Antonio Trindade está entre os executivos mais poderosos e influentes do mercado segurador brasileiro. Além de ser o presidente da Chubb no Brasil, a maior companhia no segmento de grandes riscos e a décima maior no ranking geral de seguros, com faturamento de R$ 3,4 bilhões em 2015, ele tem uma rede de contatos de dar inveja nas mais de três décadas que atua no setor. Amigos, clientes, profissionais e corretores que o seguem para onde quer que vá. Trindade fez carreira no Unibanco, que virou Unibanco AIG em 1997 e Itaú Unibanco em 2009. Quando a ACE pagou R$ 1,5 bilhão ao Itaú para ficar com a carteira de grandes riscos, Trindade foi convidado a presidir a nova companhia. No meio do caminho do processo de integração Ace Itaú, Trindade abraçou outro compromisso: integrar a Chubb ao grupo, comprada mundialmente pela ACE por US$ 28 bilhões em 2015, criando a nova Chubb.
Em 2016, além dos desafios que a crise política e econômica impõem aos brasileiros, Trindade também tem de finalizar a integração de sistemas e de equipes, manter a emissão de contratos e pagamentos de indenizações e foco na inovação de produtos e serviços que atendam às expectativas de clientes em um cenário de forte competição e crise econômica que pressiona gestores de riscos por cortes de custos. Sem falar no gerenciamento de grandes sinistros como o da Samarco, protagonista da maior tragédia ambiental do Brasil, e no atendimento a clientes corporativos que acionaram seus programas de seguros em decorrência de perdas com a crise econômica e consequências da Lava Jato, que investiga o maior caso de corrupção já vista no país, envolvendo Petrobras e as maiores construtoras. Nada que fuja da rotina de uma empresa líder em riscos corporativos.
Como você vê a nova Chubb?
A nova Chubb é o resultado da maior transação da história do mercado de seguros. O negócio possibilitou a união de duas grandes operações complementares, dando origem à maior companhia do mundo em propriedades e responsabilidade civil (P&C). Em base pró-forma, a empresa tem capitalização de mercado de aproximadamente US$ 54 bilhões, prêmios brutos anuais de US$ 37,4 bilhões e ativos de aproximadamente US$ 154 bilhões.
No Brasil?
A ACE já se destacava como a maior companhia de P&C, após a compra da carteira de grandes clientes corporativos da Itaú Seguros. A empresa é líder no oferecimento de soluções para as grandes organizações. Por outro lado, a Chubb vinha desenvolvendo uma operação considerada modelo para o médio mercado. Assim, o aspecto complementar das duas empresas no país era bastante claro. A fusão destes dois legados deu origem a uma companhia muito bem posicionada para oferecer produtos e serviços tanto para as grandes empresas quanto para o médio mercado, além de indivíduos e famílias. A fusão também significa a união de duas culturas muito bem definidas. Tanto a ACE quanto a Chubb operavam com foco na disciplina de subscrição de riscos, eficiência operacional e excelência nos serviços. A associação de ambas as equipes está dando origem a uma nova companhia, ainda mais forte e preparada para atender o mercado.
O ano de 2016 será dedicado à integração das equipes ou a companhia já está pronta para disputar o mercado com os concorrentes?
A integração começou a ser planejada logo após o anúncio da aquisição, em 1º de julho de 2015, e implementada a partir de 15 de janeiro de 2016. Em São Paulo, até o final deste semestre, os funcionários de ambas companhias deverão estar trabalhando em quatro andares do edifício Eldorado Business Tower, onde já funcionava a matriz da ACE. Nas filiais, as equipes estão praticamente definidas. Hoje, cada um dos pontos de contato com os corretores e parceiros já está capacitado para lidar com produtos e serviços dos dois legados. No aspecto formal, seguiremos utilizando até o final do ano as inscrições da ACE e da antiga Chubb no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.
Na prática?
As operações não pararam em nenhum momento. Pelo contrário, os corretores, parceiros de negócios e clientes continuaram contando com o mesmo serviço de excelência e com os compromissos já firmados. O que está mudando é a capacidade da nova Chubb servir o cliente com um conjunto mais amplo de produtos e serviços. Nesta direção, estamos preparando lançamentos importantes por conta da sinergia obtida com a fusão. Em particular, os corretores e parceiros de negócios já estão notando que podem colocar toda a sua produção na nova Chubb, pois contam com o nosso suporte tanto no segmento de grandes empresas quanto no médio mercado.
Como a companhia vai ofertar bons programas de Grandes Riscos aos clientes num cenário de corte de custos?
Somos uma seguradora focada em underwriting. Nossa vocação é oferecer aos nossos clientes e corretores a melhor relação entre custos e benefícios. A qualidade desta entrega não se altera com os movimentos da economia. Por pensar desta forma, a nova Chubb hoje é responsável no Brasil por grande parte dos principais riscos cobertos por seguros. Estamos oferecendo aos consumidores uma ampla gama de produtos, que vão desde seguros para clientes de alta renda, passando por vida em grupo, afinidades, propriedades e responsabilidade civil. São soluções que irão atender não apenas os grandes riscos, mas também a pequena empresa e o médio mercado.
Atualmente, o corte de custo atinge até mesmo manutenção de equipamentos e a troca de funcionários antigos por novos que ainda precisam ganhar experiência, potencializando o risco de acidentes. Assim, como mitigar riscos neste momento?
Entender com profundidade a operação de nossos clientes é parte essencial na avaliação e precificação de riscos que iremos assumir. Nossa capacidade de mitigar riscos advém deste posicionamento e consideramos que isso vale para qualquer ocasião, seja qual for o momento da economia.
Como a empresa pretende manter a oferta de seguros para riscos financeiros (garantia, crédito, D&O) em um cenário que aponta para 3 anos de crise econômica?
Em todo e qualquer ciclo econômico, há setores em contração e em expansão. Temos um bom planejamento e estamos sempre atentos às oportunidades que aparecem. Digo isso porque a nova Chubb traz em seu DNA uma grande capacidade de crescimento. Basta observar que nos últimos 10 anos o legado da ACE, que deixou de ser uma empresa pequena para os padrões globais e se transformou na maior seguradora de capital aberto do mundo em P&C. Agora, após a fusão, essa impressionante capacidade de expansão ganhará novo vigor em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Dentro da América Latina, como se posiciona o Brasil na nova Chubb?
As operações da Chubb na América Latina estão divididas em três grandes áreas. Na região Norte, estão o México, América Central e Caribe. Na região Andina encontram-se Equador, Chile, Argentina, Colômbia e Peru. A outra área compreende o Brasil, que é considerado uma região inteira, e esta operação é liderada por mim. Há pouco mais de um ano, a ACE já havia realizado no País um de seus investimentos mais expressivos, ao adquirir a unidade de Grandes Clientes Corporativos da Itaú Seguros. Isto demonstra a confiança da organização no mercado brasileiro, que na época que já vivenciava uma situação econômica complexa.
Qual é a principal mensagem do grupo aos clientes?
A nova Chubb é bem mais forte do que os legados da ACE e da Chubb, separadamente, pois estamos tirando grande proveito da sinergia proporcionada pela fusão. Se eles já confiavam na excelência de nossos seguros e serviços, vão ficar ainda mais satisfeitos. A união entre ACE e Chubb representa a maior transação da história da indústria de seguros. Nossa presença em 54 países nos transforma em uma empresa com maior capacidade global, compartilhada em três valores: underwriting, atendimento e execução superiores. Os clientes poderão usufruir de uma companhia ainda mais forte e rentável, com capacidade de produtos e serviços personalizados, de acordo com cada demanda.
Você vem de uma seguradora, a Unibanco AIG, que criou líderes, hoje em cargos de destaque em várias companhias do setor no Brasil e na América Latina. Pretende manter essa trajetória? Quais os seus planos?
Estou muito feliz com o estágio atual de minha carreira. Os desafios de participar de uma nova fusão entre empresas são motivadores e gratificantes. Pretendo seguir nessa trajetória e, junto com minha equipe, consolidar a nova Chubb em um lugar de destaque no mercado brasileiro de seguros.



















SR antonio trindade , eu JAIR CESAR venho cumunicar que alguns fucionarios desta renomada empresa na qual e presidente estao lhe enganado e a mim tambem pois estao ometindo dados referente a meu seguro desde 2011 pois pedi um relatorio dos pagamentos feitos via VIVOe sumiran com meu dinheiro e o seu tambem pois se esconde atras dos telefones e nao me informan o sr poderia faser um levantamento {ou alditoria interna} e ver onde esta minhas apolices desde 2011 quando começou a ser cobrado indevidamente maqueado em recarga de celula agora que mudei de plano descobri que tenho um seguro sem ter assinado e lido nem copia dele aguardo resposta JAIR DE ASSIS CESAR NETO TL 011973418833