EZZE Seguros estima fechar 2021 com crescimento de 200% em vendas

Boa parte do resultado é creditada aos R$ 15 milhões investidos em tecnologia e digitalização nos dois anos de operação

Com início das operações em 2019, a EZZE Seguros, seguradora startup formada por profissionais do mercado, completa dois anos com otimismo. O faturamento da empresa foi de R$ 140 milhões em 2020. Para 2021, a previsão é chegar a R$ 420 milhões, crescimento de 200%. A meta é alcançar R$ 1 bilhão até 2024 e se configurar entre as 20 maiores seguradoras do país, mesmo com o pessimismo dos economistas com a previsão do PIB para os próximos dois anos. Boa parte do resultado é creditada aos R$ 15 milhões investidos em tecnologia e digitalização nos últimos dois anos para tornar mais próxima a relação com os corretores e, principalmente, reduzir a burocracia no processo de cotação e emissão de apólices e geração de boletos.

“Nossa estratégia é multicanal para oferecer o tipo de atendimento que o cliente deseja. Ao mesmo tempo em que ser digital é um grande diferencial por trazer a desburocratização e agilidade ao processo de cotação e emissão de apólices, o investimento em unidades físicas leva nossa marca para outras regiões, ajuda no estabelecimento de uma relação de confiança com clientes, corretores e parceiros. Seguro é confiança e uma empresa relativamente nova como a nossa ainda precisa se apresentar a determinados públicos de forma presencial, com olho no olho”, comenta Richard Vinhosa, CEO e fundador da Ezze Seguros, em nota divulgada.

Além do escritório na zona sul de São Paulo, a EZZE inaugurou ao longo deste ano unidades em Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e iniciou o atendimento remoto para o interior de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e toda a região do Nordeste. O número de produtos de seguros oferecidos pela EZZE também cresceu. Passou de 20 para 69 cadastrados na Susep (Superintendência de Seguros Privados) e o Seguro Garantia, carro chefe da seguradora no início da operação, passou a dividir espaço com outras linhas como o Seguro Transportes, Vida, Massificados, Bancassurance e de Agronegócios, entre outras, que ganharam relevância e maior participação nos negócios feitos pela empresa.

Hoje, nove produtos estão disponíveis no portal digital: Responsabilidade Civil Profissional, Garantias Tradicionais, Depósito Recursal, Seguro Vida para Pequenas e Médias Empresas, Vida Global, RCO, Transportes nacional, Transportes Internacional e Seguro Agrícola. Juntos, esses produtos representam 65% de todas as apólices emitidas pela startup – só em setembro, foram 1 mil apólices feitas pelo portal, superando R$ 4 milhões em prêmios.

“Estamos em fase de consolidação de massificados e acreditamos muito no Seguro de Vida, que sofreu um revés na pandemia, mas neste novo período será um produto com relação financeira saudável para clientes e seguradoras”, afirma Ivo Machado, vice-presidente Comercial e de Marketing da EZZE. A empresa também planeja, em 2022, entrar no mercado de seguros para automóveis. “Reunimos um time com expertise ereconhecimento no mercado para nos ajudar a desenvolver esse projeto. Trabalhamos no modelo de partnership com 20 sócios que são executivos da empresa e atuam na figura de empreendedores”, explica Vinhosa. No total, a empresa que começou com 20 colaboradores é formada hoje por uma equipe de cerca de 100 profissionais.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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