Seguros na COP30: o seguro como estratégia brasileira na crise climática, com Dyogo Oliveira

por CNseg

O segundo episódio da série especial “Seguros na COP30” vai ao ar nesta quinta-feira (11), às 13h, dentro do canal SeguroPod. O convidado é Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), que discute como o setor segurador está se preparando para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e o papel estratégico da Casa do Seguro, espaço oficial da entidade na COP30, em Belém.
 

A tragédia ambiental no Rio Grande do Sul expôs uma preocupante vulnerabilidade no Brasil: uma imensa lacuna de proteção. Na prática, significa dizer que a maioria dos danos registrados dependeu exclusivamente de recursos públicos, quando falamos de infraestrutura, por exemplo, ou de recursos próprios, quando o bem que se perde é a casa ou o carro.
 

Neste episódio, o presidente da CNseg aborda temas cruciais como: 

  • O “gap de proteção” no Brasil: por que somente 6% dos R$ 100 bilhões em perdas no Rio Grande do Sul estavam segurados e como reverter este quadro crítico.
  • A “Casa do Seguro” na COP30: o que é a iniciativa inédita que levará o setor segurador para o centro das negociações climáticas globais em Belém.
  • Os 3 Papéis do Seguro: Como a indústria atua como gestora de riscos, consultora de mitigação para governos e empresas, e grande investidora na economia verde.
  • Seguros e Políticas Públicas: A importância de integrar a expertise do setor no planejamento de infraestrutura, cidades e na política nacional de adaptação climática.
  • O Hub de Dados Climáticos: A nova ferramenta que o setor vai lançar para mapear riscos de enchentes, secas e outros eventos extremos em todo o território nacional.
  • O “Novo Anormal”: Por que eventos climáticos extremos se tornaram a nova realidade do Brasil e como o seguro se adapta a este cenário de maior frequência e severidade?

Apresentado pelo jornalista Vagner Ricardo, editor da Revista de Seguros, o programa será transmitido no Spotify e no YouTube da CNseg, com episódios semanais que buscam traduzir, em linguagem acessível, os principais debates globais sobre clima, riscos e adaptação.

O episódio está disponível no Spotify e no YouTube, e integra a programação que inclui entrevistas semanais com especialistas, representantes do governo, executivos e lideranças do setor privado. As entrevistas serão publicadas todas as quintas-feiras, às 13h, até o dia 6 de novembro, e reforçam o protagonismo da CNseg na construção de soluções que unem inovação, proteção financeira e sustentabilidade.

Ao longo das semanas, outros especialistas, executivos e autoridades públicas compõem a programação:

  • Lincoln Muniz Alves (Ministério do Meio Ambiente) comenta o papel dos dados climáticos para precificação de riscos;
  • Augusto Braun (Confederação Nacional dos Municípios) fala sobre a gestão municipal diante dos desafios da emergência climática;
  • Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da CNseg destaca como seguradoras estão se preparando para o novo cenário climático;
  • Vinícius Brandi (Ministério da Fazenda) e Helena Venceslau (Ministério do Planejamento e Orçamento)abordam os desafios legislativos e regulatórios;
  • Gilberto Martins (Anfavea) fala sobre os impactos da transição climática na indústria;
  • Manoel Renato (Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos) destaca os desafios da infraestrutura e da resiliência urbana;
  • Deputado Fernando Monteiro (Republicanos-PE) comenta o papel do Legislativo na agenda climática;
  • Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg, e Gustavo Brum, superintendente-executivo da CNseg encerram a temporada com reflexões sobre adaptação e governança climática.

Zurich cresce 11,5% em seguro auto no semestre com investimento em corretores e inovação

Zurich Seguros auto

Em um mercado cada vez mais competitivo, a Zurich Seguros vem consolidando sua estratégia de expansão no segmento de automóvel no Brasil com uma fórmula clara: fortalecer a rede de corretores e assessorias, inovar em coberturas que atendem lacunas do setor e investir em sustentabilidade. A companhia, que começou o processo de aceleração neste ramo há apenas cinco anos, já soma 550 mil veículos de pessoas físicas segurados e mantém um crescimento consistente. No primeiro semestre deste ano avançou 11,5%, enquanto a média do setor foi de 5,9%, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

Segundo Fabio Leme, diretor executivo de Seguros Pessoais e Marketing, o resultado reflete o foco em levar aos corretores de seguros, principais parceiros comerciais da companhia, produtos aderentes a realidade econômica e desejos dos consumidores brasileiros. “A aceleração no seguro auto tem sido sustentada pela parceria com corretores e assessorias, com crescimento médio de 20% ao ano da nossa base. São profissionais que tradicionalmente vendem auto, residência e vida, e encontram na Zurich a solidez de uma multinacional com a agilidade de seguradoras menores”, afirma.

A Zurich reforça sua aposta no corretor de seguros como elo essencial da distribuição. Os corretores de seguros são consolidados como o principal canal de distribuição para os produtos de linhas pessoais, o que, segundo os executivos, garante proximidade com o cliente e amplia as oportunidades de receita para a Zurich, que vem construindo com eles um elo de confiança e prestação de serviço. A companhia também mantém parcerias estratégicas com bancos, como a joint venture com o Santander, e com grandes varejistas, mas enxerga no corretor o vetor principal para a expansão de produtos massificados.

Segundo Leme, com a consolidação do segmento de seguro auto diante de aquisições e fusões recentes entre seguradoras, o corretor busca mais opções ao cliente. “E a Zurich tem trazido inovações que sustentam esse relacionamento. Nossa proposta é ser uma companhia multiproduto, mas com serviços diferenciados em auto”. 

Entre as novidades, João Merlin, diretor de Negócios em Automóvel, destaca a cobertura Pequenos Reparos Premium. Ela cobre danos de até R$ 15 mil, como a substituição de para-choques e itens complementares (grades, frisos, etc), que são danificados em 90% dos casos de colisão. O diferencial é que o acionamento dessa assistência não caracteriza sinistro e não impacta a classe de bônus do cliente. 

“O consumidor muitas vezes se frustrava ao descobrir que o valor da franquia podia ser até três vezes maior do que o prêmio pago pelo seguro. Criamos uma solução que cobre 75% das colisões, é adicional ao seguro tradicional e garante também receita extra para o corretor”, explica. A cobertura já registra elevada taxa de adesão e contribui para os índices de satisfação. O NPS do seguro auto Zurich para clientes está entre os mais altos do mercado, segundo a companhia.

A seguradora também tem investido em uma jornada 100% digital, que permite abertura de sinistros e acompanhamento de processos via WhatsApp, e-mail ou portal, tanto para clientes quanto para corretores. Ainda assim, o atendimento humano permanece como opção em todas as etapas. “Existe uma busca mundial por contato humano, fruto da falta de confiança ou autoconfiança em processos digitais. Nosso papel é oferecer flexibilidade, permitindo que o cliente se auto sirva quando quiser, mas que também tenha acesso a um atendimento próximo sempre que desejar”, observa Leme.

Outro pilar estratégico é a sustentabilidade. A Zurich possui hoje mais de 300 oficinas credenciadas com Selo Verde, certificadas pelo IQA, que seguem padrões ESG em descarte de resíduos, iluminação e eficiência energética. Além disso, a seguradora mantém a oferta pioneira para veículos híbridos e elétricos desde 2019, com coberturas que chegam a R$ 800 mil.

Mesmo com toda a polêmica envolvendo carros elétricos, Leme afirma que esta é uma tendência e uma forma de buscar a redução da emissão de carbono. “Monitoramos cada marca e modelo, trocando informações com nossas filiais no mundo todo. Isso nos permite administrar riscos de uma tecnologia ainda em formação e oferecer soluções alinhadas à transição energética”, destaca.

Ciente da falta de infraestrutura ainda para carregamento dos veículos, com diversos relatos na mídia de usuários de carros elétricos, a Zurich tem o atendimento específico para veículos elétricos em caso de descarregamento completo da bateria durante o percurso. “Disponibilizamos guincho para o eletroposto mais próximo, integrando mobilidade sustentável à experiência de assistência do cliente”, afirma Merlin. 

Com foco em inovação, digitalização e sustentabilidade, a Zurich projeta fechar 2025 com crescimento de dois dígitos no seguro auto, mesmo diante de uma projeção da CNseg, a Confederação de Seguradoras, que não ultrapassa 5% para a carteira neste ano. Em meio à maior competição do setor e à pressão de custos, a estratégia é manter a diferenciação com serviços exclusivos e fortalecer ainda mais a rede de corretores, sem deixar de praticar um preço técnico, mesmo com o benefício das taxas de juros elevadas. “A disciplina na subscrição é essencial para a sustentabilidade da carteira, tendo-se como expectativa o desejo do governo em criar um ambiente econômico que permitirá o retorno ao ciclo de queda dos juros”, argumentam os executivos. 

“Temos o DNA global de riscos industriais e afinidades, mas o auto no Brasil tornou-se um case de sucesso, com crescimentos de duas a três vezes maior que o mercado nos últimos anos. Queremos seguir nesse caminho, entregando soluções que façam sentido para corretores e clientes”, conclui Fabio Leme.

Reposicionamento do corretor de seguros na era digital é debatido em evento da UCS e Porto

por Thais Ruco

A União dos Corretores de Seguros (UCS) realizou, na última terça-feira (09 de setembro), a 7ª edição do programa Trocando Ideias 2025, recebendo executivos da Porto em um encontro que lotou o espaço do Charles Pizza Grill, em São Paulo. O tema central foi o reposicionamento do corretor de seguros diante das transformações digitais e do avanço da Creator Economy.

Na abertura, o presidente da UCS, Augusto Esteves, destacou a relevância do momento: “É uma satisfação para nós estarmos aqui com a Porto, companhia que desde a fundação da UCS esteve ao nosso lado. Juntos, corretores e seguradoras constroem um mercado mais forte. Esta parceria é prova de que unidos conseguimos valorizar ainda mais a profissão e levar proteção para a vida das pessoas”, afirmou.

Durante a noite, os executivos da Porto – Emerson Valentim (diretor Comercial Brasil), Rodrigo Vasconcellos (diretor Comercial Capital e Metropolitana SP) e Luiz Arruda (vice-presidente Comercial e Marketing) – apresentaram a recém-lançada Porto AcademIA, plataforma de desenvolvimento digital que busca preparar os mais de 45 mil corretores parceiros para um ambiente cada vez mais conectado.

O destaque foi o programa Corretor Influenciador, que une letramento digital com inteligência artificial, construção de marca pessoal e estratégias de conteúdo. A meta é formar milhares de corretores criadores de conteúdo até 2030, garantindo relevância na geração de leads e no relacionamento com clientes.

Luiz Arruda reforçou: “Se o corretor não se reposicionar, corre o risco de perder relevância. O mercado está mudando rápido e os clientes buscam hoje relacionamento, autoridade e presença digital. O que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante”.

Rodrigo Vasconcellos ressaltou a missão da Porto em caminhar lado a lado com os corretores, oferecendo ferramentas e suporte. Já Emerson Valentim destacou a escuta ativa como diferencial: “Nossa parceria com os corretores é estratégica. Queremos ser facilitadores nesse processo de evolução”.

Os executivos também compartilharam resultados recentes, como o recorde histórico no consórcio em agosto e os primeiros números do ‘turbo de saúde’, além de anunciarem investimentos de R$ 4 bilhões em tecnologia nos próximos anos.

Outro momento marcante foi a participação de Miriam Mesquita, do Instituto Porto, que apresentou os programas sociais da companhia. Iniciativas como contraturno escolar, jovens aprendizes, voluntariado corporativo e inclusão produtiva despertaram o interesse da UCS em firmar futuras parcerias. “Queremos os corretores conosco também nas causas sociais, construindo impacto positivo na comunidade”, destacou Miriam.

A noite também foi marcada pela diplomação de novos associados da UCS, reafirmando o crescimento constante da entidade e homenagens – ingressaram Ana Pantaleão, Daniela Armani da Silva Santos e Luís Alberto d’Almenery. A UCS recebeu uma placa de homenagem da Revista Apólice, que celebrou 30 anos de trajetória, pela parceria.

O presidente Augusto Esteves relembrou a ligação histórica da Porto com a fundação da UCS e entregou uma placa de homenagem pelos 80 anos da companhia. Para Augusto Esteves, o evento simboliza a força da união da categoria: “Corretores unidos constroem um mercado mais sólido. A Porto esteve conosco desde o início e segue sendo parceira fundamental nesse caminho de transformação”.

Encerrando a noite, sorteios e confraternização reforçaram o clima de proximidade. Entre pizzas e debates, a mensagem que ficou foi clara: o futuro do corretor exige presença digital, visão multiproduto, educação contínua e capacidade de influenciar com credibilidade.

Yelum celebra o sucesso do Festival Internacional de Luzes de São Paulo 2025

por Yelum

Reforçando seu compromisso com a cultura, a inovação e a inclusão social, a Yelum Seguradora celebrou sua participação como patrocinadora do Festival Internacional de Luzes de São Paulo 2025, projeto viabilizado pelo Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do país – por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realizado pela Visualfarm, o evento transformou a capital em um palco de experiências imersivas que uniram arte digital, tecnologia e cultura urbana, com programação gratuita e aberta ao público.

Ao longo de três fins de semana, entre 22 de agosto e 6 de setembro, milhares de pessoas puderam vivenciar apresentações de grande impacto visual em pontos icônicos da cidade de São Paulo. Entre os dias 22 e 23, o Beco do Batman foi transformado em uma galeria imersiva a céu aberto, com instalações de vídeo mapping e lasers que destacaram a arquitetura e as intervenções artísticas do espaço. 

Já nos dias 30 e 31, o Monumento às Bandeiras foi palco para o espetáculo com projeção mapeada e a Praça Armando de Sales Oliveira reuniu um show multimídia com lasers e a performance de 300 drones sincronizados, compondo uma narrativa visual sobre o universo marinho.

“O Festival de Luzes representou muito mais do que uma agenda cultural, ele foi um convite para a cidade se reconectar com sua identidade criativa, tecnológica e inclusiva”, afirma Daniel Mello, diretor de Transformação do Grupo HDI. “Para a Yelum, estar presente como patrocinadora reforça a essência da marca de iluminar o mercado de seguros com clareza, inovação e inspiração por meio de experiências únicas e impacto positivo não só com os nossos públicos, mas em toda população.”

Para o encerramento, nos dias 5 e 6 de setembro, a Avenida Paulista recebeu ativações no Boulevard das Artes, na Praça dos Arcos e em diversos pontos da região. O coração da cidade foi tomado por instalações visuais que conectaram arte, arquitetura e tecnologia, proporcionando ao público uma experiência urbana vibrante e inesquecível.

Com realização da Visualfarm, a edição de 2025 do Festival Internacional de Luzes de São Paulo foi apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Yelum Seguradora, com financiamento via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Resseguradoras latino-americanas se reposicionam com demanda aquecida

resseguro

relatório de segmento de mercado da AM Best, “Resseguradoras latino-americanas se reposicionam à medida que a demanda se fortalece”, afirma que as perdas seguradas por catástrofes naturais totalizaram US$ 11,6 bilhões em 2024;no entanto, apenas US$ 1,5 bilhão foi segurado, pois a penetração dos seguros continua muito baixa. As resseguradoras globais reforçaram seu interesse na região. Ao mesmo tempo, os participantes locais pretendem continuar crescendo e fortalecendo suas marcas, aproveitando os espaços criados pelo mercado sólido do passado.

“Embora as linhas expostas a catástrofes envolvam negociações mais complexas, especialmente em países com grande exposição, como México, Guatemala, Costa Rica, Peru e Chile, os preços têm sido muito competitivos, com condições flexíveis em geral”, disse Inger Rodriguez, analista financeira da AM Best.

Embora o setor de seguros primários do Brasil seja mais rentável do que o setor de resseguros, a principal seguradora do país se dedica exclusivamente ao resseguro. No entanto, o relatório observa que a empresa começou a reduzir seu volume de subscrição, selecionando cuidadosamente seus riscos e, consequentemente, proporcionou a outros participantes do mercado a oportunidade de diversificar os riscos entre diferentes empresas.

“Embora o volume de resseguro aceito pelas resseguradoras brasileiras tenha crescido, a participação das resseguradoras brasileiras no total de prêmios cedidos pelas seguradoras locais diminuiu, indicando que as seguradoras locais estão cedendo significativamente mais para resseguradoras offshore”, disse Ricardo Rodriguez Perez, analista financeiro sênior da AM Best.

Estadão: Reforma tributária: Relator faz mudanças na cobrança do imposto sobre herança; veja quais

Fonte: Estadão

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do segundo projeto para regulamentar a reforma tributária, fez modificações nas regras de incidência do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que incide sobre heranças e doações.

Uma das mudanças foi a exclusão da incidência do imposto sobre os planos de previdência privada: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A isenção atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a tributação ITCMD sobre os produtos de previdência privada é inconstitucional.

Braga também ampliou a gama de opções para imunidade do imposto. Ele incluiu:

  • doações de imóveis destinados à reforma agrária;
  • transmissões à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos;
  • transmissão de livros, jornais e periódicos (e seus insumos);
  • transmissão de fonogramas e videofonogramas musicais brasileiros.

O relator também manteve a tributação sobre trusts no exterior, assim como contratos com características similares às do trust.

A taxação sobre PGBL e VGBL constava da minuta do projeto de lei complementar elaborada pelo Ministério da Fazenda,como revelou o Estadão em junho de 2024, mas foi retirada a pedido de Lula após repercussão negativa. A Câmara, porém, retomou a cobrança, mas prevendo atenuantes. Agora, após decisão do STF, no texto do Senado, a taxação foi excluída novamente.

Regras gerais

O projeto define que o tributo tem como fato gerador a transmissão decorrente de óbito do titular (causa mortis), ainda que os bens ou direitos sejam indivisíveis. Por exemplo: em uma herança que seja dividida entre três herdeiros, serão considerados três fatos geradores, um para cada transmissão.

A base de cálculo do ITCMD será o valor de mercado do bem ou do direito transmitido. O Senado estabelecerá uma alíquota máxima, e caberá aos Estados definirem as alíquotas. Também serão definidas por leis estaduais o conceito de “grande patrimônio”, sobre o qual incidirá a alíquota máxima.

Ativos financeiros, bens imóveis e direitos

Para ativos financeiros, caberá às entidades de previdência privada complementar, abertas e fechadas, às seguradoras e às instituições financeiras fazer a retenção do ITCMD.

Já para bens imóveis e direitos, a regra varia. Para os que estão situados no Brasil, a cobrança será feita pelo Estado da situação do bem, ainda que o de cujus ou doador tenha domicílio no exterior.

Já para os bens imóveis e direitos situados no exterior, a cobrança também será feita de duas formas:

  • pelo Estado de domicílio do de cujus ou doador, se domiciliado no Brasil;
  • pelo Estado do domicílio do sucessor ou donatário, se o de cujus ou doador for domiciliado no exterior.

O relatório foi lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira, 10. A previsão é que seja votado no colegiado em 17 de setembro.

CNseg participa de debate sobre melhoria na regulação do setor segurador

Apesar de participativo na construção e nos debates das normativas da Superintendência de Seguros Privados, a Susep, a avaliação é de que ainda é possível ser mais participativo. Esse foi um dos pilares da participação do diretor Técnico, de Estudos e de Relações Regulatórias da CNseg, Alexandre Leal, durante evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília, que discutiu melhorias da participação setorial na regulação econômica e financeira, com foco em seguros.
 

O encontro, intitulado “Implementando a Melhoria Regulatória na Regulação Econômica e Financeira: Desafios e Oportunidades”, contou com a presença de representantes do setor segurador, da Susep, da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), além de autoridades do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e Banco Central do Brasil.
 

“Uma reflexão que nós da CNseg temos que fazer é que, mesmo tendo um número significativo de participações de empresas de seguros, de previdência e de capitalização, ainda há carência na participação individual. A Confederação busca trazer consensos do setor e, obviamente, é super legítimo que, individualmente, as empresas também se manifestem endossando ou discordando daquilo que foi consensuado. Faz parte do jogo, mas temos que participar mais destes debates”, lembrou.
 

Para o coordenador-geral de Estratégia e Organização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Lucas Barrios, há uma barreira que a autarquia vem buscando enfrentar para que haja maior na participação de indivíduos na construção das políticas do setor segurador. “Em outros setores regulados, temos uma presença maior de indivíduos participando. A Susep tem buscado, junto ao setor, fomentar e divulgar mais a atuação da autarquia e dos temas de seguro, e dar mais transparência para justamente aproximar mais os consumidores”, destacou.
 

Aprimoramento regulatório
 

Durante o encontro foi apresentado a pesquisa “Ferramentas de Melhoria Regulatória no Setor de Seguros: estudo empírico e recomendações de aprimoramento”. Conduzida pela professora de Direito da FGV, Natasha Schmitt Salinas, o estudo investigou como a governança regulatória do setor de seguros privados vem utilizando ferramentas de melhoria, como consultas públicas, avaliações de impacto (AIRs e ARRs) e agendas regulatórias.
 

Para o coordenador de Projetos Institucionais da FGV Direito, Péricles Gonçalves Filho, discutir o tema de regulação e suas formas de aprimoramento é sempre importante. “Nesse evento encontramos um ambiente em que temos pessoas, profissionais extremamente capacitados para discutir um tema que nós sabemos o tamanho da relevância para os setores regulados do país. E aqui tivemos a convergência de várias instituições, contando com a presença de representantes de agências reguladoras e entes regulados”, ressaltou.

Rodobens firma parceria com a Alper e amplia presença nacional em consórcios

Antônio Azevedo VP auto Alper Seguros

A Rodobens acaba de anunciar uma parceria estratégica com a Alper, uma das maiores plataformas de seguros e benefícios do país, para ampliar sua presença no segmento de consórcios. Pelo acordo, os produtos da companhia nas modalidades de automóveis, veículos comerciais e imóveis passam a ser oferecidos em 29 escritórios da Alper, distribuídos por diversas regiões do Brasil.

A iniciativa visa facilitar o acesso dos clientes da Alper às soluções da Rodobens, aproveitando a força de vendas da nova parceira — com mais de 1.200 profissionais — e somando essa capilaridade à experiência de quase 60 anos da Rodobens no setor. “Estamos diante de uma oportunidade concreta de escalar nossa presença em um mercado que registrou recorde de vendas no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 26% nas adesões, totalizando 1,23 milhão de cotas vendidas. Com a força comercial da Alper e nossa estrutura tecnológica e de atendimento, unimos tradição e inovação em uma parceria que fortalece ambas as marcas e coloca o cliente no centro da operação”, afirma Humberto Mazzotti, diretor Comercial de Consórcios da Rodobens.

A operação contará com o suporte de soluções digitais da Rodobens que tornam a jornada do cliente mais simples e eficiente. Entre elas estão o Escritório Digital, plataforma que permite o gerenciamento de propostas e o atendimento remoto com segurança e agilidade, e o Credita, ferramenta que facilita a análise e a aprovação de crédito de forma mais rápida e digital.

“Os profissionais da Alper também serão capacitados por meio da Universidade Rodobens, ambiente dedicado à formação em vendas, atendimento e aspectos técnicos do consórcio. Além disso, a equipe contará com suporte comercial especializado da Rodobens para garantir uma experiência fluida e de qualidade aos clientes”, explica Sebastião Cirelli, diretor de Consórcios da Rodobens.

Como parte das ações de lançamento da parceria, a Rodobens patrocinou o evento comercial anual da Alper, reforçando seu compromisso com a nova operação e com a consolidação dessa frente como um novo pilar estratégico de crescimento.

“Estamos muito animados com essa nova parceria, uma vez que o Consórcio Rodobens é uma das maiores administradoras do mercado. Essa será uma excelente opção para oferecermos consórcio de bens móveis e imóveis à nossa base de mais de 1 milhão de segurados, entre pessoa física e jurídica”, disse o VP de Auto, Frota e Consórcio da Alper Seguros, Antônio Azevedo.

A expectativa é de que o acordo gere impactos positivos tanto na base de clientes quanto no volume de vendas. Os consumidores que aderirem aos consórcios por meio da rede Alper serão atendidos diretamente pela equipe da Rodobens, com padrão de excelência e atendimento personalizado.

Allianz traz especialistas para a Casa do Seguro, durante a COP 30

Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros_cred.Arnaldo Kikuti

Uma das empoderadoras da Casa do Seguro, iniciativa da CNseg durante a COP 30, a Allianz Seguros promoverá dois painéis no espaço, com a participação de executivas globais da companhia, especialistas em Sustentabilidade, como keynote speakers. Os painéis serão realizados no dia 12 de novembro, no período da manhã.

Cidades resilientes em foco

Para abordar o tema “Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevisível”, o painel terá Lena Fuldauer, líder global de Soluções de Sustentabilidade e Resiliência da Allianz Commercial. A executiva trará sua visão sobre o impacto das mudanças climáticas em áreas urbanas, além das estratégias aplicadas globalmente em cidades expostas a eventos extremos e as iniciativas de incentivo à adaptação urbana sob a ótica do seguro. Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros, será o responsável pela moderação do painel, que também contará com a participação de Fábio Morita, diretor executivo de Automóvel, Massificados e Vida da companhia, como palestrante. 

Na Allianz Commercial, Lena atua no desenvolvimento de produtos e serviços resilientes frente a riscos climáticos, biodiversidade e mitigação de riscos ESG. Anteriormente, atuou como consultora e pesquisadora de organizações como a Global Center on Adaptation, Climate Compatible Growth e a UNOPS, agência da ONU especializada em infraestrutura e gestão de projetos. Doutora e mestre pela Universidade de Oxford, dedicou suas pesquisas ao desenvolvimento sustentável e às mudanças climáticas.

Em 2020, foi vencedora do Allianz Climate Risk Award, premiação anual da companhia para iniciativas voltadas a riscos e resiliência climática. No doutorado, desenvolveu métodos inovadores para avaliar como os riscos climáticos afetam o ambiente – natural e construído – e seus impactos no desenvolvimento sustentável, aplicando-os na ilha caribenha de Santa Lúcia. “Essa experiência consolidou o meu propósito de transformar ciência em soluções práticas, cocriadas com parceiros locais, e que possam gerar impactos reais para comunidades e negócios”, afirma a executiva.

Resiliência no seguro

O segundo painel, intitulado “Mudanças climáticas e o novo paradigma do seguro”, contará com Gabrielle Durisch, CSO da Allianz Commercial. A executiva trará uma perspectiva internacional sobre os riscos climáticos e seus impactos no setor, abordando ainda as estratégias globais da companhia para adaptação de produtos, gestão de riscos e fortalecimento da resiliência. Assim como no primeiro painel, a moderação ficará a cargo de Eduard Folch. Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos da Allianz Seguros e Managing Director da Allianz Commercial Brasil, também estará presente como painelista. 

Com mais de dois anos na Allianz Commercial, Gabrielle já atuou anteriormente como head global de Sustentabilidade na companhia e foi promovida a CSO, em dezembro de 2024, para impulsionar a estratégia e a implementação da sustentabilidade nas principais áreas de negócios: soluções, operações e governança. Acumula mais de 20 anos de experiência nos setores de seguros e automotivo, com sólida formação em finanças e consultoria, tendo atuado na KPMG e na Deloitte, em funções que incluíram projetos de fusões e aquisições.

Segundo Gabrielle, a sua função atual integra as áreas de finanças, sinistros e mitigação de riscos e representa um avanço natural em sua carreira. “Entender como a sustentabilidade impacta áreas-chave do setor de seguros nos permite desenvolver uma abordagem orientada ao mercado para a sustentabilidade, com foco em como as mudanças climáticas e outros temas impactam os nossos clientes e como podemos alavancar a nossa experiência para apoiá-los de forma abrangente”, afirma.

Casa do Seguro

Espaço idealizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Casa do Seguro tem o objetivo de posicionar o setor como agente fundamental na busca por soluções relacionadas à sustentabilidade e riscos climáticos. Inédita no segmento, a ação acontecerá em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro e será realizada durante a COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que reunirá líderes mundiais, cientistas e ativistas ambientais. 

“A crise climática exige respostas colaborativas, estruturadas e de longo prazo. Trazer especialistas para a Casa do Seguro durante a COP 30 é uma forma de contribuir com o debate, compartilhando conhecimento e impulsionando soluções práticas”, pontua Eduard Folch. Ele reforça que o setor tem uma posição privilegiada para transformar dados e previsões em mecanismos concretos de proteção e resiliência. “Queremos apoiar os nossos clientes, empresas e governos na transição para um futuro mais sustentável e seguro, fortalecendo a capacidade de adaptação das cidades e da sociedade como um todo”, conclui.

Mediservice ultrapassa a marca de 750 mil beneficiários com rede compartilhada e soluções personalizadas

por Bradesco Seguros

A Mediservice, operadora do Grupo Bradesco Saúde, superou a marca de 750 mil beneficiários no acumulado até o mês de julho, crescimento de 25% na comparação com igual período do ano passado.

O desempenho foi impulsionado pelo serviço de compartilhamento de rede, com o acréscimo de 150 mil vidas. Nesse modelo, no qual a Mediservice intensificou atuação a partir de 2021 e é líder de mercado, a sua base de prestadores médico-hospitalares credenciados é compartilhada aos grupos de autogestão — ou seja, quando uma empresa ou instituição é responsável pela gestão do próprio plano de seus empregados ou associados.

O compartilhamento de rede se destaca como solução eficiente para garantir atendimento de qualidade aos beneficiários, ao mesmo tempo em que reduz custos operacionais para as empresas contratantes.  “Esse modelo proporciona ao mercado soluções sob medida e sustentáveis. Com nossa operação, conseguimos agregar uma plataforma de gestão de saúde completa, com capilaridade, gestão assistencial integrada, inovação e experiência do cliente, atendendo às necessidades assistenciais específicas das autogestões”, comenta José Ayres Brandão, superintendente da Mediservice.

Para atender principalmente às necessidades dos clientes, a Mediservice conta com uma rede robusta, com mais de 21 mil prestadores médico-hospitalares pelo país, composta por clínicas, prontos-socorros, hospitais e serviços de diagnóstico. “Essa capilaridade nos possibilita, por exemplo, atender necessidades específicas de operadoras e autogestões em determinadas regiões”, ressalta Ayres.

Além do compartilhamento de rede, a Mediservice também atua como provedora de sua própria marca de planos de saúde corporativos, no modelo pós-pagamento.

A operadora disponibiliza aos clientes ferramentas tecnológicas de monitoramento de contas médicas, soluções digitais como o reembolso 100% online e a plataforma de telemedicina Saúde Digital, que permite atendimento remoto em diversas especialidades. Os beneficiários contam, ainda, com acesso à rede de clínicas Meu Doutor Novamed, oferecendo cuidados primários, exames e atendimento especializado com qualidade e agilidade.