O seguro está deixando de ser uma contratação realizada na etapa final de estruturação de grandes obras para participar das decisões que determinam a viabilidade dos investimentos. Preço, capacidade de cobertura, exclusões e exigências das seguradoras passaram a fornecer informações relevantes para construtoras, investidores e financiadores sobre os riscos envolvidos na execução dos empreendimentos. Essa é uma das conclusões do estudo global Beyond 2030: The Future of Construction, da Zurich, que analisa as transformações previstas para a indústria da construção nos próximos anos.
O relatório aponta que eventos climáticos extremos, escassez de profissionais especializados, digitalização e concentração de capital em projetos de grande porte estão modificando a avaliação dos riscos. O estudo também chama atenção para um problema recorrente: grandes projetos de capital apresentam, em média, estouros de orçamento de aproximadamente 80% e atrasos superiores a 50%. No Brasil, onde a expansão da infraestrutura depende de investimentos em energia, logística, saneamento e datacenters, a antecipação da análise de riscos pode contribuir para reduzir incertezas e melhorar as condições de financiamento.
Em entrevista ao Sonho Seguro, Sven Feistel, diretor executivo de Seguros Corporativos e Subscrição da Zurich Seguros, explica como essas mudanças estão chegando ao mercado brasileiro. O executivo revela que a companhia já segurou dez projetos de datacenters no país, que somam aproximadamente R$ 15 bilhões em valores segurados, e detalha como o resseguro, a engenharia de riscos e novas soluções de cobertura podem ampliar a capacidade de proteção de empreendimentos cada vez mais complexos.
Confira a entrevista
O estudo “Beyond 2030: The Future of Construction” mostra que as condições para contratar um seguro precisam ser avaliadas desde o planejamento do empreendimento. Na prática, já existem projetos de infraestrutura que precisam ser redesenhados ou ter seus cronogramas revistos para conseguir seguro e, consequentemente, financiamento? Como essa tendência aparece no Brasil?
Sven Feistel — A segurabilidade já influencia decisões tomadas nas etapas iniciais de grandes projetos. O estudo mostra que preço, capacidade disponível, riscos excluídos e condições de cobertura funcionam como sinais sobre a consistência do modelo de execução. Em empreendimentos intensivos em capital, restrições dessa natureza podem levar financiadores a rever condições, cronogramas ou a própria estrutura do investimento, sobretudo quando há pouca margem para atrasos ou desvios.
No Brasil, essa discussão ganha força em infraestrutura, concessões e obras de alta complexidade. Projetos de longa duração e dependentes de financiamento ficam particularmente expostos quando fatores externos colocam a execução sob pressão. A análise de segurabilidade ainda na estruturação ajuda a identificar fragilidades capazes de afetar custo, prazo e financiabilidade.
Um exemplo recente é o Zurich Data Center, lançado no Brasil em julho. A solução foi desenvolvida especificamente para a fase de construção desses empreendimentos e reúne seguro de Riscos de Engenharia, que garante danos materiais e perdas de lucros esperados, coberturas especializadas e serviços de engenharia de riscos. Seu desenho considera dependências que extrapolam o próprio canteiro de obras, permitindo avaliar exposições capazes de comprometer o cronograma de implantação antes que elas se transformem em perdas de maior impacto.
Eventos climáticos extremos aparecem no estudo como o risco mais severo para a construção nos próximos cinco anos. Como enchentes, secas, ondas de calor e tempestades estão alterando a subscrição dos seguros de engenharia no Brasil? Há regiões, tipos de obras ou características de projetos em que obter cobertura já ficou mais difícil ou mais caro?
Sven Feistel — A intensificação do risco eleva a exposição de determinadas regiões, mas é preciso cuidado: uma chuva intensa, por exemplo, produz impactos distintos conforme o terreno, a infraestrutura disponível e as medidas de proteção existentes. O que mais faz diferença na subscrição são as condições de cada local, que podem ser muito específicas até em um mesmo bairro, e a preparação do empreendimento para lidar com esses eventos. Em outras palavras, o grau de exposição da obra é um fator analisado, mas os recursos adotados para lidar com eventos severos têm peso nas condições de cobertura.
O Brasil vem convivendo com episódios de chuva intensa em diferentes regiões. Para o setor de construção, o desafio consiste em entender como o comportamento do clima pode impactar não só o andamento das obras, mas toda a vida útil do empreendimento. Estamos falando de estruturas que devem estar preparadas para durar décadas.
Olhar apenas para o histórico já não é suficiente. A Zurich utiliza o serviço Climate Spotlight para avaliar a exposição a partir da localização geográfica de cada ativo e projetar como esses riscos podem evoluir no futuro. A ferramenta reúne bases públicas, dados proprietários e o histórico da companhia e atualmente analisa mais de 14 perigos climáticos em diferentes cenários alinhados à metodologia do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com projeções que chegam até 2100.
Para avaliações que exigem maior profundidade, o Climate Spotlight Expert acrescenta a atuação dos engenheiros da Zurich Resilience Solutions, com análise individualizada do local e recomendações de prevenção e mitigação. A contratação desses serviços está disponível para todas as empresas, seguradas ou não pela Zurich.
Nos seguros de Riscos de Engenharia, esse conjunto de informações dá à subscrição uma leitura mais precisa da exposição presente e futura do projeto.
O relatório chama atenção para projetos cada vez maiores e mais concentrados, capazes de testar os limites tradicionais de capacidade do mercado segurador. Esse movimento já é percebido no Brasil em áreas como data centers, energia, saneamento, rodovias e grandes obras industriais? O mercado brasileiro tem capacidade suficiente ou será cada vez mais dependente do resseguro internacional?
Sven Feistel — A concentração de capital em grandes empreendimentos já encontra exemplos claros no Brasil. O segmento de data centers ilustra bem a questão: o país responde por cerca de 48% da capacidade instalada em operação na América Latina e por 71% daquela atualmente em construção na região, segundo o JLL Latin America Data Center Report, produzido pela consultoria JLL.
A Zurich já segurou dez projetos de data centers no Brasil, que somam aproximadamente R$ 15 bilhões em valores segurados, e lançou, em julho, o Zurich Data Center, solução destinada à fase de construção. Com base no seguro de Riscos de Engenharia, o produto contempla proteções específicas de acordo com as características do empreendimento. O lançamento mostra também o que se espera do mercado segurador nesse cenário: soluções sob medida, com estruturas de seguro compatíveis e avaliação de riscos interdependentes.
Como falamos de grandes projetos e importâncias seguradas elevadas, o resseguro nacional e internacional exerce uma função de destaque ao distribuir exposições e preservar capacidade para novos negócios.
Um exemplo recente é o acordo global de resseguro na modalidade quota share estruturado pela Zurich para seu portfólio de construção de data centers. Nesse modelo, seguradora e resseguradores compartilham proporcionalmente os riscos assumidos, ampliando a capacidade disponível para subscrever projetos cada vez maiores e mais complexos.
A estrutura pode disponibilizar até US$ 1 bilhão em capacidade de risco para apoiar o crescimento da carteira global de data centers da companhia. Iniciativas desse tipo ajudam a diversificar exposições, preservar a solidez da carteira e manter espaço para a subscrição de novos empreendimentos de grande porte.
O estudo mostra que grandes projetos de capital ainda apresentam, em média, estouros de orçamento de cerca de 80% e atrasos superiores a 50%. Como esse histórico afeta a análise das seguradoras? Até que ponto seguro garantia, seguros de Riscos de Engenharia e uma avaliação prévia de riscos podem ajudar investidores e financiadores a identificar projetos mais vulneráveis antes do início das obras?
Sven Feistel — Desvios recorrentes de prazo e orçamento comprometem a previsibilidade de grandes projetos e expõem fragilidades na execução. No Brasil, esse desafio aparece também nas obras públicas. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), até abril de 2025, 11.469 das 22.621 obras financiadas com recursos federais estavam paralisadas, o equivalente a 50,7% do total.
O dado dimensiona a dificuldade de execução de projetos de infraestrutura e a importância de identificar vulnerabilidades antes que elas comprometam o empreendimento. Estrutura financeira, cronograma e dependências críticas revelam quanto o projeto consegue absorver diante de um imprevisto. Quando o financiamento deixa pouca margem para desvios, um atraso repercute rapidamente sobre custos e fluxo financeiro.
Os instrumentos de proteção oferecem leituras complementares. No seguro garantia, as mudanças regulatórias dos últimos anos deram maior peso à análise de risco pelas seguradoras. A nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), sancionada em 2021 e em vigor desde janeiro de 2024, expandiu a atuação da seguradora nos contratos de obras e serviços de engenharia ao prever a cláusula de retomada, pela qual ela pode assumir a responsabilidade pela continuidade da obra em caso de inadimplemento da contratada. A alteração exige uma avaliação técnica mais aprofundada da capacidade do tomador de cumprir as obrigações assumidas.
Já os seguros de Riscos de Engenharia tratam dos riscos próprios da construção, enquanto a Zurich Resilience Solutions (ZRS), área da Zurich dedicada a serviços de prevenção e gestão de riscos, acrescenta conhecimento técnico voltado à preparação e à resiliência dos negócios. Em um empreendimento ainda em definição, as informações de um serviço de engenharia podem subsidiar, por exemplo, a escolha da localização e indicar medidas de adaptação antes da construção.
Para investidores e financiadores, considerar essas perspectivas fornece uma visão mais consistente das condições de execução do empreendimento. O resultado serve de base para definir contingências, exigências contratuais e medidas de mitigação antes que problemas estruturais se traduzam em estouros de orçamento ou atrasos significativos.
Outro alerta do estudo é a escassez de mão de obra qualificada, que deixa de ser apenas uma questão de número de trabalhadores e passa a ser um problema de capacidade técnica. Como erros de projeto, falhas de supervisão, problemas de integração e falta de profissionais especializados chegam às apólices? Esse cenário aumenta a importância de coberturas como responsabilidade civil profissional e D&O?
Sven Feistel — Na construção, a questão da mão de obra não se restringe à quantidade de profissionais disponíveis. A complexidade dos projetos exige conhecimentos específicos e coordenação adequada entre as especialidades envolvidas. Quando há uma falha técnica, os reflexos não necessariamente ficam restritos ao serviço em que ela ocorreu. Para o seguro, o enquadramento varia conforme o dano, a responsabilidade envolvida e as condições previstas na apólice.
A Responsabilidade Civil Profissional, ou E&O (Errors and Omissions, erros e omissões), tem relação direta com esse ponto, pois trata da responsabilização por prejuízos decorrentes de falhas ou omissões na prestação de serviços profissionais. Em obras de alta complexidade, a atuação de engenheiros, arquitetos e outros especialistas abrange responsabilidades próprias, especialmente quando diferentes disciplinas precisam funcionar de maneira integrada.
No D&O (Directors and Officers, seguro de responsabilidade de administradores), a discussão é outra. Uma falha técnica na obra, isoladamente, não caracteriza uma questão relacionada à cobertura, já que o D&O diz respeito à responsabilidade de executivos por atos praticados no exercício de suas funções. A conexão surge quando os fatos alcançam decisões de gestão ou responsabilidades atribuídas aos administradores, observadas as circunstâncias de cada caso e os termos contratados.
A construção está se tornando mais digital, com BIM, digital twins, automação, equipamentos conectados e sistemas integrados. Ao mesmo tempo, a Zurich aponta o crescimento da exposição cibernética no setor. Como combinar seguros de engenharia e cyber diante de um empreendimento em que um ataque ou falha tecnológica pode interromper a obra, gerar atraso e provocar perdas financeiras relevantes?
Sven Feistel — A digitalização trouxe novas dependências para os projetos de construção. Sistemas utilizados no planejamento, na gestão da obra e na integração de equipamentos têm participação importante na execução, e uma indisponibilidade ou comprometimento dessas tecnologias pode interromper atividades, afetar cronogramas e gerar impactos financeiros.
O estudo chama atenção justamente para o fato de que, em ambientes mais conectados, uma falha técnica ou humana tende a se propagar com maior rapidez.
Seguros de Engenharia e Cyber tratam de riscos distintos, mas precisam ser considerados a partir da mesma compreensão do empreendimento. Nos seguros de Engenharia, o foco está nos riscos próprios da construção e nos danos materiais previstos em apólice.
Em Cyber, a Zurich observa aspectos como dependência de sistemas e dados, fornecedores tecnológicos, histórico de incidentes e capacidade de manter ou recuperar a operação diante de uma interrupção. Antes de definir a proteção, é necessário entender onde estão as principais exposições e quais consequências uma indisponibilidade tecnológica traria para a obra.
A conexão entre as duas frentes aparece na interdependência dos riscos, ponto também destacado pelo Global Risks Report 2026, do Fórum Econômico Mundial, do qual o Zurich Insurance Group é parceiro estratégico.
Em uma obra digitalizada, uma falha tecnológica deixa de ser um problema isolado de TI e alcança sistemas, fornecedores e infraestruturas críticas que sustentam a execução. Nesse cenário, o plano de continuidade de negócios ganha peso por estruturar a resposta a interrupções que atingem diferentes elos ao mesmo tempo e testar alternativas de recuperação. A lógica é verificar, antes de uma crise, se a operação tem condições de manter atividades essenciais ou retomá-las dentro do prazo necessário.
O relatório alerta que padronização, modularização e pré-fabricação podem aumentar produtividade e reduzir custos, mas também fazer com que um mesmo defeito seja reproduzido em vários projetos. Como as seguradoras avaliam esse risco de acumulação? A industrialização da construção exigirá mudanças nas coberturas e nos modelos de subscrição?
Sven Feistel — De acordo com o próprio Beyond 2030: The Future of Construction, a adoção da construção modular subiu de cerca de 32% para 50% entre 2023 e 2024, enquanto a pré-fabricação avançou de aproximadamente 53% para mais de 66%. Os números dimensionam a velocidade da transformação.
O desafio é que materiais, sistemas e métodos construtivos chegam a vários empreendimentos sem que exista, necessariamente, experiência de longo prazo sobre seu comportamento em diferentes condições de uso.
É uma dinâmica que demanda uma leitura que ultrapasse os limites de uma obra individual. A atenção recai sobre o que se repete entre os projetos e sobre a possibilidade de uma vulnerabilidade comum resultar em ocorrências simultâneas. Mas são riscos que só serão percebidos conforme a repetição de um padrão nos problemas e defeitos da construção ao longo do tempo.
Do ponto de vista do seguro, a evolução dessas exposições é que vai indicar se serão necessários ajustes adicionais nas condições de cobertura. Como as apólices são renovadas periodicamente, é uma questão que pode ser gerenciada a médio e longo prazo, inclusive do ponto de vista regulatório, à medida que o setor de construção se moderniza e novos riscos vão sendo identificados nos processos construtivos.
É possível que surjam modelos de subscrição capazes de captar melhor o risco de repetição e acumulação entre projetos, principalmente diante da aceleração da tecnologia.
O mercado segurador, que tem uma tendência à cautela e à gestão de riscos, deve ter maior apetite para soluções tradicionais ou consolidadas, avaliar a capacidade dos clientes de gerenciar seus próprios riscos ou exigir que novas soluções sejam sustentadas por evidências sobre qualidade, inspeção e reparabilidade, com acompanhamento do desempenho antes da disseminação em larga escala.
A Zurich defende que as seguradoras participem dos projetos mais cedo, ainda nas decisões de localização, desenho, materiais e fornecedores. No Brasil, o seguro ainda costuma entrar tarde demais na estruturação das grandes obras? Qual seria o ganho concreto para construtoras, investidores e financiadores ao envolver seguradoras e engenheiros de risco desde a concepção do empreendimento?
Sven Feistel — No Brasil, o momento em que o seguro entra na estruturação varia de acordo com o porte e a complexidade do projeto. Ainda assim, há espaço para antecipar a participação em grandes obras. Decisões tomadas na concepção condicionam aspectos que depois se tornam difíceis ou caros de rever.
Conforme destacado pelo Beyond 2030: The Future of Construction, a segurabilidade precisa ser considerada durante a estruturação do empreendimento, e não somente no momento de contratar a apólice.
Um dos pontos novos trazidos pelo estudo mede o valor dessa antecipação: os maiores riscos de viabilidade muitas vezes só ficam evidentes quando parte do capital já foi comprometida e as alternativas são menores.
O estudo recomenda avaliar desde o início questões como capacidade da rede, disponibilidade de recursos, exposição climática, licenciamento e fornecedores. Serviços de engenharia de risco podem ser opções para avaliar riscos e vulnerabilidades.
A presença de seguradoras e engenheiros de risco desde a concepção acrescenta uma leitura técnica quando ainda há margem para rever premissas diversas. O ganho está em chegar às decisões de investimento e financiamento com uma visão mais completa das condições de execução, o que reduz a chance de descobrir limitações comprometedoras quando alterar o projeto já exige mais tempo e capital.
Considerando a necessidade brasileira de investimentos em infraestrutura e a perspectiva de novos projetos em energia, data centers, logística, saneamento e indústria, onde a Zurich enxerga as maiores oportunidades para seguros corporativos nos próximos anos? E quais riscos podem se transformar em gargalos para a expansão desses investimentos se não forem tratados desde agora?
Sven Feistel — A Zurich enxerga um cenário favorável para os seguros corporativos no Brasil, apoiado pela expansão e modernização da infraestrutura e pela chegada de projetos de maior porte.
As oportunidades aparecem justamente onde há maior necessidade de capacidade, especialização e conhecimento técnico para acompanhar projetos mais intensivos em capital. Energia, logística, saneamento, indústria e infraestrutura digital reúnem empreendimentos com ciclos longos, contratos complexos e diferentes fases de exposição.
Para nós, da Zurich, uma empresa multilinha e com experiência em grandes riscos, o potencial está em acompanhar esse desenvolvimento com soluções corporativas compatíveis com a escala e a natureza dos investimentos, sem reduzir a discussão a um único produto ou ramo.
Sobre os riscos, outro ponto de atenção destacado pelo estudo global da Zurich é a interrupção de infraestruturas e sistemas críticos, que aparece como a ameaça mais interconectada de toda a rede analisada, mesmo ocupando a sexta posição em gravidade percebida. Limitações em sistemas essenciais conseguem desencadear ou agravar outras vulnerabilidades e atingir vários projetos ao mesmo tempo.
Nesse campo, os serviços de Engenharia de Riscos acrescentam uma avaliação técnica das exposições e das medidas de mitigação ao longo da execução das obras. A Zurich mantém uma área própria dedicada a esse trabalho, inclusive com acompanhamento dos riscos durante as fases de projeto, construção e comissionamento. Os planos de continuidade de negócios completam a preparação ao definir como a operação deve responder diante de interrupções em serviços e recursos dos quais depende.



























