O relatório de segmento de mercado da AM Best, “Resseguradoras latino-americanas se reposicionam à medida que a demanda se fortalece”, afirma que as perdas seguradas por catástrofes naturais totalizaram US$ 11,6 bilhões em 2024;no entanto, apenas US$ 1,5 bilhão foi segurado, pois a penetração dos seguros continua muito baixa. As resseguradoras globais reforçaram seu interesse na região. Ao mesmo tempo, os participantes locais pretendem continuar crescendo e fortalecendo suas marcas, aproveitando os espaços criados pelo mercado sólido do passado.
“Embora as linhas expostas a catástrofes envolvam negociações mais complexas, especialmente em países com grande exposição, como México, Guatemala, Costa Rica, Peru e Chile, os preços têm sido muito competitivos, com condições flexíveis em geral”, disse Inger Rodriguez, analista financeira da AM Best.
Embora o setor de seguros primários do Brasil seja mais rentável do que o setor de resseguros, a principal seguradora do país se dedica exclusivamente ao resseguro. No entanto, o relatório observa que a empresa começou a reduzir seu volume de subscrição, selecionando cuidadosamente seus riscos e, consequentemente, proporcionou a outros participantes do mercado a oportunidade de diversificar os riscos entre diferentes empresas.
“Embora o volume de resseguro aceito pelas resseguradoras brasileiras tenha crescido, a participação das resseguradoras brasileiras no total de prêmios cedidos pelas seguradoras locais diminuiu, indicando que as seguradoras locais estão cedendo significativamente mais para resseguradoras offshore”, disse Ricardo Rodriguez Perez, analista financeiro sênior da AM Best.


















