Maioria dos acidentes de carro acontece à tarde, revela estudo da Liberty

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Fonte: Liberty Seguros

A maior parte dos incidentes de carros, cerca de 39%, acontece durante o período da tarde, tendo em sua maioria, participação condutores com idade acima de 55 anos. Nesse período, porém, a gravidade dos acidentes tende a ser menor: cerca de 90% dos sinistros são de perda apenas parcial, revela novo estudo de sinistros da Liberty Seguros.

O estudo mapeia onde e quando ocorrem os principais incidentes com automóveis do país, além de definir a faixa etária dos condutores que mais se envolvem nessas ocorrências. Foram avaliados mais de 145 mil sinistros ocorridos com clientes da seguradora em todo território nacional.

O turno muda, o perfil dos sinistros também

Dentro da amostra avaliada pela Liberty Seguros, os acidentes durante a madrugada representam apenas 4,54% do total, porém nesse período a porcentagem de acidentes graves, com indenização integral, cresce: cerca de 29,18% é a porcentagem desse tipo de incidente no período, contra a média geral correspondente a 9,55% em todos os períodos do dia.

O tipo de condutor envolvido nos sinistros de madrugada também muda. Cerca de 10% dos acidentes ocorridos com jovens entre 18 e 25 anos são durante a madrugada e 40,35% desses são referentes a indenizações integrais.

Quando comparados com outras faixas etárias, identifica-se que apenas 3,3% dos acidentes envolvendo pessoas com mais de 55 anos são durante esse período e apenas 25,72% são indenizações integrais, 15% a menos se comparado aos mais jovens.

Tendência de sinistros por estado

Dos cinco estados com maior incidência de ocorrências, São Paulo sai na frente com 35.564 casos (24,2% do total), seguido do Rio Grande do Sul com 20.182 sinistros (13,7%), Santa Catarina com 18.730 acidentes (12,7%), Paraná, com 18.125 (12,3%) e, por fim, Minas Gerais, com 13.340 casos (que correspondem a 9,1% do total).

Roubos e Sinistros

Os indicadores de roubos e furtos também fazem parte do estudo. Independentemente da faixa etária, a incidência deste tipo de ocorrência é maior no período da noite (42,70%), seguida pela tarde (25,33%), manhã (23,89%) e madrugada (8,08%).

Analisando as regiões do Brasil, a Sudeste chama a atenção nos indicadores de roubos e furtos com 52,8% de todas as ocorrências no país, principalmente por conter a maior frota de veículos do país.

Icatu lidera ranking de portabilidade de previdência aberta em 2018

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os investidores de planos de previdência passaram a buscar alternativas mais rentáveis para gerenciar a reserva da aposentadoria. Diante das discussões sobre a reforma da Previdência, a busca por retornos mais atraentes fez até mesmo os bancos, que lideram 80% dos valores aportados em fundos como VGBL e PGBL, a reduzirem as taxas de administração e zerarem a taxa de carregamento.

Ao longo de 2018 a Taxa Selic foi cortada em 50 pontos bases, atingindo a mínima histórica. Aliado a isso, surgiram novas plataformas digitais com os bancos online, o que ajudou a movimentar recursos da ordem de R$ 24 bilhões, em 135 mil transações. Um susto suficiente para aumentar a concorrência entre as instituições e a gerar uma grande mudança no ranking de portabilidade de 2018, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp.

A Icatu foi quem mais recebeu recursos líquidos em 2018, com R$ 4,9 bilhões, seguida por Itaú, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Banco Safra, com R$ 1,64 bilhão. Já as instituições que mais perderam recursos foram Bradesco, com R$ 4,2 bilhões, Banco do Brasil, com R$ 3,9 bilhões, e MetLife, com R$ 1,38 bilhão.

Boa parte da migração vem em linha com a organização de plataformas digitais como o Banco Inter, que acaba de fechar parceria com a Icatu para administração dos planos de previdência. Especialistas recomendam a portabilidade dos recursos de previdência do que sacar de um fundo para levar para outra instituição para evitar a tributação do Imposto de Renda. A transferência para a outra instituição financeira leva cinco dias.



Rol de Procedimentos: ANS recebe contribuições a partir desta segunda-feira

Fonte: ANS

Nesta segunda-feira tem início o prazo para recebimento das contribuições para a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esta etapa inicial é uma novidade trazida pela Resolução Normativa (RN) nº 439/2018, que além de ampliar a participação social, aprimorou o processo de revisão da cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. A normativa apresenta as etapas e fluxos do processo, garantindo visibilidade à metodologia aplicada.

As contribuições de toda a sociedade serão recebidas pelo FormRol, formulário online disponível no portal da ANS, na área Participação da Sociedade – Atualização do Rol de Procedimentos; veja aqui. Nessa mesma página estarão disponíveis um manual e tutorial para orientar no preenchimento do formulário, bem como as informações sobre o novo processo e o cronograma das etapas deste novo ciclo de atualização do Rol.

“O Rol é um importante instrumento de regulação da ANS. Estabelece a cobertura obrigatória com base nos avanços tecnológicos e no equilíbrio entre as necessidades em saúde e o custo proveniente das incorporações. Por isso é tão importante que a sociedade acompanhe os ciclos de atualização e apresente sugestões de inclusão de procedimentos ou alteração de diretriz de utilização”, afirma o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Com o intuito de apresentar o FormRol a profissionais de saúde, a representantes de entidades do setor e à sociedade civil, a ANS realizou no dia 22/01 um workshop sobre o novo processo de atualização do Rol. O evento teve inscrições abertas para toda a sociedade no portal da Agência, e contou com a presença de cerca de 250 participantes. Confira aqui as apresentações feitas durante o workshop.

As mudanças promovidas pela RN nº 439 também estão no programa das oficinas regionais que a ANS promoverá para esclarecer sobre as suas recentes normas. A primeira será no Rio de Janeiro, nos dias 12 e 13 de fevereiro. Em seguida, estão previstas oficinas em Goiânia, Vitória, Ribeirão Preto, Fortaleza e na Região Sul. As informações sobre datas, locais e a programação do evento serão publicadas oportunamente no portal da ANS.

Antes da RN nº 439, as demandas de alteração do Rol eram encaminhadas pelos membros do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde – Cosaúde e a sociedade de maneira geral podia participar apenas na consulta pública. Agora, todos os cidadãos poderão participar em dois momentos: na fase inicial, mediante submissão de proposta de atualização do Rol, e, posteriormente, na habitual consulta pública que precede a publicação da nova lista de coberturas obrigatórias.

A análise das propostas será respaldada por estudos realizados por técnicos da ANS ou por entidades públicas ou privadas, valendo-se de acordos de cooperação técnica. Também são levadas em consideração as tecnologias avaliadas e recomendadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), a observância dos princípios de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e de saúde baseada em evidências, e a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do setor.

A normativa mantém a gestão permanente do Rol mediante revisões periódicas a cada dois anos, como estabelecido na RN nº 211 de 2010. Esse é o intervalo mínimo, tendo em vista as etapas a serem cumpridas e a complexidade do processo.

Porto Seguro lucra R$ 1,3 bi em 2018, excluindo venda do IRB no ano anterior

Porto Seguro balanço

A Porto Seguro divulgou nesta segunda-feira lucro líquido de R$ 387 milhões no 4T18, um aumento de 44% em relação ao 4T17. Excluindo-se os efeitos não recorrentes da venda da participação do IRB Brasil Re em 2017, o lucro líquido aumentou 34% no ano, atingindo R$ 1,3 bilhão com todas as operações do grupo, incluindo consórcios, cartões, administração de recursos, sendo que as atividades de seguros as quais mais contribuíram, com o seguro auto o principal responsável pelo aumento da lucratividade, com um resultado quase duas vezes superior ao ano anterior.

O ROAE alcançou 22,5% no trimestre e 19,1% no ano. Como referência, a rentabilidade dos negócios da empresa com capital ajustado (sem excesso) e considerando uma rentabilidade de investimentos de 100% do CDI seria de 22,4% no trimestre e de 23,5% no ano. Em 2018, a rentabilidade foi impulsionada pelo aumento substancial do resultado operacional, suportado pelo melhor índice combinado histórico, ao passo que a rentabilidade das aplicações financeiras acima do benchmark contribuiu para mitigar os efeitos da redução da taxa de juros no resultado financeiro, informa o grupo em comunicado.

As receitas das principais linhas de negócio apresentaram evolução, superando os efeitos do baixo crescimento econômico. Na operação de seguros, os prêmios cresceram 2% no trimestre e 5% no ano. O crescimento dos prêmios do segmento de auto (+1% vs. 4T17) em menor ritmo, quando comparado aos 9 primeiros meses do ano, é reflexo das adequações nos preços para fazer frente a queda nas frequências de sinistros. No acumulado do ano, os prêmios de auto aumentaram 4% (vs. 2017).

O grupo informa que elevou em cerca de 180 mil veículos (vs. 4T17), decorrente principalmente da oferta de alternativas mais acessíveis, como os produtos Azul Leve e Itaú Auto e Roubo, além dos efeitos positivos da recuperação gradual na venda de veículos novos.

Nos demais seguros, o produto saúde obteve o maior crescimento anual de prêmios (+19%) dos últimos 7 anos, alavancado pelas vendas do produto PME e por ajustes na operação, enquanto a expansão dos produtos vida (+2%) e patrimoniais (+4%) ficou abaixo da evolução de anos anteriores, contudo ainda há enorme potencial em função da reduzida penetração.

O índice combinado de seguros registrou uma melhora de 1,4 p.p. no trimestre, consequência da redução de 2,2 p.p. na consolidação dos índices de despesas administrativas e operacionais. Os esforços para capturar sinergias e benefícios dos investimentos realizados, através da intensificação no uso da tecnologia e de ajustes de processos, resultaram em ganhos de produtividade, sendo que nos últimos 3 anos houve uma redução de 3,1 p.p. na somatória dos índices (D.A. + D.O.). A sinistralidade aumentou 0,6 p.p. em relação ao 4T17, no entanto, permaneceu 3 p.p. abaixo da média dos últimos 3 anos.

Nos negócios financeiros e serviços, as receitas aumentaram 5% no trimestre, impulsionadas pelas operações de crédito, que expandiram 14% (vs. 4T17) mantendo o índice de inadimplência acima de 90 dias (5,4%) em linha com a média de mercado (fonte: Banco Central).

O resultado financeiro foi 93% superior ao 4T17, impulsionado pelo desempenho das alocações em renda variável e dos títulos com juros indexados a inflação. A rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 2,6% (166% do CDI) e de 8,7% (135% do CDI) no ano.

A companhia recorreu ao pagamento recorrente de proventos, distribuições extraordinárias de dividendos no valor de R$ 800 milhões, buscando assim o aumento de eficiência no uso do capital. Desta forma, o total de dividendos distribuídos em 2018 atingirá R$ 1,4 bilhão, o maior valor desde a abertura de capital em 2004.

Mercado segurador encerra 2018 com lucro de R$ 14,7 bi

O mercado segurador encerrou 2018 com lucro líquido de R$ 14,7 bilhões, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) pela consultoria Siscorp, divulgados nesta segunda-feira. Mesmo com a queda da taxa básica de juros, a Selic, o valor ficou acima dos R$ 13,3 bilhões registrados em 2017. Tendo em vista que as receitas com prêmios de seguros (inclui VGBL) recuaram de R$ 201 bilhões para R$ 207 bilhões no ano passado, fica claro o esforço das seguradoras em obter ganhos operacionais. Esse valor não considera saúde, capitalização, previdência tradicional e PGB, ressalta a Siscorp.

Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as três primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 5,3 bilhões, com uma participação de 29,6% no lucro do banco. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 2,5 bilhões, menos da metade obtida pelo primeiro colocado.

A Caixa, incluída no plano de IPOs do grupo desejados pelo novo governo, vem em terceiro, com R$ 2 bilhões. O Itaú caiu da quarta para a sexta colocação, com R$ 811 milhões. Em 2017, o banco da família Setubal registrou ganhos de R$ 1,4 bilhão. A Zurich entrou no clube do bilhão, com lucro subindo dos R$ 744 milhões de 2017 para R$ 1,05 bilhão no ano passado (veja tabela abaixo).

A safra de balanços financeiros das seguradoras começou na semana passada com o Bradesco. Hoje está previsto o balanço da Porto Seguro e amanha da Itaú Seguros. Boa parte dos balanços é divulgado em meados do mês de fevereiro, um mês intenso sobre notícias do setor.

Tragédia de Brumadinho: vamos todos localizar os que podem receber o seguro para recomeçar

Estava aqui pensando: se as seguradoras têm no mínimo o email e telefone, fixo e celular, dos segurados para fazer venda cruzada, ou seja, ofertar seguros, por que não usar esse canal para comunicar aos beneficiários dos mortos na tragédia de Brumadinho, ou mesmo aos clientes que sobreviveram, que eles têm seguros ou serviços contratados que podem ser úteis neste momento.

Seria mais barato e mais humano do que qualquer campanha de marketing já feita na história do setor para enfatizar o papel social do seguro. Afinal, todo prejuízo certamente poderá ser recuperado com uma ação reversa contra a Vale. E mesmo que não seja, o segurado pagou para ter proteção de vida, saúde, bens. Pode ser que os beneficiários não saibam que existe um seguro comprado pelo falecido na tragédia que tirou quase 400 vidas embutidas nas compras a prazo, na conta luz ou água ou empréstimos de bancos.

Até mesmo para quitar dívidas. O seguro prestamista, que garante o pagamento da dívida do financiamento, foi o que mais cresceu em 2018 dentro do segmento de seguro de vida. Certamente algum beneficiário pode ser encontrado nesse banco de dados. Os credores, como bancos, cartões de crédito e concessionárias certamente já devem cruzado dados com os nomes já divulgados pela Defesa Civil e localizado a apólice.

Vamos todos localizar os que podem receber o seguro para recomeçar. O corretor Bernard Biolchini escreveu o artigo abaixo e pensa assim também. Só a Sabemi até agora divulgou que encontrou 200 segurados em sua base de clientes, que provavelmente seriam contatados para tornar público aos beneficiários a existência da apólice.

É assim que a sociedade vai entender a função social do seguro: programas de educação financeira da CNseg, a confederação das seguradoras, saindo da teoria para a prática.

Por Bernard Biolchini, CEO do Grupo Pentagonal Seguros

 Precisamos agir com urgência sob pena de sermos todos nós  mal avaliados num todo, pela população, governos em suas esferas executivas, legislativas e judiciárias , empresas e por toda a sociedade

Passados dez dias da tragédia ocorrida, vemos  o mercado de seguros  e toda a sua indústria de securitários fazendo contas e análises técnicas divagando sobre as apólices de seguro que terão de ser indenizadas . Observamos executivos tensos e acionistas perdendo o sono. Me arrisco a dizer que, nos últimos dias não houve uma reunião sequer em que não se tenha falado no tamanho do impacto  ao mercado, desde uma corriqueira visita de um gerente de seguradora a qualquer corretora de pequeno porte, a reuniões emergenciais com os boards de todas as seguradoras nacionais para avaliarem os impactos da tragédia em seus números projetados de 2019.

Sim, todas as seguradoras nacionais, pois as indenizações não serão  apenas pelas seguradoras contratadas pela Vale em suas apólices, mas também por todas as companhias que tiverem sido contratadas diretamente pelas vítimas através dos seus corretores e agências bancárias da cidade. Números, números e mais números , o mercado informa,  enquanto assistimos  diversos setores da sociedade civil, grandes e pequenos empresários  organizando mutirões para auxiliarem às vitimas sem medirem esforços. E nós estamos fazendo contas e especulações.

Não se tem notícia de nenhuma companhia seguradora ou corretora  montando sequer um centro de apoio às vítimas da cidade. Esta faltando o que para o mercado se mexer ? Se o argumento de que é uma questão humanitária, infelizmente não convence o mercado. Precisamos agir com urgência sob pena de sermos todos nós  mal avaliados num todo, pela população, governos em suas esferas executivas, legislativas e judiciárias , empresas e por toda a sociedade.

*Bernard Biolchini é CEO do Grupo Pentagonal, primeira corretora de seguros com projeto de franquia no Estado do Rio de Janeiro, empresa na qual compõe a relação da Revista Forbes. É especialista em blockchain. Desenvolveu a primeira cripto moeda do Brasil, voltada para contratos inteligentes.

Vale tem resseguradora cativa em Barbados

Uma das formas de tentar trazer clareza aos seguros da mineradora Vale é pela resseguradora cativa em Barbados, a Monticello Insurance Limited (MIL), responsável pelo gerenciamento global de risco do grupo no mundo. A MIL é integralmente detida pela Vale International S.A, que por sua vez é detida 100% pela Vale. Vários especialistas procurados pelo blog Sonho Seguro para falar deste tema se negaram. Então vamos ver o que o Google tem para nos contar.

Em novembro de 2017, a Fitch atribuiu rating de Força Financeira de Seguradora (IFS) de ‘BBB +’ à Monticello com um Outlook Estável, afirmando que a cativa não é vista como um centro de lucro para o grupo, mas seu objetivo é melhorar a eficiência e apoiar os esforços de otimização operacional e financeira. Os índices de capitalização e alavancagem podem ser afetados negativamente por grandes perdas em potencial. Em 2012 e 2013, o grupo aportou US$ 241 milhões na cativa, quando seu capital se deteriorou significativamente devido a grandes perdas. No relatório, a agência cita que os ganhos acumulados entre 2013 e 2016 totalizaram US$ 70 milhões, o que correspondeu a cerca de 20% dos ativos da Monticello no final de 2016.

Em dezembro de 2017, outra agência, a Mooyd’s Investors Service, retirou os ratings de força financeira de seguro B1 (IFS) da cativa, bem como a perspectiva estável. Isso atrapalha muito a negociação de risco no mercado mundial. Muitas resseguradoras e seguradoras são obrigadas, pelas matrizes, a negociarem com empresas com um rating mínimo estabelecido. Sem rating, a situação fica muito complicada, para não dizer impossível.

A Monticello é uma parte essencial do programa de gerenciamento de risco da Vale e é a única cativa utilizada no programa de seguro de propriedade e interrupção de negócios da Vale em todo o mundo, segundo informa o relatório da Moody’s. O apoio financeiro da Vale à Monticello é um fator-chave para o rating de crédito, que, por sua vez, é tido como base pelas players do mercado de seguros mundial para aceitar, ou não, parte dos riscos repassados pela cativa. Sendo assim, o apoio da Vale nas obrigações da cativa em relação a suas seguradoras de “front” (que emitem as apólices em cada país) é vital, embora esse apoio seja limitado pela força de crédito intrínseca da Vale.

Depois de retirar os ratings, a Moody’s não divulgou mais nada sobre a Monticello. Assim, poucas informações foram compartilhas sobre o ano de 2018, quando as negociações para pagamento das indenizações do caso Samarco ganharam mais força, pressionando a força financeira e imagem institucional da mineradora. Certamente muita coisa deve ter mudado de 2017 para cá. A mais recente notícia é um anúncio de vaga no LinkedIn para analista de risco na unidade de Saint-Prex Vaud, Suíça, que transfere os riscos para Barbados. O centro de controle dos riscos de seguros fica no Brasil, subordinado ao departamento de gerenciamento de riscos.

Uma seguradora ou resseguradora cativa é uma companhia que faz o seguro da empresa controladora. Segundo o portal Captive.com há mais de 6 mil no mundo, sendo 3.090 nos Estados Unidos (Vermont, Utah e Delaware são os principais), e 2.461 em outros países, sendo Bermudas o principal paraíso fiscal, com 739, segundo o mais recente levantamento de 2017.

O objetivo da cativa é auto-financiar os riscos do segurado, que participa ativamente das decisões de subscrição, operacionalização e investimento da cativa. Os principais domicílios das cativas hoje são Bahamas, Vermount, Bermudas, Dublin, Luxemburgo e Ilhas Cayman.

Existem vários tipos de cativas. As mais comuns são as tradicionais e as criadas por um grupo de empresas de um mesmo setor. Isso porque elas têm necessidade de criar um mercado para fornecer cobertura para determinados riscos que não encontram no mercado ou, se encontram, o preço é muito alto, como mineradoras, empresas de petróleo e gás, aéreas, empresas de transporte de carga ou de valores. As empresas financiam determinado valor e cada uma pode ter acesso a determinado valor por sinistro ocorrido.

O aluguel de cativa também é comum. Quando a empresa está em dúvida na política de seguro que deve adotar, pode fazer um teste alugando uma cativa, ficando sem as obrigações de gerenciar. As principais vantagens de utilizar uma cativa, segundo os consultores, são reduzir o custo de gerenciamento de risco; estabilidade do prêmio de seguro; provisão para cobrir prejuízos não seguráveis; acesso ao mercado de resseguro; maior liquidez no fluxo de caixa; programa de seguros sob medida; e maior eficiência na liquidação de sinistros.

As empresas brasileiras são um alvo para os consultores em captação de cativas. Em um recente evento sobre cativas – World Captive Forum 2019 -, a América Latina foi citada como a nova fronteira para seguros cativos, de acordo com Tim Faries, sócio-gerente da Appleby, segundo noticiou o portal Captive Insurance. “A região representa uma oportunidade significativa, que vem se desenvolvendo há muito tempo”, descreveu, segundo o post. “A lacuna no mercado latino-americano também pode ser vista como uma oportunidade. Existem centenas de empresas na região cujo financiamento e gestão de risco poderiam ser melhorados através de uma cativa. Nós vemos isso como uma oportunidade significativa para o crescimento dos cativas. Pensamos que a América Latina é a nova fronteira para o conceito cativo ”, disse, reforçando o potencial do Brasil.

Outros painelistas, como Javier Mirabal, consultor de gerenciamento de riscos corporativos da Javier Mirabal Risk Management, também enfatizaram o potencial da região. Mirabal destacou que havia 233 empresas privadas na região, com faturamento acima de US$ 1,25 bilhão em 2017, são candidatos a uma cativa, mas há apenas cerca de 115 cativas latino-americanos. De acordo com Mirabal, a principal causa dessa lacuna são questões de governança da empresa, e não problemas financeiros.

Ele explicou: “A questão principal não é problemas financeiros, os números estão lá. A principal barreira são os problemas de governança da empresa, como a forma de conectar as cativas ao quadro jurídico nacional. Ou como explicar às partes interessadas que você está incluindo um veículo financeiro fora de seu país, apenas para otimizar seu processo de financiamento de risco”, informa o portal. “Há uma falta de conhecimento de como a cativa trabalha e como usá-la. Pode haver pessoas com esse conhecimento, mas muitas vezes elas não têm o nível operacional na empresa para promulgar mudanças. ”

Bartolome Massot, chefe da América Latina na Quest Management Services, destacou as três maiores barreiras à entrada de cativos na América Latina. “As maiores barreiras à entrada na América Latina são a falta de conhecimento alternativo sobre transferência de riscos, fronting e as exigências de capital”. Massot também se concentrou na estreita correlação entre o crescimento do prêmio de seguros e o crescimento do PIB na América Latina nos últimos 10 anos. Ele sugeriu que esta estreita correlação sugere que, como o crescimento do PIB deve melhorar em 2019, o crescimento do prêmio pode ter um aumento similar.


Tragédia de Brumadinho: qual o impacto em seguros?

tragedia Brumadinho

Não há números oficiais. Dados citados pela mídia são ainda pura especulação das fontes

Todo dia aparece um número novo nas matérias divulgadas na imprensa e em relatórios para investidores sobre prejuízos causados pelo rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), ocorrido no dia 25 de janeiro. Uma coisa é o prejuízo da Vale para pagar multas, danos materiais causados ao patrimônio da mineradora e danos causados a terceiros. A mídia tem citado uma cifra de US$ 4,5 bilhões. Esse valor não deve ser confundido com “sinistro”, termo técnico da seguradora para se referir ao pagamento de indenizações pagas pelo mercado segurador. Se refere ao prejuízo econômico causado pelo acidente.

Relatório divulgado pelo banco de investimento do Banco do Brasil (BBI) citou um valor para possíveis gastos com indenização que devem entrar na conta da Vale. “Decidimos incluir em nosso modelo desembolsos com indenizações de cerca de US$ 3,5 bilhões, com base no valor já anunciado e no que observamos após o fracasso da barragem da Samarco.” Quanto disso a Vale conseguirá reembolsar por meio dos contratos de seguros é outra questão. Dependerá dos contratos, que contam com diversas cláusulas de exclusão, limitações e franquias.

Já um relatório divulgado pela XP Investimentos, afirma que ainda permanece a incerteza em relação aos potenciais processos judiciais. “Por ora, R$ 400 milhões em multas foram confirmados, enquanto que a justiça solicitou o bloqueio de R$ 12 bilhões em bens da Vale, dos quais R$ 6,8 bilhões já foram confirmados pela Justiça. Como referência, R$ 5 bilhões em multas equivaleriam a uma queda do preço alvo da Vale em R$1,1/ação.”

Boa parte das perdas econômicas (prejuízos) em todo o mundo não tem cobertura de seguro. Em 2017, por exemplo, o mundo registrou perdas econômicas de US$ 337 bilhões, das quais apenas US$ 144 bilhões foram pagos pelas seguradoras de acordo com os contratos em vigor, revela estudo da Swiss Re. Ou seja, quanto maior o consumo per capita de seguros, maior a probabilidade de rápida retomada do crescimento do país no pós tragédia. O Brasil está em 46o lugar neste quesito, entre 90 países que constam em outro estudo da Swiss Re, com US$ 346, sendo a média mundial estimada em US$ 638. Os líderes de consumo per capita de seguros no mundo são Ilhas Cayman, Hong Kong e Suíça, com US$ 12 mil, US$ 7,6 mil e US$ 6,9 mil, respectivamente.

Várias apólices podem ser acionadas pela Vale, que também tem uma seguradora cativa, estratégia rotineira para segmentos de alto risco como mineração, petróleo, RC produtos entre outros.

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Na linha tradicional de seguros de um conglomerado como a Vale, os principais são riscos patrimoniais (Chubb), de responsabilidade civil geral (Allianz), seguro de vida (Bradesco) e também de responsabilidade civil dos executivos, conhecido como Directors & Officers (D&O) (Zurich). Todas as apólices contam com um pool de resseguradores (seguro das seguradoras) para diluir o risco e assim manter a solvência das companhias.

A mídia traz diversos números, nenhum confirmado pela Vale ou pelas seguradoras ou corretores líderes dos contratos. Do lado dos danos materiais da Vale, cálculos iniciais indicam perdas de US$ 500 milhões em Brumadinho, segundo o Valor e a Agência Estado. No entanto, só US$ 100 milhões devem ser assumidos por seguradoras e resseguradoras. No entanto, informa o Valor,  as barragens inativas não estão contempladas na apólice, ou seja, a barragem do Córrego do Feijão não tem cobertura de seguro. A conferir como ficará esse tema, que deve envolver uma disputa judicial intensa no Brasil e no exterior. O inglês Clyde & Co foi escolhido pelas seguradoras e resseguradoras para acompanhar o caso de danos patrimoniais e o brasileiro F. Torres para atuar em D&O, conta a Agência Estado.

Já na apólice de responsabilidade civil, que indeniza terceiros prejudicados, o limite é de até US$ 2 bilhões, sendo US$ 400 milhões em danos ambientais, traz a Agência Estado, acrescentando  que o valor do seguro de D&O, que protege o patrimônio dos executivos da Vale e arca com as custas de advogados de defesa. caiu para US$ 150 milhões depois do evento de Mariana (MG).  Até o dia 1 de fevereiro, a defesa civil informou que 395 pessoas foram localizadas, 248 estavam ainda desaparecidas, 115 mortos, sendo 71 identificados.

Outros seguros podem ser acionados. O grupo de logística MRS, por exemplo, registrou prejuízos com o desabamento de parte da linha férrea em Brumadinho e também com vagões danificados pela lama de rejeitos. O seguro da MRS é da Sompo Seguros, que deverá indenizar o cliente e depois buscar ressarcimento da Vale.

Há também seguros pessoais, como de residência, que geralmente fornece assistência para limpeza por enchentes, carros, agrícola, máquinas e equipamentos e até mesmo serviços de cesta básica, por exemplo, embutidas em planos de aposentadoria.

A Vale decidiu pagar R$ 100 mil para cada beneficiário de vítima de Brumadinho e. mais R$ 50 mil para família que morava na área atingida pela lama. Esse valor não entra na conta das indenizações futuras as quais ela pode ser condenada a pagar. É apenas uma ajuda mínima para que as famílias possam enfrentar os próximos capítulos dessa tragédia antes de uma solução final ser definida.




Novo app SulAmérica Auto mostra contato do corretor e amplia acesso a serviços

sulamerica

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, colocará corretores e segurados em uma relação de ainda mais proximidade com o lançamento do novo aplicativo SulAmérica Auto. Uma das principais novidades é a inclusão de informações de contatos do corretor e o manual do seguro na interface do aplicativo, com acesso simples e ágil.

“Esta iniciativa é mais uma demonstração do investimento que a companhia faz para proporcionar uma experiência de consumo ainda melhor aos seus clientes. Para o corretor de seguros, esta inovação representa uma oportunidade de estar mais próximo do cliente e prestar um atendimento ainda mais eficiente, com conveniência para o segurado”, destaca o vice-presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana

Entre as demais novidades do aplicativo estão a disponibilização de mais detalhes sobre o processo de sinistro, com possibilidade de salvar a data de vistoria na agenda pessoal. Já o botão de emergência para acionamento de reboque/auxílio mecânico ganhou destaque e agora permite ver o trajeto exato e real time do prestador.

O novo app SulAmérica Auto também passa a contar com uma área não logada para que usuários que ainda não são clientes possam conferir a localização de postos de vistoria e Centros Automotivos SulAmérica (CASAs), simular cotações do seguro e ter acesso aos telefones de atendimento da companhia.

Além das novidades, o aplicativo permite que o segurado contrate, com desconto, serviços como limpeza e higienização, cristalização de vidros e pequenos reparos, permitindo agendamento e pagamento pelo próprio smartphone.

Outros serviços disponíveis são a consulta ao histórico de pagamento, retirada de segunda via de boleto, acompanhamento de sinistro, acionamento de reboque/auxilio mecânico, consulta a benefícios, como desconto em produtos de empresas parceiras, entre outros.

O aplicativo SulAmérica Auto está disponível para download na App Store (iOS) e no Google Play (Android).

APTS realizará assembleia para eleger novo presidente

Presidente eleito no dia 13 de fevereiro cumprirá o período restante da gestão atual, que termina em setembro.

A Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS), entidade com mais de 35 anos de existência, que atua na disseminação do conhecimento em seguro, realizará Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para eleger presidente para a finalização do mandato da gestão 2017/2019, que se encerra em setembro.

O cargo está vago desde o repentino falecimento do presidente Osmar Bertacini, no dia 8 de janeiro. Com a desistência, por motivos particulares, do sucessor ordinário ao cargo, o atual secretário Luiz Macoto Sakamoto, o estatuto da APTS prevê a realização de nova eleição por meio de AGE para suprir a vacância.

A AGE será realizada no dia 13 de fevereiro, às 9h30, em primeira convocação, com no mínimo dois terços de seus associados, e às 10h, em segunda convocação, com presença de qualquer número de associados, na Rua Sete de Abril, nº 345, 7º andar, Praça da República, em São Paulo (SP).  Na ocasião, os associados também irão deliberar “assuntos gerais”.