FenaSaúde destaca urgência do diálogo para redução de custos

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Fonte: FenaSaúde

Presidente da Federação apresenta tendências e perspectivas em saúde durante evento da ABRH-RJ

O presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), João Alceu Amoroso Lima, participou, na última terça-feira (26), do II Fórum de Gestão da Saúde, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, seção Rio de Janeiro (ABRH-RJ). O executivo destacou a importância do setor de Saúde Suplementar se aproximar e dialogar mais com os representantes das áreas de Recursos Humanos das empresas contratantes de planos de saúde, já que são os principais consumidores do benefício – respondem por 66,9% dos 47,3 milhões de beneficiários do sistema de saúde privado.  

João Alceu ressaltou também que as empresas devem participar mais efetivamente das principais discussões do setor. Afinal, são as empresas contratantes que remuneram a cadeia de saúde. Por isso mesmo, reforçou, é importante a participação dos contratantes nas questões mais relevantes debatidas em Brasília e na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que envolvem projetos de lei  e regulação do setor. “Ao longo do tempo, as operadoras ganharam o apelido de ‘fonte pagadora’, mas na verdade as operadoras são apenas as gestoras dos recursos oriundos das empresas e indivíduos que pagam as mensalidades dos planos de saúde. Nosso papel é semelhante ao do síndico de um condomínio na medida em que gerenciamos a aplicação dos recursos para o bem comum dos ‘condôminos’, que são os beneficiários”.

Custos: Durante o evento, João Alceu apresentou números que mostram que o maior desafio para a Saúde Suplementar no Brasil é a gestão dos custos cuja elevação ano após ano tem sido bem superior ao IPCA, principal índice inflacionário. O executivo participou do painel ‘Tendências e perspectivas no Setor de Saúde’, ao lado da advogada Angélica Carlini e do vice-presidente executivo de Saúde e Benefícios no Brasil da consultoria Aon, Paulo Jorge. Marcelo Lima, executivo da Mediservice (Grupo Bradesco Saúde), mediou o painel.

De acordo com levantamento realizado pela FenaSaúde, entre 2012 e 2017, o crescimento das despesas assistenciais foi de 89%, enquanto o número de beneficiários manteve-se estável no período – 0,2%. Segundo João Alceu, existe a expectativa que, nos próximos três anos, o segmento de planos de saúde recupere os três milhões de beneficiários que deixaram o sistema em razão da crise econômica. “Quem experimentou, quer voltar”, enfatiza.

Diante desse cenário, João Alceu destacou que a escalada dos custos da saúde decorre de vários fatores, como a incorporação de inovações tecnológicas, inclusive a de medicamentos; e o envelhecimento da população que, no caso brasileiro, torna-se ainda mais expressivo com o aumento da perspectiva de vida das pessoas – um dos mais importantes fatores para o aumento das despesas médicas nas próximas décadas. Temas que geram debate pelo mundo.

Se a escalada do aumento das despesas assistenciais é um fenômeno global, João Alceu destacou, por sua vez, outro elemento que impacta especialmente os custos no Brasil, a judicialização excessiva da saúde. “Esse descompasso provocado pelo o aumento das despesas assistenciais é mundial, não é uma jabuticaba. Temos, entretanto, nossa jabuticabeira, que é a judicialização excessiva e que o Brasil extrapola em todos os sentidos”, sublinhou o presidente da FenaSaúde. “Quem paga a conta dessa judicialização é o fundo mutuo (como no condomínio) – mantido por todos os beneficiários de planos de saúde. Enquanto não se entender isso, o desequilíbrio econômico observado em várias operadoras do mercado tende a crescer. Há uma cultura no Brasil de processar por qualquer coisa”, completou Angélica Carlini, sócia da Carlini Sociedade de Advogados.

Desperdícios e impacto – Além do envelhecimento da população e da adoção de novas tecnologias, outro fator preponderante para a elevação de custos na Saúde Suplementar, lembrou o presidente da FenaSaúde, é a prática da prescrição de exames em excesso. Para se ter ideia, de acordo com levantamento da Federação, mesmo com a queda no número de beneficiários entre 2013 e 2017, equivalentes a cerca de 3 milhões de consumidores, a quantidade de consultas e exames cresceu 5,6% e 25,4%, respectivamente no mesmo período. “O problema não é a pessoa realizar exames, mas o desperdício que se tem nesse processo”, assinalou João Alceu.

Outro fator que tem contribuído para elevação dos custos tem sido as atualizações periódicas do Rol Mínimo de Procedimentos. Quando da última atualização do Rol, que entrou em vigor em janeiro de 2018, a FenaSaúde realizou um estudo de impacto considerando apenas 14 dos 30 novos medicamentos que estimou em R$ 4,5 bilhões os custos adicionais em 2018, que devem representar cerca de 3,5 pontos percentuais do reajuste referente a variação de custos daquele período. O executivo ressaltou que o estudo de impacto da FenaSaúde repercutiu de tal forma, que levou outras entidades a fazerem seus próprios levantamentos, alguns dos quais com resultados semelhantes.

Atenção Primária à Saúde – João Alceu aproveitou a oportunidade de estar com representantes dos RHs das empresas para apresentar o documento “Desafios da Saúde Suplementar 2019”, no qual a FenaSaúde elenca 11 pontos que precisam ser trabalhados para reduzir custos e garantir a sustentabilidade do setor de saúde privada, além de melhorar a qualidade assistencial ofertada aos beneficiários. O relatório foi entregue à equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro.

O executivo destacou, entre os pontos, a Atenção Primária à Saúde (APS) – conceito assistencial no qual o foco é o paciente e não a doença, priorizando o médico da família, com rede hierarquizada, por meio do qual o beneficiário será melhor assistido. “Este é um conceito que vem ganhando ênfase, mas de forma voluntária e como produto opcional. Esse conceito deve ser cobrado pelos empregadores, inclusive a rede credenciada de hospitais públicos, com permissão da dupla porta de entrada – hospitais atendem ao SUS e à Saúde Suplementar”.

No modelo atual, ressaltou João Alceu, o custo de atendimento é elevado, ineficiente e garante somente o tratamento de doenças. De acordo com a FenaSaúde, se aplicada conforme as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Atenção Primária à Saúde, além de evitar o adoecimento, reduz em 17% as demandas por internações e em 29% a procura por serviços de urgência e emergência.  APS é capaz de resolver 80% das demandas por cuidados de saúde.

O vice-presidente executivo de Saúde e Benefícios no Brasil, Paulo Jorge, da consultoria Aon, destaca, no entanto, a necessidade da existência uma infraestrutura de profissionais de saúde para desenvolver a APS dentro das empresas: “Não existe atividade de Atenção Primária sem equipe multidisciplinar. Não adianta abrir um ambulatório na empresa, apenas isso não é APS”.

Liberty Seguros lança campanha com bons motivos para corretor vender apólice de vida

Fonte: Liberty Seguros

A campanha “Feliz da Vida” oferece incentivos, treinamentos e ferramentas para impulsionar as vendas no segmento

Com o objetivo de desenvolver e reconhecer seus parceiros, a Liberty Seguros apresenta a campanha “Feliz da Vida” para impulsionar as vendas dos produtos de vida. A seguradora também indica argumentos de venda relacionados aos produtos, além de treinamento e ferramentas para incentivar e capacitar os corretores a investirem no segmento.

A primeira etapa do projeto, iniciada neste mês, indica bons argumentos de vendas e diferenciais dos produtos Liberty Vida, como:

  1. Poder utilizar o seguro em vida, recebendo uma verba para cuidar da saúde em caso de diagnóstico de uma das Doenças Graves elegíveis de acordo com o plano contratado. Além disso, o cliente pode utilizar o Clube Liberty Momentos, plataforma de benefícios que oferece opções de entretenimento, descontos em restaurantes e muitas outras experiências.  
  2. O seguro de vida custa menos do que a maioria das pessoas imagina. Além de tudo, o dinheiro investido fica isento de imposto de renda e não entra em inventário.
  3. Com a telessubscrição, disponível para os produtos Liberty Vida Perfil e Liberty Vida Especial, clientes e corretores não têm mais o trabalho de responder um questionário médico. Com esse serviço, a Declaração Pessoal de Saúde (DPS), conta agora com um time exclusivo de enfermeiros contratados pela Liberty Seguros, que realiza as entrevistas por telefone, coletando e analisando dados médicos no horário mais conveniente para o segurado.
  4. No Liberty Vida Perfil, o segurado conta com a assistência Personal Fitness, um serviço exclusivo no qual o cliente tem acesso a um profissional de educação física que lhe sugere a melhor rotina de exercícios físicos de acordo com os seus objetivos e perfil.

Além disso, até o início de abril, acontecem treinamentos especiais de “Técnicas de Vendas Consultivas para Seguros Pessoais” com o especialista Andre Santos, colunista da Revista Cobertura. Dentre os temas abordados estarão planejamento para se preparar para vender Vida, argumentos de venda e como trabalhar as objeções dos clientes.

“Em 2019, vamos dar continuidade ao trabalho que iniciamos em 2018 para continuar a desenvolver o segmento de vida. Queremos que o corretor cresça com a gente nessa jornada e por isso focamos em ajudá-los a alavancarem seus negócios “, diz Alexandre Vicente, Diretor de Seguros de Pessoas da Liberty Seguros. “O segmento de vida é de extrema importância para a companhia, por isso, queremos dar todas as ferramentas para que nossos parceiros ofereçam as melhores soluções para seus clientes”, completa.

Valor publica especial sobre Previdência Aberta

O Valor traz um especial sobre Previdência, com 12 matérias que traçam um raio X do setor diante das mudanças trazidas pelo debate da Reforma da Previdência, queda dos juros e avanços da tecnologia. Veja alguns dos tópicos abordados. O conteúdo completo pode ser acessado, por assinantes, no portal do Valor, ou lido na edição impressa que circulou nesta quinta-feira, 28.

Previdência Cenário –  Apesar de continuar avançando em volume financeiro e ter superado os R$ 830 bilhões em 2018, com crescimento 10,4%, a captação líquida desacelerou pelo segundo ano consecutivo e ficou em R$ 39,5 bilhões, 30,6% menor do que no período anterior, conforme dados da FenaPrevi. “Com o assunto em pauta, as pessoas ficam atentas e começam a vislumbrar o planejamento de longo prazo, ao perceberem que o sistema – de seguridade social – não vai operar um milagre”, avalia Jorge Pohlmann Nasser, presidente da FenaPrevi.

Previdência Inovacao– Na expectativa de que uma tramitação bem-sucedida da Reforma da Previdência venha a gerar um “boom” na procura pela proteção da previdência privada, as principais seguradoras com especialização no ramo investem em tecnologia para atrair o público jovem e aperfeiçoar a interação com a clientela mais madura. Há quatro meses a Bradesco Seguros criou uma diretoria exclusiva para cuidar das soluções tecnológicas, desgarrando-a da área de marketing digital do banco. “Nosso objetivo é construir canais melhores para os clientes”, explica Fabio Dragone, primeiro diretor de digital e inovação da seguradora. A matéria traz também BrasilPrev, Caixa e Itaú.

Previdência Agentes Autonomos – A entrada de novos players no mercado de previdência privada, a exemplo dos bancos e corretoras digitais, suscitou uma questão importante no que diz respeito à forma de comercialização dos planos. A CVM, que tem a finalidade de disciplinar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários, tem sob sua tutela os Agentes Autônomos de Investimentos. E eles não podem vender PGBL e VGBL, que está sob a tutela da Susep.

Previdência Educacao Financeira – De cada cem brasileiros, 56 não têm poupança nem reserva financeira para a velhice, segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Ao mesmo tempo, dois terços da população têm acesso à internet e, destes, 97% navegam pelo telefone celular, segundo o IBGE. A soma desses dois fatores tem levado ao aumento da demanda por tecnologias móveis de apoio à educação financeira.

Previdência Millennial – O debate sobre a reforma da Previdência está mudando o modo de pensar da geração Y quando se trata de poupar para o futuro. As seguradoras, por sua vez, buscam entender esse grupo etário que hoje tem entre 25 e 40 anos e que ainda se revela pouco preocupado em poupar. Embora associada a uma imagem de ousadia, essa geração se mostra cautelosa. “O público millennial começa a se conscientizar mais cedo da necessidade de uma poupança, seguindo os desafios da Previdência pública e a necessidade de uma complementação”, diz Rafael Caetano, diretor e marketing e canais da Icatu Seguros. A reportagem traz Bradesco, Mongeral e Mapfre.

Previdência Sucessao – Sócios indesejados, muitas vezes herdeiros com pouca afinidade com o negócio e obrigados a assumir uma posição de comando, podem colocar em xeque o futuro de uma companhia. No ambiente familiar, a morte do provedor, além do desgaste emocional, também impõe aos herdeiros um momento de transição importante e de custo elevado, por exemplo, com inventários para desenrolar imóveis e outros bens herdados. Nos dois casos, o mercado segurador oferece como parte do planejamento sucessório, de empresas ou famílias, a possibilidade de reservar uma parte do patrimônio em um plano de previdência, o VGBL.

Previdência Portabilidade– Mais de 135 mil pessoas usaram o direito da portabilidade de fundos de previdência aberta, movimentando cerca de R$ 25 bilhões em 2018. A Icatu foi a que mais recebeu recursos líquidos em 2018, com R$ 4,9 bilhões, seguida por Itaú, com R$ 3,6 bilhões, e pelo Banco Safra, com R$ 1,64 bilhão. A explicação dos especialistas é que as discussões sobre a Reforma da Previdência, com expectativa de redução dos benefícios pagos pelo governo e exigência de contribuições por um período maior, fizeram muitos investidores e gestores saírem da zona de conforto. Ao fazer as contas, resolveram mudar.

Previdência Diversificação – A consolidação de um cenário de juro baixo vem provocando uma migração contínua e crescente de investidores rumo aos fundos multimercados. Isso mesmo em uma indústria tradicionalmente conservadora, onde historicamente mais de 90% dos ativos financeiros da previdência ficavam estacionados em produtos de renda fixa.

Previdência Menores – Segundo dados da FenaPrevi, o montante em carteira (reservas técnicas) de planos feitos para menores saltou de R$ 15,1 bilhões em 2015 para R$ 18,7 bilhões em janeiro. A arrecadação, porém, teve uma pequena redução devido à crise econômica, passando de R$ 1,82 bilhão em 2015 para R$ 1,80 bilhão em em 2015 para R$ 1,80 bilhão em 2018. A reportagem traz Brasilprev, SulAmérica, Porto, Mongeral, Mapfre e Bradesco.

Previdência Novatas – Duas novas seguradoras ingressam no mercado de previdência privada neste semestre: XP Seguros e BTG Pactual Vida e Previdência. As plataformas digitais de produtos financeiros optaram por constituir uma seguradora do zero para estrear num mercado dominado por empresas tradicionais, ligadas a bancos, e com diferenciais que as projetem para estar entre as maiores do setor em três anos.

AIG lança nova etapa da campanha de incentivo

Fonte: AIG

Além de premiações mensais, os 20 primeiros colocados ganharão uma viagem com experiências únicas e exclusivas

A AIG Seguros anuncia a nova etapa de sua campanha de incentivo de vendas de 2019 para corretores, corretoras e assessorias que trabalham suas diversas soluções em seguro no Brasil. Intitulada Rally dos Corretores Exploradores, a competição busca motivar os profissionais a explorar soluções diferenciadas de seguros e ampliar seus negócios. Durante toda a campanha, os parceiros contarão com treinamentos online e presenciais e informações técnicas de venda para uma capacitação completa e avançada sobre os produtos AIG. Os produtos participantes são: CyberEdge® (riscos cibernéticos), seguro Patrimonial, seguro de RD (Riscos Diversos) Equipamentos de linhas amarela (construção civil) e verde (agrícola), seguro de Responsabilidade Civil Geral e Viagem.

Para o grande prêmio final, os 20 primeiros colocados serão contemplados com uma viagem para vivenciarem experiência única: uma viagem à Chapada dos Guimaraes (MT) para explorar uma região brasileira que oferece locais e natureza deslumbrantes, com atividades exclusivas, como um rally de regularidade bem próximo à natureza, entre outras atrações.

A campanha premiará vendas ocorridas desde 1º/12/2018 até 30/11/2019. Para os prêmios finais os participantes competirão por regiões onde estão instaladas as filiais da AIG: São Paulo – capital; São Paulo – interior; REN, que cobre os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e do Nordeste; MCO, que cobre os estados de Minas Gerais e das regiões Centro-oeste e Norte; Curitiba, que cobre os estados do Paraná e Santa Catarina e Porto Alegre, que abrange o Rio Grande do Sul.

Prêmios no Acelerador –Para incentivar a competição de vendas entre os corretores, a seguradora criou a categoria Acelerador, que será composta por etapas. Para o período de 1º/03 a 30/04, o acelerador escolhido é o Seguro de Responsabilidade Civil Geral. A cada oito cotações de RC no Portal do Corretor, o/a participante ganhará um vale-compras no valor de R$ 150,00.

“Queremos motivar cada vez mais nossos corretores para que conheçam melhor a gama de produtos que a AIG disponibiliza e explorem novas oportunidades para oferecer soluções de seguros que permitam seus clientes a se desenvolver, identificando riscos e tomar decisões de maneira informada. Por isso, trabalhamos para que a competição seja mais atrativa a cada ano”, explica Edson Souza, diretor de produtos da AIG Seguros.

Mais informações podem ser obtidas no site: www.rallydoscorretores.com.br

Detetive recupera obra de Picasso e devolve à seguradora

Fonte: Reuters

Um detetive de arte holandês afirma ter ajudado a recuperar uma pintura de Pablo Picasso desaparecida desde 1999, quando foi roubada de um iate pertencente ao empresário saudita Abdulmohsen Abdulmalik Al al-Sheikh na Riviera Francesa.

Em entrevista à rede de televisão holandesa RTL, o detetive, Arthur Brand –que, apelidado de “Indiana Jones do mundo arte”, já recuperou obras de Salvador Dalí– disse que recebeu, de forma confidencial, a pintura “Buste de Femme” (busto de mulher), retrato da também artista e então amante de Picasso Dora Maar. “Temia que fosse falso, mas quando o segurei em mãos, tive certeza de que se tratava da obra original”, afirmou.

Após receber a pintura em casa, embalada em um lençol e um saco de lixo preto, Brand contou que entrou em contato com a polícia e entregou o trabalho para a seguradora, para que retorne, se possível, ao seu dono original.

“Pendurei o quadro na minha casa por uma noite”, confessou. A pintura é avaliada em 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 111 milhões).

Ainda durante a entrevista, Brand disse que a primeira vez que ouvira falar do quadro foi nos Países Baixos, em 2015. Ele estima que a obra já tenha trocado de mãos ao menos 20 vezes, usada como uma espécie de garantia em negócios relacionados a drogas e armas do submundo de Amsterdã.

Ele disse que o último dono foi um agente imobiliário, que queria se livrar da obra quando percebeu que era roubada. Foi quando, afirma Brand, dois homens o contataram e combinaram a entrega em sua casa.

A polícia holandesa disse à mídia local que eles não entrariam com outras ações, uma vez que a pintura tinha sido retornada e que o prazo de prescrição para o roubo, de 1999, já expirou.

O dono original, Abdulmohsen Abdulmalik Al al-Sheikh, não foi localizado pela reportagem.

Lloyd’s of London tem prejuízo pelo segundo ano

Lloyd's of london

Fonte: Reuters

Furacões, tufões e incêndios levaram a seguradora Lloyd’s of London a grandes perdas pelo segundo ano consecutivo, apesar de seu presidente-executivo afirmar que espera que um foco mais forte no desempenho traga o mercado de volta ao lucro este ano.

O grupo Lloyd’s, que começou na cafeteria de Edward Lloyd em 1688, faz seguros complexos, de navios a obras de arte. Ele reúne cerca de 80 membros sindicalizados e seus resultados são um agregado do desempenho financeiro deles.

As perdas de seguros de catástrofes naturais, como tufões no Japão e furacões e incêndios florestais nos Estados Unidos totalizaram 80 bilhões de dólares no ano passado, segundo estimativas da indústria, após perdas de 140 bilhões de dólares em 2017, após três grandes furacões nos EUA e no Caribe.

A concorrência no setor dificultou para as seguradoras aumentar as taxas de forma significativa, mesmo após as perdas de 2017. No ano passado o Lloyd’s disse a seus membros para abandonarem suas linhas de negócios de pior desempenho.

“Estamos confiantes de que os planos apresentados para 2019 nos devolverão o lucro”, disse o presidente-executivo John Neal à Reuters por telefone, acrescentando que a questão-chave é garantir que os planos sejam executados.

Mongeral Aegon cria Conselho Consultivo

Fonte: Mongeral Aegon

A seguradora Mongeral Aegon, do alto de seus 184 anos, sendo a terceira empresa mais longeva do Brasil, criou o seu Conselho Consultivo, um órgão independente que tem como principais atribuições produzir análises de mercado e acompanhar tendências e oportunidades que possam contribuir para o crescimento da companhia. 

Algumas das oportunidades e tendências mais relevantes para a companhia neste momento são o fenômeno da longevidade, a evolução do mercado de saúde, os reflexos da reforma da previdência na sociedade e o impacto das novas tecnologias no mercado segurador. 

O Conselho Consultivo é composto por um time de profissionais experientes e reconhecidos no mundo dos negócios, do seguro, da academia, da economia e da política. A presidência está a cargo de Andrea Levy, formado em engenharia, é membro do Board na Mongeral Aegon há mais 14 anos. Marco Antônio Messere Gonçalves assume como vice. Ele formado em direito, atua há 40 anos no mercado de seguros, tendo dedicado a maior parte da sua carreira ao desenvolvimento e gestão de modelos de distribuição, de produtos e de serviços.

Também compõem o conselho Gilmar Melo Mendes, doutor em economia, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral; Helio Zylberstajn, professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo e conselheiro da Fecomércio-SP e da Fiesp; Luís Roberto Cunha, professor do Departamento de Economia e Decano do Centro de Ciências Sociais na PUC-Rio; e Paulo Delgado, professor e sociólogo, deputado federal por mais de 30 anos.

“O grupo terá como principais atribuições a promoção de estudos e análises sobre assuntos relacionados à atuação do Grupo Mongeral Aegon, além de propor melhorias e aperfeiçoamentos às empresas que o compõem. Procurará também identificar oportunidades de negócios e apoiar o sistema de governança”, comenta Andrea Levy presidente do Conselho.

Pelo caráter estratégico do órgão, o Conselho Consultivo atuará junto à presidência da seguradora, comandada pelo CEO Helder Molina.

Busca constante pela evolução

O Conselho Consultivo é mais uma iniciativa criada pela Mongeral Aegon, seguradora mais longeva do país com quase 200 anos de história. “A companhia busca estar sempre um passo à frente. Lançou recentemente um programa de inovação em seguros em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e com o IRB Brasil RE. O sucesso foi tão grande que, neste ano, já acontece a segunda edição e algumas soluções pensadas no programa de 2018 estão sendo implementadas”, comentou Helder Molina durante coletiva de imprensa.

A seguradora também pensou fortemente na ‘prata da casa’. Para os seus colaboradores criou um programa de fomento à inovação, desta vez em parceria com a Microsoft. As propostas dos colaboradores receberão investimento da companhia para saírem do papel.

A Mongeral Aegon gere hoje um ecossistema de Inovação com mais de 40 iniciativas em curso. Tem em fase avançada o desenvolvimento de projetos que envolvem Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Realidade Aumentada, para além de outras tecnologias disruptivas que apresentam inúmeras oportunidades e desafios para o mercado.

A Mongeral tem mais de 3 milhões de vidas seguradas, segundo dados do balanço de dezembro 2018. A arrecadação total em 2018 superior a R$ 1,5 bilhão e o grupo tem sob gestão R$ 4 bilhões em ativos. A taxa média de crescimento (CAGR) de 20,4% em prêmios emitidos no período de 2013 a 2018. Tem 40 unidades de negócio distribuídas por todo o país e mais de 1 mil funcionários. São cerca de 6 mil corretores parceiros, assegurando presença em todos os estados brasileiros e cerca de 800 parceiros de negócios em todo Brasil;

O grupo quer consolidar o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon como referência do estudo da Longevidade na sociedade brasileira, com uma audiência média mensal superior a 2,3 milhões de visitantes únicos no seu portal de conteúdos e relacionamento.

Porto assume carteira de seguros de RC da Travelers, que reduz operação no Brasil

fusões aquisicoes

ATUALIZADA AS 11H30

Mais um acordo entre seguradoras generalistas e especialistas. A notícia do dia vendas da Porto Seguro, que fechou um acordo de cooperação com a Travelers Seguros, que deixa o Brasil, para que seja possível recontratar na Porto Seguro as apólices emitidas pela Travelers, após análise de aceitação. A negociação engloba as apólices dos produtos: Empresarial, Riscos Diversos, Responsabilidade Civil Geral, Responsabilidade Civil Profissional e Gestão Protegida (D&O). O valor de prêmios emitidos pela Travelers em 2018 nestes ramos foi de aproximadamente R$ 60 milhões.

Marcelo Picanço, diretor geral da Porto Seguro, informou ao blog Sonho Seguro, o grupo não comprou a carteira e sim vai renovar as apólices que estiverem dentro dos padrões de riscos e valores aceitos pelo grupo. “Quando cada apólice vencer, o cliente poderá renovar na Porto, desde que a seguradora aceite o risco, com uma nova condição, e o corretor e o cliente concordem com os termos do novo contrato”, informou. A Travelers não poderá comercializar esses produtos pelo período de dois anos. Já a AIG pode seguir com a venda dos produtos que estão fora da parceria, como para o segmento de grandes riscos. “O foco da Porto está nas PMEs”, disse.

Marcelo Picanço: temos apetite por parcerias dentro da estratégia da companhia para ampliar também a nossa participação em vida

Segundo Picanço, o acordo com a Travelers reforça a parceria fechada com a AIG em meados de dezembro passado. “A AIG é parceira de D&O e responsabilidade civil da Porto Seguro em resseguros e também nós traz know how para atuarmos neste produtos, que são vendidos pelos corretores da Porto”, frisou. Outro ponto destacado pelo executivo é que esses dois acordos, Travelers e AIG, reforçam o foco da Porto em seguros patrimoniais e riscos financeiros.

“Além desses dois, temos apetite por parcerias dentro da estratégia da companhia para ampliar também a nossa participação em vida”, afirmou, acrescentando que não tem nada atualmente no radar, mas que vai olhar todas as oportunidades que aparecerem. “Claro que nem adianta aparecer com algo muito específico ou em nichos que não atuamos, como grandes riscos. Temos foco e buscamos algo que tenha sinergia com a marca, valores e estratégia do grupo”, frisou. Segundo estudos da companhia, esses dois mercados, ramos elementares para PMEs e vida, crescem duas vezes mais nos próximos dez anos do que o seguro de automóvel.

Em recente palestra, Murilo Riedel citou números que mostram a preocupação do setor. O mercado de automóvel saiu de 3,5 milhões de vendas de veículos de 2010 a 2014 para 2,5 milhões em 2015 e para 2 milhões em 2016.  “Não se tem noticia na história moderna do Brasil de uma derrubada das vendas de carros zero que temos visto a partir de 2014. A retomada que temos percebido agora vem em cima de uma base extremamente baixa e vai demorar anos para voltarmos aos patamares anteriores a 2014”, comentou.

Murilo Riedel, da HDI: vamos demorar anos para recuperar as vendas de seguro diante da brusca queda de veículos 0km desde 2014

No mês passado, a Porto anunciou acordo com a AIG para a venda também de seguros financeiros e a HDI, que tem 90% das vendas originadas do seguro de carro, selou acordo com a Icatu para vender previdência para a sua base de clientes. Esse movimento acontece porque as vendas de carros zero quilômetros despencaram nos últimos anos, afetando muito as companhias que atuam com este segmento.

Em recente entrevista para anunciar o acordo com a AIG, Roberto Santos, CEO da Porto Seguro, comentou que a Porto Seguro está, constantemente,  em busca de oportunidades para expansão, principalmente em regiões onde não possui um market share muito significativo. Também há bastante espaço para crescimento dos produtos financeiros como Seguro Fiança, Capitalização e o próprio Consórcio. “Além disso, a companhia busca explorar mais as possibilidades de cross selling, tendo em vista que a Porto Seguro investe constantemente na sinergia entre seus produtos”, citou.

A efetiva conclusão da operação está sujeita a condições precedentes, dentre as quais a obtenção da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) .

Os rumores do setor é de que a Travelers deve deixar o Brasil. A companhia enviou o seguinte comunicado: “Temos o prazer de firmar um acordo de cooperação para que apólices atualmente emitidas pela Travelers possam ser recontratadas pela Porto Seguro, uma empresa que conhecemos e respeitamos por sua cultura de atendimento ao cliente. A Porto Seguro possui capacidade significativa de escala e distribuição, o que acreditamos que beneficiará nossos clientes e corretores. Para apólices que não estão incluídas neste acordo de cooperação, iniciaremos o processo de liquidação desses negócios nos próximos meses. Nós forneceremos mais orientações no momento adequado. Não haverá qualquer interrupção no serviço.  A Travelers Seguros continuará gerenciando nosso portfólio de negócios e histórico existente, incluindo sinistros em andamento, ajustes e/ou endossos que ocorram ao longo da vigência das apólices. Isso não afeta a joint venture de seguro garantia da Travelers, a Junto Seguros, com o Paraná Banco. Continuamos comprometidos com a joint venture e seu sucesso.”


AIDA debate de seguro cibernético ao rural em dois dias de evento

Fonte: AIDA

No primeiro dia do XIII Congresso Brasileiro de Direito de Seguro (21), promovido pela Associação Internacional de Direito de Seguros (AIDA Brasil), temas como a reforma previdenciária e riscos cibernéticos foram discutidos. O evento, que acontece em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, fomenta estudos, reflexões e debates e possibilita a ampliação e divulgação de conhecimentos técnicos e jurídicos próprios do seguro, resseguro e previdência privada. 

Na abertura oficial, Inaldo Bezerra, presidente da associação, agradeceu a todos os congressistas, patrocinadores, autoridades, presidentes dos grupos e membros da diretoria e conselho presentes. “Reencontrar amigos e ter novamente a oportunidade de estudar os temas ligados ao contrato de seguro é algo que renova a pessoa e o profissional. Somos, hoje, 300 congressistas dedicados nas próximas 48 horas ao estudo do direito do seguro e isso mostra que estamos no caminho certo”, afirma.  

Luís Eduardo Afonso, professor da FEA-USP, expôs na primeira palestra os aspectos econômicos da reforma previdenciária e seus reflexos na Previdência Privada. Luís Eduardo apresentou a problemática do tema em algumas dimensões: desigualdades e subsídios insustentáveis, taxas de reposição elevadas e idades de aposentadoria baixas. “A soma desses elementos leva a déficits altos e crescentes, além de envelhecimento acelerado” explica. Para ele, então, a solução é a reforma da previdência.   

O professor também explica que já houve, pelo menos, cinco outras reformas em governos anteriores, entretanto, ele acredita que a do mandato atual é mais complexa e vasta, que possui uma linearização do sistema previdenciário, dá o dever ao governo de fazer a regulamentação da previdência social por meio da lei complementar e traz consigo um ajuste imediato e obrigatório do RPS. “Nenhuma outra teve abrangência que essa tem, mas quando olhamos para a opinião pública, me parece que o foco se dá sobre a transição, e não sobre os resultados a longo prazo”, afirma. Apesar das vantagens, Luís Eduardo ressalta que alguns elementos não estão totalmente claros, por exemplo como se dará a adesão por parte daqueles que entrarão no mercado de trabalho. 

Para ele, é preciso observar mais as experiências internacionais, modelos multipilares que incorporam proteção social, geração de renda para a camada mais baixa da população e mecanismos para geração de poupança interna. “O Brasil é uma exceção na medida em que prevê direitos sociais a um grupo muito específico de cidadãos. Mas vamos ter uma mudança de paradigma. Um regime dessa natureza dará mais importância para as decisões individuais dos trabalhadores, o que vai exigir mais conhecimento deles sobre suas necessidades”, garante. 

A última palestra do dia teve a presença de Mariana Ortiz, Financial Lines, Cyber & Liability Manager da Generalli Seguros com o tema “Os Riscos Cibernéticos e seus impactos nos Contratos de Seguro”.  Segundo a palestrante, vive-se em um cenário de acúmulo, com vírus, malwares, vazamento de dados, interrupção de serviços do provedor de TI e falhas de rede externa. “Há uma grande dificuldade das seguradoras e resseguradoras de fazer o gerenciamento desses riscos. Não há comunicação entre as partes”, ressalta. 

Mariana Ortiz também apresentou alguns gaps e overlaps nas coberturas desse segmento, como Property Damage nas apólices de cyber, cobertura de cyber nas apólices de E&O, Cyber e Commercial Crime e cobertura de interrupção de negócios nas apólices de Cyber e Property. De acordo com a palestrante, questões como essas precisam estar em esclarecidas, mas “é na hora do sinistro que haverá discussões, como qual o tipo de apólice que será utilizado, e isso é muito triste”, enfatiza. 

Dentre os desafios, a palestrante destaca a falta de histórico de sinistros. “É muito difícil ter dados de ataques. Infelizmente, as empresas só tornam públicas as informações porque são obrigadas por lei. Mas o problema não é ter sinistro, e sim, como isso é remediado”, explica. Para ela, a limitação geográfica é outro dos desafios. “É preciso resolver isso com empresas localizadas no exterior. Há ataques de outros países e leis diferentes”, pontua. Com as inovações tecnológicas, os ataques tomam outras formas. Avanços como blockchainsmart cities, carros conectados, inteligência artificial e outros exigem atenção maior por parte das empresas. “Se a gente não conhece e não cuida, sairá muito mais caro”, conclui. 

Finalizando o primeiro dia de congresso, reuniram-se os seguintes grupos de trabalho: Automóvel; Processo Civil; Previdência Complementar Aberta e Fechada; Responsabilidade Civil; Seguro de Pessoas; e Saúde Suplementar. 

Segundo dia: seguro agrícola, risco no transporte e saúde

O segundo dia, 22, teve início com a participação de Laura Emília Dias Neves, Diretora Executiva da AGROBRASIL, que trouxe aos convidados o tema “O Agronegócio e o Seguro Agrícola”. O risco no transporte, logística de grãos e saúde suplementar foram outros dos tópicos discutidos ao longo do dia. 

Na primeira palestra, Laura Emília apresentou um panorama do Seguro Agrícola com dados históricos e definições. A palestrante também mencionou algumas das ferramentas que podem diminuir as despesas do segmento, como a Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural e o Fundo de Catástrofe, programas do governo de apoio aos produtores. “Entretanto, isso não é Seguro, então, enquanto indústria desse setor, nós precisamos atender às necessidades desses profissionais. Essa modalidade é um dos mais importantes instrumentos de sustentação, proteção e manutenção à política agrícola do governo”, alerta. 

Dentre alguns dos desafios na subscrição, Laura Emília pontuou a contratação do seguro para toda a área, a identificação dos talhões segurados, a necessidade de seguir recomendações técnicas do seguro, manter controle dos tratamentos aplicados, comunicar mudanças nas condições do risco, apresentar documentação cadastral e realizar a leitura das condições gerais e especiais. Apesar dos obstáculos, Laura Emília acredita que o Brasil ainda tem muito o que avançar. “Precisamos fazer com que a complexidade do nosso segmento seja mais palatável”, conclui. 

Marcelo Duarte Monteiro, mestre em Economia Agrícola pela Lincoln University, foi o palestrante do segundo painel. O convidado apresentou alguns dados da produção de grãos no Brasil, como milho e soja, que representam cerca de 88% de tudo o que é gerado no país. Marcelo explica que, a partir da década de 1970, o país viu um crescimento significativo no segmento. “Grande parte desses ganhos têm acontecido graças à eficiência na produção”, garante. A demanda da Ásia por biocombustíveis, a expansão em novas áreas, como o Centro-Oeste, a tecnologia de produção, a organização do setor e modernização de ferramentas de financiamento e gestão de risco são alguns dos outros fatores contribuintes ao crescimento do setor.  

Apesar dos avanços, o segmento enfrenta alguns desafios, principalmente na logística do transporte. “Devemos ter em mente que a perca sempre vai existir, mas algumas coisas são inaceitáveis, como a tabela de fretes”.  O palestrante também argumenta que, embora o Brasil tenha uma cadeia de grãos eficiente, é preciso acelerar os investimentos em infraestrutura, valorizar o mercado livre, o empreendedorismo e o Estado regulador e não arbitrador para evitar novos apagões logísticos. “Assim, diminuímos os prejuízos e riscos que estão envolvidos na produção de grãos”, afirma, como a perca na qualidade do produto, cancelamento de compras, aumentos no preço do frete, além de perda de prazo e confiança dos clientes internacionais. “E quem paga por isso? Todos nós. São situações consequentes dos nossos apagões logísticos”, ressalta.

No último painel do evento, que consistiu em perguntas e respostas, participaram José Cechin, Diretor da FENASAUDE e ex Ministro de Previdência e Assistência Social; Helton Freitas, Diretor Presidente da Seguros Unimed; Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde; e Angélica Carlini, Diretora Acadêmica da AIDA Brasil.Sobre os maiores desafios para a saúde pública, o Ministro da Saúde explica que a Lei nº 9656/98 trouxe consigo um Sistema Único de Saúde baseado em contratos e engessado dentro de um setor que possui suas diferenças. “Então, o que nós assistimos foi o SUS dar sistemáticos sinais de dificuldade de 

enfrentamento do seu financiamento. Além disso, o início da judicialização acompanhou o envelhecimento da população e a crise dos municípios”, afirma. Ademais, com Projeto Genoma, doenças raras e a química cerebral foram decifradas, mas as despesas com pesquisa e desenvolvimento não diluíram, o que gerou soluções de custo elevado. Entretanto, Luíz Henrique Mandetta ressalta que, em um sistema baseado na integralidade, universalidade e equidade, é preciso atentar-se mais para este último, respeitando o coletivo para fazer mais a quem tem menos. “É o único ponto que pode trazer equilíbrio. As ameaças do nosso sistema são a própria amplitude dele. Nós não temos coparticipação do sistema público e nenhuma restrição. Isso está na nossa constituição como cláusula pétrea. Só mudaremos se convocarmos uma constituinte”, defende.

Para José Cechin, na Saúde Suplementar o maior desafio é equacionar os custos. O diretor da FENASAÚDE frisa que, para isso, é preciso voltar as atenções para a saúde primária. “Muitas operadoras estão se movendo para fazer uma gestão adequada. Acreditamos que esse modelo é o que pode prevenir que a pessoa não fique doente e que sejam planos de pessoas sadias e com a saúde preservada”, ressalta. O debatedor também discorreu sobre como o modelo público e privado podem se unir. “Por que a unidades de saúde não poderiam atender ambos? Isso ajudaria muito a melhorar a remuneração daquela unidade, reter bons talentos e se modernizar”, afirma. Em relação aos prestadores, deve-se exigir transparência, divulgação de informações e indicadores de qualidade. Combate às fraudes e à tipificação de crimes, bem como novos produtos de previdência e poupança vinculados à saúde também estão inclusos na proposta de equacionar os custos. “Podemos pensar em um produto em que as pessoas possam acumular recursos durante a vida de trabalho para ter como bancar um plano de saúde”, salienta. “Em suma, precisamos construir união entre médicos, laboratórios, indústrias, clínicas e muitas outras que estão aí”.

Sobre a relação entre a saúde pública e saúde suplementar, Helton Freitas acredita que é preciso, antes, quebrar o dogma de que público e estatal possuem o mesmo significado. “Isso gera um impacto muito grande na saúde. Você fazer um hospital rodar 24/7 para um funcionário público com todo o corolário de proteções que tem sobre esse trabalhador é quase impossível. Se somar isso à Lei 8.666/93, não dá para imaginar que uma instituição pública possa competir com a instituição privada porque ela é uma instituição muito amarrada sobre e essas questões normativas”. Como forma de aproximação entre a saúde pública e a saúde suplementar, o Diretor Presidente da Seguros Unimed afirma que é possível evoluir nas articulações feitas entre ambos. “Um precisa aprender com o outro, e o inverso também é verdadeiro”, ressalta. Angélica Carlini encerrou o painel reafirmando a necessidade do diálogo. “Me parece que nós estamos muito maduros para criar um outro canal de comunicação no Ministério da Saúde que vai além da ANS. As questões estratégicas têm que ser discutidas por quem pensa o macro, e quem faz isso é o Ministério da Saúde”, conclui.

Swiss Re Corporate Solutions busca PME

Fonte: Swiss Re

A demanda de seguro empresarial entre pequenas e médias empresas (PMEs) cresceu mais que 14% no Brasil entre 2017 e 2018, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). O total de prêmios emitidos saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,4 bilhões. 

Dentro deste contexto, a Swiss Re Corporate Solutions Brasil tem investido em tecnologia para ganhar escala na oferta de produtos. A companhia conta agora com uma nova plataforma de cotação online para empresas com limites de cobertura entre R$ 10 e 30 milhões, a qual também já pode ser acessada por meio do Portal de Negócios da Bradesco. De forma simplificada, e em menos de 48 horas, os corretores conseguem responder às demandas de seus clientes.

O seguro empresarial atende a mais de 400 segmentos (como padarias, academias, pet shops, escritórios, clínicas, indústrias etc) e oferece mais de 40 coberturas, como proteção contra incêndios, quedas de raios, roubos de bens e valores, proteção de máquinas, responsabilidade civil do empresário ou diretor da empresa (em caso de danos físicos e materiais a terceiros) e explosões, entre outros.

“Acreditamos que a tecnologia abre muitas oportunidades de negócio. Além disso, todos os processos, desde a cotação à contratação, são totalmente online, o que proporciona praticidade, agilidade e confiabilidade”, comenta Silvio Steinberg, diretor de Seguros Patrimoniais e Engenharia da Swiss Re Corporate Solutions Brasil.

De acordo com o executivo, os segmentos que mais contratam o seguro empresarial são comércio e serviços. Entre as cobertura mais contratadas, destacam-se as proteções contra roubo, danos elétricos, vendaval e lucros cessantes, além da cobertura de incêndio, que é obrigatória. 

“De maneira geral, o pequeno e o médio empresário contratam de quatro a cinco coberturas, como se fosse um combo de seguros. O fato é que todo negócio apresenta um risco, logo, o seguro empresarial é importante para todo tipo de empresa”, completa Steinberg.