Em sua nova função, Ulisses Soares ficará responsável pelo crescimento e rentabilidade da linha de Vida na região, executando planos para continuar com o crescimento de canais existentes, ampliar a ofertas de produtos, promover alianças estratégicas e desenvolver novos produtos para os clientes da companhia de seguros.
Ulisses Soares tem mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros da América Latina e obteve sucesso na liderança de diversas empresas como a AIG, Starr, Cooper Gay Swett & Crawford e AON. Sua carreira profissional inclui trabalhos no Brasil, Chile, Colômbia e Miami. Antes de ingressar na Chubb, ele atuou na área de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos da AON Affinity, nos Estados Unidos.
É formado em Comunicações e Publicidade pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduado em Administração com ênfase em Marketing pelo Centro Universitário UNA.
Em sua nova função, Ulisses Soares se reportará, na região, a José Sosa, SVP A&H e Vida da Chubb América Latina e, na matriz, a Russell Bundschuh, vice-presidente sênior e presidente global da Chubb Life.
O começo de ano é um período marcado pela ocorrência de desastres naturais, muito em função da frequência maior de chuvas intensas. E esse cenário costuma ser propício para danos aos automóveis expostos a inundações, queda de granizo, queda de árvore, deslizamentos. Portanto, é essencial que o motorista conheça os riscos de incidentes que podem ser causados pela natureza e busque formas de se precaver para evitar problemas com o carro durante esta época do ano.
Evitar dirigir em ruas alagadas, não estacionar debaixo de árvores, evitar áreas sob risco de deslizamento são algumas das dicas já propagadas como precaução. Mas, e se o motorista tiver o carro danificado por algum incidente natural, o seguro cobre? Como agir nesta situação?
De acordo com o Diretor de Personal Lines da Zurich, Walter Pereira, é comum nesta época do ano haver um aumento no número de sinistros, bem como atendimentos emergenciais, principalmente os relacionados a inundações, o incidente mais comum no Verão relacionado a seguro automóvel. A primeira ação a ser tomada por quem se encontra em uma situação de desastre natural com o veículo é comunicar imediatamente a seguradora e solicitar um guincho para levar o veículo a um local seguro.
“Os contratos de seguros atuais possuem um grande espectro de coberturas e serviços relacionados a desastres naturais, que oferecem bastante conforto aos clientes. Porém, é importante que o consumidor esteja atento e sempre busque a consultoria de um especialista sobre quais as coberturas devem ser contratadas”, afirma Pereira.
Caso o custo de reparação seja igual ou superior a 75% do valor médio do veículo, a perda total deverá ser decretada e, de acordo com o contrato de seguro firmado com o cliente, a indenização integral será efetuada. Para os danos parciais, em que existe a possibilidade de reparação, os prejuízos estão sujeitos a aplicação da franquia descrita na apólice, que varia de acordo com o marca/tipo do veículo segurado.
A AXA no Brasil anunciou nesta terça-feira (05), alterações na sua estrutura de subscrição. Renato Rodrigues, Deputy CEO da AXA no Brasil e Regional Leader da AXA XL para a América Latina, assume a liderança da área de subscrição para os negócios de Grandes Riscos da AXA no Brasil. Entre os produtos que compõem esta carteira, estão Riscos Patrimoniais e de Engenharia, Transportes, Cascos Marítimos e Responsabilidades, entre outros.
Com a alteração na estrutura, passam a reportar-se a Renato Rodrigues, os executivos Mauro Caetano, diretor de subscrição de Grandes Riscos da AXA no Brasil, Fernando Orellana, head de subscrição P&C da AXA no Chile e Stephane Godier, Chief Commercial Officer da AXA no Chile. Adicionalmente, a partir de abril, as linhas de Middle Market, Massificados e o departamento Atuarial também serão lideradas por Renato.
“Estou muito orgulhoso de assumir a liderança da equipe de subscrição da AXA no Brasil. Este movimento visa aprimorar a integração entre nossas unidades de negócio e potencializa nossa capacidade de oferecer ao mercado soluções completas”, afirma Renato Rodrigues.
Jean-Marc Radureau, vice-presidente de subscrição e P&C, vai apoiar o processo de transição, liderando as iniciativas para Middle Market e Massificados.
“Desde já agradeço fortemente a Jean-Marc por toda a dedicação que demonstrou nos últimos quatro anos e meio, período em que ajudou a consolidar nossa atividade de P&C no mercado e reforçar nosso posicionamento em Middle Market. Desejo a Renato muito sucesso em mais esse desafio”, afirma Delphine Maisonneuve, CEO da AXA no Brasil.
Planos médico-hospitalares encerram 2018 com 47,4 milhões de beneficiários, alta de 0,4% em relação ao ano anterior. No total, foram firmados 200,2 mil novos vínculos de janeiro a dezembro de acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS, destaca que mesmo após a revisão periódica que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realiza, é provável que o setor tenha registrado uma alta real no número de vínculos entre 2017 e 2018. “Apesar de o crescimento de 0,4% ser modesto, mesmo após a revisão que deve acontecer em alguns meses, é provável que o resultado se mantenha positivo. O que significa que o setor voltou a encerrar um ano com aumento de beneficiários, o que não acontecia desde 2014”, comemora.
O movimento foi impulsionado pelo resultado do setor no Centro-Oeste do País, onde foram registrados 111,8 mil novos vínculos ao longo de 2018. Com o avanço de 3,6%, a região passa a atender 3,2 milhões de beneficiários. Dos novos vínculos, 49,9 mil concentram-se no Distrito Federal, que encerrou dezembro com 917,8 mil pessoas assistidas por planos médico-hospitalares, 5,8% a mais do que no período anterior.
Outro destaque é o Nordeste. 82,8 mil novos vínculos foram firmados na região que conta com 6,6 milhões de beneficiários. Avanço de 1,3%.Apesar de o Sudeste ter registrado 0,1% mais vínculos em dezembro de 2018 do que no mesmo mês de 2017, a revisão futura da ANS ainda pode indicar que não houve um aumento real no número de beneficiários, mas redução. Carneiro aponta que, ainda assim, o resultado é positivo na comparação com os anos anteriores. “É importante notar que São Paulo, o maior mercado de planos de saúde do País, fechou o ano com impulso de 0,3% no total de vínculos médico-hospitalares ou 58,3 mil novos vínculos”, argumenta.
“O Estado representa mais de um terço (36,3%) do total do mercado nacional. Com esse tamanho, é natural que qualquer processo de retomada seja mais lento. Mas, uma vez ‘engatada’, a tendência é que a saúde suplementar volte a apresentar resultados positivos”, completa.O executivo, entretanto, ressalva que o processo de recuperação de beneficiários está atrelado ao desenvolvimento econômico e a geração de empregos formais, especialmente nos setores de comércio e serviço dos grandes centros urbanos. “Esperamos ter indicadores econômicos positivos, mas se isso não acontecer o setor pode permanecer estagnado por mais um tempo”, alerta.
Com nova identidade visual e mais amigável, a nova versão do website ‘Plano de Saúde – O que Saber’, criado pela FenaSaúde (Federação Nacional da Saúde Suplementar) para esclarecer dúvidas de consumidores sobre planos de saúde e do setor de Saúde Suplementar, está mais moderno e funcional, com novas seções que facilitam a navegação do visitante. A nova interface da plataforma entra no ar nesta quarta-feira, dia 06.
A partir dessas mudanças, o objetivo da FenaSaúde é melhorar a experiência de navegação dos usuários e facilitar o acesso às informações. Ao longo do tempo, novas linguagens e ferramentas surgem e precisam aprimorar sempre a comunicação. Nessa plataforma é possível encontrar informações valiosas sobre como funcionam os planos e os seguros de saúde, disponíveis em artigos, materiais educativos, vídeos e outros formatos.
Vale destacar que esse ambiente digital não é destinado à comercialização de planos de saúde. A finalidade do ‘Plano de Saúde – O que Saber’ é exclusivamente a disseminação de informações sobre o setor, divulgação de dados, eventos e outros conteúdos educativos para o consumidor do serviço.
O desk de Resseguro Facultativo AIG América Latina ofertará a partir de hoje capacidade para diversos segmentos da economia
A oferta de resseguro para a América Latina ganha um grande player, que pode ser resumido como um mini mercado de Londres, com sede em Miami, Estados Unidos. Trata-se da AIG Facultative Desk Latam, resultado da aquisição do grupo Validus pela a AIG, por US$ 5,6 bilhões, anunciada em janeiro do ano passado. Depois de quase um ano de integração, a AIG anuncia nesta quarta a plataforma que oferecerá soluções de resseguro facultativo por meio de um ponto de acesso único que pode oferecer as capacidades combinadas da AIG e da Talbot, um dos principais sindicatos do Lloyd’s que fazia parte da aquisição.
“O grupo completou a integração das plataformas regionais de subscrição facultativa da Talbot em Miami e Santiago às capacidades regionais de subscrição da AIG General Insurance. Estamos muito felizes em dar as boas vindas ao time de subscrição Latam da Talbot à AIG. A unificação das operações e aumento da oferta de produtos permitirá à AIG melhor servir as necessidades de resseguro facultativo de corretores e seguradoras na região”, disse Paride Della Rosa, CEO da AIG para a América Latina e Caribe, ao blog Sonho Seguro.
Segundo ele, apesar da novidade pouco afetar o Brasil, onde o grupo já tem operações de seguros e resseguros, a plataforma agrega muito valor ao grupo na região. “É como ter um mini mercado londrino com sede em Miami”, compara. Em uma primeira avaliação, a perspectiva é de que a plataforma movimente cerca de US$ 50 milhões em negócios no primeiro ano. Além disso, o grupo está atento a novas parcerias na região, como fez com a Porto Seguro no final do ano passado. Com o acordo entre as seguradoras, os seguros financeiros da AIG passaram a ser vendidos pelos corretores da Porto Seguro.
Luis Sonville, diretor do AIG Facultative Desk Latam, está animado por começar 2019 com tantas oportunidades de negócios na região. “O AIG Facultative Desk Latam oferecerá aos clientes mais capacidade e uma ampla oferta de produtos, em nome da AIG e da Talbot Underwriting Ltd Syndicate 1183”.
“O AIG Facultative Desk Latam oferecerá aos clientes mais capacidade e uma ampla oferta de produtos, em nome da AIG e da Talbot”, diz Sonville
Com a plataforma, clientes da na América Latina poderão acessar capacidade de resseguro em linhas especiais de produtos de cauda curta. O grupo é considerado pelas seguradoras como especialista em riscos facultativos nos segmentos Patrimonial, Engenharia, Energia, Terrorismo, Transporte de Cargas, Portos & Terminais, Obras de Arte. “O AIG Facultative Desk Latam continuará subscrevendo essas linhas de negócios e, além disso, incluirá Linhas Financeiras, Garantia e Responsabilidade Civil à nossa oferta de produtos”, afirma Sonville.
Em outubro de 2016, a AIG decidiu focar em operações mais rentáveis e anunciou a venda de ativos na América Latina e na Europa para a Fairfax Financial Holdings por US$ 240 milhões. Agora com a plataforma, o grupo volta a atuar em todos os países da região. Foram vendidas as operações na Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela, além de negócios da Turquia, Bulgária, República Checa, Hungria, Polônia, Romênia e Eslováquia. O grupo manteve as operações do Brasil, México e Porto Rico na América Latina, bem como Equador.
Um dos período de maior crescimento da AIG no Brasil foi com a jont Venture com o Unibanco, que criou a Unibanco AIG, numa parceria que durou 11 anos e foi finalizada em 2008, no pós crise financeira iniciada nos Estados Unidos, com a crise do subprime. Neste período, a AIG elevou de 1% para 8% sua participação no mercado, ocupando o quarto lugar no ranking das maiores seguradoras do Brasil. Atualmente está entre as 20 maiores, mas tudo indica que vem com força para ser líder nos ramos em que atua, como grandes riscos e linhas financeiras.
Hélio Novaes, que estava na AON há pouco mais de um ano como vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Estratégia da Aon, deixou a corretora nesta semana. Entre suas experiências profissionais se destacam uma carreira de 30 anos na SulAmérica, onde iniciou em 1975 e chegou à vice-presidência executiva, e a criação da sua própria corretora, a Quorum, que foi adquirida pela MDS, da qual ele se tornou CEO por sete anos.
Reconhecido no mercado segurador por sua vasta experiência e know-how no setor, Hélio Novaes já atuou nas áreas de Gestão de Riscos, Afinidades e Benefícios. Agora parte para novos desafios, ainda não revelados. No último ano, contribuiu com o desenvolvimento de equipes de alta performance e criou estratégias assertivas e inovadoras para impulsionar resultados da corretora, que passou os últimos dois anos num intenso processo de integração com a compra da corretora Admix em 2017, por R$ 1,2 bilhão.
A aquisição fez a Aon dobrar de tamanho em benefícios e saúde, com a gestão de mais de 2,7 milhões de vidas em saúde e benefícios e colocando aproximadamente R$ 7 bi em prêmios no mercado de seguros. De lá para cá, as operações foram reavaliadas, o grupo mudou a sede em São Paulo para o prédio da Admix e disse estar pronto para uma grande retomada em 2019, segundo publicações de diversos executivos no LinkedIn na semana passada, após um evento para comunicar a nova estratégia.
A concorrência entre as maiores corretoras estrangeiras do Brasil está acirrada. A Marsh, a maior do setor, passa também por um processo de incorporação com a quarta maior, a JLT, numa compra mundial anunciada no final do ano passado. A Willis é a terceira do ranking. Fora isso, outras corretoras estrangeiras e nacionais avançam na conquista de clientes, com a chegada de executivos que deixaram seguradoras e apostaram numa carreira solo no segmento de corretores. Alguns focados em plataformas de vendas online. Outros apostando no relacionamento com grandes grupos construídos ao longo da carreira. Um jogo interessante, que deve trazer benefícios aos consumidores de seguros.
A Chubb anunciou que assinou um acordo de distribuição por 15 anos com o Banco de Chile, o maior banco do mercado chileno. Sob os termos do acordo, a Chubb vai distribuir seus produtos de seguros de vida e gerais exclusivamente através dos múltiplos canais do Banco de Chile tais como agências, caixas eletrônicos, marketing direto e vários canais digitais, incluindo celulares, sujeito ao recebimento das aprovações regulamentares pertinentes. O Banco de Chile distribuirá os seguros da Chubb por meio de sua própria corretora, que tem uma longa história de sucesso na venda de seguros através de canais bancários.
Com sede em Santiago, o Banco de Chile tem cerca de 400 agências e atende mais de dois milhões de clientes em todo o país. As linhas de negócio do banco incluem os segmentos corporativo e varejo, seguros e corretagem, gestão de ativos e consultoria financeira. A Chubb terá os direitos exclusivos para vender seguros atualmente distribuídos pelo Banco de Chile, incluindo vida, residencial e incêndio, proteção pessoal contra roubo, acidentes pessoais, saúde suplementar, seguro de viagem e uma variedade de riscos corporativos. A Chubb também lançará novos produtos ao longo do tempo.
“Para a Chubb, o nosso acordo de longo prazo com o Banco de Chile é uma oportunidade significativa para nos associarmos com a instituição financeira líder no Chile e fornecer nossa grande capacidade de produtos e serviços para satisfazer as necessidades de seus clientes”, disse Evan Greenberg, presidente e CEO da Chubb. “Esta parceria aumentará significativamente a já importante presença da Chubb no Chile e na América Latina. Semelhante a outras relações estratégicas, a nossa parceria com o Banco de Chile estende significativamente nossa distribuição no Chile, o que nos permite alcançar e servir milhões de novos clientes, incluindo formas digitalmente avançadas”.
“O Banco de Chile é reconhecido por colocar os clientes no centro das suas decisões e este acordo está, indiscutivelmente, alinhado a esta visão. Acreditamos que através desta parceria com a Chubb seremos capazes de oferecer aos nossos clientes seguros de classe mundial para atender às suas necessidades de coberturas cada vez mais sofisticadas, incluindo indivíduos e empresas”, disse Eduardo Ebensperger O., CEO do Banco de Chile “O Banco de Chile está orgulhoso de se tornar um parceiro de uma companhia de primeiro nível como a Chubb e sabemos que os nossos clientes se beneficiarão de sua experiência, capacidade de inovação, grande atenção aos detalhes e seus padrões de qualidade de serviço, tudo que é crucial no negócio de seguros”.
A francesa CNP Assurances pode ficar com todos os contratos para a distribuição de seguros na rede da Caixa Econômica Federal, segundo informa a repórter Flávia Furlan, que está em Paris a convite de outra seguradora francesa, a Coface. Se isso acontecer, será uma reviravolta no processo de reestruturação da Caixa Seguridade, o braço de seguros do banco que deve ser alvo de uma oferta pública inicial de ações (IPO) até junho de 2020, conforme disse o novo presidente, Pedro Guimarães.
“É possível que ele desista de fazer as concorrências e tente fechar os contratos das demais modalidades com a CNP”, afirmou uma fonte ao Valor. “Com isso, haveria renegociação do contrato para prever a inclusão de todos os outros ramos no negócio. Existe uma sinalização forte de que esse caminho pode ser adotado.”
Sempre que acontece uma tragédia, o interesse da sociedade pelo seguro aumenta muito. Isso acontece em qualquer país. No caso do Brasil, o tema da vez é a tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), com o rompimento da barragem Córrego do Feijão, da mineradora Vale. Os prejuízos do acidente são estimados em US$ 4,5 bilhões, considerando-se danos materiais da mineradora, bem como danos causados a terceiros e também ao meio ambiente. Uma pequena parcela desse estrago provavelmente será indenizado pelas re/seguradoras líderes dos contratos da Vale, como Chubb (danos patrimoniais) e Allianz (responsabilidade civil), com consultoria das corretoras Aon e Willis, respectivamente.
Em 2018, as vendas de seguro ambiental totalizaram R$ 80,7 milhões, 18% acima do valor registrado em 2017, segundo informou ao blog Sonho Seguro a consultoria Siscorp, com base nos dados da Superintendência de Seguros Gerais (Susep), divulgados no início de fevereiro. Valor que ainda é considerado pequeno pelas poucas seguradoras que atuam com o produto.
De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira pela Chubb, o aumento da demanda por seguros de Riscos Ambientais no Brasil é influenciado por um número cada vez maior de empresas que se conscientizam das limitações da apólice de Responsabilidade Civil Geral (RCG) com relação à cobertura de prejuízos por agressão ao meio ambiente.
“O seguro de RCG realmente cobre casos de poluição e, por isso, muitas organizações acreditam que estão amparadas apenas com esse tipo de apólice. Contudo, trata-se de uma proteção bastante limitada e essa constatação, felizmente, vem sendo feita por um número crescente de empresas no Brasil, dentro de um processo semelhante ao verificado em outros países, principalmente nos mais desenvolvidos”, comenta Fábio Barreto, profissional responsável pela área de Riscos Ambientais na Chubb Brasil, na nota.
Ao contrário da apólice de Riscos Ambientais, o seguro de RCG não englobaria cenários de poluição gradual, que normalmente ocorre aos poucos e às vezes por vários anos, a partir de uma data que não pode ser definida. Fábio Barreto diz que esse tipo de sinistro acontece por meio de uma série de eventos possíveis, como rompimento, trinca ou corrosão de tanques subterrâneos ou submersos, além de desgastes em paredes de concreto que realizam a contenção de produtos ou resíduos. “Essa forma de poluição é ainda observada nos derrames contínuos de produtos em solo não pavimentado, durante as operações de carregamento e descarregamento, entre várias outras possibilidades”, descreve.
Barreto: os riscos mais comuns que podem estar cobertos pelo seguro de Riscos Ambientais são os custos e despesas para a reabilitação do solo ou águas contaminadas
O executivo reconhece, por outro lado, que o seguro de RCG cobre casos de poluição súbita e acidental, que representa riscos importantes como episódios de rompimento de válvula de tanque de armazenamento aéreo, com consequente vazamento de produto químico. Da mesma forma, também estariam cobertos eventos como incêndio ou explosão dentro de plantas industriais, bem como o transbordamento de estação de tratamento de efluentes. Outro acontecimento previsto nesta categoria de poluição, entre vários outros, é o tombamento de caminhão tanque, seguido de vazamento de produto químico ou combustível.
Fábio Barreto, porém, destaca que a proteção de RCG para esses casos de poluição súbita e acidental contém uma série de limitações que não podem ser ignoradas pelo segurado. Uma delas é o limite de 72 horas de cobertura, a partir do início do sinistro. Outra limitação é o fato de não proteger o segurado em eventos observados em tanques ou estruturas submersas. Ao mesmo tempo, a apólice contempla somente danos a terceiros, sem observar prejuízos ao próprio patrimônio do segurado. “Além de tudo isso, o seguro de RCG não cobre danos a bens naturais e à coletividade, cujos valores chegam facilmente à casa dos milhões de reais, e tampouco abrange danos em locais de terceiros atingidos pelos poluentes”, acrescenta.
O executivo da Chubb ainda ressalta que a apólice de RCG estabelece um valor máximo de indenização que, em grande parte dos sinistros, é insuficiente para sanar os prejuízos cobertos. Em função desse amplo conjunto de limitações, ele considera que a crescente conscientização no Brasil a respeito das diferenças entre os seguros de RCG e Riscos Ambientais está poupando as organizações de perdas severas. “A apólice de Riscos Ambientais não apenas ignora essas limitações como também inclui várias outras proteções imprescindíveis para casos de agressão ao meio ambiente”, observa.
Segundo Fábio Barreto, os riscos mais comuns que podem estar cobertos pelo seguro de Riscos Ambientais são os custos e despesas para a reabilitação do solo ou águas contaminadas (incluindo o lençol freático). “Em geral, os casos cobertos envolvem um cenário bastante complexo, pois a recuperação pode englobar investigação, contenção, salvamento, transporte de poluentes, recuperação da área atingida, indenização de terceiros, custas processuais e outros. Em virtude disso, a apólice do tipo all risks, comercializada pela Chubb, significa um divisor de águas na história deste seguro no Brasil, pois cobre todos os riscos, exceto aqueles definidos como excluídos”, conclui.
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