa sobre o papel do seguro em projetos de infraestrutura

O economista Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, aceitou o convite para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Há cerca de um mês, ele enviou este video para o Insurance Forum Argentina, onde abordou a importância do seguro para garantir que projetos de infraestrutura sejam concluídos, mesmo com imprevistos durante as obras. “Há uma agenda para isso e espero que haja avanços”, disse ele. Confira:

https://www.facebook.com/sonhoseguro/videos/986773771525643/?t=48

Tokio Marine participa do 21º Teleton

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A Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, participou no sábado (10) do Teleton, maratona da solidariedade que arrecada fundos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) com foco em melhorias de infraestrutura e atendimento. João Luiz de Lima, Diretor Comercial Regional I da Tokio Marine, e Juliana Zan, Superintendente de Recursos Humanos da Tokio Marine, participaram da transmissão do SBT e fizeram a entrega simbólica do cheque de doação, no valor de R$ 300 mil.

A arrecadação da Seguradora foi também possível graças à contribuição dos 2.000 Colaboradores da Companhia e dos seus 29.000 Parceiros de Negócios. Este é o sétimo ano consecutivo que a Tokio Marine apoia o Teleton e, além da doação, disponibiliza a estrutura do Contact Center para receber ligações do público. O atendimento é tradicionalmente feito de maneira voluntária pelos Colaboradores com seus familiares e amigos e, este ano, contou também com a participação do Diretor Comercial Regional II, José Luís Ferreira da Silva.

SulAmérica promove oficinas para autodesenvolvimento profissional de seus colaboradores

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A SulAmérica promove nos dias 12, 13 e 14, na sede de Pinheiros, em São Paulo, a 2ª edição da CarreiraCon – uma verdadeira jornada que favorece o aprendizado e reflexão sobre o autodesenvolvimento profissional em um mundo que está em constante mudança. O espaço é destinado à experimentação de diversos conteúdos e ferramentas, para que cada colaborador possa ter um aprendizado holístico, incluindo workshops com técnicas de clown, roda de conversa entre mulheres, experiência na rede social do LinkedIn; palestras sobre transformação digital e técnicas para construir e promover sua marca pessoal, movimentam os três dias de simpósio

Em seu segundo ano, a CarreiraCon contou com a participação de 2.500 pessoas na matriz da seguradora, no Rio de Janeiro, no final de outubro, e a expectativa é que a dose se repita em São Paulo, com programação voltada a assuntos que vão desde habilidades profissionais à agilidade emocional, passando por dicas de como trabalhar sua marca pessoal e autocoaching. Além de orientações de como fazer melhor uso de uma rede social, fornecidas pelo gerente de relacionamento do LinkedIn, Leandro Sacramento, há também espaço para aplicar o conhecimento na prática na ação do Social Experience: uma vivência com fotógrafos e maquiadores disponíveis para registrar novas fotos de perfil profissional.

“Promover a CarreiraCon é uma grande satisfação para todos nós, assim conseguimos mostrar para nossos colaboradores, de forma mais leve e divertida, como eles não só podem, como devem, ser os donos de suas próprias carreiras. Por isso, preparamos uma programação que foge do convencional”, explica a diretora de Capital Humano e Sustentabilidade da SulAmérica, Patricia Coimbra. “É preciso mostrar as competências que cada pessoa pode trabalhar sem depender do seu gestor para enfrentar um mundo que nos demanda constante transformação e adaptação às novas tecnologias.”

A própria Patricia integra o time dessa edição e falará sobre desafios e trajetórias das mulheres no mercado de trabalho, além de também participar da conversa sobre transformação digital, ao lado de Alexandre Putini, superintendente de estratégia digital, inovação e tecnologia da seguradora. Márcio Ballas, Benito Guidi, Camila Carvalho, Hamilton Henrique, Fernanda Mendonça e Murilo Gun são outros profissionais que trarão todas suas técnicas e conhecimentos para compartilhar com os colaboradores da companhia.

Embora o evento seja realizado presencialmente, os conteúdos também serão disponibilizados digitalmente para que os funcionários que não estiverem em nenhuma das duas unidades possam aproveitar a chance de impulsionarem suas carreiras.

Carta do Seguro: Setor registra ligeiro decréscimo nas vendas até setembro

Marcio Coriolano cnseg

por Marcio Coriolano, presidente da CNseg

Os dados divulgados até setembro confirmam que o resultado médio do mercado não reflete mais o dinamismo intrassetorial. Sem o DPVAT, o decréscimo médio geral de 0,2% contrasta com crescimento acima de dois dígitos dos ramos Patrimonial Massificados, Transportes e Rural. E com o decréscimo acentuado do segmento de Planos Previdenciários de Acumulação.

A Susep divulgou os dados do mercado de seguros até setembro de 2018. Conforme esta Carta vem chamando a atenção, com o ciclo econômico ainda baixo, e considerando o novo padrão de concorrência e as diferentes preferências por proteção manifestadas pelos consumidores, o desempenho médio do setor segurador torna opaca a dinâmica intrassetorial. Ou seja, deixa de revelar o desempenho comparativo entre os dois grandes segmentos do mer- cado – Ramos Elementares e Coberturas de Pessoas – e entre os diversos ramos de seguros abrigados nesses grupos.

Comparando-se os nove meses de 2018 com idêntico período do ano passado, o decréscimo médio geral do mercado foi de 0,9%. Entretanto, para adequada comparação, é preciso desconsiderar o DPVAT, já que teve tarifa reduzida por decisão dos órgãos reguladores. Retirado esse seguro, o decréscimo é de 0,2%, virtualmente um estado de estabilidade em termos nominais. Já ao serem segregados segmentos e ramos de seguros, tem-se um melhor quadro da resposta do setor segurador e das forças de distribuição de produtos às preferências de pessoas, famílias e empresas.

Assim, destacam-se os ramos de seguros com desempenho acima de dois dígitos, que são o seguro Rural e o seguro de Transportes (15,1%) e o ramo Patrimonial Massificados (14,4%). Perto de dois dígitos, figuram o seguro de Crédito e Garantias (9,8%), o seguro de Responsabilidade Civil e os Planos de Vida Risco, ambos com 9,5%.

Todos aqueles ramos do segmento de Ramos Elementares, e mais os de Vida Risco, parecem refletir o comportamento cauteloso de famílias e empresas de se colocarem ao abrigo da proteção securitária em momento de ameaças contra o patrimônio acumulado, ameaças do desemprego, garantias dos empréstimos tomados, bem como a resiliência de atividades econômicas contracíclicas, como a agroindústria e o carregamento de obras ainda da época do ciclo econômico alto.

Na outra ponta do desempenho, os Planos de Acumulação em Cobertura de Pessoas permanecem afetados pelo ambiente de volatilidade de ativos concorrentes. O decréscimo do VGBL já chegou a 9,4%, enquanto o PGBL viu reduzir a sua arrecadação em 2,2%, muito embora o patrimônio acumulado de ambos ainda seja superlativo. Pela sua magnitude na arrecadação global do setor segurador, são esses dois produtos de caráter previdenciários que influenciam a média negativa do mercado.

Como de praxe, alinham-se, abaixo, os gráficos de desempenho dos grandes segmentos dos seguros, desta vez em médias de 12 meses móveis. O que apenas referenda as diferentes contribuições das linhas de negócio dos seguros.
A seguir o professor Lauro Faria, da Escola Nacional de Seguros, brinda os leitores com a sua análise econômica detalhada.

Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros

Os dados referentes ao desempenho do mercado de seguros regulado pela Susep em setembro passado continuaram sinalizando recuperação da atividade securitária em 2018.

A arrecadação de seguros e aportes a planos de previdência e títulos de capitalização totalizaram R$ 18,7 bilhões nesse mês com variação negativa de 13,5% ante o mês anterior. Entretanto, tal resultado não deve preocupar, pois decorre de o mês de setembro ter tido 19 dias úteis contra 23 dias úteis em agosto (17,4% a menos). Desse modo, fazendo-se a conta da variação da arrecadação média por dia útil, verifica-se uma taxa positiva de 4,7% em setembro sobre agosto.

As comparações em 12 meses, em que se dilui a questão dos dias úteis mensais, confirmam a continuação do crescimento da arrecadação do grupo de ramos elementares, exceto DPVAT, e do grupo de planos de risco de cobertura de pessoas: no primeiro caso, no acumulado do ano até setembro frente ao mesmo período do ano anterior, a receita de prêmios subiu 8,7%; no segundo caso, houve acréscimo de 9,5%. No acumulado de 12 meses frente aos 12 meses precedentes, as taxas desses grupamentos de seguros foram, respectivamente, de 8% e 9,2%. Essas taxas de expansão indicam forte crescimento da arrecadação em termos reais, isto é, descontada a inflação do período. De fato, em 2018, a inflação em 12 meses medida pelo IPCA tem girado em torno dos 4%, portanto, bem abaixo das taxas de crescimento de seguros referidas acima.

O lado problemático do mercado continua sendo o desempenho dos produtos com característica mista – financeira e securitária – como são os casos dos planos de acumulação VGBL, PGBL etc e dos títulos de capitalização bem como, por decisão do CNSP, do seguro DPVAT. Os planos de acumulação, responsáveis por mais de 40% da receita do mercado regulado pela Susep, tiveram queda da captação bruta de 8,8% e 8,9% respectivamente no acumulado do ano até setembro e no acumulado de 12 meses contra iguais períodos de anos anteriores.

Os títulos de capitalização tiveram expansões inferiores à inflação nessas bases de comparação, 2,6% e 1,9%, respectivamente. Esses produtos, que cresceram aceleradamente em anos anteriores, parecem se ressentir de três fatores: a) o desemprego elevado que reduz a capacidade de poupança da população; b) as baixas taxas de juros, que induzem os poupadores a procurarem aplicações mais arriscadas e c) a preocupação com as altas taxas de administração que reduzem a rentabilidade de certos planos de acumulação.

Desagregando-se mais os dados, e no acumulado do ano, chamam atenção as expansões de 15,1% dos seguros de transportes, de 15,1% do seguro rural, de 9,8% dos seguros de crédito e garantia e de 8,9% dos seguros patrimoniais, este último o segundo componente mais importante do grupo de ramos elementares. Essas taxas são claramente indicadoras da retomada concomitante da atividade econômica. O principal componente do grupo – os seguros de automóveis – manteve trajetória de recuperação com a receita crescendo 6,6% no acu- mulado de 2018 frente a idêntico período de 2017. Note-se como principal fator causal o crescimento das vendas nominais no varejo de veículos, motos, partes e peças que o IBGE aferiu em cerca de 16% no mesmo período.

No que se refere aos planos de risco de seguros de pessoas, e nessa mesma base de comparação, continuaram notáveis as taxas de cres- cimento dos prêmios de seguro prestamista (+21,3%) e de seguros de vida (+8,5%). O caso do seguro prestamista é emblemático: de uma participação de apenas 3,7% no total da arrecadação de planos de risco de cobertura de pessoas em 2003 passou para quase 30% agora em 2018, indicativo da continuação do processo de inserção de camadas crescentes da população no mercado de consumo de massas, apesar da recessão. E a expectativa é de que, retomado o crescimento da economia, esse seguro acelere sua expansão, pois se tornou uma prática consolidada nas instituições de crédito e de consumo de bens duráveis.

No acumulado do ano até setembro, a sinistralidade em ramos elementares foi de 50,1% com queda absoluta de 3,2p.p frente ao mesmo período de 2017. No grupo de planos de riscos de coberturas de pessoas, a sinistralidade foi de 25,6%, com queda absoluta 7,1p.p na mesma base de comparação. Em ramos elementares, o índice de despesas de comercialização foi de 21,5% no acumulado do ano até setembro, caindo 1p.p em termos absolutos ante o mesmo período de 2017. Em planos de risco de cobertura de pessoas, tal índice foi de 29,4%, com redução de 0,1p.p em termos absolutos na mesma base de comparação.

No acumulado do ano até setembro de 2018 e no agregado das seguradoras, as despesas administrativas cresceram 3,3% ante igual período de 2017, o resultado financeiro caiu 15,2%, o resultado patrimonial aumentou 32% e o lucro líquido, 19,3%. A rentabilidade em 12 meses do patrimônio líquido agregado foi de 22,6%, superior aos 19,8% do mesmo período do ano anterior. Um excelente resultado.

No total da saúde suplementar (segmentos médico-hospitalar e odontológico), os últimos dados da ANS se referem a junho de 2018. Assim, no 1° semestre de 2018, a receita de contraprestações montou a R$ 96,9 bilhões, 10,3% acima do primeiro semestre de 2017. A sinistralidade caiu ligeiramente, de 82,6% no 1° semestre de 2017 para 81,7% no mesmo período de 2018.

Passadas as eleições, as atenções voltam-se para a política econômica e social que será implementada pelo novo governo. Até o momento, tudo indica que este terá como norte a responsabilidade fiscal e monetária, a retirada de gargalos regulamentares diversos que travam a economia e privatizações de estatais deficitárias. O futuro parece, portanto, promissor, mas grandes serão também os obstáculos políticos. De todo modo, como os números acima demonstram, o mercado segurador está em ótimas condições para aproveitar a retomada econô- mica que se espera à frente.

Mongeral Aegon tem novo diretor de Recursos Humanos e promove executivos

Com mais de 15 anos de experiência em áreas de gestão de pessoal e desenvolvimento de universidades corporativas, Claudio Santos assume a diretoria de Recursos Humanos da Mongeral Aegon.

O executivo, que acumula sólida atuação em empresas como AmBev e Andrade Gutierrez, passa a liderar as superintendências de Gestão de Pessoas e de Educação Corporativa da seguradora, respondendo diretamente à presidência. Claudio é formado em Engenharia Química e tem MBA em Administração pela Cranfield University, da Inglaterra.

Além da chegada de Claudio Santos, a Mongeral Aegon anunciou a criação de novas diretorias. Leonardo Lourenço assume a Diretoria de Serviços de Marketing e Luciano Périco assume a Diretoria de Afinidades e Marketing Direto. Ambos os novos diretores reportam ao diretor de Marketing e Afinidades, Nuno Pedro David.

Luis Henrique Fontes assume a diretoria de Tecnologia, respondendo diretamente ao diretor de Operações da Mongeral Aegon, Luiz Firedheim. Já Nelson Emiliano tornou-se diretor Técnico Atuarial, ligado à diretoria Financeira, que tem Raphael Barreto sob seu comando.

Generali não fará seguro de construção de novas usinas de carvão

Fonte: Bloomberg

O conselho da Assicurazioni Generali aprovou sua primeira estratégia relativa à mudança climática, que promete deixar de subscrever qualquer nova construção de usinas de carvão e deixar de assumir quaisquer novos clientes do setor de carvão. A estratégia tem vigência imediata. A nota técnica publicada nesta sexta-feira pela maior seguradora da Itália dá continuidade ao anúncio feito em fevereiro, em que a companhia se comprometeu a se desfazer de 2 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões) no carvão e a destinar 3,5 bilhões de euros a investimentos ecológicos até 2020. Todos os ativos serão descartados até abril de 2019. A política segue o exemplo de outros gigantes do setor de seguros, como Allianz e AXA, que prometeram abandonar o combustível fóssil mais poluente diante do aumento da pressão política e pública para reduzir as emissões mundiais de carbono. A política surge semanas depois que um relatório das Nações Unidas sobre o clima pediu um investimento anual de US$ 2,4 trilhões em energia limpa até 2035 e a redução do uso de energia a carvão para quase nada até 2050 a fim de evitar danos catastróficos causados pela mudança climática.