Zurich começa 2019 colocando o Brasil no centro do mundo

Inovação foi o tema forte de 2018 no mercado segurador. As pautas se dividiam em quem e como inovava. O termo “Insurtech”, que significa tecnologia em seguros, inundou as mídias mundiais com o surgimento de algumas unicórnios, aquelas que superam US$ 1 bilhão em valor de mercado. Nenhuma no Brasil. Ainda. Mas 2019 promete. Desde a eleição do novo governo, investidores apostam suas fichas em diversos segmentos da economia brasileira. E seguros certamente é um deles. “O setor segurador é um dos mais conservadores, não só no Brasil, mas no mundo todo. Mesmo que seja muito regulado, é preciso que ele se adapte aos novos tempos”, disse o head digital de transformação da Kick Ventures, Cezar Taurion, em um dos muitos eventos sobre o tema realizados em 2018.

Os especialistas sentenciam que o seguro tem sido um “retardatário em termos de mudança”, mas acreditam que em breve não haverá lugar para a indústria se esconder, já que os desenvolvimentos digitais como a Inteligência Artificial e blockchain transformam o cenário de negócios. A principal #ficaadica dos eventos é que cada empresa tem que perguntar se ela está preparada para o que está prestes a atingi-la.

De tudo que foi noticiado neste ano, no Brasil e no mundo, o que mais me chamou a atenção foi os bastidores do grupo Zurich, que atua em mais de 201 países e territórios. No Brasil, já é a quinta maior seguradora, com liderança em vários segmentos. São muitas as novidades. Em fevereiro, por exemplo, fará um lançamento que simboliza um pouco do que vai acontecer daqui pra frente.

A Zurich tem como visão que a intermediação vai continuar pelos próximos anos pelos corretores, mas acredita que ao longo do tempo a forma como os corretores atuam vai mudar. “Os vendedores vão ser cada vez mais digitais. A venda direta sem corretor não está no radar do grupo e sim que eles vão se modernizar para atender à demanda dos clientes que exigem isso”, afirma o diretor de Inovação e Estratégia da Zurich, Rodrigo Barros.

Em 2018 o grupo avançou em diversos projetos. Uns voltados para modernizar tudo o que existia na companhia e outros com viés de inovação pra valer. Remodelou os portais institucional, do corretor e do cliente para ter uma comunicação mais fluida, mais lúdica. “Toda a infraestrutura do sistema foi trocada e evoluímos dos portais para o termo tão falado neste ano, os ecossistemas”, diz.

Trata-se de uma estrutura tecnologia que reúne qualquer aplicativo e uma infinidade de parceiros que se conectam com facilidade a uma plataforma digital acessível para toda a inovação necessária daqui pra frente. “Podemos fazer qualquer projeto piloto com startups a partir desta estrutura. De nada adiantava ter projetos se eles não podem ler o comportamento do cliente e assim fazer ofertas assertivas de produtos e serviços. Agora legados convivem com um sistema flexível”, diz Barros, com grande empolgação.

Essa foi a base para o que virá em 2019. Com o ecossistema pronto, a Zurich abriu concorrências mundiais para selecionar parceiros. Como está tudo na nuvem, o céu é o limite para a conexão. A Zurich prevê anunciar a sua entrada em telemetria com uma parceira sediada nos Estados Unidos. Isso vai ampliar a concorrência no Brasil com Liberty, Youse, SulAmérica e Porto Seguro, que já atuam com a tecnologia telematics, que até então era o que havia de mais moderno, mas que agora fica um passo atrás do que será lançado no primeiro trimestre pela Zurich.

O APP, que é 100% smartphone, está em teste em um grupo de funcionários. Utiliza oito parâmetros para dar vantagens ao motorista consciente e prudente. “Tirando os Estados Unidos, o resto do mundo não está tão avançado como o que teremos no Brasil em 2019”, afirma o executivo. Na Europa, a Itália é o país mais moderno em telemetria.

Tão importante como o desenvolvimento da tecnologia, a estratégia de comunicação para o lançamento coloca o Brasil no centro do mundo. Será o primeiro dos 210 países onde o grupo atua a adotar a telemetria em seguro de carros. Uma notícia que por si só demostra o potencial brasileiro e certamente atrairá mais investimentos para o setor. Ah! E o anúncio será feito em Zurich, capital da Suíça.

Em fevereiro deve sair também o resultado do concurso global da Zurich para inovação do qual participam mais de 20 países. 21 insurtechs foram selecionadas, de várias partes do planeta. Uma das preferidas está na América Latina, região pela qual o Brasil concorre. O campeonato tem três níveis – nacional, regional e mundial. As startups vencedoras participam da competição com América do Norte, América Latina, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.

O executivo comentou que já fez mais duas parcerias com insurtechs, uma holandesa e outra americana, que desenvolvem projetos nas áreas de sinistro e de digitalização, principalmente para otimizar a área de afinidades, liderada no Brasil pelo grupo, que tem parceiros de peso como Via Varejo, Fast Shop e tantas outras.

Também fez parceria para diversos projetos com a aceleradora Torq, que tem diversas soluções para bancos. Além dos programas internos de inovação, com 1,4 mil participantes, onde surgiram 235 ideias. Dessas, 10 foram selecionadas e os grupos foram treinados como startups. Na captura de ideias, foram identificadas ineficiências para os clientes, que servirão como matéria-prima para desenvolver soluções para buscar resultados concretos. “Ajudamos a desenvolver e refinar a ideia e fazer pitches para a diretoria”.

A indústria de seguros terá de repensar seu modelo de negócios para prosperar e atender às necessidades de seus clientes na nova era digital. A discussão hoje não é tecnologia, que está fácil e disponível. O sucesso de cada companhia depende da capacidade de ligar os pontos e transformar a informação em um diferencial competitivo. Atualmente, as cinco maiores empresas do mundo são de tecnologia. Com o auxílio da inteligência artificial, o setor segurador possui o desafio de se adequar a esse novo consumidor que surge cada vez mais empoderado e questionando todo o modelo de negócio e econômico existente, principalmente os consumidores das novas gerações.

Os especialistas nesta nova economia citam que o futuro profissional é brilhante se adotadas mudanças e feitas parcerias de negócios e não apenas técnicas, como temos visto com Icatu que passará a vender previdência para a HDI e AIG vendendo seguros financeiros na rede da Porto Seguro. A profissão enfrenta problemas de trabalho e é preciso entender o que esta interrupção significa para o conhecimento, habilidades e desenvolvimento profissional contínuo. Todos nós (inclusive eu) precisamos ficar ‘aptos para o futuro’ e os programas de educação são muitos e projetados para atender às necessidades individuais e corporativas.

A visão do cenário futuro que a Zurich acredita tem na lista liderar os projetos para esse novo mundo. Provocar a cultura de inovação na companhia. Espalhar a visão. Dar liberdade para as pessoas se expressarem. E isso é sustentável. Os funcionários ganharam prêmios, notoriedade e muita experiência no mundo digital, que conectam tanto a Zurich quanto eles mesmos a nova economia digital, que promete ter bilhões de pessoas conectadas, o que abre um mundo totalmente novo aos empreendedores e para a sociedade.

Certamente um mundo novo. Todos já sabem que “daqui pra frente, tudo será diferente”, como recita o rei Roberto Carlos, mesmo ele faturando alto com a mesma música há décadas. Inclusive no último natal. A boa notícia é que isso mostra que o tradicional e o novo se complementam. E isso é muito bom.

Lucro das seguradoras avança para R$ 13,3 bi até novembro de 2018

Mesmo com a queda da taxa básica de juros da economia (Selic), que remunera quase a totalidade das reservas técnicas das seguradoras, o lucro líquido do mercado segurador entre janeiro e novembro deste ano avançou para R$ 13,2 bilhões, segundo dados publicados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp. No mesmo período do ano anterior o ganho registrado foi de R$ 12 bilhões. A Bradesco Seguros lidera o ranking com ganho de R$ 4,6 bilhões no período analisado. A Mapfre lidera a perda, com prejuízo de R$ 442 milhões.

FenSeg destaca seguro rural para 2019

Fonte: FenSeg

O seguro rural é uma das grandes apostas do mercado segurador para 2019. O segmento cresceu 13,5% no acumulado de janeiro a outubro deste ano, somando R$ 3,9 bilhões em volume de prêmios. Essa taxa de crescimento aproxima-se da projeção otimista feita pela Confederação das Seguradoras (CNseg) para o ano, de 15,8%.

Desde 2006, quando o Governo passou a subvencionar a produção agrícola, o Brasil saiu de 1,5 milhão de hectares segurados em 20 culturas, para os atuais 12 milhões de hectares em 70 culturas. O valor da subvenção federal, que este ao chegou a R$ 370,8 milhões, deve alcançar os R$ 450 milhões em 2019.

Para a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que acompanha o desenvolvimento do ramo, o seguro rural tem captado mais recursos pelo fato de os produtores agrícolas estarem se aculturando à contratação do produto.

“A safra brasileira tem crescido ano a ano, principalmente por conta do investimento crescente dos produtores, que têm mais interesse em transferir riscos através do seguro rural, garantindo suas safras”, destaca Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg.

Esse movimento também aquece o mercado segurador. “Novas empresas estão entrando no ramo. Para 2018, as perspectivas de fechamento são as melhores. As seguradoras têm buscado pulverizar a captação de riscos e dessa forma ampliam suas carteiras. Pois com uma melhor distribuição geográfica, os riscos não ficam tão concentrados”, analisa Joaquim.

Entre 2016 e 2017, o Brasil registrou a maior safra de grãos de sua história: 238 milhões de toneladas. E não só para os brasileiros: segundo a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a produção de grãos do país é suficiente para alimentar quatro vezes sua população. Entre 1996 e 2017, enquanto o PIB total teve uma taxa de crescimento média anual de 2,3%, o PIB da agropecuária cresceu 3,8%.

Henrique Diniz assume previdência aberta na Icatu Seguros

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros reforça seu time de produtos de Previdência com a chegada do novo superintendente Henrique Diniz, profissional que construiu sólida carreira na área financeira da companhia. Formado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), com certificação CFA, Henrique chegou à Icatu Seguros há seis anos para atuar na área de Controle e Análise de Investimentos. Neste período, entre outras funções, foi gerente de Tesouraria, gerente de Investimentos e assumiu a Superintendência Financeira.

Henrique chega à área de Previdência da Icatu Seguros em um ótimo momento: a companhia é líder entre as independentes e atua como plataforma aberta, com mais de 70 gestores e 230 fundos. Entre janeiro e outubro de 2018, a Icatu acumula R$ 4,4 bilhões de captação líquida, um aumento de 31,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em relação às reservas, a Icatu ultrapassa R$ 22,8 bilhões, o que representa um aumento de 38,5%.

“Em um cenário de mercado competitivo, nosso desafio no segmento de Previdência é continuar democratizando seu acesso, evoluindo na diversificação da nossa plataforma de fundos de investimentos e criando novos produtos de forma a atender a todos os perfis de investidores de forma eficiente”, afirma Henrique.

JLT apresenta estudo sobre riscos políticos para 2019

Fonte: JLT

Com o fim do ano e a proximidade do início de alguns governos ao redor do mundo, a área de CPS da JLT (Credit, Political and Security Risks) elaborou um estudo sobre os possíveis cenários em diversos países, inclusive no Brasil. O documento tem como objetivo quantificar, priorizar e minimizar as exposições de riscos políticos, de segurança e crédito comercial.

De acordo com o estudo, o risco de agitação social deve permanecer alto durante o governo Bolsonaro, seguindo a excessiva polarização que se viu durante a campanha eleitoral. A reforma da previdência e os planos de privatização podem provocar protestos, especialmente no centro do Rio de Janeiro e na Avenida Paulista, em São Paulo.

Um dos pontos polêmicos da campanha do presidente eleito foi a flexibilização da posse de arma e o fortalecimento das polícias. De acordo com o documento, isso deve aumentar o número de assassinatos extrajudiciais o que pode aumentar a probabilidade de manifestações nas principais cidades. Com polícias mais agressivas, é esperado o aumento dos confrontos violentos entre as forças de segurança e os grupos criminosos, elevando o número de mortes e os riscos de ferimentos

O risco de danos materiais durante manifestações é relativamente baixo, mas há um risco significativo de interrupção de negócios, como aconteceu na greve dos caminhoneiros em maio. Os sindicatos dos caminhoneiros poderiam testar o governo Bolsonaro com novas greves nos próximos 12 meses.

Em relação ao PIB, é esperado um crescimento de 1,8% de 2018 para 2% em 2019, mas isso depende da habilidade do governo em reduzir o déficit fiscal, que atingiu 8% do PIB. Ainda sobre a economia, acredita-se que podem surgir tensões entre Jair Bolsonaro e Paulo Guedes devido às posições pró-mercado do futuro ministro.

DESEQUILÍBRIO FISCAL DO BRASIL (% DO PIB)

O estudo também aponta que o próximo governo pode não conseguir aprovar um programa de privatizações ambicioso. Porém, pode vender uma participação majoritária na Petrobras Distribuidora, além de participações na Eletrobras.

Sobre o combate à corrupção, outra bandeira do programa de governo de Jair Bolsonaro, o documento relata que o grande número de investigações da Polícia Federal em curso e o fortalecimento das leis anticorrupção aumentaram o risco de alteração de contrato se evidências de ilegalidade foram descobertas. Acredita-se que Sergio Moro pode usar sua posição para implementar medidas anticorrupção, o que pode aumentar os riscos de revisão contratual.

“O estudo fornece uma detalhada avaliação sobre segurança, negociação e investimento, tendo em vista o atual momento de alguns países. Um dos maiores desafios para o novo governo do Brasil será lidar com um Congresso altamente fragmentado, a fim de reduzir o déficit fiscal, que atingiu cerca de 8% do PIB”, Tatiana Moura, head de CPS da JLT Specialty Brasil.

Notícias sobre seguro na grande mídia – 26 de dezembro de 2018

Fonte: SindSeg-SP

O Estadão destaca que o Itaú Unibanco está adotando um novo posicionamento para operar em seguros. Dentro da sua estratégia de ter uma plataforma aberta, com a venda de produtos de outras seguradoras, o que já faz na área de investimentos, o banco passou a usar, sem fazer alarde, o slogan de uma corretora de seguros e não mais de uma seguradora.

O Estadão revela que a seguradora HDI, que pertence ao grupo alemão Talanx, e a brasileira Icatu, controlada pela família Almeida Braga, desenham, em silêncio, uma parceria para vender seguros em seus canais de distribuição. O negócio pode até mesmo evoluir para uma joint venture no futuro. A ideia é que uma possa comercializar seus produtos na rede de corretores da outra.

O Valor Econômico destaca que a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impulsionou muito mais do que a busca pela segurança de informações de clientes e funcionários das companhias. A partir da promulgação da nova legislação, em agosto deste ano, a demanda pelo seguro contra riscos cibernéticos mais que dobrou, segundo empresas do ramo e especialistas.

O Valor Econômico relata que a corretora americana Aon fez mudanças no comando da América Latina e do Brasil com um objetivo ambicioso: voltar a crescer dois dígitos na região, e de maneira orgânica. Para isso, além de ampliar a relação com grandes empresas, a corretora planeja reforçar a atuação junto às pessoas físicas e às empresas de menor porte.

A colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, revela que os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) votaram mais a favor de empresas do que dos consumidores em processos envolvendo planos de saúde privados julgados em 2018 pela corte. A avaliação está no primeiro Anuário da Justiça Saúde Suplementar, que será publicado pela editora Consultor Jurídico e pela Associação Nacional dos Administradores de Benefícios (Anab).

Resumo das notícias

Itaú aposta em corretora para crescer em seguros

O Estadão destaca que o Itaú Unibanco está adotando um novo posicionamento para operar em seguros. Dentro da sua estratégia de ter uma plataforma aberta, com a venda de produtos de outras seguradoras, o que já faz na área de investimentos, o banco passou a usar, sem fazer alarde, o slogan de uma corretora de seguros e não mais de uma seguradora.

Outra mudança diz respeito ao nome. O banco começou a utilizar, ao menos até aqui, a marca Itaú Corretora de Seguros no lugar de Marsep Corretagem de Seguros.

A visão do banco, segundo interlocutores, é de que o nome antigo, de uso mais interno, precisava ser renovado por questões mercadológicas. Ao incluir Itaú no nome que o identifica como um distribuidor de seguros o banco traz ainda sua força para a área.

Enquanto isso, o Itaú negocia novas parcerias para deslanchar sua plataforma aberta de seguros. Duas ou três estão no forno. Recentemente, fechou com a francesa Axa na área de assistências 24 horas e com a Metlife, que já tinha um contrato no ramo de odontologia, também no seguro prestamista, que cobre prestações.

Outra seguradora com a qual ampliou a parceria foi a americana Chubb. O banco, que já tinha negociado ofertar as apólices para celulares, passou a ofertar também seguro garantia e educacional. Em paralelo, o Itaú segue conversando com a Porto Seguro para ir além no casamento. Procurado, o Itaú não comentou.

Alemã HDI Seguros e Icatu negociam parceria

O Estadão revela que a seguradora HDI, que pertence ao grupo alemão Talanx, e a brasileira Icatu, controlada pela família Almeida Braga, desenham, em silêncio, uma parceria para vender seguros em seus canais de distribuição. O negócio pode até mesmo evoluir para uma joint venture no futuro. A ideia é que uma possa comercializar seus produtos na rede de corretores da outra. Faz todo sentido. Isso porque as seguradoras se complementam em termos de portfólio. Enquanto a HDI tem foco em seguro de automóvel, a Icatu é especializada em seguros de vida e previdência privada.

A aproximação com a Icatu está alinhada à estratégia da HDI de se unir a outros players para deslanchar mais negócios, como fez com o Santander Brasil, com o qual estrutura uma joint venture. 100% digital, a nova empresa focará em seguro de automóvel, aproveitando a posição do banco no segmento, que é líder em financiamento para a compra de veículos. Seu início está programado para o segundo semestre de 2019.

Nessa mesma direção, Porto Seguro e a americana AIG se uniram para deslanchar o seguro para pequena e média empresa no Brasil. Procuradas, HDI e Icatu não comentaram.

Procura por ‘seguro ciber’ mais que dobra após Lei de Dados

O Valor Econômico destaca que a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impulsionou muito mais do que a busca pela segurança de informações de clientes e funcionários das companhias. A partir da promulgação da nova legislação, em agosto deste ano, a demanda pelo seguro contra riscos cibernéticos mais que dobrou, segundo empresas do ramo e especialistas.

A consultoria especializada em riscos, seguros e previdência Willis Tower Watson, por exemplo, indica um aumento de 116% na demanda por esse tipo de apólice. A Aon, outra especialista em análise de riscos e seguros, também verificou um salto de 115% na busca pela solução. Já a seguradora JLT reporta grande procura pela proteção. Segundo Marta Schuh, especialista em risco cibernético da companhia, “a demanda mais do que dobrou”.

Setor de seguro garantia deve crescer com obras pós-Lava Jato

A Folha de S.Paulo registra que o seguro garantia, plano que se contrata para garantir o cumprimento ou pagamento de um dever, será impulsionado pela retomada de obras de infraestrutura nos próximos anos, dizem analistas desse mercado.

A modalidade cresceu na crise por ser usada como alternativa ao depósito judicial. “Havia a ideia de que a garantia judicial teria chegado ao seu limite, mas cresceu em 2018”, diz Roque Melo, da comissão de grandes riscos da Fenseg (federação do setor).

“A expectativa de todos é que haja mais investimento em infraestrutura, o que criará novas oportunidades.”

Além de projetos de energia em óleo e gás, o setor espera que saiam do papel novos aeroportos, ferrovias e portos, segundo Rodrigo Protasio, diretor-executivo de resseguros da JLT, que atua nesse nicho.

“O seguro de performance dá a garantia de entrega dessas construções todas.”

A avaliação da empresa é que, após a Lava Jato, parte dos projetos ficarão com empreiteiras que não têm fluxo de caixa que dê ao mercado segurança de que a obra será terminada, e isso vai impulsionar a venda de apólices.

Aon muda comando na América Latina para crescer dois dígitos

O Valor Econômico relata que a corretora americana Aon fez mudanças no comando da América Latina e do Brasil com um objetivo ambicioso: voltar a crescer dois dígitos na região, e de maneira orgânica. Para isso, além de ampliar a relação com grandes empresas, a corretora planeja reforçar a atuação junto às pessoas físicas e às empresas de menor porte.

“A América Latina cresceu muito desde 2000 e, no caso da Aon, esse avanço foi maior até mesmo do que nos países asiáticos”, disse Marcelo Munerato de Almeida, que deixa a presidência da corretora no Brasil em janeiro para assumir a estratégia comercial da América Latina.

De acordo com o executivo, o ritmo de crescimento desacelerou há três anos, em função da crise econômica não só no Brasil, mas também em outros países da região, como na Argentina.
A Aon tem a meta de crescer 5% ao ano em média em todo o mundo, de maneira orgânica.

Daqui em diante, a ideia é que os dez países da América Latina onde tem presença consigam registrar um crescimento acima de 10%, como costumava mostrar antes das turbulências recentes.

“O primeiro passo será a retenção da carteira de clientes, porque o negócio de seguros é recorrente e precisa ser renovado todo ano”, disse Munerato. “Além disso, vou trabalhar com os líderes nos países para definir a estratégia de expansão para novos clientes.”

STJ foi mais favorável aos planos de saúdes do que aos usuários, aponta estudo

A colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, revela que os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) votaram mais a favor de empresas do que dos consumidores em processos envolvendo planos de saúde privados julgados em 2018 pela corte.

A avaliação está no primeiro Anuário da Justiça Saúde Suplementar, que será publicado pela editora Consultor Jurídico e pela Associação Nacional dos Administradores de Benefícios (Anab).

O estudo considerou votações sobre temas como: se operadoras precisam fornecer remédios importados sem registro da Anvisa; se é válido o reajuste da mensalidade de planos baseado na faixa etária do beneficiado; e se ex-empregados têm direito de permanecer em plano de saúde custeado exclusivamente pelo ex-empregador.

Nas questões analisadas, os ministros decidiram por maioria a favor das empresas. O STJ é responsável pelos julgamentos contra planos de saúde. Até setembro deste ano, 9.292 processos sobre o tema foram julgados. Em 2017, foram 10.012 no total.

Segundo o anuário, que será lançado em 2019, planos de saúde já ocupam o segundo lugar nos temas com maior número de ações na 2ª Seção do STJ, responsável por definir a jurisprudência de direito privado no país —ficando atrás apenas de ações sobre contratos bancários.

Criada para paciente sem plano de saúde, Amparo atrai operadoras

O Valor Econômico destaca que, criada há apenas um ano e meio para atender pacientes sem planos de saúde, a rede de clínicas de médico de família Amparo Saúde está atraindo o interesse de operadoras e seguradoras de saúde. A Amil. maior operadora de planos de saúde do país, fechou um contrato para que a Amparo acompanhe a saúde de seus 16 mil usuários.

“Recebemos um valor fixo por paciente e um pagamento adicional conforme a performance, a melhora da saúde desse paciente”, disse o alemão Emilio Püschmann, sócio e presidente da Amparo Saúde. Seu sócio é o médico Gustavo Gusso que até o começo deste ano era um dos responsáveis pela área de atenção primária da Amil.

A Amparo também trabalha com SulAmérica, Omint, Fesp Unimed e Seguros Unimed, mas nesses casos suas clínicas médicas apenas fazem parte da rede credenciada dessas operadoras e não há gestão da saúde dos usuários como ocorre com a Amil.

Fundos PGBL e VGBL mantêm alta em novembro, segundo GuruPrev

Release

O site GuruPrev divulgou os resultados sobre os planos PGBL/VGBL do mercado até o mês de novembro. A base analisada tem 9.048 planos de previdência do mercado e mais de 1.264 fundos de investimentos vinculados aos planos.

Após um mês de outubro excelente, os fundos de investimentos PGBL/VGBL tiveram um mês de novembro muito bom, grande parte deles renderam acima do CDI. Após uma expressiva recuperação da rentabilidade dos planos visualizada no mês de outubro, os fundos PGBL/VGBL mantiveram retornos positivos em novembro, valores menos expressivos quanto outubro, porém a maior parte deles superou o CDI.

Após a grande volatilidade do mercado verificada durante o ano de 2018 em função das expectativas das eleições e do conturbado ambiente econômico no exterior, os PGBL/VGBL se recuperaram e apresentaram um resultado médio muito bom no acumulado do ano, em todas as modalidades de fundos de investimento.

Rentabilidade
Segundo o levantamento, a rentabilidade média no ano 2018 até novembro, foi de 6,85%, o que representou 116,2% do CDI. Nos últimos 12 meses, a média dos fundos analisados é de 7,9%, 122,6% do CDI, o retorno médio dos PGBL/VGBL também excede o CDI se estendermos essa pesquisa para um período de 24 meses, no qual registrou 113,9% do CDI ou 20,2% em valores nominais. Em 36 meses, a rentabilidade média dos fundos PGBL/VGBL também foi melhor que o CDI, no qual anotaram 39,4%, o que equivale a 115,1% do CDI.

Em comparação ao CDI, os últimos três meses estão demonstrando boa performance em relação ao principal benchmark do mercado. Em setembro, mais de 56% desses fundos renderam acima do CDI, no mês de outubro 88% dos fundos PGBL/VGBL renderam acima do CDI e no mês de novembro, 59% dos fundos de investimentos ultrapassaram o retorno do CDI. Os 10% melhores registraram uma rentabilidade média de 1,87%, ou 378,1% do CDI. Enquanto que os 10% piores do período renderam 28,39% do CDI, o que, nominalmente, corresponde a 0,14%.

No geral, em 2018, cerca de 44,3% dos fundos não superaram o CDI.
Apesar do rendimento médio do mercado ter obtido um retorno acima do CDI no ano (116,2%), em que 644 fundos de investimentos renderam acima do CDI, porém, eles respondem por um PL de R$ 126,63 Bilhões (16,4% do mercado). Portanto, 512 fundos ficaram abaixo do CDI, tais fundos apresentam um PL somado de R$ 638,75 Bilhões (82,7%), outros 108 fundos não apresentaram resultado, tais fundos possuem um patrimônio de R$ 6,89 Bilhões (0,9%).

Os fundos de investimentos PGBL/VGBL com PL superior a R$ 10 Bilhões, 20 no total, registraram em média 87,17% do CDI, ou 5,14% em valores nominais, ou seja, um resultado muito inferior ao visto no mercado. Somados, esses fundos possuem um PL de R$ 386,11 Bilhões (50,0% do mercado). Apenas 3 fundos dessa amostra vêm conseguindo um retorno acima do CDI no ano, apesar de terem obtido um rendimento acima do CDI, nenhum deles superou a média registrada no mercado.
Considerando todos os fundos PGBL/VGBL “bilionários” (109), apenas 22 renderam acima do CDI no ano.

Curiosidades dos melhores e piores
Os 10% melhores tem um PL médio de R$ 125,7 milhões, enquanto que os piores têm um PL médio de R$ 732,9 milhões.

Patrimônio Líquido
Os fundos de investimentos PGBL/VGBL terminaram o mês de novembro com um patrimônio total de R$ 772,3 bilhões, distribuídos nas modalidades de renda fixa, multimercados, balanceados e data-alvo. Em novembro do ano passado o valor era R$ 703,2 bilhões, portanto, um crescimento de 9,8%. Neste ano, o crescimento do Patrimônio Líquido destes fundos de investimento foi de 8,3%.

Captação Líquida

No que diz respeito a captação líquida, este mês e ano, de maneira parcial, apresentaram os seguintes resultados:

Marcele Lemos assume a Diretoria de Planejamento Estratégico da Coface na América Latina

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A presidente da Coface no Brasil, Marcele Lemos, foi promovida para a Diretoria de Planejamento Estratégico da América Latina. A executiva acumulará a nova função com a presidência da seguradora de crédito no Brasil, da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) e da Coface Serviços. “É com grande satisfação que assumi este novo desafio, com a missão de apoiar os países da América Latina na criação de um caminho para o crescimento e rentabilidade em meio à concorrência e às constantes mudanças”, afirma Marcele, que está no cargo deste o início deste mês.

Entre as responsabilidades de Marcele frente à nova diretoria, estão: compreender e apoiar os gerentes nacionais da América Latina para moldar a estratégia e a missão da empresa; desenvolver e / ou analisar planos para materializar estratégias e analisar propostas de negócios dentro da região; apoiar os gerentes nacionais para pesquisar a concorrência para identificar ameaças e oportunidades; avaliar o desempenho operacional e estratégico da empresa; alinhar processos, planejamento de recursos e metas regionais com estratégia global; fornecer suporte e insights sobre mudanças organizacionais significativas (por exemplo, mudança no foco estratégico); treinar altos executivos na tomada de decisões efetivas; monitorar e analisar as tendências do setor e as mudanças do mercado; gerar ideias originais com outros membros da equipe e identificar possíveis problemas e planejar formas de corrigi-los.

“Estou muito feliz e animada com esse novo caminho a ser percorrido. Tenho certeza de que, com o apoio das minhas equipes, farei um trabalho sustentável, que agregará mais valor ainda às três empresas que presido e a essa diretora. Agradeço a confiança e a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento da Coface na América Latina”, finaliza Marcele.

SulAmérica Investimentos fecha parceria e lança seu primeiro fundo quantitativo

Novo fundo Pandhora Feeder Institucional FIC FIM segue a tendência global de abordagem sistemática

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A SulAmérica Investimentos apostou na diversificação do portfólio e, em parceria com a Trilha Investimentos, apresenta ao mercado seu primeiro fundo quantitativo. Trata-se do Pandhora Feeder Institucional FIC FIM.

Acompanhando uma tendência mundial, os fundos quantitativos têm se destacado pela forma de realizar suas alocações por meio de estratégias sistematicamente programadas. Nesse segmento, as oportunidades disponíveis no mercado são capitalizadas mediante uso de algoritmos e programas de computador. O objetivo dessa abordagem é ofertar um produto desprovido de potenciais vieses comportamentais, como apego às posições baseado em emoções, e criar uma opção eficiente para diversificação da carteira, por ter um resultado descorrelacionado de outros fundos.

“Ao analisarmos nosso portfólio, notamos que havia espaço para esse tipo de estratégia. Fizemos uma criteriosa seleção para a parceria e chegamos até o Pandhora”, conta Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos da SulAmérica.

“Hoje, o Pandhora conta com 18 algoritmos que funcionam como se fossem 18 gestores, capturando ciclos globais de médio e longo prazo, sem nenhum fator de risco específico. O backtest é de 20 a 25 anos e o fundo só opera ativos líquidos em grandes mercados, como contratos futuros de índice de ações, moedas e juros”, complementa Alexandre Bossi, sócio e gestor do Fundo Pandhora.

A aplicação mínima requerida é de R$ 5 mil, com taxa de performance com 20% do que exceder 100% da variação do CDI e taxa de administração de 1,5% ao ano. O objetivo de retorno é CDI + 4% a.a. e o de volatilidade, entre 5 a 6% ao ano.

SulAmérica reforça assistência 24h em regiões litorâneas

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A SulAmérica reforçará a rede de assistência automotiva 24h em regiões litorâneas durante o período de festas, quando o fluxo de carros nas estradas e a concentração de pessoas nas praias brasileiras aumentam. O objetivo é oferecer um atendimento emergencial ainda mais ágil e eficiente nesses locais, por meio de um contingente adicional de prestadores com os serviços de socorro mecânico, reboque, táxi e chaveiro. A ação tem início nesta sexta-feira, dia 21 de dezembro, e se estenderá até o dia 7 de janeiro de 2019.

No Nordeste, a rede de prestadores automotivos será reforçada em Pernambuco e na Bahia. Em São Paulo, a intensificação dos serviços será realizada ao longo de todo o litoral. Já no Rio de Janeiro, o plano focará a Costa Verde e a Região dos Lagos. No Sul, o pacote abrangerá o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e o litoral do Rio Grande do Sul.

“A SulAmérica Auto reforça a operação de assistência 24h em regiões litorâneas durante a alta temporada para oferecer aos clientes um atendimento rápido e eficiente em casos de reparos emergenciais e recolhimento de veículos. Trata-se de uma garantia extra de tranquilidade e conveniência para as viagens de férias dos nossos segurados”, afirma o diretor de Operações, Renato Roperto.

Em caso de imprevistos, a SulAmérica disponibiliza uma série de serviços de assistência, como reboque com quilometragem ilimitada, mecânico para reparo emergencial no local, troca de pneus e transporte para os clientes que não puderem retornar para casa com o veículo. Além disso, por meio do aplicativo SulAmérica Auto, o segurado pode acionar rapidamente o botão para emergências, além de acompanhar a chegada do guincho em tempo real e consultar os telefones dos canais de atendimento.