As catástrofes naturais e provocadas pelo homem totalizaram perdas econômicas de US$ 92 bilhões em 2015, segundo o relatório Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, divulgado hoje. O valor é inferior aos US$ 113 bilhões em 2014. As indenizações pagas amenizaram tais perdas globais, com o pagamento de US$ 37 bilhões em 2015, valor menor do que o desembolsado pelas seguradoras no ano anterior, quando segurados receberam US$ 62 bilhões para reparar perdas.
O Brasil entrou no mapa de catástrofes com a tragédia de Bento Rodrigues, com o vazamento da barragem da Samarco, a maior tragédia ambiental do Brasil. Sem valores ainda definidos de indenizaçÕes, o estudo registra a morte de 24 pessoas. O seguro de bens é liderado no Brasil pela nova Chubb e o de responsabilidade civil pela Allianz. No entanto, várias apólices dos acionistas, como Vale e BHP podem ser acionadas mundialmente em razão das decisões do Ministério Público sobre a responsabilidade dos sócios. Este é um dos sinistros mais comentados e discutidos no mercado londrino, pela grande participação de companhias, pelos valores envolvidos e pelas dúvidas levantadas sobre gestão do risco.
Comentários de contextualização do Brasil à parte, voltando ao estudo, a Ásia, pelo terceiro ano consecutivo, lidera as perdas econômicas, com US$ 38 bilhões, e com apenas US$ 6 bilhões recuperados por meio de apólices de seguro. O terremoto no Nepal foi o maior desastre do ano em todo o mundo, matando perto de 9 mil pessoas, a maior perda de vidas em um único evento.
Das perdas seguradas globais, US$ 28 bilhões foram atribuídos a catástrofes naturais. No entanto, o maior evento de perda de segurado do ano – uma perda de propriedade estimado de entre US $ 2,5 bilhões e US $ 3,5 bilhões – foram as duas grandes explosões no Porto de Tianjin, na China, em agosto. Este sigma inclui um capítulo especial sobre a experiência de Tianjin, que colocou um holofote sobre o risco de acumulação em grandes centros de transporte como portos. A gravidade das explosões e grandes exposições de ativos no momento significa que Tianjin é o maior evento de perda de seguro feito pelo homem já registrado na Ásia, e também um dos maiores eventos de perda de seguros feitas pelo homem em todo o mundo.
O estudo completo pode ser acessado no link http://www.swissre.com/sigma/


















