Tragédia de Brumadinho: qual o impacto em seguros?

tragedia Brumadinho

Não há números oficiais. Dados citados pela mídia são ainda pura especulação das fontes

Todo dia aparece um número novo nas matérias divulgadas na imprensa e em relatórios para investidores sobre prejuízos causados pelo rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), ocorrido no dia 25 de janeiro. Uma coisa é o prejuízo da Vale para pagar multas, danos materiais causados ao patrimônio da mineradora e danos causados a terceiros. A mídia tem citado uma cifra de US$ 4,5 bilhões. Esse valor não deve ser confundido com “sinistro”, termo técnico da seguradora para se referir ao pagamento de indenizações pagas pelo mercado segurador. Se refere ao prejuízo econômico causado pelo acidente.

Relatório divulgado pelo banco de investimento do Banco do Brasil (BBI) citou um valor para possíveis gastos com indenização que devem entrar na conta da Vale. “Decidimos incluir em nosso modelo desembolsos com indenizações de cerca de US$ 3,5 bilhões, com base no valor já anunciado e no que observamos após o fracasso da barragem da Samarco.” Quanto disso a Vale conseguirá reembolsar por meio dos contratos de seguros é outra questão. Dependerá dos contratos, que contam com diversas cláusulas de exclusão, limitações e franquias.

Já um relatório divulgado pela XP Investimentos, afirma que ainda permanece a incerteza em relação aos potenciais processos judiciais. “Por ora, R$ 400 milhões em multas foram confirmados, enquanto que a justiça solicitou o bloqueio de R$ 12 bilhões em bens da Vale, dos quais R$ 6,8 bilhões já foram confirmados pela Justiça. Como referência, R$ 5 bilhões em multas equivaleriam a uma queda do preço alvo da Vale em R$1,1/ação.”

Boa parte das perdas econômicas (prejuízos) em todo o mundo não tem cobertura de seguro. Em 2017, por exemplo, o mundo registrou perdas econômicas de US$ 337 bilhões, das quais apenas US$ 144 bilhões foram pagos pelas seguradoras de acordo com os contratos em vigor, revela estudo da Swiss Re. Ou seja, quanto maior o consumo per capita de seguros, maior a probabilidade de rápida retomada do crescimento do país no pós tragédia. O Brasil está em 46o lugar neste quesito, entre 90 países que constam em outro estudo da Swiss Re, com US$ 346, sendo a média mundial estimada em US$ 638. Os líderes de consumo per capita de seguros no mundo são Ilhas Cayman, Hong Kong e Suíça, com US$ 12 mil, US$ 7,6 mil e US$ 6,9 mil, respectivamente.

Várias apólices podem ser acionadas pela Vale, que também tem uma seguradora cativa, estratégia rotineira para segmentos de alto risco como mineração, petróleo, RC produtos entre outros.

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Na linha tradicional de seguros de um conglomerado como a Vale, os principais são riscos patrimoniais (Chubb), de responsabilidade civil geral (Allianz), seguro de vida (Bradesco) e também de responsabilidade civil dos executivos, conhecido como Directors & Officers (D&O) (Zurich). Todas as apólices contam com um pool de resseguradores (seguro das seguradoras) para diluir o risco e assim manter a solvência das companhias.

A mídia traz diversos números, nenhum confirmado pela Vale ou pelas seguradoras ou corretores líderes dos contratos. Do lado dos danos materiais da Vale, cálculos iniciais indicam perdas de US$ 500 milhões em Brumadinho, segundo o Valor e a Agência Estado. No entanto, só US$ 100 milhões devem ser assumidos por seguradoras e resseguradoras. No entanto, informa o Valor,  as barragens inativas não estão contempladas na apólice, ou seja, a barragem do Córrego do Feijão não tem cobertura de seguro. A conferir como ficará esse tema, que deve envolver uma disputa judicial intensa no Brasil e no exterior. O inglês Clyde & Co foi escolhido pelas seguradoras e resseguradoras para acompanhar o caso de danos patrimoniais e o brasileiro F. Torres para atuar em D&O, conta a Agência Estado.

Já na apólice de responsabilidade civil, que indeniza terceiros prejudicados, o limite é de até US$ 2 bilhões, sendo US$ 400 milhões em danos ambientais, traz a Agência Estado, acrescentando  que o valor do seguro de D&O, que protege o patrimônio dos executivos da Vale e arca com as custas de advogados de defesa. caiu para US$ 150 milhões depois do evento de Mariana (MG).  Até o dia 1 de fevereiro, a defesa civil informou que 395 pessoas foram localizadas, 248 estavam ainda desaparecidas, 115 mortos, sendo 71 identificados.

Outros seguros podem ser acionados. O grupo de logística MRS, por exemplo, registrou prejuízos com o desabamento de parte da linha férrea em Brumadinho e também com vagões danificados pela lama de rejeitos. O seguro da MRS é da Sompo Seguros, que deverá indenizar o cliente e depois buscar ressarcimento da Vale.

Há também seguros pessoais, como de residência, que geralmente fornece assistência para limpeza por enchentes, carros, agrícola, máquinas e equipamentos e até mesmo serviços de cesta básica, por exemplo, embutidas em planos de aposentadoria.

A Vale decidiu pagar R$ 100 mil para cada beneficiário de vítima de Brumadinho e. mais R$ 50 mil para família que morava na área atingida pela lama. Esse valor não entra na conta das indenizações futuras as quais ela pode ser condenada a pagar. É apenas uma ajuda mínima para que as famílias possam enfrentar os próximos capítulos dessa tragédia antes de uma solução final ser definida.




Novo app SulAmérica Auto mostra contato do corretor e amplia acesso a serviços

sulamerica

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, colocará corretores e segurados em uma relação de ainda mais proximidade com o lançamento do novo aplicativo SulAmérica Auto. Uma das principais novidades é a inclusão de informações de contatos do corretor e o manual do seguro na interface do aplicativo, com acesso simples e ágil.

“Esta iniciativa é mais uma demonstração do investimento que a companhia faz para proporcionar uma experiência de consumo ainda melhor aos seus clientes. Para o corretor de seguros, esta inovação representa uma oportunidade de estar mais próximo do cliente e prestar um atendimento ainda mais eficiente, com conveniência para o segurado”, destaca o vice-presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana

Entre as demais novidades do aplicativo estão a disponibilização de mais detalhes sobre o processo de sinistro, com possibilidade de salvar a data de vistoria na agenda pessoal. Já o botão de emergência para acionamento de reboque/auxílio mecânico ganhou destaque e agora permite ver o trajeto exato e real time do prestador.

O novo app SulAmérica Auto também passa a contar com uma área não logada para que usuários que ainda não são clientes possam conferir a localização de postos de vistoria e Centros Automotivos SulAmérica (CASAs), simular cotações do seguro e ter acesso aos telefones de atendimento da companhia.

Além das novidades, o aplicativo permite que o segurado contrate, com desconto, serviços como limpeza e higienização, cristalização de vidros e pequenos reparos, permitindo agendamento e pagamento pelo próprio smartphone.

Outros serviços disponíveis são a consulta ao histórico de pagamento, retirada de segunda via de boleto, acompanhamento de sinistro, acionamento de reboque/auxilio mecânico, consulta a benefícios, como desconto em produtos de empresas parceiras, entre outros.

O aplicativo SulAmérica Auto está disponível para download na App Store (iOS) e no Google Play (Android).

APTS realizará assembleia para eleger novo presidente

Presidente eleito no dia 13 de fevereiro cumprirá o período restante da gestão atual, que termina em setembro.

A Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS), entidade com mais de 35 anos de existência, que atua na disseminação do conhecimento em seguro, realizará Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para eleger presidente para a finalização do mandato da gestão 2017/2019, que se encerra em setembro.

O cargo está vago desde o repentino falecimento do presidente Osmar Bertacini, no dia 8 de janeiro. Com a desistência, por motivos particulares, do sucessor ordinário ao cargo, o atual secretário Luiz Macoto Sakamoto, o estatuto da APTS prevê a realização de nova eleição por meio de AGE para suprir a vacância.

A AGE será realizada no dia 13 de fevereiro, às 9h30, em primeira convocação, com no mínimo dois terços de seus associados, e às 10h, em segunda convocação, com presença de qualquer número de associados, na Rua Sete de Abril, nº 345, 7º andar, Praça da República, em São Paulo (SP).  Na ocasião, os associados também irão deliberar “assuntos gerais”.

Sompo é a seguradora da MRS, com perdas na tragédia de Brumadinho

Mais um seguro para ser acionado na tragédia de Brumadinho (MG), causada pelo rompimento da barragem do Feijão da Vale. A Sompo Seguros é a seguradora da MRS para a ponte férrea e vagões que foram danificados. No entanto, ainda não se sabe se o grupo vai acionar o seu próprio seguro ou se vai esperar a Vale indenizar a perda para que os reparos possam ser iniciados o mais rápido possível. A ponte é da Vale, mas ramal que foi danificado é operado pela MRS.

Além dos seguros já citados pela mídia, como de riscos patrimoniais (Chubb), de responsabilidade civil geral (Allianz), seguro de vida (Bradesco) e também de responsabilidade civil dos executivos, conhecido como Directors & Officers (D&O) (Zurich), outros podem ser acionados, como de residência, que geralmente fornece assistência para limpeza por enchentes, carros, agrícola, máquinas e equipamentos e até mesmo serviços de cesta básica, por exemplo, embutidas em planos de aposentadoria.

SulAmérica lança série de vídeos “Dia a Dia Corretor”

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica, maior seguradora independente do País, passa a exibir, a partir desta semana, a série “Dia a Dia Corretor“. Trata-se de um bate-papo entre parceiros comerciais e gerentes de filiais da SulAmérica espalhados por todo o País, com abordagens sobre melhores práticas e estratégias para novos negócios.

“O corretor de seguros é o nosso personagem principal nesta série, assim como acontece na nossa rotina de trabalho. Os temas são diversificados, mas um ponto é comum entre todos: a necessidade de estarmos preparados para capturar as oportunidades de negócios neste ambiente cada vez mais dinâmico. Com esta iniciativa inovadora da companhia, queremos fortalecer ainda mais o relacionamento e o engajamento com os corretores de Norte a Sul do Brasil”, destaca o vice-presidente Comercial da SulAmérica, André Lauzana.

Entre os temas estão a diversificação da carteira, a tecnologia no universo de seguros, a importância do foco de negócio da corretora, o relacionamento com clientes, entre outros.

“Estamos diante de uma nova realidade, em que há espaço para que todos os corretores possam gerar ainda mais negócios, seja pessoalmente ou por meio do uso de ferramentas de tecnologia. O profissional que souber fazer uso dessa transformação certamente crescerá”, destaca a corretora de seguros Elis Moes, diretora comercial da Áthina Corretora de Seguros, de Blumenau (SC), protagonista de um dos episódios da série.

Seguro para práticas trabalhistas indevidas e políticas de diversidade é pauta da AIG

Fonte: AIG

A AIG Seguros promoveu no último dia 30, o evento “Seguro de Práticas Trabalhistas Indevidas e Políticas de Diversidade. Por que isto importa?”, na sede da companhia em São Paulo. A palestra foi ministrada por Vinicius Mercado, Subscritor de Linhas Financeiras da empresa e líder do Diversitas, grupo voluntário de colaboradores que trabalha em diferentes ações dentro e fora da companhia para fomentar o respeito e inclusão em relação à orientação sexual e de gênero. O evento contou com a participação de cerca de 40 corretores e profissionais ligados à diversidade. 

Vinícius fez uma apresentação sobre a Legislação Trabalhista no país e seus impactos no mercado de trabalho, casos públicos recentes, no Brasil e no mundo, de assédio e discriminação que levaram a processos e a repercussão negativa que os mesmos trouxeram para as empresas e suas marcas. 

“O Seguro de Práticas Trabalhistas da AIG Seguros cobre as custas da empresa em processos trabalhistas por causas diversas, mas deve ser visto como uma ferramenta de gerenciamento de riscos”, explica Vinícius, que ressaltou que a nova lei contribuiu para que os casos trabalhistas tivessem queda de 40%, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Vinícius também abordou outros temas, entre eles as políticas de Diversidade nas companhias e como são essenciais para a gestão de riscos a exposições trabalhistas. “A empresa deve estar atenta a criar um ambiente interno que seja favorável ao respeito entre os colaboradores”, ressalta Vinicius. “Ao sentirem-se bem em expressarem quem realmente são, as pessoas se sentirão mais motivadas, o que influenciará diretamente sua produtividade profissional. Esse é o impacto direto do respeito à diversidade e inclusão nos negócios das companhias”, conclui. 

Bradesco Seguros responde por 29,6% do lucro do banco

O lucro líquido das operações de seguros, previdência e capitalização apresentou evolução de 15,4%, passando de R$ 6,7 bilhões em 2017 para R$ 7,8 bilhões no ano passado. Isso representa 29,6% do lucro divulgado pelo banco, de R$ 21,5 bilhões. 

O volume de vendas de seguros e contribuições de previdência e títulos de capitalização totalizaram R$ 42,5 bilhões, 3,1% acima dos R$ 41,2 bilhões de 2017. Para 2019, a expectativa é de que o resultado deve crescer entre 5% e 9%. Desse valor, a Bradesco Previdência registrou queda na arrecadação, passando de R$ 40,6 bilhões para R$ 35,4 bilhões, porém o lucro avançou de R$ 3,4 bilhões para R$ 3,6 bilhões nos períodos comparados. Em automóvel, as vendas totalizaram R$ 5,4 bilhões, praticamente estável nos anos comparados, mas com lucro maior, que passou de R$ 106 milhões para R$ 247 milhões. Em capitalização, a arrecadação avançou de R% 6 bilhões para R$ 6,2 bilhões, com lucro avançando de R$ 481 milhões para R$ 514 milhões.

A Bradesco Saúde trouxe bons resultado para o balanço do conglomerado. Registrou vendas de R$ 23,7 bilhões, acima dos R$ 22 bilhões do mesmo período em 2017, com lucro avançando de R$ 409 milhões para R$ 942 milhões.

O Bradesco alterou a forma de apresentação do ‘guidance’ para essas operações, passando a incluir o resultado financeiro. De acordo com o banco, a nova forma de apresentação “reflete melhor o desempenho das atividades de seguros”. Até 2018, eram apresentadas apenas apenas as projeções para os prêmios de seguros.

Marcio Lobão deixa Brasilcap

A Brasilcap, empresa de capitalização da BB Seguros, informa que Marcio Lobão deixa hoje a presidência da companhia, após 11 anos de exercício do cargo. Em seu lugar, assume interinamente o atual Diretor Comercial, Euzivaldo Vivi Oliveira Reis, conforme prevê o estatuto da Brasilcap.

Tim é multada em R$ 9,7 milhões por oferta indiscriminada de seguros

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O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado ao Ministério da Justiça, aplicou multa de R$ 9,7 milhões à TIM Celular “pela prática da oferta indiscriminada e pouco clara dos chamados ‘serviços de valor adicionado’, gerando um sem número de contratações viciadas e de cobranças ilegítimas em desfavor dos consumidores brasileiros”. Entre eles, seguros e títulos de capitalização.

Segundo nota publicada no Diário Oficial da União (DOU) e divulgada pela Agência Estado, além da multa, a operadora terá de devolver, em dobro, o valor cobrado indevidamente dos consumidores. O processo também foi encaminhado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e para a para a Superintendência de Seguros Privados (Susep), no intuito de que sejam adotadas providências aos critérios de validade das ofertas e contratações dos chamados ‘serviços de valor adicionado’ e também regulamentações que coíbam práticas abusivas.

Segundo a Agência Estado, a empresa diz que essa sanção, relativa a um processo administrativo de Serviços de Valor Adicionado (SVA) de 2013, já havia sido aplicada pela Senacon às principais operadoras do setor em setembro de 2018. Mas, na ocasião, a empresa não foi autuada em razão da negociação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), “que considerava que, nos últimos anos, a empresa aprimorou os seus processos internos em relação ao SVA, com medidas voltadas para a melhoria na gestão, qualidade do produto e na experiência do cliente”, diz a empresa, completando: “A TIM, igualmente, buscará entender os motivos que levaram a Senacon a desistir da negociação do TAC.”

Esse tipo de multa não é uma novidade, segundo o Blog Sonho Seguro que acompanha o setor há mais de 20 anos. Há tempos as telefônicas, redes varejistas, concessionárias de serviços e as seguradoras vem sendo alvo dos órgãos de defesa do consumidor pelo motivo que já virou jargão conhecido como “venda casada” ou sem o consentimento do cliente de forma clara e objetiva.

Em 2015, o DPDC multou em quase R$ 29 milhões as principais redes varejistas do País pela venda abusiva de garantia estendida e outros tipos de seguros emitidos sem a solicitação dos clientes. Casas Bahia, Magazine Luiza e Ponto Frio (Globex) foram multadas em R$ 7,2 milhões. Ricardo Eletro, Lojas Insinuante e Fast Shop foram autuadas em R$ 2,4 milhões.

Em 2014, por exemplo, a Vivo e a Mapfre foram notificadas pelo Procon SP  pela cobrança de dois tipos de seguros em contas telefônicas de clientes sem prévia autorização. As multas foram de R$ 7,5 milhões para a Vivo e de R$ 3,5 milhões para a Mapfre. Os produtos cobrados de forma irregular são o “Seguro Conta Protegida” e o “Seguro Residencial”. 

Outro “case” no assunto multas vem da Eletropaulo, autuada em R$ 3,6 milhões em 2017 pelo Procon por ter incluído seguros da MetLife na conta de luz sem autorização dos clientes. Os seguros de vida de planos odontológicos custavam entre R$ 7 a R$ 34 por mês.

Desde então, as seguradoras que atuam com vendas no canal massificados e afinidades, que envolvem a venda de produtos para clientes de grandes corporações, investem no treinamento de vendedores e na forma de comunicação de venda dos produtos juntos aos consumidores. Um dos pontos principais é checar com o cliente se ele realmente comprou o produto, com envio de mensagem por WhatsApp.

Em tempos de crise e de respeito ao consumidor, melhor mesmo é ter uma estratégia sustentável e focada em encantar o cliente.

Insurtech Kakau faz parceria com Essor para vender seguro bike

Kakau seguro bike patinete

A Kakau fechou uma parceria com a seguradora Essor, do grupo francês Scor, para a venda de seguros de bicicletas normais e elétricas na plataforma da insurtech. Os novos produtos devem entrar no aplicativo da Kakau em março, quando a estreia a campanha de vendas para divulgar tanto a insurtech como também os produtos. “Estamos muito satisfeitos de ter a Essor como parceira. Ela tem uma operação enxuta, atua em segmentos que nos interessam e com tecnologia de ponta que nos possibilita ter uma grande sinergia”, disse Marcelo Torres, um dos três sócios da Kakau.

Segundo executivo, a parceria contempla dois produtos, mas a expectativa é de que novos seguros, como de patinetes, sejam desenvolvidos para entrar no ar ainda neste ano dentro do projeto micro mobilidade que é um dos nortes da insurtech. “A mobilidade é um tema muito próximo do nosso negócio e certamente teremos muitas novidades daqui para frente”, contou ele ao blog Sonho Seguro.

Uma das coisas que tem inibido o avanço das insurtechs no Brasil é o fato das seguradoras ainda precisarem desenvolver sistemas que conversem com as novatas de seguros. Tecnicamente, o termo APIs, sigla que vem do inglês Application Programming Interface, é o mais citado entre as prioridades de investimentos. As APIs são uma série de padrões e rotinas que visam otimizar as funcionalidades de distintos aplicativos. Dentre os diversos benefícios que essa utilização oferece, está a integração entre softwares em si, que permite abrir espaço para o desempenho de funções sem necessariamente ter a intervenção humana.

A Kakau é um plataforma 100% digital do Brasil, que utiliza a tecnologia para simplificar a aquisição e o uso da cobertura escolhida, e que tem à frente de sua operação, três fundadores.  “Nossas experiências prévias em outros mercados foram essenciais para conseguirmos criar uma plataforma única”, explica o CEO Henrique Volpi. “Temos muito orgulho de tudo o que já fizemos, mas temos o sonho de levar a Kakau para um número ainda maior de brasileiros. Todos merecem o direito de proteger seu patrimônio sem burocracia ou preços abusivos”, comenta.

Volpi realizava um curso sobre Fintechs no MIT, e as InsurTechs foram o tema do seu projeto de conclusão de curso. Henrique é formado em Administração pela PUC-SP e possui especialização em liderança do futuro pela Singularity University. Apaixonado pelas novas tecnologias, como Machine learning e Big data, trabalhou nas áreas de TI de empresas como BMC, EMC Dell e Servicenow. Foi ele quem convidou os outros dois sócios e co-fundadores para começarem um negócio que revolucionaria o mercado de seguros do Brasil. 

Torres trouxe à Kakau conhecimentos em seguros e produtos, através dos seus mais de 20 anos neste setor. Começou sua carreira em Marketing e Vendas na American Express e depois entrou no mercado de Seguros, onde trabalhou para empresas como SulAmérica, Itaú, Generali, AIG e XP Seguros. 

Diogo Russo completa o time de co-fundadores. Formado em Design Multimídia pelo Instituto Europeu de Design, ele possui grande experiência em Marketing (certificado pela OMCP através da Simplilearn), Robótica global e  Realidade virtual e aumentada. Durante dois anos consecutivos participou de um grupo de estudos em Inteligência Artificial na Universidade OCAD, em Toronto (Canadá), liderado pelo FITC (Future. Innovation. Technology and Creativity). 

A Essor, que tem como slogan “A seguradora da inovação”, trabalha com seguros para atender diversos segmentos da economia como agronegócios, construção civil, empresas de logísticas, marítimos, rodoviários e entre outros.