Icatu lidera ranking de portabilidade de previdência aberta em 2018

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os investidores de planos de previdência passaram a buscar alternativas mais rentáveis para gerenciar a reserva da aposentadoria. Diante das discussões sobre a reforma da Previdência, a busca por retornos mais atraentes fez até mesmo os bancos, que lideram 80% dos valores aportados em fundos como VGBL e PGBL, a reduzirem as taxas de administração e zerarem a taxa de carregamento.

Ao longo de 2018 a Taxa Selic foi cortada em 50 pontos bases, atingindo a mínima histórica. Aliado a isso, surgiram novas plataformas digitais com os bancos online, o que ajudou a movimentar recursos da ordem de R$ 24 bilhões, em 135 mil transações. Um susto suficiente para aumentar a concorrência entre as instituições e a gerar uma grande mudança no ranking de portabilidade de 2018, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp.

A Icatu foi quem mais recebeu recursos líquidos em 2018, com R$ 4,9 bilhões, seguida por Itaú, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Banco Safra, com R$ 1,64 bilhão. Já as instituições que mais perderam recursos foram Bradesco, com R$ 4,2 bilhões, Banco do Brasil, com R$ 3,9 bilhões, e MetLife, com R$ 1,38 bilhão.

Boa parte da migração vem em linha com a organização de plataformas digitais como o Banco Inter, que acaba de fechar parceria com a Icatu para administração dos planos de previdência. Especialistas recomendam a portabilidade dos recursos de previdência do que sacar de um fundo para levar para outra instituição para evitar a tributação do Imposto de Renda. A transferência para a outra instituição financeira leva cinco dias.



Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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