Swiss Re lança microsseguro para proteger menor renda de perdas com inundação em Bangladesh

A Swiss Re lançou hoje um produto que oferece a famílias pobres e vulneráveis um alivio de R$ 246 por residência instaladas nas margens de bacias hidrográficas do distrito Sirajganj, Bangladesh. Inicialmente, o projeto piloto do microsseguro de inundação irá cobrir 1.661 famílias pobres de 10 aldeias localizadas em áreas do distrito de Char Sirajganj. Segundo comunicado do grupo, o produto foi desenvolvido com a ONG Oxfam e tem como objetivo proporcionar um alívio de até BDT 8.000 (cerca de R$ 246) ) por família, em caso de inundação catastrófica. O valor, aparentemente pequeno, é basicamente suficiente para o conserto de um telhado, por exemplo.

Abul Hassan Ali Mahmood,, Ministro de Gestão de Desastres, disse: “Com esta iniciativa inovadora, as pessoas pobres e vulneráveis ​​da zona Sirajganj, que são vítimas regulares de inundação, vai se sentir mais seguras. Esse tipo de iniciativa ajuda o governo a abordar a redução de risco de desastres e gostaria que todos possam ajudar a ampliar esse esforço para cobrir toda Bangladesh”.

Segundo a executiva Claudia Melo, que trabalha na subsidiária do Brasil, em São Paulo, este é um tipo de produto que a Swiss Re pretende trazer ao país para ajudar a mitigar perdas com catástrofes naturais. “Seguro simples e com coberutras completas, que impressionem o cliente final”, diz Alfredo Goméz, Head of Latin America Treaty Underwriting da Swiss Re, durante palestra no painel “Importância do seguro e resseguro e experiências da Swiss Re ao redor do Mundo”, proferida no evento “Riscos de Inundação no Brasil: Impacatos no Mercado Segurador, Governo e Sociedade”, realizado em São Paulo, com o apoio da CNseg.

Preço acessivel. Esse ponto foi destacado por Goméz, pois sem isso será impossível desenvolver um mercado ainda inexplorado no Brasil. Preço acessível, explica, é um valor justo de acordo com o risco que o cliente representa. E mesmo assim, diz, é preciso ter uma forte parceria com serviços de prevenção de riscos, sistema de alerta, fluxo de caixa emergencial, entre outros. A comunicação, segundo Goméz, é a linha mestra do sucesso de produtos para inundação, como forma de ter um relacionamento de longo prazo com o cliente. “Ele precisa saber exatamente o que está coberto e quais os valores serão pagos e em quais situações, como, por exemplo, se o seguro poderá ser acionado a partir de um volume determinado de chuvas ou de elevação do rio a partir de um volume específico. “A certeza é que temos soluções para todos os riscos. É só uma questão de adequá-los e buscarmos formas de torná-los acessíveis com subsídios ou não”, afirma.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Ouça nosso podcast

ARTIGOS RELACIONADOS