Empresas lançam apólice com pagamento na conta de gás

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A Naturgy Soluções (antiga Gas Natural Serviços), empresa do grupo multinacional Naturgy, presente em mais de 30 países e uma das líderes no setor de gás e eletricidade, acaba de firmar uma parceria com a corretora Willis Towers Watson e com a seguradora Chubb para o desenvolvimento de um portfólio de produtos de seguro com garantias e condições diferenciadas.

O primeiro produto lançado será uma apólice de Acidentes Pessoais com Assistência Funeral Familiar que o segurado poderá pagar por meio da fatura de gás, através do modelo de arrecadação e sob a responsabilidade da Naturgy Soluções. “Essa parceria ratifica a nossa Política de Responsabilidade Corporativa, buscando oferecer serviços que ofereçam o melhor benefício e atendam as mais diversas necessidades de nossos clientes”, afirma Bianca Mascaro, Diretora Comercial da Naturgy.

A Willis Towers Watson foi escolhida como broker responsável pelo desenho e gestão do programa da Naturgy Soluções. “Estamos bastante entusiasmados com a parceria pois nos identificamos com as características de organização, responsabilidade e valorização da Naturgy Soluções, em relação a seus clientes e, também, com o objetivo de ampliação de seu portfólio de benefícios”, complementa Raquel Silva, Head de Affinity da Willis Brasil.

“A companhia acredita muito no sucesso dessa operação porque reunimos um parceiro que preserva sua relação com seus clientes e busca agregar valor, um broker especialista e com capacidades para gestão de programas de Affinity e um produto totalmente personalizado para atender a esse público de forma especial”, finaliza Claudio Oliveira, diretor da Chubb Seguros.

Mercado segurador deve encerrar o ano com arrecadação de R$ 430 bi

“2018 foi um ano muito produtivo para o setor. Apesar da lenta retomada do crescimento da economia, o setor manterá a estabilidade na arrecadação global da ordem de R$ 430 bilhões”, afirmou o presidente da CNseg, a Confederação das Seguradoras, Marcio Coriolano, durante almoço das lideranças do mercado segurador, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Coriolano reafirmou que a taxa média de crescimento não reflete mais o que se passa na dinâmica do setor, com protagonismo dos ramos de Patrimônios Massificados, Crédito e Garantias e Rural, além do segmento de Vida Risco.

“Somos um mercado em crescente diversificação e reposicionamento estratégico”, ponderou. “Se é preciso sintetizar o comportamento de um setor com tamanha complexidade como o nosso, nos últimos três anos, ouso ressaltar algumas conquistas, como o forte ajuste da eficiência operacional e das regras de aceitação de riscos, a ampla revisão tarifária realizada, o elevado padrão de governança obtido, o redirecionamento de linhas de negócios em função de vantagens competitivas e de escala, a adoção acelerada de processos de inovação e, no campo externo ao setor, a previsibilidade e estabilidade regulatória propiciada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS), além da crescente modernização e proatividade dos corretores de seguros”.

Sobre as perspectivas para 2019, o presidente da CNseg declarou-se otimista. “O governo que assumirá em 1º de janeiro dá demonstrações de ímpeto reformista em vários setores. Na economia, nada prometido pela equipe de transição difere muito dos fundamentos defendidos com empenho pela atual equipe econômica”, constatou. “Mas o tom é de aceleração das reformas estruturais, como as privatizações, a redução do tamanho e interferência do Estado, e a revisão dos marcos legais previdenciário e tributário”.

Antes de dar início a entrega da edição 2018 do  Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, Marcio Coriolano salientou que a CNseg tem esperança nas estruturações das áreas que comandarão o ajuste fiscal e a ansiada recuperação econômica. “Alcançadas essas metas, virão junto oportunidades de emprego e ampliação da renda, além da recuperação da capacidade de investimento e da reconstrução da infraestrutura em geral. São os principais combustíveis dos seguros”, concluiu.

O evento contou com a presença do superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataides; do diretor-presidente substituto da ANS, Leandro Fonseca; do presidente da FenSeg, João Francisco Borges; do presidente da FenaPrevi, Edson Franco; da presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes e do vice-presidente da FenaCap, Ryvo Matias Pires dos Santos.

Conheça os vencedores do 8º Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros

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Os vencedores do 8º Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela CNseg, a Confederação das Seguradoras, foram aclamados nesta quarta-feira (19/12), durante o almoço das lideranças do mercado segurador, no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Quinze projetos classificaram-se como finalistas – cinco por categoria (‘Processos e Tecnologia’, ‘Comunicação’ e ‘Produtos e Serviços’). No total foram inscritos 115 projetos, dos quais 87 habilitados para a disputa.

Como previsto, os autores fizeram a defesa oral de seus trabalhos entre os dias 28 e 30 de novembro, na sede da CNseg, no Rio de Janeiro. Depois dessa etapa, foram apontados os três primeiros colocados de cada categoria.

Para o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, o Prêmio não tem apenas o objetivo de brindar os melhores, mas também de trazer novos conceitos para o setor, novos olhares para um mercado que tem tudo para ser promissor. “O setor já começou inovando com Antonio Carlos de Almeida Braga, uma pessoa que colocou de cabeça para baixo esse mercado, não apenas em termos de objetivo, mas principalmente de ideias”, afirma Coriolano.

”A CNseg, por meio do Prêmio, incentiva que as empresas busquem novas soluções sustentáveis e que modernizem cada vez mais o conceito de seguro sob a ótica de uma sociedade que se transforma a cada dia”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, vice-presidente da CNseg e presidente da FenaSaúde.

Vencedores

Categoria Processos e Tecnologia

O 1º lugar foi conquistado pelo “Programa de Mobilidade SulAmérica”, de Luiz Eduardo Botelho Pires, em coautoria com Keila Poliana, Sinval Salomé, Ricardo Paiva, Raphael Wanderley (SulAmérica Seguros). Apresenta proposta inovadora de atuação, baseada no teletrabalho e na flexibilização da jornada. 

Para o 2º lugar, o projeto “Sério que é um robô?”, de Ricardo Prates, em coautoria com Daniel Sampaio, Tauá Vasconcelos, Fábio Zanelato e Alessandra Mendes (SulAmérica Seguros).  Nesse caso, o assistente virtual é chat cognitivo que usa tecnologia digital para gerar mais empatia no relacionamento com o cliente, atendimento eficaz, amigável e agilidade na resolução dos problemas ou solicitações.
E “Marina, a Primeira Colaboradora Digital do RH no Mercado Segurador”, de Juliana Zan, em coautoria com Wilson Leal (Tokio Marine Seguradora), foi o terceiro projeto premiado, a partir de um robô com inteligência artificial para atender o público interno da seguradora.

Categoria Comunicação

O projeto “Prêmio Inova+Saúde”, de Henrique João Dias, em coautoria com Rosângela Comminato, Daniel Alves Ramos e Samanta Amaral (Unimed Seguradora), conquistou o 1º lugar. Seu objetivo é fomentar a inovação em todo o Sistema Unimed e reconhecer práticas que contribuam para a sustentabilidade do setor de saúde.

O 2º lugar coube ao “Plano de Sucesso de Marketing para Franqueados”, de Samilo da Costa Lopes, em coautoria com Maria Luiza Bronzatto e Amauri Lourenço Junior (San Martin Corretora e Adm. de Seguros). A iniciativa busca conscientizar o público sobre a importância da contratação de seguros e de seus benefícios para a proteção dos bens e do padrão de vida do segurado. 

No 3º lugar, “Close The Loop – Remodulando o Processo de Contato com o Cliente”, de Ana Maria Baracat, em coautoria com Gleison José, Jessica Araújo, José Carlos Silva, Katia Gonzales, Marcel Arimathea e Roberto Hernandez (Zurich Minas Brasil Seguros). A Iniciativa envolve líderes da seguradora na solução de problemas dos clientes.

Categoria Produtos E Serviços

Os três projetos vitoriosos foram os seguintes: 1º lugar foi para o projeto “Assistência Auto 24h Bradesco Seguros e Waze”, de André Hirszberg (Bradesco Auto/RE), que permite acesso a serviço inovador de emergências em vias urbanas e estradas brasileiras. 

Em 2º lugar: “Health Analytics SulAmérica”, de Raquel Giglio, em coautoria com Cristiano Barbieri, Washington Vital, Rivaldo Viscardi, Catia Guedes, Dayanne Ferreira, Leticia Fajardo e Adriana França (SulAmérica Seguros).  A ferramenta de big data permite o gerenciamento e a visualização de dados das empresas clientes.

Em 3ºlugar, “BIA – Serviço de Voz no Google Assistente”, de Marcelo Araujo Correa, em coautoria com Aline Ferreira, Marcia Morozini e Gabriela Leal (Bradesco Seguros). A assistente digital lançada no aplicativo Google Assistente oferece vários serviços exclusivos para segurados do segmento Auto.

FenSeg, FenaPrevi e FenaSaúde terão novos presidentes; na FenaCap, Coltri é reeleito

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As novas diretorias das Federações associadas à CNseg, a Confederação das Seguradoras – FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap –, eleitas em assembleias realizadas nesta quarta-feira (19), no Copacabana Palace, serão empossadas em 7 de fevereiro próximo, para mandato de 07/02/2019 a 06/02/2022. À exceção da FenaCap, cujo presidente, Marcos Coltri, foi reeleito, as demais federações terão novos titulares no comando. Do grupo de cinco dirigentes empossados em 2016, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, é outra liderança que deverá renovar o mandato por mais um triênio (2019/2022). As eleições da CNseg ocorrerão em fevereiro de 2019. Seu mandato e o do novo Conselho Diretor começarão a 30 de abril.

Na Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), centrada no desenvolvimento dos seguros de danos e de responsabilidades, Antonio Trindade (Chubb) sucederá João Francisco Borges da Costa; na Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que representa empresas e entidades atuantes nos segmentos de previdência privada e de seguros de pessoas, Jorge Pohlmann Nasser (Bradesco Vida e Previdência) ocupará o assento de Edson Franco. Na Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu de Amoroso Lima (Notre Dame Intermédica Saúde) assumirá a vaga de Solange Beatriz Palheiro Mendes na presidência.

Os presidentes das Federações tornam-se automaticamente diretores natos da CNseg. Na Confederação das Seguradoras, Marcio Coriolano, deverá cumprir seu segundo mandato – desta vez de 30 de abril de 2019 até 31 de março de 2022. Na CNseg, o processo eleitoral do Conselho Diretor para o novo triênio (2019/2022) inicia-se com a divulgação da chapa no próximo dia 27 de dezembro. Depois, vêm as eleições em 28 de fevereiro de 2019 e a posse da nova diretoria da CNseg em 30 de abril. A data da cerimônia festiva de posse das Federações e da CNseg ainda será agendada tempestivamente.

Valores do Seguro DPVAT para 2019 são anunciados nesta quarta

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Os valores do prêmio do Seguro DPVAT para o ano de 2019 já estão disponíveis para consulta dos proprietários de veículos automotores de todo país. Foi divulgada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (19/12), a resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que trata sobre a regulação dos sinistros do Seguro DPVAT e as condições tarifárias para administração do benefício. A Resolução nº 371 não alterou a Resolução nº 332, de 2015, que prevê a cobrança de R$ 4,15 a título de custo de emissão e de cobrança do bilhete do seguro, e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com isso, o prêmio do Seguro DPVAT para 2019 será composto pelos valores dos prêmios tarifários, anunciados no último dia 13/12 pelo CNSP, custo do bilhete e IOF.

O bilhete do Seguro DPVAT é o documento que comprova o pagamento do seguro e vem integrado ao CRV (Certificado de Registro de Veículo) e CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) no momento do licenciamento. A Seguradora Líder é a responsável por confeccionar e fornecer os formulários de ambos os certificados aos Detrans – que personalizam e entregam os documentos aos proprietários dos veículos. O custo do bilhete, portanto, é destinado à confecção, fornecimento e distribuição aos Detrans, e está incorporado ao valor do Seguro DPVAT desde 2009.

O Seguro DPVAT deve ser pago, uma única vez ao ano, junto ao vencimento da cota única ou da primeira parcela do IPVA, acompanhando os calendários estaduais. Dos recursos arrecadados, 50% vão para a União, sendo 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito, e 5% são direcionados para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50% são direcionados para o pagamento de indenizações, despesas e reservas.

As informações completas de como pagar o Seguro DPVAT 2019 estão disponíveis no site www.seguradoralider.com.br.

Confira os valores do Seguro DPVAT para 2019:

SulAmérica conquista três Prêmios de Inovação CNseg 2018

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A SulAmérica conquistou três premiações na oitava edição do Prêmio Antônio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros 2018. Promovida pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a cerimônia de premiação reuniu líderes do mercado segurador brasileiro nesta quarta-feira (19), no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Na categoria Processos e Tecnologia, a companhia ficou em primeiro lugar com o case “Programa de Mobilidade”, de autoria do gerente de Sustentabilidade, Luiz Pires, e de Raphael Wanderley, Sinval Salomé, Keila Poliana e Ricardo Paiva. Desenvolvido para endereçar vários desafios de negócio, como produtividade, mobilidade e continuidade, o objetivo é gerar resultado positivo para todos os envolvidos: melhora da qualidade de vida dos colaboradores e, simultaneamente, aumento da produtividade e a resiliência do negócio.

Ainda nessa categoria, o projeto “Sério que é um robô?”, de autoria do gerente de Inovação e Mobile da SulAmérica, Ricardo Prates, em colaboração com Tauá Vasconcelos, Daniel Sampaio, Fábio Zanelato e Alessandra Mendes, ficou em segundo lugar. Este projeto faz a utilização inovadora de inteligência artificial cognitiva no relacionamento via chat com clientes e corretores da companhia. Em 2018, mais de 1 milhão de atendimentos foi realizado pelo robô inteligente, com mais de 50% de resolução imediata e redução em 90% do tempo médio de resposta.

Já na categoria Produtos e Serviços, a seguradora novamente foi destaque, conquistando o segundo lugar com o case “Health Analytics: Ferramenta para Gestão de Saúde e Performance Financeira”. O trabalho apresenta a solução analítica de Big Data criada pela SulAmérica para aprimorar a tomada de decisão, o controle financeiro e a gestão de saúde. A autoria é de Raquel Giglio, Cristiano Barbieri, Washington Vital, Rivaldo Viscardi, Cátia Guedes, Dayanne Ferreira, Letícia Fajardo e Adriana França.

A seguradora conquistou troféus em sete das oito edições do prêmio, reflexo do investimento consistente da companhia em tecnologia e melhoria operacional. “A SulAmérica é uma empresa em constante movimento. Ao mesmo tempo em que investimos em uma transformação no mercado segurador, também focamos no bem-estar de nossos colaboradores. Nossos resultados e o reconhecimento por parte da CNseg nos mostram que estamos no caminho certo”, declara o presidente da companhia, Gabriel Portella.

Marcelo Homburger assume em janeiro o comando da AON

Mais uma notícia de vai e vem de executivos neste fim de ano. Marcelo Homburger assume em janeiro o comando da AON, uma das maiores corretores de seguros do Brasil e também do mundo. Há 12 anos no grupo, atualmente ele ocupava o cargo de vice-presidente de riscos comerciais. Marcelo Munerato assumirá o comando da estratégia comercial para a América Latina.

Em agosto deste ano, a Aon anunciou Paulo Jorge Rascão Cardoso como novo vice-presidente executivo de Saúde e Benefícios no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência em gestão de saúde privada e três anos de atuação na gestão do sistema público de saúde brasileiro, Cardoso assumiu a liderança do segmento de Saúde e Benefícios da companhia.

Itaú venderá planos de saúde da Amil, informa Valor

O Valor informa que o banco Itaú Unibanco deu mais um passo para tornar sua corretora de seguros uma plataforma aberta de distribuição de produtos e anunciou uma parceria para a venda de planos de saúde da operadora Amil. No total, a corretora do Itaú já fechou parcerias em 13 tipos de seguros, com nove empresas diferentes. Como exemplo, em seguros de carro há uma parceria com a seguradora Porto Seguro; em planos odontológicos, com a Metlife; na cobertura para celulares, com a Chubb; e em seguro de vida, com a Prudential.

Abaixo o release divulgado pelo Itaú

A Itaú Corretora de Seguros ampliou seu portfólio ao fechar contrato para distribuição de planos de saúde Amil, nas cidades de São Paulo e Guarulhos. A contratação pode ser feita presencialmente em uma das 52 unidades do banco que possuem um consultor de seguros ou por atendimento remoto de um corretor, caso a agência do cliente não possua o profissional no local.

Acrescentar o plano de saúde entre as opções oferecidas aos clientes faz parte da estratégia de ampliação da carteira de Seguros, que trabalha com plataforma aberta, com o objetivo de oferecer os melhores produtos com foco nas necessidades dos clientes.

“Fizemos mudanças em nosso modelo de negócios porque queremos proporcionar as melhores opções e condições do mercado. Com a Amil, conseguimos conversar com um público bastante importante de pessoas físicas, que ainda não está totalmente coberto pelo mercado. Agora, podemos atender, especialmente, quem não tem acesso ao benefício por meio de uma empresa”, explicou Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco.

Para o diretor executivo de Crescimento da Amil, Mario Saddy, a parceria com o Itaú é um avanço no sistema multicanal da operadora. “Essa é mais uma aposta para ampliar o acesso e a comodidade dos consumidores no momento de adquirir um plano de saúde”, destaca. Hoje, a operadora possui mais de 4 milhões de beneficiários de planos médicos, que contam com uma ampla cobertura de serviços por meio dos atendimentos em hospitais próprios e credenciados.

Inicialmente, o produto oferecido será o Amil Fácil, plano de saúde individual com cobertura regional. Um dos diferenciais do produto é o acesso às clínicas Amil Espaço Saúde – unidades que contam com médicos de família, enfermeiros e agentes de saúde, além de fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. Nesses locais, os pacientes também podem se engajar em programas de prevenção e de promoção da saúde, como combate ao tabagismo, planejamento familiar e emagrecimento. Hoje, esse modelo já atende a 220 mil beneficiários em 34 endereços em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e Pernambuco. Outro diferencial é o telefone Amil Ligue Saúde, com funcionamento 24 horas, 7 dias por semana. O canal dispõe de enfermeiros e médicos capacitados para orientar os beneficiários sobre exames, primeiros socorros, sintomas de doenças e dúvidas sobre o uso de medicamentos prescritos em consulta médica.

Seguradoras poderão vender quatro tipos de planos de anuidades

Depois de muitos anos em discussão, a Susep divulgou hoje a Resolução nº 370 aprovada pelo Conselho Nacional de Seguro Privado (CNSP) em reunião do último dia 13 que dispõe sobre as condições para operação de sociedades seguradoras especializadas em anuidades, contrato que visa o pagamento de renda continuada, e dá outras providências.

Estão previstos quatro planos de rendas:

– Vida com Renda Imediata (VRI), quando o plano de seguro de pessoas garantir o pagamento do capital segurado, sob a forma de renda imediata;

– Plano de Renda Imediata (PRI), quando o plano de previdência garantir o pagamento do benefício por sobrevivência, sob a forma de renda imediata;

– Vida com Renda Diferida (VRD), quando o plano de seguro de pessoas garantir o pagamento do capital segurado por sobrevivência, sob a forma de renda diferida;

– Plano de Renda Diferida (PRD), quando o plano de previdência garantir o pagamento do benefício por sobrevivência, sob a forma de renda diferida.

Veja abaixo a íntegra:

Superintendência de Seguros Privados

Resolução nº 370, de 13 de dezembro de 2018

Dispõe sobre as condições para operação de soci edades seguradoras especializadas em anuidades e dá outras providências.

A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP , no uso da atribuição que lhe confere o art. 34, inciso XI, do Decreto nº 60.459, de 13 de março de 1967, torna público que o CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS – CNSP, em sessão ordinária realizada em 12 de dezembro de 2018, tendo em vista o disposto nos incisos II, IV, VI, XI do artigo 32 do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, e considerando o que consta do Processo Susep nº 15414.622050/2018-95, resolve,

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

Art.1º Dispor sobre as condições para operação de sociedades seguradoras especializadas em anuidades e dá outras providências.

Parágrafo único. Considerar-se-ão, para efeitos desta Resolução, os conceitos abaixo:

anuidade: contrato que visa o pagamento de renda continuada;

assistido: pessoa física em gozo do recebimento do benefício sob a forma de renda;

EFPC: entidade fechada de previdência complementar;

plano: plano de seguro de pessoas ou de previdência complementar aberta com cobertura por sobrevivência;

renda: série de pagamentos periódicos a que tem direito o assistido (ou assistidos), de acordo com a estrutura do plano; e

seguradora: sociedade seguradora especializada em anuidades, autorizada a operar seguros de pessoas.

Art.2º Aplicam-se às sociedades seguradoras especializadas em anuidades as normas de constituição e funcionamento aplicáveis às demais sociedades seguradoras.

CAPÍTULO II

DAS COBERTURAS

Art.3º A sociedade seguradora especializada em anuidades poderá comercializar, exclusivamente, cobertura por sobrevivência, em planos de seguros de pessoas ou planos de previdência complementar aberta, com pagamento do capital segurado ou do benefício sob a forma de renda imediata ou diferida.

Parágrafo único. A seguradora poderá comercializar cobertura de sobrevivência de assistido de EFPC, nos termos da regulamentação específica, desde que a adesão ao contrato entre a seguradora e EFPC se dê na data de concessão do benefício de renda pela EFPC ou ao fim do pagamento do benefício de renda pela EFPC.

Art.4º Os planos deverão prever rendas calculadas com base em componente atuarial, e serão dos seguintes tipos:

I – Vida com Renda Imediata (VRI), quando o plano de seguro de pessoas garantir o pagamento do capital segurado, sob a forma de renda imediata;

II – Plano de Renda Imediata (PRI), quando o plano de previdência garantir o pagamento do benefício por sobrevivência, sob a forma de renda imediata;

III – Vida com Renda Diferida (VRD), quando o plano de seguro de pessoas garantir o pagamento do capital segurado por sobrevivência, sob a forma de renda diferida; e

IV – Plano de Renda Diferida (PRD), quando o plano de previdência garantir o pagamento do benefício por sobrevivência, sob a forma de renda diferida.

Art.5º Poderão ser estruturad os planos individuais ou coletivos.

Art.6º O custeio do plano dar-se-á por meio de prêmio ou contribuição única, portabilidade ou transferência de recursos prevista no §2º do art.33 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001.

§1º Somente os planos de previdência complementar aberta com cobertura por sobrevivência poderão receber a transferência de recursos prevista no §2º do art.33 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, que se destinará exclusivamente à contratação de renda vitalícia.

§2º Os planos de seguros de pessoas com cobertura por sobrevivência poderão receber portabilidade, exclusivamente, de outros planos de seguros de pessoas com cobertura por sobrevivência.

§3º Os planos de previdência complementar aberta com cobertura por sobrevivência poderão receber portabilidade de outros planos de previdência complementar aberta com cobertura por sobrevivência ou de planos de previdência complementar fechada operados por EFPC.

§4º Cada aporte, observadas as condições previstas no plano, seja por prêmio, contribuição, portabilidade ou transferência, implicará na contratação de uma nova renda.

Art. 7º No caso de contratação de renda diferida, a data de concessão da renda diferida será a data de contratação ou adesão ao plano.

§1º A seguradora iniciará o pagamento do benefício de renda ao final do período de diferimento da renda diferida, se o assistido permanecer vivo.

& #167;2º Durante o período de diferimento da renda, que seja estruturado de forma exclusivamente financeira, na ocorrência de morte, invalidez ou doença grave do assistido, conforme previsto no plano, os recursos serão postos à disposição do assistido ou do(s) beneficiário(s), para recebimento à vista ou para pagamento de renda.

§3º Aplicam-se à contratação de renda diferida as mesmas disposições estabelecidas em normativos para planos de renda imediata.

Art. 8º É vedado o resgate ou portabilidade dos recursos aportados ao plano.

CAPÍTULO III

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 9º Aos casos não previstos nesta Resolução aplicam-se as disposições legais e regulamentares em vigor para operação de cobertura por sobrevivência oferecida em planos de seguros de pessoas ou de previdência complementar aberta.

Art. 10. Fica a SUSEP autorizada a baixar normas complementares.

Art. 11. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

JOAQUIM MENDANHA DE ATAÍDES

Superintendente

Fipe detalha estudo sobre reforma da Previdência encomendado por FenaPrevi, CNseg, Abrapp e ICSS

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“Uma solução definitiva para a questão da previdência social”. É assim que o economista e pesquisador da Fipe, Hélio Zylberstajn, resume a proposta de reforma da previdência encaminhada nesta terça-feira, 18, à equipe de transição do governo Bolsonaro pela entidade, com o apoio da FenaPrevi, CNseg, Abrapp e ICSS. “Mesmo que a chamada reforma paramétrica consiga estancar o déficit da previdência em um patamar de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB), como indicam os estudos da Fipe, o rombo voltará a crescer devido ao rápido envelhecimento da população brasileira. “Por isso estamos propondo uma solução de substituição progressiva do antigo modelo por um novo, que tornará o sistema previdenciário financeiramente sustentável a longo prazo”, afirma Edson Franco, presidente da FenaPrevi. A implantação da Nova Previdência não vai gerar ônus adicionais e nem afetará cerca de 75% dos brasileiros.

A longo prazo, os ganhos serão expressivos para toda a sociedade, pois haverá redução substancial das alíquotas de contribuição das empresas e dos indivíduos, impulsionando a formação de poupança interna, absolutamente necessária para o financiar o investimento e o desenvolvimento. “É um sistema socialmente mais justo, já que se trata de uma Nova Previdência para todos, celetistas, autônomos, funcionários públicos e militares”, sem privilégios, explica Hélio Zylberstajn. A criação da nova previdência está associada a uma reforma paramétrica do modelo atual. De acordo com a proposta, a adoção de uma idade mínima de aposentadoria, uma das principais medidas da reforma paramétrica, afetará apenas 6% da população brasileira atual.

REFORMA ESTRUTURAL

Os quatro pilares da nova previdência

A Nova Previdência se assenta em 4 pilares. Ela valerá para todos os que nasceram a partir de 2005, indistintamente. Cobrirá todos, celetistas, funcionários públicos e militares. Será um sistema único e universal. Diferentemente dos vários sistemas que hoje existem no Brasil, a Nova Previdência procurará atender prioritariamente os que compõem a base da pirâmide social.

Em síntese, os quatro pilares da nova previdência são:

O primeiro pilar é a RBI, que é a Renda Básica do Idoso, que passa a valer a partir da aprovação da reforma. Todos os que completarem 65 anos, receberão um benefício de R$ 550,00, independentemente de terem contribuído ou não para a previdência. Terão direito ao RBI os nascidos a partir de 2005. A idade mínima para recebimento dos benefícios será de 65 anos para os homens. Para as mulheres, com dois ou mais filhos, se prevê uma redução de cinco anos nessa idade mínima. Pessoas com deficiência também receberão uma renda básica. O custeio da RBI ficará por conta do Tesouro Nacional.

No segundo pilar, estarão aqueles que contribuírem para a previdência, e receberão pelo INSS, uma aposentadoria de R$ 550 (valor mínimo) a R$ 1.650 (valor máximo). Como todos terão direito ao RBI, o benefício total, para os que terão pelo menos 40 anos de contribuição, será de no mínimo R$ 1.100 e máximo de R$ 2.200. Para se aposentar, além da idade mínima de 65 anos, o trabalhador deverá ter contribuído por pelo menos 40 anos. Mulheres com 2 filhos ou mais terão que contribuir por 35 anos, como reconhecimento da dupla função que desempenham. A regra de cálculo do benefício do segundo pilar será proporcional ao tempo de contribuição para a previdência. Se contribuiu por 1 ano, será de 1/40 e assim por diante. Hoje, no Brasil, a renda média do trabalhador é de R$2.200. Isso significa que o novo sistema proporcionará aos 75% de trabalhadores que ganham até R$2.200 uma reposição integral da sua renda quando se aposentarem.

No terceiro pilar, a nova previdência ganha outra característica, que é o da capitalização. Será direcionado para os 25% de brasileiros que se encontram no topo da pirâmide social do país. Para quem recebe acima de R$ 2.200, pelo menos 30% dos depósitos no FGTS serão redirecionados para contas individuais de capitalização compulsória. A conta do FGTS na nova previdência será vinculada ao CPF dos indivíduos e ganhará portabilidade automaticamente. Os recursos serão geridos por instituições especializadas, de livre escolha dos indivíduos. Uma parte dos recursos se destinará também à contratação de seguro para o caso de morte e invalidez antes da aposentadoria.

Os depósitos do FGTS na nova previdência inicialmente formarão um pequeno fundo individual, correspondente a três salários de cada pessoa, que substituirá o atual seguro desemprego. O atual sistema permanecerá como está para os que já estão no mercado de trabalho e não desejarem fazer a opção pela nova previdência. O estoque de recursos do FGTS também permanecerá sendo gerido nas mesmas bases atuais.

Todos os novos militares e funcionários públicos estarão incluídos nesse terceiro pilar porque a Nova Previdência é um sistema único. Os que ganham menos que R$2.200 continuarão a operar suas contas de FGTS nos moldes atuais. Para eles, as regras para saque do FGTS permanecerão iguais (compra da casa própria, demissão involuntária, etc.).

O quarto pilar é a previdência complementar voluntária, nos moldes dos planos de previdência privada existentes atualmente.

QUEM AFETA?

Novo modelo para os nascidos a partir de 200

Para cerca de 75% dos brasileiros o novo modelo proposto pela Fipe, FenaPrevi, Abrapp, Fenaseg e ICSS não cria nenhum ônus – exceto pelas mudanças já previstas na chamada reforma paramétrica, como adoção de idade mínima nas aposentadorias, redução do pagamento de pensões em certos casos e alterações na fórmula de cálculo das contribuições.

A Nova Previdência se assenta em quatro pilares e valerá para todos os que nasceram a partir de 2005 e que ingressarão no mercado de trabalho a partir de 2020, indistintamente. Cobrirá todos, celetistas, funcionários públicos e militares. Será um sistema único e universal. Diferentemente dos vários sistemas que hoje existem no Brasil, a Nova Previdência procurará atender prioritariamente os que compõem a base da pirâmide social.

CUSTEIO DA TRANSIÇÃO

Proposta desonera folha no longo prazo

O argumento para a resistência à adoção de uma nova previdência tem sido o chamado custo de transição. Pelas simulações do projeto Fipe, FenaPrevi, Abrapp, Fenaseg e ICSS a transição se torna viável. O modelo de repartição é sem dúvida ótimo quando se tem muito mais jovens contribuindo do que idosos recebendo benefícios. No entanto, o Brasil está em quadro demográfico de envelhecimento da população, e o modelo de repartição não mais se sustenta, isoladamente.

De acordo com a proposta, ao longo do tempo, a contribuição para a previdência sobre a folha de pagamentos poderá ser gradativamente reduzida, até corresponder, em 50 anos, a 5% para os indivíduos (sobre o teto de R$ 2.200) e 5% para as empresas. Significará uma redução considerável de encargos e um estímulo ao emprego e à formalização. Atualmente a contribuição total – empresas e trabalhadores – chega a corresponder a 31% da folha de pagamentos, no caso do RGPS, e não é suficiente para cobrir o déficit, mesmo que se faça uma reforma paramétrica.

Com a nova previdência, os nascidos a partir de 2005 que entrarem no mercado de trabalho recolherão 8% dos seus salários até o teto de R$5.600 de hoje. Recolherão também uma alíquota adicional de até 3% para equalizar suas contribuições com as dos trabalhadores que estão no velho sistema. As empresas recolherão 20% sobre o valor integral dos salários. Com o tempo, à medida que o sistema antigo se reduzir, as alíquotas de contribuição serão gradativamente reduzidas. Quando o sistema antigo desaparecer e houver apenas a nova previdência, as alíquotas deverão ser de 5% para os trabalhadores, até R$2.200 e 5% para as empresas, aplicada sobre o salário integral. Comparadas às alíquotas e aos tetos de incidência de hoje, percebe-se o enorme alívio que a nova previdência trará ao mercado de trabalho. Para quem ganha até R$ 2.200, nada muda, seja na contribuição ou no futuro benefício, pois os segurados estarão sob o regime geral, com o modelo de repartição.

Haverá necessidade de um fundo de transição, já plenamente previsto nos artigos 249 e 250 da Constituição, para ajudar no custeio da velha previdência e apressar a redução das alíquotas de contribuição. Propomos que esse fundo seja composto por 40% dos recursos arrecadados pelo PIS e que hoje se destinam ao BNDES. A arrecadação anual do PIS está em torno de R$ 60 bilhões, de modo que o fundo da transição terá uma receita anual, originária dessa fonte, da ordem de R$ 24 bilhões. O fundo poderá receber ainda ativos da União e dos entes federativos. Já se prevê a criação de fundos imobiliários reunindo imóveis de propriedade da União para reforçar o fundo de transição. Recursos da União provenientes da exploração de reservatórios de petróleo e gás na camada do pré-sal também poderão igualmente reforça-lo.

Especialmente em relação ao FGTS, não haverá interferência sobre o estoque de recursos e nas regras para os já presentes no mercado de trabalho. No entanto, para os entrantes que estarão compulsoriamente ou optarem por aderir ao Pilar III, além de pelo menos 30% dos depósitos do FGTS se destinarem à capitalização das contas individuais da nova previdência, a multa rescisória paga pelas empresas no caso de demissão sem justa causa não mais se destinará a ao demitido. O valor será recolhido ao Tesouro, que, por sua vez, destinará os recursos para a formação do fundo individual compulsório, substituto do seguro desemprego, equivalente a até três salários, daqueles que ganham até R$ 2.200. A iniciativa contribuirá para redução da rotatividade no mercado de trabalho. As empresas continuarão igualmente punidas em caso demissão, mas o trabalhador não se sentirá mais tentado a forçar uma demissão com objetivo de receber o valor da multa.

Os trabalhadores que ganham acima de R$2.200 acumularão em seus fundos de capitalização os recursos originários do FGTS. Com esse fundo, na data de elegibilidade ele será capaz de comprar uma renda vitalícia complementar de forma a obter uma aposentadoria maior do que os R$2.200 que ele terá com os pilares 1 e 2. Quanto mais ele destinar de recursos do FGTS para esse fundo maior será o nível de reposição de renda que obterá, vis a vis o salário que tinha quando estava em seu período laboral. Por exemplo, um trabalhador que tenha salário médio de contribuição próximo de R$ 3 mil, conseguirá obter a reposição integral deste mesmo salário, destinando aproximadamente 60% do seu FGTS para o pilar 3 (considerando o somatório das rendas originadas pelos 3 pilares).

Já um brasileiro cujo salário médio seja de R$ 4 mil ao longo de sua vida profissional, também conseguiria reposição próxima de 100% do seu salário, destinando, neste caso, a totalidade do FGTS para o pilar 3. Se alteramos o salário para R$ 5,6 mil, valor próximo do atual teto do que passará a ser chamado de velho sistema, o benefício de aposentadoria equivaleria a cerca de R$ 4,6 mil, destinando também 100% do FGTS para formação do fundo do pilar 3, uma reposição bastante significativa de cerca de 80% da renda que obtinha quando de seu período laboral.

Como se pode notar o sistema proposto para a nova previdência adota como premissa central a lógica da justiça social, proporcionando reposição maior de renda, na aposentadoria, para os trabalhadores que têm rendas menores, e exigindo maior esforço de poupança, incluindo a possibilidade de poupança voluntária no pilar 4, para os trabalhadores de salários mais elevados.

REFORMA PARAMÉTRICA

Ajuste do sistema vigente impacta o equivalente a 6% da população

A criação da nova previdência está associada a uma reforma paramétrica do modelo atual, imprescindível. De acordo com a proposta da Fipe, FenaPrevi, Abrapp, Fenaseg e ICSS, a reforma paramétrica afetará 13 milhões de pessoas (entre 2020 e 2060), ou seja, apenas 6% da população brasileira atual.
INSS – Para os que estão no Regime Geral de Previdência Social, a proposta prevê uma idade mínima de 57 anos para a aposentadoria para homens e 52 para mulheres.

A cada dois anos, a idade mínima será acrescida de um ano, até chegar a 65 anos. Para os professores, categoria que hoje tem direito a um regime especial, a idade mínima seria de 56 anos (homens) e 51 (mulheres), mas convergindo, com o tempo, para os 65 anos, segundo a mesma regra de transição (um ano a mais para cada dois anos). Vale frisar que as pessoas que se aposentam por tempo de contribuição o fazem hoje aos 55 anos e até antes disso. Para cálculo do valor da aposentadoria valerá o fator previdenciário (e não mais haverá a opção pela regra 95/85).

Quanto às pensões, sugerimos que sejam equivalentes a 60% do valor da aposentadoria, acrescentando-se 10% por dependente, até o limite do valor da aposentadoria.
RPPS – Para o Regime Próprio de Previdência dos Servidores, o projeto propõe a adoção da idade mínima de 61 anos para homens e 56 para mulheres (hoje é 60 e 55), com a mesma regra de acréscimo de um ano a cada dois e também o aumento na alíquota de contribuição de 11% para 14%.

Pelas simulações feitas pela Fipe, a reforma paramétrica proporcionará uma economia da ordem de R$ 1 trilhão no período de 2020 a 2029. O déficit do RGPS, de R$ 3 trilhões, poderá encolher em R$ 700 bilhões, e o do RPPS, de R$ 1,7 trilhão, encolherá em R$ 300 bilhões no período e estímulos (especialmente tributários) para seu incremento.

IMPACTO FISCAL

Economia de R$ 1 tri em uma década

De acordo com simulações feitas pela Fipe, com base na ferramenta que deixaremos disponível, a reforma paramétrica proporcionará uma economia da ordem de R$ 1 trilhão no período de 2020 a 2029. O déficit do RGPS, de R$ 3 trilhões, poderá encolher em R$ 700 bilhões, e o do RPPS, de R$ 1,7 trilhão, encolherá em R$ 300 bilhões no período.
Os ganhos sociais, políticos e econômicos de uma reforma estrutural da previdência serão enormes para a sociedade brasileira. É a oportunidade de se ampliar a transparência e a boa governança do sistema. De se promover mais distribuição de renda para a base da pirâmide. E de justiça social pelo fim dos privilégios, com adoção de um sistema previdenciário único para todos. Para a economia, o impacto positivo é imensurável, pela formação de poupança, tanto compulsória como voluntária.

Poupança que o país precisa para impulsionar o investimento e o desenvolvimento. Poupança que não mais precisará ser destinada ao financiamento do déficit do setor público.
Além disso, por se tratar de uma solução definitiva para a previdência, removerá incertezas dos horizontes de potenciais investidores, reduzirá o risco de crédito para o país, e, em consequência, as taxas de juros. Os gestores terão de ser ainda mais eficientes para se habilitarem às licitações públicas para a gestão dos recursos da nova previdência. Reduzirá os encargos sobre a folha de salários para as empresas, e aumentará a receita líquida dos assalariados. Reduzirá a rotatividade da mão de obra, estabilizando mais o mercado de trabalho e contribuirá para o crescimento da produtividade dos trabalhadores. E deixará as pessoas e suas famílias menos inseguras em relação às suas próprias finanças no futuro.