Na última segunda-feira, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles classificou como moderna a sugestão de obrigar empreendedores a contratarem um seguro contra tragédias. Mas o seguro não serviria apenas para altos riscos. O corretor Gustavo Mello exemplificou que o seguro poderia ser uma solução para empreendimentos de baixo impacto ambiental como uma marcenaria. “Então se ele apresenta uma apólice, eu não preciso ter fiscal para ir ver uma marcenaria”. A proposta vem junto ao reconhecimento de que o empreendimento não é isento de riscos. “O pó da madeira aumenta muito a probabilidade de pegar fogo e explodir”.
A blogueira da Folha fez críticas ao corretor, afirmando que tal idéia beneficia o profissional, que detém 50% de uma corretora de seguros. Afirma que a harmoniosa troca de ideias entre Mello e Salles no Roda Viva ajuda o ministro a sair de uma saia justa imposta pela sequência de tragédias que acomete o país e que poderia demandar mais atuação do Estado – com mais rigor na fiscalização de empreendimentos, por exemplo. Salles defende a tese oposta: de ‘desinchar’ o Estado e se aproximar do setor privado.












