FenaSaúde participa de audiência da ANS

Fonte: FenaSaúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) marcou presença na audiência pública sobre contratualização na Saúde Suplementar, realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na última sexta-feira, dia 22, no Rio de Janeiro. A relação contratual entre operadoras e prestadores de serviço foi pauta de debate entre esses dois atores do setor. O objetivo do órgão regulador com essa iniciativa é avaliar a necessidade de revisão ou aprimoramento da regulação acerca desse tema. Segundo a ANS, a intenção é encontrar soluções menos intervencionistas e mais indutivas, em prol da qualidade da assistência ofertada e reduzir os conflitos nas relações entre operadoras e prestadores.

Sandro Leal, superintendente de Regulação da FenaSaúde, considera positivo que a ANS discuta melhorias no setor, mas afirma que identificar os impactos é condição necessária para avançar. “Foram colocadas muitas ações interdependentes com impactos diferentes no sistema, que é muito heterogêneo. Vale lembrar que temos duas premissas básicas: o setor privado deve chegar ao equilíbrio pela livre negociação, sem interferência estatal, e que se atue quando houver uma falha de mercado bem identificada, e não em situações específicas de um segmento ou outro, o que pode provocar novos desequilíbrios. O mercado leva a resultados mais socialmente desejáveis e eficientes, e a sociedade ganha. O consumidor é o ator que deve aproximar as partes”, pondera o executivo.

Um dos objetivos do encontro foi compartilhar, com um número mais amplo de atores, os subsídios colhidos na Câmara Técnica de Contratualização e Relacionamento com Prestadores (CATEC), instituída pela ANS para debater o tema com o setor e órgãos públicos. Até o momento, foram realizadas quatro reuniões e mais uma será marcada. A CATEC é formada por integrantes de cerca de 30 órgãos e entidades de Governo, além do Ministério Público Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e Ministério Público do Consumidor (MPCON).

Durante a audiência pública foram debatidas e levantadas questões sobre alguns dos temas que têm sido o foco de atuação da CATEC: remuneração de materiais e medicamentos de uso hospitalar; dificuldades na negociação contratual; glosa; reajuste; adoção da Tabela TUSS (padronização de códigos e nomenclaturas entre prestadores de serviço, operadoras e a ANS); rescisão de contratos; utilização de tabelas de referência para remuneração; subnotificação das irregularidades pelos prestadores de serviço; entre outros.

“Em relação às tabelas utilizadas, o posicionamento da Federação é que a correção das distorções é correta e positiva, mas é preciso discutir adaptação e prazos deixando o mercado negociar. Já quanto aos pacotes, a FenaSaúde entende que é um movimento em direção às melhores práticas de remuneração e pondera que o pacote é uma relação comercial entre as partes, um conceito diferente dos protocolos clínicos. É necessário o compartilhamento de riscos alinhados ao que o mundo está fazendo, sendo ajustado pela experiência estatística observada entre cada operadora e prestador. Por último, sobre a questão da Glosa, os estudos propostos pela ANS são importantes para identificar os casos concretos. Grande parte das glosas ocorre por conta de cobranças indevidas e erros administrativos.  Por natureza, os contratos são imperfeitos e não preveem todas as circunstâncias”, concluiu Sandro Leal.

Provisões do mercado segurador ultrapassam R$ 1 tri, destaca CNseg

Marcio Coriolano cnseg

As provisões técnicas de garantia dos riscos assumidos pelo mercado segurador brasileiro ultrapassaram em janeiro a barreira de R$ 1 trilhão. “Símbolo da solvência setorial e importante alavanca de desenvolvimento”, destaca Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras, a CNseg. Segundo ele, esse marco é o grande destaque da Conjuntura CNseg divulgada nesta semana e disponível no portal da entidade, que traz a análise dos números de janeiro e do acumulado dos últimos 12 meses. O estudo tem o objetivo de examinar aspectos econômicos, políticos e sociais que podem exercer influência sobre o mercado segurador brasileiro.

Desconsiderando o DPVAT e saúde, a arrecadação global do mercado em 12 meses até janeiro foi de R$ 243,1 bilhões, aumento de 1,2% comparando-se com até dezembro do ano passado. Considerando-se janeiro deste ano com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento dos ramos regulados pela Susep, sem DVPAT, foi de 12,3%. O presidente da CNseg analisa que é preciso prestar atenção nos números. “Estamos comparando um mês de janeiro bom com um mês de janeiro de 2018 que foi muito ruim, com as expectativas de um ano eleitoral, com um clima de insegurança grande por parte de todos”.

Entre os destaques deste período analisado Coriolano cita os segmentos de previdência considerando-se VGBL, PGBL e planos tradicionais, com crescimento de 18,8%; dos seguros de vida e acidentes pessoais (+16,2%), seguros patrimoniais (+14%) e também os títulos de capitalização (+10%).

Quanto aos planos PGBL, VGBL e planos tradicionais de previdência, que representam 44% da arrecadação geral, a arrecadação na série móvel de 12 meses terminada em janeiro deste ano comparada a até dezembro registrou alta em 1,3%, o que, evidentemente, influencia a média global de desempenho setorial.

Os seguros de vida e de acidentes cresceram 1,2% na série móvel de 12 meses comparativamente a até dezembro de 2018 e 16,2% comparando-se com janeiro do ano passado. Somados já contabilizam R$ 38,4 bilhões (quase 16% da arrecadação geral), mais do que a arrecadação dos seguros de automóveis, de R$ 35,8 bilhões, que representa 15% da arrecadação geral.

No segmento de seguros gerais, que engloba seguros patrimoniais e de responsabilidade civil (RC), o seguro de automóveis teve relativa estabilidade (-0,1%) na mesma comparação da série móvel de 12 meses e pequena queda de 1,5% relativamente a janeiro de 2018. Os melhores desempenhos, mês contra igual mês do ano anterior, foram registrados em RC (38,5%), transportes (14,3%) e patrimonial (14,0%), confirmando tendências de diversificação de negócios há muito tempo observadas.

“Esses três ramos participam com 8% da arrecadação geral”, destaca Coriolano. Ele comenta que o automóvel, que vem enfrentando o grande desafio de crescer num cenário desfavorável dos últimos dois anos por conta da queda das vendas de carros zero quilômetro, começa a reagir, mas ainda tem um crescimento não muito expressivo. “Os dados recentes sobre produção de automóvel e de licenciamentos estão sinalizando melhora, o que anima os seguradoras que atuam com automóvel”, comenta o executivo. Alguns ramos que eram inexpressivos também passam a chamar atenção, como transporte, crédito e rural.

O segmento de capitalização vem mantendo ritmo e acumulando crescimento de 0,8% em 12 meses, com volume significativo de receitas anualizadas, da ordem de R$ 21,2 bilhões, o que representa 9% da arrecadação geral.

“Neste primeiro mês do ano o mercado de seguros teve comportamento substancialmente melhor do que o mesmo do ano anterior, revelando resiliência ao ciclo econômico ainda baixo, pela já registrada preferência dos consumidores pela proteção propiciada pelos ramos líderes”, finaliza Marcio Coriolano.


Barbieri, da SulAmérica, é eleito destaque de TI

Fonte: SulAmérica

Cristiano Barbieri, vice-presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, foi eleito pela segunda vez como o executivo de TI de maior destaque do ano no mercado de seguros, pelo case “Inovação Digital”. A premiação tem como objetivo homenagear líderes da área de Tecnologia da Informação que tenham desenvolvido, ao longo do ano anterior, estratégias inovadoras nas empresas em que atuam.

Promovida pelo Grupo IT Mídia, esta foi a 18° edição do prêmio em 22 anos de história. O comitê julgador da indústria de TI, em parceria com a consultoria Korn Ferry, avaliou cerca de 300 cases para selecionar os três melhores. A cerimônia de premiação foi realizada em São Paulo.

Barbieri foi responsável pela expansão da área de inovação na SulAmérica, conhecida como “Garagem de Inovação”. Lançado há três anos, o projeto tem como objetivo desenvolver tecnologia de forma inédita no mercado, experimentando novas tecnologias na melhora contínua e real da experiência dos clientes e corretores.

“Há pelo menos dois anos, a companhia faz uso de ferramentas de inteligência artificial (AI) em nossos projetos de Inovação. Soluções analíticas avançadas são o core do nosso negócio. Eu destacaria ainda, como outro diferencial da companhia na área de Inovação, os nossos times multidisciplinares, o que chamamos de squads, que atuam com o objetivo de entregar nossos projetos com uso de métodos ágeis, que usam técnicas da metodologia Lean e Design Thinking. Isso, de fato, entrega a melhor experiência digital”, afirma o executivo.

Entre os destaques da área no último ano estão o Reembolso Digital no aplicativo SulAmérica, permitindo a identificação de pedidos por meio de uma foto e encaminhando a solicitação para análise de forma rápida e segura; o Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos em até 40 minutos; além de diversas novidades na área de seguro para automóveis por meio do aplicativo Auto.Vc.

AIG discute regulação de sinistros em Responsabilidade Civil

Fonte: AIG

Dimensão da cobertura da apólice, impacto do sinistro no negócio e sobre terceiros e planejamento em prevenção são os principais pontos que devem ser levantados por corretores

Com casos práticos de diferentes acidentes e imprevistos que exigem a responsabilização de empresários – de acidentes de trabalho a erros na linha de produção e prejuízos a terceiros por graves danos – a AIG promoveu o evento O Sinistro da Vez: Responsabilidade Civil, na última sexta-feira (15), em São Paulo. Na ocasião, mais de 100 corretores acompanharam o painel formado por especialistas da AIG nas áreas de Sinistros, Jurídico e Produto, ao lado do executivo da CooperBrothers, empresa de Regulação de Sinistros.

“A partir de dúvidas e questionamentos dos corretores, organizamos este encontro como mais uma forma de capacitar nossos parceiros nas coberturas e especificidades dos Seguros Responsabilidade Civil Geral (Empregador, Produtos e Operações). A partir de exemplos e da experiência da AIG, buscamos mostrar as principais exposições a riscos, o funcionamento das coberturas e a importância de atividades de gestão e prevenção”, explica Nathália Gallinari, Gerente de Responsabilidade Civil e Ambiental da AIG. 

Durante o painel, Daniel Santos, Gerente de Sinistros de RC e Linhas Financeiras da AIG, explicou que “quando negociam a apólice, muitas empresas ficam preocupadas com apenas dois pontos: a cobertura e o limite. Ou seja, acreditam que, no máximo, a seguradora irá arcar com os custos de indenização. Porém, é importante ressaltar que a AIG faz muito mais que isso: toda a investigação do sinistro permite à empresa entender os motivos que levaram ao eventual incidente e ajuda na prevenção. São serviços que, independente da cobertura do sinistro, estarão à disposição do segurado”.

Para Nathália Gallinari, também parte do painel, há inúmeros recursos técnicos utilizados pela seguradora que auxiliam na apuração e regulação de sinistros. “Trabalhos multidisciplinares, que inclusive envolvem perícias, auxiliam na solução de uma série de questões, como, por exemplo, verificar se o produto questionado poderia ou não apresentar um determinado problema, ou causar certo dano”, diz.

A importância dos primeiros passos da apuração 

Eduardo Lima, Diretor da Cooper Brother, trouxe para o debate o conhecimento do ‘outro lado do balcão’ e destacou que cada segurado possui particularidades, por isso é importante entender com detalhes as questões técnicas de seu ramo de atuação.

O profissional destacou que “os primeiros passos são fundamentais para avaliar eventuais falhas de segurança. São apuradas quais foram as ações imediatas tomadas pelo segurado para controlar aquela situação, se os equipamentos de proteção individual (EPIs) foram utilizados corretamente, se o programa de manutenção foi cumprido e se o colaborador possuía treinamento e certificados necessários para operar aquela determinada máquina”. 

Segurado deve se precaver mesmo quando o sinistro é encerrado 

Alguns profissionais acreditam que os problemas se encerram quando o sinistro é finalizado. Porém, Katiuscia Brandão, Especialista de Sinistros de Responsabilidade Civil da AIG, destaca que reclamações podem surgir, em alguns casos, até alguns anos após o encerramento.

“É fundamental manter registros, perícias e documentos que comprovem que o evento não prejudicou, por exemplo, empresas parceiras, fornecedores ou vizinhos do empreendimento”, lembra Katiuscia.

O impacto à cadeia de valor e a terceiros

Entre os exemplos citados pelos especialistas foi o de uma manufatura de pequeno porte, fornecedora de grandes indústrias no setor de bebidas. Com uma apólice de Responsabilidade Civil Produtos, o sinistro teve grande impacto na cadeia produtiva, a ponto de exigir um descarte antes de os materiais chegarem ao varejo. “O corretor deve conhecer o negócio do seu cliente e qual o seu alcance para auxiliá-lo na dimensão do risco”, explicou Katiuscia. Outro ponto é o caso de incêndio ou outros acidentes em estabelecimentos, com danos a terceiros próximos. “Pela extenção dos estragos, um pequeno comércio terá de arcar com os seus prejuízos e com o de terceiros. A falta de planejamento para esses casos pode levar ao fim do negócio”, completa.

A vontade de proteger é o que move a Rede, relata a revista Apólice

Fonte: Revista Apólice, Kelly Lubiato

Pensar fora da “caixa” foi o objetivo da organização da 6ª Convenção da Rede Lojacorr, que termina hoje, em Curitiba. A mensagem central foi mostrar aos 1200 participantes que é fundamental mudar a mentalidade do setor e mostrar ao consumidor que o maior objetivo do setor é levar proteção, seja para a vida, para o patrimônio ou para o futuro, informa a revista Apólice. A tecnologia serve para resolver os problemas que não deveriam existir. O restante, principalmente o sucesso do corretor de seguros, está no relacionamento que ele desenvolve com o seu cliente.

“Nossa convenção será um grande diálogo sobre o tempo intenso de transformação que estamos vivenciando. Tempo de repensar práticas profissionais e buscar novas soluções que gerem crescimento sustentável aos nossos clientes. Juntos, inovamos para continuar cumprindo a nossa missão de proteger”, afirma Diogo Arndt, CEO da Rede. O evento facilitou esta postura através das rodas de negócios, uma oportunidade dos corretores de seguros conversarem com técnicos de seguradoras, tirarem dúvidas ou desenharem novos produtos.

As seguradoras estiveram presentes em Talk Shows, com temas como Tempo de Transformação. A conversa entre os presidentes da Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz; da HDI, Murilo Riedel; da Liberty, Carlos Magnarelli; da Mitsui Sumitomo, Helio Kinoshita; e da Sancor, Leandro Poretti, mediada pela editora da Revista Apólice, Kelly Lubiato, mostrou como o setor de prepara para incorporar a transformação. As mudanças não são apenas em termos de tecnologia, mas também do entendimento de como novos mercados como cidades inteligentes, carros autônomos ou novos públicos irão afetar o setor e a sociedade como um todo.

“É preciso entender porque somos tão incipientes em seguros”, diz Solange Vieira, a nova xerife da Susep

Post atualizado no dia 25, às 9:50

Estiveram presentes o ministro da Economia, Paulo Guedes, os presidentes do BC, Roberto Campos Neto, do BNDES, Joaquim Levy, e Roberto Barbosa, da CVM, bem como representantes do mercado segurador

“É preciso entender porque somos tão incipientes em seguros em diversos segmentos. Por que temos uma densidade de seguro tão reduzida? Por que nossos custos administrativos não caíram apesar dos grandes avanços tecnológicos? Por que no resseguro ainda temos uma empresa com gold share e participação de 15% do Banco do Brasil? Por que temos uma cobertura de saúde, excluindo o SUS, de apenas 30% da população? Por que a cobertura espontânea do seguro previdência abrange apenas 10% da população? Por que nossa maior seguradora é do Estado? O mercado segurador tem muito a ser desenvolvido”.

Assim, a primeira mulher a assumir o comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep) em toda a história chega para comandar um setor com reservas de R$ 1 trilhão, que respondem por cerca de 25% da divida brasileira, ciente dos problemas e direcionando algumas das soluções necessárias para a autarquia e o setor ajudarem o Brasil a crescer com mais resiliência.

Durante sua posse na noite da última sexta-feira, com o discurso em áudio enviado ao blog Sonho Seguro, Solange agradeceu o apoio da família, marido e filhos trigêmeos, que terão de suportar a falta dela por um período grande diante do desafio que assumiu das mãos do ministro da economia Paulo Guedes. Ao longo dos 10 minutos foi aplaudida por três vezes pelos convidados.

Citou fatos da sua carreira, como ter participado da criação do fator previdenciário, ter sido presidente da Anac, assessora da presidência do Tribunal Federal, presidência do BNDES e presidente do fundo de pensão do BNDES. “Em cada um dos lugares que trabalhei foi um processo continuo de aprendizado. Aprendi que na vida pública estamos aqui para servir. Cada cidadão depende do nosso serviço e trabalho para que sua vida funcione melhor”, disse ela.

Solange acredita que o setor é capaz de dar cobertura para quase todos os tipos de seguros, mas indagou por que tem uma participação de apenas 3,7% do PIB brasileiro. Se incluído o mercado de saúde sobe para algo próximo de 6,5%, enquanto nos EUA esse numero é de 11%. Citou o índice de penetração prêmio PIB, que coloca o país em posição inferior a África do Sul e Chile. Quando comparados ao grupo de países em desenvolvimento, o Brasil está na 14% posição. Comparado a Europa e EUA, o Brasil é quadragésimo da lista. Em termos de densidade, medido em prêmio e população, o Brasil está abaixo de US$ 400 contra US$ 4,2 mil nos EUA e US$ 1,6 mil na Europa.

Ao mesmo tempo em que indagou o porque da baixa penetração, a economista deu uma resposta parcial. “É sabido de todos que o Estado interfere no mercado e tende a precificar mal, distorcendo preços relativos e reduzindo o potencial do desenvolvimento do setor. Precisamos reduzir a participação do Estado”, enfatizou ela, arrancando os primeiros aplausos do seleto grupo convidado para a posse, entre eles funcionários, seguradores, além dos destacados por ela mesma como o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, Joaquim Levy, presidente do BNDES E Roberto Barbosa, presidente da CVM.

Solange afirmou que é preciso acelerar a velocidade da disponibilização de novos produtos no mercado; criar maior flexibilidade regulatória e harmonizar leis e regulamentações como os avanços tecnológicos. “Na área de tecnologia temos uma revolução em curso. As insurtechs aparecem como uma nova forma de fazer e comercializar seguros. Vão além da comercialização. Buscam inovação que geram eficiência financeira e operacional”, afirmou ela e recebeu a segunda rodada de aplausos dos entusiastas.

Segundo Solange, as novatas de tecnologia investem em nichos complementando os produtos tradicionais e impulsionando o setor. “Temos a internet das coisas, a nuvem, a inteligência artificial, o blockchain, a cobrança por uso e o seguro por demanda. Mudanças que irão revolucionar o setor de seguros”, acrescentou.

Ela elencou a importância do seguro em vários segmentos para ressaltar o potencial de crescimento deste segmento. “Acredito no seguro e não força dele no desenvolvimento para o país. O comércio internacional não resistiria sem o seguro. As empresas não teriam proteção para bens e ativos. O capitalizamos seria diferente. O que seria da nossa industria automobilista sem o seguro. O que seria dos empreendimentos e investimentos. E como faríamos na velhice se não pudéssemos ter seguro de vida, de saúde e aposentadoria? Sem o seguro agricultura teríamos maior volatilidade de preços e o consumidor seria o maior prejudicado. Sem o seguro de crédito e fiança as vendas no varejo e os negócios em geral seriam menores. O comportamento das pessoas seria outro se o seguro de danos contra terceiros nao existisse”, elencou.

Ela ressaltou a infraestrutura, por exemplo, que representa 3% do PIB em vários países desenvolvidos e no Brasil representa apenas 0,5%. Espera-se um crescimento mundial de 9% nos próximos anos no setor de infraestrutura. Se isso for verdade, a perspectiva de crescimento de seguro nesse setor será entre 6 e 10%, nas contas da nova xerife do mercado segurador.

“Não podemos e não vamos desperdiçar a chance de contribuir para o crescimento de nosso pais. Acredito no trabalho em conjunto entre o Banco Central, a CVM e a Susep para o aprimoramento do mercado de capitais brasileiro. Conto com a colaboração de todos vocês. Vamos juntos fazer um Brasil melhor. Um mundo em que o brasileiro tenha um leque tão grande de seguros que possamos acrescentar em nossas estatísticas o fato de que todo cidadão deste país tem alguma forma de seguro contratada”, enfatizou.

Ela afirmou ser difícil ser imparcial e direta. “Tive a certeza durante toda minha carreira que a competição engrandece as pessoas e impulsiona a eficiência. Nunca entendi como as corporações podem ser tão resistentes a mudanças mesmo quando elas são inevitáveis. Aprendi que o óbvio é difícil de ser feito. Ser simples é complicado. Mas estou aqui na Susep para juntos fazermos a diferença na vida de cada cidadão brasileiro”, afirmou.

E a terceira rodada de aplausos foi a tradicional, ao encerrar o seu discurso. “Temos de ser mais ágeis. Precisamos desregulamentar, desburocratizar o setor. Aumentar a competição, garantir a segurança jurídica e acima de tudo tornar o seguro um produto simples e acessível a população”, finalizou ela, num sinal claro de desejo de sucesso com a implementação de medidas que impulsionem realmente o mercado de seguros a conquistar o seu espaço na vida da sociedade brasileira.

Durante o evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enfatizou a importância do setor de seguros para o País e seu enorme potencial de crescimento. Ele defendeu a importância de um Estado menor também no setor de seguros. “Tem um enorme território à frente a ser conquistado. Nós vamos trocar o eixo da economia efetivamente de uma economia de planejamento central, de uma economia dirigista, onde o Estado decide tudo. Nós estamos trocando esse eixo para mercado”, explicou.

O blog Sonho Seguro, que foi convidado e não pode comparecer, aplaudiu mais de três vezes o discurso enquanto ouvia o áudio. Umas dez pelo menos. Desejo a Susep todo o sucesso do mundo nesta empreitada.

Fabio Pinho será o novo CEO da Divisão de Seguros Especiais da SCOR na América Latina

Fonte: Essor


A SCOR Global P&C, quarta maior resseguradora do mundo, acaba de anunciar que Fabio Pinho será o novo CEO da Divisão de Seguros Especiais na América Latina (chamada de LATAM Specialty Insurance). O mandato do executivo inclui a Divisão de Negócios de Seguros da SCOR no continente e a continuidade no cargo de CEO da Essor Seguros.

Pinho é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas (FGV) em Gerenciamento Empresarial, e com especialização em liderança na Cornell University (Nova Iorque). Ele está no comando da Essor Seguros, que integra o Grupo SCOR, desde o início de suas operações no Brasil, em 2011.

XP Seguros estreia com produtos de alta performance e gestão ativa

Fonte: XP

Com foco inicial nos fundos de previdência privada, iniciativa visa estimular a concorrência no setor. Atualmente, 93% dos planos estão concentrados nos grandes bancos e têm baixa performance

Depois de ajudar na recente revolução do mercado de investimentos no país, o Grupo XP agora se prepara para inovar a forma como os brasileiros planejam a sua aposentadoria. Com o objetivo de oferecer as melhores opções em previdência privada, a XP Seguros chega ao mercado para oferecer produtos próprios de alta performance e com gestão ativa. Neste primeiro momento serão lançados cerca de vinte e cinco fundos com planos PGBL e VGBL para clientes pessoa física, alocados nas mais diversas estratégias que vão desde renda fixa aos mandatos multimercados, geridos pelas principais gestoras independentes do país. O objetivo é criar uma grade de produtos previdenciários que, sob a ótica de alocação, atendam os clientes em função do seu momento de vida e apetite de risco.

“A discussão em torno da reforma da previdência tem provocado um fenômeno interessante: a autoanálise dos brasileiros em relação à aposentadoria. Esse movimento é importante porque indica um amadurecimento financeiro por parte da população”, avalia Roberto Teixeira, Sócio responsável pela XP Seguros. “Queremos oferecer veículos inéditos no mercado para clientes que já não aceitam mais investir em fundos previdenciários que cobram taxas elevadas e entregam baixa performance”, afirma Teixeira. 

A iniciativa visa ainda estimular a competição dentro do segmento, com a distribuição dos produtos da XP Seguradora e de outras seguradoras na plataforma aberta de previdência privada da XP Corretora de Seguros, pioneira na zeragem da taxa de carregamento dos planos na entrada e na saída. No médio prazo, os produtos originados pela XP Seguros também deverão ser oferecidos por outras plataformas e corretores de seguros. Além disso, a empresa espera ampliar a sua atuação nesse mercado, contemplando outras classes de produtos além de previdência privada.  

“Inovar na oferta de produtos e serviços é parte da estratégia do Grupo XP, uma vez que a concentração bancária em previdência privada é ainda muito alta.  Trabalhamos com o conceito de curadoria para oferecer uma grade de fundos completa, composta por produtos relevantes e alinhados à expectativa de nossos clientes”, acrescenta. 

A meta da XP Seguradora é oferecer aos clientes do Grupo XP os melhores fundos de Previdência Privada do mercado, permeados por soluções inovadoras em um mercado tradicionalmente analógico.

SulAmérica ganha a conta de saúde e odonto da Nadir Figueiredo

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica é a nova seguradora de Saúde e Odonto da fabricante de vidros Nadir Figueiredo. Com contrato já vigente, a companhia garante a cobertura odontológica e de saúde aos 2,2 mil funcionários da empresa parceira e seus dependentes, chegando a um total de 4,7 mil beneficiários. O contrato foi firmado por meio da atuação da Castro e Vidigal Corretora, em conjunto com a filial Lapa da SulAmérica, em São Paulo (SP).

“Estamos muito satisfeitos com essa nova parceria e preparados para oferecer uma cobertura de primeira linha em Saúde e Odonto para nossos mais novos clientes, que terão acesso a programas exclusivos de cuidado e a uma rede referenciada que faz a diferença no bem-estar dos colaboradores e seus familiares. Com duas empresas centenárias trabalhando juntas, com ampla tradição nos mercados em que atuam, temos certeza de que essa parceria será um sucesso”, comenta o diretor Comercial da SulAmérica em São Paulo (Capital), Luciano Lima.

Entre os diferenciais de serviços que fizeram a Nadir Figueiredo optar pela SulAmérica está a rede com mais de 25 mil provedores de saúde e odontologia, a qual os segurados podem acessar nos 4,5 mil hospitais e laboratórios, além de um ambulatório médico na própria empresa. Outro benefício é o Médico em Casa, serviço que permite solicitar atendimento para crianças de até 12 anos no conforto do lar. A teleorientação pediátrica, por sua vez, é o mais recente serviço de medicina conectada para transformar a experiência dos clientes e também está disponível – por meio do aplicativo SulAmérica Saúde, os segurados responsáveis por crianças de até 12 anos podem solicitar uma videochamada com médico pediatra para receber orientações e tirar dúvidas.

“Os nossos funcionários são o nosso bem mais precioso. Faz parte da missão da empresa cuidar e prezar pelo bem-estar de todos, por isso, buscamos oferecer sempre o melhor a eles. Estamos felizes em fechar parceria com a SulAmérica, pois acreditamos que a empresa poderá atender às necessidades relacionadas à saúde de nossos colaboradores”, afirma João Roberto Queiroz, diretor de RH da Nadir Figueiredo.

Os funcionários da fabricante de vidros também têm acesso a programas como o Saúde Ativa, conjunto de iniciativas de incentivo à saúde e ao bem-estar dos segurados por meio de conscientização, orientação especializada e monitoramento. Entre elas está o Futura Mamãe, projeto que acompanha e orienta as seguradas gestantes quanto aos principais cuidados durante essa fase. Outro programa é o Cuidado Coordenado, em que a integração de informações permite uma gestão completa da saúde do segurado.

Thisiani Martins assume comissão de grandes riscos na FenSeg

Fonte: FenSeg

O portal da CNseg, a confederação das seguradoras, e da Federação Nacional de Seguros Gerais ( FenSeg), publicaram entrevista com a nova presidente da  Comissão de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos – CRP Grandes Riscos FenSeg, Thisiani Martins. Ela fala de seus projetos para o próximo triênio de gestão, assim como uma análise das oportunidades da área. Veja abaixo:

Como avalia o desempenho das áreas de grandes riscos em 2018?

Anos de eleições costumam apresentar características muito próprias e 2018 não foi diferente. Apesar disso, o Brasil  iniciou uma  recuperação  da economia e este cenário contribuiu para que o mercado de seguro patrimonial de grandes riscos experimentasse leve crescimento que se pode constatar observando as estatísticas  divulgadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O mundo globalizado é desafiador e o Brasil, atento as constantes mudanças, mesmo com  cenário mais complexo, conseguiu manter boa oferta de capacidade.

Quais suas expectativas para o ano de 2019?

Estamos otimistas e acreditando na recuperação gradativa da atividade econômica. Isto acontecendo, teremos a retomada de investimentos o que vai permitir que o segmento de seguros patrimoniais apresente desempenho melhor que em 2018.

Quais seus planos como presidente da Comissão  de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos no próximo triênio?

As comissões técnicas da FenSeg desenvolvem trabalhos muito gratificantes, sempre buscando contribuir com o crescimento do mercado.  Daremos continuidade aos trabalhos em desenvolvimento  promovendo eventos técnicos voltados ao aprimoramento dos profissionais da área, envolvendo empresas do setor para atualização de novas tecnologias de prevenção de perdas e também buscando melhores produtos para atender as necessidades dos segurados.

No ano de 2018, a Comissão  de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos realizou o Seminário de Lucros Cessantes, envolvendo profissionais de mercado. Há planos de novos eventos para esse ano?

O evento de Lucros Cessantes foi um sucesso e confirmou o grande o interessado do mercado sobre o tema. Consta do Plano de Ação de 2019 da Comissão de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos a realização de novos eventos técnicos abordando não só Seguros de Lucros Cessantes, com foco diferente do já realizado, como também, o tema Qualidade de Riscos.Sobre a avaliação de grandes riscos e tecnologia:  um exemplo é o uso de drones para acessar locais de difícil acesso, trazendo dados mais precisos que, manualmente, não seriam obtidos com segurança e rapidez. Dessa forma, as seguradoras proporcionam aos clientes uma avaliação mais precisa e orientações mais detalhadas para mitigar riscos.

Como avalia o impacto da tecnologia no trabalho das seguradoras?

Para as seguradoras é desafiador se manterem atualizadas para conhecer e avaliar as novas tecnologias que estão sendo utilizadas, e seus impactos na exposição a riscos. É importante que a empresa esteja atenta e invista neste conhecimento para poder orientar seus clientes na gestão de seus riscos através da prestação de serviço de prevenção de perdas oferecida por várias seguradoras.