AIG lança plataforma de resseguro para América Latina

Paride Della AIG

O desk de Resseguro Facultativo AIG América Latina ofertará a partir de hoje capacidade para diversos segmentos da economia

A oferta de resseguro para a América Latina ganha um grande player, que pode ser resumido como um mini mercado de Londres, com sede em Miami, Estados Unidos. Trata-se da AIG Facultative Desk Latam, resultado da aquisição do grupo Validus pela a AIG, por US$ 5,6 bilhões, anunciada em janeiro do ano passado. Depois de quase um ano de integração, a AIG anuncia nesta quarta a plataforma que oferecerá soluções de resseguro facultativo por meio de um ponto de acesso único que pode oferecer as capacidades combinadas da AIG e da Talbot, um dos principais sindicatos do Lloyd’s que fazia parte da aquisição.

“O grupo completou a integração das plataformas regionais de subscrição facultativa da Talbot em Miami e Santiago às capacidades regionais de subscrição da AIG General Insurance. Estamos muito felizes em dar as boas vindas ao time de subscrição Latam da Talbot à AIG. A unificação das operações e aumento da oferta de produtos permitirá à AIG melhor servir as necessidades de resseguro facultativo de corretores e seguradoras na região”, disse Paride Della Rosa, CEO da AIG para a América Latina e Caribe, ao blog Sonho Seguro.

Segundo ele, apesar da novidade pouco afetar o Brasil, onde o grupo já tem operações de seguros e resseguros, a plataforma agrega muito valor ao grupo na região. “É como ter um mini mercado londrino com sede em Miami”, compara. Em uma primeira avaliação, a perspectiva é de que a plataforma movimente cerca de US$ 50 milhões em negócios no primeiro ano. Além disso, o grupo está atento a novas parcerias na região, como fez com a Porto Seguro no final do ano passado. Com o acordo entre as seguradoras, os seguros financeiros da AIG passaram a ser vendidos pelos corretores da Porto Seguro.

Luis Sonville, diretor do AIG Facultative Desk Latam, está animado por começar 2019 com tantas oportunidades de negócios na região. “O AIG Facultative Desk Latam oferecerá aos clientes mais capacidade e uma ampla oferta de produtos, em nome da AIG e da Talbot Underwriting Ltd Syndicate 1183”. 

“O AIG Facultative Desk Latam oferecerá aos clientes mais capacidade e uma ampla oferta de produtos, em nome da AIG e da Talbot”, diz Sonville

Com a plataforma, clientes da na América Latina poderão acessar capacidade de resseguro em linhas especiais de produtos de cauda curta. O grupo é considerado pelas seguradoras como especialista em riscos facultativos nos segmentos Patrimonial, Engenharia, Energia, Terrorismo, Transporte de Cargas, Portos & Terminais, Obras de Arte. “O AIG Facultative Desk Latam continuará subscrevendo essas linhas de negócios e, além disso, incluirá Linhas Financeiras, Garantia e Responsabilidade Civil à nossa oferta de produtos”, afirma Sonville.

Em outubro de 2016, a AIG decidiu focar em operações mais rentáveis e anunciou a venda de ativos na América Latina e na Europa para a Fairfax Financial Holdings por US$ 240 milhões. Agora com a plataforma, o grupo volta a atuar em todos os países da região. Foram vendidas as operações na Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela, além de negócios da Turquia, Bulgária, República Checa, Hungria, Polônia, Romênia e Eslováquia. O grupo manteve as operações do Brasil, México e Porto Rico na América Latina, bem como Equador.

Um dos período de maior crescimento da AIG no Brasil foi com a jont Venture com o Unibanco, que criou a Unibanco AIG, numa parceria que durou 11 anos e foi finalizada em 2008, no pós crise financeira iniciada nos Estados Unidos, com a crise do subprime. Neste período, a AIG elevou de 1% para 8% sua participação no mercado, ocupando o quarto lugar no ranking das maiores seguradoras do Brasil. Atualmente está entre as 20 maiores, mas tudo indica que vem com força para ser líder nos ramos em que atua, como grandes riscos e linhas financeiras.

Hélio Novaes deixa vice-presidência de estratégia da Aon

Helio Novaes corretor de seguros

Hélio Novaes, que estava na AON há pouco mais de um ano como vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Estratégia da Aon, deixou a corretora nesta semana. Entre suas experiências profissionais se destacam uma carreira de 30 anos na SulAmérica, onde iniciou em 1975 e chegou à vice-presidência executiva, e a criação da sua própria corretora, a Quorum, que foi adquirida pela MDS, da qual ele se tornou CEO por sete anos.

Reconhecido no mercado segurador por sua vasta experiência e know-how no setor, Hélio Novaes já atuou nas áreas de Gestão de Riscos, Afinidades e Benefícios. Agora parte para novos desafios, ainda não revelados. No último ano, contribuiu com o desenvolvimento de equipes de alta performance e criou estratégias assertivas e inovadoras para impulsionar resultados da corretora, que passou os últimos dois anos num intenso processo de integração com a compra da corretora Admix em 2017, por R$ 1,2 bilhão.

A aquisição fez a Aon dobrar de tamanho em benefícios e saúde, com a gestão de mais de 2,7 milhões de vidas em saúde e benefícios e colocando aproximadamente R$ 7 bi em prêmios no mercado de seguros. De lá para cá, as operações foram reavaliadas, o grupo mudou a sede em São Paulo para o prédio da Admix e disse estar pronto para uma grande retomada em 2019, segundo publicações de diversos executivos no LinkedIn na semana passada, após um evento para comunicar a nova estratégia.

A concorrência entre as maiores corretoras estrangeiras do Brasil está acirrada. A Marsh, a maior do setor, passa também por um processo de incorporação com a quarta maior, a JLT, numa compra mundial anunciada no final do ano passado. A Willis é a terceira do ranking. Fora isso, outras corretoras estrangeiras e nacionais avançam na conquista de clientes, com a chegada de executivos que deixaram seguradoras e apostaram numa carreira solo no segmento de corretores. Alguns focados em plataformas de vendas online. Outros apostando no relacionamento com grandes grupos construídos ao longo da carreira. Um jogo interessante, que deve trazer benefícios aos consumidores de seguros.

Chubb fecha parceira exclusiva para vender seguros no Banco de Chile

Fonte: Chubb

A Chubb anunciou que assinou um acordo de distribuição por 15 anos com o Banco de Chile, o maior banco do mercado chileno. Sob os termos do acordo, a Chubb vai distribuir seus produtos de seguros de vida e gerais exclusivamente através dos múltiplos canais do Banco de Chile tais como agências, caixas eletrônicos, marketing direto e vários canais digitais, incluindo celulares, sujeito ao recebimento das aprovações regulamentares pertinentes. O Banco de Chile distribuirá os seguros da Chubb por meio de sua própria corretora, que tem uma longa história de sucesso na venda de seguros através de canais bancários.

Com sede em Santiago, o Banco de Chile tem cerca de 400 agências e atende mais de dois milhões de clientes em todo o país. As linhas de negócio do banco incluem os segmentos corporativo e varejo, seguros e corretagem, gestão de ativos e consultoria financeira. A Chubb terá os direitos exclusivos para vender seguros atualmente distribuídos pelo Banco de Chile, incluindo vida, residencial e incêndio, proteção pessoal contra roubo, acidentes pessoais, saúde suplementar, seguro de viagem e uma variedade de riscos corporativos. A Chubb também lançará novos produtos ao longo do tempo.

“Para a Chubb, o nosso acordo de longo prazo com o Banco de Chile é uma oportunidade significativa para nos associarmos com a instituição financeira líder no Chile e fornecer nossa grande capacidade de produtos e serviços para satisfazer as necessidades de seus clientes”, disse Evan Greenberg, presidente e CEO da Chubb. “Esta parceria aumentará significativamente a já importante presença da Chubb no Chile e na América Latina. Semelhante a outras relações estratégicas, a nossa parceria com o Banco de Chile estende significativamente nossa distribuição no Chile, o que nos permite alcançar e servir milhões de novos clientes, incluindo formas digitalmente avançadas”.

“O Banco de Chile é reconhecido por colocar os clientes no centro das suas decisões e este acordo está, indiscutivelmente, alinhado a esta visão. Acreditamos que através desta parceria com a Chubb seremos capazes de oferecer aos nossos clientes seguros de classe mundial para atender às suas necessidades de coberturas cada vez mais sofisticadas, incluindo indivíduos e empresas”, disse Eduardo Ebensperger O., CEO do Banco de Chile “O Banco de Chile está orgulhoso de se tornar um parceiro de uma companhia de primeiro nível como a Chubb e sabemos que os nossos clientes se beneficiarão de sua experiência, capacidade de inovação, grande atenção aos detalhes e seus padrões de qualidade de serviço, tudo que é crucial no negócio de seguros”.

Valor: CNP pode ficar com todos os contratos da Caixa

Fonte: Valor Econômico

A francesa CNP Assurances pode ficar com todos os contratos para a distribuição de seguros na rede da Caixa Econômica Federal, segundo informa a repórter Flávia Furlan, que está em Paris a convite de outra seguradora francesa, a Coface. Se isso acontecer, será uma reviravolta no processo de reestruturação da Caixa Seguridade, o braço de seguros do banco que deve ser alvo de uma oferta pública inicial de ações (IPO) até junho de 2020, conforme disse o novo presidente, Pedro Guimarães.

“É possível que ele desista de fazer as concorrências e tente fechar os contratos das demais modalidades com a CNP”, afirmou uma fonte ao Valor. “Com isso, haveria renegociação do contrato para prever a inclusão de todos os outros ramos no negócio. Existe uma sinalização forte de que esse caminho pode ser adotado.”

Leia a íntegra do link acima.

Interesse por seguro ambiental aumenta após tragédia de Brumadinho

tragédia em Brumadinho

Sempre que acontece uma tragédia, o interesse da sociedade pelo seguro aumenta muito. Isso acontece em qualquer país. No caso do Brasil, o tema da vez é a tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), com o rompimento da barragem Córrego do Feijão, da mineradora Vale. Os prejuízos do acidente são estimados em US$ 4,5 bilhões, considerando-se danos materiais da mineradora, bem como danos causados a terceiros e também ao meio ambiente. Uma pequena parcela desse estrago provavelmente será indenizado pelas re/seguradoras líderes dos contratos da Vale, como Chubb (danos patrimoniais) e Allianz (responsabilidade civil), com consultoria das corretoras Aon e Willis, respectivamente.

Em 2018, as vendas de seguro ambiental totalizaram R$ 80,7 milhões, 18% acima do valor registrado em 2017, segundo informou ao blog Sonho Seguro a consultoria Siscorp, com base nos dados da Superintendência de Seguros Gerais (Susep), divulgados no início de fevereiro. Valor que ainda é considerado pequeno pelas poucas seguradoras que atuam com o produto.

De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira pela Chubb, o aumento da demanda por seguros de Riscos Ambientais no Brasil é influenciado por um número cada vez maior de empresas que se conscientizam das limitações da apólice de Responsabilidade Civil Geral (RCG) com relação à cobertura de prejuízos por agressão ao meio ambiente.

“O seguro de RCG realmente cobre casos de poluição e, por isso, muitas organizações acreditam que estão amparadas apenas com esse tipo de apólice. Contudo, trata-se de uma proteção bastante limitada e essa constatação, felizmente, vem sendo feita por um número crescente de empresas no Brasil, dentro de um processo semelhante ao verificado em outros países, principalmente nos mais desenvolvidos”, comenta Fábio Barreto, profissional responsável pela área de Riscos Ambientais na Chubb Brasil, na nota.

Ao contrário da apólice de Riscos Ambientais, o seguro de RCG não englobaria cenários de poluição gradual, que normalmente ocorre aos poucos e às vezes por vários anos, a partir de uma data que não pode ser definida. Fábio Barreto diz que esse tipo de sinistro acontece por meio de uma série de eventos possíveis, como rompimento, trinca ou corrosão de tanques subterrâneos ou submersos, além de desgastes em paredes de concreto que realizam a contenção de produtos ou resíduos. “Essa forma de poluição é ainda observada nos derrames contínuos de produtos em solo não pavimentado, durante as operações de carregamento e descarregamento, entre várias outras possibilidades”, descreve.

Barreto da Chubb fala sobre seguro ambiental
Barreto: os riscos mais comuns que podem estar cobertos pelo seguro de Riscos Ambientais são os custos e despesas para a reabilitação do solo ou águas contaminadas

O executivo reconhece, por outro lado, que o seguro de RCG cobre casos de poluição súbita e acidental, que representa riscos importantes como episódios de rompimento de válvula de tanque de armazenamento aéreo, com consequente vazamento de produto químico. Da mesma forma, também estariam cobertos eventos como incêndio ou explosão dentro de plantas industriais, bem como o transbordamento de estação de tratamento de efluentes. Outro acontecimento previsto nesta categoria de poluição, entre vários outros, é o tombamento de caminhão tanque, seguido de vazamento de produto químico ou combustível. 

Fábio Barreto, porém, destaca que a proteção de RCG para esses casos de poluição súbita e acidental contém uma série de limitações que não podem ser ignoradas pelo segurado. Uma delas é o limite de 72 horas de cobertura, a partir do início do sinistro. Outra limitação é o fato de não proteger o segurado em eventos observados em tanques ou estruturas submersas. Ao mesmo tempo, a apólice contempla somente danos a terceiros, sem observar prejuízos ao próprio patrimônio do segurado. “Além de tudo isso, o seguro de RCG não cobre danos a bens naturais e à coletividade, cujos valores chegam facilmente à casa dos milhões de reais, e tampouco abrange danos em locais de terceiros atingidos pelos poluentes”, acrescenta. 

O executivo da Chubb ainda ressalta que a apólice de RCG estabelece um valor máximo de indenização que, em grande parte dos sinistros, é insuficiente para sanar os prejuízos cobertos. Em função desse amplo conjunto de limitações, ele considera que a crescente conscientização no Brasil a respeito das diferenças entre os seguros de RCG e Riscos Ambientais está poupando as organizações de perdas severas. “A apólice de Riscos Ambientais não apenas ignora essas limitações como também inclui várias outras proteções imprescindíveis para casos de agressão ao meio ambiente”, observa.

Segundo Fábio Barreto, os riscos mais comuns que podem estar cobertos pelo seguro de Riscos Ambientais são os custos e despesas para a reabilitação do solo ou águas contaminadas (incluindo o lençol freático). “Em geral, os casos cobertos envolvem um cenário bastante complexo, pois a recuperação pode englobar investigação, contenção, salvamento, transporte de poluentes, recuperação da área atingida, indenização de terceiros, custas processuais e outros. Em virtude disso, a apólice do tipo all risks, comercializada pela Chubb, significa um divisor de águas na história deste seguro no Brasil, pois cobre todos os riscos, exceto aqueles definidos como excluídos”, conclui.

Maioria dos acidentes de carro acontece à tarde, revela estudo da Liberty

estudo acidente carro

Fonte: Liberty Seguros

A maior parte dos incidentes de carros, cerca de 39%, acontece durante o período da tarde, tendo em sua maioria, participação condutores com idade acima de 55 anos. Nesse período, porém, a gravidade dos acidentes tende a ser menor: cerca de 90% dos sinistros são de perda apenas parcial, revela novo estudo de sinistros da Liberty Seguros.

O estudo mapeia onde e quando ocorrem os principais incidentes com automóveis do país, além de definir a faixa etária dos condutores que mais se envolvem nessas ocorrências. Foram avaliados mais de 145 mil sinistros ocorridos com clientes da seguradora em todo território nacional.

O turno muda, o perfil dos sinistros também

Dentro da amostra avaliada pela Liberty Seguros, os acidentes durante a madrugada representam apenas 4,54% do total, porém nesse período a porcentagem de acidentes graves, com indenização integral, cresce: cerca de 29,18% é a porcentagem desse tipo de incidente no período, contra a média geral correspondente a 9,55% em todos os períodos do dia.

O tipo de condutor envolvido nos sinistros de madrugada também muda. Cerca de 10% dos acidentes ocorridos com jovens entre 18 e 25 anos são durante a madrugada e 40,35% desses são referentes a indenizações integrais.

Quando comparados com outras faixas etárias, identifica-se que apenas 3,3% dos acidentes envolvendo pessoas com mais de 55 anos são durante esse período e apenas 25,72% são indenizações integrais, 15% a menos se comparado aos mais jovens.

Tendência de sinistros por estado

Dos cinco estados com maior incidência de ocorrências, São Paulo sai na frente com 35.564 casos (24,2% do total), seguido do Rio Grande do Sul com 20.182 sinistros (13,7%), Santa Catarina com 18.730 acidentes (12,7%), Paraná, com 18.125 (12,3%) e, por fim, Minas Gerais, com 13.340 casos (que correspondem a 9,1% do total).

Roubos e Sinistros

Os indicadores de roubos e furtos também fazem parte do estudo. Independentemente da faixa etária, a incidência deste tipo de ocorrência é maior no período da noite (42,70%), seguida pela tarde (25,33%), manhã (23,89%) e madrugada (8,08%).

Analisando as regiões do Brasil, a Sudeste chama a atenção nos indicadores de roubos e furtos com 52,8% de todas as ocorrências no país, principalmente por conter a maior frota de veículos do país.

Icatu lidera ranking de portabilidade de previdência aberta em 2018

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, os investidores de planos de previdência passaram a buscar alternativas mais rentáveis para gerenciar a reserva da aposentadoria. Diante das discussões sobre a reforma da Previdência, a busca por retornos mais atraentes fez até mesmo os bancos, que lideram 80% dos valores aportados em fundos como VGBL e PGBL, a reduzirem as taxas de administração e zerarem a taxa de carregamento.

Ao longo de 2018 a Taxa Selic foi cortada em 50 pontos bases, atingindo a mínima histórica. Aliado a isso, surgiram novas plataformas digitais com os bancos online, o que ajudou a movimentar recursos da ordem de R$ 24 bilhões, em 135 mil transações. Um susto suficiente para aumentar a concorrência entre as instituições e a gerar uma grande mudança no ranking de portabilidade de 2018, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp.

A Icatu foi quem mais recebeu recursos líquidos em 2018, com R$ 4,9 bilhões, seguida por Itaú, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Banco Safra, com R$ 1,64 bilhão. Já as instituições que mais perderam recursos foram Bradesco, com R$ 4,2 bilhões, Banco do Brasil, com R$ 3,9 bilhões, e MetLife, com R$ 1,38 bilhão.

Boa parte da migração vem em linha com a organização de plataformas digitais como o Banco Inter, que acaba de fechar parceria com a Icatu para administração dos planos de previdência. Especialistas recomendam a portabilidade dos recursos de previdência do que sacar de um fundo para levar para outra instituição para evitar a tributação do Imposto de Renda. A transferência para a outra instituição financeira leva cinco dias.



Rol de Procedimentos: ANS recebe contribuições a partir desta segunda-feira

Fonte: ANS

Nesta segunda-feira tem início o prazo para recebimento das contribuições para a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esta etapa inicial é uma novidade trazida pela Resolução Normativa (RN) nº 439/2018, que além de ampliar a participação social, aprimorou o processo de revisão da cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. A normativa apresenta as etapas e fluxos do processo, garantindo visibilidade à metodologia aplicada.

As contribuições de toda a sociedade serão recebidas pelo FormRol, formulário online disponível no portal da ANS, na área Participação da Sociedade – Atualização do Rol de Procedimentos; veja aqui. Nessa mesma página estarão disponíveis um manual e tutorial para orientar no preenchimento do formulário, bem como as informações sobre o novo processo e o cronograma das etapas deste novo ciclo de atualização do Rol.

“O Rol é um importante instrumento de regulação da ANS. Estabelece a cobertura obrigatória com base nos avanços tecnológicos e no equilíbrio entre as necessidades em saúde e o custo proveniente das incorporações. Por isso é tão importante que a sociedade acompanhe os ciclos de atualização e apresente sugestões de inclusão de procedimentos ou alteração de diretriz de utilização”, afirma o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Com o intuito de apresentar o FormRol a profissionais de saúde, a representantes de entidades do setor e à sociedade civil, a ANS realizou no dia 22/01 um workshop sobre o novo processo de atualização do Rol. O evento teve inscrições abertas para toda a sociedade no portal da Agência, e contou com a presença de cerca de 250 participantes. Confira aqui as apresentações feitas durante o workshop.

As mudanças promovidas pela RN nº 439 também estão no programa das oficinas regionais que a ANS promoverá para esclarecer sobre as suas recentes normas. A primeira será no Rio de Janeiro, nos dias 12 e 13 de fevereiro. Em seguida, estão previstas oficinas em Goiânia, Vitória, Ribeirão Preto, Fortaleza e na Região Sul. As informações sobre datas, locais e a programação do evento serão publicadas oportunamente no portal da ANS.

Antes da RN nº 439, as demandas de alteração do Rol eram encaminhadas pelos membros do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde – Cosaúde e a sociedade de maneira geral podia participar apenas na consulta pública. Agora, todos os cidadãos poderão participar em dois momentos: na fase inicial, mediante submissão de proposta de atualização do Rol, e, posteriormente, na habitual consulta pública que precede a publicação da nova lista de coberturas obrigatórias.

A análise das propostas será respaldada por estudos realizados por técnicos da ANS ou por entidades públicas ou privadas, valendo-se de acordos de cooperação técnica. Também são levadas em consideração as tecnologias avaliadas e recomendadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), a observância dos princípios de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e de saúde baseada em evidências, e a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do setor.

A normativa mantém a gestão permanente do Rol mediante revisões periódicas a cada dois anos, como estabelecido na RN nº 211 de 2010. Esse é o intervalo mínimo, tendo em vista as etapas a serem cumpridas e a complexidade do processo.

Porto Seguro lucra R$ 1,3 bi em 2018, excluindo venda do IRB no ano anterior

Porto Seguro balanço

A Porto Seguro divulgou nesta segunda-feira lucro líquido de R$ 387 milhões no 4T18, um aumento de 44% em relação ao 4T17. Excluindo-se os efeitos não recorrentes da venda da participação do IRB Brasil Re em 2017, o lucro líquido aumentou 34% no ano, atingindo R$ 1,3 bilhão com todas as operações do grupo, incluindo consórcios, cartões, administração de recursos, sendo que as atividades de seguros as quais mais contribuíram, com o seguro auto o principal responsável pelo aumento da lucratividade, com um resultado quase duas vezes superior ao ano anterior.

O ROAE alcançou 22,5% no trimestre e 19,1% no ano. Como referência, a rentabilidade dos negócios da empresa com capital ajustado (sem excesso) e considerando uma rentabilidade de investimentos de 100% do CDI seria de 22,4% no trimestre e de 23,5% no ano. Em 2018, a rentabilidade foi impulsionada pelo aumento substancial do resultado operacional, suportado pelo melhor índice combinado histórico, ao passo que a rentabilidade das aplicações financeiras acima do benchmark contribuiu para mitigar os efeitos da redução da taxa de juros no resultado financeiro, informa o grupo em comunicado.

As receitas das principais linhas de negócio apresentaram evolução, superando os efeitos do baixo crescimento econômico. Na operação de seguros, os prêmios cresceram 2% no trimestre e 5% no ano. O crescimento dos prêmios do segmento de auto (+1% vs. 4T17) em menor ritmo, quando comparado aos 9 primeiros meses do ano, é reflexo das adequações nos preços para fazer frente a queda nas frequências de sinistros. No acumulado do ano, os prêmios de auto aumentaram 4% (vs. 2017).

O grupo informa que elevou em cerca de 180 mil veículos (vs. 4T17), decorrente principalmente da oferta de alternativas mais acessíveis, como os produtos Azul Leve e Itaú Auto e Roubo, além dos efeitos positivos da recuperação gradual na venda de veículos novos.

Nos demais seguros, o produto saúde obteve o maior crescimento anual de prêmios (+19%) dos últimos 7 anos, alavancado pelas vendas do produto PME e por ajustes na operação, enquanto a expansão dos produtos vida (+2%) e patrimoniais (+4%) ficou abaixo da evolução de anos anteriores, contudo ainda há enorme potencial em função da reduzida penetração.

O índice combinado de seguros registrou uma melhora de 1,4 p.p. no trimestre, consequência da redução de 2,2 p.p. na consolidação dos índices de despesas administrativas e operacionais. Os esforços para capturar sinergias e benefícios dos investimentos realizados, através da intensificação no uso da tecnologia e de ajustes de processos, resultaram em ganhos de produtividade, sendo que nos últimos 3 anos houve uma redução de 3,1 p.p. na somatória dos índices (D.A. + D.O.). A sinistralidade aumentou 0,6 p.p. em relação ao 4T17, no entanto, permaneceu 3 p.p. abaixo da média dos últimos 3 anos.

Nos negócios financeiros e serviços, as receitas aumentaram 5% no trimestre, impulsionadas pelas operações de crédito, que expandiram 14% (vs. 4T17) mantendo o índice de inadimplência acima de 90 dias (5,4%) em linha com a média de mercado (fonte: Banco Central).

O resultado financeiro foi 93% superior ao 4T17, impulsionado pelo desempenho das alocações em renda variável e dos títulos com juros indexados a inflação. A rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 2,6% (166% do CDI) e de 8,7% (135% do CDI) no ano.

A companhia recorreu ao pagamento recorrente de proventos, distribuições extraordinárias de dividendos no valor de R$ 800 milhões, buscando assim o aumento de eficiência no uso do capital. Desta forma, o total de dividendos distribuídos em 2018 atingirá R$ 1,4 bilhão, o maior valor desde a abertura de capital em 2004.

Mercado segurador encerra 2018 com lucro de R$ 14,7 bi

O mercado segurador encerrou 2018 com lucro líquido de R$ 14,7 bilhões, segundo dados compilados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) pela consultoria Siscorp, divulgados nesta segunda-feira. Mesmo com a queda da taxa básica de juros, a Selic, o valor ficou acima dos R$ 13,3 bilhões registrados em 2017. Tendo em vista que as receitas com prêmios de seguros (inclui VGBL) recuaram de R$ 201 bilhões para R$ 207 bilhões no ano passado, fica claro o esforço das seguradoras em obter ganhos operacionais. Esse valor não considera saúde, capitalização, previdência tradicional e PGB, ressalta a Siscorp.

Seguradoras ligadas a bancos seguem liderando as três primeiras posições do ranking de lucro. A Bradesco Seguros segue sendo a líder do ranking, com R$ 5,3 bilhões, com uma participação de 29,6% no lucro do banco. A BB Seguros vem em segundo lugar, com ganho de R$ 2,5 bilhões, menos da metade obtida pelo primeiro colocado.

A Caixa, incluída no plano de IPOs do grupo desejados pelo novo governo, vem em terceiro, com R$ 2 bilhões. O Itaú caiu da quarta para a sexta colocação, com R$ 811 milhões. Em 2017, o banco da família Setubal registrou ganhos de R$ 1,4 bilhão. A Zurich entrou no clube do bilhão, com lucro subindo dos R$ 744 milhões de 2017 para R$ 1,05 bilhão no ano passado (veja tabela abaixo).

A safra de balanços financeiros das seguradoras começou na semana passada com o Bradesco. Hoje está previsto o balanço da Porto Seguro e amanha da Itaú Seguros. Boa parte dos balanços é divulgado em meados do mês de fevereiro, um mês intenso sobre notícias do setor.