A Sabemi Seguradora informa que já foram identificados mais de 200 segurados residentes na cidade e que disponibilizou atendimento diferenciado para esses associados. Apesar de saber quem são essas pessoas, a empresa aguarda que elas entrem em contato através do 0800 880 1900, disponibilizado para familiares e vítimas suporte e acionar coberturas do seu seguro, como a assistência residencial, que dá amparo às vítimas por alagamento. Entre os serviços oferecidos estão guarda de móveis, guarda de animais domésticos, cuidador para crianças e idosos, entre outros.
“Nos antecipamos cruzando a nossa base com os endereços de moradores (endereço em Brumadinho), o que não quer dizer que não tenhamos outros beneficiários no nosso cadastro com endereço em outros municípios próximos”, comentou a seguradora em nota. Ou seja, esse número podo subir.
A questão é que muitos beneficiários desconhecem que o titular havia contratado um seguro. Segundo a Sabemi, além dos dados dos clientes, a seguradora acompanhando os informações oficiais que são divulgadas com os nomes das vítimas identificados até o momento. “Além das nossas obrigações legais, temos total interesse em identificar possíveis beneficiários para que, de alguma forma, possamos diminuir a dor e sofrimento das pessoas afetadas, entre elas as que simplesmente não podem retornar para as suas casas”, informou em nota.
Por isso #ficaadica para a Superintendência de Seguros Privados Privados (Susep), órgão que fiscaliza o setor, para exigir que as seguradoras contatem os beneficiários para alertá-los que há uma apólice de seguro comprada pela vítima falecida no acidente e que pode ser acionada. Afinal, ter informações sobre os clientes não serve só para ofertar novos seguros para ele. Serve também para cumprir a função social do seguro, que é indenizar pessoas que compraram proteções para perdas.
Caso os corretores de Brumadinho sejam da moda antiga, que conhecem seus clientes pessoalmente, facilitará muito que o seguro cumpra sua função social.
Valores ainda dependem dos acontecimentos dos próximos dias, como reação de investidores, novos rompimentos, multas entre outros
Ainda é muito cedo para saber qual o impacto do rompimento no dia 25 de janeiro da Barragem 1 da Mina Feijão, em Brumadinho (MG) no mercado segurador. Isso porque um acidente como esse envolve muitas apólices. Neste caso da Vale, acionista da Samarco, protagonista da maior perda até então registrada, a situação é ainda mais complexa por ter contratos com diversas exclusões e elevadas franquias. A tragédia ocorrida há três anos, com o rompimento da barragem em Mariana (MG) lidera o ranking de perdas. Mas uma coisa é certa: Brumadinho vai superar os R$ 2 bilhões em indenizações pagas pelo mercado segurador ainda estimados para Mariana. Veja abaixo:
Apesar do volume em Mariana, com despejos de quase 44 milhões de metros cúbicos de rejeitos, ter sido menor do que em Brumadinho, de 12 milhões de metros cúbicos, o número de mortes é muito superior, de 19 para quase 400 pessoas agora, o que traz mais gastos com todos os atingidos para que recomecem a vida. Também se espera que as multas à Vale deverão ser mais pesadas para evitar que uma tragédia desta volte a acontecer, bem como o volume de acionamento das apólices de seguros financeiros, como o D&O, atinjam volumes muito maiores do que em Mariana.
A CVM abriu dois processos para analisar a conduta da Vale na divulgação ao mercado do rompimento da barragem na sexta-feira (25). O órgão regulador vai coletar informações para apurar se a mineradora seguiu os procedimentos de divulgação de fatos relevantes a investidores em ações da companhia. O Financial Times informa que advogados dos EUA se preparam para ações coletivas contra a empresa
Ter um seguro não significa que todas as perdas serão pagas pela seguradora. Geralmente os contratos corporativos têm seguro para algo em torno de até 20% de uma perda catastrófica. Para calcular os riscos são usados programas de gerenciamento de risco, que levam em conta a probabilidade de diversos acidentes acontecerem ai mesmo tempo. Depois de sugeridas ações para a mitigação dos riscos e planos de contingências, é que se calcula qual parte será transferida para a seguradora. “Esse é o início da conversa entre segurado e seguradora, que costuma fazer muitas exigências, recomendações e também recusar alguns tipos de riscos. O que sobra depois dessa negociação, geralmente gira em torno de até 20% do cálculo do valor máximo em risco”, cita um corretor que pediu anonimato.
No caso da barragem da Vale em Brumadinho, o valor deve ficar bem abaixo da média de 20% das perdas, uma vez que o mercado segurador impôs uma série de restrições, exclusões e elevadas franquias depois do caso Samarco, em 2015. “Ainda é cedo para estimar qualquer valor. O que se sabe é que na apólice de risco patrimonial a franquia é tão elevada que nem deve afetar as seguradoras deste contrato”, citou um executivo com conhecimento das clausulas negociadas. “Mas muitas coisas ainda podem surgir”, acrescentou.
O único seguro do pacote da Vale que já pode ter um valor estimado é o de vida, que cobre a morte de funcionários. Neste caso, o valor a ser pago terá de ser em dobro. Se o contrato estima o pagamento de 12 salários, por exemplo, por morte natural, como foi um acidente o valor a ser pago é o dobro, 24 meses de salário. “Nesse tipo de contrato geralmente está incluído o seguro funeral, que cobre as despesas da família com o enterro”, citou outro executivo especializado em vida.
A Vale, que prometeu no dia 28 doar R$ 100 mil para cada família que perdeu um ente, sabe quantos funcionários tinha no local e o número de mortos e desaparecidos. Fontes do setor afirmam que o seguro de vida em grupo tem de ser pago rápido, mesmo sem encontrar os corpos ou apurar se o estipulante da apólice, no caso a Vale, é culpado ou não pela tragédia. “O segurado não tem nada a ver com a culpa do estipulante”, disse um dos principais especialistas no assunto ao blog Sonho Seguro, pedindo anonimato. Se no futuro a Vale for considerada culpada e a seguradora quiser entrar com uma ação de regresso, pode. Mas tem de pagar o seguro para os beneficiários o mais rápido possível, para que os herdeiros possam recomeçar a vida”, afirmou um advogado especializado em seguros. O valor a ser doado independe de indenizações.
Os especialistas afirmaram que os beneficiários podem receber o valor da apólice de vida em grupo sem receio de depois ficarem impedidos de entrar com ação pedindo reparação civil, perdas e danos, inclusive morais. “São coisas que não se confundem”, explicou.
Veja abaixo os prováveis seguros contratados por mineradoras. As descrições e explicações de coberturas securitárias acionadas em situações semelhantes estão relacionadas no estudo realizado pela resseguradora Terra Brasis, elaborado um ano após o acidente da Samarco. Vale ressaltar que o seguro ambiental existe, mas ainda não pegou no Brasil. No caso Samarco, as multas de R$ 350 milhões não foram pagas ainda, pois a empresa recorreu de todas.
Patrimonial (Property): O seguro de Property, como o próprio nome diz, cobre os danos físicos aos bens materiais do segurado e eventuais danos consequentes. Além de todas as plantas, máquinas, equipamentos, barragens, materiais, matérias primas, tubulações, dentre outros, também pode garantir os Lucros Cessantes do segurado decorrente dos Danos Materiais amparados pelo seguro. Desta maneira, caso seja concluído que o rompimento da barragem é indenizável sob a apólice de Property do shegurado, os Lucros Cessantes também serão indenizados até os valores contratados. No caso da Samarco, o potencial de indenização de Lucros Cessantes foi muito superior ao dano material associado às barragens e a eventuais equipamentos ou outros ativos que também tenham sido atingidos, pois as operações da Samarco foram totalmente paralisadas após o evento. O mesmo cenário certamente se repetirá no caso de Brumadinho, que tem seguro contratado na seguradora Chubb, como líder, com resseguro do IRB Brasil Re e outros ressegurados internacionais. A corretora de seguros é a Aon.
Riscos de Engenharia: A apólice de Riscos de Engenharia garante obras civis em construção, podendo garantir também a instalação e montagem de equipamentos. É uma cobertura do tipo all risks, ou seja, cobre todos os riscos exceto os explicitamente excluídos, podendo oferecer proteção para danos materiais causados à obra, danos em consequência de erro de projeto, tumultos, desentulho, dentre outros. No momento do acidente da Samarco, por exemplo, estavam sendo realizadas obras de alteamento na barragem de Fundão. Se a empresa contratou uma apólice de Riscos de Engenharia, esta poderia ter sido acionada. Segundo informações divulgadas na época, a obra de alteamento da barragem havia se iniciado aproximadamente dois meses antes da data do rompimento. Neste caso, o valor a ser indenizado seria proporcional à curva de planejamento da obra e seu atual estágio no momento do acidente.
Responsabilidade Civil: A apólice de Responsabilidade Civil garante proteção ao segurado contra reclamações pelas quais ele venha a ser responsável civilmente, em relação a danos involuntários, materiais e corporais causados a terceiros. Neste evento, seriam indenizados os danos causados aos terceiros, em decorrência do rompimento da barragem. Os danos causados a terceiros foram expressivos nos dois casos, Mariana e Brumadinho. Provavelmente a apuração demandará um trabalho exaustivo da equipe de regulação de sinistros. O seguro é da Allianz com resseguro pulverizado em vários mercados e a corretora é a Willis.
Responsabilidade Civil Obras: Uma apólice de Responsabilidade Civil Obras, garante danos materiais ou corporais causados a terceiros decorrentes de danos associados à obra civil em questão.
Responsabilidade Civil Empregador: O seguro de Responsabilidade Empregador garante a responsabilidade civil da empresa segurada contra danos corporais sofridos por seus empregados durante o período laboral. Existe uma possibilidade de cobrir danos materiais por intermédio de clausulado específico contratado separadamente. No caso destes eventos, ocorreram mortes de trabalhadores que ali estavam no momento do ocorrido, alguns das próprias empresas, como Samarco e Vale, bem como de empresas contratadas, o que pode acionar a apólice.
D&O: É uma abreviação da expressão em inglês Directors and Officers Liability Insurance. Este seguro tem por objetivo proteger o patrimônio das pessoas físicas que ocupam cargos ou funções diretivas na empresa. Estas pessoas em sua gestão tomam decisões que podem causar danos a terceiros. O Seguro provê amparo financeiro às pessoas físicas e, eventualmente, jurídicas em casos de discussões judiciais e extrajudiciais relacionadas às suas decisões diretivas. Caso existam indícios que, por negligência, imprudência ou imperícia de algum diretor ou gestor, alguma recomendação referente a pontos de melhoria nas barragens ou adoção de determinados planos de contingência não foram implantados, a responsabilização dos mesmos pode ocorrer e a apólice de D&O pode ser acionada. Em casos específicos, como em assuntos ambientais, a personalidade jurídica pode ser desconstituída, respondendo diretamente o diretor/gestor responsável. Além desta, as apólices de D&O dos principais acionistas da Samarco e da Vale também podem ser afetadas. A Zurich não confirma, mas fontes afirmam ser ela a líder desta apólice na Vale.
E&O: O Seguro de Responsabilidade Civil Profissional (Erros & Omissões) visa segurar danos que possam ser causados em decorrência da falha na prestação de serviços por erro ou omissão profissional, e garante também as despesas incorridas com a defesa do Segurado em eventual ação judicial. Em ambos os casos, Mariana e Brumadinho, existe também a possibilidade de se responsabilizar as construtoras envolvidas nas obras na barragem no momento do rompimento, se constatado algum erro de projeto, por exemplo, acionando a apólice de E&O da construtora.
Vida: Uma vez que foram constatadas mortes de funcionários, as apólices de Seguro de Vida são acionadas. Aqui a seguradora é a Bradesco Seguros.
Segundo especialistas, apesar de haver muitas regulações, boa parte delas precisa de mudanças. Uma delas é a MP 791, de 2017, que substituiu o antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Leonardo Quintão, que era deputado, em 2017, retirou da Medida Provisória dois dispositivos que aumentariam a fiscalização de barragens de rejeitos, como a que rompeu em Brumadinho. Quem fornece hoje informações sobre as barragens são as próprias empresas. Não há regras específicas para a fiscalização pelo poder público, como visitas técnicas periódicas. Isso realmente tem de mudar.
Carlos Portugal Gouvêa, professor da Faculdade de Direito da USP, doutor pela Universidade de Harvard e sócio do escritório PGLaw, publicou um artigo interessante no blog do Fausto Macedo, no Estadão. Ele afirma que uma das lições de casa que precisa ser feita pelo Brasil para evitar uma tragédia como a de Brumadinho (MG) é olhar como outros países gerenciam riscos catastróficos que afetam pessoas, empresas e meio ambiente. O rompimento da barragem da Vale já deixou ao menos 37 mortos e cerca de 345 os desaparecidos.
O autor cita o Japão: a importância de que a população e o governo tenham seguros. No Japão, um dos fatores que leva à rápida recuperação de áreas devastadas é o fato de que população e governos têm seguros que protegem a vida e a propriedade dos moradores, assim como a infraestrutura pública. Como as indenizações são pagas pelas seguradoras, famílias e governos podem rapidamente começar os processos de recuperação, seja da saúde e do bem-estar das pessoas, seja da infraestrutura afetada.
As seguradoras, após pagarem as indenizações, cobram os valores pagos dos responsáveis pelo dano. O termo técnico é sub-rogação, que significa que a seguradora assume os direitos de cobrança que eram das vítimas da tragédia. Com mais recursos, experiência em processos judiciais e coordenação, as seguradoras chegam a acordos com os responsáveis de forma mais célere. As seguradoras também passam a estimular atividades de prevenção de acidentes, pois a redução de acidentes futuros aumenta sua lucratividade.
Segundo ele, uma sugestão para a região mineradora de Minas Gerais seria iniciar um programa governamental de seguros para desastres ambientais, beneficiando as famílias e as prefeituras das cidades em risco. Simplesmente acreditar que não teremos novos desastres é uma postura irrazoável. Os dados, infelizmente, indicam que o risco de desastres na região é grande, lamenta Gouvea em seu artigo.
Chubb com seguro patrimonial; AGCS, do grupo Allianz, e Tokio Marine com seguro de responsabilidade civil (RC); Bradesco com seguro de vida em grupo são as seguradoras da Vale em Brumadinho. IRB participa do resseguro de alguns contratos. Willis é a corretora de RC
ATUALIZADA AS 21:06
A nova tragédia no Brasil com o rompimento da Barragem 1 da Mina Feijão, em Brumadinho (MG), deve ter um desenrolar parecido com a de Mariana, quando a Barragem de Fundão ruiu na tarde da 5 de novembro de 2015. O desastre em Mariana deixou 19 mortos e agora mais de 200 pessoas estão desaparecidas. Depois de mais de três anos, em outubro do ano passado, o Ministério Público assinou um acordo com os acionistas da Samarco, Vale e BHP Billiton, para indenização das mais de 3 mil vítimas. As negociações com as famílias estão em andamento. Ou seja: anos para recuperar o meio ambiente e indenizar as pessoas prejudicadas.
Segundo fontes que pediram anonimato ao blog Sonho Seguro, a seguradora da Vale em riscos patrimoniais é a Chubb, com uma franquia que possivelmente cobrirá o custo de prejuízos na barragem, Em responsabilidade civil, que indeniza terceiros, é a AGCS, do grupo alemão Allianz, e a Tokio Marine. A Bradesco Seguros é a seguradora da apólice de vida em grupo, que terá de pagar dupla indenização aos familiares doa funcionários em razão da morte ter sido causada por um acidente. A consultoria e corretagem do contrato de RC está sob responsabilidade da Willis Towers Watson. O IRB Brasil Re é o ressegurador de um percentual de alguns contratos. Vale lembrar que no caso Samarco o seguro de responsabilidade civil tinha limite de R$ 600 milhões para indenizar terceiros. A Vale admitiu, em 2015, que a apólice de responsabilidade civil da Samarco não era suficiente para pagar os prejuízos.
“Brumadinho é uma das poucas barragens de mineração que conta com seguro no Brasil. Sem seguro, as mineradoras têm acelerado a migração para plantas de separação magnética. Brumadinho é uma das barragens que se achavam em processo de descaracterização. A cobertura de seguro para danos relacionados a acidentes com barragens que se encontra disponível no mercado é um folhado de restrições. A Vale terá um calvário securitário pela frente, pois os resseguradores vão agitar bastante o argumento de reincidência, com referência ao rompimento da barragem de Mariana”, afirmou Ernesto Tzirulnik, presidente do IBDS – Instituto Brasileiro de Direito do Seguro, em nota.
Desde o acidente da Samarco, advogados do Brasil representados na AIDA – Associação Internacional de Direto de Seguros, afirmam que discutir riscos extremos é uma necessidade do setor de seguros, para aplicar melhorias na subscrição de risco de seguro, resseguro e, sobretudo no processo de regulação do sinistro.
Em evento da AIDA realizado em outubro do ano passado, no Rio, o caso Samarco foi citado. “Mais de 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro e sílica percorreram cerca de 22km, passando pelo Rio Doce e atingindo o oceano Atlântico, matando 19 pessoas e desalojando centenas, poluindo o solo, o ar, causando a mortandade de animais, da flora, e tornando extensas áreas urbanas e rurais imprestáveis”, enumerou o conselheiro da AIDA World e integrante da Comissão Organizadora do AIDA Rio 2018, Luís Felipe Pellon.
Ao explicar os aspectos e causas do acidente, o advogado Pellon, especializado em seguros, contou que a empresa optou pela técnica de construção mais econômica – e arriscada – para a barragem, e que diversas questões deveriam ter servido como alertas de que havia algo errado. Ele ressaltou, ainda, a importância da atuação do poder público na prevenção de tragédias como essa, por meio das chamadas fiscalizações pós licença.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) afirmou em nota que esta nova tragédia retrata a realidade e os riscos das barragens no Brasil. No país, estão catalogadas 14 barragens de alto risco com alto danos associados, cujo uso é de rejeitos de mineração.
O levantamento estava na lista de publicações da entidade a serem divulgadas nos próximos dias. A pesquisa aponta que existem 22.920 barragens registradas e catalogadas no país (dados de 2016). Mas a maioria – 18.551 barragens – estão sem qualquer informação sobre os riscos e danos potenciais que o rompimento pode causar. Levantamento mais recente, de 2017, elevou a contagem de barragens catalogadas para 24.080. Os dados foram extraídos do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (Snisb), criado em 2010.
Mais preocupantes – Minas Gerais concentra o maior número de barragens com alto risco e alto danos associados, totalizando nove represas. Na sequência, vem o Estado de Alagoas com quatro, e uma no Pará. Em Brumadinho (MH), a CNM assevera a preocupação com a barragem Dique Conquistinha, que apresenta “alto risco de rompimento com alto danos associados”.
Em todo Brasil, são 695 barragens devidamente cadastradas que apresentam categoria de alto risco, associado com danos em potencial, ou seja, todas correm riscos de sofrer algum tipo de ruptura, que podem ocasionar danos ambientais, humanos, financeiros e materiais, distribuídas por quantidade e por tipo.
Portanto, a CNM alerta que, entre as ações prioritárias a serem realizadas, está a imediata classificação das barragens sem informação. Assim como acompanhamento, fiscalização e recuperação, que devem ser priorizados nas áreas de barragens de alto risco e alto dano associados para evitar que desastres como o de Mariana e de Brumadinho ocorram nos Municípios.
Importante lembrar que seguro não cobre danos causados por dolo. Algo como um motorista dirigir embriagado, um piloto levantar voo sabendo que o avião tem problemas ou uma empresa saber que precisa fazer reparos pois está colocando o local e terceiros em risco e não tomar as providências necessárias.
Confira, na íntegra, o posicionamento da Vale
A Vale informa que, no início desta tarde, ocorreu o rompimento da Barragem 1 da Mina Feijão, em Brumadinho (MG). A companhia lamenta profundamente o acidente e está empenhando todos os esforços no socorro e apoio aos atingidos. Havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos, indicando a possibilidade, ainda não confirmada, de vítimas. Parte da comunidade da Vila Ferteco também foi atingida. O resgate e os atendimentos aos feridos estão sendo realizados no local pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Ainda não há confirmação sobre a causa do acidente. A prioridade máxima da empresa, neste momento, é apoiar nos resgates para ajudar a preservar e proteger a vida de empregados, próprios e terceiros, e das comunidades locais. A Vale continuará fornecendo informações assim que confirmadas.”
Por Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde
Nosso planeta está se tornando um grande ser vivo digital. Com o avanço da internet das coisas, processadores podem ser colocados em produtos com as mais diversas finalidades. Em várias partes do mundo, sensores embutidos em objetos medem a vibração, a temperatura, a composição química etc. Algumas das aplicações dessa tecnologia serão úteis a ponto de nos fazer pensar como conseguimos viver tanto tempo sem elas.
Um exemplo? Assim que os sensores químicos ficarem suficientemente baratos, eles poderão ser colocados dentro das caixinhas de leite para avisar quando o produto, de fato, azedou. Em vez de respeitar a data de validade da embalagem (baseada em um cálculo estatístico sobre a duração média do produto), o consumidor terá uma informação precisa para saber se o leite ainda está bom. Uma informação única, individualizada e capaz de evitar muitos desperdícios.
Na saúde, há múltiplos desdobramentos e possibilidades. Surgem balanças que registram não só o peso, como também o nível de hidratação e outros parâmetros e suas variações. Os dados são enviados para um aplicativo de celular. Há também relógios que fazem bem mais do que apenas registrar as horas. É o caso da nova versão do Apple Watch, capaz de realizar um eletrocardiograma e enviar o resultado para o celular. A partir daí, o cliente pode compartilhar a informação com o médico, se desejar.
A inovação tecnológica que já estamos vivendo e os debates acerca do futuro da informação, como o promovido durante o 4º Fórum da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), no final de outubro, nos levam a refletir sobre as implicações deste novo mundo, no qual os consumidores aceitam fornecer dados pessoais com a contrapartida de receber melhores serviços. No nosso setor, é preciso ter um cuidado extremo na transição para a quarta revolução industrial – a da informação. É imperdoável errar quando o que está em jogo são os dados de saúde, como ressaltou Henrique von Atzinger do Amaral, líder do ThinkLab da IBM Brasil. Todo e qualquer serviço que pretenda usar esse tipo de informação precisa oferecer conveniência, relevância, segurança e controle.
O grande entusiasmo despertado pelos avanços da inteligência artificial aplicada à área médica só vão se concretizar no Brasil se os dados dos pacientes estiverem digitalizados e disponíveis, de forma organizada e comparável. Só assim os algoritmos poderão contribuir para a melhoria dos diagnósticos por imagem, a descoberta de novas drogas, a priorização de pacientes em hospitais, entre outros usos.
Antes disso, os agentes da saúde suplementar têm o desafio de mostrar ao paciente o que será feito com as informações dele e conseguir consentimento para qualquer de suas ações. É o que exige a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, sancionada em agosto. O prazo de adequação dado às empresas é insuficiente: apenas 18 meses. O marco legal impõe um desafio, mas não impedirá o avanço dos projetos baseados no registro e compartilhamento de dados de saúde. As primeiras iniciativas das operadoras têm demonstrado que os indivíduos concordam em permitir o acesso a seus prontuários eletrônicos quando recebem informações claras e entendem os benefícios oferecidos. Com transparência, ética e respeito à legislação, o futuro da informação pode ser um grande aliado na reorganização do sistema de saúde.
Por Túlio Fumis, Associate Partner na Page Executive e líder para as áreas de serviços financeiros, saúde e seguros
Neste quinto artigo da série das oito mais importantes preocupações dos executivos atuais, refletiremos comoas primeiras horas depois de um incidente podem determinar o sucesso ou fracasso de uma empresa.
Organizações, incluindo seguradoras, resseguradoras ou insurtechs, frequentemente se deparam com eventos como desastres naturais, ataques cibernéticos, violação de dados ou fraudes de profissionais. Como então os executivos seniores podem se preparar melhor para administrarem os impactos deste tipo de eventos?
No ano passado, empresas, universidades, hospitais e outras organizações ao redor do mundo sofreram um ataque de proporções gigantes: o maior ataque de ransomware já testemunhado (ransomwareé basicamente um programa nocivo que “sequestra” dados de computadores e que só são liberados após o pagamento de um “resgate” para os hackers que fizeram o sequestro). De acordo com a Europol (serviço Europeu de polícia, incumbido do tratamento e intercâmbio de informação criminal), milhares de computadores em mais de 150 países foram infectados pelo WannaCry, um programa de software que “embaralha” sistemas e que demandou dezenas de milhões de euros para a liberação das informações pessoais de vários colaboradores em empresas.
Eventos como estes podem potencialmente levar empresas a quebrarem. As reações dos executivos seniores, e da organização como um todo, nas primeiras horas após o evento, pode ser determinante para definir um resultado positivo por meio do qual a reputação e o valor da ação da empresa podem se manter intactos.
Organizações sempre passaram ou passam por crises periódicas e tem que lidar com isto. A grande diferença é que hoje a tecnologia, a mídia social e notícias circulando 24 horas por dia intensificaram a pressão sobre as empresas afetadas e mostram que as linhas de comunicação devem se manter abertas e bem gerenciadas o tempo todo.
Então, de maneira concreta, quais são os passos que os líderes precisam tomar para garantir que suas organizações possam sobreviver aos mais variados tipos de crises e, idealmente, se tornarem mais fortes com isto?
PRIMEIRO, DESENVOLVA SEU TIME DE GERENCIAMENTO DE CRISES
Desenvolver um “time de crises” é um bom começo. O time pode ser composto por colaboradores de toda a organização, representando vários setores da empresa, como o CEO, heads de departamentos, executivos sêniores, recursos humanos e obrigatoriamente, assessoria de imprensa.
O objetivo deste time é lidar com as principais áreas envolvidas na crise, de maneira rápida e criteriosa, e garantir que naquele momento, todos os colaboradores estejam alinhados em relação à mensagem a se passar e que ninguém esteja indo “contra a maré”.
CRIE – E TESTE – SEU PLANO DE CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS
Criar um plano de continuidade de negócios é vital para qualquer empresa que busca minimizar as perdas decorrentes de uma parada forçada nas suas operações. O plano é essencialmente uma resposta e um projeto de recuperação que garanta atribuições e responsabilidades para pessoas em papéis chave, permitindo que a empresa continue operacional no período da interrupção abrupta.
O plano deverá incluir uma análise dos riscos e impactos no negócio, dois componentes necessários para identificar as funções críticas e recursos necessários para manter a operação, bem como os detalhes das ameaças internas e externas, sua probabilidade de acontecerem e os potencias danos que podem causar. Neste sentido, as organizações podem proteger-se de um dano maior sendo proativas em pensar nem todas as possibilidades que possam acontecer, por mais remotas que sejam.
Dieter van Mulders, Diretor Executivo Sênior do Centro de Serviços Compartilhados do PageGroup, em Barcelona, explica: “um Plano de Continuidade de Negócio para uma organização multifuncional tem três importantes dimensões a serem consideradas e balanceadas entre elas, ou que estejam em sincronia. São elas: a criticidade do serviço, o período da interrupção e o investimento que é necessário fazer para garantir a segurança do serviço”.
E continua, “pode ser um desafio para explicar para a organização ou para algumas funções que no caso de uma emergência, sue departamento não é crítico. Por exemplo, uma organização financeira com vinte sub-processos e 110 pessoas precisará cobrir apenas quatro sub-processos, e poderá fazê-lo com oito pessoas. Somente trazendo estes assuntos para a mesa antecipadamente, podemos construir e gerenciar de maneira eficiente um plano de continuidade de negócio”.
Testar o plano também é fundamental para o entendimento e mensuração de sua efetividade, ajudando a assegurar para todos os funcionários, sejam os envolvidos no plano ou aqueles que estão fora das funções vitais, que estejam informados de suas atribuições. Testar o plano faz também com que ele se mantenha como um documento “vivo” e dinâmico que será corrigido ou alterado conforme os riscos do negócio mudem, garantindo com isto que ele continue relevante e atualizado.
Junto ao plano de continuidade de negócios, desenvolver um plano de relacionamento com a mídia irá ajudar a gerenciar as notícias ruins que inevitavelmente aparecem logo em seguida ao surgimento de uma crise.
ESTEJA PREPARADO PARA REPERCUSÃO NEGATIVA NA MÍDIA SOCIAL
A reação instintiva para uma resposta negativa por parte da mídia seria fechar os canais de contato e negar qualquer responsabilidade. Mas “sem comentários” não é uma opção. Líderes seniores precisam se pronunciar e assumir suas responsabilidades. Se eles desejam manter a mente aberta e comprometer recursos para uma investigação completa, precisam limitar o dano e virar o jogo.
Isto é especialmente relevante em uma época onde quase todo mundo leva uma câmera em seu bolso e o mundo está cheio de testemunhas. As organizações precisam estar atentas ao poder da mídia social, em que notícias ruins se tornam virais com um apertar de botão.
Em 2017, o preço das ações da United Airlines despencou depois que vídeos de um passageiro sendo arrastado violentamente para fora do avião, devido a overbooking, circulou na internet. Foi apenas depois de uma enorme repercussão negativa na mídia e várias ameaças de boicote a seus voos que a empresa assumiu toda a responsabilidade pela ação. Na onda deste escândalo, a taxa de percepção dos clientes da United caiu para patamares de dez anos atrás.
Não vamos esquecer também que a mídia social não é apenas um condutor para espalhar histórias a respeito da sua empresa. Também pode ser a respeito de você mesmo, se não a tratamos com carinho.
Em uma recente “falha de mídia social”, a Virgin Trains, empresa ferroviária do Reino Unido, ficou sobre fogo por uma resposta arrogante que um colaborador deu, via Twitter, em relação a uma reclamação de uma passageira. Do mesmo modo, em 2017 a Adidas tuitou “Parabéns, você sobreviveu à Maratona de Boston!”, o que foi amplamente percebido pela população como de pouca sensibilidade, em decorrência do ataque terrorista que ocorreu nesta mesma maratona, em 2013.
Uma análise proativa das vulnerabilidades atuais irá evitar que uma organização seja arrastada para dentro de uma espiral reativa e potencialmente destrutiva. Alguns líderes estão tomando o pulso nestas ações de modo a se beneficiarem como pioneiros, e posteriormente.
RESUMO:
A reação de líderes sêniores nas primeiras horas de uma crise pode alavancar ou destruir uma reputação corporativa;
É essencial se antecipar e criar um time de crise que possa rapidamente entrar em ação quando ocorrer um incidente;
Uma organização deve estar preparadas para assumir sua responsabilidade quando está claro que a culpa é dela;
Os líderes devem estar atentos à intensa pressão que pode vir da mídia social;
O planejamento deve levar em consideração também uma potencial publicidade negativa gerada pelos próprios colaboradores ao usarem a mídia social corporativa.
Atualmente liderando a área de serviços financeiros e seguros na Page Executive (PageGroup), compartilharei mensalmente com o blog dicas sobre tendências, carreira, CVs, entrevistas e outros assuntos relacionados a recrutamento e seleção, voltados para empresas e profissionais de seguros.
O 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de outubro, na Costa do Sauipe (BA), junto com outros dois grandes eventos – o 5º Congresso Brasileiro de Saúde Suplementar e a 20ª Exposeg (a melhor e maior feira do setor de seguros) – é uma raríssima oportunidade, talvez única, para o(a) corretor(a) de seguros unir capacitação e atualização profissional, trabalho, negócios, relacionamento e lazer de primeiríssima categoria ao lado de sua família (cônjuge e filhos) em um excelente e belíssimo local.
E tudo isso em condições excepcionais, que dificilmente poderão ser obtidas pelo corretor de seguros em outras ocasiões ou eventos.
É só conferir no hotsite do congresso.
Em primeiro lugar, o pacote para participar do evento dá direito além da inscrição nos eventos , a três diárias em um dos melhores resorts do Brasil e no sistema All inclusive, ou seja, tudo incluído , compreendendo pensão completa e ampla programação de lazer.
E o casal ainda pode levar duas crianças de até 11 anos e 11 meses para ficarem no mesmo quarto (duplo) do resort, sem qualquer custo adicional.
Haverá ainda intensa programação cultural e social, três grandes shows e belos passeios para acompanhantes.
No valor do pacote também já está incluso como dissemos a inscrição no Congresso e a participação nas palestras ministradas por grandes personalidades e conceituados especialistas, autoridades e lideranças do mercado, além das oficinas de trabalho e workshops Interativos.
Na 20ª Exposeg, o congressista terá acesso às mais recentes novidades do mercado, desenvolvidas pelas seguradoras e demais expositores; fará networking; terá oportunidade de firmar novos negócios ou parcerias; e trocará experiências com colegas, além da tradicional alegria e descontração dos excelentes e muito bem estruturados estandes, tudo em um ambiente muito agradável.
Os congressistas também terão direito a assistir três grandes shows com artistas renomados e consagrados, que certamente irão agradar a todos os participantes, independente da região onde residam ou da faixa etária.
E todos os corretores e corretoras de seguros ainda poderão participar dos sorteios de seis carros zero km ao longo do evento.
Além disso, está também incluso e assegurado a todos o transfer de Salvador para Sauipe e o retorno ao aeroporto da capital da Bahia, com todo o conforto.
O pagamento do pacote poderá ser feito por meio eletrônico, através de cartão de débito; crédito; ou, por boleto bancário, o qual será emitido pela Abalonne, agência oficial do evento.
A efetivação da compra do pacote será considerada válida após o recebimento da confirmação de pagamento. O comprovante de compra do pacote poderá ser impresso no sistema de inscrições, após confirmação de pagamento.
O Banco Inter, que oferece conta 100% digital e gratuita, obteve R$ 74,2 milhões de lucro líquido recorrente em 2018, um aumento de 38% na comparação com 2017. Após superar a marca de 1,45 milhão de clientes, a instituição segue ampliando o portfólio de produtos para reduzir o custo de funding e repassar a economia em taxas de juros menores e maior rentabilidade em investimentos.
Um dos destaques do banco foi seguros. “2018 foi o melhor ano da corretora cativa, Inter Seguros, com 22,3 mil adesões digitais de seguros no ano, 294% acima de 2017, quando praticamente iniciou a venda de seguro digital com uma parceria com a Liberty Seguros. As receitas de comissões totalizaram R$ 17,7 milhões, alta de 59,9% comparado ao ano anterior. Para 2019, a meta é elevar a penetração de seguros na base de clientes do banco para 4% e aumentar a oferta de produtos.
“2018 foi um ano de crescimento, em que conseguimos aprimorar a experiência do usuário e lançar novas ofertas de produtos”, diz João Vitor Menin, CEO do Banco Inter. O volume de depósitos à vista chegou a R$ 618 milhões. Com 115 mil clientes investidores, o custo de captação chegou a 81,6% do CDI, uma redução de 9,7 pontos percentuais na comparação com o quarto trimestre de 2017.
Os ativos totais de crédito do Banco Inter somaram R$ 5,6 bilhões no quarto trimestre de 2018, evolução de 57,7% em comparação ao 4T17. Destaque para a carteira de crédito ampliada que ultrapassou R$ 3,3 bilhões e para as receitas de serviços, que atingiram R$ 99 milhões e já representam 20% da receita líquida total.
A Escola Nacional de Seguros (ENS) comunica que o Diretor Geral, Renato Campos Martins Filho, deixará a organização ao final de março de 2019 para se dedicar a projetos pessoais.Seu sucessor no cargo será anunciado tão logo tenha seu nome referendado pelo Conselho de Administração. A estrutura da ENS permanecerá a mesma e a transição está sendo organizada de maneira a permitir a continuidade de todos os projetos ora em curso.
A seguradora Mongeral Aegon iniciou o ano com uma nova estrutura comercial. Ligados diretamente ao diretor Comercial, Osmar Navarini, Marcio Batistuti passa a responder pela diretoria de Varejo, enquanto Luis Felipe Maciel assume a nova diretoria de Negócios Corporativos.
Sob a responsabilidade de Batistuti estão as recém-criadas superintendências regionais, comandadas por Ednei Andrade (Sul), Ari Lima (São Paulo – capital), Rodrigo Moscoso (Centro-Norte), Ronaldo Gama (Sudeste), Wagner Lima (Leste), Leandro Fortunato (São Paulo – interior) e Miguel Duarte (Nordeste).Já Luis Felipe Maciel, responsável pela Diretoria de Negócios Corporativos, terá como responsabilidade as operações de vida e previdência empresarial, cooperativismo, previdência privada fechada, além das parcerias com agentes autônomos de investimento.
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