Corretora It’sSeg cresce e fecha 2018 com R$ 2 bilhões em prêmios

21/09/2018 - Thomas Menezes, fundador da ItsSeg - Foto: Gabriel Reis - www.gabrielreisfoto.com

 Fonte: It’s Seg

Companhia, que já fez seis aquisições desde a sua criação em 2014, volta às compras este ano para ampliar escala de negócios

A It´sSeg Company, maior corretora independente de seguros do país, especializada na gestão de benefícios e seguros de ramos elementares, movimentou R$ 2 bilhões em prêmios em 2018, volume 11% maior que os R$ 1, 8 bilhão registrado em 2017.

Resultado da associação do fundo britânico Actis com o executivo Thomaz Menezes (ex-presidente da Sulamérica Seguros), a It´sSeg fechou o ano passado com 750 mil vidas administradas em carteiras de planos de saúde e de seguros de vida. A companhia tem hoje 850 clientes corporativos.

A It´Seg se tornou uma das principais consolidadoras do mercado brasileiro de corretoras de seguros. Desde o início de suas operações em 2014, a empresa fez 6 aquisições no mercado brasileiro. A companhia incorporou ao longo dos últimos anos as corretorasGrupo Radua, Torres Benefícios, Barela Seguros, Você Clube, PMR Seguros e MBS Seguros.

De acordo com o executivo Thomaz Menezes, CEO da corretora, a companhia segue atuando como consolidadora de mercado este ano. “Planejamos novas aquisições este ano para ampliar a escala de negócios no mercado brasileiro”, diz o executivo.

Para Menezes o mercado de benefícios vai experimentar crescimento este ano. “Há uma expectativa de melhora da economia com a reforma da previdência e melhoria do ambiente de negócios. Isso vai representar mais contratações e uma demanda maior das empresas por gerenciamento de suas carteiras de benefícios”

O fundo inglês Actis, sócio da operação, tem mais de US$ 9 bilhões de ativos sob gestão globalmente. A estratégia da It´sSeg tem sido a de comprar empresas de alta reputação com atuação principalmente no nicho de benefícios e gestão de risco para a atender à demanda de empresas por redução de custos com seguro saúde, hoje o segundo maior custo das organizações após a folha de pagamentos.

Icatu lança seguro educacional

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros acaba de lançar um produto voltado para o mercado educacional. O Seguro Nota 10 é um seguro remissivo para instituições de ensino, que permite que o aluno continue estudando em caso de morte, invalidez ou perda de renda de seu responsável financeiro.

O produto inclui também a possibilidade de contratação de seguro de Acidentes Pessoais que garante ao beneficiário uma indenização em caso de morte por acidente do aluno e/ou funcionário, além de reembolso de despesa médicas e odontológicas em caso de acidente.

“As mensalidades poderão ser quitadas de uma só vez, diretamente à instituição de ensino. O Seguro Nota 10 proporciona uma tranquilidade aos responsáveis financeiros que estarão garantindo a continuidade do estudo dos seus filhos, explica Luciana Bastos, responsável pelo desenvolvimento de Produtos de Vida da Icatu. 

Guep lança o “Uber” do atendimento de sinistro transporte

Guep lança produto transporte

Um dos desafios da Guep é facilitar o dia a dia dos envolvidos em seguros de transporte no Brasil. Para se ter uma ideia, o seguro de transporte apresentou crescimento de 15,3% em 2018, para prêmios de R$ 3,2 bilhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp. Apesar do resultado expressivo, considerando-se o recuo de 0,2% nas vendas de R$ 245,6 bilhões do mercado segurador, divulgado pela CNseg, a confederação das seguradoras, o montante está muito aquém do volume total de mercadorias transportadas no Brasil e também longe de índice ideal de proteção dos riscos aos quais as transportadoras e embarcadores estão expostos. 

De um lado, segurados justificam que contratam menos seguros do que pretendem em razão do elevado preço. Já as seguradoras argumentam que o preço é decorrente do risco e dos custos com indenização, sempre elevados. Este cenário é visto pela Guep, uma empresa provedora de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções integradas e análise de informações (Big Data), como uma grande oportunidade de negócio. 

Luiz Martins, Chief Product Officer (CPO) da Guep, explica que a empresa tem por objetivo alavancar a produtividade e eficiência dos serviços e produtos da cadeia logística, com o objetivo de facilitar o dia-a-dia do setor e proporcionar melhor custo benefício aos envolvidos na cadeia, como seguradoras, corretores, gerenciadoras de risco, reguladoras de sinistro, transportadores e embarcadores. “É um mercado complexo que diferente de outros segmentos de seguro,  possui demandas por soluções ainda não atendidas, e o nosso objetivo é justamente trazer ferramentas tecnológicas inovadoras para este público específico”, avalia.

Com tal missão, a empresa de tecnologia em softwares, lança neste mês a plataforma web “Central de Sinistro” e o aplicativo “Atende Sinistro”, que atrelada a um conjunto de sistemas para gestão e estatísticas de sinistros como as plataformas “Gestor de sinistro” e “Painel de sinistro”, facilitam e criam um ecossistema intuitivo e prático para todos os players do setor.

A solução “Central de Sinistro” tem a finalidade de auxiliar a Reguladora na abertura de chamados e gestão de sinistros no ramo de transporte. Além disso, como a reguladora geralmente é o responsável direto por contratar os vistoriadores pelo atendimento do sinistro, também poderá cadastrar todos os seus profissionais na plataforma, encaminhando link para que o vistoriador possa baixar gratuitamente o aplicativo “Atende Sinistro” em seu celular.

Após receber a informação do sinistro, o local do evento será plotado em mapa e os vistoriadores poderão ser localizados com assertividade por geolocalização através de sua disponibilidade, especialidade de atendimento e proximidade do local do sinistro. Nas próximas versões, será possível localizar prestadores de serviço como empresas de auto socorro, guincho e munck; hospitais; corpo de bombeiro; posto policial entre outros.  

“O vistoriador que estiver disponível, mais perto e com expertise no tipo de sinistro ocorrido, poderá ser notificado pela Reguladora sobre um novo atendimento. Uma mensagem será encaminhada para o aplicativo do vistoriador. Esta mensagem trará informações básicas sobre o sinistro como por exemplo natureza do evento, tipo de mercadoria e local para atendimento. Ao aceitar, o vistoriador recebe todas as demais informações do sinistro e à partir daí, tanto seguradora como reguladora passam a acompanhar o atendimento do vistoriador assim como passam a visualizar documentos, fotos, vídeos e áudios sobre as ocorrências”, explica Martins. 

Segundo ele, é possível também acompanhar na plataforma “Central de sinistro” as informações atualizadas através da “linha do tempo” por mensagens pré-formatadas de ações que o vistoriador utilizará no aplicativo “Atende sinistro” desde o acionamento, aceite e início de deslocamento, incluindo paradas, chegada no local do evento, início e fim do atendimento, trazendo com exatidão a data, hora e minutos de cada ação com sua devida latitude e longitude. “Com a plataforma Guep, a seguradora poderá acompanhar todos os processos de sinistro independente da quantidade de reguladoras que lhe prestam serviço, incluindo o devido espelhamento de tudo o que é encaminhado pelos vistoriadores em atendimento”. 

“O vistoriador que estiver disponível, mais perto e com expertise no tipo de sinistro ocorrido, poderá ser notificado pela Reguladora sobre um novo atendimento. Uma mensagem será encaminhada para o aplicativo do vistoriador. Esta mensagem trará informações básicas sobre o sinistro como por exemplo natureza do evento, tipo de mercadoria e local para atendimento. Ao aceitar, o vistoriador recebe todas as demais informações do sinistro e à partir daí, tanto seguradora como regulador passam a acompanhar o atendimento do vistoriador assim como passam a visualizar documentos, fotos, vídeos e áudios sobre as ocorrências”, explica Martins. 

Segundo ele, é possível também acompanhar na plataforma “Central de sinistro” as informações atualizadas através da “linha do tempo” por mensagens pré-formatadas de ações que o vistoriador utilizará no aplicativo “Atende sinistro” desde o acionamento, aceite e início de deslocamento, incluindo paradas, chegada no local do evento, início e fim do atendimento, trazendo com exatidão a data, hora e minutos de cada ação com sua devida latitude e longitude. “Com a plataforma Guep, a seguradora poderá acompanhar todos os processos de sinistro independente da quantidade de reguladoras que lhe prestam serviço, incluindo o devido espelhamento de tudo o que é encaminhado pelos vistoriadores em atendimento”. 


Salvatore Lombardi: uma central de atendimento totalmente digitalizada vem de encontro com as necessidades do mercado segurador

Para Salvatore Lombardi, responsável pelo segmento de seguro transportes do grupo Argo na América Latina, nos dias atuais a tecnologia é fundamental para o dia a dia das empresas “Essa iniciativa da Guep de uma central de atendimento totalmente digitalizada vem de encontro com as necessidades do mercado segurador, especialmente no segmento de seguro transportes, um ramo de seguro com produtos consultivos, que possui apólices personalizadas. Certamente irá ajudar muito no aumento da qualidade da prestação de serviços”, disse ele ao blog Sonho Seguro.

Paulo Alves: se convergirmos essas informações para alimentar o banco de dados de gerenciamento de riscos teremos muito mais governança e serviço agregado ao cliente

Paulo Alves, responsável pelo seguro de transportes da Axa XL, sempre busca inovações dentro do segmento de seguros de transportes e ficou entusiasmado com a central de atendimento de sinistros da Guep. “Olhando numa visão de futuro além de atendimento dos processos desde o início , a central consegue ter informações na linha do tempo que pode ser usada até para melhora processos de controles de riscos. Se convergirmos essas informações para alimentar o banco de dados de gerenciamento de riscos teremos muito mais governança e serviço agregado ao cliente”, comentou.

O executivo da Guep está otimista com o produto, uma vez que a plataforma foi criada para dar mais transparência para que tanto Seguradoras quanto Reguladoras possam acompanhar em um gride seus avisos de sinistros, assim como agilizar a produtividade de seus processos de comunicação, acionamento e atendimento, bem como controlar e reduzir custos operacionais e por fim aumentar a assertividade e qualidade do atendimento ao cliente final”, explica Martins. 

Em breve, a Seguradora se desejar, poderá também disponibilizar para seus corretores o acesso ao sistema para que estes possam acompanhar os sinistros de seus segurados. Também está previsto para as próximas versões, o atendimento automático por chatbot com inteligência artificial para abertura online do sinistro.

Entre os principais produtos vendidos para o mercado, o executivo cita o Guep Score, um sistema de análise de perfil securitário (pesquisa e consulta de motoristas e veículos); o sistema de averbação de cargas; as plataformas rota segura e Smart QAR.  Para saber mais detalhes, acesse o portal da Guep Techonology.

IRB lidera ranking de resseguro, com 35,4%

O IRB Brasil Re segue líder isolado no mercado de resseguro brasileiro com 35,4% de participação. O conjunto das demais resseguradoras com sede no Brasil possui participação de 8%, superior a das resseguradoras francesas, inglesas ou espanholas, segundo estudo divulgado pela resseguradora Terra Brasis. 

“Graças ao esforço da Susep e através de um pedido conjunto da Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-Re) e da Federação Nacional das Empresas de Resseguro (Fenaber), foi recentemente disponibilizado ao mercado os dados referentes as resseguradoras admitidas e eventuais. Aliadas as informações da resseguradoras locais, que já eram divulgadas anteriormente, é possível pela primeira vez confeccionar um ranking completo dos participantes de mercado”, citou Rodrigo Botti, CEO da Terra Brasis, no estudo.

Segundo o levantamento, o número de resseguradoras com envolvimento relevante no mercado brasileiro é muito menor do que comumente se imagina. Apesar de existirem mais de 100 entidades autorizadas a operar em resseguro no Brasil, quatro grupos econômicos recebem mais de 50% do resseguro cedido, 10 grupos recebem cerca de 75% do volume e 21 grupos cerca de 95%; 15 dos 20 grupos mais relevantes possuem resseguradora local, detendo 81% de participação de mercado.

Os grupos resseguradores com sede no Brasil lideram o mercado com 43,4% de participação. Os Estados Unidos (14,6%) e a Alemanha (14,1%) são os principais parceiros internacionais, seguidos de Suíça (9,2%), França (6,3%), Inglaterra (4,6%) e Espanha (4,6%). 

CEO da Axa roda o Brasil para fidelizar corretores

26/03/2019.Credito:Leandro Couri/EM/D.A Press.Brasil.MG.Belo Horizonte- Reuniao de relacionamento da AXA, Experience Club, no restaurante O Italiano, no bairro Olhos D´agua, na capital mineira.

Fonte: AXA

Nas últimas semanas, a AXA no Brasil apresentou seu programa de relacionamento com corretores, o AXA Experience Club, nas cidades de São Paulo (19/02), Rio de Janeiro (20/02), Curitiba (22/03), Belo Horizonte (26/03) e Porto Alegre (29/03). Com a presença da CEO da empresa no país, Delphine Maisonneuve, e executivos das áreas Comercial e Técnica, os eventos reuniram cerca de 150 corretores.

Os encontros são uma oportunidade de os participantes conhecerem os executivos da companhia, trocar experiências e contatos. “O corretor está muito próximo do nosso cliente final, é nosso principal parceiro. A ideia é trazê-lo para perto e construir soluções de forma conjunta, e a venda é uma consequência dessa proximidade”, afirma Delphine Maisonneuve, CEO da AXA no Brasil.

“A presença do nosso time nas regionais reforça que a companhia está de portas abertas para os parceiros interessados em se desenvolver e crescer junto conosco”, comenta Erika Medici, Vice-Presidente Comercial e Marketing da AXA no Brasil. O programa tem como objetivo entregar um rol de produtos, soluções e formatos de atendimento adequados ao perfil de cada corretor.

Valor Econômico publica Especial de Seguros e Resseguros

Valor Especial Seguros

O Valor Econômico publica hoje, 29, o Especial de Seguros do Valor Econômico . O especial, com 23 reportagens, traz os bons resultados que vem sendo obtidos pelas companhias diante de tantas mudanças. As matérias podem ser lidas por assinantes no portal do jornal e na edição impressa que circula com a edição desta sexta-feira.

Cenário – Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o avanço foi de 3,59%. Mas a reversão, de acordo com estimativas da CNseg, está prometida para este ano: mesmo no cenário mais pessimista, a entidade espera uma evolução de 5,6%. No mais otimista, o setor segurador deve crescer 10%. O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, relativiza os resultados do ano passado. “Houve uma mudança estrutural no mercado segurador a partir da ampla diferenciação de comportamento entre seus diversos segmentos”, diz. O comportamento dos setores foi marcado pela heterogeneidade. Os dados gerais, puxados para baixo sobretudo pelas perdas verificadas nos planos de acumulação previdenciários, escondem a performance muito boa de segmentos importantes. Vários ramos apresentaram receitas com avanços na casa dos dois dígitos, como transporte (16,1%), rural (11,4%), crédito e garantias (10,6%), responsabilidade civil (10,3%) e patrimonial (10%). “Esses são os novos protagonistas da procura por proteção, enquanto perde ênfase o histórico carro-chefe do setor, o ramo de automóveis”, diz Coriolano.

Fusões Seguradoras – O mercado segurador está em um momento crucial de mudanças, com desafios e oportunidades para todos. O fraco crescimento das vendas nos últimos anos, o aumento de danos por catástrofes, as baixas taxas de juros, a saturação de alguns mercados e a competição acirrada desencadearam uma onda de aquisições entre seguradoras, que impactaram também os corretores. Segundo Márcio Coriolano, presidente da CNseg, há espaço no mercado para muitos negócios. Os três maiores grupos representam mais de 50% do que é arrecadado. Os dez maiores, 80%. “Nos seguros de danos e responsabilidades, em 2008 os cinco maiores grupos eram responsáveis por 62% dos prêmios. Em 2018, por pouco mais de 52%.”

Fusões Corretoras – As aquisições e parcerias das seguradoras têm impacto direto no segmento de corretores de seguros, que há dois anos intensifica as negociações visando o aumento da escala para otimizar custos. A Comissão Europeia aprovou no dia 22 de março a aquisição do grupo britânico JLT pelo grupo Marsh McLennan (MMC) anunciado em setembro de 2018, por US$ 5,4 bilhões, pagos à vista. Trata-se da maior aquisição nos últimos dez anos realizada pela Marsh, a número um do ranking e o maior negócio do mercado de corretagem de seguros concretizado até hoje. 

Seguradoras Estrangeiras – Embora o número de empresas estrangeiras no mercado brasileiro de seguros não tenha aumentado nos últimos anos, os investimentos das multinacionais já presentes no país vem se intensificando. “A participação de seguradoras estrangeiras tem permanecido relativamente estável nos últimos 5 anos. Os deals mais recentes têm sido reforços de participação, joint ventures e compras de carteiras”, afirma Abel Colaço, executivo sênior da consultoria Bain & Company. O mercado brasileiro de seguros tem exibido um crescimento significativamente maior em relação ao conjunto da economia. “Em grande parte, isso se deve ao fato de que a população e as empresas do país ficaram mais preocupadas em proteger seus patrimônios. Por isso, as expectativas da Chubb para 2019 são as melhores possíveis tanto para os seguros mais básicos como para as proteções mais sofisticadas”, explica Antonio Trindade, CEO da Chubb.

Insurtechs – O número de startups que apostam em uso intensivo de novas tecnologias (machine learning, big data e analytics, inteligência artificial) para trazer inovação ao mercado de seguros não para de crescer. Globalmente, estima-se que existam mais de 1500 insurtechs em operação, como são conhecidas essas novatas. No Brasil, já são 79 startups atuando no setor. O Thinkseg Group ingressou na lista das 100 insurtechs mais inovadoras do mundo em 2018 elaborada pela empresa de pesquisas FinTech Global. A outra brasileira é a Minuto Seguros.

Corretoras Inovação – Corretoras tradicionais de seguros começam a apostar na transformação digital para fazer frente ao movimento iniciado pelas insurtechs. A mudança é mais acentuada entre as maiores empresas, com capacidade de investimento em processos e ferramentas, enquanto as menores ainda buscam seu posicionamento nesse novo universo. A transformação digital das corretoras será tema de curso da Escola Nacional de Seguros em abril, em São Paulo (SP), apresentado por Richard Furk, dono da H&H Corretora e da insurtech Dealerseg, voltada à indicação de leads e intermediação de negócios. 

Mobilidade – A crescente popularidade dos aplicativos de mobilidade e hospedagem tem aberto novas oportunidades de negócios para as seguradoras. As ações até agora implantadas são tímidas e nem mesmo os usuários, em sua maioria, sabem que estão sendo protegidos por uma apólice. É o caso da locadora de patinetes elétricos Grin, que fechou acordo com a seguradora HDI para acidentes pessoais. Para o corretor Alexandre Romero, sócio da Calcule Seguros, as perspectivas são promissoras. “As startups estão preocupadas em passar uma imagem e segurança”, diz. Em breve, revela, há possibilidade ser lançado um seguro exclusivo para motoristas de aplicativos. “Já há seguradoras prospectando este nicho”, diz. “Estamos em fase de maturação. É uma surpresa para o usuário”, diz Lara Murta, superintendente de autos e massificados da SulAmérica, que acredita na consolidação do modelo de economia compartilhada, embora em ritmo mais lento do que em outros países.

Seguro Viagem – Por meio de anúncios no Google, Letícia conheceu o site da ComparaOnline. Em poucos cliques, preencheu as informações cadastrais requeridas (idade, destinos, quantidade de dias), definiu as coberturas aderentes ao seu perfil e recebeu diferentes ofertas de seguros. “Verifiquei os valores, fechei a contratação e recebi a apólice por e-mail, em 10 minutos. O processo é prático e seguro”, conta.

XP – A corretora XP chega ao mercado com seguradora autorizada pela Susep no final do ano passado. De largada, serão distribuídos 20 fundos com planos PGBL e VGBL para clientes pessoa física, de diferentes classes de ativos (renda fixa, crédito privado, multimercados e renda variável), geridos por renomadas gestoras independentes. O braço segurador fez uma curadoria de fundos de previdência com gestão ativa de casas como Adam, JGP e Dahlia Capital. “Tivemos a preocupação de contar com uma prateleira enxuta, mas com a oferta de um portfólio robusto e com estratégias diferenciadas para os investidores”, afirma o sócio Roberto Teixeira.

D&O – O cenário de consolidação do D&O, que se tornou um fator prioritário no pacote de benefícios dos executivos, tem atraído mais seguradoras para atuar no segmento, como Porto Seguro e Austral. A Porto adquiriu duas carteiras, da AIG e da Travelers de dezembro até março. “Já atuávamos no segmento, mas a nossa estratégia é crescer na oferta de seguros financeiros para o segmento de pequenas e médias empresas”, afirmou Marcelo Picanço, diretor geral da Porto. O valor de prêmios emitidos pela Travelers em 2018 nestes ramos foi de aproximadamente R$ 60 milhões. “Não vamos absorver toda a carteira, e sim renovar os contratos que estiverem dentro da nossa proposta”, enfatizou. A Austral Seguradora promete para este semestre a sua estreia em D&O, antecipa Rodrigo Santos, diretor de subscrição da empresa. Segundo ele, uma das vantagens é ser mais flexível em relação às exclusões que o setor tem feito no pós- Lava-Jato. “Percebemos que podemos agregar muita expertise e diferenciais em um mercado que tem 75% das venda concentrados em cinco companhias”.

D&O Case – Sergio Hilgert, sócio diretor da Euroseg, corretora especializada em riscos corporativos, tem uma vasta experiência com seguro D&O. Umas boas, outras nem tanto. “A parte boa da história é que todos os casos geram aprendizado e motivam correções, por parte das seguradoras, nos produtos ofertados ao mercado, e pelos clientes, que aprendem com a dor”, diz.

Riscos Financeiros – As seguradoras estão de olho nas ofertas de ações que devem ganhar novo fôlego caso a reforma da Previdência seja aprovada, ajudando a destravar investimentos engavetados há mais de três anos. O seguro conhecido como POSI (Public Offering Securities Insurance) – que protege administradores, empresas, acionistas vendedores e controladores relacionada o prospecto -, está com demanda aquecida. “Com a retomada da economia e mudanças no cenário político, esperamos que em 2019 o Brasil tenha cerca de 30 empresas fazendo IPO ou ofertas secundárias. Como praticamente todas as emissões contam com esse seguro, esperamos que a procura deste tipo de seguro aumente exponencialmente”, afirma Luis Guilherme, da Marsh.

Riscos Cibernéticos – Crimes cibernéticos, falhas relacionadas à tecnologia da informação, vazamento de dados: problemas como esses aparecem entre as principais preocupações das empresas, segundo a pesquisa Allianz Risk Barometer 2019. A 8ª pesquisa anual da seguradora sobre as principais ameaças aos negócios foi realizada em 86 países, com participação de 2.415 especialistas em riscos corporativos.

Blockchain – Ainda incipiente entre as grandes seguradoras, as redes de blockchain começam a ganhar adeptos com a promessa de diminuir custos e aumentar a precisão na avaliação de riscos. A tecnologia permite o registro e o acompanhamento das transações de forma digital aumentando a transparência entre segurador e segurado, reduzindo a burocracia e o tempo necessário entre o sinistro e o pagamento do prêmio. A plataforma garante maior segurança e transparência na troca de informações com os clientes, além de facilitar o controle dos corretores. “O blockchain está para a indústria seguradora assim como o streaming de dados está para a indústria da música”, afirma o CEO da 88i, Rodrigo Ventura. 

Tecnologia – Seguradoras apostam na internet das coisas (IoT) para oferecer melhor proteção aos clientes. A tecnologia promete visão mais completa do segurado e do seu contexto, o que possibilita apólices mais personalizadas. “IoT permite que vários processos e serviços sejam integrados e centralizados em um único lugar, facilitando venda e consumo”, diz Fabio Dragone, diretor de digital e inovação do grupo Bradesco Seguros. Na Porto Seguro, os primeiros projetos ajudaram a identificar potenciais de aplicação e receptividade da tecnologia. Marcos Sirelli, diretor de TI, destaca o app Trânsito+gentil, que avalia perfil de condução e foi baixado por cerca de 900 mil clientes e não clientes. Ao baixar o app, o usuário ganha 5% de desconto no seguro.

Planos Corporativos – Pesquisas e estudos mostram que os brasileiros estão longe da real necessidade de poupança para a aposentadoria, principalmente por meio dos programas corporativos oferecidos pelas empresas aos seus funcionários.

Doenças Graves – Dados da FenaPrevi mostram que o volume de prêmios (valor pagos pelos segurados para contratar a proteção dos seguros) na modalidade “doenças graves ou doença terminal“, contratada por pessoas físicas cresceu 42,23%. Passou de R$ 179 milhões para R$ 255 milhões.

Bens de Consumo – Quem tem como sonho de consumo ter na garagem veículos com valor de R$ 1 milhão, como um Audi R 8 ou um Porsche Turbo, deve reservar antes até R$ 70 mil para as despesas com seguro (entre 5% e 7% de prêmio do valor do bem) e com garantia estendida. O conselho é de Fabiano Telatin, diretor de serviços de proteção de veículos da Assurant

Auto – No ramo de automóveis, algumas seguradoras conquistaram a façanha, em 2018, de aumentar em até dois dígitos o volume de prêmios – valor pago pelos segurados para contratar a proteção dos seguros. O percentual está bem acima do volume de prêmios médio do setor de auto, que ficou em 3% em 2018, comparado aos 6,5% registrados em 2017, segundo dados da Consultoria Rating de Seguros.

Clima Mudanças climáticas, redução de espaços verdes, falta de planejamento urbano: a soma de todos esses fatores tem provocado cada vez mais episódios de enchentes e causado com maior frequência danos a residências, empresas e automóveis, especialmente em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Resseguro – As resseguradoras movimentaram no ano passado R$ 11,98 bilhões, com alta de 8,3% em relação a 2017, segundo levantamento da Terra Brasis. O presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira, salienta que, embora o crescimento do setor tenha vinculação natural ao ritmo de evolução do PIB, o crescimento superior a 8% no volume cedido às resseguradoras, enquanto a economia avançou apenas 1,1%, mostra a capacidade do mercado de gerar negócios em momentos adversos.

Normas Contábeis – A abrangência setorial da IFRS 17 e sua característica multidisciplinar requer uma capacitação profissional que ainda não se consolidou no Brasil. Contadores, auditores, especialistas em TI, atuários e CFOs precisarão de formação específica para lidar com os desafios que virão pela frente, com êxito. “As universidades ainda não estão atualizadas”, diz Vania Borgerth, professora da Fucape Business School, de Vitória (ES). A CNseg tem buscado nivelar as informações entre os associados e contratou empresa de consultoria para ajudar a detalhar os diversos capítulos do IFRS 17 (são cerca de 600), identificando caminhos a serem seguidos, conforme Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg. “Desde sua publicação, buscamos iniciar os debates, tanto internamente, quanto com os órgãos reguladores, tentando entender os impactos sobre as associadas”, disse. Ocorre que o mercado segurador no Brasil é diverso, composto por empresas ligadas a grandes conglomerados e por seguradoras independentes. “Cada uma delas será afetada de forma distinta.”

Paulo Guedes exonera três diretores da Susep

Em decretos publicados hoje no Diário Oficial, a Presidência da República, com assinatura do ministro da Economia, Paulo Guedes, exonerou três diretores da Superintendência de Seguros Privados (Susep). São eles: Carlos Alberto de Paula, diretor de Supervisão de Conduta da , Marcelo Augusto Camacho Rocha, diretor de organização, e Paulo dos Santos, do cargo de diretor de administração.

Na semana passada, a primeira mulher na historia da Susep, a economista Solange Vieira assumiu o comando da autarquia responsável por fiscalizar e regular o mercado segurador. Paulo Guedes esteve presente na cerimônia de posse, ao lado de pesos pesados do setor e também os presidentes do BC, Roberto Campos Neto, do BNDES, Joaquim Levy, e Roberto Barbosa, da CVM.

Leia Mais “É preciso entender porque somos tão incipientes em seguros”, diz Solange Vieira, a nova xerife da Susep

SulAmérica publica balanço de forma lúdica e agradável

SulAmérica

A SulAmérica divulgou hoje o balanço anual de 2018, de uma forma inovadora e agradável para os stakeholders acompanharem os resultados do grupo.

Veja aqui

Seguros e gestão de riscos para barragens serão tema de evento conjunto da APTS, ABGR e ENS

Fonte: Márcia Alves

Três especialistas convidados discutirão a análise técnica e gestão dos riscos de barragens e a adequação do seguro de Responsabilidade Civil.

Na memória recente dos brasileiros, o tema barragem está associado a tragédias e enormes danos materiais e ambientais. Hoje, 45 barragens no país são consideradas vulneráveis, de acordo com relatório elaborado Agência Nacional de Águas (ANA). “Acidentes podem acontecer independentemente da nossa intenção. Mas, é possível colaborar para a sua ocorrência, de forma voluntária ou por motivos financeiros”, diz o consultor técnico em análise de risco Marcos Siqueira Moura, da Engenharia de Pesquisa & Solução.

Moura participará do Seminário “Seguros e gestão de riscos para barragens”, dia 26 de abril, apresentando o tema “Do projeto à confiabilidade: o risco da barragem”. O evento será promovido pela APTS em parceria com a ABGR e a ENS, das 9h às 12h, no auditório da ENS. “A gestão envolve o universo do risco, que começa pela observância, seguida pela análise técnica do risco, simulação e a caracterização do risco. É uma cadeia”, diz. 

Mais de 24 mil barragens estão em atividade no Brasil, para os mais diversos usos, desde a geração de energia elétrica até o armazenamento de resíduos de mineração, segundo relatório da ANA. Diante desse quadro, o advogado e titular da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguro, Walter Polido (foto), questiona: “Todos os sites do país estão adequadamente estruturados em face da prevenção de danos?”.

Esta e outras questões serão abordadas por Polido no evento, durante a apresentação do tema “A apólice de Responsabilidade Civil Geral é suficiente para a garantia dos riscos de barragens?”. Sobre o tema, ele apresentará diversos questionamentos para o debate e a reflexão: “Seria necessário contratar o seguro Ambiental específico?”; “As seguradoras devem assumir riscos de qualquer maneira, apenas em razão do interesse social representado pelo seguro?”. “Deve ser obrigatório o seguro?”.

Para o coordenador do seminário e secretário da APTS, Luiz Macoto Sakamoto, tragédias como as de Brumadinho e Mariana e até da Boate Kiss não deveriam acontecer ou, no mínimo, deveriam ter suas consequências mitigadas. “Eventos como estes reaquecem o debate sobre a importância da gestão de riscos. Lembrando que seguros e gestão de riscos fazem parte do mesmo ecossistema”, diz. 

A mediação do seminário será realizada pelo consultor de riscos e seguros, Paulo Leão Moura Jr., chairman da THB Corretora de Resseguros. O evento é gratuito e as inscrições podem ser realizadas diretamente no site da ENS.

Programação

Seminário “Seguros e gestão de riscos para barragens”

Dia: 26 de abril, das 9h às 12h

Local: Auditório da Escola Nacional de Seguros – Rua Augusta, 1.600, Consolação, S. Paulo (SP). 

Entrada: gratuita

Inscriçõeshttp://www.ens.edu.br/eventos/detalhes/seguros-e-gestao-de-riscos-para-barragens?local=2

9h – Credenciamento

9h15 – Abertura: APTS, ABGR e ENS

9h30 – Painel 1 – Os riscos de barragens: do projeto à confiabilidade

Práticas de análise técnica dos riscos de barragens (observância, simulação e caracterização dos riscos); gestão de riscos; orientações para a subscrição de riscos de barragens.

Palestrantes

Marcos Siqueira Moura – Engenharia de Pesquisa & Solução. Consultor técnico em Análise de risco de projetos elétricos de grande porte e associado da ABGR.

Paulo Leão de Moura Jr. – Chairman da THB Corretora de Resseguros. Consultor de Riscos e Seguros e associado da APTS.

10h10 – Debates

10h30– Intervalo para café

10h50 – Painel 2 – Barragens: a apólice de RCG é suficiente para a garantia dos riscos?

Ou seria necessário contratar o seguro Ambiental específico? Todos os sites do país estão adequadamente estruturados em face da prevenção de danos? As seguradoras devem assumir riscos de qualquer maneira, apenas em razão do interesse social representado pelo seguro?

Palestrante

Walter Polido – Consultor da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguro. Advogado, Árbitro, Professor e Coordenador Acadêmico do MBA Gestão Jurídica do Seguro e Resseguro da ENS.

11h30 – Debates

11h50 – Encerramento

Realização: APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro), ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos) e ENS (Escola Nacional de Seguros)

Coordenação: Coordenação: Luiz Macoto Sakamoto (APTS) e Marcelo D’Alessandro (ABGR)

MetLife une-se à Aliança Global de Mulheres da ONU

Fonte: MetLife

Empresa é a primeira seguradora a aderir à Aliança Global parapromover a diversidade e a inclusão

A MetLife tornou-se a 27ª empresa e primeira seguradora a ingressar na UN Women Global Innovation Coalition for Change. A Aliança é uma parceria dinâmica entre a ONU Mulheres e representantes-chave do setor privado, acadêmicos e instituições sem fins lucrativos focados no desenvolvimento do mercado de inovação para trabalhar melhor para as mulheres e acelerar a conquista da igualdade de gênero e o seu empoderamento.

O anúncio foi feito em um fórum do Dia Internacional da Mulher na sede da MetLife, em Nova York.“Ser convidado a participar da UN Women Global Innovation Coalition for Change é a prova do compromisso da MetLife com a diversidade, inclusão e o desenvolvimento de soluções inovadoras que criem oportunidades para todos”, disse Michel Khalaf, Presidente de Negócios e EMEA da EML e CEO da MetLife. “Estamos ansiosos para trabalhar com a Aliança para gerar maior impacto para as mulheres em todo o mundo”.