Zurich lança seguro contra fraudes corporativas em meio ao avanço dos golpes e à maior pressão por compliance

Com fraudes mais sofisticadas e maior atenção à governança e gestão de riscos, seguradora passa a oferecer solução voltada a instituições financeiras e empresas de diversos setores

Fraudes corporativas seguem entre os riscos mais relevantes para empresas e instituições financeiras em todo o mundo. Para atender uma demanda crescente por proteção a esse tipo de risco, a Zurich Seguros está lançando um novo produto voltado à proteção contra fraudes corporativas, o Zurich Fraudes Corporativas. A solução atua em duas frentes: enquanto uma atende instituições financeiras, a outra é direcionada a empresas de diferentes setores da economia.  

Entre os diferenciais da solução está a ampliação da cobertura para situações de fraude praticadas por terceiros, inclusive em casos em que não há participação direta de funcionários da empresa segurada, um tipo de ocorrência que tem se tornado mais frequente com o avanço dos golpes digitais. Também oferece cobertura contra manipulação fraudulenta de sistemas ou dados eletrônicos e podem contemplar extensões como falsidade ideológica, custos de investigação, despesas jurídicas e medidas voltadas à mitigação de perdas e recuperação de ativos. 

De acordo com Hellen Fernandes, gerente executiva de Linhas Financeiras da Zurich Seguros, as fraudes têm evoluído rapidamente, cenário que motivou a Zurich a estruturar produtos que atendam de forma robusta a essa necessidade das empresas.  

“Hoje, as fraudes aparecem em situações como golpes de engenharia social, falsificação de identidade de fornecedores ou manipulação de sistemas para autorizar pagamentos indevidos. São casos que podem gerar perdas financeiras relevantes e afetar a reputação e a confiança de clientes e investidores”, afirma a executiva. 

Para Jose Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos e Subscrição de Ramos Elementares da Zurich, diante de um cenário de riscos mais complexos e de maior pressão por governança e controles, a transferência de risco por meio do seguro tem ganhado espaço nas estratégias de gestão corporativa. Para muitas empresas, a contratação desse tipo de proteção passa a integrar uma abordagem mais ampla de gestão de riscos, que combina prevenção, compliance e mecanismos financeiros capazes de ajudar a absorver eventuais perdas decorrentes de fraudes.  

“Por isso, as apólices da Zurich foram estruturadas para apoiar as organizações na gestão desses eventos, oferecendo suporte financeiro para etapas como investigação, análise do incidente e adoção de medidas necessárias para conter impactos e reduzir prejuízos, inclusive à reputação da empresa”, afirma o executivo. 

Avanço dos golpes 

De acordo com a Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), associação internacional que reúne especialistas em investigação e prevenção a fraudes, organizações perdem em média cerca de 5% de sua receita anual em decorrência de fraudes ocupacionais (provocadas pelos próprios colaboradores). A edição 2024 do relatório Report to the Nations, produzido pela entidade, analisou 1.921 casos em 138 países e registrou perdas superiores a US$ 3,1 bilhões. 

Em paralelo, a sofisticação dos golpes também tem aumentado. O Global Fraud Report 2024, elaborado pela GBG, empresa global de tecnologia especializada em verificação de identidade e prevenção a fraudes digitais, mostra que 96% dos profissionais de risco, fraude e compliance afirmaram ter observado aumento na complexidade das fraudes no último ano. 

No Brasil, esse cenário também avança. Em pesquisa de 2024 da Grant Thornton Brasil (empresas de auditoria, consultoria e tributos), realizada com mais de 100 profissionais de empresas de diferentes setores brasileiros, 63% haviam identificado uma ou mais fraudes no último ano, sendo o principal objetivo a obtenção de ganhos financeiros e a principal motivação a ocorrência de uma oportunidade. 

Por outro lado, em linha com pesquisa global da PWC (também de 2024), resultado da consulta a 2,5 mil empresas em mais de 60 países e em que 81% acreditam que os esforços governamentais em aplicar leis anticorrupção estão se tornando mais robustos, o Brasil apresenta um ambiente de maior atenção à governança corporativa, integridade e controles internos.  

O Banco Central também vem fortalecendo mecanismos de prevenção e resposta a fraudes no sistema financeiro e no ecossistema do Pix, com atualizações regulatórias e operacionais voltadas ao aumento da segurança das transações digitais. Nesse contexto, cresce a percepção de que controles internos, compliance, tecnologia e instrumentos de transferência de risco precisam atuar de forma complementar.

Soluções para instituições financeiras e empresas de diversos setores 

O produto substitui versões anteriores da companhia e foi reformulado com coberturas ampliadas, alinhadas aos produtos globais da companhia. Ambos os seguros são destinados a empresas com faturamento anual mínimo a partir de R$ 1 milhão. 

A nova configuração busca ampliar a proteção das empresas diante do avanço e da sofisticação das fraudes corporativas, incorporando mecanismos que apoiam as organizações tanto na resposta ao incidente quanto na gestão das consequências financeiras e operacionais associadas a esse tipo de ocorrência. Na prática, as apólices foram desenhadas para responder a situações cada vez mais frequentes no ambiente corporativo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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