Seguradoras pagam US$ 37 bilhões em perdas de clientes com catástrofes em 2015

Captura de Tela 2016-03-30 às 09.23.46As catástrofes naturais e provocadas pelo homem totalizaram perdas econômicas de US$ 92 bilhões em 2015, segundo o relatório Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, divulgado hoje. O valor é inferior aos US$ 113 bilhões em 2014. As indenizações pagas amenizaram tais perdas globais, com o pagamento de US$ 37 bilhões em 2015, valor menor do que o desembolsado pelas seguradoras no ano anterior, quando segurados receberam US$ 62 bilhões para reparar perdas.

O Brasil entrou no mapa de catástrofes com a tragédia de Bento Rodrigues, com o vazamento da barragem da Samarco, a maior tragédia ambiental do Brasil. Sem valores ainda definidos de indenizaçÕes, o estudo registra a morte de 24 pessoas. O seguro de bens é liderado no Brasil pela nova Chubb e o de responsabilidade civil pela Allianz. No entanto, várias apólices dos acionistas, como Vale e BHP podem ser acionadas mundialmente em razão das decisões do Ministério Público sobre a responsabilidade dos sócios. Este é um dos sinistros mais comentados e discutidos no mercado londrino, pela grande participação de companhias, pelos valores envolvidos e pelas dúvidas levantadas sobre gestão do risco.

Comentários de contextualização do Brasil à parte, voltando ao estudo, a Ásia, pelo terceiro ano consecutivo, lidera as perdas econômicas, com US$ 38 bilhões, e com apenas US$ 6 bilhões recuperados por meio de apólices de seguro. O terremoto no Nepal foi o maior desastre do ano em todo o mundo, matando perto de 9 mil pessoas, a maior perda de vidas em um único evento.

Das perdas seguradas globais, US$ 28 bilhões foram atribuídos a catástrofes naturais. No entanto, o maior evento de perda de segurado do ano – uma perda de propriedade estimado de entre US $ 2,5 bilhões e US $ 3,5 bilhões – foram as duas grandes explosões no Porto de Tianjin, na China, em agosto. Este sigma inclui um capítulo especial sobre a experiência de Tianjin, que colocou um holofote sobre o risco de acumulação em grandes centros de transporte como portos. A gravidade das explosões e grandes exposições de ativos no momento significa que Tianjin é o maior evento de perda de seguro feito pelo homem já registrado na Ásia, e também um dos maiores eventos de perda de seguros feitas pelo homem em todo o mundo.

O estudo completo pode ser acessado no link http://www.swissre.com/sigma/

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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