As 50 maiores seguradoras e grupos do país encerraram o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 18,4 bilhões, crescimento de 11,3% em relação aos R$ 16,5 bilhões apurados no mesmo período de 2025. Os dados são de levantamento da consultoria Siscorp Sistemas Corporativos, elaborado com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Em valores absolutos, o setor adicionou cerca de R$ 1,86 bilhão ao lucro em um ano. A comparação dos dois levantamentos da Siscorp mostra, entretanto, desempenhos bastante distintos entre as maiores companhias. Enquanto algumas seguradoras ampliaram o resultado em ritmo próximo ou superior a 30%, outras tiveram estabilidade ou redução do lucro.
O Banco do Brasil manteve a liderança do ranking, com lucro líquido de R$ 3,21 bilhões no primeiro semestre deste ano, praticamente estável diante dos R$ 3,206 bilhões registrados entre janeiro e junho de 2025. A alta foi de apenas 0,1%.
O Bradesco permaneceu na segunda posição, com R$ 2,50 bilhões, avanço de 3,6% sobre os R$ 2,42 bilhões do mesmo período do ano passado. A Caixa, terceira colocada, apresentou uma expansão mais forte: o lucro passou de R$ 2,05 bilhões para R$ 2,34 bilhões, crescimento de 14%.
Na quarta posição, o Itaú Unibanco registrou R$ 1,60 bilhão, ante R$ 1,27 bilhão no primeiro semestre de 2025, alta de 25,9%. Um dos principais destaques entre os maiores grupos foi a Porto Seguro. O lucro cresceu 49,5%, de R$ 832,1 milhões para R$ 1,24 bilhão, fazendo a companhia avançar da sexta para a quinta posição no ranking da Siscorp.
A SulAmérica, que ocupava a quinta colocação em junho de 2025, passou para a sexta posição, apesar do aumento de 29,8% no resultado. O lucro subiu de R$ 852,3 milhões para R$ 1,11 bilhão. Também ganhou posição a Prudential, que avançou do oitavo para o sétimo lugar. A companhia registrou lucro de R$ 962,9 milhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 27,2% em relação aos R$ 757,2 milhões do mesmo intervalo do ano anterior.
Já a Tokio Marine passou da sétima para a oitava posição. Seu lucro recuou 9,5%, de R$ 792,6 milhões para R$ 717,7 milhões. Zurich e HDI completam o grupo das dez maiores em lucro. A Zurich avançou uma posição, para o nono lugar, ao elevar o resultado em 7,4%, de R$ 520,3 milhões para R$ 558,6 milhões. A HDI caiu da nona para a décima posição depois de registrar redução de 7,6%, de R$ 592,2 milhões para R$ 547,3 milhões.
Entre as empresas que aparecem logo abaixo das dez primeiras, também houve avanços relevantes. O lucro da Seguros Unimed cresceu 23,6%, de R$ 385,8 milhões para R$ 476,9 milhões, levando a companhia da 12ª para a 11ª colocação. A Icatu apresentou expansão de 21,8%, para R$ 425,1 milhões.
Um dos maiores crescimentos percentuais entre as companhias com lucro superior a R$ 100 milhões foi registrado pelo BTG Pactual. O resultado saltou de R$ 111,2 milhões para R$ 181,2 milhões, alta de 62,9%. O Safra também avançou fortemente, de R$ 131,8 milhões para R$ 180,8 milhões, crescimento de 37,2%.
Na comparação anual, os números revelam ainda mudanças importantes na parte inferior do ranking. Algumas companhias que tiveram lucro no primeiro semestre de 2025 passaram ao vermelho em 2026. É o caso de Mitsui Sumitomo, que saiu de lucro de R$ 14,8 milhões para prejuízo de R$ 15,7 milhões; Sura, de lucro de R$ 14 milhões para perda de R$ 11,2 milhões; e Starr, de resultado positivo de R$ 20 milhões para prejuízo de R$ 2,4 milhões. A AXA continuou no vermelho, mas reduziu a perda de R$ 8,6 milhões para R$ 7,4 milhões.
Concentração segue elevada
Os cinco primeiros colocados — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Porto Seguro — somaram aproximadamente R$ 10,89 bilhões em lucro no primeiro semestre. O montante corresponde a cerca de 59% dos R$ 18,4 bilhões registrados pelo conjunto das 50 maiores empresas analisadas pela Siscorp.
O levantamento também permite observar que o crescimento dos resultados não foi uniforme. A expansão consolidada de 11,3% resulta de uma combinação entre ganhos expressivos de grupos como Porto Seguro, SulAmérica, Prudential, BTG Pactual e Safra e desempenhos mais modestos ou negativos de outras companhias.






















