Há relações comerciais que se medem em números. Outras, pelo tempo. E há aquelas que se fortalecem na combinação entre resultado, constância e confiança. É nesse terceiro grupo que a MetLife parece apostar ao celebrar os 10 anos do programa Be Private, iniciativa criada para estreitar laços com corretores estratégicos e transformar parceria comercial em relacionamento de longo prazo.
Mais do que uma campanha de vendas, o programa nasceu para reconhecer corretores com forte produção em vida e odontologia corporativa e oferecer uma jornada contínua de benefícios. Entre eles, viagens anuais, apoio comercial dedicado, condições diferenciadas, conteúdos de capacitação e proximidade com executivos da companhia. Ao longo da última década, o Be Private se consolidou como uma espécie de clube de alta performance dentro da operação da seguradora, uma operação de destaque para um dos maiores grupos seguradoras de vida dos Estados Unidos.
Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife, resume que a proposta sempre foi ir além do incentivo tradicional. Segundo ele, o objetivo era “criar realmente uma relação mais forte com os parceiros”, estruturando um programa claro de relacionamento e valorização. Hoje, os participantes são segmentados conforme o volume de negócios com a companhia e contam com benefícios proporcionais ao nível de parceria.
As viagens, embora sejam a face mais visível do programa, representam apenas uma parte da estratégia. A cada edição, os destinos são escolhidos para provocar experiências memoráveis e compartilhadas. Tudo começou em Fernando de Noronha, em 2017. Na época, realizar um evento corporativa na ilha era um enorme desafio, como a equipe MetLife gosta: abrir caminhos para o crescimento local.
Ao recordar a trajetória do Be Private, Gomez listou cenas que ajudam a contar essa história: mergulhos inéditos em Fernando de Noronha com direito a por do sol classificado como um dos mais exuberantes do mundo, navegar pela floresta e ter encontros com comunidades na Amazônia com direito a inauguração da feira de artesanato dos Cambebas, um jantar na capela e a balada no vagão do bar do trem para Machu Picchu, a mística cidade perdida dos Incas, com um fim de tarde na única árvore do Vale da Lua com direito a um show com trompete, o café da manhã no Geiser e o céu estrelado do deserto do Atacama, paisagens de gelo como esta expedição recente ao fim do mundo.

“Fazer as coisas com capricho se transformou numa forma de demonstrar respeito”, afirmou o executivo ao grupo reunido a bordo do Cruzeiro de Expedição Ventus Australis, passando por exuberantes glaciares até chegar ao Cape Horn, ponto geográfico mais austral do mundo, na Patagonia, em uma viagem realizada entre 13 e 17 de abril deste ano. Trata-se de ponto mais ao sul das Américas, a apenas 1 mil quilômetros da Antártica. Por essas águas passar nomes com Fernão de Magalhães, James Cook, Ernest Shackleton e Amyr Klink. E agora a tropa de elite de parceiros comerciais da área comandada por Ramon Gomez.
A lógica parece simples: quando o parceiro percebe cuidado nos detalhes, entende que esse mesmo cuidado estará presente na relação comercial. Em um mercado competitivo, no qual preço e condições são facilmente comparáveis, atributos intangíveis ganham peso crescente. Nos bastidores, o reconhecimento dos corretores vai além dos eventos. Em conversas durante a viagem, muitos parceiros destacaram fatores recorrentes para explicar a fidelidade à MetLife: estabilidade das equipes de atendimento, acesso fácil aos executivos, flexibilidade para estruturar soluções e agilidade em momentos sensíveis, como pagamento de indenizações e ajustes operacionais. São atributos que nem sempre aparecem em apresentações institucionais, mas pesam no cotidiano de quem precisa atender clientes corporativos e resolver demandas com rapidez. Ramon agradeceu emocionado a toda equipe comercial liderada por Gustavo Toledo, Bruno Acioly, Gabriela Geesdorf e Vanessa Kirschner Pereira. E como não poderia faltar, a equipe Motivation,

O CEO da MetLife no Brasil, Breno Gomes, destacou que participa pessoalmente dessas viagens há quatro anos e que este é o único encontro desse tipo do qual participa em toda a companhia. O gesto ajuda a traduzir a relevância estratégica da iniciativa. “É super legal ver aqui super parceiros. A companhia tem um plano super ambicioso de crescimento e depende desse tipo de parceria para conquistar a meta de dobrar novamente o market share. Fomos a seguradora que mais cresceu em 2025 e queremos manter esta conquista juntamente com todos vocês”, afirmou.
Na visão do CEO, o país reúne características únicas que atraem multinacionais e novos entrantes, como seguradoras que atuavam apenas em seguros de bens e agora correm para conquistar uma fatia do seguro de pessoas. Gomes reforça que o desafio da indústria está em ampliar o alcance do seguro de vida além das classes A e B, onde a penetração já avançou. “O microseguro tem um grande potencial e desperta muito o interesse dos investidores, mas o desafio maior é democratizar de fato, com produtos que façam sentido na vida dos consumidores.
E este foi um ponto muito citado pelos parceiros: a capacidade da seguradora em desenvolver negócios sob medida. Em vez de se limitar às apólices tradicionais de vida em grupo e dental, a companhia ampliou atuação em produtos estruturados e programas desenhados para grandes ecossistemas de distribuição, como plataformas, empresas de base tecnológica e operações de afinidades. Esse movimento acompanha a própria diversificação da MetLife no país, organizada em três frentes principais: o segmento corporativo via corretores, canais massificados e parcerias com grandes bases de clientes, e soluções individuais voltadas ao público de alta renda.
Ao completar dez anos, o Be Private revela algo relevante sobre o mercado segurador: relações duradouras continuam sendo um diferencial competitivo. Tecnologia, preço e escala importam. Mas confiança, presença e reciprocidade seguem decisivos. Talvez por isso tantos corretores retornem ano após ano. Não apenas pela viagem seguinte, mas pela sensação de serem tratados como parceiros de fato.
Há relações comerciais que nascem de uma boa proposta. Outras se consolidam pelo preço competitivo. Mas as mais duradouras costumam ser construídas por algo menos tangível: confiança. Ao ouvir os depoimentos de corretores convidados para a celebração dos dez anos do programa Be Private, da MetLife, fica claro que esse é o principal ativo cultivado pela seguradora junto a seus parceiros de negócios.

Vindos de diferentes regiões do país, perfis e modelos de atuação, os executivos repetem conceitos semelhantes ao explicar por que mantêm suas carteiras de vida e odontologia corporativa com a companhia: estabilidade das equipes, proximidade com lideranças, flexibilidade comercial, capacidade de customização e agilidade na hora em que o cliente mais precisa.
Lauriane Batista, da Sisters Seguros, de Fortaleza, participa pelo quinto ano consecutivo do programa e ressalta os desafios de expandir o seguro de vida no Nordeste, região com menor poder aquisitivo médio. Para ela, treinamento e apoio das seguradoras aos times comerciais são essenciais para ampliar vendas. Ainda assim, destaca o valor do reconhecimento recebido pela MetLife ao incluir parceiros regionais no grupo seleto do evento.
De São Paulo, Valter Costa Junior, da Costa e Parra Corretora, conta que está no programa desde praticamente o início. Especialista em seguros massificados, ele afirma que a MetLife compreendeu as necessidades de sua operação e ajudou a desenhar produtos aderentes ao perfil de seus clientes. Na avaliação do executivo sobre o mercado de seguros em geral é que todos ainda precisam investir mais em capacitação comercial e qualificação da ponta de vendas para ampliar a penetração do seguro no país.
Thomaz Menezes, CEO da Acrisure Brasil, resume a viagem como “uma experiência única”, mas leva a conversa para um tema estrutural: educação financeira. Para ele, falta comunicação mais eficiente sobre a importância do seguro de vida como ferramenta de proteção familiar de baixo custo e alto impacto no segmento de vida e também de patrimônios. “Temos de virar a chave e ampliar a penetração de seguros no Brasil dos atuais 5,5% do PIB para 10%, como prevê o planejamento do setor divulgado pela Confederação das Seguradoras, a CNseg”, disse.
Daniel Sierota, da Random Corretora, do grupo Heinz, reforça outro ponto recorrente entre os parceiros: personalização. Segundo ele, clientes querem soluções aderentes ao seu perfil e à realidade de cada operação. “Produtos mais customizados” são, na sua visão, o caminho natural para o avanço do setor. A hiperpersonalização tem sido um tema constante nos pedidos dos corretores de seguros às seguradoras.
Mariana Marques, fundadora e CEO da Boon, destaca a capacidade de cocriar soluções com rapidez. Segundo ela, a MetLife conta com uma equipe parceira e estratégica, o que permite adaptar propostas às necessidades específicas de cada cliente. Para a executiva, o setor como um todo precisa abandonar fórmulas engessadas e avançar em hiperpersonalização.
Com unidades em Americana e São José do Rio Preto, a Perena nasceu da experiência de seus sócios na gestão de operadoras de saúde e expandiu atuação para benefícios corporativos. Celso Ronaldo Soares afirma que a fidelização com a MetLife foi construída pela flexibilidade e pela capacidade de desenvolver soluções específicas quando clientes demandaram projetos diferenciados. Para ele, relações duradouras surgem quando seguradora e corretor compartilham o mesmo propósito: ajudar empresas a melhorar benefícios, controlar custos e ampliar bem-estar dos colaboradores.

À frente da unidade de benefícios da Wiz Corporate, Gustavo Cruz Quentão, destaca a longa relação profissional com a MetLife em projetos estruturados e operações de grande porte. Na sua avaliação, o mercado precisa valorizar mais a seguradora que já atende determinada conta, estimulando concorrência saudável sem romper vínculos de confiança construídos ao longo do tempo. Ele ressalta ainda a capacidade da companhia de criar produtos sob medida, com flexibilidade para canais de afinidade, grandes grupos e novas demandas corporativas.
No interior paulista, Edison Guerra, da Rodonaves Corretora, associa sua fidelidade à companhia à retenção de profissionais e à qualidade do serviço prestado. Em sua síntese mais direta, lembra que, no seguro de vida, o cliente compra sobretudo a capacidade de pagamento do sinistro. É nesse momento que reputação e confiança se tornam decisivas.
André Vilar, da Triunfo Administradora e Corretora de Seguros, acrescenta um tema em ascensão: sucessão patrimonial. Para ele, o seguro de vida ainda é mal compreendido no Brasil e deveria ser mais associado ao planejamento sucessório, especialmente entre empresários e famílias com patrimônio relevante. O executivo elogia a entrada da MetLife em soluções voltadas também a esse público.
George Pinto, da CVI Seguros, empresa do grupo Carraro, também enfatiza o canal aberto com diretoria, subscrição e áreas técnicas. Em sua leitura, seguradoras deveriam comunicar melhor o retorno social proporcionado pelo setor, especialmente após grandes eventos climáticos e perdas econômicas relevantes.
Ricardo Anbar, diretor da Howden Brasil, resume a parceria em uma palavra: transparência. Para ele, o corretor valoriza saber que há alguém “do outro lado” disposto a resolver problemas e crescer em conjunto, sem criar barreiras desnecessárias. Jolini Alzani, da Vila Velha Seguros, reforça que respostas rápidas, bom atendimento e possibilidade de ajustes quando o cliente demanda algo específico ajudam a sustentar relações de longo prazo.
Já André Vernaglia, CEO da Holden Consultoria de Seguros, chamou atenção para um detalhe simbólico: a mesma equipe da MetLife acompanha o programa há anos. Em um mercado marcado por alta rotatividade, constância virou diferencial competitivo. Citou também o cuidado: “Você reparou na quantidade de pessoas que estão cuidando para que tudo de certo? Isso parece um detalhe, mas mostra o gerenciamento de risco de uma seguradora de ponta”.
Fundador de uma operação que completa 16 anos e vive fase de expansão nacional, Alex Sigrist, do Grupo Exalt, participa pela primeira vez diretamente do programa, embora corretoras associadas ao grupo já marcassem presença em edições anteriores. Para ele, a fidelização com a MetLife decorre da parceria construída ao longo do tempo, da força da marca e da capacidade de apoiar negociações em um segmento exigente como benefícios corporativos. Na avaliação do executivo, há espaço para ampliar a penetração do seguro de vida empresarial por meio de revisão periódica das apólices, atualização de capitais segurados e inclusão de coberturas adicionais de baixo custo, que ajudam retenção de talentos e fortalecem o pacote de benefícios das empresas.

Um privilégio fazer a cobertura deste evento. Ao final, os relatos convergem para uma percepção rara em tempos de relações cada vez mais transacionais: corretores permanecem fiéis quando se sentem respeitados, ouvidos e apoiados. A viagem à Patagônia celebra 10 anos de um programa de relacionamento. Mas, pelos depoimentos, o que realmente se comemora é algo mais difícil de construir: confiança sustentada no tempo.


















